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maio 20, 2020

CANAL NO TUBO Casa Triângulo apresenta vídeo de Nino Cais

Nino Cais, Sem título, 2016 - vídeo, 6' 3''

Assista ao vídeo até 21 de maio de 2020

Em Sem Título, 2016, vestido de roupa de jóquei e com a face coberta por um rabo de cavalo, Nino Cais cria uma metáfora com a pretensão do ser humano em domar/orquestrar o que é de fora. Posicionado em um canto sugerindo uma espécie de castigo e construindo um som semelhante ao de um cavalo em movimento, o artista instiga a ambiguidade da interpretação da posição de domador, tendo em vista que o ser humano também é constantemente manipulado pela sociedade através do cumprimento de etapas e de deveres ao longo da vida.

Nino Cais [São Paulo, Brasil, 1969] tem a mediação entre corpo e ambiente, seja ele natural ou edificado, como tema central de sua obra, sendo o desenho, o objeto, a colagem, a fotografia, o vídeo e a instalação seus meios de expressão. Dentre exposições recentes destacam-se: Against, Again: Art Under Attack in Brazil, Anya and Andrew Shiva Gallery, Johnfoy College, Nova Iorque, EUA [2020]; Tensões Relações Cordiais, A Casa do Parque, São Paulo, Brasil; O que meu corpo sabe: Fotografias em fricção nas coleções EAV Parque Lage e Memória Parque Lage, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil [2019]; Don't turn off the light, Fridman Gallery, Nova Iorque, EUA; Waving and Wavering, Maryland Art Place, Baltimore, EUA; Ação e Reação, Casa do Brasil, Setor Cultural da Embaixada do Brasil, Madrid, Espanha [2018]; Ópera do Vento, Casa Triângulo, São Paulo, Brasil; Queermuseu - cartografias da diferença na arte da brasileira, Santander Cultural, Porto Alegre, Brasil [2017]. Suas obras fazem parte de coleções públicas como as do Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil, entre outras.

Posted by Patricia Canetti at 2:21 PM

maio 19, 2020

Dalton Paula na programação online do MASP

DaltonPaula_MASP.jpg

Produção de Dalton Paula é tema de live e campanha de desenhos no Instagram

“Zeferina”, 2018, de Dalton Paula, é a próxima obra da campanha de desenhos do MASP. O anúncio será publicado no dia 18 de maio, no Instagram. Feito a pedido do MASP para a exposição “Histórias afro-atlânticas” (2018), esse é o 4ª trabalho do desafio que o museu promove semanalmente em sua conta na rede social.

Além de "Zeferina", Dalton Paula produziu a obra "João de Deus Nascimento" (2018) para a mesma mostra. Hoje, ambas integram a coleção do MASP.

Aqueles que quiserem participar deverão publicar seus desenhos na mesma rede social marcando o @masp e utilizando a hashtag #maspdesenhosemcasa. Aos domingos, o museu irá postar alguns desenhos selecionados em seu Instagram e os autores receberão um vale Amigo MASP grátis. Podem participar tanto adultos quanto crianças com obras digitais ou feitas sobre papel.

Na quarta-feira, dia 20, às 16h, a equipe de Mediação e Programas Públicos do MASP vai promover, também no Instagram, o segundo encontro virtual do projeto “Diálogos no acervo”. Nele, seguidores são apresentados a obras da coleção do museu por meio de elementos que compõem cada trabalho, como biografia do artista, técnica e contexto histórico. Não por acaso, o trabalho da vez será também "Zeferina". A novidade é que o projeto ocorrerá sempre às quartas, às 16h, e não mais às terças.

Outra novidade é que as lives com curadores e convidados passam a ser às quintas, às 18h, e não mais às segundas. A próxima live será com Dalton Paula e Amanda Carneiro, curadora-assistente no MASP. Eles vão conversar sobre a produção do artista e sobre a participação dele na exposição "Histórias afro-atlânticas", eleita uma das melhores de 2018 pelo jornal The New York Times. Amanda foi uma das organizadoras da antologia da exposição.

Tanto essa live quanto a de "Diálogos no acervo" serão disponibilizadas no IGTV e no canal do museu no YouTube posteriormente.

Posted by Patricia Canetti at 12:58 PM

Projeto #JuntosDistantes no Tomie Ohtake

Com uma série de ações digitais, iniciativa aproxima público e instituição durante o período de isolamento

Para manter a aproximação com o público no período de isolamento social, o Instituto Tomie Ohtake realiza #JuntosDistantes, uma programação especial em suas plataformas digitais. Cada semana, sob um tema determinado, a partir de conteúdos inéditos são resgatados artistas, exposições e atividades que fizeram parte da história do Instituto. Aos sábados, depoimentos gravados por pensadores e artistas sobre o isolamento completam o programa.

