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AGENDA DE EVENTOS
Eu me desdobro em muitos no CCBB-RJ, Rio de Janeiro
Visita guiada com Joana Mazza e Milton Guran no CCBB-RJ, Rio de Janeiro
Patrizia D'Angello na Amarelonegro, Rio de Janeiro
Ocupação Flávio Império no Itaú Cultural, São Paulo
Armando Sobral na Funarte, Brasília
CIRCUITO Carlos Bevilacqua na Artur Fidalgo, Rio de Janeiro
SALÕES E PRÊMIOS
17º Salão Unama de pequenos formatos - Premiados
Residência Instituto Sacatar - Selecionados
CURSOS E SEMINÁRIOS
Visita guiada ao Instituto Inhotim com Iara Freiberg, Brumadinho
ARTEFORUM na UFRJ, Rio de Janeiro
Arte Contemporânea entre poética e política com Dária Jaremtchuk no Centro Universitário Maria Antônia, São Paulo
COMO ATIÇAR A BRASA
Mapas del corazón humano por Diana Fernández Irusta, La Nación
A cultura como palco de carreira política por Lucas Bambozzi
Abaixo-assinado SOS MIS: Primeiras 600 assinaturas em ordem alfabética
LIVRARIA DO CANAL Revista Tatuí n.11
André Parente, Auto-retrato
Eu me desdobro em muitos – a autorrepresentação na fotografia contemporânea
Alisson Gothz, André Parente, Bjorn Sterri, Cindy Sherman, Duane Michals, Fernanda Magalhães, Gerardo Montiel Klint, Gilbert & Georg, Helenbar, Luisa Burlamaqui, Martial Cherrier, Robert Mapplethorpe, ORLAN, Pierre & Gilles, Pierre Molinier, Philippe Perrin, Rodrigo Braga, Sofia Borges, Tatiana Parcero
Curadoria de Joana Mazza e Milton Guran
+
Mostra de vídeos
Alice Anderson, A.P. Komen & Karen Murphy, Cris Bierrenbach, Isabelle Lévénez, Martial Cherrier
Curadoria de Jean-Luc Monterosso
+
André Parente
Estereoscopia
31 de maio a 10 de julho de 2011
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março 66, Centro, Rio de Janeiro - RJ
21-3808-2020 ou ccbbrio@bb.com.br
www.bb.com.br
Terça a domingo, 9-21h
Leia o resumo na agenda Eu me desdobro em muitos / Mostra de vídeos / André Parente
english / english / english
Enviado por Liliane Schwob lilianeschwob@gmail.com
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Visita guiada
Eu me desdobro em muitos – a autorrepresentação na fotografia contemporânea
Joana Mazza e Milton Guran
1 a 4 de junho de 2011, 17-19h
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março 66, Centro, Rio de Janeiro - RJ
21-3808-2020 ou ccbbrio@bb.com.br
www.bb.com.br
Terça a domingo, 9-21h
Enviado por Liliane Schwob lilianeschwob@gmail.com
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Patrizia D'Angello, Banquete-Babilônia
Patrizia D’Angello
Banquete Babilônia
Curadoria de Daniela Name
31 de maio, terça-feira, 19h
Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea
Av. Visconde de Pirajá 111, loja 2, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ
21-2549-3950 ou amarelonegro@amarelonegro.com
www.amarelonegro.com
Terça a sexta, 14-19h; sábado, 11-16h
Exposição até 24 de junho de 2011
Leia o resumo na agenda
english
Enviado por Amarelonegro amarelonegro@amarelonegro.com
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Flávio Império, Folha de Palmeira (Foto: Ding Musa)
Ocupação
Flávio Império
2 de junho a 17 de julho de 2011
+
Ciclo de debates
Ana Paula Koury, Carlos Alberto Martins, Jacopo Crivelli, Loira, Marcelina Gorni, Marcia Benevento, Marcio Medina, Paulo Von Poser, Sérgio Ferro, Susana Yamauchi, Zé Celso
2 a 5 de junho de 2011
+
Mostra de Filmes
2 a 5 de junho de 2011
Itaú Cultural
