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fevereiro 27, 2020

Lucia Laguna na Fortes D’Aloia & Gabriel - Galeria, São Paulo

A Fortes D'Aloia & Gabriel tem o prazer de apresentar a nova exposição de Lucia Laguna. Esta é a segunda individual da artista na Galeria, e sua primeira exposição após Vizinhança, mostra panorâmica dedicada à sua obra no MASP em 2018. Neste novo conjunto de pinturas, Lucia dá continuidade à divisão entre as séries de Jardins, Paisagens e Estúdios que norteia sua produção desde o início. Tal divisão aponta para a indissociabilidade que há entre o processo artístico de Laguna e o espaço de seu ateliê, situado na Zona Norte do Rio de Janeiro. É a partir dele – e da observação de seu entorno, que vai de seu jardim até o Morro da Mangueira – que a artista compõe paisagens híbridas, mesclando arquitetura e vegetação, planos geométricos e elementos figurativos.

[scroll down for English version]

Paisagem n. 121 evidencia bem o método da artista. De início, Lucia permite que seus assistentes comecem o processo, delimitando linhas sobre a superfície da tela e inserindo desenhos e outros sinais gráficos. Quando a artista assume o comando da obra, dá-se início a desconstrução do que ali já estava, para que então se construam novos cenários por cima de sobreposições que acumulam dezenas de camadas até o resultado final.

Um peculiar cruzamento entre abstração e figuração, em jogo em sua produção, torna-se evidente no díptico Paisagem n. 118. Ao passo em que a pintura à esquerda revela uma paisagem dissolvida, quase líquida – portanto, mais abstrata –, à direita vemos uma composição mais fincada na figuração, com a presença de elementos como pássaros e um semáforo de trânsito. Este convívio entre registros pictóricos de naturezas distintas também está em Paisagem n. 120 , obra em que a artista experimenta com o formato vertical, pouco usual em sua produção.

Já em Jardim n. 44, destaca-se uma outra característica da metodologia de Laguna: a tela, em formato quadrado, que é virada de ponta-cabeça diversas vezes durante sua feitura. Assim, a profusão de cores e figuras que desabrocham do centro da pintura pode assumir aparências ambíguas, ora evocando um buquê de flores, ora um galo, dependendo da direção em que é vista. Completa a exposição sua série Desenhos, em que Lucia cria composições sobre papel a partir dos pedaços remanescentes de fita crepe do início da produção das obras. Vestígios iniciais – e também póstumos – da engenhosa arquitetura de suas pinturas.

Visite nosso online viewing

Lucia Laguna nasceu em Campo dos Goytacazes (RJ) em 1941. Formou-se em Letras em 1971, passando a lecionar Língua Portuguesa. Em meados dos anos 1990, começou a frequentar cursos de Pintura e História da Arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e realizou sua primeira individual em 1998. Ganhou em 2006 o Prêmio Marcantônio Vilaça do CNI SESI. Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se: Vizinhança, MASP (São Paulo, 2018); e Enquanto bebo a água, a água me bebe, MAR (Rio de Janeiro, 2016). Suas principais coletivas incluem participações em: 30ª Bienal de São Paulo (2012), 32º Panorama da Arte Brasileira, MAM-SP (2011), Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (São Paulo, 2005–2006). Em abril deste ano, a artista estará na 12ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre. Sua obra está presente em importantes coleções públicas, como MASP, MAM-SP, MAM-RJ, MAR, entre outras.


Fortes D'Aloia & Gabriel is pleased to announce an exhibition of new work by Lucia Laguna. This is the artist’s second solo at the gallery and her first after the comprehensive overview show held at MASP in 2018. In this new set of paintings Lucia follows up on the three series – Jardins [Gardens], Paisagens [Landscapes] and Estúdios [Studios] – that have been directing her production from the start. Such tripartite division points towards an indivisibility between her working process and the space of her studio in the north zone of Rio de Janeiro. It's from that place – and from the observation of its surroundings stretching from her backyard to Morro da Mangueira – that the artist creates hybrid landscapes merging architecture and vegetation, geometric planes and figurative elements.

Paisagem n. 121 [Landscape no. 121] demonstrates the artist’s method. Lucia begins by allowing her assistants to create outlines and add drawings, as well as other graphic elements to the surface of the canvas. When the artist takes over the deconstruction of what has been there starts, so that new backgrounds are constructed over juxtapositions that add layers to the final outcome.

The peculiar crossing between abstraction and figuration, which is at stake in her painting, becomes evident in the diptych Paisagem n. 118 [Landscape no. 118]. While the picture on the left reveals a dissolved, almost liquid – therefore more abstract – landscape, on the right we see a more figurative composition, with elements such as birds and traffic lights. Such coexistence of pictorial insertions from disparate origins is also present in Paisagem n. 120 [Landscape no. 120], where she experiments with vertical formats – unusual in her body of work.

Another aspect of Laguna’s modus operandi stands-out in Jardim n. 44 [Garden no. 44]: the square canvas is turned upside-down many times during the painting process. Therefore, the profusion of colors and figures that blossom from the center of the painting can take on ambiguous features depending on how it is looked at, evoking either a flower bouquet, or a rooster. Completing the exhibition is the series Desenhos [Drawings], in which Lucia creates compositions on paper from leftovers of duct-tape from the initial steps of her paintings. Primary and yet posthumous remains of the inventive architecture of her paintings.

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Lucia Laguna was born in Campo dos Goytacazes (Rio de Janeiro state, Brazil), in 1941. In 1971, she received a Bachelor of Arts in Language and Literature degree, having started to teach Portuguese. In the mid 1990’s, she attended Painting and Art History programs at Parque Lage, in Rio de Janeiro, and had her first solo show in 1998. In 2006, she was awarded the Marcantônio Vilaça Prize from CNI SESI. Among her most recent solo shows stand-out: Vizinhança, MASP (São Paulo, 2018); and Enquanto bebo a água, a água me bebe, MAR (Rio de Janeiro, 2016). The main group shows in which she has participated include: 30th Bienal de São Paulo (2012), 32nd Panorama da Arte Brasileira, MAM-SP (2011), Programa Rumos Artes Visuais Itaú Cultural (São Paulo, 2005–2006). Next April, the artist will take part on the 12th Bienal do Mercosul in Porto Alegre. Her work is featured in many important public museum collections, such as MASP, MAM-SP, MAM-RJ, MAR, among others.

Posted by Patricia Canetti at 12:34 PM