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março 7, 2007

"Fotolinguagem: Ação Social na Arte Contemporânea", trabalho de Adriano Casanova

"Fotolinguagem: Ação Social na Arte Contemporânea", trabalho de Adriano Casanova da Rosa

RESUMO

O trabalho "Fotolinguagem" parte da discussão de experimentar manifestações artísticas com grupos em fragilidade social, a partir da produção de fotografias digitais. Com a participação de um grupo de cinco moradores do cortiço da Vila Itororó1, propõe-se um conhecimento criativo através da arte como um instrumento de informação e aprendizado. No trabalho, o artista assume a função de facilitador de espaços colaborativos, pesquisando a intersecção entre a arte, a tecnologia e os espaços sociais. Durante a elaboração deste trabalho foram produzidos: um jornal comunitário, fotografias digitais, website e uma exposição realizada em janeiro de 2007, no Paço das Artes, SP.

Palavras-chave: arte, tecnologia, fotografia, espaços sociais, Vila Itororó

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INTRODUÇÃO

A evolução da arte no futuro seguirá de uma crescente fusão com a vida, quer dizer, com a produção, com as férias populares, com a vida dos grupos.
Leon Trotsky, 1924

O projeto Fotolinguagem se propõe a uma ação artística que promova espaços de colaboração e produção em arte contemporânea; pesquisa a função social da arte que é apresentada de forma a promover conhecimento, inserido em um contexto urbano da cidade de São Paulo, com características de fragilidade social, desinformação cultural e precário senso comunitário.

Ele foi desenvolvido através de três ações conjuntas com a comunidade: Festa Junina na Vila Itororó, Varal de exposição de fotografias e Oficina de fotografia Fotolinguagem; sendo que a última foi dividida em três etapas, composta por sete aulas:

- Etapa I - 'Perceber': desenvolvimento perceptivo de cada aluno em relação a Vila Itororó. Nesta etapa, os alunos entraram em contato com exercícios que estimularam suas sensações espaciais e sensoriais do olhar (olho como lente).

- Etapa II - 'Produzir': formada pela produção das imagens-linguagem e pela pesquisa dos suportes tecnológicos utilizados, como: máquina de fotografia digital e analógica, colagens, composições, entre outros.

As imagens obtidas no decorrer das aulas foram digitalizadas produzindo as fotografias finais de cada aluno.

- Etapa III - 'Expor': nesta etapa, diferentes formatos expositivos e midiáticos foram gerados através das fotografias. Jornal comunitário publicando textos e documentação da oficina, website do projeto (http://paginas.terra.com.br/arte/fotolinguagem) e a exposição "Sobre.Posições", realizada entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007 no Paço das Artes.

O projeto, realizado entre maio e novembro de 2006, pesquisou a produção de obras de arte coletiva e individualmente; dialogou, experimentou e criou linguagens técnicas e artísticas que se inter-relacionaram através dos espaços sociais colaborativos.

Com a proposta de utilizar uma metodologia interdisciplinar, as ações e os produtos criados uniram a comunidade em torno da obra de arte como instrumento gerador de conhecimento. A utilização da tecnologia digital como instrumento essencial na investigação da linguagem através da fotografia destaca-se como principal ferramenta para a produção artística do trabalho, além de ter auxiliado na pesquisa dos conceitos e das técnicas da arte contemporânea.

A arte, usada como estratégia de experimentação em grupos, oferece ao artista o espaço criador de relações colaborativas e livres produções de conhecimento, tendo a obra como um processo de ação social e interdisciplinar, como exemplifica Joseph Beuys:

"[...] a criatividade não é monopólio das artes. [...] Quando eu digo que toda a gente é artista eu quero dizer que cada um pode concentrar a sua vida nessa perspectiva: pode cultivar a artisticidade2 tanto na pintura como na música, na técnica, na cura de doenças, na economia ou em qualquer outro domínio [...]. O nosso conceito de arte deve ser universal, terá que ter uma natureza interdisciplinar com um conceito novo de arte e ciência" (1979 - entrevista a Franz Hak. BEUYS, 2005)

O conteúdo fundamental desta produção surge a partir da necessidade de tratar a arte de maneira abrangente, dentro de vertentes contemporâneas que fortaleçam a função do artista criador como um ator da sociedade, interlocutor de ações que dialogam cada vez mais diretamente com grupos sociais: "Deve haver uma relação entre o criador e o que usufrui - viver é criar com e para a humanidade." (1979 - entrevista a Franz Hak. BEUYS, 2005).

