Página inicial

Arte em Circulação

 


janeiro 2018
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31      
Pesquise em
arte em circulação:

Arquivos:
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
janeiro 2013
dezembro 2012
novembro 2012
outubro 2012
setembro 2012
agosto 2012
julho 2012
junho 2012
maio 2012
março 2012
fevereiro 2012
dezembro 2011
outubro 2011
setembro 2011
agosto 2011
julho 2011
junho 2011
maio 2011
abril 2011
janeiro 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
julho 2010
maio 2010
abril 2010
março 2010
dezembro 2009
novembro 2009
outubro 2009
setembro 2009
agosto 2009
julho 2009
junho 2009
maio 2009
abril 2009
março 2009
janeiro 2009
dezembro 2008
novembro 2008
setembro 2008
maio 2008
abril 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
setembro 2007
agosto 2007
julho 2007
junho 2007
maio 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
outubro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
novembro 2004
junho 2004
abril 2004
março 2004
fevereiro 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
setembro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

dezembro 9, 2017

Barravento Novo por Bruce Yonemoto e Eder Santos

Barravento Novo

BRUCE YONEMOTO E EDER SANTOS

“Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.”
Heráclito

“Não se entra no mesmo rio duas vezes” é hoje um surrado clichê repetido à exaustão. Para Heráclito, o ato da repetição é algo como uma denominação imprópria, consistindo da volta não do mesmo, mas do diferente – a volta de algo diferente, de outra coisa. Portanto, pareceria de fato não haver volta... Pois duas “coisas” nunca são idênticas ou exatamente iguais. [1]

Esta instalação utiliza diversas estratégias de conceitualização. A obra, para usar a linguagem da Internacional Situacionista, pode ser descrita livremente como um détournement de uma obra anterior.

Uma obra “desviada”, como no détournement, é uma variação de uma obra anterior conhecida do público. A nova obra tem um significado que pode ser antagônico ou antitético em relação ao trabalho original, mas é sempre uma revalorização da obra anterior para que a oposição da nova mensagem possa ser compreendida.

Acreditamos que esta instalação será um détournement do Barravento de Rocha, criando uma revalorização contemporânea e positiva do original. O novo elenco escolhido para o papel de pai e filha desenvolve uma nova interpretação sociopsicanalítica do filme original do Cinema Novo. Devido à idade avançada de Antonio Pitanga, esta documentação será também uma homenagem histórica à sua contribuição para o cinema brasileiro e para a representação dos afro-brasileiros no cinema internacional.

A instalação também trata da evolução da qualidade do cinema de filme analógico a gravação digital. As duas telas criam um diálogo de proporções cinemáticas, expressando também o impacto da gravação digital no desempenho.

A instalação Barravento NOVO repete, mas com uma diferença. Ao debater a materialidade do filme em contraste com a gravação digital e a força que ainda têm os textos de Glauber escritos há mais de meio século, esperamos abrir novos caminhos críticos.

1 Bruce Fink, ‘The Real Cause of Repetition’, in Reading Seminar XI, Feldstein et al, eds. (New York: SUNY Press, 1995), 223.

Posted by Patricia Canetti at 1:25 PM