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ANO 8 - N. 82 / 30 DE JULHO DE 2008

NESTA EDIÇÃO:
CIRCUITO  9ª edição do Festival de Inverno de Bonito: De natureza contemporânea, Bonito
Henrique Oliveira, Jurandy Valença, Nelson Crespo, Rachel Rosalen, Renata Barros, Tony Camargo e Estado de Exceção - Venha Ver a Coréia (Ver Você) no Paço das Artes, São Paulo
Waly Salomão no SESC Pinheiros, São Paulo
Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro – Memória e Projeção: Adriano Pedrosa e Leda Catunda no MAC Ibirapuera, São Paulo
Encontro com Jannis Kounellis na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro
Adriano de Aquino no Canal Brasil/Globosat
SALÕES&PRÊMIOS  Selecionados 7ª SPA das Artes Recife 2008
CURSOS E SEMINÁRIOS  Curso com Claudia Carliman na Eva Klabin, Rio de Janeiro
CANAL INFOS&LINQUES




Bruno Vieira - Água viva e Cidade na areia

CIRCUITO
9ª edição do Festival de Inverno de Bonito
De natureza contemporânea
Bruno Vieira, Douglas Colombelli, Gustavo Duarte, James Kudo, Tiago Giora

30 de julho a 3 de agosto de 2008

Curadoria de Rafael Maldonado

Galeria do Festival
Praça da Liberdade, Bonito - MS
www.festinbonito.com.br
Diariamente: 10-20h
Realização: Governo do Estado de Mato Grosso do Sul
Parceria: Prefeitura Municipal de Bonito

Enviado por Bruno Vieira bvieirab@gmail.com
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Wagner Morales - Mamãe, Papai, Eu Sou Um...

Temporada de Projetos 2007/2008
Henrique Oliveira

Jurandy Valença

Nelson Crespo

Rachel Rosalen

Renata Barros

Tony Camargo

Estado de Exceção - Venha Ver a Coréia (Ver Você)
Alice Shintani, Beom Kim, Eduardo Staszowiski, Giorgio Ronna, Junebum Park, Lina Kim, Marcelo Reginato, Raquel Gaberlotti, Roberto Galisai, Rodrigo Matheus, Rogério Lira, Wagner Morales

Curadoria de Marcelo Rezende

1º de agosto, sexta-feira, 19h

Paço das Artes
Av da Universidade 1, Cidade Universitária, São Paulo - SP
11-3814-4832 ou pacodasartes@pacodasartes.sp.gov.br
www.pacodasartes.org.br
Terça a sexta, 11h30-19h; sábados e domingos, 12h30-17h30
Em setembro, será lançado o próximo edital da Temporada, com validade para o biênio 2009/2010.
Renata Barros é a artista convidada desta edição da Temporada de Projetos.
A exposição coletiva foi baseada na obra de Giorgio Agamben.
Exposições até 21 de setembro de 2008

Sobre as exposições individuais

Sobre a exposição Estado de Exceção - Venha Ver a Coréia (Ver Você)

Enviado por Mariana Garcia mariana.garcia@conteudonet.com
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Waly Salomão
Babilaques

Curadoria de Luciano Figueiredo

31 de julho a 5 de outubro de 2008

SESC Pinheiros
Rua Paes Leme 195, Pinheiros, São Paulo - SP
11-3095-9400 / 08000-118220
www.sescsp.org.br
Terça a sexta, 13-22h; sábados, domingos e feriados, 10-19h
Assistência de curadoria: Omar Salomão
Está à venda nas livrarias Waly Salomão: Babilaques, Alguns Cristais Clivados, um livro com textos, escritos especialmente para esta exposição, de Luciano Figueiredo, Arnaldo Antunes, Arto Lindsay, Antonio Cícero e Ericson Pires, um poema de Armando Freitas Filho de 1984, dedicado aos Babilaques e fotos de Babilaques.

Enviado por Sofia Carvalhosa Comunicação sofiahc@uol.com.br
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28ª Bienal de São Paulo
Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro – Memória e Projeção: Adriano Pedrosa e Leda Catunda no MAC Ibirapuera, São Paulo

Coordenação: Luisa Duarte

31 de julho, quinta-feira, 19h30

MAC Ibirapuera - Auditório
Av. Pedro Álvares Cabral s/nº, Portão 3 – prédio da Bienal, 3º andar, Parque Ibirapuera, São Paulo - SP
11-5576-7600 ou bienalsp@bienalsaopaulo.org.br
www.mac.usp.br
Capacidade: 100 pessoas
Série de encontros é a primeira das cinco plataformas propostas para a 28ª Bienal de São Paulo. As sessões acontecerão até a primeira quinzena de outubro de 2008, contando sempre com a presença de dois convidados. E a partir da abertura da Bienal, no dia 26 de outubro, até o seu fechamento no dia 6 de dezembro, uma segunda parte deste ciclo de encontros se realizará aos sábados, às 11hs.

