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MG/RJ/SP/Alemanha/Itália/México Dynamic Encounters - Berlim-Veneza 2011 / Suzana Queiroga na Anita Schwartz
ANO 11 - N. 33 / 12 DE MAIO DE 2011

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AGENDA DE EVENTOS
Daniel Senise na Casa França-Brasil, Rio de Janeiro
Territórios na Galeria Penteado, Campinas
O desvio é o alvo no Projeto Entretanto, São Paulo
Lançamento do livro Julio Villani: It's [a ga]me, São Paulo
VII Encontro arte&meios tecnológicos - Parte 3 na FASM, São Paulo
Ricardo Toledo na FAOP, Ouro Preto
CIRCUITO
Suzana Queiroga na Anita Schwartz, Rio de Janeiro
Ester Grinspum na Galeria Transversal, São Paulo
Lucas Bambozzi no Laboratorio Arte Alameda, Cidade do México
SALÕES E PRÊMIOS
Bolsas de Incentivo à Formação/Oficinas - Centro de Formação em Artes Visuais (Cfav) 2011 - Selecionados
24ª Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade / Iphan
CURSOS E MEMINÁRIOS  Dynamic Encounters - Berlim-Veneza 2011
COMO ATIÇAR A BRASA
Façam suas apostas por Nina Gazire, Istoé
Assaltantes roubam obras de arte de caminhão em SP por Pedro Leal Fonseca, Folha de S. Paulo
Artistas de Recife deslocam eixo criativo para o Nordeste por Silas Martí, Folha de S. Paulo

Daniel Senise na Casa França-Brasil
Daniel Senise

Daniel Senise
2892

14 de maio a 10 de julho de 2011

Casa França-Brasil
Rua Visconde de Itaboraí 78, Centro, Rio de Janeiro - RJ
21-2332-5120 ou info@casafrancabrasil.rj.gov.br
www.casafrancabrasil.rj.gov.br
Terça a domingo, das 10-20h

Leia o resumo na agenda
english

Enviado por Meio e Imagem meioeimagem@gmail.com
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Territórios na Galeria Penteado
Laerte Ramos, Non Skid (anti derrapante), 2010

Territórios
Cesar Fujimoto, Diego Castro, Estefânia Gavina, Hebert Gouvea, Laerte Ramos, Pedro Hurpia

14 de maio, sábado, 9h30-13h

Galeria Penteado
Rua Coronel Quirino 1592, Cambuí, Campinas - SP
19-3251-4211 ou info@galeriapenteado.com.br
www.galeriapenteado.com.br
Segunda a sexta, 9h30-18h30; sábado, 9h30-13h
Exposição até 4 de junho de 2011

Leia o resumo na agenda
english

Enviado por Galeria Penteado info@galeriapenteado.com.br
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O desvio é o alvo, no Projeto Entretanto
Iara Freiberg, Sem título, série Projeções, 2003-2011

Entretanto
O Desvio é o Alvo
Adriano Costa, Alexandre B., Ana Mazzei, Andre Stu, Bhagavan David, Bruno Baptisteli, Bruno Palazzo, Bruno Storni, Clara Ianni, Cristiano Lenhardt, Daniel de Paula, Daniel Scandurra, Deyson Gilbert, Guilherme Peters, Henrique Cesar, Iara Freiberg, Michel Zózimo, Pedro Maia, Roger Satoru, Virginia de Medeiros, Wallace Masuko

Curadoria de Fernando Oliva e Luisa Duarte

13 a 15 de maio de 2011

Projeto Entretanto
Rua Groenlândia 448, Jardim Paulista, São Paulo - SP
11-2892-3270
Sexta, sábado e domingo, 14-22h

Leia o resumo na agenda
english

Enviado por Marcy Junqueira marcy@pooldecomunicacao.com.br
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SP-Arte - Lançamento do livro
Julio Villani : It's [a ga]me

Textos de Michael Asbury e Philippe Piguet

14 de maio, sábado, 14h

SP-Arte - Stand Livraria da Travessa
Pavilhão da Bienal – Parque do Ibirapuera
Avenida Pedro Álvares Cabral s/nº, Portão 3, São Paulo - SP
www.sp-arte.com
Mediante apresentaçao do convite ao lançamento, paga-se meia entrada para a SP Arte.

