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José Spaniol no Alfredo Andersen / Eduardo Mariz na Maria Martins
ANO 3 N. 100 / 12 de agosto de 2003








Projéteis de Arte Contemporânea
Inscrições prorrogadas até 22 de agosto
http://www.funarte.gov.br/concursos.htm


NESTA EDIÇÃO:
FILE 2003 no Paço das Artes, São Paulo
Claudio Cretti e Paulo Monteiro na Marília Razuk, São Paulo

José Spaniol no Alfredo Andersen, Curitiba

Eduardo Mariz na Maria Martins, Rio de Janeiro
Anna Bella Geiger e Vik Muniz no Paço, Rio de Janeiro
Videonoise no SESC, Macapá
Ciclo de Debates de Artes Visuais ARTE E ESTADO na FUNARTE, Rio de Janeiro
Curso Dispositivos Contemporâneos, por Sylvia Furegatti no Ateliê Aberto, Campinas


 


FILE 2003

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

13 de agosto, quarta-feira, 19h30

Paço das Artes
Av. da Universidade 1 - USP
São Paulo
Terça a sexta das 11h30 às 18h; sábados e domingos, das 12h30 às 17h30.
Visitas monitoradas:
11-3814-4832 Exposição até 24 de agosto de 2003.
MAIS INFORMAÇÕES E PROGRAMAÇÃO COMPLETA EM: http://www.file.org.br/file2003/index.htm

Com o advento das redes mundiais, com o avanço das novas tecnologias, com a interconexão das diferentes mídias, surgiu a necessidade de novos instrumentos que permitissem acompanhar a nova dinâmica de criação.  O acesso a enorme quantidade de trabalhos dispersos na rede mundial tornou-se extremamente trabalhoso, exigindo muito tempo de pesquisa e, normalmente, pouco eficiente quanto à localização do produto desejado.
 
O FILE surgiu para mudar este quadro no campo da criação. Muito mais que somente um arquivo, o file constitui-se numa rede de conexões e um catalisador de produções individuais e coletivas, oferecendo um material cada vez mais rico para o desenvolvimento de novos trabalhos e pesquisas.
 
O FILE já é uma realidade Brasileira para o acesso a arte, tecnologia e conceituação, sendo um dos maiores Bancos de trabalhos on-line disponíveis para pesquisadores, artistas, cientistas, professores, estudantes e interessados leigos.  Já oferece também uma série de facilidades off-line, tais como oficinas, navegações coletivas, mesas redondas e palestras.
 
Nos três últimos anos o FILE tem mostrado o que vêm acontecendo nas redes mundiais no que tange às artes digitais e eletrônicas constituindo hoje uma referência de estudo e pesquisa para a cultura eletrônica e a cultura digital, expusemos webarts, netarts, vida artificial, animações computadorizadas, tele-conferências em tempo real, realidades virtuais, filmes interativos, e-videos e robótica através de salas interativas e imersivas.

Promovemos o evento anual FILE-SYMPOSIUM que tem por objetivo criar um novo ponto de encontro, além do eixo euro-estados unidos, que discuta a cultura-digital eletrônica em suas relações internacionais, mas também que amplie a discussão sobre a cultura digital em sua extensão interdisciplinar e estabelecer assim uma conexão mais estreita entre outras organizações, bem como com intelectuais, pesquisadores, cientistas e artistas e desta maneira dar condições para que possamos refletir sobre a atual produção que vem sendo desenvolvida nesta área.
 
A partir de 2003 o FILE está inaugurando um novo evento que acontecerá simultaneamente e de forma integrada com o FILE 2003 e com o FILE-SYMPOSIUM 2003, este novo evento chama-se FILE HIPERSÔNICA, uma proposta voltada às manifestações e às experimentações que estão ocorrendo no âmbito da sonoridade eletrônica.


FILE Symposium 2003
Temas diversificados referentes aos estudos e pesquisas ligados às artes midiáticas e a cultura digital serão o foco das abordagens dos teóricos, artistas e pesquisadores presentes no FILE Symposium. A estética, o processo criativo, a política cultural, o código aberto, o direito autoral são algumas das pautas que serão apresentadas nas 20 palestras, 4 mesas redondas e 3 performances.


