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junho 7, 2019

Marcelo Silveira na Nara Roesler, São Paulo

Marcelo Silveira propõe novas conexões entre pessoas e objetos encontrados em Compacto mundo das coisas

A Galeria Nara Roesler | São Paulo inaugura no dia 8 de junho uma nova mostra do artista recifense Marcelo Silveira, com curadoria de Daniel Rangel. Intitulada Compacto mundo das coisas, a exposição apresenta cinco séries de obras, unidas por afinidades estéticas, conceituais e processuais em que o artista se apropria do “mundo das coisas” para realizar desenhos, esculturas e instalações através de cartões postais, pedaços de cadeiras, plásticos e livros.

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Com o olhar sempre atento, é na cidade de Recife que Marcelo Silveira busca pela maior parte da matéria-prima de seus trabalhos, elegendo objetos e materiais que, segundo o curador da mostra, vão “gradativamente abandonando o repouso inútil do descarte que sofreram e passam a provocar o artista.”

postais

Postais centenários encontrados pelo artista em um brechó dão origem à série Irene, nome que remete não só à música homônima de Caetano Veloso, mas também à destinatária dos postais, que os recebeu em três endereços em Recife, entre as décadas de 1910 e 1920: na Rua da Alegria, na Rua da Glória e na Rua do Aragão. Estes endereços hoje, segundo o artista, “são ruas que a cidade esqueceu”.

E é através do questionamento de como dar relevância à lembrança destes lugares que o artista desenvolve a série, intervindo com caneta esferográfica sobre os postais ou com carimbos sobre os seus versos. Juntos e envoltos em uma espécie de moldura, os postais dão origem a paisagens fictícias ou, ainda, podem remeter a um revestimento arquitetônico.

compactos com pacto

Feita a partir de pedaços de cadeiras, a série Compacto com pacto tem como intenção fazer com que o visitante identifique as possibilidades do objeto no espaço e a disputa espacial entre a peça e quem se movimenta ao seu redor. O que antes era cadeira, agora volta ao espaço ocupando-o com uma movimentação gráfica de linhas que se entrelaçam, se conversam e se interrompem.

Segundo o artista, a série fala da necessidade de se estabelecer pactos. “O que me motivou na criação desta obra foi o pacto, a possibilidade de a gente estabelecer diálogos e construir algo que não se faz sozinho”, explica Marcelo.

camaleão

A instalação Camaleão é uma obra composta por pedaços de papel colorido, mais precisamente as embalagens das réguas utilizadas pelo artista na produção da série Caleidoscópio. Unidos, os recortes lembram uma pintura quando uma projeção de luzes incide sobre eles. A estabilidade da ‘pintura’ é rompida quando a cor de uma luz é projetada sobre uma superfície de cor diferente, transformando-se em outra cor. O trabalho permite refletir sobre a ilusão que se tem sobre coisas e seres – e sua impermanência.

livros de artista

A exposição traz também trabalhos das séries O desenho da casa, Modernas e Muito pelo contrário, em que o artista, em uma operação de aproximação, intervém com desenhos simples diretamente sobre as páginas de livros doados pela Casa do Desenho, em Porto Alegre, após seu fechamento. “A imaginação do espectador é ativada pelos títulos e nomes visíveis, alguns conhecidos, outros não. A maioria dos grupos é formada por pequenas coleções, de livros afins ou enciclopédias e dicionários. O procedimento investigativo e o ato de colecionar são recorrentes na produção do artista”, acrescenta Daniel Rangel.

acumaé

Acumaé, segundo o artista, é uma expressão simples e regional, para se perguntar o preço das coisas. Dá nome também à série de objetos sonoros em madeira freijó que foram pensados pelo artista para estabelecer costuras e criar um projeto maior, que vai além da peça de madeira em si. Durante a abertura, o artista e o curador da mostra, Daniel Rangel, irão promover uma espécie de cortejo pela galeria, embalado pela fusão de sons de intensidades diferentes, gerados através de batidas com as mãos nos objetos sonoros e do canto entoado pelos participantes do cortejo.

Com uma diversidade de técnicas e dinâmicas, Marcelo Silveira convida o público a adentrar este espaço de ressignificação do tempo e das coisas e, ainda, nas palavras do curador, “nos oferece sua sensibilidade como chave para questionarmos nossa relação com os objetos e com as pessoas que nos cercam.”