Segundas-feiras
O “tema da semana” com uma apresentação sucinta do assunto abordado

Terças-feiras
Uma postagem apresenta o “artista da semana”

Quartas-feiras
Histórias de bastidores de exposições, com curiosidades sobre a produção, o transporte de obras e as montagens

Quintas-feiras
A curadoria publica um ensaio inédito relacionando a história destes artistas a temas discutidos nessa quarentena

Sextas-feiras
O Núcleo de Cultura e Participação do Instituto Tomie Ohtake compartilha textos, vídeos e outros conteúdos ligados ao assunto da semana

Domingos
Textos de curadores internacionais que passaram pelo Instituto e catálogos de exposições passadas

Aos sábados, o Instituto Tomie Ohtake publica depoimentos de pensadores e artistas convidados a refletirem sobre o momento atual. Vídeos de Agnaldo Farias, Amir Labaki, Bob Wolfenson, Denise Stoklos, Eliana Sousa Silva, Eliane Robert Moraes, Muniz Sodré, Peter Pál Pelbart e Regina Silveira já estão disponíveis no Instagram e no canal Youtube da instituição: de 3 a 5 minutos cada um, mais três depoimentos estarão nas plataformas digitais no próximo dia 17/05: Ana Paula Simioni, pesquisadora e doutora em Sociologia pela USP; a artista Leda Catunda e a atriz Renata Carvalho.

Posted by Patricia Canetti at 10:28 AM

Podcast Arte Contemporânea: da casca ao caroço na Abact

O podcast da ABACT – Associação Brasileira de Arte Contemporânea, o ‘Arte Contemporânea: da casca ao caroço’, apresenta conteúdos exclusivos com entrevistados representantes de galerias de arte associadas, artistas e outros profissionais do circuito de arte. A cada quinze dias será lançado um novo episódio e entre os temas que serão abordados há discussões relacionando a arte ao atual momento que o mundo se encontra, de necessidade de isolamento social, já que este universo tem tido um papel fundamental neste processo de reclusão do indivíduo.

Próximos episódios do mês
27/05 – Revisitando a exposição “Febre Amarela” de Vivian Caccuri


2º episódio discute as ações das galerias no período de isolamento social

Bruna Bailune, diretora da Galeria Aura, e Alexandre Gabriel, sócio diretor da galeria Fortes D'Aloia & Gabriel, falam sobre o que cada um tem feito para sobreviver no período de isolamento social.

Bruna Bailune aborda seus esforços neste momento sob a perspectiva de uma galeria jovem (a Aura atua na capital paulista desde 2017). Além de cursos com preços acessíveis e encontros virtuais às sextas-feiras, a galerista ressalta a participação no P.art.ilha, um grupo de galerias que, por meio de ações online coordenadas, busca manter os profissionais que atuam no setor artístico ativos. "Foi a partir de conversas em grupo com várias galerias, em que todas colocaram suas questões, compartilharam suas dificuldades, que a gente conseguiu pensar numa estratégia comercial mais interessante", detalha Bruna.

No segundo bloco do episódio, Alexandre Gabriel comenta sobre o processo de criação do online viewing room da exposição AAA - Antologia de Arte e Arquitetura, realizada em parceria com a Bergamin & Gomide. "É o momento de pensar em outros formatos e eu acho que formatos em parceria são essenciais. Estamos tratando da sobrevivência de todo um ecossistema praticamente. Tem toda uma rede de profissionais que estão por trás de uma exposição e que você não percebe, mas que tem seu sustento por meio da produção de arte", diz Alexandre Gabriel.

1º episódio discute papel das produções artísticas em meio a uma pandemia

A artista Mariana Palma e a diretora da galeria Casa Triângulo, Camila Siqueira, abordam como a indústria de arte contemporânea tem se reinventado no ambiente digital de forma a se manter ativa mesmo com a paralização de feiras e fechamento de portas de galerias e museus. Além disso, o episódio traz uma discussão sobre a importância das produções artísticas em momentos áridos, como o que estamos vivendo com a pandemia da covid-19, que acabam sendo uma ajuda às pessoas em casa, que estão mais propícias por conta do isolamento a ter desânimo, falta de interesse e criatividade para enfrentar o dia a dia.

Posted by Patricia Canetti at 10:11 AM

maio 4, 2020

O Canal Contemporâneo invade grupo de Whatsapp de galeristas

A pandemia do novo coronavírus interrompeu a nossa rotina de vida, alterou radicalmente as regras de sociabilidade e desorganizou o nosso mercado de trabalho. A proibição de aglomeração e a imposição do distanciamento social, com o devido recolhimento da população (ou parte dela) às suas casas, atingiram em cheio as diversas áreas da cultura. Estamos todos ainda em choque, cada área tentando reagir aos seus problemas específicos; nós, das artes visuais, à falta de eventos presenciais como exposições, feiras, cursos, encontros e bienais.