Baseando-se na "escultura social"3 dita por Beuys, o projeto parte do pressuposto de inserir a produção da obra fora do museu, trabalhando o espaço social como um laboratório, realizando paulatinamente ações em comunidades, criando espaços de convívio e apreciação da obra de arte na contemporaneidade.

Seu conceito de "escultura social" explicita a idéia de que o processo não necessita produzir objetos, e sim realizar ações, comunicar pensamentos, despertar a consciência do povo em relação à arte, que tem em sua base uma troca imaterial na mente dos indivíduos, sendo, por si só, a própria escultura social.

Assim, no projeto Fotolinguagem, os objetos gerados a partir das ações nele produzidas não significam simplesmente uma produção física de uma obra, mas sim aplicações da obra em um contexto social e político, pois ela cria redes de colaboração em sua produção, estabelece relações sociais e propicia experimentação de percursos criativos utilizando-se de várias linguagens, tais como fotografia, colagens, sobreposição de imagem, utilização do olho como lente, entre outras.

A aplicação do conceito de Beuys no trabalho prende-se ao fato de que os objetos artísticos gerados exerceram funções complementares no sentido documental e estético, de maneira que os resultados do trabalho, tais como: o jornal, o website, as fotografias e as ações decorrentes, carregam em si o background do processo do trabalho, deixando livre a possibilidade de representar a imaterialidade da obra produzida.

O projeto Fotolinguagem utilizou como amostragem um grupo de cinco alunos na faixa de 12 e 17 anos, onde a fotografia digital serviu de expressão criativa, trabalhando a imagem gerada como meio de informação e linguagem, inserindo a plataforma artística pesquisada dentro do contexto das tecnologias digitais.

Mas em torno desse sistema criado com as ações do projeto, a resposta para "O que poder ser feito" é, dentro deste contexto social pesquisado, a possibilidade de os artistas, juntamente com diversos espaços sociais, trabalhar na investigação conjunta da obra de arte, resgatando a função de mudança social como de experimentação estética e social na contemporaneidade.

No projeto Fotolinguagem, a pergunta sobre o que pode ser feito é pensada em seu sentido micro e macro, o primeiro na ação direta e por base de um determinado grupo, e a segunda em sua investigação midiática, no momento em que a mesma surge desta primeira ação, atingindo neste segundo momento não só a comunidade mas como também os diversos grupos sociais que se relacionam com as mídias e os produtos produzidos em seu processo.

A escolha do espaço social atuante no projeto Fotolinguagem, a Vila Itororó, se deve a:

a) à comunidade estar ameaçada de despejo pela prefeitura da cidade de São Paulo;
b) diante da realidade da comunidade, o projeto se encaixa, pois seu objetivo principal é a expressão artística de jovens em situação de risco social;

A partir da freqüência à comunidade, foi iniciada a realização das ações contínuas, tendo, como passo seguinte, agregar os valores de organização da tradicional Festa Junina ao projeto Fotolinguagem; nesta festa, grupos de coletivos artísticos4 atuaram juntamente com a AMAvila para constituição do evento.

Estava claro que população local poderia, se estimulada, passar a exercer funções mais definidas de atores participativos, revelando e qualificando seus desejos, criando expectativas passíveis de assimilação da sua identidade cultural através da arte e do senso colaborativo e comunitário do espaço social.

A fotografia que, na contemporaneidade, exerce funções como a de representação, de alusão e de mudança da realidade, desperta no grupo pesquisado o desejo de se inserir no âmbito da imagem representativa. Com isso, a posteriori, montou-se um varal de fotos, na comunidade, que relacionava a Vila Itororó com a cidade, trabalhando essa temática a fim de estimular o grupo a participar das aulas de fotografia propostas pelo projeto.

A palavra de ordem foi - Manifestar-se, principalmente quando perceberam a possibilidade de um projeto próprio, inserido na idéia de realizar eventos para unir a comunidade em oficina de fotografia para jovens.

