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abril 3, 2020
ARTE SEMPRE: Wagner Malta Tavares no acervo da Marilia Razuk

A Galeria Marilia Razuk apresenta uma seleção de seu acervo em seu Instagram (@galeriamariliarazuk)
#WagnerMaltaTavares / #TBT #PerfumedePrincesa 300 metros de tubos de zinco formam a massa escultórica que serpenteia e executa um circuito fechado; sobe por paredes, escorrega por corrimãos, entra e sai de janelas, sobe e desce escadas e une três equipamentos do Museu da Cidade em São Paulo: A Casa da Imagem, o Beco do Pinto e o Solar da Marquesa.
Em pontos selecionados, pequenos ventiladores coloridos exalam perfumes de flores que recuperam a memória olfativa da Vila de São Paulo à época do primeiro imperador do Brasil. Em dois cômodos internos um aroma especialmente desenvolvido com mucosas dos genitais feminino e masculino, referem-se ao célebre casal de amantes da história do país.
Obra: Perfume de Princesa, instalação no Museu da Cidade de São Paulo. A instalação serpenteia por todo o espaço unindo o Solar da Marquesa de Santos, a Casa do Olhar e o Beco do Pinto por meio da sua presença física e de diferentes aromas florais e corpóreos.
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#WagnerMaltaTavares / #PerfumedePrincesa 300 meters of zinc tubes form the sculptural mass that snakes and performs a closed circuit; it goes up walls, slides through handrails, goes in and out of windows, goes up and down stairs and joins three pieces of equipment from the City Museum in São Paulo: Casa da Imagem, Beco do Pinto and Solar da Marquesa.
At selected points, small colored fans exhale perfumes of flowers that recover the olfactory memory of Vila de São Paulo at the time of Brazil's first emperor. In two internal rooms an aroma specially developed with mucous membranes of the female and male genitals, refer to the famous couple of lovers of the country's history.
Work: Princess Parfum, Installation at São Paulo City Museum. The installation meanders throughout the space gathering three historical spots, the 'Solar da Marquesa', the 'Casa do Olhar' and the 'Beco do Pinto' with its physical presence and different scents.
#WMT
#tbt
#GaleriaMariliaRazuk
#ArtInstalation
#contemporaryart
#Sculpture
#Escultura
#BrazilianArtist
#SiteSpecific
ARTE SEMPRE: Katia Maciel publica série loops de quarentena no Facebook
loops de quarentena
1
veja a temperatura
não a sua
a que está fazendo
lá fora
escolha a roupa
para combinar
não com você
mas com o dia
lá fora
vista-se com atenção
mesmo
as luvas
na porta lembre-se
esqueceu as chaves
comece tudo de novo
(a chave da marca unica foi feita no Brasil para o filme Notorius de Alfred Hitchcock)

loops de quarentena
20
jogue todas as cobertas da casa
pela janela
observe
os anjos caídos
comece de novo
(as asas do desejo. wim wenders)

loops de quarentena
23
costure um sonho no outro
a cada retalho
acrescente um ponto
comece de novo
(sonho de valsa. ana carolina)

Veja a publicação da série loops de quarentena no Facebook de Katia Maciel
Katia Maciel é artista, cineasta e poeta, pesquisadora do CNPq e professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1994. Em 2001 realizou o pós-doutorado em artes interativas na Universidade de Walles na Inglaterra.
Publicou, entre outros, os livros Zun (poemas 2012) Letícia Parente (org. com André Parente, 2011), O Livro de sombras (org. com André Parente, 2010), O que se vê, o que é visto (org; com Antonio Fatorelli, 2009), Transcinemas (org. 2009), Cinema Sim (org. 2008), Brasil experimental: Guy Brett (org. 2005), Redes sensoriais (em parceria com André Parente, 2003), O pensamento de cinema no Brasil (2000) e A Arte da desaparição: Jean Baudrillard (org 1997).
Realiza filmes, vídeos, instalações e participou de exposições no Brasil, na Colômbia, no Equador, no Chile, na Argentina, no México, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França, na Espanha, na Alemanha, na Lituânia, na Suécia e na China. Recebeu, entre outros, os prêmios: Prêmio da Caixa Cultural Brasília (2011), Funarte de Estímulo à Criação Artística em Artes Visuais (2010), Rumos Itaú Cultural (2009), Sérgio Motta (2005), Petrobrás Mídias digitais (2003), Transmídia Itaú Cultural (2002), Artes Visuais Rioarte (2000). Seus trabalhos operam com a repetição nos códigos amorosos e seus clichés e com desnaturezas.
Biografia da artista no site, conheça também o perfil na Zipper Galeria.