Enviado por Bruna Azevedo bruna@bienalsaopaulo.org.br
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Encontro com Jannis Kounellis
Participantes: Adriana Varejão, Antonio Dias, Paulo Venâncio Filho
Mediador: Paulo Reis

31 de julho, quinta-feira, 19h

Escola de Artes Visuais do Parque Lage - Salão Nobre
Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ
21-2538-1091 / 1879
www.eavparquelage.org.br
A iniciativa do encontro na EAV é do Instituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro e da Galeria Progetti. A vinda de Kounellis ao Brasil é uma realização da galeria de Paola Colacurcio e Niccolò Sprovieri que abre exposição do artista no dia 5 de agosto, com obras feitas no Rio especialmente para a ocasião.
O encontro contará com tradução simultânea.

Enviado por Maria da Gloria Lampreia mlampreia@uol.com.br
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Segunda temporada da série Catálogo
Adriano de Aquino no Canal Brasil/Globosat

31 de julho, quinta-feira, 20h15

Canal Brasil - Globosat Canal 66 NET
www.globosat.globo.com/canalbrasil

Catálogo é uma série criada e dirigida por Marcos Ribeiro e irá ao ar no Canal Brasil Globosat - 66 na NET. Os programas dão voz ao artista que revela seu processo de criação, mostra seu ateliê, suas obras e expõe sua visão da arte e são reprisados em horários diversos durante a semana.
Produção: Tv Imaginária Produções
Reapresentação: 25 de julho, sexta-feira, 6h30 e 8h40 e 28 de julho, segunda-feira, 8h40

Veja a programação

Enviado por Marcos Ribeiro mardear@terra.com.br
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SALÕES&PRÊMIOS
Selecionados 7ª SPA das Artes Recife 2008
Bolsas de incentivo à residência artística
Celina Portela e Elisa Pessoa (Rio de Janeiro - RJ)
Daniela Aguilar (Maceió - AL)
Letícia de Brito Cardoso (Florianópolis - SC)
Maíra Vaz Valente (São Paulo - SP)
Manuela Eichner (Porto Alegre - RS)
Rodrigo Paglieri (Brasília - DF)

Bolsas de incentivo à produção artística
Bruna Rafaella (Recife - PE)
Marina Rocha (Brasília - DF)
Bruno Faria (Belo Horizonte - MG)
Coletivo XEPA (Belo Horizonte - MG)
Gabriel Mascaro (Recife - PE)
Tiago Rivaldo (Rio de Janeiro - RJ)
Grilo (Recife - PE)
Bárbara Rodrigues (Recife - PE)
Grilo (Santana do Parnaíba - SP)
João Lin (Recife - PE)
Amanda Melo (Belo Horizonte - MG)

Comissão de seleção: Ana Luiza Lima, Noé Sérgio, José Patrício, Marta Penner, Paulo Meira

SPA das Artes Recife 2008
www.recife.pe.gov.br

Ao todo foram selecionados 17 artistas, entre nomes de Pernambuco e de outros estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Alagoas, Distrito Federal e Santa Catarina. Seis foram contemplados para as bolsas de Incentivo à Residência Artística e 11 para as de Incentivo à Produção. Para cada proposta em produção será destinado R$ 1,5 mil e para residência, R$ 2,5 mil. As intervenções, como são previstas no edital, serão realizadas pela cidade durante o SPA das Artes Recife 2008, que acontece entre os dias 7 e 14 de setembro. O evento, que permanece com sua vocação e interesse de ampliar as discussões que envolvem a produção das artes visuais em Pernambuco, difundindo-as nacionalmente e trazendo para cá o que acontece no circuito internacional, é uma realização da Secretaria e Fundação de Cultura da Cidade do Recife em convênio com a Sociedade de Amigos do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães.

Veja a programação e publique seu comentário no Salões & Prêmios

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CURSOS E SEMINÁRIOS
Curso com Claudia Carliman
Como Nova York Roubou de Paris a Cena das Artes Plásticas no Pós-Guerra

4, 5, 11 e 12 de agosto de 2008

Fundação Eva Klabin
Av Epitácio Pessoa 2480, Lagoa, Rio de Janeiro - RJ
21-3202-8550 ou cultura@evaklabin.org.br
www.evaklabin.org.br
Vagas: 80
Preço: R$ 340 (curso completo); R$ 90 (palestra avulsa). Desconto de 50% para estudantes e idosos

O curso apresentado por Claudia Carliman vai analisar os principais artistas, obras de arte e movimentos do pós-guerra aos anos 1970, passando pelo Expressionismo Abstrato, Arte Pop, Minimalismo, Body art e Land art. Um dos destaques é o surgimento do Expressionismo Abstrato e sua relação com a nova força econômica centrada em Nova York. Nos anos 1960, o advento da Arte Pop e sua ênfase na cultura de massa e a nova relação com o espaço nas obras Minimalistas serão discutidas. A crítica aos museus e instituições de arte nos trabalhos dos anos 1970 serão analisados através da Body art e Land art, movimentos do período.

