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www.canalcontemporaneo.art.br
ANO 6 - N. 136 / 27 DE NOVEMRO DE 2006


EDIÇÃO SIMPLIFICADA:
Sandra Gamarra na Leme, São Paulo
Gabriela Machado e Wagner Morales na Virgilio, São Paulo
Carmela Gross no Tomie Ohtake, São Paulo
Oswaldo Guayasamin na Caixa Cultural, Rio de Janeiro
Lançamento do livro Maciej Babinski Entrevistas, de Gisel Carriconde Azevedo, na FNAC, Brasília
DOCUMENTA 12 MAGAZINES - Conheça o projeto / Saiba como participar
"Visão Pós-Traumática do Déjeuner Sur l´Herbe", de Lenir de Miranda
CURSOS E SEMINÁRIOS
Seminário A Formação do artista no Hélio Oiticica, Rio de Janeiro
Fórum F. A. q: Perguntas Sobre Arte, Consciência e Tecnologia no SESC Avenida Paulista, São Paulo
ARTE EM CIRCULAÇÃO - Bienal ETC. Farpas: Relatório de um fiscal, por Alberto Simon
FÉRIAS DO CANAL
Funcionamento do Canal / Canal functioning
Envio de conteúdo / Content submission
Contato / Contact
Para deixar de receber os e-nformes / To quit our mailing list


Sandra Gamarra
Aquisições brasileiras

29 de novembro, quarta-feira, 19h

Galeria Leme
Rua Agostinho Cantu 88, São Paulo - SP
11-3814-8184 ou info@galerialeme.com
www.galerialeme.com / www.li-mac.org
Segunda a sexta, 10-19h; sábados, 10-17h
Exposição até 13 de janeiro de 2007

Sobre a exposição

Leia o texto de Carlo Trivelli

Enviado por Eduardo Leme info@galerialeme.com
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Gabriela Machado

Gabriela Machado
Desenhos

Wagner Morales
Fazer um vídeo

29 de novembro, quarta-feira, 20h

Galeria Virgilio
Rua Dr Virgilio de Carvalho Pinto 426, Pinheiros, São Paulo - SP
11-3062-9446 / 11-3061-2999 ou artevirgilio@uol.com.br
www.galeriavirgilio.com.br
Segunda a sexta, 10-19h; sábados, 10-17h
Exposições até 10 de janeiro de 2007

Sobre a exposição de Gabriela Machado

Leia o texto Tinta ao alvo, de Alberto Tassinari sobre Gabriela Machado

Sobre a exposição de Wagner Morales

Enviado por Balady + Amaral Ass. Comunicação balady.amaral@gmail.com
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Projeto Criatividade: Ação e Pensamento
Carmela Gross

28 de novembro, terça-feira, 20h

Instituto Tomie Ohtake
Av Faria Lima 201, Pinheiros, São Paulo - SP
11-2245-1900
www.institutotomieohtake.org.br
Terça a domingo, 11-20h
Exposição até 4 de fevereiro de 2007

Enviado por Marcy Junqueira marcy@pooldecomunicacao.com.br
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Oswaldo Guayasamin
Guayasamin: Uma América Pintada

Curadoria de Adolfo Montejo Navas

28 de novembro de 2006 a 7 de janeiro de 2007

Caixa Cultural
Av Almirante Barroso 25, Centro, Rio de Janeiro - RJ
21-2262-8152 / 2262-5483 ou remairj@caixa.gov.br
Terça a domingo, 10-22h
Realização: Prefeitura do Rio / Secretaria das Culturas
Co-patrocínio: Caixa

Enviado por Bia Caillaux beatriz@cwea.com.br
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Lançamento do livro Maciej Babinski Entrevistas, de Gisel Carriconde Azevedo

28 de novembro, terça-feira, 19h30

FNAC
Fórum de Eventos Brasília
SAI/SO Área 6580 LUC 149P, Guará, Brasília - DF
61-2105-2000
www.fnac.com.br