Durante o percurso metodológico da pesquisa, apresentou-se extrato das obras de artistas e fotógrafos contemporâneos, os quais dialogam com a proposta do projeto de inserir a atuação colaborativa na estrutura social da Vila, sendo assim possível acessar livremente a arte como um instrumento de conhecimento.

A tecnologia digital exigiu, no decorrer das aulas, um exercício de retrospectiva do modo de atuação operacional com uma máquina fotográfica, já que a relação do olho do fotógrafo é diferente com uma câmera analógica e uma câmera digital.

Em uma câmera analógica, o olho é convidado a imergir no visor da máquina, fazendo os ajustes manualmente; enquanto na digital a própria câmera nos fornece a composição necessária para realizar a operação. A câmera digital possibilita uma melhor visão do entorno representado, eliminando, assim, a possibilidade de uma falha comum nas máquinas analógicas, que era o corte de parte dos objetos fotografados.

Demonstrada a base da captação de imagens e explicitada a possibilidade de criação de espaços colaborativos na comunidade, a arte enquanto "escultura social" apresenta infinitas possibilidades de formatos expositivos, uma vez que sabemos ser ela feita por uma dada sociedade (MARTINS, 1948). Outra maneira de investigar novas plataformas de atuação é atrelar a arte a uma realidade, desenvolvendo e aprimorando a obra em determinados espaços sociais, pois "[...] o artista deve participar da luta de seus semelhantes" fazendo com que a arte seja uma luta permanente contra a alienação humana (MENDES, 1948).

O desenvolvimento da arte como forma de conhecimento e também como investigação de técnicas artísticas é aplicado no projeto por meio de estratégias que vão desde a percepção do espaço retratado até a utilização de aparatos tecnológicos no auxílio e na produção das fotografias.

Os produtos artísticos assumem características contemporâneas, com fotografias que, ao serem contempladas, não se finalizam somente em imagens bem fotografadas, mas em sua história, seu contexto e processo, inserindo diferentes formatos midiáticos para divulgação das imagens, da metodologia processual e das reflexões alcançadas em sua produção. O grupo produziu assim, dentro do projeto, a articulação entre o homem urbano, a arte e a sociedade. As manifestações decorrentes do projeto, copiladas no anexo deste estudo, poderão provar essas afirmações.

Enfim, considera-se absolutamente pertinente a colocação de Rubio: "podemos imaginar perfeitamente uma sociedade sem arte [...] mas dificilmente podemos admitir a hipótese de uma arte sem sociedade, a arte é de certo modo para a sociedade como o peixe para a água". (RUBIO, 1980, p. 48)

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ARTE E SOCIEDADE

A ação da arte é mais importante que a obra de arte.
Joseph Beuys

A preocupação social nas artes emerge mais claramente na América Latina a partir da década de 20, somada à intensificação dos nacionalistas de todo mundo com a preocupação que surge a partir da Revolução Russa de 1917 (AMARAL, 2003). Portanto, não é de hoje que as inquietações do artista perante seu contexto político social existem, influenciadas por seus precursores, e transparecem nas ações e métodos de sua produção artística.

A obra de arte hoje não se resume somente na representação do belo ou nas inquietações do ego do artista, ela é composta por definições e conceitos gerados através de um desenvolvimento histórico de sua expressão em relação a um determinado contexto, cultura ou história.

O artista contemporâneo busca se relacionar com a sociedade, deparando-se com diferentes problemáticas:

[...] como fazer que o produto de seu trabalho tenha uma comunicação com um público mais amplo; que sua obra possa refletir uma participação direta em seu contexto social; e, eventualmente, a participação dessa obra para uma eventual ou desejável mudança da sociedade. (AMARAL, 2003, p. 18)

O artista inquieto por questões relacionadas a seu processo de criação deve construir narrativas para comunicar algo, indagar, questionar e expressar questões, utilizando o coletivo com um discurso aberto, transformando a obra de arte em uma arte pulsante de informação que mescla seus diversos caminhos, gerando conhecimento ao mesmo tempo em que percebe os diferentes contextos sociais.

A constatação na sociedade contemporânea da dificuldade de acesso à arte é, entre outros, um fator que leva a produção atual a necessidade de criar redes sociais que se inter-relacionem e a perceber a comunidade com o propósito de resgatar a arte e a vida, buscando, através da obra, uma "eventual ou desejável mudança da sociedade" (AMARAL, 2003).