Claudia Calirman é doutora em História da Arte pela City University of New York. Ministra cursos livres de história da arte moderna, contemporânea e latino-americana no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e conduz visitas guiadas ao MoMA, Metropolitan Museum e Solomon R. Guggenheim Museum em Nova York. Ela é professora visitante do David Rockefeller Center para Estudos Latino-Americanos da Harvard University. Claudia Calirman é professora-adjunta da Parsons New School of Design e colaboradora das revistas de arte Art in America e Art Nexus.

Veja a programação e publique seu comentário no Cursos e Seminários

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TEXTOS DO E-NFORME

Temporada de projetos do Paço das Artes apresenta fotografias, vídeos, instalações e pinturas de seis artistas selecionados

Mostra reúne obras de artistas que discutem a condição nômade pós-moderna, as clausuras urbanas, a violência, o processo de produção artística e os limites entre arte e realidade

A partir de 1º de agosto (sexta-feira), o Paço das Artes realiza a última exposição do ano da Temporada de Projetos, iniciativa da casa que há dez anos destaca a produção artística emergente e os rumos das artes visuais. Nesta exposição, a Temporada traz obras de Henrique Oliveira, Jurandy Valença, Nelson Crespo, Rachel Rosalen, a convidada Renata Barros e Tony Camargo. Em setembro, será lançado o próximo edital da Temporada, com validade para o biênio 2009/2010.

Em “# 07 Ensaios Sobre a Crueldade”, video-performance composta por sete atos, a artista Rachel Rosalen vive uma personagem inspirada no ícone literário Alice, criado pelo escritor inglês Lewis Carroll. Em contraponto a sua atuação, são exibidas fotografias de arquivos de imagens de guerra. A crueza das cenas fotografadas contrasta o figurino, cenografia e trilha sonora original do encantador filme (assinada por Thomas Rohrer e Antonio Panda Gianfratti). Dentro de uma estrutura de cinema expandido, a personagem narra uma história não-linear. Uma câmera fotográfica, apontada para Alice, representa simbolicamente uma arma, utilizada para a construção e a representação de uma sociedade vigiada.

Com a instalação “Relaxe”, Renata Barros questiona a violência e os “aprisionamentos urbanos” em contraste com a sensação de relaxamento indicada por epidermes de corpos nus em close. Assim, alguns vidros das paredes externas do Paço serão recobertos por fotografias de grades de segurança (plotadas sobre os vidros) que, paradoxalmente, protegem e “encarceram” as artes. Em uma sala, serão expostas ampliações fotográficas (em preto e branco) de janelas, cercas de arame farpado, portas e mais grades, registradas por Renata Barros nos últimos cinco anos. Já cenas típicas da vida nas grandes cidades (em velocidade acelerada) e closes lentos da superfície do corpo humano (mimetizando o ritmo da respiração) se intercalam em um vídeo, exibido em looping. Para completar, os visitantes são convidados a relaxar em confortáveis futons vermelhos.

Jurandy Valença, por sua vez, apropria-se de capas de livros antigos (feitas de tecidos e ilustradas em alto ou baixo relevo) para criar os títulos de sua “Biblioteca Particular”. São “Breviário de Estética”, “O Processo”, “The Waste Land”, “Insônia”, “A Comédia Humana”, “Mar Inquieto”, “Moby Dick”, “O Coração é um Caçador Solitário”, “Breve Romance de Sonho”, “Crimes Exemplares” e “Viagem ao Fim da Noite”. Seu processo de trabalho, iniciado em 2002, implica em escanear, ampliar e imprimir as imagens desses livros em papel fotográfico. As tramas do tecido que as envolve, as marcas do tempo e também de manuseio ganham nova perspectiva e relevo. Emolduradas, as obras ganham novos títulos e são agrupadas de modo a compor uma narrativa, ultrapassando a simples experimentação estética e ganhando status subjetivo.

