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novembro 18, 2017

Água no Sesc Belenzinho, São Paulo

O Sesc São Paulo apresenta ao público: Água, exposição itinerante apresentada este ano em Genebra no Dia Mundial da Água. Com 23 artistas de diversas partes do mundo, conta com a curadoria de Adelina von Fürstenberg, uma das principais curadoras da atualidade, ganhadora do Leão de Ouro na 56ª Bienal de Veneza (2015). A exposição tem a missão de despertar a consciência sobre questões fundamentais, como sua escassez, por meio da arte contemporânea.

Os artistas participantes propõem por meio de suas obras de arte - instalações, vídeoinstalações, vídeo-projeções, fotografias, esculturas, desenhos e pinturas, incluindo produções específicas para o local e novas obras - uma reflexão sobre a água, em que o gerenciamento é um dos maiores desafios e objetivo prioritário para o século XXI. A abertura acontece no próximo dia 22 de novembro, quarta-feira, das 20h às 22h, no Sesc Belenzinho. As obras tratam de questões de meio ambiente, biodiversidade, ecossistemas, mudanças climáticas e conservação da água como um recurso vital.

A mostra enfatiza a responsabilidade coletiva em relação ao elemento água na sociedade contemporânea. A água é essencial para os organismos vivos; portanto, tratar dessa temática é uma questão urgente, logo, tornou-se um dos mais importantes desafios globais de nosso mundo. Afinal, de quem é a água? A água é um bem privado ou um recurso público?

Para o Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda,“a abordagem e o enfrentamento de problemas dessa magnitude não estão circunscritos aos círculos científicos, como demonstra a exposição Água, proposição no campo cultural que dá a ver o engajamento dos artistas frente a ameaças que nos rondam num mundo que, em nome da geração ilimitada de produtos e capitais, parece propenso a consumir a si próprio, numa espécie de autofagia. Comprometido com leituras críticas da realidade, o Sesc acredita na capacidade de sensibilização da arte frente a urgências que tocam a todos nós enquanto agentes de transformação” comenta em texto sobre a exposição.

ALGUNS DESTAQUES

A exposição apresenta uma série de reflexões sobre a água, comentadas pelos próprios artistas, como, por exemplo, a questão da sacralidade no filme L’Eau – Ganga (algo como “A Água – Ganges”), de Velu Viswanadhan, ou da secura em One More Garden, One More Circle (Mais um Jardim, Mais um Círculo), instalação efêmera de Maria Tsagkari feita inteiramente de cinzas.

A poluição fica especialmente enfatizada na videoinstalação de Noritoshi Hirakawa sobre as consequências da catástrofe de Fukushima, em 2011 e a contaminação radioativa das águas.

Já o filme de Nigol Bezjian, Me, Water, Life (Eu, Água, Vida), trata a escassez de água nas zonas de conflito, como em um campo de refugiados sírios no Líbano, ou a série de obras Palavras, de Stefano Boccalini, sobre este debate inflamado e de grande atualidade: a água – bem público ou propriedade privada?

Destacamos também a obra de Jonathas de Andrade, Maré (Tide),2014, formada por 111 gravuras em tinta UV sobre madeira de bordo, mostrando imagens de um velho iate clube de Maceió, estado de Alagoas (onde Jonathas nasceu). E também Ondas d’Água, de Guto Lacaz, criada especialmente para a praça do Sesc Belenzinho em sua inauguração, incorporada a esta exposição, por se tratar da mesma temática.

Em Arrasto, Marcelo Mosqueta realizou uma expedição pelo rio mais importante de São Paulo, o Rio Tietê, onde coletou pedras, argila, areia e vários minerais, documentando e classificando os elementos encontrados nas margens e compondo um depósito de lembranças, relatos para um pequeno museu de curiosidades, cada uma compartilhando seu lado do leito fluido.

De Dan Perjovschi destacamosNotes and Postcards on Water (Notas e Postais sobre Água), 2017. Usando sua típica ferramenta de expressão – desenhos nas paredes baseados em tópicos políticos, sociais e culturais – o artista fala sobre questões da água em nossa vida cotidiana, inserindo páginas ou anúncios de jornais. Além disso, apresenta uma coleção de postais encontrados em lojas para turistas e bazares de lugares que ele visitou, que incluem elementos como lagos, rios e fontes e foram enviados diretamente para São Paulo pelo Correio.

A videoinstalação Theatrum Orbis Terrarum, de Salomé Lamas, apresenta-se como um filme de exploração, uma viagem sensorial, uma história vertiginosa, e, com certeza, como um filme de aventura. Segundo a definição da artista, “when I look at the sea for long, I lose interest on what happens on land” (quando olho o mar por muito tempo, deixo de me interessar por aquilo que acontece em terra).

A exposição é um projeto de ART for The World, ONG (Organização Não Governamental) afiliada ao UNDPI (Departamento de Informação Pública das Nações Unidas), produzido e executado pelo Sesc São Paulo, instituição com a qual colabora regularmente.

Posted by Patricia Canetti at 10:17 AM