FILE Hipersônica 2003

O FILE Hipersônica 2003 estará realizando a sua primeira edição ao vivo no dia 16 (sábado) de agosto no Paço das Artes/São Paulo.Trata-se de sua versão físico-expositiva-performativa onde serão apresentadas instalações sonoras e performances de vários grupos em tempo real tanto de música eletrônica erudita, como de música pop eletrônica, onde serão apresentados Djs e Vjs através de aparelhagens específicas e instalações com projeções imersivas e experimentais.O FILE - Hipersônica propõe pensar as diversas conexões possíveis entre mundos dispares e incongruentes no intuito de potencializá-los, enriquecê-los e mixá-los, assim outras estratégias e experiências poderão ser trocadas e aprofundadas principalmente no que tange aos seus desenvolvimentos na cultura digital.

Quanto a sua versão on-line ela estará disponível a partir do dia 13 de agosto de 2003 através do site do hipersônica  onde o usuário poderá encontrar por volta de 72 horas de pura sonoridade eletrônica digital,bem como diversos trabalhos experimentais que mixam e exploram múltiplas táticas entre as imagens e as sonoridades.


Participantes:
Akuvido / Hanna Kuts, Viktor Dovhalyuk [Germany]
Alan Sondheim [U.S.A.]
Alex Davies [Austrália]
Alex Hessel [Alemanha]
Alexandre Torres Porres [Brasil]
Alexandre Ferrerich [Brasil]
André Felipe Teperman [Brasil]
Andrea Polli [U.S.A.]
Andrew Diey [England]
Andrew Garton [Austrália]
Aponaut [Germany]
Arcangel Constantini [México]
Ashis Mahapatra [U.S.A.]
AudioHyperspace [Germany]
Blackhole (Elke Utermöhlen Martin Slawig) [Germany]
Brett Ziegler [Canadá]
Brian Mackern / Jorge Haro [uy]
Carol-Ann Braun /Annie Gentes, Roland Cahen, Nicole Caligaris [France]
Chris Brown John Bischoff [USA]
Chris Funkhouse [U.S.A]
Christian Banasik [Netherland]
Christian Banazik [Germany]
Christoph Korn and Oliver August [Germany]
Coelho de Moraes [Brasil]
Colin Bright [Austrália]
Dj (s)Cally & Juice (G.S.I) [UK]
Dj Ali Kay [USA]
Dj Artek [USA]
Dj Bam Bam [USA]
Dj Banco de Gaia [England]
DJ Bolivia [Canadá]
Dj Cesar Delrio [Brasil]
Dj CHrIs Dee [Belgium]
Dj dascloser [USA]
Dj Dave Matthias [USA]
Dj Denise [USA]
Dj Dirty Ol Frank [USA]
Dj Dragn'fly [USA]
Dj Ellis Dee [U.S.A.]
Dj Floornoiz [Nettherlands]
Dj Inanna [USA]
Dj Jamesy [UK]
Dj JC [U.S.A.]
Dj jerome [[Netherland]
DJ JohnFalcon [UK]
Dj Jo-S [USA]
DJ Ken-Guru [Finland]
Dj Koroma [U.S.A]
Dj Kos [USA]
Dj Kyle Kush [USA]n
Dj Madame Buddafly [USA]
Dj malcolmpaul [UK]
Dj Mark Scaife [canadá]
Dj MC Flipside [Canadá]
Dj Mike Downey [USA]
Dj miss-remedy [Germany]
Dj Mucho Stylez [Germany]
Dj Ned Bouhalassa [Canadá]
Dj Number Nine [Canadá]
Dj Oliver Orzal [USA]
DJ Pacou [GERMANY]
Dj Ram [Rússia]
Dj Rap [U.S.A.]
Dj Relay [USA]
Dj Rick Fabris [USA]
Dj Terry Hulme [UK]
Dj Tony Vega [ES]
Dj Wank David Kattrup [Sweden]
Douglas Parson [Switzerland]
Eberhard schoener [Germany]
Eric Mark [Brasil]
Fatima Lasay [Philippes]
Francisco Manuel W. Palacios [México]
Franlin Valverde [Brasil]
Gearoid Dolan [USA]
Gintas K [Lithuania]
Gregory Chatonsky [France]
Grupo Madeirista Coletivo Madeirista - Joesér Alvarez/Rubens Vaz Cavalvante/Carlos
Moreira/Alberto Lins Caldas/Gláucio Giordani [BR]
Guilherme Soares [Brasil]
Hazel Smith Roger Dean [Austrália]
Helen Thorington [USA]
Igor Stromajer [Finland]
Ishii Haruo [Japan]
Jãnis Avotins [Latvia]
Jodele Larcher
Joe Farbrook [USA]
Karlheinz Essl [áustria]
K-Yun [usa] Lidia Zielinska [poland]
Luciano Bonachela Soares [Brasil]
Luiz Eduardo Castelhões [Brasil]
Mac Dunlop [U.K.]
Manu Luksh [UK]
Markus Michael Quarta [UK]
Martin Howse [UK]
Mathias Gommel + Ariane Andereggen [Germany]
Nikos stavropoulos [UK]
Nilson Pereira santos [Brasil]
Oliver Augst [Germany]
Pall Thayer [Iceland]
Palle Dahlstedt [SE]
Paul Glazier [Netherlands]
Paulo Hartmann [Brasil]
Pete Stollery [U.K.]
Philippe Hamelin [Canadá]
Pitoiset Émilie [France]
RADIO TELESCOPIO
Re:Combo Diego Credidio, Fernando Llanos, Filipe Cadena, h.d.mabuse, Mona V & Floe Tudor, Renu Iyer, Rodrigo Cruz [Brasil]
Ricardo Barreto [Brasil]
Richard Chartier [U.S.A.]
Rick Silva [U.S.A.] Ros Bandt [Austrália]
Sergio Maltagliati [Italy]
Sergio Pinto [Brasil]
SHELLEY JACKSON [U.S.A.]
Simon Richerdson [UK]
Stéphane [France]
Steven Yang / Peter Markatos, Sharif, Albert Brand, David Bassin, Gudrun Gut, Thomas Fehlmann, Tom Thiel, Walker, Rob Smith, Erik Eriksson, Rui Torrinha, Erik Vitelle, Jan Siegmund [China]
Stuart Pound /Rosemary Norman [England]
Tae Hong Park [U.S.A.]
Toni Pereira [Brasil]
Tree-axis cactus [USA]
Vicent [Espanha]
VJ Alexis [Brasil]
Vj John deKron [Germany]
Vj michaklein [Netherland]
WOWM
 

