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fevereiro 8, 2016

Memória da Amnésia no Arquivo Histórico, São Paulo

Memória da Amnésia, uma intervenção urbana da curadora Giselle Beiguelman, artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, apresenta um olhar atento e crítico às obras de arte que foram removidas de seus locais de implantação e alocadas em um depósito.

Arquivo Histórico da Cidade de São Paulo, Praça Cel. Fernando Prestes 152, Bom Retiro, São Paulo; Segunda a sábado, 10-17h; até 02/04/2016

Assista a reportagem do Programa Metrópolis da TV Cultura que destacou a exposição Memória da Amnésia.

A exposição, inaugurada no sábado, dia 12 de dezembro, às 11h, no Arquivo Histórico de São Paulo, aborda esse peculiar nomadismo por meio de alguns itens como os fragmentos do Monumento a Olavo Bilac, conjunto implantado em 1922 na Rua Minas Gerais, que foi disperso pela cidade e chegou a ser alvo de protestos. As peças remanescentes foram recolhidas e voltam a ser expostas nesta oportunidade.

As lagostas de bronze da Fonte Monumental, hoje substituídas por peças de resina na obra original localizada na Praça Júlio de Mesquita, região central, também voltarão a ser expostas e pautam o debate em torno do vandalismo de obras de arte em áreas públicas. Atualmente, a fonte restaurada exibe réplicas das lagostas em resina enquanto as originais estão armazenadas em um depósito municipal.

Todas as obras expostas tem seu roteiro de implantação e histórico contados detalhadamente.

Memória da Amnésia busca compreender como as políticas culturais e de patrimônio histórico definem o que são obras de arte pública e estabelecem suas relações com a memória urbana. O projeto aborda a memória pelo prisma do esquecimento, focalizando a mudança de monumentos de lugar e o “desterro” de monumentos em depósitos, duas questões recorrentes da história urbana de São Paulo.

A exposição, fruto de um ano de pesquisa, é resultado de uma intervenção urbana inédita que envolveu a higienização e o transporte de estátuas do depósito da Secretaria Municipal de Cultura no Canindé para o Arquivo Histórico de São Paulo e um mapeamento dos mais de 60 monumentos nômades de São Paulo.

Posted by Patricia Canetti at 10:43 AM