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julho 26, 2020

Como habitar o presente? Ato 1 na Simone Cadinelli, Rio de Janeiro

Utilizando a vitrine da galeria, voltada para a rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema, a galeria irá expor obras em vídeo de 14 artistas de todo o Brasil, que ficarão ligadas 24 horas por dia. A exposição será espelhada no site da galeria. A curadora Érika Nascimento selecionou trabalhos dos artistas Anna Bella Geiger, Aslan Cabral, Fernando Velázquez, Gabriela Noujaim, Jeane Terra, Kammal João, Luzia Ribeiro, Manata Laudares, Moisés Patrício, Nadam Guerra, PV Dias, Roberta Carvalho, Regina Pessoa e Vinícius Monte. Em agosto, será inaugurada a sequência da exposição: “Ato 2 – Estamos aqui”, com vídeos de outros treze artistas, somando 27 ao todo.

Simone Cadinelli Arte Contemporânea inaugura a partir de 20 de julho de 2020 a exposição Como habitar o presente? Ato 1 – É tudo nevoeiro codificado, com obras em vídeo de 14 artistas de todo o Brasil, instaladas na vitrine da galeria localizada na Rua Aníbal Mendonça, em Ipanema. Os vídeos ficarão ligados 24 horas por dia, e poderão ser vistos por quem estiver passando no local. A exposição será replicada no site da galeria, com informações completas das obras e dos artistas [https://www.simonecadinelli.com]. A curadora Érika Nascimento conta que a exposição “acontece em um mundo pandêmico, onde a noção de tempo, passado, presente e futuro parece estar dilatada”. “É uma exposição-projeto”, explica, “no sentido de projeção para novos mundos possíveis, em uma época em que um vírus afasta nossos corpos e impõe limites e barreiras no cotidiano, nos colocando em um estado de angústia e impotência, e evidenciando grandes abismos sociais já existentes”. “Como habitar o presente?” pode ser vista “através da janela de nossos celulares, computadores ou, em um universo possível, na vitrine da galeria”, observa a curadora (ler texto curatorial).

Dividida em dois tempos ou segmentos, exposição “Como habitar o presente?” reúne em seu “Ato 1 – É tudo nevoeiro codificado” obras dos artistas Anna Bella Geiger (Rio de Janeiro), Aslan Cabral (Recife), Fernando Velázquez (Montevidéu, radicado em São Paulo), Gabriela Noujaim (Rio de Janeiro), Jeane Terra (Minas Gerais), Kammal João (Rio de Janeiro), Luzia Ribeiro (Rio de Janeiro), Manata Laudares (duo dos artistas Franz Manata e Saulo Laudares, que vivem no Rio de Janeiro), Moisés Patrício (São Paulo), Nadam Guerra (Rio de Janeiro), PV Dias (Belém), Roberta Carvalho (Belém do Pará), Regina Pessoa (São Paulo) e Vinícius Monte (Rio de Janeiro).

Érika Nascimento chama a atenção para a possibilidade de sermos “espectadores atuantes num tempo fora de controle, em um planeta que nos alerta sobre os impactos de uma terra cansada, entrando em colapso, enquanto estamos imersos em anseios, solidão, mortes, incertezas, negacionismos, vídeo-chamadas, zoom, emojis, redes sociais, memes, algoritmos, fakes news e infinitas lives. Vivendo em um mar de saudades e nostalgias diárias registradas em #tbt, em uma tentativa de reconexão com o mundo”.

“Este primeiro ato da exposição pode ser lido como um nevoeiro que paira em nossas vidas que nos impede de enxergar, estamos à deriva com nossos corpos suspensos no tempo. Um tempo fragmentado, hiperconectado e distópico. Como se entrássemos em outro estágio de vida, outro mundo, onde ativamos dispositivos imaginários, buscando por curas, sonhos e rupturas”, comenta Érika Nascimento.

A exposição “Como habitar o presente? Ato 2 – Estamos aqui” será realizada de 24 de agosto a 25 de setembro de 2020, também na vitrine da galeria com espelhamento e mais informações no site, e com outros treze artistas.

