Acesso a todos os e-nformes publicados desde a criação do Canal Contemporâneo em dezembro de 2000.
Para acessar os e-nformes anteriores é necessário ser associado ao Canal Contemporâneo.
Se você já se cadastrou, conecte-se na primeira página para acessar sua área pessoal e pedir o boleto na aba associação do editar conta. Se você nunca se cadastrou, preencha o formulário e, no final, escolha a opção associação paga. Conheça os planos de acesso do Canal e seus benefícios.
Modos de recebimento dos e-nformes
O Canal Contemporâneo publica 2 e-nformes semanais contendo informações sobre o circuito de arte contemporânea e políticas culturais relacionadas.
- Para receber a edição COMPLETA, com textos e imagens, torne-se um associado pagante e contribua para a manutenção da iniciativa.
- Para receber a edição SIMPLIFICADA, apenas com os linques para os conteúdos, basta ser um usuário cadastrado.
RJ/SP Andy Warhol na Estação Pinacoteca / Chelpa Ferro na Progetti ANO 10 - N. 18 / 18 DE MARÇO DE 2010
Curadoria de Fernando Cochiaralle e César Oiticica Filho
21 de março a 16 de maio de 2010
Itaú Cultural
Avenida Paulista 149, Jardim Paulista, São Paulo - SP
11-2168-1776/1777 www.itaucultural.org.br Terça a sexta, 10-21h; sábado, domingo e feriado, 10-19h
MAC - Niterói
Mirante da Boa Viagem s/n, Boa Viagem, Niterói - RJ
21-2620-2400 www.macniteroi.com.br Terça a domingo, 10-18h
Exposição até 9 de maio de 2010
Estação Pinacoteca
Largo General Osório 66, Luz, São Paulo - SP
11-3335-4990 www.pinacoteca.org.br Terça a domingo, 10-18h
Exposição até 23 de maio de 2010
Galeria Progetti
Travessa do Comércio 22, Arco do Telles, Centro, Rio de Janeiro - RJ
21-2221-9893 ou info@progettirio.com www.progettirio.com Terça a sábado, 11-19h
Museu da Imagem e do Som - Auditório MIS
Av. Europa 158, Jardim Europa, São Paulo - SP
11-2117-4777 ou mis@mis-sp.org.br www.mis-sp.org.br Terça a sábado, 12-19h; domingo e feriado, 11-18h
CURSOS E SEMINÁRIOS Desenho de Observação com Teresa Berlinck na Escola São Paulo, São Paulo
O curso tem como objetivo instrumentar o olhar para a prática, leitura e construção da imagem gráfica. Por meio da observação e desenho de objetos, ambientes, materiais orgânicos e figura humana, serão exercitados procedimentos da linguagem do desenho como composição, proporção, luz e sombra. Experiências de desenho com materiais secos e úmidos como grafite, guache, pastel, aquarela e nanquim. Livros e catálogos de arte serão utilizados na troca de ideias e como referência para propostas de trabalho.
24 de março a 30 de junho, quartas-feiras, 8h30-10h30 3 parcelas de R$ 245,00
14 aulas, 28 horas, 20 vagas
Escola São Paulo
Rua Augusta 2239, São Paulo - SP
11-3060-3636 ou info@escolasaopaulo.org www.escolasaopaulo.org Segunda a sexta-feira, 9-20h Voltado para estudantes, profissionais e interessados em artes visuais.
Exposição mostra como Andy Warhol inventou uma estética a partir de sua visão excêntrica da sociedade de consumo
Era uma vez um patinho feio. Filho de trabalhadores imigrantes do Leste Europeu e criado na periferia de Pittsburgh, na Pensilvânia, durante a grande depressão americana, Andrew Warhola – nome de batismo de Andy Warhol (1928-1987) – foi um garoto franzino e sem- graça que acabou protagonizando o conto de fadas mais imprevisível de todos os tempos. Depois de se consolidar como um bem- sucedido ilustrador comercial na Nova York dos anos 50, de ajudar a vender muito sapato e de entender a importância de renovar a embalagem de um produto, ele assimilou que poderia não apenas reinventar a si mesmo como alterar o rumo da arte contemporânea. “Para ‘fazer a América’, ele teve que encontrar uma forma de converter sua fraqueza em força”, diz Philip Larratt- Smith, curador da mostra “Andy Warhol, Mr. America”, que depois de fazer 200 mil espectadores no Malba, de Buenos Aires, traz para a Pinacoteca de São Paulo cerca de 170 obras do mais célebre e festejado dos artistas pop.