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Claudio Cretti
Paulo Monteiro


13 de agosto, quarta-feira, 19h30

Marília Razuk Galeria de Arte
Av. 9 de Julho 5719 loja 2
(entrada Rua Jerônimo da Veiga 62)
São Paulo   11-3079-0853
Segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 14h.
Exposições até 13 de setembro de 2003.
Preços das obras: R$ 1 mil a R$ 30 mil.
 
Depois de apresentar, em 2000, na Marília Razuk Galeria de Arte, 22 esculturas, resultado da bolsa Vitae de Artes que havia conquistado, Paulo Monteiro (1961, SP) volta à galeria agora para mostrar 20 gravuras (xilogravura e linóleo), série inédita realizada de 1999 para cá. O artista que integrou o elenco da Casa 7 e que expõe mais freqüentemente pintura, desenho e escultura volta nesta mostra a exibir sua produção de gravura, apresentada somente, em 1983, em sua primeira exposição. “Nesta série, meu interesse foi investigar o percurso da linha e com a gravura tenho a vantagem de corrigir e escolher esta linha quanto for preciso, antes de gravar”, declara o artista.

Em 2000, Paulo Monteiro participou da Mostra do Redescobrimento, em São Paulo, e de sua itinerância para a Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal, e também da exposição Em Torno do Desenho, no Centro Cultural Maria Antonia. Desde 1985, quando fazia parte da Casa 7 e participava da 18ª Bienal de São Paulo, o artista vem produzindo gravuras, desenhos, pinturas e esculturas. Realiza individuais e participa de importantes coletivas no Brasil, como da 22ª Bienal de São Paulo, em 1994, e no exterior, como da V Bienal de Cuenca, no Equador e da ARCO, em Madri, ambas em 1997, além da FIAC, em Paris, em 1999.

