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novembro 26, 2006

"Isso", vídeo de Helena Trindade e Luiz Cavalheiros

"Isso", vídeo de Helena Trindade e Luiz Cavalheiros no grupo "A vida como ela é" do Youtube

isso1.jpg
Clique na imagem para assistir ao vídeo no Youtube.

Imagens de um verme que se arrasta por um labirinto de letras em ruínas.

"Isso": significante apropriado da psicanálise (das Es), aqui referido à plasticidade das pulsões que atravessam o corpo e determinam o funcionamento do aparelho psíquico. No vídeo, o conceito de pulsão é relançado alegoricamente enquanto uma deriva pelo fluxo caótico dos signos (imagens e sons). Para nós, a "vida crua" se liga às pulsões sexual e de morte que agem sobre o sujeito a partir de objetos que, para ele, restam sempre como enigmáticos. Ela se relaciona à vertigem frente à desmedida do desejo. Acreditamos, também, que é da "vida crua" que advém a experiência estética do estranho (das Unheimliche), uma vez que nela está em jogo uma "outra cena". Neste sentido, a vida crua desvela para o sujeito desejante a angústia de sua própria divisão, operada pelo descentramento radical do inconsciente.

Áudio: 'zumbido-música' composto a partir da sobreposição gradativa dos fonemas resultantes da combinação de cada letra do alfabeto com todas as outras (AA., AB, AC, AD, …) e a inversão digital da mesma.


Helena Trindade é mestre em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ e pós-graduada em Arte e Filosofia pela PUC-Rio. Cursou Teoria da Arte Moderna e Contemporânea na New York University e na School of Visual Arts, além de gravura na Arts Students League NY. Trabalha no Rio de Janeiro e expôs no Centro Cultural Telemar, no Paço Imperial, na FUNARTE, no Espaço Cultural Sérgio Porto, no Centro Cultural São Paulo, entre outros.

Luiz Cavalheiros concluiu o curso de Aprofundamento em Pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1995. É também artista gráfico e diretor de arte para publicidade, com diversos prêmios nacionais e internacionais. Trabalha no Rio de Janeiro e expôs no Espaço Cultural Sérgio Porto, no Museu da República, no Paço das Artes e no Centro Cultural São Paulo.

Posted by Leandro de Paula at 8:08 PM | Comentários(2)
Comments

Duas perguntas:

1. O que seria para nós tão estranho quanto o relevo de letras é para o verme que nele se move?

2. A partir de qual ponto de vista podemos "contemplar" a nossa própria estranheza, isto é, a nossa estranheza diante daquilo que para nós é tão estranho quanto o relevo de letras é para o verme? No caso do verme, é bom lembrar, vemos e identificamos o verme e o relevo no qual ele se move.

Posted by: edgar lyra at dezembro 23, 2006 2:46 PM

Querido Edgar, obrigada por suas questões.

Ao que parece, apenas as coisas mais familiares têm a propriedade de, eventualmente, se apresentarem como estranhas.

Como exemplos literários temos contos como O Espelho e William Wilson que tematizam o estranhamento diante de nossa própria imagem.

Freud, no seu artigo O Estranho, observa como esta palavra, em alemão, tem sentidos antitéticos:
"entre os seus diferentes matizes de significado, a palavra "heimlich" exibe um que é idêntico ao seu oposto, "unheimlich";
"Por um lado significa o que é familiar e agradável e, por outro, o que está oculto e se mantém fora da vista";
"Dessa forma, heimlich é uma palavra cujo significado se desenvolve na direção da ambivalência, até que finalmente coincide com o seu oposto, unheimlich";
"esse estranho não é nada novo ou alheio, porém algo que é familiar e há muito estabelecido na mente, e que somente se alienou desta através do processo da repressão";
"o unheimlich é o que uma vez foi heimlich, familiar; o prefixo "un" é o sinal da repressão".

Para Schelling, estranho "é o nome de tudo que deveria ter permanecido secreto e oculto mas veio à luz"

Acho que o estranho é tão difícil de ser abordado quanto algo da ordem de uma experiência estética. Neste caso, ele revela mais uma circunstância subjetiva do que qualquer propriedade intrínseca do objeto. Da mesma forma, o sujeito pode se predispor à experiência do estranho, mas não dependerá de sua intenção tal (des)encontro. O sujeito é surpreendido no estranho, ainda que seja ele próprio a medida de seu julgamento.

Posted by: helena trindade at dezembro 26, 2006 12:23 PM
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