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novembro 19, 2010

Sobre: Mostra Balbucio de Tecnologia Ordinária no CCBNB


Quando você pensa em câmeras de segurança, monitores de vídeo, sensores, despertadores eletrônicos, tubulações elétricas, pequenos amplificadores de som e outros instrumentos assim tão corriqueiros, o que logo vem à sua mente? Você imagina que essas engenhosidades criadas para facilitar nosso cotidiano podem se transformar em obras de arte? A resposta você pode descobrir e construir com os integrantes do Grupo Balbucio da Universidade Federal do Ceará (UFC). O objetivo da exposição é produzir arte incorporando ferramentas tecnológicas simples e banais (os gadgets), presentes nas experiências ordinárias da vida e encontradas sem maiores dificuldades em qualquer loja de eletrônicos.Segundo Tobias Gaede, um dos artistas do coletivo e mestrando em Comunicação pela UFC, não se trata, pura e simplesmente, “da realocação desses objetos no espaço aurático do museu, procedimento que seria nada mais que uma repetição do ready-made”. Trata-se, diversamente, de fazer uso das potencialidades que esses dispositivos disponibilizam por sua funcionalidade prática – seja pela admissão de tal funcionalidade, seja pela sua subversão por meio de empregos dos quais não se suspeitava ou que, embora evidentes, não eram efetivados.Serão nove trabalhos que possuem a intenção de proporcionar ao público de Fortaleza o contato com esta maneira de fazer artística e tornar o contato do Projeto Balbucio com o público mais próximo e efetivo. E a proximidade com o público pode ser vista com o trabalho “O jardim das flores vivas”. De acordo com o idealizador da obra, o doutorando em arte e design pela Universidade do Porto, João Vilnei, o trabalho é de interação, “mas não é de interação com todo mundo; apesar de estar na rua, só funcionará se a pessoa for atenta; não interage com todo mundo, só com as "Alices" de Fortaleza”.“A intervenção foi criada no âmbito da pesquisa que desenvolvi durante Mestrado em Criação Artística Contemporânea na Universidade de Aveiro – Portugal. Desta pesquisa resultou o trabalho ‘Alices: Encontros na Vera-Cruz’”, explica o artista-pesquisador. Em Fortaleza, o trabalho será montado num canteiro de flores ao lado do CCBNB, de maneira a interagir com o interesse dos passantes. O sistema é composto por painéis solares, uma placa eletrônica, uma caixa de som de computador, um mp3 player e um sonar. Toda a parte eletrônica fica escondida, enterrada no canteiro das flores. Nenhuma referência externa é feita nas proximidades do canteiro, o que faz com que apenas os mais atentos aos pequenos detalhes, aos pequenos sons que destoam dos barulhos da cidade, possam, como aconteceu com Alice, ouvir a conversa das flores.

A instalação “Reverbero” é um trabalho colaborativo. A concepção e coordenação geral do trabalho é da artista e comunicóloga Chris Salas Roldan, que explica: a obra trata da proposição de uma experiência de interação com um sistema computacional; uma experiência, a priori, individual. “É um jogo entre corpo e máquinas e softwares e componentes eletrônicos que fazem parte do nosso cotidiano - tão inseridos nele que, muitas vezes, não são mais percebidos. É uma dança, uma conexão, talvez até a simples repetição do que realizamos no dia-a-dia, ao acessarmos os sistemas eletrônicos/digitais/computacionais, colocado apenas de modo diverso”, explica. O trabalho trata, ao fim e ao cabo, de aporias mais gerais relativas ao lugar do homem no mundo hoje: “Quais os pontos de vista do ser humano sobre si mesmo? Que imagem o traduz? Que imagem ele reflete? Como ele acredita ser percebido? Afinal, quais são as “caras” dos nossos reflexos em rede? De que modo tudo isso transforma seu corpo?”

Veja a seguir as sinopses sobre as obras a serem apresentados na Mostra Balbucio de Tecnologia Ordinária:

Som encatado

Uma caixa de madeira, do tamanho de um micro system, está fixada numa parede a um metro e meio de altura do chão. Existem oito furos na caixa, quatro de cada lado. Dos orifícios saem tubos de até 20 metros de comprimento que se espalham pelas paredes da exposição e desembocam em latas de tinta. Esses tubos amarelos de PVC, conhecidos comumente como eletroduto de garganta, têm a função de canalizar os fios por dentro das paredes. O sistema está completo: dentro da caixa de madeira, um aparelho estéreo reproduz o som que percorre a tubulação de garganta e "deságua" nas bocas de lata. Seu volume é baixo como um sussurro. É preciso se aproximar e encostar o ouvido, como se quisesse ouvir o que as paredes têm a dizer. Os sons reproduzidos pelos dois canais são diferentes. O canal esquerdo reproduz sons gravados do lado de fora do Centro Cultural do BNB e o outro canal reproduz sons gravados do lado de dentro. Assim, é feita uma divisão espacial a partir dos sons que foram registrados.