Marcelo Silveira é reconhecido por seu trabalho em escultura e instalação, envolvendo também outros suportes, como desenho, colagem e livros de artista. Partindo das noções de produção, apropriação e acumulação, o artista desenvolve obras que colocam em questão a natureza dos materiais, apresentando também uma abordagem sobre práticas artesanais. Seu trabalho vem sendo apresentado em importantes bienais, como: 35º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo, Brasil (2017); 10ª e 5ª edições da Bienal do Mercosul, Porto Alegre, RS, Brasil (2015 e 2005); 29ª Bienal de São Paulo, Brasil (2010); entre outras.

seleção de coleções permanentes
• Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM-RJ, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
• Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), São Paulo, SP, Brasil
• Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM), Recife, PE, Brasil
• Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

seleção de exposições recentes
• Sesc Santo Amaro, Santo Amaro, SP, Brasil, 2019
• Torre Malakoff, Recife, PE, Brasil, 2018
• Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS), Sorocaba, SP, Brasil, 2018
• Museu do Trem, Recife, PE, Brasil, 2018
• Residência Belojardim, Belo Jardim, PE, Brasil, 2017


Galeria Nara Roesler | São Paulo inaugurates a new exhibition by Marcelo Silveira on June 8 th . Curated by Daniel Rangel, Compacto mundo das coisas [compact world of things] presents five series of works, united by aesthetic, conceptual and procedural affinities. The artist appropriates the “world of things” to make drawings, sculptures and installations through postcards, pieces of chairs, plastic objects and books.

With a watchful eye, Marcelo Silveira searches for most of the raw material of his works in the city of Recife, choosing objects that, according to the curator of the show “gradually abandon the useless rest of the discard they suffered and start provoking the artist”.

post cards

Centenary postcards found by the artist in a thrift store originate the series Irene, a name that refers not only to a Caetano Veloso song with the same name, but also to the recipient of the postcards, that received them in three addresses in Recife, between 1910 and 1920: at streets Rua da Alegria, Rua da Glória and Rua do Aragão. These addresses today, according to the artist, “are streets that the city forgot”.

And it is through the questioning of how to give relevance to the memory of these places that the artist develops the series, intervening with ballpoint pen on the postcards or with stamps over their verses. Together, in a kind of frame, the postcards create fictitious landscapes or resemble an architectural coating.

compactos com pacto [compacts with pact]

Made of pieces of chairs, the series Compacto com pacto [Compact with pact] is intended to make the visitor identify the possibilities of the object in space and the spatial dispute between the piece and who moves around it. What used to be a chair now returns to space occupying it with a graphical movement – lines that intertwine, converse and interrupt themselves.

According to the artist, the series speaks of the need to establish pacts. “What motivated me in the creation of this work was the pact, the possibility of establishing dialogues and building something that is not done alone,” explains Marcelo.

camaleão [chameleon]

The Camaleão [chameleon] installation is a work composed of pieces of colored paper – more precisely, the packaging of the rulers used by the artist in the production of the series Caleidoscópio [kaleidoscope]. Together, the cutouts resemble a painting when a projection of light strikes it. The stability of the ‘painting’ is broken when one color of light projects over a surface in a different color, turning it into another color. The work allows us to reflect on the illusion one has about things and beings – and their impermanence.

artist’s books

The exhibition also includes works from the series O Desenho da Casa [the drawing of the house], Modernas [modern] e Muito pelo contrario [quite on the contrary], in which the artist, in an approaching operation, intervenes with simple drawings directly on the pages of books donated by Casa do Desenho, in Porto Alegre, after its closure. “The viewer’s imagination is activated by visible titles and names, some known, some not. Most groups consist of small collections of related books or encyclopedias and dictionaries. The investigative procedure and the act of collecting are recurrent in the artist’s production”, adds Daniel Rangel.

acumaé

Acumaé, according to the artist, is a simple and regional expression to ask the price of things. It also gives name to the series of sound objects made out of wood that were designed by the artist to establish seams and create a larger project that goes beyond the piece of wood itself. During the opening, the artist and the curator of the show, Daniel Rangel, will promote a kind of procession through the gallery, packed by the fusion of sounds of different intensities, generated by beats with hands on the sound objects and the singing chanted by the participants of the courtship.

With a diversity of techniques and dynamics, Marcelo Silveira invites the public to enter this space which gives new meaning to time and things and, in the words of the curator, “offers us his sensitivity as a key to question our relationship with objects and people who surround us.”

Marcelo Silveira is recognized for his work in sculpture and installation, also including other supports, such as drawing, collage, and artist books. Based on notions of production, appropriation and accumulation, the artist develops works which question the nature of the materials, also presenting an approach on artisan practices. His work has been presented at important biennials, such as: 35 th Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo, Brazil (2017); 10 th and 5 th editions of the Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brazil (2015 and 2005); 29 th Bienal de São Paulo, Brazil (2010); among others.

a selection of permanent collections
• Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM-RJ, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Rio de Janeiro, RJ, Brazil
• Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), São Paulo, SP, Brazil
• Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM), Recife, PE, Brazil
• Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil

a selection of recent exhibitions
• Sesc Santo Amaro, Santo Amaro, SP, Brazil, 2019
• Torre Malakoff, Recife, PE, Brazil, 2018
• Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS), Sorocaba, SP, Brazil, 2018
• Museu do Trem, Recife, PE, Brazil, 2018
• Residência Belojardim, Belo Jardim, PE, Brazil, 2017

Posted by Patricia Canetti at 6:55 PM