Confira a entrevista com o curador Philip Larratt-Smith sobre a mostra "Andy Warhol, Mr America", em cartaz na Pinacoteca do Estado de São Paulo, a partir de 20/3
IstoÉ - Qual o objetivo da exposição “Andy Warhol, Mr. America”: apresentar a amplitude da produção do artista durante a década de 60 ou focar em aspectos específicos de seu trabalho?
Larratt-Smith - “Andy Warhol, Mr. America” explora as intersecções da cultura popular e política dos EUA no trabalho de Warhol. Em sua vida e em sua obra, o artista encarnou o sonho Americano em sua lógica subjacente e em suas contradições internas. Ele foi, ao mesmo tempo, um idealista apaixonado e um cínico homem de negócios.
COMO ATIÇAR A BRASA Descobriram a América por Silas Martí, na Folha de S. Paulo
Matéria de Silas Martí originalmente publicada na Ilustrada da Folha de S. Paulo em 22 de fevereiro de 2010.
Museus na Espanha e em Portugal investem em arte latino-americana para reler passado modernista e concretista
Nem mesmo a neve que caiu sobre Madri nos últimos dias fez a Espanha perder a cara de América Latina que tenta plasmar agora a todo custo. Enquanto a Arco, feira de arte que terminou ontem na capital espanhola, atravessa uma grave crise, o circuito de museus na península ibérica reforça outro lado da equação.
Se artistas latino-americanos ainda são presença tímida nas salas e corredores das mansões da cidade, suas obras estão em todos os museus, do Porto até Barcelona. Em busca de um nicho para chamar de seu, instituições da região competem com o resto do circuito global ancorando mostras em torno de nomes latinos.
COMO ATIÇAR A BRASA Arco quer renovar sua identidade artística por Silas Martí, Folha de São Paulo
Matéria de Silas Martí originalmente publicada na Ilustrada da Folha de S. Paulo em 22 de fevereiro de 2010.
"Personalidade ibero-americana" seria saída para crise
No meio da enxurrada de críticas que vem recebendo por esta edição da Arco, a diretora da feira, Lourdes Fernández, parece se aferrar à ideia de uma "personalidade ibero-americana" para devolver o vigor perdido ao evento.
Faz quase 30 anos que a feira funciona como exposição e mercado de artistas em Madri, mas é consenso entre galeristas europeus que a Arco saiu perdendo na concorrência com a Art Basel Miami Beach, criada há oito anos.
Fernández, em meio a boatos de que pretende se demitir do cargo, aposta na representação maciça de latino-americanos como uma saída para sua feira enfraquecida. "Precisamos criar ainda uma grande personalidade", diz ela. "E essa personalidade é ibero-americana. É uma oportunidade para arte latino-americana entrar na Europa, esse deve ser o papel da Arco, mas não se cria uma coisa dessas da noite para o dia."
COMO ATIÇAR A BRASA Intervenção de Srur contra vacas da CowParade dura sete horas na av. Paulista por Fernanda Ezabella, Folha de S. Paulo
Matéria de Fernanda Ezabella originalmente publicada na Ilustrada da Folha de S. Paulo em 16 de março de 2010.
O touro Bandido, famoso pela aparição em novela e morto há um ano, voltou em forma de projeto artístico para uma manifestação contra as vacas da CowParade, evento importado da Suíça que acontece em São Paulo.
Dois touros feitos de isopor, semelhantes a Bandido, foram montados em duas vacas de resina na madrugada de ontem, uma delas entre a av. Faria Lima e a av. Cidade Jardim, num posto de gasolina que é o principal patrocinador da parada bovina, e outra na avenida Paulista.
LIVRARIA DO CANAL A filosofia de Andy Warhol - De A a B e de volta a A, de Andy Warhol
"Em 1975, dentro do braço editorial da Andy Warhol Enterprise , publicou a Afilosofia de Andy Warhol, um livro sobre vida, sexo, dinheiro, arte e fama. Munido de gravadores e de assistentes que transcreviam suas falas, Warhol, com seu costumeiro olhar crítico e distanciado, escreveu uma filosofia-de-telefone sobre uma sociedade em busca da eterna juventude, do consumo, do individualismo e da forma. O resultado - uma escrita instantânea e confessional - antecipa a obsessão contemporânea pela vida em tempo real e pela invasão da intimidade alheia, que vemos na internet e na televisão.
A filosofia de Andy Warhol é uma das mais agudas leituras de uma geração e de uma época, por um artista que soubecomo poucos compreendê-las."