SOBRE AS OBRAS
Uma breve descrição dos trabalhos

Anna Bella Geiger – “Out of control” (1'29'', 2002), vídeo sonoro e em cor. VT Paula Barreto
Com uma filmadora noturna, muito utilizada por militares, em uma ação performática, a artista traça um círculo com fogo no chão da EAV Parque Lage. Ao subir a escadaria, em movimentos repetitivos de descida e subida, a artista nos alerta: “out of control”, estamos fora de controle.

Aslan Cabral – “É tudo stories / dark social feelings” (7', 2018-2020), vídeo
Uma sequência de 28 cápsulas de 15 segundos, cada, totalmente produzidos através da plataforma instagram/stories, e originalmente disseminados em redes sociais, através de perfis anônimos.

Fernando Velázquez – “TPS” [“Tempo por Segundo”], 6 vídeos de 30” cada, 2020
Uma espécie de atlas do império do invisível, um decalque em escala de 1:1 do estado da arte das coisas do mundo. Um oráculo, um espelho, que nos fala de nós mesmos a partir das nossas lembranças e preconceitos, uma fogueira que nos convida a pensarmos o paradoxo da memória, pautados na velocidade quântica dos dados e da mente, hoje, em embate direto com a paralisia dos corpos e suas marcas.

Gabriela Noujaim – “O Fogo (2’10”, 2019), vídeo
A mão da artista tenta controlar a chama da vela, estabelecendo um jogo de confiança entre poder e desejo. No limiar entre o tempo e a dor, sugere a palavra “amor”, escrita em sua mão. Diante de tantas queimadas nas florestas e crimes ambientais, a artista alerta a sociedade sobre os excessos autorizados pelo modelo político e econômico em que vivemos.

Jeane Terra – “Fábrica de Sonhos” (5”49’, 2009), vídeo
Decifra-me ou te devoro. O trabalho se insere na série de vídeos da artista sobre as relações entre o sujeito e o vazio, orquestrados pela abordagem das nuances da transitoriedade. Na formação da memória, a artista colhe a antimatéria, o que se trama em torno do vazio. Alegoria da invenção invisível do ser. Teatro sensível, forjado pela condensação inexorável do tempo e que, com seu gesto, seu giro e o deglutir das projeções, da máquina de algodão-doce, a artista põe ao serviço do instante, do inconsciente, indestrutível e atemporal.

Kammal João – “Limiar” (8’57”, 2020), vídeo. Imagens e organização: Kammal João. Edição e som: Gabriel Martinho e Kammal João
O trabalho parte de fragmentos do livro “O herói de mil faces”, de Joseph Campbell, sobre o arquétipo do herói, que cruza mitologias e narrativas de distintas tradições ao redor do mundo, buscando seus pontos em comum. Este vídeo é um desdobramento da série “Limiar”, feita a partir de desenhos em pirografias.

Luzia Ribeiro – “Bacante: Cinema vivo na praça” (4’44”, 2009), videoperformance
Em uma praça, encerrados em uma caixa-preta de madeira medindo 3x3x3m, iluminada por dentro, uma bacante dança ao som de uma tamorra tocada pelo percussionista Maurizio Belli. A Bacante seduz e marca um novo ritmo ao tempo, um êxtase. Através de um pequeno orifício, as pessoas que circulavam pela praça puderam ver, durante 1’40’’, o espetáculo. A obra faz alusão à caixa-preta dos Irmãos Lumière, ao cinema de rua, e ao “cineminha” feito dentro de caixas de sapatos que marcaram a infância da artista.

Manata Laudares – “Pesadelo Nightmare” (8'48", 2016), vídeo
Uma cidade esvaziada de vida, onde as pessoas parecem suprimidas, é o prenúncio de um tempo em suspensão. O som surdo da ventania, como num sonho que captura e aprisiona, reforça a imensidão de um mar que anseia pela volta à descivilização.