Avenida Paulista 149, São Paulo
11-2168-1776/1777 ou instituto@itaucultural.org.br
www.itaucultural.org.br
Terça a sexta, 9-20h; sábado, domingo e feriado, 11-20h
Veja a programação dos debates
Veja a programação dos filmes
Sobre a exposição
Leia o resumo na agenda
english
Enviado por Cristina R. Durán cristina.duran@conteudonet.com
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Armando Sobral
Prêmio Funarte de Arte Contemporânea - Ocupação dos Espaços Funarte
Armando Sobral
Labitinto Ver-o-Peso
2 de junho, quinta-feira, 19h
Complexo Cultural Funarte – Galeria Fayga Ostrower
Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Brasília – DF
61-3322-2076/2029 ou visuaisbsb@funarte.gov.br
Segunda a domingo, 9-21h
Exposição até 31 de julho de 2011
Leia o resumo na agenda
english
Enviado por Iara Martorelli visuaisbsb@funarte.gov.br
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Carlos Bevilacqua
CIRCUITO
Carlos Bevilacqua
Volta
6 de maio a 11 junho de 2011
Artur Fidalgo Galeria
Rua Siqueira Campos 143, ljs 147 a 150, 2° Piso, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ
21-2549-6278 ou contato@arturfidalgo.com.br
www.arturfidalgo.com.br
Segunda a sexta, 10-19h; sábado, 10-14h
Leia o resumo na agenda
english
Enviado por Romualdo Marques arturfidalgo@globo.com
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SALÕES E PRÊMIOS
17º Salão Unama de pequenos formatos - Premiados
Grânde Prêmio
Danielle Fonseca - Pará - A dobra somo nós
Prêmio especial "Graça Landeira"
Ramon - Pará - Xilografias Hq1, 2 e 3
Prêmios Aquisitivos
Claudia Hersz - Rio de Janeiro - Broken China
Erinaldo Cirino - Pará - Interseção III
Reynaldo Candia - São Paulo - Teu amigo que te quer
Comissão de Premiação: Armando Queiroz (PA), Elza Lima (PA) e Geraldo Teixeira (PA)
Leia a informação completa e publique seu comentário no blog Salões e Prêmios
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SALÕES E PRÊMIOS
Residência Instituto Sacatar - Selecionados
O Instituto Sacatar tem a satisfação de anunciar a chegada de um novo grupo de artistas contemplados, cada um, com um período de residência de oito semanas de duração em sua sede, na ilha de Itaparica, Bahia. Os futuros residentes chegarão a Salvador no dia 6 de junho de 2011 e logo seguirão para o Sacatar, onde permanecerão até 1º de agosto do mesmo ano.
Ao todo seis artistas foram premiados com bolsas para o Sacatar. Destes, três são brasileiros e outros três são artistas internacionais (dois norte-americanos e uma japonesa), sendo que um dos residentes já esteve no Sacatar anteriormente e retornará à Bahia por convite do Instituto.
Artistas Contemplados
Alice Miceli – Brasil
Felipe Lara – Brasil
Gerald Cyrus – EUA
Lucimar Bello – Brasil
Maggie Smith – EUA
Mari Ogihara – Japão
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CURSOS E SEMINÁRIOS
Visita guiada ao Instituto Inhotim
Ministrante: Iara Freiberg
Durante o passeio, os participantes terão a oportunidade de conhecer de perto um rico acervo de obras de arte (pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, vídeos e instalações) de artistas nacionais e internacionais (Adriana Varejão, Cildo Meirelles, Vik Muniz, Hélio Oiticica,Paul McCarthy, Zhang Huan etc.), além das belezas naturais do Parque Tropical, onde se encontra uma das maiores coleções botânicas do mundo e cujo projeto contou com a colaboração do paisagista Roberto Burle Marx.
