Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


abril 2021
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30  
Pesquise no blog:
Arquivos:
abril 2021
março 2021
fevereiro 2021
janeiro 2021
dezembro 2020
novembro 2020
outubro 2020
setembro 2020
agosto 2020
julho 2020
junho 2020
maio 2020
abril 2020
março 2020
fevereiro 2020
janeiro 2020
dezembro 2019
novembro 2019
outubro 2019
setembro 2019
agosto 2019
julho 2019
junho 2019
maio 2019
abril 2019
março 2019
fevereiro 2019
janeiro 2019
dezembro 2018
novembro 2018
outubro 2018
setembro 2018
agosto 2018
julho 2018
junho 2018
maio 2018
abril 2018
março 2018
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
setembro 2012
agosto 2012
junho 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
novembro 2011
setembro 2011
agosto 2011
junho 2011
maio 2011
março 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
junho 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
maio 2009
março 2009
janeiro 2009
novembro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
maio 2008
abril 2008
fevereiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
junho 2007
maio 2007
março 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

abril 1, 2021

Rafael Bqueer no Pivô Satélite #2, São Paulo

Pivô Satélite recebe aparelhagem de tecnobrega 3D: Proposta do artista Rafael Bqueer fica em destaque em abril na plataforma digital do Pivô

TecnoCabana é uma aparelhagem de tecnobrega 3D desenvolvida pelo artista paraense Rafael Bqueer para a plataforma digital Pivô Satélite. A proposta integra o projeto O Assombro dos Trópicos, curado por Victor Gorgulho e estreia no dia 5 de abril.

O trabalho inédito tem inspiração nas festas de aparelhagem de tecnobrega de Belém do Pará e seu título faz referências à Guerra dos Cabanos (1835-1840), ou Cabanagem, revolta social popular ocorrida na região durante o Brasil Imperial. Bqueer busca estabelecer conexões cyber-espaciais entre territórios e ritmos da Amazônia, através do resgate das memórias da revolta liderada pela população negra e indígena local. "Toda produção artística e cultural da periferia de Belém descende diretamente da resistência cabana", conta o artista. "TecnoCabana representa esse encontro ancestral, festivo e político pela vida e valorização das existências afro-indígenas da região".

Com uma estética "futurista" que remete a naves espaciais, transformers e megazords, as aparelhagens são estruturas formadas por equipamentos de som e luz características das festas de tecnobrega. O gênero musical surgiu em Belém nos anos 2000, fazendo uso de instrumentação eletrônica para fundir música pop internacional e ritmos regionais. O universo do tecnobrega, com sua mistura de regionalidade e tecnologia, especialmente a música da cantora Gaby Amarantos, é uma referência importante para Bqueer. As práticas performáticas do artista nasceram no contexto dessas manifestações culturais contra-hegemônicas da periferia de Belém, com a criação da drag queen Uhura Bqueer, em 2014.

Segundo o artista, TecnoCabana surge como projeto 3D na plataforma digital do Pivô para, no futuro, ganhar sua própria materialidade. O projeto inclui também uma música inédita, composta pelo artista, que servirá de trilha sonora para a sua aparelhagem fictícia. O objetivo de Bqueer é ativar o que chama de corpas-aparelhagens. Ele explica: "As corpas-aparelhagens são corpas que pertencem ao universo performativo das festas de aparelhagem, que tremem e vibram com a intensidade das caixas de som. Corpas de led, cobertas de luz e de afirmação de nossas complexas identidades amazônicas".

A Cabanagem foi uma revolta popular e social ocorrida durante o Império do Brasil de 1835 a 1840, na antiga Província do Grão-Pará, que abrangia os atuais estados do Pará, Amazonas, Amapá, Roraima e Rondônia. Os revoltosos eram na maioria índios, negros e mestiços que viviam em situação precária em cabanas de barro à beira dos rios e eram usados como mão de obra semiescrava (fonte: Wikipedia).