Enviado por Betina Zalcberg b.zalcberg@noos.fr
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VII Encontro arte&meios tecnológicos - Parte 3
Anos 1960-1970: Waldemar Cordeiro e Mira Shendel

Ministrantes: Denise Agassi, Marcelo Salum

19 de maio, quinta-feira, 19-22h. Inscrições até 17 de maio de 2011.

Faculdade Santa Marcelina - FASM - Sala 207
Rua Dr. Emílio Ribas 89, Perdizes, São Paulo - SP
11-3824-5800 Ramal 808 ou pos-graduação@fasm.edu.br
www.fasm.edu.br

Programação completa do encontro

Enviado por Ananda Carvalho anandacarvalho@gmail.com
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Ricardo Toledo na FAOP
Ricardo Toledo, s/ título

Ricardo Toledo
Matriz

Curadoria de Daniela Labra

13 de maio, sexta-feira, 20h

Fundação de Arte de Ouro Preto - FAOP
Rua Getúlio Vargas 185, Rosário, Ouro Preto - MG
31-3551-2014 ou faop@faop.mg.gov.br
www.faop.mg.gov.br
Segunda a sexta, 12-18h; sábado e domingo, 9-14h
Exposição até 5 de junho de 2011

Leia o resumo na agenda
english

Enviado por Ricardo Toledo 1ricardotoledo@gmail.com
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Suzana Queiroga na Anita Schwartz
Suzana Queiroga

CIRCUITO
Suzana Queiroga
Flutuo por ti

5 de maio a 4 de junho de 2011

Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua José Roberto Macedo Soares 30, Gávea, Rio de Janeiro - RJ
21-2274-3873/2540-6446 ou galeria@anitaschwartz.com.br
www.anitaschwartz.com.br
Segunda a sexta, 10-20h; sábado, 12-18h

Leia o resumo na agenda
english

Enviado por Beatriz Caillaux beatriz@cwea.com.br
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CIRCUITO
Ester Grinspum
Armas e Delicadezas

7 de maio a 11 de junho de 2011

Galeria Transversal
Rua do Bosque 206, Barra Funda, São Paulo - SP
11-3392-5287
Terça a sexta, 11-20h; sábado, 11-14h

Leia o texto de Paulo Herkenhoff

Leia o resumo na agenda
english

Enviado por Paula Vianna paulavia@gmail.com
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CIRCUITO
Lucas Bambozzi: o espaço entre nós e os outros

Curadoria de Christine Mello

14 de abril a 12 de junho de 2011

Laboratorio Arte Alameda
Dr. Mora 7, Centro, Cidade do México – DF – México
52-55-5510-2793 ou info.artealameda@gmail.com
www.artealameda.bellasartes.gob.mx
Terça a domingo, 9-17h, quarta, 9-22h

Leia o texto de Christine Mello

Leia o resumo na agenda
english

Enviado por Ananda Carvalho anandacarvalho@gmail.com
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SALÕES E PRÊMIOS
Bolsas de Incentivo à Formação/Oficinas - Centro de Formação em Artes Visuais (Cfav) 2011 - Selecionados

O Centro de Formação em Artes Visuais – CFAV da Prefeitura do Recife finalizou na última terça, 26/4, o processo de seleção para ocupação anual da pauta de oficinas em 2011. Foram selecionados 9 projetos que receberão um prêmio/bolsa no valor de R$ 3.000,00 a R$ 4.000,00.

Os premiados irão ministrar oficinas que farão parte da programação de ações da instituição ao longo do ano. A instituição recebeu ao todo 71 projetos, de candidatos de diversos estados, como Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.Os critérios de avaliação foram: Apresentação do Projeto, Conteúdo da Oficina, Viabilidade do Projeto e Adequação do projeto ao CFAV.