3 a 5 de junho de 2011
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CURSOS E SEMINÁRIOS
ARTEFORUM
A atividade cultural, promovida pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, tem o objetivo de reunir a reflexão teórica e a produção artística de estudantes da UFRJ e de outras universidades, além de apresentar jovens artistas e grupos que já começam a despontar na cena cultural. O evento tem o apoio do Banco do Brasil, da CAPES, do CNPq, da FUJB, e da Globo Universidade.
Serão realizadas exposições, conferências, interferências, performances, intervenções e ocupações. Sempre tendo como foco a questão da transversalidade e as intersecções na arte por meio de suas diversas linguagens como a música, a literatura, as artes plásticas, o cinema, a televisão, o vídeo, a dança e o teatro, bem como pelo uso de suas ferramentas multimídia e das novas tecnologias.
4 e 5 de junho de 2011
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CURSOS E SEMINÁRIOS
Arte Contemporânea entre poética e política
Professora: Dária Jaremtchuk
A questão da insuficiência da estética como produtora de significado, que tornou-se relevante no universo das artes visuais desde a década de 1960, é discutida no curso, tendo como base as relações da produção artística com outras práticas sociais e temas como a arte não colecionável e os deslizamentos entre história e ficção, com destaque para obras de Thomas Demand, Atlas Group, Ai Weiwei e Jeff Wall, entre outros.
Período de realização: 6, 13, 20 e 27 de junho, segundas-feiras, 16 às 18h
Valor: R$170
Descontos: 20% para estudantes e professores, 40% para terceira idade e 30% para Associação de Amigos do Maria Antonia
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COMO ATIÇAR A BRASA
Mapas del corazón humano
Matéria de Diana Fernández Irusta originalmente publicada no caderno Cultura do jornal La Nación em 20 de maio de 2011.
Pareja sentimental y creativa, los brasileños André Parente y Katia Maciel proponen temáticas subjetivas y nuevas fronteras para las instalaciones audiovisuales
"Quiero ver lo que tú estás viendo de mí dentro de ti." Mientras resuena esta frase, un hombre y una mujer se miran. Contemplamos en una enorme pantalla el rostro de uno de ellos, compuesto por infinidad de pequeños rostros del otro. Fractales que llevan al infinito la invocación formulada verbalmente, esa lógica fundante del amor: verse en los ojos del otro, ser sólo a partir de esa mirada. La complejidad de la instalación no se detiene aquí: la mutua visión que la funda no es más que el producto de una convención, la del campo y contracampo cinematográficos. Largamente entrenados en el lenguaje audiovisual, interpretamos la sucesión de planos y la continuidad de miradas que se establecen entre ellos como el registro de dos personas que están paradas una frente a la otra.
A este recurso heredado del cine analógico, André Parente, autor de la obra, suma las posibilidades del medio digital y logra la prodigiosa articulación de imágenes que se contienen a sí mismas y el zoom que nos sumerge en ellas. Así, en un solo trabajo, el artista logra interrogar los vínculos humanos, los códigos de la narración visual, el poder de las construcciones simbólicas y los recursos materiales que permiten expresarlas. Como si de otro juego fractal se tratara, Estereoscopia incluye las principales líneas que dan forma a Infinito paisaje , la espléndida muestra que Parente y su mujer, Katia Maciel, exhiben en el Espacio Fundación Telefónica.
