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agosto 19, 2018

Irmãos Campana na Multiarte, Fortaleza

Ceará recebe, pela primeira vez, mostra com as peças mais emblemáticas da dupla

Fundado em 1983, em São Paulo, pelos irmãos Fernando (1961) e Humberto Campana (1953), o Estudio Campana se tornou famoso pelo design de mobiliário, por criações de peças intrigantes – como as poltronas Vermelha e Favela – e, também, por ter crescido nas áreas de Design de Interiores, Arquitetura, Paisagismo, Cenografia, Moda, entre outras.

O trabalho dos Campana incorpora a ideia de transformação, reinvenção e integração do artesanato na produção em massa; tornando preciosos os materiais do dia a dia, pobres ou comuns, que carregam não só a criatividade em seu design, mas também características bem brasileiras – as cores, as misturas, o caos criativo e o triunfo de soluções simples.

“O trabalho dos irmãos Campana se antecipa à moda de tal forma que podemos encontrar sua influência por toda parte. Mas a forma humilde e humana de apresentar seus trabalhos deve ser imitada, e sua vanguarda respeitada”, diz Stephan Hamel, em seu texto para o catálogo.

A exposição, que abre no próximo dia 16 de agosto com a presença dos artistas, apresenta uma seleção primorosa, com 33 peças e uma montagem ousada e divertida.

Segundo Max Perlingeiro, diretor da Multiarte e curador da mostra “eleger as obras para compor a exposição foi o grande desafio – seriam necessários muitos metros quadrados mais, para abrigar a primeira seleção. Por fim, optamos por um “concerto de câmara”, mas não tão silencioso, porque todos os espaços disponíveis da Galeria serão contemplados: do estacionamento ao jardim.

Mas, talvez, um dos trabalhos mais impressionantes desta mostra seja permanente. Fernando e Humberto criaram para a Galeria Multiarte uma fachada-objeto-design com a conjugação de 1304 cobogós “Mão”.

Impressionados pelo desastre ambiental na cidade de Mariana, MG e em apoio a iniciativa coletiva chamada Brado Mariana, resolveram criar um tijolo de cobogó, cujo desenho interno representa o formato de uma mão, como um simbólico manifesto às tragédias causadas no estado.

O cobogó Mão, resulta em uma alquimia de materiais naturais, em que são utilizados três diferentes tipos de argila, gerando maior resistência à peça. A intenção era que a lama de Mariana fosse integrada a massa, mas não foi possível pois interferiria na qualidade do produto, deixando-o quebradiço. Sua produção foi possível graças a uma parceria do Instituto Campana com a Divina Terra, Turmalina, MG.

Nos últimos anos, os Campana exploraram o cobogó em seus mobiliários e, posteriormente, em projetos de arquitetura. Elemento totalmente brasileiro, criado por três engenheiros (Amadeu Coimbra, Ernest Boeckmann e Antônio de Góis) que intitularam a peça através das iniciais de seus sobrenomes, o cobogó pode ser utilizado em diferentes escalas e contextos, valorizando, principalmente, a difusão de luz e passagem de ar.

“A modernidade de nosso trabalho está também em mostrar que com os refugos do passado se constrói não apenas a contemporaneidade, mas também o futuro”.

Além de suas notórias criações de design o público terá a oportunidade de conhecer os processos artísticos dos Campana em desenhos, pinturas, esculturas e fotografias.

As peças Campana fazem parte de coleções permanentes de renomadas instituições culturais como MoMa, em Nova York; Centre Georges Pompidou, em Paris; Vitra Design Museum, em Weil am Rhein; Museu de Arte Moderna de São Paulo e, também, Musée Les Arts Décoratifs, em Paris. Os irmãos foram homenageados com o prêmio “Designer do Ano” pela Design Miami,em 2008 e os “Designers do Ano” pela Maison & Objet, em 2012. Neste mesmo ano, eles foram selecionados para o Prêmio Comité Colbert, em Paris; homenageados pela Design Week, em Pequim; receberam a “Ordem do Mérito Cultural”, em Brasília, e foram condecorados com a “Ordem de Artes e Letras” pelo Ministério da Cultura da França. Em 2013, eles foram listados pela revista Forbes entre as 100 personalidades brasileiras mais influentes. Em 2014 e 2015 a Wallpaper os classificou, respectivamente, entre os 100 mais importantes e 200 maiores profissionais do design.

Posted by Patricia Canetti at 3:47 PM