Nelson Crespo utiliza cópias de passaportes, fotografias e documentos de viagem de seu acervo familiar para evocar o universo do viajante, do passageiro e do fugitivo na série “Sans Papier” (Sem documentos). A condição nômade da vida contemporânea serve de inspiração para que o artista desenvolva um jogo entre ficção e realidade, criando doze telas de pintura sobre fotografia. Desta forma, sua mostra se constrói a partir dos conceitos de fronteira e da definição de território.

Em duas telas e um painel, o paulista Henrique Oliveira traz para o primeiro plano a materialidade dos procedimentos pictóricos. Nas telas, a tinta acrílica é manipulada de diferentes formas, seja pela pincelada, escorrimento ou sobreposição de cores. O foco é a própria ação de pintar. A terceira obra a ser exibida remete à conhecida série Tapumes, em que o artista descontrói chapas de madeira aglomerada usada nas construções e cria com elas intervenções escultóricas que deformam os espaços onde são colocadas. Neste trabalho, porém, Oliveira transferiu os fragmentos coloridos da parede para o espaço do quadro, deixando ainda mais evidente a vocação pictórica de sua obra.

Já a continuidade entre a pintura e o mundo real é sugerida em uma série de oito telas produzidas pelo artista paranaense Tony Camargo, em que fotografias são justapostas a pinturas sobre metacrilato. Cada trabalho se dá a partir de uma imagem dirigida e editada por Camargo, destacando diferentes cenas e objetos banais do cotidiano. Ao lado de cada fotografia, está disposta uma pintura que propositadamente ressalta tons de cores presentes na situação retratada.

Os artistas selecionados pela Temporada de Projetos Paço das Artes têm a oportunidade de impulsionarem sua trajetória artística ao realizarem exposição em uma instituição de grande visibilidade pública e comprovado prestígio junto à crítica e a classe artística. A programação deste ano – composta por trabalhos de artistas selecionados no biênio 2006-2007 – já exibiu obras de Maria Nepomuceno e Débora Bolsoni, Diego Belda e Luiz Roque, além de ter promovido a primeira exposição sonora no país, Oidaradio, com curadoria selecionada de Kiki Mazzucchelli e Nick Graham-Smith.

Os artistas

Henrique Oliveira: graduado em artes plásticas pela USP e mestre em poéticas visuais pela mesma instituição, direciona sua produção principalmente à pintura, como suporte na ligação com o espaço arquitetônico. Vencedor de diversos prêmios, conta com seis exposições individuais e a participação em 25 coletivas, como as mostras “Something from Nothing”, no Centro de Arte Contemporânea de New Orleans, nos EUA (2008), “Futuro do Presente”, no Itaú Cultural, em São Paulo (2007), “CTRL _ C + CTRL_V/ Recortar e Colar”, no Sesc Pompéia, em São Paulo (2007) e “La Espiral de Moebius o Los Limites de La Pintura”, no Centro Cultural Parque da Espanha, em Rosário, na Argentina (2007).

Jurandy Valença: depois de cursar engenharia e comunicação, Jurandy Valença passou a se dedicar às artes plásticas. Há dez anos tem como foco a fotografia. Participou de mais de 25 exposições, entre individuais, como “Biblioteca Particular” no Centro Cultural São Paulo, em São Paulo (2006); e coletivas, como “Território Expandido II” no Sesc Pompéia, em São Paulo (2000), “Plastic.O.Rama” no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2005) e “Discordâncias” na Galeria Virgilio, em São Paulo (2005). Sua trajetória serviu de tema para documentário da emissora de televisão Sesc-Senac. Possui obras em acervos públicos e em coleções particulares. Atualmente é coordenador da Oficina Cultural Oswald de Andrade em São Paulo.

Nelson Crespo: filho de portugueses, Nelson Crespo, nasceu na Alemanha e reside na Inglaterra. É mestre em artes visuais pela Universidade de Artes de Londres, onde realizou estudos com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, de Lisboa. Em 2006, o projeto “Sans Papier” foi exposto na galeria Arte Contempo, na capital lusitana. No mesmo ano, obteve bolsa de investigação da Fundação Oriente, de Portugal, e recomendação do Departamento de Conservação de Papel da Tate Gallery, de Londres, para desenvolver residências no Centro de Artes Gráficas Contemporâneas e Coleção do Arquivo Gráfico Tyler e no Iwano Heizaburo Seishi-jo, ambos no Japão. Em 2005, foi selecionado pelo prêmio Bloomberg, que abrange os melhores trabalhos de formandos das universidades de ensino artístico do Reino Unido. Desde 2004, participou de diversas exposições, em países como Eslováquia, Alemanha, Estados Unidos, Portugal e Inglaterra.