TEXTOS DO E-NFORME Os escritos, pensamentos e obras de Hélio Oiticica
De 21 de março a 16 de maio o Itaú Cultural apresenta ao público Hélio Oiticica – Museu é o Mundo, com curadoria de Fernando Cocchiarale e César Oiticica Filho. A abertura para convidados acontece no dia 20, a partir das 11h, com apresentação da escola de samba Mangueira e uma intervenção artística com Jards Macalé e o Teatro Oficina no Rhodislândia – penetrável que durante o período da exposição receberá intervenções com artistas que estão sendo convidados para realizá-las em alguns finais de semana.
Mostra homenageia 30 anos da morte deste vanguardista da arte brasileira e reúne mais de 100 obras, sete vídeos e textos escritos por ele que revelam o seu processo criativo. De acordo com a curadoria, trata-se da maior exposição já feita em São Paulo sobre o processo criativo de Oiticica. Hélio Oiticica – Museu é o Mundo ocupa os três andares do espaço expositivo do instituto e ainda exibe alguns Penetráveis em espaços públicos como a Casa das Rosas, o Teatro Oficina, a Pinacoteca do Estado, o Parque Ibirapuera e o Parque Mário Covas. A mostra perfaz um resumo da gestação textual e da produção da obra desse artista seminal da vanguarda brasileira dos anos 50, 60 e 70. Os textos que ele deixou com as suas reflexões sobre arte formam, com a obra, o conjunto para que o visitante entenda a gênese e execução do seu trabalho.
Criado em 1995 pelos artistas plásticos Barrão e Luiz Zerbini, e pelo editor de cinema Sergio Mekler, o Chelpa Ferro explora a plasticidade do som em esculturas, objetos, instalações, performances e apresentações musicais que desafiam os sentidos do espectador. Entre outras mostras, o grupo esteve nas bienais de Veneza (2005), Havana (2003), São Paulo (2002, 2004) e na Bienal de Arte Contemporânea de Liverpool (2002).
O sexto documentário da série Videobrasil Coleção de Autores tem direção de Carlos Nader, conhecido por uma obra audiovisual de tom ensaístico e autor de Pan-cinema permanente (2007), sobre o poeta baiano Waly Salomão, vencedor da competição nacional do festival É Tudo Verdade (2008). No novo documentário, Nader compartilha com o Chelpa Ferro a montagem do objeto sonoro Totoro, na Pinacoteca de São Paulo, e da instalação Jungle Jam, no Museu de Arte Moderna da Bahia, em 2008.
Falas dos artistas e excertos de trabalhos anteriores, como Acqua Falsa (2005), apresentada na Bienal de Veneza, e O gabinete de Chico (1998), que estreou no 12º Videobrasil, entremeiam-se no documentário, que aproxima o público das práticas, das inquietações e do senso de humor particular por trás das obras de Luiz Zerbini, Barrão e Sergio Mekler.
Com legendas em inglês e espanhol, o DVD inclui uma entrevista exclusiva do curador e pesquisador Moacir dos Anjos, que fala da “arte do barulho” produzida pelo grupo carioca. “No âmbito da cultura, os sons do mundo nunca tiveram a mesma importância das imagens”, afirma. “A grande contribuição do Chelpa Ferro é nos fazer ouvir o barulho do mundo; ouvir o que pulsa, em termos sonoros, ao nosso redor.”
Sobre o evento
Yoshua Okon, artista que possui um papel de destaque na inserção da arte contemporânea mexicana no cenário internacional, realiza, no dia 22 de março, das 20h às 22h, a palestra Processo Criativo. Fruto de parceria entre o MIS e o Instituto Cervantes e com o apoio do Consulado Geral do México em São Paulo, a palestra irá se focar no desenvolvimento das suas criações artísticas, que envolvem vídeo, fotografia, performance e instalação.
Considerado um precursor de uma jovem arte conceitual, em geral trabalha com questões de poder, classe social e identidade étnica, de maneira muitas vezes polêmica. Entende que um importante papel da arte é colocar o espectador em uma situação incômoda a partir do jogo criado pela obra. Essa situação o forçaria a sair de uma posição passiva e confortável e se posicionar.
Sobre Yoshua Okon
Nasceu na Cidade do México em 1970, onde vive e trabalha alternadamente com Los Angeles, EUA. Mestre em Artes pela UCLA, Los Angeles/EUA, através de uma Bolsa Fullbright (2002), e Bacharel em Belas Artes pela Concordia University, Montreal/Canadá.