Moisés Patrício – “Aceita?” (10”, 2020), vídeo em loop
Pensada e produzida por aparelho celular via redes sociais, a obra integra um projeto iniciado há cinco anos, que tem como conceito e estética a baixa resolução, formato quadrado e a repetição. Um diário, em que o artista em seu perfil no instagram pensa a atualidade, mostra suas angústias e “bendições”, e reflete sobre a colaboração intelectual e manual da população afro-brasileira, impacto da escravidão na realidade atual, neoescravidão, geopolítica, imigração, espiritualidade africana e da diáspora entre tantos outros assuntos. Para o artista, a comunidade negra espalhada pelo mundo vive o isolamento social desde o período da escravidão, em que “nosso corpo sempre foi a nossa única casa, e sempre flertamos com a doença e a morte”. “Nada mudou; os corpos elegidos para serem sacrificados é o corpo preto; a mão que mantém a cidade limpa é a mão preta; a mão que mantém a economia girando é a mão negra; a mão que cuida dos doentes (enfermeiros) é a mão preta; a mão que luta por direitos humanos é a mão preta; a mão que faz boas troca no mundo é a mão negra”.

Nadam Guerra – “Materializador de sonhos” (2’06”, 2014), vídeo
O trabalho integra a série em que o artista faz placas de cerâmica a partir de seus sonhos, e assim descobriu que elas formavam um oráculo pessoal. A série é formada de 78 placas de cerâmica (20 x 30 cm/cada) e livros, um baralho e alguns vídeos. Materializar sonhos é um convite para se conectar com a imaginação, a arte e a magia.

PV Dias – “Embaixo da Escola” (40”, 2020), vídeo
No formato de “gif”, o corpo-artista carrega um retrato ao passo que é lançado no vazio do corredor de armários da EAV Parque Lage, em um contrafluxo do tempo levado por um som envolvente, quase uma ficção, ao mesmo tempo aponta para questões sobre o dilema do artista enquanto produtor da sua subjetividade, dos territórios de educação, e dos cenários possíveis para a legitimação dessa produção.

Regina Pessoa – “CONFIO” (Série Desatadora), 2’26”, 2019, vídeo
A obra cria uma relação com o sagrado, e aborda a ligação da artista com o desenho e com trabalhos manuais. No vídeo, o movimento das mãos da artista define o formato de um patuá enlaçado com linha branca, de forma contínua, quase ritualística ao mesmo tempo que guarda e protege a palavra "CONFIO". Esta ação remete ao fio do destino tecido pelas Moiras na mitologia grega, e também ao cosmos e à vida cotidiana, nos mantos andinos.

Roberta Carvalho – “Cinema Líquido” (1’16”,2020), vídeo
Cinema Líquido traz a condição cinemática e imaterial da imagem projetada de um corpo em movimento sobre os fluxos dos rios. O corpo que se imprime na superfície das águas barrentas, típicas de rios da Amazônia, está em constante movimento tal como as águas. Águas são caminhos, água é vida. Os rios são fluxos de resistência ao longo da história, buscam formas de transbordamento e de manutenção de sua natureza imparável e irreprimível. Mergulhar no rio é mergulhar na história. É reconhecer-se tal qual, água que somos. Cinema líquido traz uma confluência dos fluxos e das existências em movimento.

Vinícius Monte – “Reconciliação” (1'35'', 2018), videoperformance
O trabalho é um desdobramento do processo de autoconhecimento iniciado na produção de um tarô autoral, em que o artista transforma em ação psicomágica as experiências reveladas na construção do oráculo.

