Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


novembro 2017
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30    
Pesquise no blog:
Arquivos:
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
setembro 2012
agosto 2012
junho 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
novembro 2011
setembro 2011
agosto 2011
junho 2011
maio 2011
março 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
junho 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
maio 2009
março 2009
janeiro 2009
novembro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
maio 2008
abril 2008
fevereiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
junho 2007
maio 2007
março 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

novembro 10, 2017

Artur Lescher, Carlito Carvalhosa e Marco Maggi na Nara Roesler NY, EUA

A Galeria Nara Roesler | Nova York apresenta Theory of the Inevitable Convergence, coletiva dos artistas Artur Lescher, Carlito Carvalhosa e Marco Maggi que tem como motivação evidenciar pontos de contato ainda não explorados entre as poéticas dos três artistas.

[scroll down for English version]

Para além de intersecções relacionadas a aspectos formais, as obras escolhidas para integrar a exposição carregam importantes questões colocadas recorrentemente ao público pelos artistas, tal como a maneira em que estes articulam suas obras ao espaço, seja pela forma como interferem e atuam nele, seja através da sugestão de um lugar desconhecido, vinculado ou não ao real. Esse procedimento convida o público a experimentar novas circunstâncias e talvez repensar sua relação com o mundo.

Lescher apresenta Finials, pequenas esculturas em pedestais que fazem referência à estruturas arquitetônicas: a extremidade uma igreja ou templo, de um prédio corporativo ou - como o artista ironicamente coloca - a ponta de um míssil, evocando justamente o poder e a eloquência do homem. Já seus Pêndulos lembram instrumentos vibratórios e fontes magnéticas, sensíveis às perturbações do espaço arquitetônico e ao trânsito do observador. Por estarem sujeitos à força da gravidade os pêndulos poderiam atuar como instrumentos de uma escrita invisível, sugerindo incessantemente uma nova história/memória ao espaço e aos trabalhos que os circundam.

A instalação de Carvalhosa, por sua vez, é composta por óleos sobre alumínios espelhados pendurados ou encostados em lâmpadas tubulares dispostas simetricamente na parede. As peças de alumínio espelhado propõem uma experiência singular: o espectador é impedido de ver a totalidade de seu reflexo, sendo apenas capaz de experimentá-lo parcialmente ou de forma distorcida, uma vez que as superfícies são pintadas. Dado o contexto atual, em que se vê e compartilha imagens de si constantemente nas redes, a instalação de Carlito causa estranheza e uma pausa instantânea é criada para o espectador, que é colocado em um "não-lugar", onde a falta de narrativa pode ser algo desconcertante.

Maggi apresenta Podium, um tríptico do qual fazem parte três painéis de diferentes tamanhos e cores - ouro, prata e bronze, sendo cada um deles composto por signos esculpidos com precisão e delicadeza sobre folhas metálicas colocados dentro de armações de slide. Se de imediato, o título e as cores sugerem uma narrativa, ao se aproximar da obra, o espectador percebe que cada slide oferece uma imagem abstrata única que pode ganhar diferentes significados. Nas palavras do artista: "se não há cumplicidade com o espectador, o trabalho não existe" e "quando as pessoas me perguntam o que eu faço, qual é a minha profissão, eu respondo que sou um promotor de pausas". Podium é, portanto, um convite a outra temporalidade, e cria a oportunidade de se perder e se deixar levar pela narrativa abstrata do artista.

O rigor formal presente na geometria delicada da obra de Maggi, está presente também na obra de Lescher, com suas formas precisas, sem excessos. Estas, por sua vez, compostas por superfícies essencialmente reflexivas, encontram um contraponto nos alumínios pintados de Carvalhosa, enquanto ao mesmo tempo, Maggi recorre a esta mesma questão, por meio de seus recortes em folhas metálicas.

Partindo destes encontros, mas evidenciando sobretudo a diferença entre suas produções, os artistas convidam o público a descobrir novas possibilidades e percursos. Nas palavras de Maggi: “We deserve a pause, and an insignificant drawing can work like a perfect training ground to increase our capacity to live in an illegible context”, enquanto Lescher reforça que “é o fluxo do pensamento em seus vários estados de percepção que constrói os sentidos. Um tempo cíclico encontra seu lugar” e Carvalhosa conclui: “No lugar do jardim das veredas que se bifurcam, está a Teoria da Convergência Inevitável!”.