Paulo Monteiro inaugura em 4 de setembro próximo sua primeira exposição individual em Portugal, na galeria Lisboa Vinte Arte Contemporânea, onde mostrará esculturas, desenhos e gravuras desta mesma série.

Claudio Cretti (1964, Belém) também volta à Marília Razuk, nesta sua terceira  exposição na galeria, com trabalhos inéditos. O artista paraense - que muito cedo foi morar em Pirassununga (SP) e com 15 anos veio para a capital - traz nesta exposição série de cinco esculturas em mármore e granito.

Se em suas esculturas anteriores Cretti buscava formas que interiorizam a noção de limite, conforme dizia o crítico Lorenzo Mammi, nesta nova série de peças que se encaixam, ele  instiga o espectador a participar de uma espécie de jogo com este limite, sem que a obra se perca na realidade desse contato, como lembra Tadeu Chiarelli, no texto sobre o artista. Para o crítico, estas novas esculturas de Cretti habitam um espaço em negativo, que se alimenta do exterior sem nunca se deixar envolver ou ser envolvido por ele. “Vindas do desenho e da pintura, suas esculturas atuais parecem resgatar os invólucros que guardam as formas quando dentro de desenhos ou pinturas”, escreve Chiarelli.

Claudio Cretti realizou, nos últimos anos, individuais no Centro Universitário Maria Antonia (200/2001), no Centro Cultural dos Correios e na Marília Razuk Galeria de Arte (2000). Em coletivas, participou da mostra de desenhos Tecendo o Visível, no Instituto Tomie Ohtake (2003), da Genius Loci – O espírito do lugar, no Centro Universitário Maria Antonia e da Arco, em Madrid (2002).

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José Spaniol

13 de agosto, quarta-feira, 19h

Museu Alfredo Andersen
Rua Mateus Leme 336
Centro  Curitiba  PR
41-222-8262
cultura@pr.gov.br
Segunda a sexta, das 9h às 18h; sábados, das 10h às 16h.


Spaniol apresenta, em duas das três salas que abrigam a exposição, dois  prismas geométricos em grande formato que intitulou de "Biblioteca". Em cada face da obra, elaborada com cerâmica, cal e pigmentos, formaram-se espaços para a colocação de livros. Em volta da obra está uma balança.

"Há um contraste entre as peças", explica o artista, que apresentou o trabalho em primeira mão no Centro Europeu de Cerâmica, na Holanda. "Enquanto uma é sólida e presa ao chão, a outra gravita em volta dela, como se estivesse orbitando entre os volumes maiores".

Em uma terceira sala, Spaniol expõe "Espelhos", um trabalho já apresentado no Museu Alfredo Andersen no ano passado, durante o Salão de Cerâmica. "Quando se olha para as obras, há algo de utilitário, mas por outro lado não há nada disso", diz o artista, que acredita estar criando um vínculo com a arquitetura, uma vez que define as obras como "cápsulas de arquitetura".

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Eduardo Mariz
Meditabundo

 
14 de agosto, quinta-feira, 19h

Universidade Estácio de Sá
Galeria Maria Martins
Campus Tom Jobim
Centro Empresarial Barrashopping
Av. das Américas  4.200  bloco 11
Barra da Tijuca   Rio de Janeiro
21-2432-2527
Exposição selecionada pelos críticos Glória Ferreira e Luiz Camillo Osorio faz parte do conjunto de 12 escolhidas entre 240 participantes da décima edição do projeto Universidarte X em 2002.
Exposição até 30 de agosto de 2003.
 
"me.di.ta.bun.do - adj. 1 pensativo, meditativo  2 melancólico"
(Dicionário Michaelis Trilíngue - Edit.Klik)

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Anna Bella Geiger

Obras em arquipélago
Curadoria: Adolfo Montejo Navas

Vik Muniz
Retratos de revista

14 de agosto, quinta-feira, 18h30

Paço Imperial
Praça XV 48
Centro  Rio de Janeiro
21-2533-4407
Terça a domingo, das 12 às 18h.
Exposições até 12 de outubro de 2003.
Apoio: Galeria Fortes Vilaça, Transportadora Atlantis.