SOBRE OS ARTISTAS

Anna Bella Geiger (1933, Rio de Janeiro) – Uma das pioneiras da videoarte no Brasil, sua trajetória se inicia na década de 1950, com o abstracionismo informal, seguindo depois na gravura, fotomontagens, fotogravuras, fotocópias e vídeos. Na década de 1990, amplia seus suportes, com a série “Fronteiriços”, utilizando gavetas de ferro de antigos arquivos preenchidas com cera, desenhadas por formas de mapas, linhas e diagramas. A artista também é professora na EAV Parque Lage e mantém sua produção ativa utilizando colagens em diferentes mídias. Participou da 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata em 1952 no Rio de Janeiro. Em 1962, com sua obra abstrata, recebeu o Primér Premio Casa de las Americas, Havana, Cuba. Em 1978, foi convidada para fazer a exposição individual “Projections XXI”, no MoMA de Nova York. Ativa no circuito brasileiro e internacional da arte, integrou várias Bienais Internacionais de São Paulo, Veneza, Bienalle du Jeune (Paris, 1967), II Bienal de Liverpool, 5 éme Biennale Internationale de Photographie (Liège, 2000), Trienal Poligráfica de San Juan, 11th International Biennial Exhibition of Prints in Tokyo (1979) e “Geopoéticas – 8ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2011). Participou de diversas coletivas, no Brasil e no exterior, como “Artevida – Arte Política” (MAM Rio e Casa França-Brasil, 2014), “América Latina 1960-2013” (Fondation Cartier d’Art Contemporaine, Paris, 2013), “La Idea de America Latina” (CAAC, Sevilha, 2012), “Vídeo Vintáge” (Centre Pompidou, 2012), “Europália – A RUA” (MUHKA, Antuérpia, 2011), “Como nos Miram” (CGAC, 2011), “Elles@Pompidou” (Paris, 2009), e “Cartografias del deseo” (Centro de Arte Reina Sofia, 2000). Seus trabalhos integram coleções como a do MoMA (Nova York), do Centre Georges Pompidou (Paris), Tate Modern e Victoria and Albert Museum (Londres), Getty Institute (Los Angeles), The FOGG Collection (Boston), Hank Hine – TAMPA Museum, Flórida entre outras.

Aslan Cabral (Recife, 1980) – Artista digital, pós-pop. Pesquisador livre em linguagem viral e dark social, Aslan também atua como curador independente e conselheiro de estratégias digitais para grandes corporações. Memeiro e impulsionador de discussões culturais, é pelas redes sociais, através de perfis anônimos que Aslan atinge públicos de milhares de pessoas a cada postagem. Em 2019 participou das exposições “Boost With Facebook”, no Museu Cais do Sertão, em Recife; “Rec N Play – Festival de Inovação e Tecnologia do Porto Digital, em Recife; Departameme – Festival de Performances e Novas Mídias – Perfidia, em São Paulo; “À nordeste”, Sesc 24 de Maio, em São Paulo. Além das exposições: “Happy Forever”, Holz Kohlen Koks (Berlim, 2015); Bienal do Mercosul – Grito e Escuta (Porto Alegre 2009); e “Pernambuco Contemporain”, Carreau du Temple (Paris, 2005)

Fernando Velázquez (Montevidéu, 1970) vive e trabalha em São Paulo. Artista visual, suas obras incluem vídeos, instalações e objetos interativos, performances audiovisuais e imagens geradas com recursos algorítmicos, em que explora a relação entre natureza e cultura colocando em diálogo dois tópicos principais: as capacidades perceptivas do corpo humano e a mediação da realidade por dispositivos técnicos. Participa de exposições no Brasil e no exterior com destaque para a “The Matter of Photography in the Americas” (Cantor Arts Center, Universidade de Stanford, USA, 2018), “Emoção Art.ficial Bienal de Arte e Tecnologia” (Itaú Cultural, Brasil, 2012), Bienal do Mercosul (Brasil, 2009), Mapping Festival (Suíça, 2011), WRO Biennale (Polônia 2011) e o Pocket Film Festival (Centre Pompidou, Paris, 2007).