Técnica: instalação sonora

Deus te abençoe

Seis sensores de presença estão espalhados pelo espaço expositivo. Esses sensores são utilizados para dar boas vindas ou para divulgar alguma mensagem aos clientes que entram nas lojas. O dispositivo é simples: um sensor de luminosidade dispara um som pré-gravado quando alguma coisa passa à sua frente. Os sensores estarão fixados na parede, à altura da cabeça de uma pessoa sentada no chão. Na obra, eles reproduzirão os agradecimentos que foram gravados com pedintes que circulam pelas ruas do centro de Fortaleza.

Técnica: instalação sonora

Espaço cíclico

Oito câmeras de segurança são postas ao redor da sala de exposição. O equipamento usado não se diferencia em nada do costumeiramente empregado em sistemas de video-segurança, tratanto-se meramente de uma re-inserção dessa ferramenta em uma maneira de funcionamento diversa. Todas elas dirigem seus enquadramentos ao centro do espaço, local em que um monitor de vídeo está a exibir as imagens captadas naquele momento, mostrando tanto o espaço como os espectadores ali presentes em enquadramentos de câmeras posicionadas de acordo com a divisão dos 360 graus do giro completo do espaço da sala em ângulos iguais. Um sequenciador de vídeo, em alta frequência, encadeia as imagens de cada câmera, fazendo com que o que se vê no monitor seja uma constante e rápida simulação de um movimento circular ao redor da sala. Do sequenciamento repetitivo de tais imagens é que é gerado um ciclo espacial, num ato de ir adiante que é também um retorno ao que já ficou para trás.

Técnica – Vídeo-Instalação

Projeção do tempo contínuo

Utilizando-se um tipo específico de relógios-despertadores, ultimamente encontrado para venda, que se notabiliza por projetar as horas luminosamente na superfície da parede, esta obra prevê o agrupamento de 24 desses aparelhos (um para cada hora do dia) “acertados” em “fusos horários” inexistentes, projetando simultaneamente seus conteúdos num mesmo espaço, sob ângulos de posicionamento diferentes uns dos outros. Pretende-se sugerir, desta forma, a concepção de tempo contínuo, em contraposição à do tempo compartimentado que se evidencia na divisão temporal que se faz entre horas, minutos, segundos e, assim, sucessivamente. O tempo passa e a experiência nos mostra que sequências de instantes se sucedem, durações são constituídas e a subjetivação do tempo nos é possível, mas não se distingue na projeção do tempo que esta obra produz uma referência horária unificada, mas dispersa num emaranhado de números que se diferenciam daqueles do relógio que marca uma hora que é precisa, mas convencionalizada.

Técnica – Instalação

CenóbioCenóbio: “habitação de cenobitas, de monges; convento”

Na origem, a palavra não se aplica a um espaço físico, mas a um modo de vida [do grego koinóbios: “que vive em comunidade”]. E, se hoje, o nome pode referir-se a qualquer tipo de habitação religiosa, na antiguidade era aplicado apenas àquelas comunidades a cujos membros, indistintamente, impõem um ritmo só, forçam uma unidade de tempo (? comunidades idiorrítmicas: respeito aos ritmos individuais). A idéia de unidade de tempo forçada que a palavra, na origem, carrega, é o que estrutura o Cenóbio. Dois móveis unindo características distintas, um genuflexório e um divã. Com dimensões variando de 80 cm de altura no topo do encosto a 20 cm na base do genuflexório, a peça se distribui ao longo de 2,5 metros de comprimento por 55 cm de largura começando no encosto como o divã e terminando na base como o genuflexório que se levanta para apoiar os braços a serem postos para oração. Essa peça serve de tela para duas projeções. A primeira exibe a imagem do rosto do indivíduo que estiver ajoelhado sobre o genuflexório, localizado no extremo oposto ao do encosto, e se projeta no topo da peça, no espaço equivalente à cabeça de quem se colocar deitado sobre o divã. Captada por uma câmera de vigilância posicionada em frente à peça, à altura aproximada de 1,5 metros, a imagem é transmitida diretamente e em tempo real, sem gravações ou edição. A segunda projeção mostra uma edição em vídeo pré-gravada com a silhueta de um corpo cujo interior revela cenas aleatórias, recolhidas de doadores anônimos, em blog ou hotsite, e cuja metaforização seja estribada na suposta dicotomia entre sexo e religião. Ambos os projetores são afixados a uma distância de aproximadamente dois metros e posicionados de acordo com o alcance e capacidade de foco e amplitude do aparelho, de modo a encaixar corpo e cabeça na peça de mobiliário. As imagens da cabeça e corpo devem ser acomodadas à forma do divã-genuflexório simulando um corpo virtual ocupando aquele espaço.