Haja vista exemplos de artistas e pesquisadores contemporâneos que, a partir do conceito de escultura social, criam redes colaborativas que atuam diretamente com grupos sociais na promoção da arte. O trabalho idealizado desde 2003, "Eloísa Cartonera", apresentado na 27a. Bienal de São Paulo, dos artistas argentinos Javier Barilaro e Washington Cucurto, tem a proposta de agir conjuntamente com grupos sociais criando redes colaborativas.

"Eloísa Cartonera" é um atelier aberto, montado no pavilhão da Bienal, onde, no período da exposição, a produção coletiva de livros é realizada juntamente com catadores de papelão da cidade de São Paulo. Os artistas definem seu projeto como:

Quando começamos a fazer livros, era uma iniciativa desconectada da situação urgente em que a Argentina se encontrava (2001). Foi então que surgiu a idéia de utilizarmos o papelão do cartonero [catador de rua]. Com a experiência adquirida nos demos conta de que a escultura social se modela no tempo presente e que um refinamento conceitual, sem a participação real daqueles que de fato nunca chegariam a freqüentar uma aula de arte, seria antiestético para nós. No entanto, este é um projeto, e não um resultado preciso - cada limite é repensado no dia-a-dia, inclusive as descobertas conceituais de si mesmo -, nem a estética proposta é solene. (BARILARI apud LAGNADO; PEDROSA, 2006, p. 66)

Nota-se, no entanto, que a atuação artística com grupos sociais, em sua grande parte, são propostas laboratoriais de pesquisa e investigação estética e conceitual, sempre atreladas à função de produzir conceitos nas redes colaborativas:

"a rede de colaboração (no projeto Eloísa 'Cartonera') é ampla e difícil de sintetizar. Muitas pessoas participaram da formatação do projeto, de maneira espontânea e desordenada. Tudo se expõe, quem se interessa pode participar: escritores, catadores de papelão, artistas". (BARILARI, apud LAGNADO; PEDROSA, 2006, p. 66)

Dentro do contexto de atuar juntamente com a sociedade na produção e investigação de trabalhos artísticos, a promoção de redes colaborativas tem o objetivo de produzir ações e documentações que agem de forma experimental e processual, tendo em vista a necessidade de inserir coletivamente a obra como um instrumento de conhecimento.

Já nos anos 60, o idealizador do conceito de escultura social, Beuys, atuava na identificação de grupos sociais e momentos políticos nos quais ações artísticas apresentavam a obra como uma estrutura participativa, construída com o propósito de:

"[...] ver na arte um meio de formação e educação do ser humano, atribuindo a ela um papel de reconciliação do homem com o mundo". (OSÓRIO, Luís Camillo. In: REIS, 2006)

Beuys, no projeto "7000 Oaks in Kassel" (7000 árvores em Kassel), que começou em 1982 na Documenta 7 - grande exposição internacional de Kassel, na Alemanha - teve como objetivo plantar sete mil árvores na cidade, cada planta com uma coluna de pedra com aproximadamente 1 metro de altura. Com o suporte da Dia Art Foundation e da Free International University (FIU), o projeto seguiu adiante durando 5 anos - a última árvore foi plantada na abertura da Documenta 8 em 1987.

Beuys, no projeto de Kassel, teve a intenção de este ser um primeiro estágio de seu método, de plantar mudas de árvores com o propósito de estender a ação para o mundo, como parte de uma missão global de afetar o meio ambiente e uma mudança social agindo em direção a uma possível renovação urbana.

"I believe that planting these oaks is necessary not only in biospheric terms, that is to say, in the context of matter and ecology, but in that it will raise ecological consciousness-raise it increasingly, in the course of the years to come, because we shall never stop planting. Thus, 7000 Oaks is a sculpture referring to peoples' life, to their everyday work. That is my concept of art which I call the extended concept or art of the social sculpture". (BEUYS; NORBERT, 1986)

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

O cansaço de ser útil é uma primeira morte.
Leonardo Da Vinci

As estratégias de atuação do projeto Fotolinguagem partiram da experimentação da obra de arte em espaços sociais, realizando ações colaborativas e criando espaços de encontro, apreciação e produção da arte contemporânea.

