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outubro 10, 2019

Julia Kater na Sim Galeria, Curitiba

Com pesquisa e produção pautadas sobretudo no recorte e na sobreposição de imagens de diferentes escalas, Julia Kater traz à sede da SIM Galeria, em Curitiba, O que nos assiste, individual que reúne cerca de sete trabalhos inéditos, com curadoria do crítico francês Théo-Mario Coppola.

Em sua última exposição na SIM – Zonas de Gatilho – realizada em 2018 na unidade paulistana, Kater apresentou seus recortes em grande escala. Esses trabalhos partem de fotografias de cenas cotidianas nos quais a artista recorta e descarta o elemento central da imagem, assim, subverte uma suposta “ordem” da imagem. Interessam a ela as relações entre pessoas e espaços, bem como os diferentes enquadramentos que permitem criar encontros em planos espaciais distintos.

Nesta exposição, aquilo que antes era descartado, passa a fazer parte do trabalho. Na série com quatro obras em grande formato, o que foi recortado passa a orbitar ao redor da cena principal. São sobretudo gestos corporais, de mãos, cabeças, que passam a existir e ganham autonomia em relação à imagem original. Segundo Théo-Mario Coppola, quer seja uma ação específica ou a evocação de uma lembrança, essa fragmentação de coisas e pessoas traça uma narrativa episódica e lacunar do ser. “Aquilo que é retido está bem distante do momento da captura da imagem e da identificação das situações, de modo a revelar a universalidade da cena”, comenta o curador.

A exposição conta ainda com duas fotografias da série “todos os olhos todas as partes”, que retratam pessoas juntas, que de alguma forma se relacionam. Mais do que afeto, para Kater interessa pensar numa cena ritualística, como se todos ali fossem um só corpo. “A memória, o desejo, a projeção são ficções. Tudo o que se acredita poder reconhecer ou compreender, representar ou descrever está, na realidade, ainda mais distante de nós. Todos pretendem se lembrar bem e creem retratar o passado com uma veracidade tenaz. Porém, o que pode restar de um presente do qual apreendemos apenas impressões vagas, lembranças transformadas por humores e sensações e pela ambição de fazer com que aquilo que vivemos corresponda a uma ideia?”, questiona e completa o crítico. Completa a exposição o vídeo “O que nos assiste”, que dá nome à mostra e retrata quatro pessoas construindo um andaime num terreno baldio.

Julia Kater (1980 – Paris, França) vive e trabalha em São Paulo, Brasil. É graduada em Pedagogia pela PUC/ SP e pós-graduada em Psicomotricidade pela ISPEGAE, OIPR Paris/França. Formada em Fotografia pela ESPM/SP. Suas principais exposições individuais são: Breu - Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, Brasil - 2018); Zonas de Gatilho - SIM Galeria (São Paulo, Brasil - 2018); Acordo - Palazzo Rossini, GAA Foundation, (Veneza, Itália - 2017); Da banalidade, Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, Brasil -2016); Como se fosse - Ocupação Programa Caixa Cultural (Brasília, Brasil - 2014). As principais exposições coletivas incluem: 13 edition Experiments in Cinema Festival (Alburquerque, EUA - 2018); Song for my hands - Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, Brasil - 2017); Rencontres Internacionales Paris/ Berlin - New Cinema and Contemporary Art (Alemanha e França - 2017), Ao amor do público I, Museu de Arte do Rio – MAR (Rio de Janeiro, Brasil - 2016); Bienal de Assunção (Asuncion, Paraguai - 2015), Frestas - Trienal de Artes, Sesc Sorocaba, (Sorocaba, Brasil – 2014). Sua obra faz parte de coleções como: Museu de Arte do Rio - MAR (Rio de Janeiro, Brasil); Museu Oscar Niemeyer – MON (Curitiba, Brasil); Fundacíon Luis Seoane (La Corunha, Espanha); Foundation PLMJ (Lisboa, Portugal) e Museu de Arte de Ribeirão Preto- MARP (Ribeirão Preto, Brasil).

Posted by Patricia Canetti at 1:56 PM