Anna Bella Geiger - Obras em arquipélago

A mostra reúne cerca de 90 obras, dos anos 60 até hoje, incluindo algumas inéditas, para apresentar uma nova leitura da produção de Anna Bella Geiger, através das matrizes que já sustentam sua poética.

O interesse da exposição da artista está centrado em três vertentes: na releitura da poética da artista à luz de outros conceitos, no resgate de diversas obras semiconhecidas e inéditas e na apresentação de novos trabalhos.

O título - Obras em arquipélago - sinaliza o que o curador quer estabelecer: "sintonia com a fragmentação e coesão reconhecidas na obra da artista. No arquipélago de formas que se desenha procura-se encontrar os interstícios e sintonias que há entre estes mesmos trabalhos. Para isso, foram criados espaços de novas relações entre períodos, obras, séries, vertentes, sempre fugindo do sentido cronológico", argumenta Navas.

A exposição está dividida em três segmentos:

- TERRITÓRIOS: obras viscerais – gravuras & cartografias de "Fronteiriços"(objetos mirabolantes que têm aspectos da gravura, da pintura e da escultura), incluindo os novos trabalhos; este grupo de obras estabelece a vinculação entre cartografías exteriores e interiores (cartografias dos mapas e do corpo);

- PASSAGENS: fotos conceituais, pintura e novos trabalhos pintura-desenho, além da série de gravuras "Local da ação"; este segmento registra a produção que está neste trânsito, onde a dúvida do território faz-se mais presente, o que inclui também a natureza de sua pintura;

- SITUAÇÕES: trabalhos gráficos, postais, livros-objeto, vídeos e documentos; são obras-passagens que respondem a circunstâncias e motivos concretos.

Além da existência de sua série mais emblemática, Fronteiriços, assim como do trabalho feito em vídeo, Indiferenciados, as últimas peças (todas de 2003) correspondem ao horizonte de Fronteiriços: a concha-orelha Sobre nácar, como Sobre Nadar, o altar de I’vus, I’vus, as duas versões de Ohren Athena e rRede, ganham outra nova objetualidade. Estes trabalhos diminuíram de volume, mas sua idéia surge mais independente do lugar-espaço. São obras em um mundo em estado de suspensão. A fragmentação linguística e cultural está chegando a outras paragens: há elementos independentes, mapas implodindo-se e partes reclamadas aproximando-se do âmbito do poema-objeto.

Na obra de Anna Bella Geiger o termo “ideologia” não descansa inteiramente no uso oficial mais comum, associado à política, apesar de haver obras como Burocracia e mapas, rolos e vídeos que evidenciam esta preocupação com a ideologia – pela desconstrução de uma interpretação codificada.

Deve ser entendida, segundo o curador, de forma mais ampla, como a possibilidade de constituir outro espaço para ela mesma, estabelecendo uma imagética cultural, sem exclusões partidárias. Um lugar reflexivo, imaginário, onde entrariam os símbolos e arquétipos, que tanto peso têm na sua obra. Nesta vertente figuram os modelos do inconsciente coletivo, expressados pelos símbolos tão onipresentes nesta exposição: a coluna, os signos judaicos, os ventos, a cartografia, o vazio.

O maior atributo da artista é a transformação fundacional: tudo é “passagem”, tanto os territórios estabelecidos e desmitificados, como as situações – passagens que respondem a circunstâncias.

- A artista mantém uma posição semiperiférica dentro da arte brasileira – sem associações com grupos e mais vinculada à vanguarda nacional e internacional pela razão da livre experimentação, e são precisamente os anos de 1990 os que permitem reler melhor a sua consistente poética independente e seu magistério artístico. O significado atingido pela gravura (novas experiências e desdobramentos), pela variedade de suportes utilizados, aplicados em conjunção, assim como reflexões congregadas sobre questões como o vazio, a fragmentação, a alteridade, e a própria periferia – em suma, a aliança de questões da modernidade e da pós-modernidade – faz sempre de sua obra (e desta exposição), uma aventura histórica, crucial dentro da arte contemporânea, que começa nos anos de 1960 e chega, até hoje, carregada de inquietudes não apenas estéticas, conclui Adolfo Montejo Navas.