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COMO ATIÇAR A BRASA
A cultura como palco de carreira política
LUCAS BAMBOZZI
Me permito dar uma palavra sobre as questões que envolvem o MIS porque acompanho os caminhos do Museu com uma atenção bem especial. Vim morar em São Paulo em função de um convite do Amir Labaki (com Ricardo Ohtake na Secretaria de Cultura) para coordenar o departamento de vídeo do MIS. Foi uma empatia imediata, com todos que ali trabalhavam, e também pelo que o Museu era e poderia vir a ser – uma perspectiva particularmente fascinante. Era uma de suas melhores fases, entre 93 e 95, tudo fervilhando, muitas possibilidades e acontecimentos em todas as áreas, mas música, cinema, vídeo, design e fotografia, os departamentos existentes, ainda eram coisas mais ou menos separadas. As confluências se intensificaram nos anos seguintes, deixando perdidos muitos que se julgavam donos e detentores de uma linguagem estanque.
Esse incômodo, de que os meios se transformam, de que as linguagens se cruzam e o que era absoluto deixa de ser, era sentido na programação, nos debates, nos corredores e nas reuniões de coordenação – instigados pela necessidade de intersecção e reflexão que as mudanças instigavam. O Museu ficava cheio constantemente, mas tenho a sensação de que isso acontecia não apenas pela programação, mas em especial por conta das reuniões semanais da ABD e pelo bar e restaurante, que sendo único na região, reunia e fazia permanecer muita gente ali, não apenas por conta das mostras e exposições, mas muitas vezes concorrendo com ela. Ou seja o público que realmente se adentrava nas salas não era exatamente maior do que o de hoje, quando havia menos engarrafamento na Av Europa e há muito mais ofertas de fruição de imagem e som, dentro de casa, diante das telas que se multiplicam e relativizam a hegemonia do cinema. Não haviam oficinas, não havia estrutura de produção, não haviam possibilidades de trabalhos laboratoriais, não havia um público tão diversificado (e diferenciado – sic) como há hoje.
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COMO ATIÇAR A BRASA
Abaixo-assinado SOS MIS: Primeiras 600 assinaturas em ordem alfabética
Abaixo-assinado em favor da manutenção do foco do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e da autonomia das Organizações Sociais de Cultura.
Faça a sua adesão online no Petição Pública (depois confirme clicando na mensagem que lhe será enviada na sua caixa postal).
Veja a lista das primeiras 600 assinaturas e publique seu comentário no blog Como atiçar a brasa.
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LIVRARIA DO CANAL
Revista Tatuí n.11
Autores: Afonso Luz, Ana Luisa Lima, Beatriz Lemos, Clarissa Diniz, Kiki Mazzucchelli, Lucas Bambozzi, Marcio Harum, Marcio Shimabukuro, Mayra Redin, Micheline Torres, Paulo Nazareth, Ricardo Basbaum, Ricardo Resend
Editoras: Ana Luisa Lima e Clarissa Diniz
Preço: R$ 8
Formato fechado: 21 x 15 cm
Nº páginas: 90
Impressão: cor
Capa: lombada
Tiragem: 1500
Peso: 100g
Realização: independente, Recife (PE)
Patrocínio: Funcultura | Apoio: MXM Gráfica e Editora
Leia a informação completa, publique seu comentário e saiba como comprar na Livraria do Canal
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TEXTOS DO E-NFORME
Programação - Ciclo de debates
No Espetáculo
Marcio Medina, Susana Yamauchi e Zé Celso
Mediação de Marcelina Gorni
2 de junho, quinta-feira, 19h30
Na Arquitetura
Carlos Alberto Martins e Sérgio Ferro
Mediação é de Ana Paula Koury
3 de junho, sexta-feira, 19h30
No Plano do Objeto
Jacopo Crivelli e Loira
Mediação de Marcelina Gorni
4 de junho, sábado, 17h
Na Sala de Aula
Marcia Benevento e Paulo Von Poser
Mediação de Marcelina Gorni
5 de junho, domingo, 17h
volta ao topo volta ao tema
Programação - Mostra de filmes
2 de junho
15h: Os Doces Bárbaros