Comissão de seleção: Beth da Matta, Juliana Notari, Mabel Medeiros, Marcio Almeida, Renata Gamelo

Selecionados:

Micheline Silva Torres de Almeida
Oficina: Performance - Compartilhando, Roubando e Emprestando Simultaneamente

Paulo Eduardo Moretto
Oficina: Cartazística: Arte,Cultura e Criação de Cartazes

Lia Letícia Ferreira Leite
Oficina: Técnomanias: Usos Digitais para Equipamentos Analógicos

Isac de Menezes Galvão
Oficina: Introdução ao Storyboard: Uma Abordagem Prática

Daniela Castro
Oficina: Curadorismo

Renato Jorge Valle
Oficina: Desenho

Marcio Harum
Oficina: Caderno de notas práticas nº 3

Oscar Manoel Salazar Malta
Oficina: Videoarte - Teoria e Prática

Claudia Herszenhut
Oficina: Corpo/Objeto - Corpo/Abrigo

Leia a informação completa e publique seu comentário no blog Salões e Prêmios

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SALÕES E PRÊMIOS
24ª Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade / Iphan

Estão abertas as inscrições para a 24ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, que este ano está inserido nas comemorações do Ano Internacional do Afrodescendente e homenageia os 100 anos de nascimento do artista plástico Caribé.

Cada ação só poderá ser inscrita em um das sete categorias previstas no edital. Os candidatos, pessoas físicas ou jurídicas, deverão apresentar um dossiê, ilustrado para caracterizar plenamente a atividade. Comissões presididas pelas Superintendências do Iphan em cada unidade federativa promoverão a pré-seleção das ações correspondentes aos seus estados ou Distrito Federal. Em seguida, as ações pré-selecionadas serão encaminhadas para a Comissão Nacional de Avaliação. Os resultados serão anunciados no mês de outubro. Os vencedores de cada categoria serão premiados com troféu e R$ 20 mil.

Inscrições até 8 de julho de 2011

Informações para o artista sobre o custo-benefício de editais
As informações abaixo, todas de caráter objetivo, copiadas do edital, servem para ajudar o artista iniciante a decidir sobre a sua participação no evento em questão. Leia sobre esta iniciativa do Canal no Salões&Prêmios.

GANHO PARA INSCRITOS: nenhum

GANHO PARA PRÉ-SELECIONADOS:
- As ações não vencedoras serão incorporadas ao Arquivo Aloísio Magalhães, do IPHAN, salvo se os responsáveis por sua inscrição solicitarem sua devolução ao Departamento de Articulação e Fomento

- As ações não vencedoras poderão a critério do Departamento de Articulação e Fomento, ser disponibilizadas, parcial ou integralmente, para consulta no portal institucional do IPHAN.

- Os concorrentes não agraciados com a premiação nas 07 (sete) Categorias receberão um Certificado de Participação expedido pelo IPHAN.

GANHO PARA PREMIADOS:
- O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, atribuído a uma única ação representativa por categoria, será constituído de um troféu, um certificado e R$ 20.000, a serem descontadas as obrigações tributárias para pessoa física ou pessoa jurídica. O valor líquido será depositado por meio de ordem bancária, na conta do vencedor.

- As ações vencedoras serão incorporadas ao Arquivo Aloísio Magalhães, do IPHAN, em Brasília.

- As ações vencedoras poderão a critério do Departamento de Articulação e Fomento, ser disponibilizadas, parcial ou integralmente, para consulta no portal institucional do IPHAN.

CUSTOS OPERACIONAIS:
- A inscrição será feita por meio de ficha própria fornecida pelo IPHAN (Anexo 1), acompanhada do dossiê que apresenta a ação, resumo e materiais ilustrativos

- Os projetos poderão ser inscritos por via postal exclusivamente aos cuidados da Superintendência Estadual do Iphan, observado o local do território onde a ação foi desenvolvida.

- O dossiê será digitado utilizando a seguinte configuração: tipo da letra – Arial; tamanho 12; espaço entre linhas simples e editor de texto WORD. É obrigatória a apresentação de um resumo da ação, com a mesma configuração do dossiê, utilizando o modelo Anexo 2, com o objetivo de facilitar a divulgação das ações junto à imprensa. Ambos serão entregues em meio físico (impresso) e meio digital (CD).

