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novembro 7, 2019

Regina Silveira na Luciana Brito, São Paulo

Pela primeira vez em sua trajetória são apresentadas em conjunto as obras em porcelana e vidro realizadas pela artista nas últimas décadas

A Luciana Brito Galeria tem o prazer de anunciar a exposição individual de Regina Silveira, Coisas. A mostra, com abertura em 9 de novembro – final de semana em que acontece o Art Weekend – reúne, pela primeira vez, um panorama da produção em porcelana da artista, linguagem que há décadas desenvolve em paralelo às suas conhecidas instalações e exposições. A mostra inclui, ainda, uma instalação inédita em vinil na fachada do Anexo.

Em Coisas, são apresentadas mais de 30 obras de Regina Silveira, produzidas entre a década de 1990 e 2018: peças de porcelana e vidro de uso doméstico, de que a artista se apropria e sobre as quais intervém, deslocando seu significado. Essas obras – que são todas peças únicas – são entendidas pela artista como uma transformação de objetos banais do cotidiano, deslocados do campo da experiência e do uso, por sua intervenção. Para Silveira, seu trabalho com azulejos e todo o conjunto de obras em porcelana e vidro enquadram-se dentro de seu modo abrangente de usar os meios. Apropriar-se de um objeto do cotidiano para alterar o seu significado é, também, uma operação constante em sua poética.

Essas obras acompanham há décadas a pesquisa da artista, que vê, nelas, o mesmo interesse que em fazer gravuras, atribuindo a cada uma um tema, conexão e propósito próprios. Algumas delas foram apresentadas em exposições institucionais, no contexto do projeto ou série de que fazem parte. É o caso, por exemplo, das porcelanas com sobrevidrado da série Crash – pratos, sopeiras, jarras e vasos que simulam ter sido alvo de tiros de revólver – na sua individual homônoma no Museu Oscar Niemeyer – MON, Curitiba, em 2015. Outro exemplo presente em Coisas é a obra Matar a sede, de 2017, criada a partir do convite para participar da exposição Yoko Ono: O céu ainda é azul, você sabe..., realizada no Instituto Tomie Ohtake, onde Silveira exibiu uma jarra de cristal sobre a qual foram escritos todos os pecados capitais.

Desde os anos 1960, Silveira – que receberá uma grande retrospectiva no MAC USP em 2020 – desenvolve uma obra avessa a catalogações simples, e esta mostra não é diferente. Em sua visão conceitual, Regina Silveira encara a técnica como meio, não como fim, e concilia uma vontade racional de apreensão da realidade através dos sistemas clássicos de representação com um impulso surrealista pelo qual questiona e gera estranhamentos dentro desses mesmos sistemas. Agora, em Coisas, suas obras em porcelana e vidro ganham uma camada adicional de significação não apenas ao serem agrupadas, mas ainda ao serem exibidas na residência de arquitetura moderna que abriga a Luciana Brito Galeria – uma construção de Rino Levi também originalmente concebida para uso doméstico e transformada em espaço expositivo.

Regina Silveira (n. 1939, Porto Alegre. Vive em São Paulo, SP) Bacharel em Arte pelo Instituto de Artes do Rio Grande do Sul (1959), Mestre (1980) e Doutora em Arte (1984) pela Escola de Comunicações e Artes da USP, sua carreira docente inclui o ensino no Instituto de Artes do Rio Grande do Sul (1964-1969), na Universidade de Puerto Rico em Mayaguez (1964-1973), na FAAP SP (1973-1985) e na ECA USP, de 1974 até o presente. Desde os anos 60 realiza exposições individuais e participa de coletivas selecionadas, no Brasil e exterior. Artista convidada pela Bienal de São Paulo (1981, 1983, 1998), Bienal Internacional de Curitiba (2013 e 2015) e Bienal do Mercosul (2001, 2011), participou da Bienal de La Habana, Cuba (1986, 1998 e 2015), da Médiations Biennale, em Poznan, Polônia (2012), da 6th Taipei Biennial (2006), da 2nd Setouchi Triennale, Japão (2016) e da 1 a BienalSur, em Buenos Aires, Rosário, San Juan (Argentina, 2017). Coletivas recentes são: Walking Through Walls, Martin Gropius Bau, Berlim, (2019); O Poder da Multiplicação/Die Macht der Vervielfáltigung, MARGS, Porto Alegre (2018) e Spinnerei Halle, Leipzig (2019); Mixed Realities, Kunst Museum, Stuttgart (2018); Imprint, Academy of Fine Arts, Varsóvia (2017); Future Shock, Site Santa Fe, (2017); Radical Women in Latin America, Hammer Museum, Los Angeles (2017), Brooklyn Museum (2018) e Pinacoteca do Estado de São Paulo (2018); Consciência Cibernética (?), Itaú Cultural (2017). Individuais recentes são: Não Feito, Alexander Gray Associates, Nova York, EUA (2019); Octopus Wrap, Seattle Art Museum, Seattle, USA (2019); UP THERE, Santander Farol, São Paulo (2019), EXIT, Museu Brasileiro da Escultura – MuBE (2018); Todas as Escadas, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto (1918); Crash, Museu Oscar Niemeyer – MON, Curitiba (2015); El Sueño de Mirra y Otras Constelaciones, Museo Amparo, Puebla, México (2014); 1001 Dias e Outros Enigmas, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre (2011); e Abyssal, Atlas Sztuki Gallery, Lodz, Polônia (2010). Entre suas premiações estão o Prêmio MASP (2013), o Prêmio ABCA pela carreira (2012) e o Prêmio Fundação Bunge (2009). Foi bolsista das fundações Fulbright (1994), Pollock-Krasner (1993) e Guggenheim (1990). Sua obra está representada em inúmeras coleções públicas e privadas, no Brasil e no exterior.

Posted by Patricia Canetti at 1:55 PM