Foi o cancelamento da feira SP-Arte e a proposta de ressarcimento, enviada por sua diretora Fernanda Feitosa, que serviu de gatilho para a união de galeristas. Somado ao gatilho, os galeristas tinham diante de si uma crise inédita a desafiá-los.

Nessa entrevista, ocorrida no Whatsapp de um grupo de galerias, na última quinta-feira, 30 de abril, encontramos a faceta positiva dessa crise: o encontro do desejo com a necessidade de mudança. Em uma conversa franca e descontraída – em formato inédito –, falamos das fragilidades e forças que estão vindo à tona. Antigos questionamentos se juntam agora a novos desafios e prometem sacudir dogmas de mercado.

Uma primeira ação lançada pelo grupo – leia a apresentação de p.art.ilha ação #1 – se junta a outras ações que buscam movimentar o faturamento do mercado, neste difícil momento para todos os profissionais. Veja no final da entrevista os links para matérias relacionadas.

Adriano Casanova* adicionou você

*Ver no final do post a lista relacionando nomes aos espaços

Patricia Canetti: Eu defini 5 perguntas para esta entrevista coletiva. Vou publicar uma de cada vez para podermos todos interagir com cada uma delas, ok?

1) Desde quando esse grupo está reunido? Começou agora com a crise do Covid-19, ou já tinha acontecido antes? Qual foi o gatilho para o início e que questões foram surgindo para manter essa interação?

Janaina Torres: O grupo nasceu no Whatsapp no final de 2019, movido pelo desejo de repensar os formatos comerciais, mais especificamente as feiras. A pandemia, as circunstâncias totalmente novas que estamos vivendo, realmente uniu o grupo, aumentou e fortaleceu.

Patricia Canetti: Janaina, se havia uma vontade de pensar novos formatos, a pandemia vem como um tsunami de necessidade nesse sentido. Talvez agora não seja mais uma opção, mas a demanda de uma nova realidade que se impõe.
Rita Maria Mourão Barbosa: Perfeito

Adriano Casanova: As pessoas foram sendo adicionadas em tempos diferentes, mas a união tomou força mesmo no início da quarentena, com a situação da SP-Arte. Como a Abact já estava à frente dessa questão e algumas galerias aqui não estão na Abact e nem iam participar da feira, entendemos que o foco do grupo era a necessidade de pensar ações independente dessas questões. Algo para pensar adiante e não para resolver questões que já estavam em andamento.

Patricia Canetti: Me chamou atenção desde o início a configuração de um grupo com liberdade de ações independentes.

Baixo Ribeiro: Acho que existe no grupo duas motivações importantes: instinto de sobrevivência e a procura de união em torno de uma identidade específica de pequenos e médios negócios de arte, muito inovadores ou fora da curva. Um grupo importante que não se encaixa no perfil convencional das “grandes galerias”.

Patricia Canetti: Baixo, vou sublinhar aqui na sua fala instinto de sobrevivência e identidade.
Janaina Torres: Exato, essa necessidade que se impõe, esse instinto de sobrevivência e mais ainda a questão da identidade.

Janaina Torres: Percebemos uma vontade de falar, de trocar, de compartilhar. As pessoas estavam se sentindo muito desemparadas... Acho que essa interação nasce muito nesse lugar, do desejo comum de refletir, repensar, fazer diferente.

Patricia Canetti: Desejo comum tem uma força imensa, mas ao mesmo tempo é muito frágil na dinâmica da vida contemporânea em grandes metrópoles.
Adriano Casanova: Acho que esse ponto de nos sentirmos desamparados foi um elo em comum.
Janaina Torres: Estamos encontrando eco nesse grupo, nossos pares.
Rita Maria Mourão Barbosa: Sim, sabemos e por isso estamos colocando o desejo na prática e criando as ações emergenciais, como a primeira que será lançada através das redes sociais e nossos contatos de email.

Eduardo Fernandes: Foi muito forte essa vontade de sermos um grupo que fomente novas possibilidade da produção artística contemporânea no universo das artes plásticas. Nossa ideia é ter ações práticas como essa Ação #1, mas principalmente nos envolvermos com projetos novos onde o TODO seja UM.

Patricia Canetti: Aqui de novo temos um imenso desafio para dar a volta no padrão em que estamos inseridos: projetos novos onde o TODO seja UM!

Malu Meyer: Ser digital é o mais importante nesse momento.

Patricia Canetti: Questão dificílima, já tem gente com náusea de tanto digital...
Bruna Bailune de Vasconcelos: Mas o digital vai ser 90% da nossa realidade por um tempo... Temos que nos adaptar.
Renato De Cara: Sim, mas de fato precisamos nos reorganizar para adentrar e começar a entender de uma vez o século XXI.
Rita Maria Mourão Barbosa: É o que temos para hoje, não é? De todo o jeito estamos cientes da atual náusea do digital, por isso estamos tentando calibrar nossas intervenções no Instagram, por exemplo.