SOBRE OS ARTISTAS

Há mais de trinta anos, Artur Lescher apresenta um sólido trabalho como escultor, resultado de uma pesquisa em torno da articulação de matérias, pensamentos e formas. Neste sentido, o artista tem no diálogo singular, ininterrupto e preciso com o espaço arquitetônico e o design, e na escolha dos materiais, que passam pelo metal, pedra, madeira, feltro, sais, latão e cobre, elementos fundamentais para reforçar a potência deste discurso. De acordo com o Historiador da Arte Matthieu Poirier “a qualidade principal das obras finamente produzidas por Artur Lescher é que elas produzem um campo de força tangível, de natureza magnética, pode-se dizer, considerando os metais que ele utiliza [...] mas é, sobretudo, de natureza perceptiva." Ao mesmo tempo que o trabalho de Lescher está atrelado fortemente a processos industriais, atingindo requinte e rigor extremos, sua produção não tem por fim único a forma, está para além dela. Essa contradição abre espaço para o mito e a imaginação, ingredientes essenciais para a construção da sua Paisagem mínima (Galeria Nara Roesler, 2006). Ao escolher nomear obras como Rio Máquina, Metamérico ou Inabsência (Projeto Octógono, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2012), Lescher propõe uma extensão do trabalho, sugerindo uma narrativa, por vezes contraditória ou provocativa, que coloca o espectador em um hiato, em um estado de suspensão. Artur Lescher participou das edições de 1987 e 2002 da Bienal de São Paulo e da edição de 2005 da Bienal do Mercosul em Porto Alegre, Brasil. Expôs em diversas mostras na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos, além de duas mostras individuais, a primeira no Instituto Tomie Ohtake (2006), em São Paulo, e a segunda no Palais d’Iéna (2017), em Paris.

Carlito Carvalhosa (n. 1961, São Paulo, Brasil) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Carvalhosa despontou na cena artística nacional na década de 1980, como membro do coletivo paulista Grupo Casa 7, ao lado de Rodrigo Andrade, Fabio Miguez, Nuno Ramos e Paulo Monteiro, período em que produziu pinturas de grandes dimensões com ênfase no gesto pictórico. Há mais de vinte anos o artista vem utilizando meios variados e diversos tipos de objetos – incluindo lâmpadas, tecidos, cera, madeira e espelhos — para investigar o espaço arquitetônico, a natureza dos materiais em formas abstratas e a recepção do espectador no contato com eles. De acordo com a curadora portuguesa Marta Mestre, o que interessa ao artista é “a relação entre o espaço e o ato de construir. Mobilizada pelo artista, a construção é um processo para reordenar o mundo à sua frente, suportar seu caos e, assim, diferenciar a atividade perante a natureza”. Mestre ainda destaca que a obra de Carvalhosa é “perpassada pelo pensamento da escultura enquanto construção, adicionando o gesto e retirando o vazio”. Estas observações são evidentes em seus trabalhos mais recentes como A Soma dos Dias, uma monumental instalação site-specific feita para o projeto Octógono na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2010) e para o átrio do MoMA (2011), e a instalação Sala de Espera no MAC-USP (2013), na qual vinte e quatro postes de madeira foram suspensos no espaço expositivo, em conjunção com a arquitetura de Niemeyer. Carvalhosa participou da Bienal de Havana, Cuba (1986 e 2012); da Bienal do Mercosul em Porto Alegre, Brasil (2001 e 2009); da 18ª Bienal de São Paulo, Brasil (1985). Realizou a ação Rio no MoMA de Nova York (2014) e algumas de suas individuais se deram: no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil (2013); no Projeto Contentores, Guimarães, Portugal (2012); e, no MoMA, Nova York, EUA (2011).