Gabriela Noujaim (Rio de Janeiro, 1983). Tem estruturado sua poética com interesse pela imagem técnica construída a partir de vídeos, fotografias, gravuras e instalação, tensionando as possibilidades em imaginar outros mundos e futuros, onde as noções de permanência e risco são questionadas. Participou da exposição "Prêmio Jovens Mestres Rupert Cavendish" (Londres, 2011). Recebeu a Menção Honrosa no festival de videoarte "Lumen EX" (Badajoz, Espanha) e o Prêmio de Aquisição da 39a Exposição de Arte Contemporânea de Santo André, SP (2011). Participou de várias coletivas, como "Se Liga" (CCBB RJ) e projeto "Technô" (Oi Futuro Flamengo RJ), em 2015. Foi finalista do 3m Love Songs Festival (Instituto Tomie Ohtake, SP, 2014), e integrou o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), em 2013. Possui obras na coleção do Museu de Arte do Rio; Instituto Ibero-Americano, Berlim; Centro Cultural São Paulo, Escola de Artes Visuais Parque Lage; Museu de Arte Digital, Valência; Galeria Cândido Mendes, Rio de Janeiro; SESC, Copacabana; Palácio de Las Artes Belgrano, Buenos Aires; Espaço Culturais dos Correios, Rio de Janeiro.

Jeane Terra (Minas Gerais, 1975). Vive e trabalha no Rio de Janeiro. A artista se dedica à pintura, escultura, fotografia e videoarte. Sua pesquisa está atrelada à memória e suas subjetividades, investigando fragmentos e nuances da transitoriedade e destroços de um tempo. Dentre as exposições que participou destacam-se a individual “Inventário” (Cidade das Artes, RJ, 2018), e as coletivas, em 2019: “Me Two”, “Brasil! Obras da coleção de Ernesto Esposito” (Museu Ettore Fico, Turim, Itália); “O Ovo e a Galinha” (Simone Cadinelli Arte Contemporânea, Rio de Janeiro), e “Abre Alas” (A Gentil Carioca, Rio de Janeiro); em 2013, “Projeto Montra”, em Lisboa, e em 2011, “Nova Escultura Brasileira – Herança e Diversidade” (Caixa Cultural, RJ); Biwako Biennale, Japão, em 2010. Possui obra na Coleção do Museu de Arte do Rio.

Kammal João (Rio de Janeiro, 1988) é graduado em comunicação visual pela PUC-Rio, com pós-graduação em Psicomotricidade Somática, pelo instituto Anthropos, RJ. Atualmente é professor no Parquinho Lage, EAV Parque Lage, onde também participou de formações e cursos livres. Em 2018, fez as individuais “Alegria da Matéria” (Espaço Z42, Rio), com curadoria do João Paulo Quintella e Encenação Menor (Galeria IBEU, Rio), com curadoria do Cesar Kiraly. Integrou as coletivas “Abre Alas” (Galeria A gentil Carioca, 2017); Salão Novíssimos (Galeria IBEU, Rio, 2016); projeto Permanências e Destruições com a Ação com tijolos (Praça XV, Rio, 2015) e Arte Pará (Belém, 2013). Em 2012, participou da residência do ID-Pool na fábrica de porcelana da Vista Alegre, em Ílhavo, Portugal. Possui obras na coleção do Museu da Porcelana de Vista Alegre, Portugal e no Museu de Arte do Rio.

Luzia Ribeiro (Rio de Janeiro, 1955). Artista visual, produtora cultural e poeta. Trabalha principalmente com vídeos, performance, fotografia e escultura, com interesse na memória individual e coletiva, corpo, cidade, espiritualidade, dentre outros assuntos. Realiza frequentemente seus trabalhos no espaço público, envolvendo o espectador. Dentre as exposições realizadas, estão: “Ressuscita-me”, em 2003 e “Paixão” em 2006, ambas no Museu Bispo do Rosário, com curadoria de Wilson Lázaro; “O Inusitado”, em 2012, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica; Mostra Coletiva de Alunos da EAV em 2016; e a mostra de videoarte “Festivau de C4nn3$”, em 2019, no Galpão Terra (São Paulo).