Vik Muniz – Retratos de revista

O artista plástico brasileiro Vik Muniz, radicado há 20 anos em Nova York, apresenta uma série inédita de fotografias, intitulada Retratos de revista. As imagens são reconstituição do retrato de personalidades e personagens, que ele admira e|ou convive, com pequenas pastilhas feitas de papel recortado de revistas.

O ‘panteão’ brasileiro de Vik para esta mostra  reúne 12 pessoas (por ordem alfabética): Camila Pitanga, Fernanda Abreu, Francisco (vendedor de flores), Jaguar, Joãosinho Trinta, João Ubaldo Ribeiro, Lívia Monte (amiga), Luciana (manicure), Luiz Inácio Lula da Silva, Edson Arantes do Nascimento, Seu Jorge, Saint-Clair Cemin (artista plástico brasileiro radicado em NY).

O ponto de partida do artista foi a observação de retratos publicados em revista que mostram a intimidade das celebridades, ao mesmo tempo em que são essas publicações que tornam famosos quase anônimos. Vik se colocou a pergunta: como fragmentar e reconstruir a fisionomia das pessoas com pedaços de outras imagens e ainda assim mantê-las reconhecíveis?

Partiu então para fotografar cada um dos seus 'heróis'. De posse dos retratos, submeteu-os, em estúdio, a um processo de ampliação com lentes que ele próprio construiu e que produzem cromos de 20 x 25 cm, com definição extraordinária. A partir daí, remontou os retratos, a mão livre,  com pastilhas de páginas de revista, feitas com furador de papel. A última etapa é a foto da remontagem, enfim o formato final, em ampliações de até 230 x 180 cm, que dá a impressão de um desenho pontilhista.

O artista conta ter tomado certas liberdades na escolha das estampas, principalmente na indumentária dos personagens. Quando o Presidente Lula foi fotografado usava camisa azul. No trabalho final, a camisa tem as cores da bandeira brasileira. O  vestido de Camila Pitanga é confeccionado de imagens de nuvens que, para Vik, simbolizam feminilidade, a camisa do baiano de Itaparica João Ubaldo tem pedaços de fotos de mar. A cabeça de Seu Jorge é feita de milhares de imagens de mulheres, a camisa de Pelé, de recortes de grama. Para os rostos, Muniz usou principalmente revistas pornográficas que mostram mais pele.

Nascido em São Paulo, em 1961, Vik Muniz realizou 74 individuais e participou de 148 coletivas em quase 90 cidades pelo mundo, a partir de 1989. Teve individual no Metropolitan Museum de NY em 1998, onde tem também obra em acervo, no Whitney Museum de NY, MAM-RJ e MAM-SP em 2001, na Fundação Miró de Barcelona em 2002, entre outros museus, centros culturais e galerias das Américas, Europa e Japão; participou da Bienal de Veneza, de 2001, Bienal Internacional de São Paulo de 1998, de coletivas na Fundação Cartier|Paris, Tate Gallery|Londres e em outras dezenas de espaços.

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Videonoise
O Engraxate  20’- Plus Ultra
Sou Filho de H.O  5’ - Carlos Sansolo
C-T  4’ - Carlos Sansolo
O Grande Pierrô  7’ - Plus Ultra
Sonho de Suicida  5’ - Junior Nery
Ensaio da Vida Real  3’ - SEAMA


14 de agosto, quinta-feira, 17h

SESC Amapá
Centro de Atividades Araxá
Rua Jovino Dinoá   4311
Beirol   Macapá  AP
96-214-1323
sesc.cultural@uol.com.br
Entrada franca
Censura: maiores de 18 anos.

Videonoise
surge com o objetivo de valorizar e discutir produções cinematográficas experimentais (curta-metragens), criadas por diferentes diretores, produtoras independentes e vídeomakers profissionais e amadores de todo o Brasil.
 
O evento se estenderá ao longo de todo o mês de agosto, sempre às quintas-feiras, com uma hora de exibição, e trinta minutos reservados à debates com convidados especializados no assunto cinema, mais especificamente, filmes conceituais experimentais.
 
