Página inicial

Como atiçar a brasa

 


maio 2020
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31            
Pesquise em
Como atiçar a brasa:

Arquivos:
maio 2020
abril 2020
março 2020
fevereiro 2020
janeiro 2020
novembro 2019
outubro 2019
setembro 2019
agosto 2019
julho 2019
junho 2019
maio 2019
abril 2019
março 2019
fevereiro 2019
janeiro 2019
dezembro 2018
novembro 2018
outubro 2018
setembro 2018
agosto 2018
julho 2018
junho 2018
maio 2018
abril 2018
março 2018
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
janeiro 2013
dezembro 2012
novembro 2012
outubro 2012
setembro 2012
agosto 2012
julho 2012
junho 2012
maio 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
janeiro 2012
dezembro 2011
novembro 2011
outubro 2011
setembro 2011
agosto 2011
julho 2011
junho 2011
maio 2011
abril 2011
março 2011
fevereiro 2011
janeiro 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
agosto 2010
julho 2010
junho 2010
maio 2010
abril 2010
março 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
outubro 2009
setembro 2009
agosto 2009
julho 2009
junho 2009
maio 2009
abril 2009
março 2009
fevereiro 2009
janeiro 2009
dezembro 2008
novembro 2008
outubro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
junho 2008
maio 2008
abril 2008
março 2008
fevereiro 2008
janeiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
setembro 2007
agosto 2007
julho 2007
junho 2007
maio 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
outubro 2005
setembro 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
julho 2004
junho 2004
maio 2004
As últimas:
 

maio 4, 2020

Galerias e artistas se unem em ações virtuais e colaborativas durante a quarentena por Júlia Corrêa, Estado de S. Paulo

Galerias e artistas se unem em ações virtuais e colaborativas durante a quarentena

Matéria de Júlia Corrêa originalmente publicada no jornal Estado de S. Paulo em 1 de maio de 2020.

Iniciativas de galerias e artistas buscam alternativas para enfrentar as dificuldades impostas pela pandemia

Desde que o coronavírus avançou no Brasil, instituições de arte tiveram de se reinventar e intensificar estratégias digitais. Diante desse cenário, as galerias, cuja lógica difere da dos museus, por dependerem principalmente da venda de obras, têm se desdobrado para conseguir manter a fidelidade do público, garantir a sua sustentabilidade financeira e até mesmo ajudar no combate à pandemia.

Muitas delas têm unido forças em diferentes projetos que estão sendo lançados nos últimos dias. É o caso da P.art.ilha, rede de artistas, galerias e agentes culturais de todo o País, que se juntaram para sensibilizar colecionadores e atrair novos públicos por meio de iniciativas online coordenadas. As 17 galerias participantes são conhecidas por apostarem em projetos artísticos inovadores e experimentais. Entre as de São Paulo, estão nomes como Aura, B_arco, Janaina Torres, Lume e Sé.

A primeira ação será lançada nesta sexta-feira, 1º de maio, e envolve a divulgação de uma seleção de obras de arte, de nomes como Matheus Chiaratti, Andrey Zignnatto, Osvaldo Gaia e Vania Toledo, que serão vendidas com condições especiais. Cada aquisição realizada no mês de maio garante ao comprador um crédito de igual valor para adquirir obras de outros artistas da mesma galeria. Além de estimular a cadeia criativa, a proposta também tem viés beneficente: parte dos recursos será destinada a instituições sociais como a Salvando Vidas e a Por Nossa Conta, de São Paulo, e a Lá da Favelinha, de Belo Horizonte. As informações serão divulgadas na página do Instagram @p.art.ilha.

Na avaliação de Bruna Bailune, fundadora da galeria Aura e uma das idealizadoras da rede, as transformações do momento podem vir para o bem. Apesar da redução de vendas provocada pela pandemia, ela vê o cenário com otimismo, pois trouxe uma conexão inédita entre galeristas e artistas. “Os grupos que estão surgindo são um indício de que talvez o nosso modo de fazer as coisas não vinha sendo o melhor e de que podemos repensá-lo juntos. No dia a dia, ficamos dispersos, fixados em buscar as nossas próprias metas. Nosso sistema já estava com muitas falhas, e agora é hora de todo mundo olhar com atenção para sairmos mais forte dessa”, reflete ela.

Criatividade em isolamento. Uma iniciativa semelhante foi idealizada pelas artistas Lais Myrrha e Marilá Dardot, pela curadora Cristiana Tejo e por Julia Morelli, fundadora da plataforma 55 SP. Trata-se do Projeto Quarantine, lançado em 13 de abril. Marilá e Cristiana moram em Portugal e estavam no Brasil em março, até poucos dias antes do início da quarentena, quando visitaram a exposição de Hudinilson Jr., então em cartaz na Pinacoteca. No retorno, inspiradas pela “arte postal” do artista, elas tiveram a ideia de criar o projeto, adaptando o conceito para o modelo virtual.

A partir dessa proposta, 45 criadores de diferentes regiões do País foram convidados a produzir obras durante o período de confinamento, com os materiais e instrumentos que tinham disponíveis. Entre desenhos, gravuras digitais, vídeos e fotografias, a ideia é que elas possam ser enviadas digitalmente, considerando também as condições de isolamento do comprador, que recebe instruções de como executá-las.