Além de Rafael Bqueer, a artista Diambe da Silva, o coletivo Anarca Filmes e a dupla Davi Pontes & Wallace Ferreira também integram o projeto O Assombro dos Trópicos. Cada artista ocupa a plataforma com propostas individuais mensais. Criada no contexto da pandemia de Covid-19, a plataforma digital Pivô Satélite é uma sala de projetos dentro do site do Pivô, que busca contribuir para a criação de uma rede de apoio à comunidade artística local, a partir da concessão de bolsas pesquisa no valor de R$ 5.000,00 para cada artista participante. A ideia é promover a visibilidade destas produções e garantir que estes artistas continuem produzindo em um contexto tão adverso. Seu programa é concebido por artistas e curadores convidados pela instituição e compreende propostas artísticas em formatos variados, pensadas especialmente para os meios digitais.

Sobre o artista

Rafael Bqueer (Belém, 1992) vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo. Graduou-se em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA). As práticas performáticas de Rafael Bqueer partem de investigações sobre perspectivas afro-indígenas na Amazônia, sexualidade, ficção e decolonialidade. Drag queen e ativista LGBTQI+, Bqueer tem um trabalho que dialoga também com vídeo e fotografia, utilizando de sátiras do universo pop para construir críticas às questões da contemporaneidade. Atua de forma transdisciplinar com vivências entre a moda, escolas de samba e arte contemporânea. Já participou de exposições nacionais e internacionais, destacando : “Against, Again: Art Under Attack in Brazil"- Shiva Gallery em Nova York (2020); 30ª edição do Programa de Exposições Centro Cultural São Paulo- CCSP (2020) e a individual “UóHol” no Museu de Arte do Rio (2020). Artista premiado na 8º Edição da Bolsa de fotografia da Revista ZUM - Instituto Moreira Salles (2020) e na 7º edição do Prêmio FOCO Art Rio(2019). Suas obras fazem parte das coleções do Museu de Arte do Rio (MAR), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) e Museu do Estado do Pará (MEP).

Sobre o curador

Victor Gorgulho (Rio de Janeiro, 1991) é curador, jornalista e pesquisador. Graduado em Jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e mestrando em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Curou as exposições Vivemos na melhor cidade da América do Sul, junto com Bernardo José de Souza (Átomos, Rio de Janeiro, 2016 e Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, 2017); O terceiro mundo pede a bênção e vai dormir (Despina, Rio de Janeiro, 2017); Eu sempre sonhei com um incêndio no museu – Laura Lima & Luiz Roque no Teatro de Marionetes Carlos Werneck (Rio de Janeiro, 2018); Perdona que no te crea (Fortes D’Aloia & Gabriel, Rio de Janeiro, 2019).Foi co-curador, com Keyna Eleison, da exposição Escrito no Corpo, em exibição na Carpintaria, no Rio de Janeiro, até fevereiro de 2021. Desde 2019 é o curador do MIRA, programa de videoarte da ArtRio. Integra o corpo curatorial da Despina, centro de pesquisa e residência artística no Rio de Janeiro, sob a direção de Consuelo Bassanesi. No Cineclube do espaço, já promoveu a exibição de filmes e conversas com artistas como Cristiano Lenhardt, DISTRUKTUR e Karim Aïnouz. Como jornalista, foi editor assistente de cultura do Jornal do Brasil (2014-2017) e hoje colabora com veículos como o El País Brasil. Co-organizador, junto da crítica e curadora Luisa Duarte, do livro No tremor do mundo - Ensaios e entrevistas à luz da pandemia (Editora Cobogó, 2020).

Sobre o projeto curatorial

Corpo, linguagem, tropicalidade, ficção especulativa e autoficções são algumas das palavras-chave do projeto curatorial de Victor Gorgulho, uma curadoria-narrativa com o propósito de investigar as contradições em torno da construção histórica do que é lido como tropicalidade. O curador pondera: "Se os discursos históricos em torno da ideia de trópico (e do signo da tropicalidade) foram responsáveis por acachapar as complexidades da(s) cultura(s) daqui, como pensar hoje contranarrativas que ultrapassem tais noções hegemônicas?".

Posted by Patricia Canetti at 11:04 AM