17h: Bixiga, a Bela Vista do Palco Brasileiro
3 de junho
15h: Absurdos Ou Os Doze Trabalhos de Flércules
16h10: Profeta da Fome
4 de junho
15h: Os Doces Bárbaros
17h: Bixiga, a Bela Vista do Palco Brasileir
19h30: Flavio Império em Tempo
5 de junho
15h: Absurdos Ou Os Doze Trabalhos de Flércules
16h: Profeta da Fome
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Sobre a exposição
Ocupação Flávio Império chega vestida de festa
A segunda mostra neste ano da série Ocupação traz uma faceta menos conhecida desse artista de múltiplas linguagens: a serigrafia; o espaço expositivo segue o seu espírito festeiro, amante da produção coletiva e cultuador de amigos; o evento marca, ainda, o início dos trabalhos de digitalização do seu acervo e da construção do site sobre sua vida e obra, com apoio do Itaú Cultural
Com a arquiteta e cenógrafa Vera Hamburger na coordenação e concepção de conteúdo, Helio Eichbauer na cenografia; organização e coordenação geral do Núcleo Artes Cênicas do instituto, apoio e empenho de amigos, como a artista visual Renina Katz, e depoimentos de outros tantos, como a cantora Maria Bethânia, a artista visual
Maria Bonomi e o arquiteto e artista visual Flávio Mota, o Itaú Cultural oferece ao público, de 2 de junho a 17 de julho, a Ocupação Flávio Império.
Grande instalação em homenagem ao artista, a Ocupação Flávio Império marca, ainda, o início dos trabalhos de digitalização do acervo que leva o seu nome e da construção do site sobre sua vida e obra. Os dois projetos vão ser postos em andamento ainda neste ano, com o apoio da instituição que abriga a mostra.
Em 120 m2 do piso Paulista do instituto essa Ocupação mescla o ambiente do atelier do artista ao das festas juninas com os santos João, Pedro e Antonio, que ele tanto
apreciava. O espaço encarna os valores desse arquiteto, professor, desenhista, gráfico, pintor, cenógrafo e figurinista, que se destacou nacional e internacionalmente
em cada uma das formas artísticas que experimentou. Filmes, debates, e a exposição de 16 matrizes serigráficas originais completam o cenário no qual as pessoas podem serigrafar os seus próprios trabalhos, inspirados nessas obras.
“Em um recorte radical, frente à multidisciplinar e vasta obra de Flávio, centramos o foco em sua atuação em serigrafia, através da visualização das telas matrizes originais e da experimentação ao vivo da atuação no atelier montado na exposição”, adianta Vera.
De acordo com ela, as telas criadas, produzidas e utilizadas por ele na elaboração de inúmeras gravuras e bandeiras, figuram hoje como quadros pintados, quase sem
querer, ao longo do tempo e por conta do acaso criativo. “São peças que guardam as marcas da ação das impressões realizadas, do oscilar entre a tinta e a lavagem”, diz. Na exposição, elas ganham o status de obra.
Flávio Império nasceu em 1935. Nos anos 60, já formado em arquitetura, foi um dos fundadores, com Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, do Teatro de Arena. Também trabalhou no Oficina, com Zé Celso Martinez Correa. Criou a cenografia de peças importantes como Um Bonde Chamado Desejo, de Tennesse Williams, Roda Viva, de Chico Buarque, A Falecida, de Nelson Rodrigues, Labirinto, com Walmor Chagas. São dele, ainda, os cenários de grandes shows dos anos 70, como Pássaro da Manhã, Rosa dos Ventos e Vinte Anos da Paixão, de Maria Bethânia, e de Doces Bárbaros, com Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Bethânia. O percurso foi compartilhado em diversas ocasiões como o cenógrafo Hélio contemporâneo de Flávio, Hélio Eichbauer que hoje assina o cenário dessa Ocupação.
Morreu em 1985, poucos meses antes de completar 50 anos. Deixou um vasto legado artístico e um enorme rastro de alunos para quem deu aula durante 14 anos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e também de amigos que se recordam de seu espírito agregador e criativo.