Rachel Rosalen: arquiteta, mestre pelo Departamento de Multimeios da Unicamp, em 2003 recebeu bolsa residência da Fundação Japão para uma permanência de 13 meses em Tóquio e outras cidades japonesas. Expôs em diversos espaços culturais no Japão, como o Museu de Arte de Yokohama e Universidade Hosei. Foi residente também no YCAM (Yamaguchi Center for Arts and Mídia – o Centro Yamaguchi para Artes e Mídia) no Japão e no Wartech PP, na Suíça. Sua produção abrange obras em vídeo, performances telemáticas, video-instalações interativas, live performances e projetos baseados em bancos de dados e programações. Sua proposta é discutir as relações entre vida e morte, guerra, violência, mídia, erotismo, corpo e as grandes metrópoles contemporâneas.

Renata Barros: formada pela FAAP, complementou sua formação na universidade Sorbonne (França). Entre seus mestres estão os artistas Vick Machado, Carlos Fajardo, Cássio Michalany, Luiz Paulo Baravelli e Carmella Gross. Freqüentou o Ateliê de Belas Artes de Paris nos anos 80 e, no final da década de 90, mudou-se para a Alemanha após obter bolsa da fundação Heinrich Böll. Atualmente trabalha com vídeo e fotografia. Suas obras já foram expostas em cidades como Buenos Aires, Berlim, Bonn e Paris. Participou de diversas coletivas, como “Poéticas da Natureza”, no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (2008), “Soundcheck – in Silence”, no Kunstforum. em Bonn, na Alemanha (2007) e “Contemporains”, nas galerias Sycomore e Eduardo Fernandes de Paris, na França (2007).

Tony Camargo: premiado em 2005 pelo programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural, realizou exposições individuais na Casa Triângulo de São Paulo e, na capital paranaense, nos espaços Casa da Imagem, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Casa Andrade Muricy, Museu Metropolitano de Arte de Curitiba e Museu Alfredo Andersen. Entre as coletivas de que participou, estão “Minimalist and Conceptual Work by Brazilian Artists”, no Espaço Público de Exibições do Hotel Drake em Toronto, no Canadá (2007); “10 + 1, Geração da Virada, Os Anos Recentes da Arte Brasileira”, no Instituto Tomie Ohtake de São Paulo (2006); “Aquisições” no Museu de Arte Moderna de São Paulo (2006) e “Panorama da Arte Brasileira” no Museu de Arte Moderna de São Paulo (2005). Paranaense de Paula Freitas, reside atualmente em Curitiba.

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Paço das Artes realiza manifestação cultural “Estado de exceção – venha ver a coréia (ver você)”

Evento inspirado na obra de Giorgio Agamben investiga o imaginário da comunidade coreana em São Paulo, questiona estereótipos e preconceitos em obras de dez artistas e designers, naturais da Coréia do Sul, Brasil e Itália

A partir de 1º de agosto (sexta-feira), o Paço das Artes apresenta a manifestação cultural “Estado de Exceção - Venha Ver a Coréia (Ver Você)”, uma curadoria de Marcelo Rezende composta por vídeos, video-instalações, instalações e instalações fotográficas que se articulam em torno da idéia de excepcionalidade (nas mais diferentes formas) da comunidade coreana em São Paulo. As obras e ações são uma realização dos artistas coreanos Beom Kim e Junebum Park, dos brasileiros Alice Shintani, Giorgio Ronna, Lina Kim, Marcelo Reginato, Raquel Gaberlotti, Rodrigo Matheus e Wagner Morales, dos designers brasileiros Eduardo Staszowiski, Rogério Lira, ao lado do designer italiano Roberto Galisai.

Ao contrário de uma exposição, em que os trabalhos são amarrados por uma narrativa, o objetivo aqui é apresentar um evento contemporâneo, que corresponda à fragmentação do homem, do tempo e do espaço. Para tanto, Marcelo Rezende segue o conceito de “manifestação” proposto em 1982 pelo filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998), às vésperas de lançar seu célebre projeto “Les Immatériaux”, como um esforço de dar conta da sociedade no pós-modernismo. Segundo o curador, o formato de uma manifestação é o apropriado porque “não é representativa, não é explicativa, não é ilustrativa. A manifestação acontece”.

Como ponto de partida, Rezende se inspira no ensaio filosófico “Estado de Exceção”, escrito pelo pensador italiano Giorgio Agamben em 2003. “O livro trata da suspensão dos direitos do cidadão pelo Estado em períodos de ‘emergência’ (guerras, estado de sítios, por exemplo), mostrando como esse momento inicialmente de ‘exceção’ se tornou a regra na vida hoje”, explica. Dispositivo legal criado para extinguir os limites de atuação dos governantes em momentos de crise, o “estado de exceção” autoriza a supressão dos direitos dos cidadãos. Atualmente, tornou-se ferramenta empregada por governos de países desenvolvidos economicamente para controlar a circulação de cidadãos de países dito periféricos em aeroportos, portos e fronteiras (apresentando, como um dos argumentos justificativos, a luta contra o terrorismo).