Editora: Círculo de Brasília
Páginas: 300

Enviado por Gisel Azevedo giselazevedo@hotmail.com
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DOCUMENTA 12 MAGAZINES - Conheça o projeto / Saiba como participar
Tema 2: "Visão Pós-Traumática do Déjeuner Sur l´Herbe", de Lenir de Miranda

Na Visão Pós-Traumática do Déjeuner Sur l´Herbe, o clima bucólico e sensual da pintura de Manet, seu assunto mundano, sua época histórica são substituídos por algo que nos assusta, por estar contextualizado na vivência do homem atual. Surge uma iconografia crítica, situada no contemporâneo. Neste caso da citação da pintura de Manet, há um trauma no ar da cidade: uma reflexão político-social, através da arte, das circunstâncias agressivas em que vivemos. Há sobras de guerra, sejam elas psicológicas, ideológicas, políticas, sociais, bacteriológicas, ecológicas: a cidade queimada, sobre uma Terra Desolada, numa referência a The Waste Land, de T.S.Eliot: “Vou revelar-te o que é o medo num punhado de pó.” (Waste Land-I)

No entanto não é apenas uma visão pessimista a partir das circunstâncias ordinárias da sobrevivência, pois ao fim e ao cabo, após uma Terra Desolada, alguém ainda oferecerá chá aos amigos. “Estarei sentada aqui, servindo chá aos amigos…” (Eliot - poem)

Lenir de Miranda
Artista plástica, Mestre em Poéticas Visuais pelo Instituto de Artes da UFRS, trabalha com pintura, desenho, imagens digitalizadas, vídeo, poemas, livros-de-artista, instalações.

Veja o trabalho e comente no blog documenta 12 magazines

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CURSOS E SEMINÁRIOS
Seminário A Formação do artista

5 e 6 de dezembro de 2006, 10-17h

Centro de Arte Helio Oiticica
Rua Luís de Camões 68, Praça Tiradentes, Rio de Janeiro - RJ
21-2242-1012 / 21-2232-4213 / 21-2242-1213
Exposição Linguagens Visuais: 10 anos: 5 de dezembro de 2006 a 5 de janeiro de 2007

Veja a programação do seminário e publique seu comentário no Cursos e Seminários

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CURSOS E SEMINÁRIOS
Fórum F. A. q: Perguntas Sobre Arte, Consciência e Tecnologia

30 de novembro, 1º e 2 de dezembro de 2006

SESC Avenida Paulista
Av. Paulista 119, Paraíso, São Paulo - SP
11-3179-3716 ou seminario@avenidapaulista.sescsp.org.br
www.sescsp.or.br
www.faq.art.br
Taxas de Inscrição: R$10, Trabalhador no comércio e serviços, matriculado e dependente; estudante; aposentado e professor da rede pública; R$ 15, Usuário matriculado no SESC; R$ 20, Demais interessados
Realização: SESC SP
Apoio: Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia

Veja a programação do seminário e publique seu comentário no Cursos e Seminários

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ARTE EM CIRCULAÇÃO - Bienal ETC.
Farpas: Relatório de um fiscal

ALBERTO SIMON

Dada a imensidão da Bienal, busquei uma constante que seja significativa da exposição inteira, uma vez que alguns exemplos dessa constante possam ser representativos do todo, sem que seja necessário falar de tudo.

De positivo, o fim das representações nacionais que torna possível uma autonomia curatorial, praxe em outras exposições, bienais ou não, no mundo inteiro, com uma ou outra exceção. O próximo passo seria se desvencilhar da obrigação de ter de se usar toda a extensão do pavilhão; a mostra se torna desnecessariamente grande demais e um tanto dispersa, o que tende a neutralizar a vantagem da autonomia curatorial, se é que concentração e consistência façam parte do projeto curatorial. E se por um lado essa autonomia possibilita um controle que abranja todos os aspectos da exposição, por outro lado senti um descuido por parte da curadoria que considero bastante problemático, e que deveria ser seriamente repensado, levando-se em conta que se trata de um componente estrutural que nessa bienal é fundamentalmente parte de sua concepção e programa.