Técnica – Vídeo-Instalação

Glossolalic Machine #3- Bureau

O propósito mais geral do projeto Glossolalic Machines é refletir, por meio da performance, como as transformações ocorridas, no século XX, em diversos campos do conhecimento, especialmente, o campo das tecnologias de aquisição, produção, transmissão e armazenamento de informação resultaram na composição de códigos cada vez mais híbridos e complexos, ao que tudo indica, característica essencial das manifestações estéticas e comunicativas no século XXI. A perspectiva é de incorporação das mais variadas mídias (sejam de matriz verbal, sonora ou visual) numa só e para uma maior interatividade homem/máquina. Muito se tem investigado sobre as novas tecnologias, das mais diversas naturezas – da informacional à biológica – e suas interfaces com o corpo e as mutações e hibridismos daí resultantes. A preocupação inaugural em glossolalic machine # 3 – Bureau é a mesma, mas tendo a escrita, tecnologia modelar, e sua disseminação no âmbito administrativo e financeiro no mundo ocidental como mote. A torre de 15 metros de altura, construída com móveis de escritório (armários, cadeiras, arquivos, birôs...), sucata eletro-informática (aparelhos de ar condicionado, ventiladores, teclados, monitores, CPUs...) - na verdade, todos peças de mobiliário fora de uso do BNB, rearranjados para a instalação-performance – e encravada no vão das escadarias do edifício que abriga o CCBNB, esconde seis performers cuja ação só pode ser acompanhada via monitores guardados em arquivos de aço. Cada um deles são monitorados por câmeras de vídeo de segurança. As imagens são transmitidas a pequenos monitores guardados em arquivos dispostos em volta da torre a uma distância de três metros. A cada gaveta aberta, acende-se a luz de um dos performers que deverá produzir um pulso glossolálico. Dentro da gaveta, o espectador pode acompanhar a atuação ou, fechando a gaveta, encerrá-la. A performance dura uma hora, mas a obra torna-se uma instalação na medida em que as gavetas são abertas e o vídeo gravado é reproduzido.

Técnica: Performance / Instalação

O Jardim das flores vivas

“O jardim das flores vivas” é uma instalação interativa. A “peça” é montada num canteiro de flores ao lado do CCBNB, a partir de componentes facilmente encontrados em lojas de eletrônica, e é pensada de maneira a interagir com o interesse dos passantes. O sistema é composto por painéis solares, uma placa eletrônica, uma caixa de som de computador, um mp3 player e um sonar. Toda a parte eletrônica fica escondida, enterrada no canteiro das flores. Apenas o pequeno sonar denuncia que há alguma coisa a mais naquele canteiro, ficando sob a areia e direcionado para o local por onde passam as pessoas. Os painéis solares, montados como uma grande flor, se misturam por entre as plantas do canteiro. Quando o sonar detecta algum movimento, a caixa de som emite uma gravação previamente preparada que reproduz a conversa das flores falantes que Alice encontra no livro de Carroll, logo que entra no Outro Lado do Espelho. Quanto maior for a proximidade da pessoa em relação ao canteiro, mais nítida e forte será a conversa. A distância “público-obra” agirá como o dial de volume do som que sai das flores. Quanto maior o interesse e a disponibilidade desse público pelo trabalho, mais claramente ele se mostra e mais explícita fica a conversa. Todo o sistema é organizado no lugar da exposição de modo a passar quase completamente desapercebido. Nenhuma referência externa é feita nas proximidades do canteiro, o que faz com que apenas os mais atentos aos pequenos detalhes, aos pequenos sons que destoam dos barulhos da cidade, possam, como aconteceu com Alice, ouvir a conversa das flores.

Técnica: instalação e intervenção urbana

Reverbero

O que reverbera. O que se propaga. Nós. De cada um reflexos, pontos [fixos/móveis] de vista. O que se espalha e muta e chega ao outro [sou eu?]. Diálogos e relações. O que se irradia em múltiplos olhares, cola nos toques e deixa rastros. No centro da sala, o indivíduo. Spots de luz evidenciam-no. Na parede defronte, um cabide e nele, pendurada, uma roupa, dispositivo de entrada. Nas paredes laterais, uma profusão de pequenas telas exibem visões alheias disponibilizadas via internet. Vestido, o agente espalha a luz e sensibiliza o sistema. O corpo se conecta. Uma malha de sensores capta seus reflexos. Esses sinais, digitalizados pelos computadores, modificam as projeções. O movimento do corpo, a manipulação da luz pelo agente, transforma: vídeos lançados pelos projetores a cada ínfimo sinal de luz: outro lugar, outro movimento, outro tempo. Milhares de telas. Cacos que eram de vidro e hoje são não sabemos nem mais do quê. Monitores. Milhares de pontos de vista. De toques? Quais sentidos? Nós, de um tudo e cada um expostos nas janelas, portas, aberturas de tantos sistemas. Mundi[e]vidência. Seres ciber-ubíquos. Rolam os contatos em mosaicos de cada vez mais alta definição. Seres interfaceados, aproximados, anônimos, célebres, comuns de (mas o que é mesmo?) tempo e espaço simulados, como também somos pelos números ocultos.

Técnica: Vídeo-Instalação

Posted by Marília Sales at 4:07 PM