Interpretação livre da tese de Agambem, “Estado de Exceção - Venha Ver a Coréia (Ver Você)” investiga a co-existência de grupos étnicos diferentes em um mesmo território espacial, que no entanto se mantêm como estrangeiros. Para tanto, questiona o que significa esse ‘estado de exceção’ na relação entre a comunidade coreana e a cidade de São Paulo. A proposta se desenvolve em torno da criação de um circuito entre os visitantes e a comunidade de imigrantes, como uma via de mão dupla capaz de incentivar a articulação entre territórios sem diálogo. Transformando, assim, o Paço das Artes em base para variadas trocas.

Da Coréia do Sul, o artista Beom Kim contribui com o vídeo “Untitled (News) / Sem Título (Noticiário)”, de 2002. A obra reúne diversas mensagens de conteúdo moralmente positivo, declamadas por apresentadores de telejornais noturnos do seu país, para exprimir o processo irônico do dia. Seu conterrâneo Junebum Park fornece para o evento outros dois vídeos, ambos de 2006. São “The Ocupation/A Ocupação” e “Puzzle/Quebra-Cabeças”, trabalhos que tratam da ocupação do espaço, no tempo, por um indivíduo ou uma comunidade.

O vídeo também serve como suporte para os brasileiros Wagner Morales, Raquel Garbelotti e Rodrigo Matheus, em duas obras concebidos especialmente para a ocasião. Em “Textual Community/Comunidade Textual”, Raquel Garbelotti e Rodrigo Matheus investigam os limites de se tentar, por meio da arte, dar voz a um grupo ou comunidade. As imagens que serão exibidas no vídeo são feitas a partir de cartazes de conteúdos diversos, como propaganda de óculos, perfume e cortes de cabelo, entre outros. Captadas ironicamente em seu lugar (site) de origem, o bairro do Bom Retiro, pouco ou nada revelam da condição de estar lá. Já na ficção “Mamãe, Papai, Eu Sou Um...” de Wagner Morales, uma situação familiar se converte, a cada seqüência, em episódios raciais, sociais e econômicos.

O gaúcho Giorgio Ronna se inspirou em uma noite no universo musical coreano dentro de São Paulo para criar uma video-instalação, mais um trabalho encomendado para a mostra no Paço. Por sua vez, na instalação “Seul”, a paulistana Alice Shintani utiliza embalagens de produtos da Coréia do Sul para reproduzir o universo visual de um típico mercado existente nos redutos coreanos de sua cidade natal. Lina Kim aborda a construção de um ambiente ao reunir textos e fotografias de diferentes partes do mundo na instalação “As Coisas que Não Existem”, de 2006.

Para simbolizar a união entre as duas comunidades (brasileira e coreana), Marcelo Reginato instiga o olfato dos visitantes com uma espécie de incensário, uma escultura em forma de duas colméias de grandes proporções. Cada uma traz, em seu interior, um incenso diferente: um de erva brasileira e outro de erva oriental. Ambas estão dispostas em sentido horizontal, em níveis diferentes, sem contato entre si. Enquanto os incensos queimam, suas fumaças e cheiros se misturam. Ao cair no chão, suas cinzas se fundem. O artista parte da simbologia do processo de queima para ilustrar o longo processo de quebra da insensibilidade, do esquecimento e do estado de exceção. A proposta é mostrar que o contato entre dois universos distintos é inevitável, mesmo que invisível (representa o pela mistura dos aromas dos incensos).

Finalmente, os designers brasileiros Eduardo Staszowski, Rogério Lira e o italiano Roberto Galisai construirão a instalação “Notícias Coreanas/Memórias e Histórias”. Usando computadores, auto-falantes e projetores, o trio cria um ambiente digital composto por duas faces, que coletará relatos e imagens de contatos entre brasileiros e coreanos.

Sobre a imigração coreana em São Paulo

A comunidade coreana em São Paulo começou a se estabelecer na cidade em 1963, com a chegada dos primeiros 103 imigrantes. Uma relação iniciada há 45 anos. Hoje, são cerca de 50 mil coreanos. Os bairros Aclimação, Liberdade e Bom Retiro concentram mais de 70% da comunidade. Existem na capital cerca de mil supermercados, mercearias, restaurantes e lojas especializados em artigos coreanos. Apesar dos dados estatísticos, a comunidade coreana é entendida pela cidade como estado de exceção permanente, sempre à espera de uma efetiva integração.