Janaina Torres: Mas é incrível pensarmos em uma entrevista acontecendo desta forma, não é?

Baixo Ribeiro: Acho incrível também.
Adriano Casanova: Eu também estou achando fantástica essa interação.

Baixo Ribeiro: Temos que repensar nossos modelos de sustentabilidade. Os projetos artísticos precisam de financiamento e precisamos reinventar como serão financiados daqui para frente. Muitos projetos de arte já não se encaixavam no formato “feira” e “venda de objetos” - mesmo antes da pandemia. Acho que as galerias aqui do grupo, em sua maioria se identificam com projetos mais amplos do que simplesmente a venda de obras de arte. Queremos experimentar novos formatos e isso só é possível na cooperação, na colaboração.

Izabel Pinheiro: Perfeito e isso. Objetivos comuns para uma nova realidade que se impõe.
Patricia Canetti: É um eterno desafio para a arte. Curiosamente aqui o desamparo do artista encontra o desamparo do marchand.

Rodrigo Mitre: Para nós de BH que abrimos no final de 2015, com problemas políticos e econômicos e ainda duas quedas de barragem, chegar até aqui foi super desafio. Este grupo me faz acreditar que juntos somos muito mais fortes!

Bruna Bailune de Vasconcelos: Nós também abrimos em 2015 e até hoje existimos no formato sobrevivência.
Patricia Canetti: Formato sobrevivência é a cara do Brasil... Mas acho que precisamos nos esforçar e ir além.
Rodrigo Mitre: Ainda mais com esse governo que acabou com o Ministério da Cultura.
Adriano Casanova: Cadê Regina?
Rodrigo Mitre: Esvaziando os programas públicos. Por outro lado, vemos os programas privados se fortalecendo novamente, como é o caso do Rumos Itaú.
Rita Maria Mourão Barbosa: Temos que lidar com a pandemia e o pandemônio.

Rodrigo Mitre: É isso, estamos dando um “E daí?” para este governo e à Covid, tentando sermos mais colaborativos e entendendo que nada será como antes.

Malu Meyer: Sim.
Maria Mourão Barbosa: Estamos literalmente nascendo do caos.
Rodrigo Mitre: Menos eu e mais nós!
Rita Maria Mourão Barbosa: Menos ego, mais prego!!!
Renato De Cara: Maravilhoso!

Eduardo Fernandes: Patricia, me parece que se fala muito de mercado e pouco de arte. Penso que tem uma perversão nos valores e aí tudo vai perdendo sentido. Falarmos em desenvolvermos projetos culturais que sejam transformadores, que insiram a comunidade, não apenas a nossa, mas os que estão a parte. A P.art.ilha é compartilhar e deixar espaço para o novo. Novo que estamos vivendo na marra.

Malu Meyer: É SOMAR
Patricia Canetti: Quem sabe agora na marra, respiramos fundo a arte?

Karla Osorio Netto: Patricia, este momento tenso e difícil fez surgir esta iniciativa inédita de união de galerias de diversos estados: de modo coeso e sintonizado em tempo real. Mais do que isto, desejando juntos agir em benefício de vários players do mercado da arte. O distanciamento físico gerou uma enorme aproximação real, apesar de virtual, muito efetiva e bem articulada.

Eduardo Fernandes: Verdade, estamos mais humanos.

Patricia Canetti: Acho que chegamos no ponto da minha segunda pergunta.

2) A pandemia do Covid-19 afetou as agendas culturais em cheio. Outras áreas, como espetáculos e audiovisual, têm também a sua produção atingida pelo distanciamento social que impede a interação entre atores, por exemplo. Quais são os maiores desafios percebidos por vocês para a atuação do nosso mercado de trabalho?

Malu Meyer: Justamente fazer o digital ser eficiente sem ser chato.

Bianca Boeckel: Ser relevante, gerar conteúdo artístico de qualidade sem perder o foco no social.

Bruna Bailune de Vasconcelos: Desapegar do modo como as coisas eram feitas antes. Entender que a realidade mudou e que precisamos nos adaptar muito rápido à ela. Isso implica em saber usar muito bem as plataformas online que já existem a nosso favor.

Baixo Ribeiro: Eu acho que temos uma grande oportunidade de criar um relacionamento muito mais INCLUSIVO do que ocorre hoje. Hoje a palavra-chave é a exclusividade...

Adriano Casanova: Eu vejo que o Instagram é a plataforma que mais chega perto de suprir algumas necessidades. O desafio da arte é pensar como funcionar nesse universo. Como o Instagram pode virar um espaço expositivo e não somente um espaço de divulgação. Instagram como o novo cubo branco.