Exposição
As reproduções de três obras do artista, representando os santos juninos, e um texto de apresentação abrem o espaço expositivo da Ocupação Flávio Império. Em seguida, o público encontra exemplares de matrizes de serigrafia originais, produzidas e utilizadas por ele na realização de gravuras em papel ou em bandeiras de tecido. Imagens capturadas por Flávio em suas andanças pelo país, originalmente em super8 ou em suporte fotográfico, apresentam personagens e figuras de seu interesse, como o mangará, o coração da bananeira; os campos das tecedeiras, amigos.
As janelas do Itaú cultural servem de suporte parareproduções de obras em serigrafia. No centro do espaço expositivo, uma construção em tecido surge como se fosse uma árvore, cuja copa formada de bandeirolas de tecido, fitas e guizos. Uma lona de algodão cobre todo o piso e apresenta imagens de desenhos e esboços de projetos e
escritos do artista, referentes à sua experiência na área da serigrafia.
Painéis usados para a cenografia e, muitas vezes, base da pintura do artista – revestem as paredes brancas originais do espaço que também oferece livros e publicações existentes sobre o artista para a livre consulta do público.
Ao som das músicas cantadas por Bethânia, em shows para os quais Flávio fez a cenografia, o visitante pode trabalhar na grande mesa de atelier sobre reproduções de
telas desenhadas por Flávio Império, com o apoio de monitores. No dia da abertura, o artista visual Paulo Von Poser, o ilustrador Andrés Sandoval e a cenógrafa Loira, todos eles amigos de Flávio, abrirão a mesa do atelier fazendo trabalhos inspirados nas serigrafias dele.
Site, filmes e debates
Completando a exposição o site Ocupação Flávio Império traz depoimentos de parceiros de trabalho, pesquisadores e familiares. O espaço do auditório dá lugar a um ciclo de encontros discutindo o papel do artista nas diversas áreas de atuação.
No dia 2 de junho (quinta-feira), às 19h30, o dramaturgo Zé Celso e o cenógrafo Marcio Medina e a coreógrafa Susana Yamauchi capitaneiam o debate No Espetáculo, com mediação de Marcelina Gorni, arquiteta e urbanista cujo mestrado teve como tema Flávio Império. No dia seguinte, 3 (sexta-feira), mesmo horário, o arquiteto Sérgio Ferro – que trabalhou com ele e com Rodrigo Lef`èvre até se exilar na França em virtude da ditadura militar brasileira, onde vive até hoje, e recebeu a comenda de Chevalier des Arts et des Lettres – e o também arquiteto Carlos Alberto Martins falam na mesa Na Arquitetura. A mediação é de Ana Paula Koury, igualmente arquiteta e
urbanista, além de professora e autora do livro Grupo Arquitetura Nova: Flávio Império, Rodrigo Lefèvre e Sérgio Ferro, Romano Guerra (Edusp/Fapesp, 2003)
Às 17h do dia 4 (sábado), em No Plano do Objeto o tema é artes visuais e é discutido pela cenógrafa Loira, e o curador italiano Jacopo Crivelli, com mediação de Marcelina Gorni. Na Sala de Aula encerra o ciclo de debates no dia 5, também às 17h, com o artista Paulo Von Poser e a arquiteta Marcia Benevento, mediação de Marcelina.
No ciclo de filmes, dia 2 (quinta-feira), às 15h, e dia 4 (sábado), mesmo horário, é apresentado o longa-metragem Os Doces Bárbaros. Com cenografia de Flávio, este
é um documentário sobre a turnê dos baianos, dirigido por Jom Tob Azulay. Nesses dois dias também, mas às 17h, é exibido o documentário Bixiga, a Bela Vista do Palco
Brasileiro, de Inês Cardoso, que utiliza, postumamente, imagens do filme super 8 feto por Flávio em suas andanças pelo país. Ainda na quinta e no sábado, às 19h30,
é exibido o documentário Flavio Império em Tempo, de Cao Hamburger e Raimo Benedetti.