A tecnologia mediou a produção das obras do grupo social investigado, a fotografia funcionou como produto documental e artístico trazendo liberdade de criação para o processo. O trinômio: arte, tecnologia e espaço social gerou conhecimento e informação sobre os temas levantados, possibilitando, através da experimentação da linguagem fotográfica, promover redes de ação social e artística.

O método laboratorial de pesquisa e atuação do projeto apresenta caminhos e conceitos desenvolvidos no decorrer de sua aplicação, atingindo os objetivos específicos de criar trabalhos em arte contemporânea, repensar a função do artista na sociedade, intitular a obra de arte como expressão e apropriação de linguagens, proporcionar espaços midiáticos de exposição e contemplação da obra e experimentar plataformas de atuação social para a arte.

Aplicadas essas estratégias, verificou-se que o projeto documentou e analisou a expressão artística pesquisada inserida em um contexto social que serviu como base conceitual para a obra produzida. Apresentado o resultado estético encontrado no trabalho, as fotografias e a documentação processual, pode-se responder as questões problematizadas: Como aplicar a arte como geradora de conhecimento e ação? E, como pensar a combinação entre o artista, a obra, e a sociedade na história da arte?

A pesquisa conclui-se assumindo um caráter político, científico, artístico e social, sendo sua continuidade essencial para: aprofundar os conceitos trabalhados, identificar novas situações sociais e fomentar seu conceito ao compará-lo com pesquisas e projetos já realizados.

Por fim, o projeto vem demonstrar uma discussão sobre a funcionalidade da arte e do artista na contemporaneidade, inseridos em uma sociedade cultural e tecnológica, onde a promoção de encontros entre a arte e a vida são fundamentais para inserir a educação social e digital através da arte.

NOTAS

1 A Vila Itororó é uma comunidade localizada na cidade de São Paulo, no bairro do Bexiga. Serão explicitadas durante o trabalho informações complementares.volta ao texto

2 A artisticidade de Beuys é o quotidiano, acessível a toda a gente, processo contínuo, obra aberta para todos os imaginários que, na participação, no debate e na ação solidária, vão criando mudança de vida (RODRIGUES, Jacinto. http://www.a-pagina-da-educacao.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=1373).volta ao texto

3 Escultura social - consiste em discussões com numerosos grupos de pessoas de todas as tendências, propensas a estender a definição de arte e ciência. A rigor, não só a definição, mas a própria prática fora dos âmbitos específicos de cada ramo. A Teoria da Escultura Social parte dos conceitos de obra enquanto processo, mutação, evolução. Como moldamos e esculpimos o mundo em que vivemos. (BEUYS, Joseph. In: STACHELHAUS, Heiner, 1990).volta ao texto

4 O AMAvila tem, em seu corpo de "amigos", grafiteiros, artistas, arquitetos, jornalistas, pesquisadores, estudantes universitários, entre outros; que ajudam na elaboração de eventos e encontros na comunidade.volta ao texto


REFERÊNCIAS

Bibliografia

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ARACY, Amaral. Arte pra quê? A preocupação social na arte brasileira. 3. ed. São Paulo: Editora Studio Nobel. 2003.

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BEUYS, Joseph; NORBERT, Scholz. Joseph Beuys-7000 Oaks in Kassel. Dia Art Foudantion, Anthos-Suiça, n. 3, 1986.

BHERIBG, Heloisa Martins. El arte como asistencia social. Revista ARCHIPIÉLAGO - De la muerte del arte y otras artes, Madrid, n. 41, 2000.

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Webgrafia

AGUARRÁS - Quem faz arte educação com tecnologia? Último acesso em: outubro 2006.

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BLOG VILA ITORORÓ. Último acesso em: outubro 2006.

CENTRO DE MÍDIA INDEPENDENTE - CMI. Último acesso em: outubro 2006.

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JOSEPH BEUYS: Um Filósofo na Arte e na Cidade. Jacinto Rodrigues. 2005. Último acesso em: novembro 2006.

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SAMPA ONLINE. Curso de fotografia, composição. Último acesso em: setembro 2006.

SCIELO BRASIL. O estado da Arte da formação de professores do Brasil. Último acesso em: outubro 2006.

Adriano Casanova é artista e coordenador da ação educativa do Paço das Artes (SP). Colaboradores no projeto: Luiz Henrique, Amanda, Aline, Camila e Henrique

Posted by Leandro de Paula at 11:00 AM