Os artistas

Alice Shintani: paulistana, neta de imigrantes japoneses, formou-se em engenharia de computação pela Unicamp. De 2002 a 2006, recebeu orientação de Dudi Maia Rosa em desenho e pintura, e freqüentou cursos de Carlos Fajardo, Thierry de Duve, Rafael Vogt, Marcio Selligman-Silva, Peter Pal Pelbart e Leda Catunda, entre outros. Participou, entre outros, do I Salão Paralelo à 26ª Bienal de São Paulo (2004), do 9o Salão Nacional Victor Meirelles, no Museu de Arte de Santa Catarina em Florianópolis (2006), tendo recebido o prêmio-aquisição. Esteve na coletiva “Arte Brasil-Japão” no MAC-USP em São Paulo (2008). Entre as exposições individuais que já realizou, estão “Quimera”, na Galeria Virgílio de São Paulo (2007) e “Estações”, para o Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2007).

Beom Kim: artistas natural de Seul, capital da Coréia do Sul, formou-se na Universidade Nacional de Seul e concluiu seus estudos na Escola de Artes Visuais de Nova York, nos EUA. Promoveu a mostra individual “Flowers/Flores” na galeria Trans Hudson de Nova York, EUA (2000). Também participou de coletivas como “Conceptual Art as Neurobiological Praxis/ Arte Conceitual como Prática Neurobiológica”, no espaço Thread Waxing de Nova York, EUA (1999), Bienal de Taipei, em Taiwan (1998), “Promenade in Asia/Passeio na Ásia” na galeria Shiseido em Tóquio, Japão (1997).

Eduardo Staszowski: designer estrategista paulistano, gerente de relações internacionais do Poli.Design, Consórcio do Politécnico de Milão, na Itália. Mestre em designer estratégico pela mesma instituição e em belas artes pela Academia St. Joost de Belas Artes e Design, em Breda, na Holanda.

Giorgio Ronna: artista plástico gaúcho, usa como suporte para sua produção o desenho, a fotografia e o vídeo. Transita, ainda, pela dança e pela literatura. Realizou a mostra individual “Nem Dia Nem Noite” no Museu de Arte do Rio Grande do Sul em Porto Alegre (2006). Participou da exposição coletiva “Comunismo da Forma”, na Galeria Vermelho em São Paulo (2007) e da 3ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre (2001).

June-bum Park: artista visual coreano. Formado em belas artes pela Universidade de SungKyunKwan, na Coréia do Sul, utiliza principalmente o vídeo como suporte para sua obra. Emprega diferentes técnicas de gravação, edição e produção para conferir um aspecto performático aos seus trabalhos e revelar os elementos formais da imagem em ação. Seu trabalho foi exposto na mostra individual “Videos”, na galeria Koch e Kesslau, de Berlim, Alemanha (2004). Participou também da 24ª Bienal de Xangai, na China (2004) e das coletivas “Seul Until Now!/Seul Até Agora!”, no espaço de exibições Charlottengorg, em Copenhague, na Dinamarca (2005) e “Elastic Taboos/Tabus Elásticos”, no museu Vienna Kunsthalle em Viena, na Áustria (2007).

Lina Kim: fotógrafa e artista plástica paulistana, radicada em Berlim, Alemanha. Seu trabalho foi destacado nas exposições individuais “Wrong Movie/Filme Errado”, realizada na galeria Fahnemann de Berlim, na Alemanha (2006) e “Arquivo”, no Teatro Nacional de Brasília (2005), entre outras. Além de participar da 25ª Bienal Internacional de São Paulo (2002), também esteve nas coletivas “Sublime”, na galeria Animal de Santiago, no Chile (2003) e “Transversal”, na Galeria Baró Cruz de São Paulo (2004).

Marcelo Reginato: artista paulistano, formado pela Fundação Armando Álvares Penteado em São Paulo, completou seus estudos em Milão, na Itália, na década de 80. Participou do 2º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no MIS em São Paulo (1984), da Bienal Latino-Americana de Arte Sobre Papel, em Buenos Aires na Argentina (1986), da 19ª Bienal de Arte de São Paulo (1987), da coletiva “Territórios”, no Instituto Tomie Ohtake de São Paulo (2002). Seu trabalho foi exposto, ainda, na Galeria Piero Cavellini, nas cidades Milão e Brescia, na Itália (1988/1989).