Manata Laudares (dupla formada desde 1996 pelos artistas Franz Manata e Saulo Laudares, que vivem no Rio de Janeiro). O duo teve início a partir da observação acerca do universo do comportamento e da cultura da música contemporânea e, ao longo dos anos, vem investigando o papel do artista e sua relação com a tradição na era da economia da informação. Seus trabalhos assumem diversos formatos, como espaços de imersão, instalações, programas de residência e cursos, que se desdobram em produtos: fotografias, vídeos, objetos sonoros etc. Os artistas vêm realizando programas de residência e participando de mostras, individuais e coletivas, dentro e fora do Brasil. Foram contemplados com o Prêmio Interferências Urbanas (2008) e possuem trabalhos em importantes coleções e acervos. Desde 2009 coordenam o programa Arte Sonora na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Moisés Patrício (São Paulo, 1984). Nascido na zona sul da capital paulista, mudou-se para o Leste mais tarde, próximo ao centro da cidade, local com muitas referências de economia, cultura e história, e também o local que lhe deu a oportunidade de conhecer o artista argentino Juan José Balzi (1933-2017), de quem foi assistente. Auto intitulando-se “sacerdote-artista”, seu primeiro contato com a arte foi aos nove anos de idade. Atualmente trabalha com fotografia, vídeo, performance, pintura, rituais e instalações em obras que tratam de elementos da cultura latina, afro-brasileira e africana. Desde 2006, Moisés realiza ações coletivas em espaços culturais em São Paulo. Compõe obras que tratam de elementos sagrados da cultura ameríndia e afro-brasileira. Uma característica significativa de seu trabalho é a alusão ao candomblé, para quem o sagrado passa pelo corpo e seu potencial manual. Entre as exposições das quais participou destacam-se: Histórias Afro-Atlânticas, MASP e Instituto Tomie Ohtake, (São Paulo, 2018) Bienal de Dakar no Museum Of African Arts (Senegal, 2016), “A Nova Mão Afro Brasileira” no Museu Afro Brasil (São Paulo, SP, 2014), “Papel de Seda” no Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – IPN Museu Memorial (Rio de Janeiro, RJ, 2014), Metrópole: Experiência Paulistana, Estação Pinacoteca, curadoria Tadeu Chiarelli, São Paulo – SP, “OSSO Exposição-apelo ao amplo direito de defesa de Rafael Braga” curadoria Paulo Miyada no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, SP, 2017).

Nadam Guerra (Rio de Janeiro, 1977). Coordena a Residência de Arte na ecovila Terra UNA, na Serra da Mantiqueira. Cria obras em texto, vídeo, objeto, jogo e performance. Ele se interessa pelas conexões entre arte e magia ou em como a imaginação se torna vida. Em 2019 concluiu o doutorado em História da Arte pela UERJ, com a tese “Como Tornar-se artista mago”. Desde 2008 é professor na EAV Parque Lage, onde leciona Performance, Sonho e Tarô. Tem obras em parceria com artistas como Michel Groisman, Grupo UM e Opavivará! Psicografou o livro “Os 12 passos da Virgem do Alto do Moura” (2014), publicou o tarô “Materializador de sonhos” (2012) e os livros “Rupestre Contemporâneo” (2013) e “Complexiótica” (2001).

PV Dias (Belém, 1994) vive entre o Rio de Janeiro e o Pará, comunicólogo, mestrando em Ciências Sociais na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e com formação pela EAV Parque Lage em 2019. Sua pesquisa pensa possíveis rasuras na estruturação das imagens de um território. Junto a essa frente, está trabalhando sobre intervenções em violências coloniais dos lugares por onde o artista percorre captando registros, que se dividem entre Amazônia e o sudeste do Brasil. De 2013 a 2015, participou da organização do Festival de Audiovisual de Belém. Em 2019 participou de exposição coletiva “Arte Naif: Nenhum Museu a Menos”, na EAV Parque Lage, no Rio, com curadoria de Ulisses Carrilho. Assinou a capa da antologia poética “Poesias para se ler antes das notícias”, da Revista Cult (agosto de 2019), integrou a coletiva no espaço Caixa Preta, em 2019, no Rio de Janeiro, com curadoria de Rafael Bqueer; e, expôs no Instituto Goethe da Bahia, com curadoria do Tiago Sant'Ana e no espaço Pence, com curadoria de Silvana Marcelina 2019. Em 2020, participou da exposição “Estopim e Segredo”, na EAV Parque Lage, com curadoria de Ulisses Carrilho, Gleice Kelly e Clarissa Diniz.

