Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


outubro 2016
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
            1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 31          
Pesquise no blog:
Arquivos:
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
setembro 2012
agosto 2012
junho 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
novembro 2011
setembro 2011
agosto 2011
junho 2011
maio 2011
março 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
junho 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
maio 2009
março 2009
janeiro 2009
novembro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
maio 2008
abril 2008
fevereiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
junho 2007
maio 2007
março 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

outubro 24, 2016

My body is a cage na Luciana Caravello, Rio de Janeiro

My body is a cage é a próxima exposição coletiva a ser apresentada na Galeria Luciana Caravello, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Raphael Fonseca, a exposição retira seu título de uma música homônima da banda canadense Arcade Fire. Conforme dizem seus versos, “My body is a cage / that keeps me from dancing to the one I love / but my mind holds the key” (“Meu corpo é uma jaula / que me impede de dançar com quem eu amo / mas minha mente segura a chave”), ou seja, se trata de uma música que reflete sobre a inevitável prisão à qual todos os humanos estão condicionados biologicamente: o seu próprio corpo. Essa curadoria, portanto, pretende lançar luz sobre essa relação entre corpo, aprisionamento físico e possibilidade de libertação mental por meio de diálogos estabelecidos entre artistas que trabalham com linguagens diferentes e que advém de gerações e geografias diversas do Brasil.

Onze artistas foram convidados para participar da exposição com objetos que refletem seus interesses de pesquisa em torno desses tópicos. Se para alguns deles a relação entre corpo humano e encarceramento se dá através da utilização de materiais que advém de certas tradições clássicas da história da arte (Carla Chaim, Daniel Lannes e Rodrigo Martins), outros parecem ter um interesse mais antropológico em olhar tanto para o corpo do outro, quanto para os seus próprios corpos (Eduardo Montelli, Igor Vidor, Tales Frey e Virgínia de Medeiros). Há também artistas que parecem contemplar o corpo como algo em um espaço limítrofe entre o humano e o animalesco, por vezes esbarrando no campo do grotesco e do abjeto construído de modo imageticamente potente (Raquel Nava e Zé Carlos Garcia) ou experimentando através da repetição e de ações físicas que beiram uma ausência de sentido imediato (Gabriela Mureb e Jorge Soledar).

Além dos trabalhos reunidos no espaço expositivo, seis artistas foram convidados para realizarem ações a cada sábado da exposição nos turnos da tarde. Leandra Espírito Santo (29/10, abertura), Felipe Abdala (05/11), Obá (12/11), Miro Spinelli (19/11), Elen Braga (26/11) e Gabriela Mureb (03/12) apresentarão trabalhos que dialogam com o campo da performance, mas que também podem ser vistos como ampliações dos limites dessa linguagem com acontecimentos que convidam a participação do corpo do público, experimentam o som ou se configuram como ações banais onde a dramaticidade narrativa se faz ausente.

Raphael Fonseca, doutor em História da Arte (UERJ), professor efetivo do Colégio Pedro II (RJ). Recebeu o prêmio Marcantônio Vilaça de curadoria (2015). Curador residente na Manchester School of Art (maio-agosto de 2016). Dentre suas curadorias recentes, destaque para Quando o tempo aperta (Palácio das Artes e Museu Histórico Nacional, 2016); Reply All (Grosvenor Gallery, Manchester, 2016); Figura Humana (Caixa Cultural RJ, 2014); Deslize (Museu de Arte do Rio, 2014); Água mole, pedra dura (I Bienal do Barro, Caruaru, 2014); Derek Jarman: Cinema é liberdade (Caixa Cultural Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, 2014-2016); City as a process (Ekaterinburgo, Rússia, 2012). Escreve regularmente para a revista ArtNexus. Autor convidado do catálogo da 32ª Bienal de São Paulo (2016). Lecionou cursos no Centro Cultural Banco do Nordeste (Fortaleza e Juazeiro do Norte, CE, 2012). Realizou conferências recentemente na Universidade de Hamburgo, na Manchester School of Art e na Universidade Federal do Amapá.

Posted by Patricia Canetti at 2:41 PM