Curadores da Pinacoteca conversam com o público sobre as exposições por meio de lives
A iniciativa #pinadecasa amplia seus conteúdos digitais. Agora todo sábado, às 11h, tem live no instagram sobre as exposições com curadores da Pinacoteca, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. O conteúdo ainda fica disponível no IGTV para quem não pode assistir ao vivo.
A primeira aconteceu no último sábado (28) com o diretor-geral do museu, Jochen Volz, sobre o que esperar da exposição OSGEMEOS: segredos e teve quase 3 mil visualizações. No próximo, 4 de abril, Ana Maria Maia comenta sobre Hudinilson Jr.: Explícito, que foi recém-inaugurada no dia 14 de março na Pina Estação e poderá ser vista novamente pelo público após o retorno das atividades presenciais.
Ainda em abril, sábado (11), a curadora Fernanda Pitta fala da exposição Marcia Pastore: contracorpo. Dia 18, José Augusto Ribeiro comenta Vanguarda brasileira dos anos 1960 – Coleção Roger Wright. Fechando o mês, a curadora chefe da Pinacoteca Valéria Piccoli aborda o Modernismo.
Museu sem sair de casa
A Pinacoteca reforça os seus canais digitais para que os visitantes em casa possam aproveitar o museu. Para isso, desde o dia 18, publica em suas redes sociais diariamente uma obra da coleção do museu acompanhada de curiosidades, dados históricos e explicações dos nossos curadores. Desde que a campanha #pinadecasa foi criada, a conta da Pina no instagram (@pinacotecasp) ganhou mais de 5 mil seguidores.
Além disso, é possível fazer uma visita online pelo Tour Virtual 3D da Pinacoteca de São Paulo, criado pela empresa iteleport, que está disponível no site do museu (www.pinacoteca.org.br). Ainda pelo Google Arts and Culture (https://bit.ly/3aG3jFA), o público também pode visitar sem sair de suas residências.
Pinacoteca
O museu segue as orientações do Governo do Estado de São Paulo e divulgará sua programação atualizada assim que possível.
A exposição OSGEMEOS: Segredos, que abriria dia 28/03, foi adiada e, quando possível, uma nova data será anunciada. A exposição Hudinilson Jr.: Explícito, que teve sua abertura no dia 14 de março, no Edifício Pina Estação, bem como as outras exposições em cartaz poderão ser vistas novamente após o retorno das atividades.
A situação segue continuamente sendo monitorada e reavaliada com base em informações e recomendações do Governo do Estado de São Paulo.
Lives
Aos Sábados, às 11h
Instagram: @pinacotecasp
04/04
Ana Maria Maia
Hudinilson Jr.: Explícito
11/04
Fernanda Pitta
Marcia Pastore: Contracorpo
18/04
José Augusto Ribeiro
Arte no Brasil: Uma história na Pinacoteca de São Paulo. Vanguarda brasileira dos anos 1960 – Coleção Roger Wright
25/04
Valéria Piccoli
Modernismo
ARTE SEMPRE: Grupo Corpo Free Streaming #2 - Triz e Parabelo
Continuando a sequência de vídeos para assistir gratuitamente, Triz e Parabelo já estão disponíveis no Vimeo.
29 de março a 5 de abril de 2020
Como assistir:
1. Acesse vimeo.com/grupocorpo
2. Faça login em sua conta.
3. Selecione um dos vídeos contemplados na promoção.
4. Clique em Alugar (NÃO preencha dados de cartão de crédito).
5. No campo “aplicar código promocional” digite: grupocorpo45anos
Grupo Corpo - Triz (2013)
Apresentação gravada no Palácio das Artes - Belo Horizonte/ agosto 2013
Sobre uma trilha original do compositor pernambucano Lenine, operada apenas por instrumentos de corda, o Grupo Corpo explora a tensão inerente ao processo criativo onde, muitas vezes, tudo parece "estar por um triz".
Coreografia: Rodrigo Pederneiras
Música: Lenine
Cenografia: Paulo Pederneiras
Figurino: Freusa Zechmeister
Iluminação: Paulo Pederneiras
Grupo Corpo - Parabelo (1997)
Apresentação gravada no Palácio das Artes - Belo Horizonte/ agosto 2013
Escrever na língua nativa a palavra balé (assim, com um ele só e acento agudo) tem sido a busca consciente e obstinada de Rodrigo Pederneiras desde o antológico 21, de 1992. A inspiração sertaneja e a transpiração pra lá de contemporânea da trilha composta por Tom Zé e José Miguel Wisnik para Parabelo, de 1997, permitiram ao coreógrafo do Grupo Corpo dar vida àquela que ele mesmo define como a “a mais brasileira e regional” de suas criações.