Em 1994, fundou a La Panaderia, espaço coordenado por artistas na Cidade do México. Entre suas exposições individuais, destacam-se Ventanilla Única, Museo Carrillo Gil (Cidade do México, México); Risas Enlatadas, Viafarini (Milão, Itália); SUBTITLED, Städtische Kunsthalle (Munique, Alemanha); Bocanegra, The Project (Nova YorK, EUA); Gaza Stripper, Herzeliya Museum of Contemporary Art (Israel); Cockfight, Galería Francesca Kaufmann (Milão, Itália); Oríllese a la Orilla, Art & Public (Genebra, Suíça) e Lo Mejor de lo Mejor, La Panadería (México DF, México). Entre as exposições coletivas das quais participou, destacam-se Amateurs, CCA Wattis (São Francisco, EUA); Laughing in a Foreign Language, Hayward Gallery, (Londres, Reino Unido); La era de la Discrepancia, MUCA (México DF, EUA); Adaptive Behavior, New Museum (Nova YorK, EUA); Terror Chic, Spruth/Magers (Munique, Alemanha); The Virgin Show, Wrong Gallery (Nova YorK, EUA) e Mexico City: an exhibition about the exchange rates between bodies and values, PS1, MoMA (Nova YorK, EUA). Também participou da Bienal do Mercosul (Porto Alegre, Brasil), Bienal de Istambul (Istambul, Turquia); Trienal del ICP (Nova YorK, EUA); Bienal da California, OCMA (EUA) e Torino Triennale (Turim, Itália).
Depois de história do futuro: (arte) e sua exterioridade - Deslocamentos criativos, movimentos e transformações
A Fundação Eva Klabin recomeça no dia 23 de março seu ciclo de discussões através de pesquisas universitárias. O primeiro encontro do projeto mensal “Plataforma de Pesquisa” tem a presença do artista plástico e pesquisador Milton Machado para apresentar seu trabalho de doutorado na London University (Goldsmiths College), intitulado “Depois de História do Futuro: (arte) e sua exterioridade”. O ciclo de palestras consiste em trazer para a FEK artistas plásticos e críticos atuantes no circuito das artes para apresentar suas teses já defendidas com uma linguagem acessível para o grande público.
O trabalho parte de modelos observados na ciência, na tecnologia, na arquitetura e no design, para examinar casos – o da arte em particular – em que objetos que existem extraordinariamente promovem a produção de um conhecimento que questiona o objeto ordinário e o modelo ordinário; em que o trabalho excede, muitas vezes para superar, subverter, mesmo trair, sejam quais forem as funções prescritas no projeto, respondendo, e dando origem, mais do que ao desígnio original.
Há também casos em que resultados e respostas muitas vezes são excessivos, inesperados, de impossível (e desaconselhável) prescrição; em que as narrativas muitas vezes escapam aos roteiros pré-programados da maestria e do controle; em que o trabalho significativo invariavelmente projeta sua exterioridade; em que os objetos operam por meio de deslocamentos, seja do sítio [site] e das condições para a produção de arte, seja dos significados – do trabalho, da arte mesma – ativados por essa produção.
De acordo com o coordenador do projeto e curador da Fundação Eva Klabin, Marcio Doctors “a atividade pretende discutir as teses fora das salas de aula, fazendo circular a produção de pensamento relacionada às artes. É muito interessante promover um ciclo de debates sobre os mais variados assuntos como tivemos nos eventos anteriores, onde foram abordados temas como a construção de monumentos aos judeus mortos no Holocausto e as narrativas críticas e históricas da modernidade”. O projeto conta ainda com a consultoria de Gloria Ferreira, doutora em História da Arte.
Sobre Milton Machado
Artista plástico e pesquisador. Desde 1970, diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Textos publicados em livros, revistas, jornais e websites. De 1979 a 1994, foi professor do Centro de Arquitetura e Artes da Universidade Santa Úrsula e, de 1983 a 1994, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Professor adjunto do Departamento de História e Teoria da Arte e do PPGAV-Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Escola de Belas Artes EBA / UFRJ. Pesquisador do CNPq.
Os e-nformes são publicados duas vezes por semana: às segundas e quintas-feiras.
Preencha o formulário online para receber os e-nformes em sua caixa postal. Complete o cadastro gratuito para receber a edição simplificada ou escolha a associação paga para receber a edição integral dessa página e ter acesso ao histórico de nove anos de e-nformes. Conheça os planos de acesso do Canal e seus benefícios.