Bruna Bailune de Vasconcelos: Eu concordo, mas acho que temos que explorar também outros caminhos. Honestamente acho o modo de interação no Instagram muito limitado, além de superlotado e com conteúdo muito repetitivo.
Rita Maria Mourão Barbosa: Mais fácil entrar num Instagram que numa galeria!
Bruna Bailune de Vasconcelos: Sem dúvida, o digital é mais acessível, por outro lado não se compara à experiência real com a produção artística no espaço físico.
Malu Meyer: Eu vendo muito pelo Instagram.

Karla Osorio Netto: Dentre os principais desafios está a falta de contato direto presencial com artistas, colecionadores e instituições. A impossibilidade de deslocamento físico obriga a termos galerias fechadas. Para vencer estes desafios, a busca de soluções criativas tem sido essencial e a tecnologia uma grande aliada, para mantermos o contato que até se aprofundou, paradoxalmente.

Rodrigo Mitre: Que também é uma dificuldade, pois vemos que até as escolas não estão preparadas para esta nova situação e para as novas gerações. Utilizamos ainda muito pouco em porcentagem os benefícios das redes sociais.

Adriano Casanova: Isso mesmo. Na escola da minha filha eles não usam o termo educação a distância e sim escola simulacro.

Izabel Pinheiro: O centro cultural B_arco está dando continuidade aos seus cursos de cinema, literatura e teatro em modo online e está tendo uma super adesão.

Bruna Bailune de Vasconcelos: A Aura também está desenvolvendo uma grade de cursos sobre o sistema da arte que será permanente, mesmo pós isolamento social.

Tuca Nissel: Patricia, entrei no grupo agora convidada para participar desta primeira ação, P.Art.Ilha. Neste momento em que os artistas estavam produzindo focados na feira, que terminou sendo cancelada, percebi que aqui havia uma possibilidade de eu poder ajudá-los, com este projeto muito bacana e com pessoas muito colaborativas e sensíveis a arte.

Eduardo Fernandes: Ajudarmos a produzir conteúdo necessário para esse extenso, difícil é maravilhoso momento. E com isso fazemos nosso real papel de provedores da cultura.

Bianca Boeckel: Exatamente.

Rita Maria Mourão Barbosa: São muitos desafios! Como transformar uma mostra programada em uma mostra digital, como estar com os montadores, fotógrafos ativos, sem a possibilidade de contato físico com a obra... entre tantos. Temos uma galeria aqui, a Sé Galeria, que está com o artista em isolamento dentro da própria galeria há diversas semanas, porque veio do Rio para uma ação específica que foi atropelada pela Covid-19.

Janaina Torres: Uma dúvida muito pessoal que eu tenho é sobre o quanto a interação com o público é intrínseca ao nosso negócio. Vejo um desafio econômico, social, ao mesmo tempo em que a arte ganha um novo significado e se valoriza.

Rodrigo Mitre: Somos agentes do mercado de arte e estamos lidando com as mudanças para o consumidor final. É um novo modo e é educativo ao mesmo tempo, para nós agentes, colaboradores, artistas e colecionadores públicos e privado.

Karla Osorio Netto: Esta triste situação que nos preocupa e assusta, nos deu também tempo – tempo a sós fisicamente –, tempo de qualidade, tempo de reflexão. Isto propicia a todos introspecção e solidariedade, criatividade para pensar alianças e formas de sobrevivência alternativas passam pela união de forças.

Baixo Ribeiro: Agora podemos alcançar uma escala diferente de público. Isso é desafiador, mas muito empolgante. Os projetos artísticos têm que adaptar melhor à chegada de novos públicos e trazê-los para o financiamento através de novos formatos. Coletivos inclusive. O universo digital colocou essa oportunidade no nosso colo.

Izabel Pinheiro: exato

Bianca Boeckel: A arte tem também um papel importantíssimo de relatar mudanças sociais, políticas e econômicas. Acredito que gerar conteúdo de relevância artística aliado a ações beneficentes para quem precisa seja crucial agora.

Rodrigo Mitre: Hoje pensei muito nisto, como também além de ajudar financeiramente as ONGs, poderíamos divulgá-las nos nossos Instagram: seriam mais de 500 mil pessoas atingidas.

Rodrigo Mitre: Um antigo funcionário e amigo me perguntou há alguns anos o que estávamos pensando sobre como seria a mudança de consumo no futuro. Imagina, consumo de arte coletiva? Você não seria dono de uma coleção, mas várias pessoas seriam colecionadores de uma mesma coleção. Somos responsáveis por arejar e fomentar a arte brasileira!!!