De cantos de trabalho e devoção, da memória cadenciada do baião e de um exuberante e onipresente emaranhado de pontos e contrapontos rítmicos, emerge uma escritura coreográfica que esbanja jogo de cintura e marcação de pé, numa arrebatadora afirmação da maturidade e da força expressiva da gramática construída ao longo de anos pelo arquiteto de Missa do Orfanato e Sete ou Oito Peças para um Ballet.
abril 2, 2020
CANAL NO TUBO Cidade Submersa de Caetano Dias
1978 - Cidade Submersa from Caetano Dias on Vimeo.
No vídeo 1978 – Cidade submersa, o limite entre ficção e realidade é tão tênue que uma se deixa atravessar pela outra. O mergulho na antiga cidade de Remanso, submersa nas águas, ecoa várias das colocações anteriores: águas, memórias e um ser que se relaciona com a morte. Seja a morte de uma cidade, visível pela presença da caixa d’água, situada agora dentro da represa, ou a que todos nós temos que defrontar, como condição humana. A fascinação pela zona fronteiriça entre vida e morte, entre o erótico e o sagrado, entre construção e dissolução, é marca constante no trabalho de Caetano.
Entre um ser e outro há sempre um abismo, o outro é sempre outro, mas a tentativa de união persiste. A corda do barco, que aparece no final do vídeo de Remanso e que conecta a embarcação ao fundo, remete a esse desejo de uma relação, consciente e inconsciente.
Cláudia Pôssa
Sinopse: O vídeo 1978 – Cidade Submersa, que mostra a relação de um pescador com as lembranças da sua antiga cidade. Trata-se de um documentário sobre alguém que navega e pesca sobre as próprias memórias. O filme versa sobre saudades soterradas.
1978 – Cidade Submersa
Um filme de Caetano Dias
Duração: 16 minutos e 17 segundos
Formato: HD
Ano: 2010
Direção: Caetano Dias
Direção de produção: Marta Luna
Direção de fotografia: Wallace Nogueira
Assistência de fotografia: Tatiana de Lima
Montagem: Dunia Quiroga
Som direto: Paulo de Souza (Palito)
Trilha original: Wilson Sukorski
Pesquisa: Caetano Dias e Fabíola Aquino
Imagens dos filmes "Adeus rodelas" e "Não houve tempo sequer para as lágrimas" de Agnaldo Siri Azevedo.
Com: Rodolfo Lino de Souza, Cícero Santos Ferreira
Figurantes: Rubens dos Santos, Danilo dos Santos, Bartolomeu Sansão, Reginaldo Barbosa
Câmera: Tatiana de Lima, Wallace Nogueira, Cícero Santos Ferreira
Assistente técnico: Paulo de Souza (Palito)
Apoio: Vogal Imagem, Candonbá Filmes
Este filme é resultado da pesquisas desenvolvidas na residência do prêmio LE FRESNOY Videobrasil, França/2009.
Filmado na cidade de Remanso, Bahia, Brasil.
©1978 - Cidade Submersa
SOBRE CAETANO DIAS
As relações entre corpo e identidade, e memória e pertencimento são alguns dos principais eixos da pesquisa do artista, que trabalha com vídeo, videoinstalação, filme, fotografia, instalação e performance. Foi premiado no 16º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil (2007) com residência no Le Fresnoy, em Tourcoing, França. Dentre as exposições coletivas, destacam-se Do Valongo à Favela, Museu de Arte do Rio de Janeiro (2014); III Bienal da Bahia (2014) e 29º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2005). Vive e trabalha em Salvador.
Perfil do artista no Videobrasil, veja também a biografia na Paulo Darzé Galeria.
Coronavírus: Senado inclui artistas no benefício de R$ 600 mensais, UBC
Coronavírus: Senado inclui artistas no benefício de R$ 600 mensais
Notícia originalmente publicada no site da União Brasileira de Compositores em 1 de abril de 2020.
Câmara alta do Congresso estende ajuda a diversas outras categorias, enquanto Bolsonaro sanciona projeto original depois de dois dias de espera
O Senado aprovou nesta quarta-feira (1) a inclusão de artistas entre as categorias habilitadas a requisitar o auxílio emergencial R$ 600 mensais que será pago pelo estado brasileiro a profissionais informais em situação de vulnerabilidade devido à crise econômica provocada pela epidemia de Covid-19. O benefício, que, no caso de mães solteiras ou que são as chefes da família, pode chegar a R$ 1.200, tem previsão de duração de três meses. Autores e intérpretes de qualquer área — música, teatro, cinema, artes visuais, dança e outras —, técnicos de espetáculos e outros membros da cadeia produtiva artística serão contemplados após sanção presidencial.
Além deles, serão beneficiados também taxistas, caminhoneiros, motoristas de transporte escolar, pescadores, cooperados de associações agrícolas e várias outras profissões. O primeiro pacote de categorias já foi aprovado pelo Senado em votação na segunda-feira (30) e enviado para sanção por Jair Bolsonaro, que demorou dois dias para assinar o documento e o fez na tarde desta quarta. Inclui vendedores ambulantes, agricultores, empregados domésticos e uma série de outras categorias.