Roberta Carvalho (Belém do Pará, 1980), é mestranda em Artes da UNESP (PPGARTES). Seus trabalhos inserem a imagem digital fotográfica ou em vídeo no espaço público, seja urbano ou rural. Várias imagens construídas e projetadas são de personagens comuns e muitas vezes às margens da sociedade, refletindo uma relação simbólica com o entorno onde a ação artística acontece, suscitando questões identitárias e sociais, como em “Symbiosis, série iniciada em 2007, onde faces de ribeirinhos amazônicos são projetadas em áreas verdes nestas próprias comunidades. Foi vencedora de diversos prêmios, entre eles, o Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais (2014), Prêmio Diário Contemporâneo (2011) e Prêmio FUNARTE Microprojetos da Amazônia Legal (2010). Foi bolsista de pesquisa e criação artística do Instituto de Artes do Pará (2006 e 2015). Dentre as exposições, mostras e festivais que participou, destacam-se: “Amazon Connection” (Brulexas, 2018), Arte Pará 2017, 7ª Mostra SP de Fotografia (São Paulo, 2016), “Visualismo – Arte, Tecnologia, Cidade” (Rio de Janeiro, 2015), SP ARTE/FOTO (2014), Grande Área Funarte (São Paulo 2014), “Pigments” (Martinica, 2013), Festival Paraty em Foco (Paraty, 2012), “Tierra Prometida” (Barcelona, 2012), e “Vivo Art.Mov” (Belém, 2011). É idealizadora do Festival Amazônia Mapping, iniciado em 2013. Suas obras integram os acervos do Museu de Arte do Rio (primeira obra em realidade aumentada do Museu), Museu de Arte Contemporânea Casa das 11 Janelas (PA) e Museu da Universidade Federal do Pará.

Regina Pessoa (São Paulo, SP, 1984) vive no Rio de Janeiro. Desenvolve trabalhos em múltiplas linguagens: desenho, pintura, fotografia, objeto, videoinstalação, videoarte e performance. Tem obras no acervo do Museu de Arte do Rio (MAR), no Rio, Museu Nacional da República, em Brasília, Secretaria da Cultura de Brasília e Casa do Brasil, em Madri, além de coleções particulares. Em 2016 expôs “Calçadas”, no Museu Nacional da República, em Brasília, projeto selecionado pelo FAC (Fundo de Apoio à Cultura/DF). Em 2017 criou o movimento "Luto, Verbo e Arte", cujo foco é a mobilização coletiva para ocupação dos espaços públicos por meio da arte. Em 2011 foi premiada no II Salão de Artes Plásticas das Regiões Administrativas do DF com a obra “Só eu e tu”, na categoria desenho. Neste mesmo ano realizou em parceria com Renato Barbieri a videoinstalação “corpoalma”, na Galeria Cal/UnB, Casa da Cultura da América Latina, em Brasília. Em 2007 é agraciada com o Prêmio Gerdau, Medalha de Prata, Desenho, na I Bienal Internacional de Artes de Sorocaba, em São Paulo.

Vinícius Monte (Rio de Janeiro, 1988) possui uma formação livre e interdisciplinar em artes. Em suas pesquisas, realiza operações que entrelaçam diferentes eixos de pesquisa em associações “que se ocultam e revelam”. Através de colagens, jogos, transformações físicas, performances e mídias diversas, utiliza seu corpo como ferramenta de crítica institucional, autoconhecimento e cura, criando narrativas que incluem e atingem o espectador. Também atua como curador independente, diretor e idealizador do projeto Caixa Preta. Participou das exposições coletivas “Impávido Colosso”, na Amesa (Rio de Janeiro, 2019); Lavra – Festival de performance, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 2019), “Flutuantes”, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2018), entre outras.

Material de imprensa realizado por CWeA Comunicação

Posted by Patricia Canetti at 12:28 PM