De nomes como Ana Lira, Daniel Lie, Guto Lacaz, Janaina Wagner e Romy Pocztaruk, os trabalhos são vendidos pelo mesmo valor (R$ 5 mil), que, depois, é dividido igualmente entre todos. Uma cota ainda é revertida para o fundo emergencial da Casa Chama, também contemplado pela P.art.ilha. As obras estão à venda na plataforma 55SP (55sp.art/quarantine).

“É um experimento artístico. A diferença é que é um gesto coletivo, igualitário e distributivo para este momento de pandemia”, explica Julia Morelli, que, assim como Bruna, considera que é uma boa hora de repensar os modelos tradicionais do mercado de arte. “Foi muito gratificante reunir todos os artistas rapidamente, eles foram muito receptivos. Agora, já há outros pedindo para participar e estamos pensando até em novos formatos”, conta Julia.

Focada exclusivamente na filantropia, há ainda a campanha Arte Contra a Covid-19, que reúne as consagradas galerias A Gentil Carioca, Almeida & Dale, Fortes d’Aloia & Gabriel, Kogan Amaro, Leme, Luisa Strina, Luciana Brito, Mendes Wood DM e Millan. Para essa iniciativa, artistas e galeristas doaram obras para serem comercializadas com valor reduzido em 25%. O montante arrecadado será doado integralmente a instituições sociais como a Associação Civil Ânima e a Associação Cultural Lanchonete Lanchonete.

Estratégias online. Mostras virtuais, lives com artistas e podcasts estão entre as apostas das galerias de arte, incluindo aquelas que não integram essas redes colaborativas. É o caso da Galeria Almeida Prado. “Decidi fechar temporariamente a galeria assim que se confirmaram os primeiros casos no Brasil. Ficaria muito arriscado continuar trabalhando, principalmente nos fins de semana, quando o fluxo de turistas é sempre maior”, relata o galerista Fábio Almeida Prado.

Duas exposições estavam previstas para ocorrer no local no primeiro semestre. Uma delas seria de Lêda Watson, especialista em gravuras em metal. Como a artista já tem mais idade, a realização da mostra agora é incerta. “Saúde em primeiro lugar”, diz o galerista. A outra mostra seria uma coletiva com artistas ligados à arte urbana. “O tema ainda não tinha sido definido, mas agora ficou fácil saber qual será”, diz Fábio, referindo-se, claro, à pandemia.

Enquanto não é possível estabelecer novas datas para essas exposições, ele convidou artistas que representa, como Clarice Gonçalves e Marcelo Jorge, para apresentarem seus ateliês pela internet, mostrando como a quarentena influencia seus processos criativos. A ideia é que eles ainda reforcem com o público dicas de prevenção contra o coronavírus.

Em uma ação semelhante, a Galeria Kogan Amaro convida os artistas com os quais trabalha para assumirem, por um dia, a sua conta no Instagram. Neste fim de semana, são os próprios galeristas que vão interagir com o público. No sábado, 2 de maio, a colecionadora e pianista Ksenia Kogan Amaro faz uma live de sua casa, onde também apresenta um concerto. No domingo, é a vez de seu marido e sócio, o artista empresário Marcos Amaro, assumir a rede.

Antes mesmo da quarentena, a Millan criou uma série de podcasts, disponíveis no Spotify, em que artistas como Paulo Pasta e Rodrigo Andrade falam sobre seus processos criativos. Com o avanço do vírus, a galeria também passou a promover conversas dos artistas com o público. Na próxima terça-feira, 5 de maio, às 17h, David Almeida participa de uma live para falar sobre a sua produção.

Em março, pouco antes do início da quarentena, a Fortes D’Aloia & Gabriel havia inaugurado uma exposição de Lucia Laguna. Agora, é possível conferir as obras da artista carioca por meio de uma visita virtual disponível no site da galeria, onde há também um vídeo em que ela conversa com o curador Victor Gorgulho.

Já a Luciana Brito Galeria acaba de lançar em seu site uma plataforma dedicada à videoarte. Com o nome LB/Festival de Vídeo Online, a iniciativa contará com um novo trabalho a cada semana. Já é possível assistir, por exemplo, ao vídeo Corda, produzido pelo artista mineiro Pablo Lobato.

Reflexões sobre o futuro do mercado da arte também pautam algumas dessas iniciativas online. Desde o início da pandemia, a Aura tem promovido uma série de cursos online, em que são debatidos temas como o colecionismo e a arte-educação. Além disso, a galeria levou para o meio virtual o encontro Happy Aura, em que diferentes agentes do campo das artes têm discutido, em clima descontraído, o contexto atual. Gratuito, o evento ocorre todas as sextas-feiras, às 18h, pela plataforma Zoom.

Na última semana, a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT) ainda lançou o podcast Arte Contemporânea: da casca ao caroço, com episódios quinzenais, disponíveis nas plataformas Spotify, Apple Podcasts e Google Podcasts. O primeiro deles reúne a artista Mariana Palma e a diretora da galeria Casa Triângulo, Camila Siqueira, em uma conversa sobre como a indústria de arte contemporânea tem se reinventado no ambiente digital e sobre a importância da arte em momentos difíceis – como o atual.

Posted by Patricia Canetti at 4:28 PM