Agora, o texto irá a votação na Câmara, o que se espera que ocorrerá no máximo até sexta-feira. Se não houver alterações, voltará para o Senado e irá a sanção presidencial. Ainda não há data para que isso ocorra.
Veja os requisitos para ter direito ao benefício:
- Ser maior de 18 anos de idade;
- Não ter emprego formal;
- Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;
- Renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00);
- Não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.
Trabalhador intermitente que estiver com o contrato inativo (ou seja, não está trabalhando nem recebendo salário no momento) também terá direito ao auxílio, incluindo garçons, atendentes entre outros trabalhadores que atuam sob demanda, mas estão com dificuldades de encontrar trabalho neste momento. O projeto também inclui a proposta do governo de antecipação de um salário mínimo (R$ 1.045) a quem aguarda perícia médica para o recebimento de auxílio-doença, mediante apresentação de um atestado médico.
Microempreendedores individuais (MEI) igualmente podem pleitear a ajuda. Todos os interessados obrigatoriamente devem se cadastrar na página do Cadastro Único localizada dentro do portal oficial do governo federal. Uma mesma família pode receber, no máximo, R$ 1.500 de ajuda. Por ora, o governo continua a trabalhar com a data de 16 de abril para a chegada da primeira das três parcelas do auxílio. Este prazo, contudo, não vale, a princípio, para os artistas e as novas categorias incluídas no adendo aprovado nesta quarta-feira (1). Como dissemos acima, ainda não há data para que entre em vigor a extensão do benefício às novas categorias, uma iniciativa do senador Humberto Costa (PT-PE).
"Nós temos muita preocupação com o setor cultural neste momento de pandemia. Era um setor que não estava amparado pelo Congresso nesta crise. Fizemos o projeto de lei para que fossem incluídos nessa rede de proteção social os autores, os artistas e os trabalhadores das artes e da cultura como um todo", disse o senador à UBC. "Também propusemos outras medidas, como a supensão do pagamento de tributos federais, enquanto durar a epidemia, por cinemas, casas de espetáculos, produtores e distribuidores do audiovisual, editoras musicais, entre outros. Temos a expectativa de que, na próxima semana, elas sejam analisadas no Senado."
Chamado por senadores de “pacotão social” e já conhecido pela população como coronavoucher, o benefício é o maior oferecido até agora a trabalhadores afetados pela crise do coronavírus. Criticado por ainda não ter estimulado o mundo cultural, tão dependente de apresentações e bilheteria, o governo vai na contramão de outros países, que têm criado mecanismos de estímulo à produção artística durante o confinamento imposto pela epidemia. Em breve, aqui no site da UBC, publicaremos bons exemplos vindos do exterior para auxiliar os artistas afetados economicamente.
Para especialistas, a velocidade de implementação de medidas que mitiguem os prejuízos aos trabalhadores deve ser grande – o que não vem ocorrendo no Brasil. “Se não fizer chegar rápido, as pessoas vão ficar sem alternativa. Vão ter de voltar ao trabalho. Se isso ocorrer, a pandemia vai se expandir, e o dano econômico vai ser muito maior. Proteção social tem de ser vista como mecanismo para proteger a população e minimizar a recessão”, escreveu Marcelo Medeiros, economista, sociólogo e especialista em desigualdade de renda.
Dossiê: Coronavírus e sociedade, Blog da Boitempo
O Blog da Boitempo apresenta neste dossiê urgente, uma série de reflexões feitas por alguns dos principais pensadores críticos contemporâneos, nacionais e internacionais, sobre as dimensões sociais, econômicas, filosóficas, culturais, ecológicas e políticas da atual pandemia do coronavírus.
Slavoj Žižek | Bem-vindo ao deserto do viral! Coronavírus e a reinvenção do comunismo
Mike Davis | O coronavírus e a luta de classes: o monstro bate à nossa porta
Judith Butler | O capitalismo tem seus limites
David Harvey | Política anticapitalista em tempos de coronavírus
Gilberto Maringoni | A globalização sem limites nos confinou em casa
Mauro Iasi | Quando entrar setembro
Naomi Klein | Como vencer o capitalismo do desastre?
Jorge Luiz Souto Maior | MP 927: da pandemia ao pandemônio
Noam Chomsky | Não podemos deixar a Covid-19 nos levar ao autoritarismo
Pierre Dardot e Christian Laval | A prova política da pandemia
Marília Moschkovich | O mundo está queimando, o capital também, e isso é bom – mas não para você
Sophie Lewis | A crise do coronavírus mostra que chegou a hora de abolir a família
Maurilio Lima Botelho | Epidemia econômica: Covid-19 e a crise capitalista
Acesse os links e atualizações diárias com análises, artigos, reflexões e vídeos sobre o tema.
