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setembro 16, 2018

Rodrigo Andrade na Mul.ti.plo, Rio de Janeiro

Referência da geração neoexpressionista, há 20 anos sem expor no Rio, o artista retorna às gravuras, com paisagens e figuras abstratas, em exposição na Mul.ti.plo

Um dos grandes pintores da geração neoexpressionista dos anos 80, integrante do histórico grupo Casa 7, Rodrigo Andrade retorna às suas origens e faz uma exposição de gravuras, na Mul.ti.plo Espaço Arte, no Leblon, de 20 de setembro a 27 de outubro. A exposição Rodrigo Andrade – Gravuras 2010 -2018 se organiza em torno de dois eixos principais: as paisagens e as figuras abstratas. As gravuras, em metal, são produzidas com as técnicas de água forte, água tinta, ponta seca e morsura aberta. Para o espectador, ele avisa: espere por intensidade e por uma grande variação de caminhos trilhados nesses 25 trabalhos que serão apresentados.

Rodrigo iniciou sua carreira artística com gravuras em metal, quando tinha entre 15 e 20 anos. Foi nessa época que participou de sua primeira exposição, uma coletiva, que acabou sendo a única de gravuras até hoje. O retorno às gravuras começou a acontecer em 2010, quando Rodrigo fez uma residência artística na Fundação Iberê Camargo e voltou a se entusiasmar com a técnica. Conhecido por sua capacidade de mudar radicalmente o rumo de sua produção, em busca de novos caminhos de pesquisa, a partir daí, Rodrigo revela uma face totalmente diferente da que mostrou na Bienal de São Paulo de 2010, quando expôs paisagens naturalistas feitas a partir de fotografias.

Para a exposição na galeria carioca – depois de mais de 20 anos sem expor no Rio –, Rodrigo leva, por exemplo, uma série produzida em 2015 para a Paragon Contemporary Editions, de Londres (“Mato, Onda e Abstrato”), e outra, que está sendo produzida atualmente, inspirada em arabescos (“Criaturas Decorativas”), dentre outras feitas isoladamente, que incluem tanto paisagens quanto figuras abstratas. Nessa nova fase, o artista usa muita cor, diferentemente de seus trabalhos anteriores.

“Essa série, produzida principalmente com a técnica da morsura aberta, que ganha um relevo similar ao da tinta que exploro nas minhas pinturas, surgiu de uma curtição minha com desenhos de arabescos. As figuras, a princípio abstratas, pelas suas formas orgânicas, começaram a se assemelhar com coisas, animais: peixe, morcego, partes do corpo humano. Por isso estou chamando de “Criaturas Decorativas”. E é também um desdobramento da exposição “Duas cavernas”, que fiz ano passado. Da mesma forma, as gravuras estão baseadas na estrutura do par: são sempre quatro elementos que se formam a partir de duas duplas”, retomando assim o que havia nas minhas pinturas abstratas em bloco de cor produzidas entre 1999 e 2009”, explica o artista, que acaba de fazer uma retrospectiva de sua obra na Pinacoteca de São Paulo, com a exposição “Rodrigo Andrade: Pintura e Matéria (1983-2014)”.

Rodrigo de Castro Andrade (São Paulo, SP, 1962). Pintor, gravador, artista gráfico. Inicia sua formação em gravura no ateliê de Sérgio Fingermann em São Paulo, em 1977. Integra, entre 1982 e 1985, o grupo Casa 7. Em 1985, participa da 18ª Bienal Internacional de São Paulo. A partir de 1986, realiza diversas exposições individuais e participa de inúmeras exposições coletivas no Brasil e exterior. Possui trabalhos nas principais coleções públicas e privadas do país. Em 2004, recebe a Bolsa Vitae de Artes Plásticas. Em 2000, inicia uma série de intervenções pictóricas em espaços públicos como “Lanches Alvorada” em 2001, num bar no centro de São Paulo, e “Paredes da Caixa”, em 2006. Em 2008 lança, pela editora Cosac Naify, livro reunindo sua obra desde 1983. Em 2010, realiza a obra “Óleo sobre”, uma intervenção em oito salas do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, e participa da Bienal de São Paulo com a série “Matéria noturna”. Em 2014, lança o livro “Resistência da matéria” pela editora Cobogó. Em 2017, faz a exposição “Duas Cavernas” na galeria Millan, em São Paulo, expondo obras abstratas e figurativas ao mesmo tempo pela primeira vez. Em 2017 e 2018, a Pinacoteca de São Paulo apresenta a retrospectiva de sua obra, “Rodrigo Andrade: Pintura e Matéria (1983-2014)”.

Posted by Patricia Canetti at 6:15 PM