Esta primeira mostra conta com um acervo de quase 30 curtas (alguns já premiados), os quais variam de 1 a 30 minutos de duração, assinados por produtoras independentes cariocas, como os da Plus Ultra, Carlos Sansolo, Érika Freankel, e de videomakers amapaenses premiados ao longo das três edições do Festival Amapaense de Cinema Experimental.
 
Puramente conceitual, a mostra VIDEONOISE suscita no espectador uma busca à reflexão e à crítica; estudos sobre técnicas, estética, luz e linguagens cinematográficas. E visa ainda interagir e permitir uma troca de idéias e conhecimentos a cerca das produções contemporâneas experimentais exibidas, em tempo real, por meio da sala de discussão on-line, que será montada especialmente para o evento.

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Ciclo de Debates de Artes Visuais
Arte e Estado

13 de agosto, quarta-feira, 14h
Angélica de Moraes
Edson Barrus
Ricardo Basbaum

14 de agosto, quinta-feira, 14h
Marília Panitz
Nelson Leirner
Paulo Herkenhoff

15 de agosto, sexta-feira, 14h
Everardo Miranda
Tadeu Chiarelli
Umberto Costa Barros

FUNARTE
Palácio Gustavo Capanema
Auditório Gilberto Freire - Mezanino
Rua da Imprensa 16
Centro   Rio de Janeiro
Concepção e produção: Eliane Longo, Elisa de Magalhães, Fernando Cocchiarale, Ivan Pascarelli, Patricia Canetti, Wilton Montenegro, Xico Chaves.
Realização: Coordenação de Artes Visuais, DEARTE, FUNARTE e Ministério da Cultura.

Em continuidade ao “Projéteis de Arte Contemporânea – 2003”, a FUNARTE, reinicia no mês de agosto, nos dias 13, 14 e 15, o ciclo de debates Arte e Estado voltado para o setor de Artes Visuais.
 
Com a participação de artistas, críticos, produtores culturais, historiadores de arte, curadores, filósofos, professores e diretores de instituições, têm sido abordados assuntos relevantes tais como: Salões Nacionais e Regionais, seleção de artistas, programações de museus, exposições de artistas brasileiros no exterior, educação artística, publicações, ensino de artes, bolsas de pesquisas, fotografia e fotolinguagem, lei de incentivos, direitos autorais e outras questões referentes às políticas culturais para o setor de Artes Visuais.

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Curso
Dispositivos Contemporâneos por Sylvia Furegatti

29 de agosto a 28 de novembro de 2003

Ateliê Aberto
Rua Santos Dumont  323
Cambuí  Campinas  SP
19-3251-7937
Sextas-feiras, das 9h30 às 12h.
Valor: 3x de 150,00 ( primeira parcela no início do curso).
Inscrições abertas.

O curso pretende desenvolver um pensamento crítico organizado por meio da veia aberta pelas vanguardas artísticas do século XX como formadoras do estatuto da Arte Contemporânea.

Apoiando-se num repertório de imagens e textos críticos atuais serão analisados os critérios de aproximação entre arte e vida cotidiana. No sentido desse estreitamento, bastante questionado hoje em dia, verifica-se a desestabilização das visões cristalizadas que costumamos carregar sobre o objeto da arte e suas formas atuais.

 Através de referenciais teóricos sobre processos, grupos, vanguardas e artistas destacados por sua atuação ao longo dos séculos XX e XXI, será possível observar o discurso e conseqüente direcionamento adotado pelos artistas e  produtores de artes visuais em nosso tempo.

O contexto a ser trabalhado nas aulas abordará:
- As bases de repertório do processo criativo do século XX  (2 aulas)
- Os papéis do museu, do artista e da crítica especializada  (2 aulas)
- Uma seleção de linhas de pensamento ou das vertentes artísticas mais praticadas (6 aulas)
- Fator do público: formação de uma nova fruição estética, aceitação, acesso ou exclusão (2 aulas)
- Políticas e Espaços para a arte atual e o discurso crítico (2 aula)

Sylvia Furegatti é Doutoranda em História da Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP; Mestre pela mesma instituição; Especialista em Museus de Arte pelo MAC-USP, Bacharel em Artes Plásticas pela Unicamp.

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