- Além da parte textual, também integrará o dossiê: elementos iconográficos, audiovisual ou qualquer outra espécie de material ilustrativo ou produto que possibilitem a plena caracterização da atividade, tais como desenhos, fotografias, slides, mapas, cartazes, folhetos, revistas, livros, DVD, CD ROMs etc

Leia a informação completa e publique seu comentário no blog Salões e Prêmios

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CURSOS E SEMINÁRIOS
Dynamic Encounters - Berlim-Veneza 2011

Professores / Equipe: Charles Watson, Eduardo Brandão, Jailton Moreira, Luiz Alberto Oliveira, Solange Hoppen

Em 2011, o Dynamic Encounters completa 19 anos e realizará uma programação em Berlim e Veneza. Serão 5 dias de trabalho em Berlim com palestras e discussões sobre arte nos principais museus, galerias
de arte, ateliês de artistas com ênfase em arte contemporânea. Nos 4 dias de trabalho em Veneza, visitaremos a Bienal além de outros eventos relacionados. A Bienal de Veneza chega a sua 54ª edição com o título de ILLUMInations. A curadoria é de Bice Curiger, que pretende buscar na produção contemporânea a questão da luz como forma de expressão, tendo como ponto de partida o legado do pintor italiano Tintoretto.

Veja a informação completa e publique seu comentário no blog Cursos e seminários

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COMO ATIÇAR A BRASA
Façam suas apostas

Matéria de Nina Gazire originalmente publicada na Istoé em 6 de maio de 2011.

Feira SP-Arte inaugura novo espaço dedicado a obras de grande porte, onde galerias expõem seus projetos especiais

Com o crescimento do mercado de arte, estima-se que as vendas e cifras da sétima edição da SP-Arte, a maior feira de arte da América Latina, também tenham aumento significativo. Em 2010, o recorde ficou com uma tela de Cândido Portinari, que não teve o título e o valor exato da venda revelados, mas especula-se que tenha ultrapassado os R$ 3 milhões. Embora a grande maioria das duas mil obras que estarão à venda este ano sejam contemporâneas, as maiores cifras das grandes feiras ainda são mesmo relativas à produção artística de meados do século XX. “As obras modernistas atingem valores mais altos por sua importância histórica.

É provável que esse padrão se repita, já que teremos artistas muito procurados, como Alfredo Volpi, Antônio Bandeira, o chileno Roberto Matta e o uruguaio Joaquín Torres García”, diz Fernanda Feitosa, diretora da SP-Arte. A expectativa também é alta em relação à arte contemporânea, alvo das novas gerações de colecionadores. Os brasileiros Waltercio Caldas, Antonio Dias e Cildo Meireles, bem cotados no mercado internacional, são citados por Fernanda como possíveis destaques.

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COMO ATIÇAR A BRASA
Assaltantes roubam obras de arte de caminhão em SP

Matéria de Pedro Leal Fonseca originalmente publicada na Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo em 7 de maio de 2011.

Crime aconteceu em Mairiporã na rodovia Fernão Dias; carga iria para Bahia e Ceará

Um caminhão com obras de arte foi roubado às 23h30 da última terça-feira, na rodovia Fernão Dias, na altura do município de Mairiporã (a 37 km de São Paulo). O caso foi divulgado pela polícia apenas anteontem.

As peças -coletadas no Rio e em São Paulo, que seguiriam para Bahia e Ceará- incluíam trabalhos de Bruno Giorgi, Daniel Senise, Mario Cravo Júnior, Nelson Leirner, Rosângela Rennó e Tunga.

De acordo com o boletim de ocorrência divulgado pela polícia, o motorista e um ajudante foram rendidos por três homens armados em um veículo preto.

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COMO ATIÇAR A BRASA
Artistas de Recife deslocam eixo criativo para o Nordeste

Matéria de Silas Martí originalmente publicada na Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo em 9 de maio de 2011.