Sexta-feira, 3, às 15h, é a vez de Absurdos Ou Os Doze Trabalhos de Flércules, espetáculo de dança do do Balé da Cidade, de 1984, no qual Flávio colaborou na
concepção geral, roteiro e direção além dos cenários, figurinos e iluminação, tendo a seu lado Suzana Yamauchi, Loira Cerroti e Caca Andreatta. Na mesma data, às 16h10
é projetado Profeta da Fome, de Maurice Capovilla, de 1969, cenografado por Flávio.
Domingo, 5, às15h, voltam a ser apresentados Absurdos, e às 16h, Profeta da Fome.
Acervo Flávio Império
A realização deste evento só foi possível graças a existência do Acervo Flávio Império. Produto da dedicação de familiares, amigos e parceiros do artista, reunidos na
Sociedade Cultural Flávio Império. Através do apoio de instituições como Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, Fapesp, CNPq, IEB USP e FAU USP, essa associação sem
fins lucrativos, deu o respaldo necessário à implementação do Projeto Flávio Império, para preservar e divulgar a sua obra e pensamento.
Sob coordenação geral de Amélia Império Hamburger, irmã do artista, importantes ações de divulgação da obra ganharam espaço – como a exposição retrospectiva Flávio Império Em Cena, no SESC Pompéia, em 1997, e o livro Flavio Império, organizado pela parceria de Amélia e Renina Katz, publicado da EDUSP em 1999, entre outras – e o acervo tomou forma. Seu rico conteúdo é de completude rara, tanto no que permite a visualização e compreensão sobre a trajetória de um artista, sua obra multidisciplinar e pensamento, quanto no que diz respeito à historiografia das manifestações artísticas do país num período de efervescência cultural (1955 – 1985).
Catalogado, acondicionado e organizado, este material oferece subsídios à pesquisa acadêmica, em diversas áreas, assim como apoio à realização de eventos expositivos plurais - exposições, instalações, vídeo e cinema – como este que se apresenta.
“Esse projeto faz parte de uma ação do Itaú Cultural empenhada em apoiar acervos de artistas brasileiros, como os de Leonilson e Hélio Oiticica”, informa Selma Cristina
da Silva, gerente do Centro de Documentação e Referência do instituto. “Consiste no incentivo à organização e digitalização dos materiais, construção de base de dados
e sites para a divulgação do conteúdo do acervo”, completa ela, afirmando que essa ação se apoia no tripé formado pela conservação, preservação e divulgação desses acervos ao público.
Projeto Ocupação
A Ocupação Flávio Impérioé a nona da série de “ocupações” promovida pelo instituto desde 2009 e a segunda de 2011. Como as demais, ela reafirma o compromisso da instituição com a preservação do patrimônio cultural e artístico do país. Dessa exposição resultará uma publicação sobre a trajetória do artista.
Criada para fomentar o diálogo da nova geração de artistas com os criadores que a influenciou, a série de ocupações no Itaú Cultural integra o trabalho perene do instituto com programas como o Rumos, que há 13 anos incentiva a produção contemporânea colaborando para o aprimoramento de criadores, a difusão de suas obras e a reflexão sobre a arte atual.
As edições anteriores foram dedicadas à apresentação da produção de artistas referenciais das artes visuais (Nelson Leirner e Abraham Palatnik), do teatro (Zé Celso), da literatura (Paulo Leminski e Haroldo de Campos), da música (Chico Science), do cinema (Rogério Sganzerla) e da arte cibernética (Regina Silveira). Esse espaço permite que vários perfis de público tomem contato com a obra desses artistas, e, ainda, que a instituição direcione sua ação educativa para o aprofundamento e a compreensão de seu papel no universo artístico e social.
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