Grada Kilomba + Rosana Paulino: catálogos online na Pinacoteca, São Paulo
Para relembrar as exposições de Grada Kilomba, Desobediências Poéticas, com curadoria de Jochen Volz e Valéria Piccoli, e de Rosana Paulino, A Costura da Memória, com curadoria de Valéria Piccoli e Pedro Nery, baixe os respectivos PDFs:
Rosana Paulino, A Costura da Memória
Grada Kilomba, Desobediências Poéticas
Metrópole em Construção: mostra on-line retrata a São Paulo moderna no Itaú Cultural
Quatro produções, entre dramas e documentários, dos anos 1928, 1965, 1986 e 2018, revelam um breve panorama da urbanização de São Paulo, tema profundamente presente no trabalho do arquiteto Rino Levi – homenageado na 49ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural.
2 a 12 de abril de 2020, quinta-feira a domingo
Itaú Cultural Online
[após o período, os links serão desativados]
PROGRAMAÇÃO
A capital paulista teve o auge do seu processo de modernização na metade do século XX, quando importou muitos aspectos urbanos e arquitetônicos de grandes centros europeus. Toda essa movimentação gerou uma vida cultural pulsante, presente até hoje, e que caracterizou São Paulo como uma metrópole. Parte fundamental desse processo foram os cinemas projetados pelo arquiteto. Eles foram retratados no documentário Quando as Luzes das Marquises se Apagam, que traça a criação, o auge e a decadência da Cinelândia Paulistana.
O filme integra a mostra on-line Metrópole em Construção, que reúne, ao todo, três longas-metragens e um curta que retratam a modernização de São Paulo. Os filmes ficam disponíveis aqui no site de 2 a 12 de abril.
Quando as Luzes das Marquises se Apagam – a História da Cinelândia Paulistana
(Renato Brandão, 2018, 87 minutos)
Com imagens de arquivo e depoimentos de antigos espectadores, uma história das salas de cinema das avenidas São João e Ipiranga e de suas imediações, no centro de São Paulo. Conhecida como Cinelândia Paulistana, essa área viveu seu auge na década de 1950, chegando a ter mais de 15 cinemas em pleno funcionamento.
[livre para todos os públicos]
São Paulo, Sociedade Anônima
(Luís Sérgio Person, 1965, 106 minutos)
Filmado em 1965, São Paulo, Sociedade Anônima é um dos grandes clássicos do cinema brasileiro. Com direção e roteiro de Luiz Sergio Person, o filme narra a dificuldade de Carlos (Walmor Chagas) em conciliar as pressões profissionais de Arturo (Otello Zeloni), as ambições de sua mulher Luciana (Eva Wilma) e a inconstância de sua amante Ana (Darlene Glória).
[classificação indicativa: 12 anos]
São Paulo, a Sinfonia da Metrópole
(Adalberto Kemeny e Rodolfo Lustig, 1929, 62 minutos)
O filme retrata a São Paulo do final da década de 1920. Urbanismo, monumentos públicos e industrialização mostram uma cidade que se expande em ritmo acelerado. Assim como um documento histórico, o longa traz o olhar dos diretores para uma cidade que cresce vertiginosamente sem deixar os personagens que a habitam, a população. E evoca a relação deles com o trabalho, a moda, os esportes e o cotidiano.
[livre para todos os públicos]
Os Cinemas Estão Fechando
(Abrão Berman, 1986, 27 minutos)
O curta-metragem do cineasta Abrão Berman documenta a falência sofrida pelos cinemas brasileiros nas décadas de 1960 e 1970. O levantamento foi feito com base em registros em super-8 e fontes de O Estado de S. Paulo, do Jornal da Tarde e do Jornal do Brasil. O filme pertence ao acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo.
[livre para todos os públicos]
MASP promoverá lives com curadores e convidados no Instagram
O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) reforça conteúdo digital em suas redes sociais a partir deste mês, com alguns conteúdos digitais para continuar levando arte ao público enquanto estiver fechado: conversas entre curadores do museu e convidados.
A partir de 6 Adiada para 13 de abril de 2020, toda segunda e sexta-feira, às 18h
Instagram do @masp
A primeira edição, que acontece na segunda, 13/04, terá o encontro de Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz, diretor artístico e curadora-adjunta de histórias do museu, em torno das histórias no MASP, noção plural e polifônica que guia a programação do museu anualmente desde 2016. Esse termo, em português, abrange tanto a ficção como a não ficção, as narrativas pessoais, políticas, econômicas, culturais e mitológicas.