Solares e selvagens. Essas são as palavras que uma nova leva de artistas de Recife mais usam para definir a natureza do que fazem e suas vidas na cidade que vem roubando os holofotes do saturado eixo Rio-São Paulo.

Talvez porque mesmo na época das chuvas fortes, o calor não dá um minuto de trégua. "Isso dilata, não deprime os corpos", diz o artista Aslan Cabral à Folha. "A gente tem certa selvageria."

Ele é um dos nomes mais novos a engrossar uma leva de artistas de pegada um tanto visceral que despontou em Recife. Antes dele, Rodrigo Braga, hoje no Rio, já fazia performances sugerindo uma comunhão viril com aspectos da flora e fauna locais.

Quer dizer, já costurou partes de um cachorro à própria cara, afundou em pântanos lamacentos com bodes e se cobriu de plantas e terra.

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TEXTOS DO E-NFORME

Ester Grinspum - Texto de Paulo Herkenhoff

A produção inicial de Ester Grinspum é o desenho, que buscava sua existência entre a transitoriedade da linha e a fixidez dos volumes imaginados numa arquitetura de estranhezas. Aí fixa-se sua preocupação com o tempo e o lugar (=espaço). Sua escultura, nos fins da década de 80, é como se seus desenhos tivessem escapado do papel para ganhar o mundo. Na sua escultura inicial, a forma de vaso (O Duplo e o Tempo, 1989), Grinspum alude à comparação, por Aristóteles, do lugar como vasilha, isto é, com o lugar transportável e, ipso facto, tempo. Alguns desses vasos-esculturas têm forma orgânica, como fruto ou corpo, sede do olhar e já distanciados do seu modelo estético grego. Em Coluna, 1991, cujo título remete ao elemento marcante da arquitetura grega, Grinspum cria estruturas de linhas tortas e não simétricas que conduzem o fluxo do olhar. A obra é um ´desenho´ que cumpre a função clássica de anunciar a existência da forma. O ponto de vista reconstrói o todo e redescobre novas organizações da coluna. O olhar que resvala sobre a linha-trilho. A simultaneidade, como no Lacoonte, defronta-se com outras dimensões temporais. É que o tempo é a realidade regente-cambienta e inapreensível. A escultura já é quase o monolito sem corpo. É o vazio envolto pelo olhar, é o ar que respiramos, porque sua dimensão, como na Grécia clássica, tem relação com a medida do homem".

Paulo Herkenhoff (O CLÁSSICO no contemporâneo. Curadoria Paulo Herkenhoff. São Paulo: Paço das Artes, 1991.)

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Lucas Bambozzi
o espaço entre nós e os outros

Curadoria de Christine Mello

A partir dos anos 1990, o artista Lucas Bambozzi (Brasil, 1965), com suas práticas artísticas pensadas para plataformas audiovisuais, especialmente aquelas que abarcam o vídeo, o cinema, as instalações, as performances multimidiáticas e as intervenções em espaços públicos, se converteu em um dos mais importantes expoentes da arte produzida com linguagens digitais e redes comunicacionais, tais como internet e meios móveis.

Para Bambozzi, o motivo central consiste em colocar em xeque as relações humanas mediante o enfrentamento do sujeito com a vida coletiva. A pertinência de seu trabalho reside no gesto de fazer que entrem em contato novos sistemas comunicacionais de compartilhamento e troca com o outro, como em sua pesquisa sobre o imaginário das tecnologias na realidade cotidiana.

Sua posição política coloca em crise o sujeito no espaço social, e, em sua visão, se associa com os problemas do espaço comunicacional. Para isso, o artista assume uma postura crítica com relação aos aspectos ideológicos que compõem a sociedade midiática, e, deste modo, orienta os interesses da arte contemporânea em suas relações com a sociedade, a história e a cultura.

A exposição evoca a dimensão coletiva da outreidade, ou seja, daquilo que atravessa uma coletividade. Reúne um conjunto de vinte obras organizadas em três núcleos: Arquiteturas possíveis, Transpassos e Presenças insustentáveis, assim como uma programação audiovisual e projeções comentadas, conferências e um blog (http://oespacoentrenoseosoutros.wordpress.com/). Com a experiência vivenciada em suas propostas, se pretende expandir as fronteiras entre o acabado e o inacabado, o documentário e a ficção, o visível e o sugerido, o vivído e o imaginado.

