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agosto 6, 2018

Rodrigo Sassi no CCBB, São Paulo

O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo realiza a mostra Esquinas que me atravessam, com cerca de 20 obras inéditas de Rodrigo Sassi, produzidas entre 2016 e 2018. O conjunto reunido no subsolo do prédio, antigo cofre da então instituição financeira, reafirma referências plásticas e conceituais da obra do artista formuladas nos territórios da cidade e da arquitetura. A partir de elementos usados e descartados da construção civil, Sassi cria seu particular vocabulário formal e poético. “Eu me aproprio de elementos usados na construção da cidade e os resignifico, construindo figuras do meu imaginário, dando uma espécie de sobrevida a esse material que já vem cheio de significados e marcas”, explica.

Esquinas que me atravessam, com curadoria de Mario Gioia, abriga uma grande instalação central (Corpo Acomodado, 2018), em madeira e concreto, construída a partir dos moldes das fôrmas de concreto armado. No percurso circular proposto pelo próprio espaço expositivo estão as esculturas de parede em menores dimensões, produzidas em madeira, concreto e metal (séries Walk the line e Cestas, e as obras Qualquer dia da semana é primavera, Ser reativo e Spyro Gyro); além de uma série de cinco xilogravuras sobre papel, feita a partir de matrizes igualmente originárias dos vestígios de edificações urbanas.

“O sentido do público numa direção circular reforça o caráter fenomenológico proposto por Sassi ao dispor trabalhos de diferentes linguagens por entre o espaço. Terminada uma visita, o (ex) observador conseguirá perceber alguns elementos fulcrais da obra: a relação com o espaço, os diálogos com a arquitetura de eixos confinados de grandes cidades, a linha-grafia anteriormente pensada como projeto (em desenho) e concretamente transformada em outro produto, numa zona cinzenta e opaca entre meios (o tridimensional situado em algo de difícil determinação que perpassa a instalação, o objeto e a escultura)”, explica o curador.

Segundo Gioia, Esquinas que me atravessam sedimenta outras pesquisas de Sassi, após períodos de residência artística na França e nos EUA. “Trabalhos que tivessem tanto a luz quanto a sombra como elementos compositivos refletem uma nova preocupação nas obras pensadas para a exposição”, conta o artista. “A série de esculturas de parede Walk the line surge das caminhadas de Sassi no interior do Estado de Nova York, margeando as linhas férreas e, de lá, extraindo a matéria-prima do que se tornaria a série de pequenas peças”, completa o curador. Já na série Cestas, o artista parece trabalhar a dureza do metal como um artesanato, assim como a grande escultura de parede Qualquer dia da semana é primavera, em metal e madeira, apresentada ainda com características experimentais que tateiam um território ainda novo para o artista.

Rodrigo Sassi (1981, Brasil) Vive e trabalha em São Paulo. Graduado em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP (2006), Rodrigo participou de diversas residências artísticas, entre elas Cité Internacionale des Arts de Paris (2014/2015) na França e Sculpture Space nos Estados Unidos (2016). Realizou exposições individuais em galerias e instituições, tanto no Brasil como no exterior, dentre elas “Mesmo com dias maiores que o normal”, no Centro Cultural São Paulo, em 2017; “Structuring to Foster”, no Centro Brasileiro Britânico, e “Prática comum segundo nosso jardim”, na Caixa Cultural Brasília, ambas em 2016; “Las pequeñas distracciones que te llevan al desvío”, na galeria Arredondo \ Arozarena, na Cidade do México, em 2015; “Tudo aquilo que eu lhe disse antes mas nem eu sabia”, na Red Bull Station e “In Between”, que itinerou da Nosco Gallery em Londres para a MDM Gallery em Paris.

Seu trabalho foi apresentado em exposições coletivas incluindo: The humble black line na Frameless Gallery em Londres em 2018, 6º Prêmio Marcantonio Vilaça no Mube em São Paulo e “La Republique de la Rue” na Nosco Gallery em Marseille na França, ambas em 2017. Em 2016, “Atlas Abstrato” no Centro Cultural São Paulo e Festival Víedo Brasil, realizado no SESC Pompéia em São Paulo no ano de 2013. Recebeu prêmios como “Ocupação Fábrica São Pedro”, pela Fundação Marcos Amaro, em 2018; Proac – Artes Visuais – Obras e Exposições, em 2016; Programa de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural Brasília, em 2015; Prêmio Espaço Galeria SESI e Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, em 2013.

Mario Gioia - Curador independente, graduado pela ECA-USP. Integrante do grupo de críticos do Paço das Artes desde 2011. Crítico convidado de 2013 a 2015 do Programa de Exposições do CCSP e fez, na mesma instituição, parte do grupo de críticos do Programa de Fotografia 2012. Curadoria de *Ter lugar para ser*, coletiva em 2015 no CCSP com 12 artistas sobre as relações entre arquitetura e artes visuais. Colaborador de periódicos de artes como *Select* e foi repórter e redator de artes visuais e arquitetura da *Folha de S.Paulo *de 2005 a 2009. De 2011 a 2016 coordenou o projeto *Zip'Up*, na Zipper Galeria, destinado à exibição de novos artistas. Na feira ArtLima 2017 (Peru) curou a seção especial CAP Brasil, intitulada *Sul-Sur*, e fez o texto crítico de *Territórios Forjados** (Sketch Galería, 2016), em Bogotá (Colômbia).

Posted by Patricia Canetti at 6:58 PM