Além dos conteúdos habituais nas mídias digitais do museu (como os #TBTs que resgatam momentos históricos), a nova série masp [curadoria] em casa leva ao Instagram, Facebook e Twitter comentários de curadoras e curadores sobre uma imagem relacionada ao museu a partir de uma perspectiva pessoal. Pode ser uma obra, um detalhe da arquitetura, uma exposição, uma atividade, uma palestra ou um seminário, do passado recente ou remoto.
Já o MASP Áudios, aplicativo gratuito disponível para download, reúne cerca de 170 comentários feitos por curadores artistas, professores, pesquisadores e crianças sobre as obras mais icônicas do acervo. Está disponível para download na App Store e no Google Play.
O canal do YouTube traz os vídeos de seminários e palestras, entrevistas com os artistas e outros detalhes sobre algumas exposições. No Google Arts & Culture ainda é possível fazer um tour virtual e explorar a exposição permanente do MASP, o "Acervo em Transformação".
março 31, 2020
CANAL NO TUBO Guarde-me, de Marcia Milhazes, em instalação de Beatriz Milhazes
Guarde-me em Londres na White Cube Gallery - Bermondsey 2018, Versão de 30 minutos
Coreógrafa - Marcia Milhazes
Bailarinos - Ana Amélia Vianna e Domenico Salvatore
Cenário / Instalação - Beatriz Milhazes
Marcia Milhazes Companhia de Dança
ARTE SEMPRE: Março, 2020, por Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes, Março, 2020 - Desenho em lápis de cor e pilot sobre papel, 29,5cm x 21cm (foto da artista)
Obrigada!
Agradeço a todos os profissionais da saúde que, neste momento de dor, estão lutando bravamente contra a pandemia do Covid-19 no seu epicentro.
Agradeço a todos os trabalhadores nos supermercados, farmácias, bancos, serviços de entrega e serviços públicos, entre outros, que continuam em suas funções muitas vezes invisíveis, mas essenciais.
A maioria de nós está em casa, reorganizando suas rotinas, encarando uma série de sentimentos existenciais como medo, perda, preocupações e desejos...
Estes trabalhadores em todo o mundo têm nos ajudado a superar este momento tão difícil com mais otimismo, fraternidade e paz.
Eles não têm podido ficar em casa. Temos que apoiá-los também!
Thank you!
Thank you!
Thank you to all health workers who, in this painful moment, have been bravely fighting the Covid-19 pandemic in its epicenter.
Thank you to all workers in the supermarkets, drugstores, banks, delivery services, public services, amongst others in the invisible but essential activities…
Most of us have been confined to our homes re-organizing our routines, facing a diversity of existential feelings of fear, lost, worries, hopes...
Those workers all over the world have been helping us to overcome these difficult times with more optimism, fraternity and peace.
They have not been able to be home. We need to support them too!
Obrigada!
ARTE SEMPRE: leitura dramática e bate-papo de Meus lábios se mexem, de Jorge Furtado, da Balbúrdia Atores Associados
Teatro na quarentena! A Diretoria de Ação Cultural da UFMG e o APUBH levam a você uma leitura dramática de 'Meus lábios se mexem', roteiro original de Jorge Furtado, sobre um episódio real de censura na época da ditadura militar, com a Balbúrdia Atores Associados. Participe do bate-papo ao vivo com os atores pelo Zoom, logo após a exibição do vídeo.
1 de abril de 2020, quarta-feira, 19h (vídeo) + 20h (bate-papo)
Vídeo da Balbúrdia Atores Associados no Youtube Cultura UFMG
Bate-papo ao vivo com os atores pelo Zoom
ARTE SEMPRE: Tecendo uma maneira de sair do isolamento por Hilarie M. Sheets, The New York Times
Tecendo uma maneira de sair do isolamento
Tradução de Juliana Monachesi da matéria de Hilarie M. Sheets originalmente publicada no jornal The New York Times em 26 de março de 2020.
Você pode criar um senso de comunidade, diz a artista Liza Lou. Ela está criando seu projeto de "conforto" no Instagram em tempo real.
"Uma coisa é decidir ficar isolado", disse a artista Liza Lou, que na melhor das hipóteses anseia por uma solidão ininterrupta em seu estúdio em Los Angeles, como muitos artistas fazem. "Outra é saber que você deve ficar", acrescentou. "Algo que desejamos pode rapidamente se tornar oneroso."
Procurando criar beleza e construir comunidade em tempos de distanciamento social, Lou está convidando outros artistas, juntamente com o público em geral, para se juntarem a ela em um projeto de arte comunitário chamado "Apartogether". Ela apresentou a proposta em sua página do Instagram na semana passada, incentivando as pessoas a começarem a reunir roupas e materiais velhos em casa para montar uma colcha ou o que ela chama de "cobertor de conforto". (Lou mostrou-se abraçando seu próprio cobertor de bebê.)