Raquel Garbelotti: artista multimídia paulista, vive e trabalha em São Paulo. Formada em artes plásticas pela Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, é mestre em artes pela Unesp. Leciona, desde 2004, no Departamento de Formação Artística do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, onde atua também como pesquisadora. Participou da exposição “Paisagem Sucessiva” na Casa Triângulo de São Paulo (2003), da 25ª Bienal Internacional de São Paulo, “Iconografias Metropolitanas” (2002), do “Panorama da Arte Brasileira’’ no Museu de Arte Moderna de São Paulo (2001) e da 26 Bienal Internacional de Pontevedra, na Espanha (2000). Paralelamente ao seu trabalho individual, realiza diversos projetos em parceria com outros artistas.

Rodrigo Matheus: artista multimídia paulistano, formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP. Realizou a exposição individual“Engeoplan”, que passou pela Galeria Box 4 no Rio de Janeiro (2006), Galeria Casa Triângulo em São Paulo (2005), Paço das Artes e Ateliê Caibro em São Paulo (ambos em 2003). Participou, ainda, do “Images Festival/Festival Imagens”, na galeria de arte da Universidade de York em Toronto, Canadá (2008), “Looks Conceptual ou Como Confundi um Carl Andre com uma Pilha de Tijolos” na Galeria Vermelho em São Paulo (2008), “MAM na Oca”, na Oca em São Paulo (2006), entre outros.

Roberto Galisai: designer italiano, mestre em design pela Faculdade de Design do Politécnico de Milão, Itália. Pesquisador e consultor do POLI.design, Consórcio do Politécnico de Milão, desde 2005 atua no programa de internacionalização, investigando temáticas relacionadas à inovação e ao design estratégico. No Brasil trabalha na implementação de uma agência do POLI.design em São Paulo e é responsável pelo relacionamento com os clientes e pelo acompanhamento da execução dos projetos brasileiros.

Rogério Lira: designer e pesquisador paulistano, mestre em design gráfico interativo pelo Instituto Sandberg de Amsterdã, Holanda. Profissional independente, desenvolve projetos de design para os setores culturais e de saúde publica, lecionou mídia digital nas academias de design holandesas de Arnhem, Eindhoven, Utrecht e Roterdã. Atualmente conduz pesquisa sobre as relações entre mídia digital e distúrbios psiquiátricos. Integra o comitê de seleção de bolsas do Fundo para as Artes, Design e Arquitetura em Amsterdã (Fundo BKVB).

Wagner Morales: Artista visual paulistano, trabalha com vídeo, fotografia, instalação e música. Cursou fotografia cinematográfica pela Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de Los Banhos, em Cuba. Após receber o prêmio de criação visual na 14º edição do festival Videobrasil em São Paulo (2003), realizou residência artística no Estúdio Nacional de Arte Contemporânea Le Fresnoy, em Tourcoing, França (2004). Sua obra esteve nas exposições coletivas “Fair_Play” em Lugano, na Suíça (2008) e “Fazer um Vídeo”, na Galeria Virgilio em São Paulo (2007). Seus trabalhos foram expostos também na Alemanha, Argentina, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Inglaterra, Grécia, México, Moçambique, Romênia e Uganda.

O Curador

Marcelo Rezende é autor do romance “Arno Schmidt” (Planeta, 2005) e do ensaio “Ciência do sonho - A imaginação sem fim do diretor Michel Gondry” (Alameda, 2005). Co-curador da exposição “Comunismo da Forma” (Galeria Vermelho, São Paulo, 2007) e da mostra “À la Chinoise” (Microwave International New Media Arts Festival, Hong Kong, 2007). Editor da revista Cultura e Pensamento (2007), projeto elaborado pelo Ministério da Cultura. Foi repórter do jornal Folha de S. Paulo (1993-1998) e correspondente em Paris do diário Gazeta Mercantil (1998-2003), além de repórter da revista Bravo!.

Sobre Giorgio Agamben

O filósofo italiano Giorgio Agamben é um dos mais influentes pensadores contemporâneos. Nascido em Roma, capital italiana, em 1942, é formado em Direito. Responsável pela edição italiana do pensador Walter Benjamin, foi professor da Universidade de Verona e da Universidade de Nova York (cargo que recusou em protesto à política de segurança do governo norte-americano). Sua produção literária tem, como principais temas, a política, a filosofia e a literatura. Entre suas obras lançadas no Brasil, estão “Homo Sacer: O Poder Soberano e a Vida Nua” (editora UFMG, Belo Horizonte, 2002), “Profanações” (Boitempo Editorial, São Paulo, 2005) e “Estado de Exceção” (Boitempo Editorial, São Paulo, 2007).

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Segunda temporada da série Catálogo - Programação

Enéas Valle
7 de agosto, quinta-feira, 20h15

Felipe Barbosa
14 de agosto, quinta-feira, 20h15

Leda Catunda
21 de agosto, quinta-feira, 20h15

Mauro Piva
28 de agosto, quinta-feira, 20h15

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