Marco Maggi (n. 1957, Montevidéu, Uruguai), vive e trabalha em Nova York e Montevidéu. A presença do papel e a maneira artesanal de lidar com ele são duas constantes no trabalho de Marco Maggi, mesmo em suas instalações de grandes dimensões. Suas criações, como Global Myopia (Pavilhão Uruguai na 56ª Biennale di Venezia), encorajam o público a diminuir o ritmo, prestando atenção às obras para poder entrar dentro delas, desdobrando seus possíveis significados, repensando o ambiente e a sociedade em que vivem. Em relação à Global Myopia, Maggi afirma que: " longe de uma atitude muito século XX, que foi ter soluções para todos e para sempre, atualmente, creio que as únicas esperanças são pequenas e de aproximação, de proximidade. A atitude míope, que é quando se olha algo que se põe muito perto e se olha com atenção e lentamente." Maggi exibiu seus trabalhos na Bienal de Cuenca, Equador (2011); Bienal da 17ª Guatemala (2010); 29ª Bienal de Pontevedra, Espanha (2006); 8ª Bienal de Havana, Cuba (2003); e a 25ª Bienal de São Paulo, Brasil (2002). Suas individuais recentes ocorreram no MOLAA - Museu de Arte Latino Americana, Long Beach, EUA (2013); Vassar College Museum, Nova York, EUA (2013); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2012); Dorsky Museum, Nova York, EUA (2011).


Galeria Nara Roesler | New York presents Theory of Inevitable Convergence, an exhibition of works by Carlito Carvalhosa, Artur Lescher, and Marco Maggi that highlights untapped points of convergence between the narratives of the three artists.

In addition to formal artistic intersections, the chosen works evoke important questions that the three artists have recurrently posed to the public, including the ways in which their works relate to the surrounding space, be it through interference and disruption or through suggesting an unknown place, linked or not to the physical realm. The works thus invite the viewer to experience newcircumstances and, perhaps, rethink their relationship to the world around them.

Arthur Lescher presents Finials, small sculptures on pedestals meant to reference architectural structures: the apse of a church or temple, a corporate building, or—as the artist ironically puts it—the tip of a missile, evoking the power and eloquence of man. Also on display are the artist’s Pendulums, which resemble vibrating instruments and magnetic sources, sensitive to the disturbances of the space around them as well as the transient state of the observer. Subject to the force of gravity, the pendulums could act as instruments of an invisible writing, incessantly suggesting a new history/memory for both the space in which they are situated and the works that surround them. Carlito Carvalhosa’s installation, in turn, comprises oils on mirrored aluminum, hanging or leaning against tubular lamps symmetrically arranged on the wall. The mirrored pieces offer a singular experience: the viewer is prevented from seeing his/her full reflection, only able to experience it partially or in a distorted manner due to the almost fully painted surfaces. Given the current social context, in which everyone constantly sees and shares images of themselves on different networks, Carvalhosa’s installation triggers a strange feeling within the viewer, who instantly pauses and enters something of a “non-place,” where the lack of narrative can be disconcerting.

Marco Maggi presents Podium, a triptych of three panels, each a different size and color—gold, silver, and bronze. To create the work, the artist precisely and delicately carved signs into metallic sheets, which he then placed inside slide frames. Although the title and colors immediately suggest a narrative, when approaching the work, the viewer realizes that each slide offers a unique abstract image that has the ability to gain different meanings. In the words of the artist: “If there is no complicity with the spectator, the work does not exist.” He goes on to say, “When people ask me what I do, what my profession is, I answer that I am a promoter of pauses.” Podium is therefore an invitation to another temporality, creating the opportunity to lose oneself and get carried away by the abstract narrative of the artist. The formality and rigor present in Maggi’s delicate geometric creation is also present in Lescher’s works, throughout their precise forms, which lack excess. These forms, composed of essentially reflective surfaces, in turn find a counterpoint in Carvalhosa’s painted aluminum while at the same time circling back to Maggi, who poses the same questions through his carvings in metallic sheets.

Using these convergences as starting points while simultaneously allowing the differences between their works to shine through, the artists invite the public to discover new possibilities and routes. In Maggi’s words, “We deserve a pause, and an insignificant drawing can work as a perfect training ground to increase our capacity to live in an illegible context.” Lescher emphasizes that “it is the flow of thought in its various states of perception that builds the senses. A cyclical form of time finds its place.” Carvalhosa concludes, “In the garden of the paths that bifurcate, there is the Theory of the Inevitable Convergence!”