"A ideia de que um objeto pode proteger é, claro, uma ideia infantil", disse ela no vídeo que postou. "Penso que fazer é uma forma de proteção." Conhecida por suas esculturas monumentais e peças de parede incrustadas com mosaicos de contas de vidro tecidas e aplicadas individualmente, a artista de 50 anos explora há muito o significado encontrado no processo e no trabalho tradicionalmente associados ao artesanato e realizados por mulheres.
Lou está divulgando mais detalhes de "Apartogether" no Instagram, usando o identificador @liza_lou_studio. Ela publicará avisos regulares e vídeos ao vivo nas próximas semanas. Lou está incentivando as pessoas a compartilhar seu progresso, marcando as fotos com a tag @apartogether_art para que possam ser vistas e arquivadas no site apartogether.com. Ela espera que os grupos se reúnam no Zoom para conversar e trabalhar em seus projetos em tempo real.
"Eventualmente, quando todos saímos de nossas cavernas, quero pendurar os cobertores como banners", disse Lou. "As obras de arte se tornarão um registro de nossos dias e nosso tempo e uma espécie de monumento a esse período extra-ordinário."
Sua galeria, Lehmann Maupin, com escritórios em Nova York, Hong Kong e Seul, está comprometida em tornar os resultados acessíveis digitalmente e em explorar maneiras de exibir os cobertores juntos, de acordo com Rachel Lehmann, cofundadora da galeria. O trabalho de Lou, que é normalmente vendido na galeria na faixa entre USD 100.000 e USD 500.000, foi adquirido recentemente por instituições, incluindo o Albright-Knox em Buffalo, o Kemper Museum of Contemporary Art em Kansas City, Missouri, e o Museu de Arte de Cleveland.
"Está claro para mim por que ela é a primeira artista de nosso elenco a entrar em um projeto comunitário, porque ela faz isso com sucesso na África do Sul há 15 anos", disse Lehmann, referindo-se ao coletivo que o artista fundou na cidade de KwaZulu-Natal. Lá, ela trabalha com várias dezenas de mulheres de pequenos municípios em instalações de grandes dimensões de com miçangas tecidas, incluindo uma chamada “Continuous Mile”, um cilindro de corda enrolada medindo uma milha de comprimento e costurado com mais de 4,5 milhões de contas pretas.
"Trabalhar com miçangas estabelece uma conexão com uma luta antiga, uma luta que eu não conhecia", disse ela em uma palestra há vários anos no Corning Museum of Glass, no interior de Nova York. “Desde que estou na África, conheci mulheres que conseguem tecer mais rápido do que outras pessoas conseguem andar. A tecelagem é uma maneira de chegar a algum lugar. Coloca comida na mesa, tem presença no mercado. Se você pode tecer, talvez possa sobreviver.”
Lou, que nunca se interessou por artesanato e odiava costura, encontrou seu suporte depois de abandonar o recém-fechado San Francisco Art Institute, em 1989. Voltando brevemente para casa em Encinitas, Califórnia, no condado de San Diego, ela se inspirou na cozinha de sua mãe para construir um modelo em grande escala de uma cozinha americana. Ela usou uma paleta deslumbrante de contas brilhantes para cobrir cada centímetro de cada superfície, até os flocos de milho feitos um por um de papier-mâché em uma tigela. O que ela pensou que levaria alguns meses se transformou em cinco anos de aplicação manual com pinça e cola de uma conta de cada vez.
Agora, na coleção do Whitney Museum of American Art, “Kitchen” (1991-96) faz parte da exposição “Making Knowing: Craft in Art, 1950-2019”, até janeiro de 2021. “A maneira como 'Kitchen' é feita é tão intrinsecamente ligada ao significado de 'Kitchen' e à forma como ela amplia essa ideia de trabalho subvalorizado e oculto”, disse Elisabeth Sherman, curadora assistente do Whitney e co-organizadora da exposição, com Jennie Goldstein.
Sherman vê uma conexão direta da obra com o projeto de Lou para "Apartogether". "Ele fala de como todos estamos vivendo nossas vidas, apenas sobrevivendo com o que está ao nosso redor", disse a curadora. "Imagino que existem muitas pessoas que sempre quiseram tentar fazer algo assim, mas o dia-a-dia não lhes permitiu dedicar tempo a isso".
Lou quer incentivar a participar especialmente aqueles que não se consideram criativos. "As pessoas são mais úteis do que pensam", disse ela, acrescentando que planeja manter suas instruções livres e simples. Vá limpar seus armários. Esculpa um cantinho para trabalhar. Corte as roupas velhas em pedaços e veja o que acontece quando as costura. Se você preferir usar cola ou grampos ou tinta, não há problema.”
"Não estou interessada em perfeccionismo", disse ela, abordando este projeto como faria com uma residência artística, onde ela ofereceria tarefas e daria feedback.