Adriano Casanova: Acho que o Quarentine, projeto da 55SP, é um exemplo bom para essa maneira de consumir coletivo.
Izabel Pinheiro: Novos paradigmas.
Baixo Ribeiro: Eu que trabalho muito com arte pública, arte urbana, sempre tive que pensar nisso, na verdade.
Rodrigo Mitre: Pois é, as novas gerações estão cada vez mais assim, menos ter e mais ser.
Eduardo Fernandes: Isso é espetacular e muda TUDO.
Bruna Bailune de Vasconcelos: Incrível mesmo... Quebra de paradigma real!
Paulo Kassab: Seria incrível

Patricia Canetti: Compartilhar e não adquirir é uma tendência em relação a vários bens de consumo. A arte é um bem de consumo?

Maria Montero: Para mim objetos de arte podem ser bens de consumo, mas a arte é mais ampla do que o mercado. Mais densa. Eu nunca penso que estou vendendo nada, penso que comercializar é apenas uma maneira de gerar recursos para que os artistas sigam trabalhando.
Rita Maria Mourão Barbosa: A arte tem muitas camadas, entre elas a do consumo, claro.
Adriano Casanova: Para mim arte é verbo! Ver, refletir, emocionar, consumir, odiar, amar, sonhar, ...
Baixo Ribeiro: É uma pergunta MUITO pertinente. Ouço muito as pessoas falando do consumo de arte e para mim isso não existe. Arte é um bem intangível, que às vezes se tangibiliza num objeto que pode ser vendido e revendido. Mas, em princípio, ele apenas representa um modo de “guardar” um pedaço daquilo que representa. O que aconteceu nas últimas décadas, foi exatamente uma exacerbada comoditização do objeto de arte. Algo que não está nos levando a um bom lugar, algo que está tornando a arte numa ciranda financeira.
Rodrigo Mitre: Sempre tive comigo que a venda é consequência de um belo e árduo trabalho coletivo entre artistas, galeristas e todos os agentes do mercado.
Baixo Ribeiro: Um exemplo de arte que não se deixou comoditizar é a tatuagem. Você não pode revender, nem especular em cima. Ela nasce e morre como um patrimônio imaterial mesmo.
Adriano Casanova: Mas por exemplo, quando eu vou visitar o MASP (ou qualquer museu) e vejo uma tela renascentista que me emociona eu não estaria consumindo essa obra?
Patricia Canetti: Refletimos o mundo, não? Como conseguir se libertar desta comoditização do ser humano? lembrei da influencer que deu a festa e se esvaziou de valor em menos de 24 horas.
Baixo Ribeiro: Consumo é outra coisa. Você usufrui. Se nutre dela. Mas ela vai continuar lá.
Adriano Casanova: Boa, não estou consumindo, estou usufruindo...
Rita Maria Mourão Barbosa: Um bem de consumo para fruição da sociedade?
Patricia Canetti: Quanto conceito bom para desenvolver...
Maria Montero: 24 horas de WhatsApp... Novo simpósio.
Eduardo Fernandes: Realmente arte virou um bem de consumo com essas inúmeras feiras, que até hoje definiram o mercado. Ao mesmo tempo essas feiras estimularam uma maior produção artística, considerando que se tornaram mais atraente para um número maior de pessoas.
Baixo Ribeiro: Concordo.
Maria Montero: Isso aqui está incrível!
Bruna Bailune de Vasconcelos: Também estou adorando as provocações, no melhor dos sentidos! Oportunidade de debater questões que o grupo ainda não pode debater nas reuniões via zoom.
Rita Maria Mourão Barbosa: Um roda-viva ao contrário!
Patricia Canetti: Ótima definição!
Maria Montero: Eu fiquei muito comovida com o espírito colaborativo, generoso do grupo. É algo legítimo!
Rita Maria Mourão Barbosa: E bastante inédito.
Maria Montero: Porque no “sistemão” da arte tudo parece tão auto-centrado, sobra pouco espaço para colaboratividade.
Paulo Kassab: Esse movimento é muito legítimo e completamente inédito. Fiquei surpreso com a força das galerias e a vontade de ajuda mútua.

Tuca Nissel: Estamos postando uns vídeos de visitas aos ateliers dos artistas que eles mesmos filmam e falam um pouco sobre esse momento.

Rodrigo Mitre: Nós também, mais em reflexões do que mostrar obras.
Paulo Kassab: Nós também temos feito vídeos com os ateliers dos artistas e a produção deles.

Patricia Canetti: OK, a terceira pergunta já está sendo abordada...

3) Como é para vocês terem que trabalhar online? Acontecer online? Que vantagens e desvantagens estão sendo percebidas?

Rodrigo Mitre: Para mim, que era a equipe que cuidava mais das redes sociais, está me forçando a conhecer mais as redes.

Malu Meyer: Sim, é hora de informar e não vender. Repensar como vender.

Bruna Bailune de Vasconcelos: Nós começamos online em 2015. A Aura era um projeto de mapeamento de jovens artistas brasileiros ainda sem representação em galeria. Viramos galeria física em 2017. Para mim está sendo incrível voltar ao online.

