Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


outubro 2020
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31
Pesquise no blog:
Arquivos:
outubro 2020
setembro 2020
agosto 2020
julho 2020
junho 2020
maio 2020
abril 2020
março 2020
fevereiro 2020
janeiro 2020
dezembro 2019
novembro 2019
outubro 2019
setembro 2019
agosto 2019
julho 2019
junho 2019
maio 2019
abril 2019
março 2019
fevereiro 2019
janeiro 2019
dezembro 2018
novembro 2018
outubro 2018
setembro 2018
agosto 2018
julho 2018
junho 2018
maio 2018
abril 2018
março 2018
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
setembro 2012
agosto 2012
junho 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
novembro 2011
setembro 2011
agosto 2011
junho 2011
maio 2011
março 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
junho 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
maio 2009
março 2009
janeiro 2009
novembro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
maio 2008
abril 2008
fevereiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
junho 2007
maio 2007
março 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

outubro 15, 2020

Frederico Filippi na Leme, São Paulo

Sábado, dia 19 de setembro de 2020, abre virtualmente a exposição individual Terra de Ninguém do artista Frederico Filippi na Galeria Leme. Com curadoria de Thais Rivitti, a exposição mostra um recorte de trabalhos recentes do artista, divididos em três núcleos: oito pinturas sem título, obras da série Seiva e a instalação Carne de Caça. A primeira exposição a abrir no espaço após o fechamento em decorrência da pandemia de Covid-19 – e ainda sob condições especiais de visitação – a mostra reflete sobre a relação do homem com o ambiente em que vive, enfocando, sobretudo, questões brasileiras dentro dessa temática.

Acessar Visita Virtual em 3D e Viewing Room

As oito novas pinturas, com dimensões variadas, trazem pequenas paisagens que mostram uma natureza em transformação. São imagens algo nebulosas, feitas com a mediação de reproduções fotográficas, que se abrem num fundo preto. O suporte das pinturas não é a tela branca comumente usada por pintores, mas uma placa de borracha preta. O material traz consigo, ao mesmo tempo, a lembrança do látex natural e do processo industrial que transforma a matéria prima em produto pronto para o consumo.

As obras da série Seiva mostram lameirões de caminhão (também feitos com a mesma borracha preta das pinturas) que o artista encomenda com as palavras “fogo”, “ouro” e “mercúrio”. São “objetos- pinturas” que nascem com a vocação de rodar o Brasil em caminhões que trafegam pelas rodovias fazendo o transporte das mais diversas cargas. Na galeria, esses objetos condensam, de algum modo, o percurso das estradas fazendo-nos pensar sobre os possíveis encontros dessas “palavras - signos - elementos” com a paisagem que atravessam.

A instalação Carne de Caça, reúne partes de um carro queimado sobre as quais o artista desenha com asfalto. Essa carcaça desmembrada é novamente recomposta na galeria, lembrando um pouco as montagens de animais extintos em museus de História Natural. Os desenhos dessas padronagens sobre a superfície das peças evoca a pele de alguns mamíferos, criando, novamente, uma intersecção inesperada entre a máquina (o carro, a indústria) e o corpo vivo (o animal, a natureza).

Um dos artista mais provocativos de sua geração, Frederico Filippi vem construído uma obra que indaga sobre as consequências de ações predatórias sobre a natureza, sobre a aniquilação de modos de vida tradicionais, sobre um estreitamento de visão sobre o mundo decorrente na hegemonia do pensamento branco, ocidental e científico em diversos campos do conhecimento. Seu trabalho coloca em relação fatos atuais com processos históricos longos, como a colonização do território americano. Articulando processos econômicos, simbólicos e políticos o trabalho do artista traz a tona os principais impasses colocados para pensarmos o presente.

Sobre o artista

Frederico Filippi. São Carlos, Brasil, 1983. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Com procedimentos variados e técnicas dispersas, a centralidade das imagens presentes em suas investigações muitas vezes partem da influência que recebe dos temas da antropologia - especificamente da etnologia ameríndia - como a pesquisa de campo, os resíduos imagéticos de encontros de mundos diferentes e a diagramação de informações aparentemente caóticas em um contexto novo. Para isso, ao mesmo tempo que se debruça sobre objetos e materiais para produzir pinturas, desenhos e instalações, também leva a cabo pesquisas mais extensas em processos de deslocamento e residências que acabam por produzir uma ação sobre a realidade, mesmo que ínfima, de modo a introduzir um ruído na imagem geral. Cada vez mais a agência invisível dos objetos e das informações tem se tornado um ponto de encontro em seu processo, de forma que o artista não se abate sobre uma técnica verticalmente, mas transita de acordo com a sondagem e encontra em diferentes materiais e ações caminhos para tornar visíveis estes procedimentos.

Exposições individuais: Cobra Criada, Galeria Athena, Rio de Janeiro, Brasil (2019); O sol, o jacaré albino e outras mutações, Galeria Athena Contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil; Fogo na Babilônia, Pivô, São Paulo, Brasil; Desvío, KIOSKO, Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2015); Deuses Impostores, IBEU- Rio de Janeiro, Brasil (2014).

Exposições coletivas: Triangular: arte deste século, Casa Niemeyer, Brasília, Brasil; O Que Não É Floresta É Prisão Política, Galeria Reocupa - Ocupação 9 de Julho, São Paulo, Brasil (2019); ⦿, Galeria Leme, São Paulo, Brasil; Com o ar pesado demais para respirar, Galeria Athena Contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil; Caixa-Preta, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil; Que barra, Ateliê 397, São Paulo, Brasil; ROCESSOS EM TRÂNSITO | Livros de Artista 2018, Galeria da Câmara de Matosinhos, Matosinhos, Portugal (2018); IN MEMORIAM, Caixa Cultural, Rio de Janeiro, Brasil (2017); Próprio-impróprio, Galeria Leme, São Paulo, Brasil; Photo Biennale, Cities and Memory, Bienal de Fotografia e Filme, Brandts, Dinamarca; Totemonumento, Galeria Leme, São Paulo, Brasil (2016); Aparição, Caixa Cultural, Rio de Janeiro, Brasil; Até Aqui Tudo Bem, Inside the White Cube, White Cube, São Paulo, Brasil (2015); entre outras.

Prêmios e residências artísticas: Intervalo-Escola: Intervalo em curso, Casa do Rio e Reserva de Desenvolvimento Sustentável Igapó Açu, Amazônia, Brasil (2017); Kiosko, Santa Cruz de la Sierra, Bolívia; El Ranchito Matadero, Madri, Espanha (2015); Bolsa Pampulha, Museu da Pampulha, Belo Horizonte, Brasil; Prêmio Novíssimos, Galeria IBEU, Rio de Janeiro, Brasil; La Ene, Buenos Aires, Argentina (2013); 5º RedBull House of Art, São Paulo, Brasil (2011).

O seu trabalho integra a coleção do MAR - Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil e Casa da Cultura da América Latina na Universidade de Brasília.

Posted by Patricia Canetti at 1:45 PM