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novembro 21, 2005

Concinnitas N. 1

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CONCINNITAS - Revista do Instituto de Artes da UERJ
Número 1, ano 1, Agosto/Dezembro 1998

Preço: R$10 + correio
Como comprar: clique aqui para se informar

Formato fechado: 19 x 23cm
Nº páginas: 184
Peso: 397g
Autores e artistas: Adelia Miglievich, Andréa Bieri, Cezar Bartholomeu, Gustavo Schnoor, João Cezar de Castro Rocha, Jorge Lucio de Campos, Luiz Fernando P. N. Franco, Paulo Sgarbi, Ricardo Basbaum, Sheila Cabo Geraldo, Vitor Marinho de Oliveira, Wallace de Deus Barbosa.
Visite a página da revista.

Resumos dos textos por ordem alfabética de autores:

Habermas e o pós-moderno: ciência e ficção - um primeiro ensaio
Adelia Miglievich
O debate contemporâneo põe em xeque o estatuto científico e obriga a reflexão acerca da possibilidade mesma do conhecimento. A virtude pós-moderna está, precisamente, em se constituir no maior desafio intelectual dos últimos tempos. Isso basta para que atentemos às suas críticas, responsáveis por configurar uma nova variante, a mais radical, de todas as crises da modernidade.
Opomos ao movimento pós-moderno, o "novo Iluminismo" de Habermas que inaugura a teoria crítica positiva. O frankfurtiano busca redimensionar as possibilidades de elaboração de uma teoria da racionalidade, num momento em que se assiste à propagação de uma perda generalizada das "energias utópicas", constituintes da experiência moderna.

Desinteresse e vontade em Kant, Schopenhauer e Nietzsche.
Andréa Bieri
Tendo como ponto de partida o texto de Heidegger (de seu livro Nietzsche) intitulado "A doutrina do belo em Kant. Sua interpretação errada por Schopenhauer e Nietzsche" , este artigo apresenta algumas considerações sobre a relação entre experiência estética e vontade - tema crucial da filosofia de Schopenhauer e de Nietzsche - investigando de que forma a noção kantiana de desinteresse está presente na estética de ambos.

Portfolio
Cezar Bartholomeu
Veja na página da revista.

Considerações sobre a arquitetura francesa dos séc. XV e XVI
Gustavo Schnoor
O ensaio discute o uso dos conceitos de "Barroco" e de "Classicismo", para definir a arte e especialmente a arquitetura realizadas na França, ao longo do século XVII, assim como o uso dos termos "Estilo Luis XIII" e "Estilo Luis XIV", como conclusão ao tema iniciado no ensaio anterior, centrado na arquitetura francesa do século XVI.

Notas de pesquisa sobre o estudo das vanguardas no Brasil
João Cezar de Castro Rocha
Estudo do modernismo brasileiro através da retomada crítica do conceito de vanguarda. Pretende-se mostrar que tanto o modernismo quanto a vanguarda devem ser vistos como movimentos plurais. Por fim, defende-se que a reconstrução do contexto do dia-a-dia dos anos 20 é fundamental para este exercício de reavaliação.

Paisagem com um século que finda e outro que inicia: Uma apresentação de David Salle
Jorge Lucio de Campos
A falência do cânon modernista trouxe no bojo uma crescente inquietação — sem respostas claras — acerca dos efetivos parâmetros da atividade artística. Digo isso porque o acirramento de novas orientações de tratamento da questão (francamente discerníveis na atual querela entre modernos e pós-modernos) até agora não bastou para estancar uma certa sensação de impasse e, mesmo, de impotência diante do problema. Apesar de tudo, como bem lembra Howard Fox, "nunca houve na história tamanha atividade artística, tantas discussões (freqüentemente estéreis) em torno dela e tanta expectativa por parte de um público (cada vez mais ávido por soluções)".