Maria Montero: Nunca teríamos feito isso se não fosse online. Foram dezenas de reuniões. Gente do Brasil inteiro (cada um isolado em sua casa) com um presidente pesadelo. Essa conexão virtual nos salvou.

Adriano Casanova: Realmente foi impressionante o que conseguimos atingir até agora... A prova perfeita da união fazendo a força! Muito feliz com isso tudo!

Rodrigo Mitre: gente e pensar que em um mês, articulamos 25 galerias, fizemos reuniões quase que diárias, implantamos um projeto, ganhamos espaço na mídia e vamos atingir um número grande de artistas, colaboradores, colecionadores e sem a presença física.

Bianca Boeckel: A maior vantagem, para mim, é o alcance muito maior de público, já que todas as relações estão virtuais agora. Desvantagens são a falta do contato, da presença, do olhar do artista, público e colecionadores. E, claro, a própria angústia e ansiedade que o momento traz – que tentamos amenizar com conteúdo de arte e relevância.

Rodrigo Mitre: Ai gente, mas estou morrendo de saudades de todos. Da galeria cheia na abertura, saudades dos meus artistas, dos meus amigos, da minha família que está em quarentena. Preciso muito das relações pessoais.

Janaina Torres: Ainda estou me adaptando, tateando, sentindo como é essa comunicação e abordagem. Estou gostando de trabalhar online, rende mais, mais objetividade. O problema é o momento, estamos afetados emocionalmente, psicologicamente...

Patricia Canetti: Quarta pergunta, juntando com a quinta, para virar a última pergunta.

4) O que levou a escolha da ação #1?
5) Como ela será tratada e articulada para chegar ao resultado desejado?

Eduardo Fernandes: A necessidade.

Rodrigo Mitre: Uma necessidade de articularmos e geramos uma porta de escape para este momento. Uma ideia super criativa do Thomaz da Oma Galeria.

Rita Maria Mourão Barbosa: A praticidade, pois já era uma proposta da Galeria Oma.

Izabel Pinheiro: É tudo muito novo para nós, mas estamos muito confiantes com o resultado.

Eduardo Fernandes: Será tratada de maneira colaborativa por todos os agentes.

Maria Montero: Precisávamos de uma pauta inicial, tinha muito assunto, muito desejo, claro o aspecto emergencial acabou liderando a primeira ação.

Izabel Pinheiro: Que vem da necessidade de apoio aos artistas.

Baixo Ribeiro: Mas não queremos parar por aí. As cabeças de todos estão fervilhando de ideias :)

Rodrigo Mitre: Esta é só a primeira ação.

Adriano Casanova: Acho que a necessidade de não deixar morrer a rede que cada galeria tem, começando pelos seus artistas, montadores, produtores etc. e o Thomaz da Oma sugeriu essa lógica e foi muito bem aceita por todos.

Rita Maria Mourão Barbosa: Estamos em contato quase permanente, acreditamos na força dessa união e na potência da nossa proposta.

Janaina Torres: Novamente aqui o instinto de sobrevivência; generosamente o Thomaz, da Galeria Oma, compartilhou com o grupo essa ação, que já havia sido testada por ele com excelentes resultados.

Adriano Casanova: Acho que já chegamos no resultado desejado, que é essa união desse grupo de galerias de pequeno e médio porte.

Paulo Kassab: Me interessa muito a articulação entre as galerias e artistas. É uma ação totalmente colaborativa e que conta com mais de 200 artistas e várias galerias. Precisamos da atitude conjunta para o sucesso da ação.

Patricia Canetti: Mas na prática o que vai compor esta ação?

Maria Montero: Cada um tem seus modos de trabalho e só ouvir e ser ouvido é uma grande escola, porque ninguém ensina a fazer o que fazemos, todo mundo aqui tem muita garra.

Izabel Pinheiro: Nossa e quanta garra!
Rita Maria Mourão Barbosa: E assim sobrevivermos!

Malu Meyer: Na prática os colecionadores vão se beneficiar.

Rita Maria Mourão Barbosa: Esperamos que as vendas aconteçam, que os artistas e colaboradores recebam por seus trabalhos, assim como revertermos parte do valor que realizarmos, para as instituições que escolhemos para participar da ação.

Maria Montero: No fim é abertura de um portal, tivemos que falar entre nós, discutir com todos os artistas participantes, agora iremos conversar com nossos apoiadores e também com um público novo.

Adriano Casanova: Acho que esse trecho do release explica bem: “Estamos lançando p.art.ilha: ação#1, primeira iniciativa do grupo, evento ONLINE em que uma criteriosa seleção de obras está à venda com condições muito especiais: a cada aquisição durante o mês de maio, o colecionador ganhará um crédito de igual valor para novas aquisições de outros artistas da mesma galeria.”