Lucas Bambozzi – o espaço entre nós e os outros é uma exposição que explora certas lógicas que determinam as relações humanas. As peças abordam os estados de outreidade que aludem a dimensão coletiva, política, do sujeito. Tais relações provém da maneira que o artista ativa os mecanismos vitais nos fluxos informacionais. Este tipo de proposta evoca não somente uma forma de fazer arte, mas também modos complexos de produção de presença nos espaços tecnológicos, de contato com aqueles que são vulneráveis e de processamento do outro diante de uma determinada realidade comunicacional.

Se a sociedade tecnocientífica oculta estruturas de poder por meio de seus dispositivos, a obra de Lucas Bambozzi busca pequenos espaços de desvios a partir dos quais se pode desvelar aquilo que nestas situações permanece silenciado. O artista articula um tipo de discurso que não tranquiliza, tampouco concilia, mas que torna visível o que nele se encontra reprimido, suprimido, ilegível. Com esta finalidade, coloca sua atenção em determinados mecanismos invisíveis, triviais, onde cotidianamente se forjam processos de sociabilidade.

O motivo central, para Bambozzi, se relaciona com uma maneira de inquietar as relações humanas, mediante o enfrentamento do sujeito com a vida coletiva. Neste sentido, o foco de atenção recai sobre o estranhamento do sujeito diante do outro, sobre os dispositivos de desejo e vigilância, e também sobre os gestos sutis destinados a produzir espaços diferenciais de diálogo. Estes elementos geram uma ambiguidade capaz de nos fazer entrar num jogo desconcertante sobre os conflitos da sociedade contemporânea, assim como com certos dilemas da vida real.

A determinação do que é relevante em sua obra se conecta com sua própria posição política, que busca colocar em crise o sujeito no espaço social. É com esta finalidade que o artista assume uma postura crítica com relação aos aspectos ideológicos que compõem a sociedade midiática, e, deste modo, redireciona os interesses da arte contemporânea até suas relações com a sociedade, a história e a cultura.

A origem de suas experiências se encontra na compreensão da atitude artística derivada de uma história pessoal, assim como dos enfrentamentos fora de controle que a vivência de uma determinada situação promove. Isso implica pensar ainda mais na co-existência do outro diante da produção de sentido.

A noção de espaço que aparece no título da exposição revela um terreno de relações sociais onde a intimidade e a coletividade convertem-se num mesmo lugar de troca. O termo “intimidade”, tanto no idioma português (idioma materno do artista) como no espanhol (idioma do país que recebe a exposição), é associado, aqui, como referente, na língua portuguesa, ao uso gramatical da primeira pessoa do plural, neste caso, ao “nós” do título da exposição. Da mesma forma, o termo “coletivo” associa-se, em ambas as línguas, como referente ao uso gramatical de “os outros”. É na noção de enfrentamento entre “nós” e os “outros” que é possível observar que o conjunto das obras que se exibem na mostra – esse recorrido poético de Lucas Bambozzi-, não se detém nas formas de diálogo que surgem a partir das redes de interação social, mas explora a tensão que se gera ao comunicar experiências através de tais redes.

Se, como explica Suely Rolnik, “os regimes totalitários não incidem somente na realidade concreta, mas também na realidade impalpável do desejo”, mesmo quando traduzida sob a forma de estar em contato com o outro; esse estranho desconhecido e infernal, que habita cada um de nós, aparece aqui como o motor de toda dinâmica poética de Lucas Bambozzi. Nada em sua obra é linear: nem o outro, nem o mundo, nem sequer o desejo. É desse modo que a exposição Lucas Bambozzi – o espaço entre nós e os outros busca colocar em evidência a maneira como eles podem ser percebidos, ou seja, como frutos de convivências e de enfrentamentos do sujeito com a vida em suas potências e convulsões contemporâneas.

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