Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


dezembro 2017
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31            
Pesquise no blog:
Arquivos:
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
setembro 2012
agosto 2012
junho 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
novembro 2011
setembro 2011
agosto 2011
junho 2011
maio 2011
março 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
junho 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
maio 2009
março 2009
janeiro 2009
novembro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
maio 2008
abril 2008
fevereiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
junho 2007
maio 2007
março 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

dezembro 11, 2017

Felippe Moraes na Baró, São Paulo

A Baró Galeria apresenta Cosmografia, exposição individual de Felippe Moraes, com curadoria de Julia Lima. São expostos trabalhos inéditos desenvolvidos nos últimos dois anos, incluindo obras realizadas durante uma residência artística no Irã. Entre fotografias, desenhos e vídeos, Cosmografia configura-se como um esforço do artista de mapear livremente diferentes partes ou aspectos do cosmos, transitando entre a ciência e o espiritual.

No contêiner anexo à galeria, é mostrado o trabalho em vídeo The Drag that Said Phi, protagonizado pela famosa drag queen Alaska Thunderfuck, estrela do aclamado reality show RuPaul’s Drag Race. Alaska, em full drag, em uma cena toda branca – exceto pelas longas garras vermelhas amarradas em seus dedos – recita lentamente, em uma voz afetada, os números da proporção áurea, também conhecida como número de ouro, uma constante matemática irracional que está presente em infinitos elementos da natureza. A proporção áurea, é uma constante na Sequência Fibonacci, muito usada na arte e na música. Há um contraste marcante entre a figura deslumbrante da drag e a leitura de um conceito tão abstrato quanto um número que rege as proporções do universo.

Na sala principal da galeria, a exposição abre-se ao público com a série de fotos intituladas de Movimento Pendular, grafias luminosas feitas em um quarto escuro que descrevem o percurso orbital de um pêndulo que vai diminuindo o raio de oscilação à medida que também altera seu eixo. O resultado é uma sobreposição de linhas brancas orbiculares que criam a ilusão de volume e se concentram sempre ao centro, o ponto de perda total de energia.

Moraes também mostra a série Keyhan, fotografias em grande escala de padrões geométricos em relevo que documentou nas mesquitas do Irã, durante uma residência artística no país. As fotos retratam os grandes e elaborados padrões em gesso que adornam os tetos dos interiores dos templos persas, representações estilizadas do firmamento e da matemática que nos remetem ao cosmos.

Durante a residência, o artista também realizou o vídeo Harmonices Mundi, feito em parceria com a banda iraniana Bomrani. A obra é o resultado de três anos de pesquisa sobre o conceito de “Música das Esferas”, antiga ideia desenvolvida pelos gregos que pressupunha a existência de uma ordem matemática que regia o cosmos, mas desenvolvido cientificamente pela primeira vez por Johannes Kepler em 1619. Kepler descreve a órbita dos seis planetas conhecidos à época por meio de partituras musicais que foram escritas seguindo as suas observações sobre as órbitas elípticas dos planetas. Assim, desenvolveu um princípio básico para a composição – quanto mais próximo do sol, mais agudo o tom; quanto mais rápida a velocidade de cada planeta, mais rápido o ritmo. Cada membro da banda interpreta um planeta diferente, apresentando-se primeiro individualmente e depois em conjunto, em uma (des)harmonia cacofônica.

Posted by Patricia Canetti at 8:20 AM