Patricia Canetti: Sinto falta de lugares, o online é muito amplo e vasto
Malu Meyer: No Instagram do P.Art.ilha.
Rita Maria Mourão Barbosa: Faremos uma festa depois! Aguarde!!!
Patricia Canetti: Boa!
Paulo Kassab: Cada galeria será um espaço de divulgação da ação geral e o Instagram do Partilha esse lugar de todos.
Bruna Bailune de Vasconcelos: Mas acho pertinente essa questão! De fato, não estamos lançando uma plataforma, ou um lugar novo... Somos um grupo atuando online conjuntamente.
Malu Meyer: Já estou querendo abrir um champanhe e começar já!
Bruna Bailune de Vasconcelos: A gente faz Happy Aura pelo Zoom toda sexta-feira... Bate papo sobre arte com cada um tomando sua cerveja, vinho, drinks em casa.

Izabel Pinheiro: Nossa ação tem como objetivo reverter um percentual para instituições de pessoas menos favorecidas.

Maria Montero: Amanhã cada galeria terá um pdf disponível no site e todos irão administrar o nosso Instagram! Temos uma programação e cada galeria vai poder falar de seus artistas.

Paulo Kassab: Pela primeira vez galerias estão se vendo como parceiras e não concorrentes. A forma de trabalhar é única. Divulgamos nossas obras e a de todos os outros. Expomos ao nosso público que estamos juntos.

Eduardo Fernandes: A imprensa está bem animada com o nosso projeto.

Rita Maria Mourão Barbosa: Os nossos contatos nesse primeiro momento vão se multiplicar por 17.

Janaina Torres: Estamos nos falando sempre pelo Whatsapp, Zoom, emails, telefone. As decisões são tomadas no coletivo, fazemos votação e o mais legal é que as pessoas abrem mão das suas crenças pregressas para ouvir e aceitar a opinião do outro, em nome de um projeto maior que beneficia o coletivo e não somente individual.

Paulo Kassab: Cada galeria será um espaço de divulgação da ação geral e o Instagram do Partilha esse lugar de todos.

Baixo Ribeiro: Acho que o mais importante dessa ação é a simultaneidade dos lançamentos de cada galeria. Um tipo de ação que pode ter um forte impacto na plataforma que foi escolhida para hospedá-la.

Rodrigo Mitre: Patrícia, super legal esta interação aqui!

Rita Maria Mourão Barbosa: Adorei!!!!

Eduardo Fernandes: Patrícia, muitíssimo obrigado, beijos a todos.

Janaina Torres: Obrigada, Patricia! Beijo grande e nos falamos.

Patricia Canetti: Para a divulgação no Canal, vou primeiramente apontar para o Instagram da ação e dizer que os sites e redes sociais das galerias devem ser visitados, é isso?

Izabel Pinheiro: Obrigada Patricia, adorei.

Rodrigo Mitre: Uma coletiva ao contrário, Roda viva ao contrário!

Rita Maria Mourão Barbosa: Aponte na mira. Beijos e torcendo pra nos encontrarmos todos em breve na nossa grande festa!

Patricia Canetti: Queridxs, que enorme prazer ter feito esta entrevista com vocês

Malu Meyer: Obrigada.

Tuca Nissel: Obrigada, Patricia! Sentiu o ânimo da galera, né?! Esse espaço aqui é virtual, mas é muito vivo!

Adriano Casanova: Foi otimo! Volte sempre!

Baixo Ribeiro: Obrigado, Patricia. A casa é sua :)

Patricia Canetti: Quero voltar uma próxima vez para falarmos de ações conjuntas, beijos a todes!

Izabel Pinheiro: Será sempre bem vinda.

Bruna Bailune de Vasconcelos: Obrigada, Patricia!!! Beijos.

Rodrigo Mitre: Obrigado!!!

Renato De Cara: Beijos!

Adriano Casanova removeu você

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PARTICIPARAM DESSA ENTREVISTA COLETIVA

Adriano Casanova - Casa Nova Arte e Cultura
Baixo Ribeiro - Galeria Choque Cultural
Bianca Boeckel - Bianca Boeckel Galeria
Bruna Bailune de Vasconcelos - Galeria Aura
Eduardo Fernandes - Galeria Eduardo Fernandes
Izabel Pinheiro - Galeria - B_arco
Janaina Torres - Janaína Torres Galeria
Karla Osorio Netto - Galeria Karla Osorio
Malu Meyer - Soma Galeria
Maria Montero - Sé Galeria
Patricia Canetti - Canal Contemporâneo
Paulo Kassab - Galeria Lume
Renato De Cara - Galeria B_arco
Rita Maria Mourão Barbosa - Desapê
Rodrigo Mitre - Periscópio Galeria de Arte
Rosana Baracat - Galeria Mario Cohen
Tuca Nissel - Galeria Ybakatu

Posted by Patricia Canetti at 10:36 AM