Artur Lescher (b. 1962, São Paulo, Brazil) lives and works in São Paulo. For more than thirty years, Lescher presents a solid work as a sculptor, which results from a research around the articulation of materials, thoughts and forms. In this sense, the artist has on the particular, uninterrupted and precise dialogue with both architectonic space and design, and on his choice of materials, which can be metal, stone, wood, felt, salts, brass and copper, fundamental elements to highlight the power of this discourse. According to the Art Historian Matthieu Poirier “The main quality of Artur Lescher’s pared-down, finely crafted works is that they produce a tangible field force—a magnetic field, one might say, considering the metals he uses [...] But it is, above all, a perceptual matter.” Even if Lescher's work is strongly linked to industrial processes, achieving extreme refinement and rigor, his production does not have the form as the only purpose, actually, it goes beyond it. This contradiction opens space for myth and imagination, essential elements for the construction of his Minimal Landscape (Galeria Nara Roesler, 2006). By choosing names for his artworks, such as Rio Máquina, Metamérico or Inabsência (Projeto Octógono, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2012) Lescher proposes an extension of the work, suggesting a narrative, sometimes contradictory or provocative, that places the spectator in a hiatus, in a suspended condition. Artur Lescher participated in the 2005 edition of the Bienal do Mercosul in Porto Alegre, Brazil and in the 1987 and 2002 editions of the Bienal de São Paulo. He took part in several exhibitions in Latin America, Europe and in the United States, as well as in two solo shows, one at the Palais d'Iéna (2017), in Paris, and the other one at Instituto Tomie Ohtake (2006), in São Paulo.

Carlito Carvalhosa (b. 1961, São Paulo, Brazil) lives and works in Rio de Janeiro. Recognized widely throughout Brazil, he emerged in the Brazilian art scene in the 1980s as a member of the São Paulo based collective Grupo Casa 7, alongside Rodrigo Andrade, Fabio Miguez, Nuno Ramos and Paulo Monteiro, period in which he produced large paintings with emphasis on the pictorial gesture. For more than twenty years the artist has been using diverse mediums and many kinds of objects—including electric lights, fabric, wax, wood and mirrors—to explore architectural space, the nature of materials in abstract forms and the spectator’s response to all of them. According to Portuguese curator Marta Mestre, what interests the artist is "the relationship between space and the act of building. Mobilized by the artist, the building is a process of reordering the world, supporting its chaos, thus, differentiating the activity in face of nature". In addition, Mestre emphasizes that through Carvalhosa’s artworks "lies the thought of sculpture as construction, adding gesture and removing the void." These observations are clear in Carvalhosa’s recent works, such as Sum of Days (2011), a monumental site-specific installation for the MoMA’s atrium, and Sala de Espera (2013) installed at Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, in which throughout the space, twenty-four wooden street posts were suspended in dialogue with Niemeyer’s architecture. Carvalhosa exhibited at the Havana Biennial, Cuba (in 1986 and 2012); the Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brazil (2001 and 2009); and the 18th Bienal de São Paulo, Brazil (1985). Some of his recent solo shows took place at Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brazil (2013); Projeto Contentores, Guimarães, Portugal (2012) and MoMA, New York, USA (2011).

Marco Maggi (b. 1957, Montevideo, Uruguay) lives and works in New York and Montevideo. The presence of paper and the artisanal way of dealing with it are two constants in the work of Marco Maggi, even in his large installations. His creations, such as Global Myopia (Uruguayan Pavillion at the 56th Biennale di Venezia), encourage the public to slow down the pace, paying attention to the works in order to be able to get inside of them, unfolding its possible meanings, rethinking the surroundings and the society in which they live in. Regarding Global Myopia, Maggi states that: “far from a very twentieth-century attitude, in which it was expected to have solutions for everybody and always, nowadays, I believe that hopes are small and revealed with proximity. Myopic attitude, which is when you look at something and you place it closely in order to look slowly and attentively”. He exhibited his works at the Cuenca Biennial, Ecuador (2011); the 17th Guatemala Biennial (2010); the 29th Pontevedra Biennial, Spain (2006); the 8th Havana Biennial, Cuba (2003); and the 25th Bienal de São Paulo, Brazil (2002). His recent solo shows took place at MOLAA - Museum of Latin American Art, Long Beach, USA (2013); Vassar College Museum, New York, USA (2013); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brazil (2012); Dorsky Museum, New York, USA (2011).

Posted by Patricia Canetti at 11:15 AM