Obra: 9 aros de arame farpado, de cerca de 1,5 m diâmetro cada, fixadas lado a lado ao longo de uma parede com uma distância de 0,5 m entre os aros, em altura constante, de Adel Abdessamed. Do texto na parede que identifica o artista e trata de esclarecer a obra: “O emprego do arame farpado na instalação escultórica Parede-Desenho se refere ao conceito de proteção das fronteiras, mais comumente conhecidas como lugares problemáticos. No entanto, o arame farpado é utilizado frequentemente na proteção do espaço privado no Brasil”.

O “lugar problemático” é aquele que as artes plásticas ocupam no mundo atual, e se pode inferir por um pequeno apanhado dos textos que acompanham as obras – e que devem elucidar o público visitante da 27.Bienal de São Paulo, “como viver junto” - que o problema maior vem de dentro, uma vez que a inconsistência no tratamento dado ao espectador/leitor revela uma desorientação por parte dos realizadores quanto ao lugar desse ‘lugar’: se no texto acima, o pressuposto é que o visitante seja uma tábula rasa, já que se explica para que serve e onde o arame farpado é normalmente usado ‘lá fora’ (fora da bienal), já ali o visitante é tratado como ‘iniciado’: “O procedimento de apropriação de Marepe se origina no conceito de ready made duchampiano”. Nesse caso, além do ready made, a suposição é que a marca ‘Duchamp’ seja reconhecível como ‘Nestlé’ ou ‘Toyota’, que o adjetivo ‘duchampiano’ faça parte do coloquial assim como os possíveis derivados ‘mondrianesco’, ‘picassóide’ ou ‘matíssico’ (só para ficar na categoria marcas famosas do século XX e não misturar laranjas com bananas). Já o conceito de ‘conceito’ (de proteção de fronteiras, de ready made) é usado indiscriminadamente para tudo, como se fosse ketchup. O “lugar problemático” se auto-mapeia usando uma cartografia não diferenciada, na qual a asserção é de que esse lugar está por toda parte.

Houve um esforço tremendo por parte da curadoria para acabar de vez com a percepção generalizada e estereotipada de que o/a artista plástico/a é um ser que vive trancafiado num atelier pintando, esculpindo ou bordando as bellas-artes a serem consumidas por um punhado de gente endinheirada e que ‘sim, a realidade não nos é alheia, temos uma participação ativa e decisiva no desenrolar dos acontecimentos de um mundo cheio de problemas’. A irrelevância das artes plásticas no desenrolar dos acontecimentos do mundo atual é negada, se não com unhas e dentes, então com ferramentas discursivas de legitimização que contém os vícios e cacoetes da indústria publicitária de antes do tempo em que se criaram os órgãos reguladores de proteção ao consumidor. Se existe o órgão regulador que torna mais difícil que se encontre escrito numa bula que o medicamento ‘X’ contém ingredientes que sejam ‘eficazes no tratamento da prisão de ventre, diarréia, úlcera, gastrite e reumatismo, assim como nos males da bexiga, dos olhos e dos nervos’, não existe um órgão semelhante que verifique o discurso promocional que serve de bula ou de instruções de uso para o visitante da bienal.

Leia a continuação e publique o seu comentário no blog Arte em circulação

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FÉRIAS DO CANAL
O último e-nforme do ano será em 22 de dezembro e o primeiro de 2007 em 15 de janeiro. As notícias deste período deverão ser enviadas com antecedência para serem veiculadas antes do recesso, portanto, até o dia 8 de dezembro de 2006. Para o ano de 2007, continuamos com nosso prazo de 15 dias de antecedência para o envio de material.

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