A propósito de Eupalinos
Luiz Fernando P. N. Franco
1. Em 1970 saía Le hasard et la necéssité. O subtítulo, ensaio sobre a filosofia natural da biologia moderna, deixava clara uma dupla ousadia. As filosofias da natureza vinham de um longo período de descrédito. A biologia sinalizava com a possibilidade de dar-lhes uma versão propriamente natural. À esquerda, as reações foram furiosas. O livro era também um acerto de contas do renegado (quando do caso Lyssenko) e Nobel (1965), Jacques Monod, com ex-companheiros, raros herdeiros, muitos usurpadores do legado de Marx e, sobretudo, com o pobre Engels, autor, na penúltima década do século passado, dos manuscritos da Dialética da Natureza, uma das últimas imprudências relevantes na modalidade. A tentativa de desqualificar a provocação de Monod como pérola extemporânea do positivismo (Althusser, in Monod, p.52; Baudrillard, in Utopie, n.4 ) acabou contribuindo para uma ressurgência do gênero. O tributo que a descendência (Jacob, Serres, Morin, Atlan, Prigogine, Stenghers, Changeux) presta a Monod não é sempre isento de ambivalência. De vez em vez, ela opera o resgate de idéias mais ou menos remotas, de Lucrécio a Bergson, algumas, como as deste último, tratadas com irônica condescendência por Monod. Sincronicamente, isomorfismos parecem autorizar sinestesias e investidas interdisciplinares, impensáveis até um passado recente, contra as demarcações ciosas dos campos acadêmicos. Era inevitável que a nova safra de filosofias da natureza insistisse na teoria da evolução com ímpeto bastante para transpor a fronteira da cultura. Os resultados são irregulares. Os vislumbres de extensão às áreas humanas das aquisições da biologia parecem esbarrar ou desgarrar no obstáculo da hominização. O tema é objeto de consenso só no embaraço com que é despachado, mais como processo do que como episódio, mais continuidade do que ruptura.

Licenciatura: uma reflexão
Paulo Sgarbi
1. Introdução
O título deste texto é, para mim, uma figura de linguagem chamada redundância, isto porque a licenciatura é o espaço/tempo em que pessoas se preparam para o exercício do magistério, atividade que não consigo separar do exercício da reflexão. No entanto, ao cristalizar a idéia do título como viés da escritura, uma segunda figura de linguagem se me apareceu, de início - talvez por resistência minha inconsciente - tímida, mas crescendo e rondando meus pensamentos, interferindo nas idéias que, internamente, procurava organizar. A figura? eufemismo (lembra aquela piada: "mamãe subiu no telhado"?).

3 Textos
Ricardo Basbaum
Os três textos aqui reunidos foram escritos durante o ano de 1996, a respeito de trabalhos dos artistas Tatiana Grinberg, João Modé e Brígida Baltar, com o objetivo de acompanhar as exposições que realizaram, naquele ano, no Centro Cultural Calouste Gulbenkian. Se aproximo estes textos é porque uma série de características os inter-relacionam, estabelecendo passagens, reverberações e ressonâncias em reforço mútuo, indicando elementos de uma mesma costura a atravessar a investigação desses artistas. É produzida aqui, então, uma nova escrita tripla, a configurar um local onde Tatiana, João e Brígida podem confrontar-se, de modo interessante, produtivo, frente a alguns traços de uma certa contemporaneidade da arte. O que foi tecido e plasmado nas linhas abaixo é parte de um esforço em pensar o trabalho destes artistas, aproximando-me do que fazem por meio da articulação, da invenção e da intervenção discursiva.

A Fotografia Romântica de Marc Ferrez
Sheila Cabo Geraldo
Marc Ferrez (1843-1923) selecionou imagens que correspondem à visão oitocentista da cidade, segundo uma concepção pictórica romântica. Suas fotografias, em especial as paisagens e panoramas do Rio de Janeiro, concentram o seu foco na liricidade que os pintores, especialmente os paisagistas estrangeiros do século XIX, difundem da cidade.

Ideologia: atualizando a reflexão
Vitor Marinho de Oliveira
A ideologia sempre foi desencadeadora de discussões tão apaixonadas que Bell tentou assassiná-la nos anos 50. Fukuyama, há pouco, tentou sepultá-la definitivamente, ao decretar o fim da História. Curioso observar os paradoxos. Bell vivia o calor da Guerra Fria e Fukuyama observava os escombros do Muro. Suas idéias são produto — como sempre — de condições históricas que viabilizaram embates exatamente no campo ideológico.

Globalização e etnogênese: os "novos" índios do nordeste e sua arte
Wallace de Deus Barbosa
O estudo da globalização nas ciências sociais passou a ganhar espaço a partir de meados dos anos 80, com o predomínio inicial das perspectivas que adotaram a idéia de "sistema mundial", tal como foi concebida por Immanuel Wallerstein (1980). Na virada de nossa década intensificaram-se os estudos sobre "cultura" - convergentes com a perspectiva da globalização - caracterizando um movimento denominado por Roland Robertson (1992) de "virada cultural" que vem fortalecendo linhas de pesquisa hoje abarcadas sob o rótulo genérico de 'Cultural Studies' ou, simplesmente, 'estudos culturais'.

Posted by Patricia Canetti at 12:03 PM