Para artistas jovens ou emergentes que não tiveram muita exposição, participar do "Apartogether" é uma oportunidade de exibir seu trabalho em uma galeria. Mesmo para artistas bem estabelecidos e com suas próprias vidas de ateliê ocupadas, o projeto tem seu apelo.
O artista de Los Angeles Elliott Hundley, que trabalha com colagem, entrou imediatamente a bordo. "Sempre se pensa no mundo exterior quando você está naquele estúdio sozinho", ele disse. Hundley imagina que seu cobertor de conforto "será apenas outro pequeno local na sala que eu visito todos os dias".
Shinique Smith é outra artista de Los Angeles que trabalha com tecido e roupas velhas, embora raramente de forma colaborativa. "Mas eu gosto do som disso, porque posso participar a partir da minha solidão habitual e continuar conversando com outras pessoas, compartilhando intenções semelhantes e nossas próprias visadas de mundo", disse ela.
Em sua prática de estúdio trabalhando com mulheres na África do Sul, Lou testemunhou os efeitos profundos de se concentrar em algo pequeno. "As mulheres podiam estar lidando com algo caótico, e ainda assim havia muito conforto em saber que você podia se sentar com agulha e linha e fazer algo bonito", disse ela. "Essa ação se torna uma forma de resistência contra o que acontece ao nosso redor."
No início deste ano, Lou havia decidido não cumprir prazos em 2020 e apenas permitir que seu trabalho surgisse. Sem intenção, ela disse: "Limpei minha agenda para uma pandemia". Ela acha que os artistas, que estão acostumados a viver com a incerteza e a fazer coisas pelas quais muitas vezes não são pagos, aperfeiçoaram um conjunto de habilidades que podem ajudar outras pessoas a lidar com as próximas semanas e meses.
"Estar presente no meio do caos e usá-lo como adubo para o que você faz, é o que os artistas fazem", disse ela. "E nós podemos fazer isso juntos."
Sopa de Wuhan por ASPO (Aislamiento Social Preventivo y Obligatorio)
Sopa de Wuhan es una compilación de pensamiento contemporáneo en torno al COVID 19 y las realidades que se despliegan a lo largo del globo. Reúne la producción filosófica (en clave ensayística, periodística, literaria, etc.) que se publicó a lo largo de un mes –entre el 26 de febrero y el 28 de marzo de 2020–. La antología presenta a pensadores y pensadoras de Alemania, Italia, Francia, España, EEUU, Corea del Sur, Eslovenia, Bolivia, Uruguay y Chile. Sopa… junta en un volumen lo que ya es público y está al alcance de un click. Tan solo propone un “orden” de lectura, acerca algunos datos biográficos sobre les autorxs e intenta poner en una línea de tiempo una serie de debates. Busca reflejar las polémicas recientes en torno a los escenarios que se abren con la pandemia del Coronavirus, las miradas sobre el presente y las hipótesis sobre el futuro.
Autorxs: Giorgio Agamben, Slavoj Zizek, Jean Luc Nancy, Franco “Bifo” Berardi, Santiago López Petit, Judith Butler, Alain Badiou, David Harvey, Byung-Chul Han, Raúl Zibechi, María Galindo, Markus Gabriel, Gustavo Yañez González, Patricia Manrique y Paul B. Preciado
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ÍNDICE
La invención de una epidemia
Giorgio Agamben (26 de febrero)
El coronavirus es un golpe al capitalismo a lo Kill Bill...
Slavoj ŽiŽek (27 de febrero)
Excepción viral
Jean Luc Nancy (28 de febrero)
Contagio
Giorgio Agamben (11 de marzo)
Crónica de la psicodeflación
Franco “Bifo” Berardi (16 de marzo)
El coronavirus como declaración de guerra
Santiago López Petit (19 de marzo)
El capitalismo tiene sus límites
Judith Butler (19 de marzo)
Sobre la situación epidémica
Alain Badiou (21 de marzo)
Política anticapitalista en tiempos de coronavirus
David Harvey (22 de marzo)
La emergencia viral y el mundo de mañana
Byung-Chul Han (22 de marzo)
A las puertas de un nuevo orden mundial
Raúl Zibechi (25 de marzo)
Desobediencia, por tu culpa voy a sobrevivir
María Galindo (26 de marzo)
El virus, el sistema letal y algunas pistas...
Markus Gabriel (27 de marzo)
Reflexiones sobre la peste
Giorgio Agamben (27 de marzo)
Fragilidad y tiranía (humana) en tiempos de pandemia
Gustavo Yáñez González (27 de marzo)
Hospitalidad e inmunidad virtuosa
Patricia Manrique (27 de marzo)
Aprendiendo del virus
Paul B. Preciado (28 de marzo)
