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RJ/RS/SP Diô Viana no Correios / Carta Aberta a Noca da Portela, de Edino Krieger
ANO 6 - N. 47 / 2 DE MAIO DE 2006


NESTA EDIÇÃO:
CIRCUITO Primeira Edição do Prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, Porto Alegre
Raul Mourão na Oeste, São Paulo
Exposição Santos = Dumont Designer no Casa Brasileira, São Paulo
Diô Viana no Correios, Rio de Janeiro
CALHAU
Lançamento do filme CEP 20.000, de Daniel Zarvos no Sérgio Porto, Rio de Janeiro
COMO ATIÇAR A BRASA Abaixo-assinado CENSURA NÃO! - Pelo retorno da obra de Márcia X à exposição Erótica no CCBB
CURSOS E SEMINÁRIOS Inscrições: Dynamic Encounters - International Art Workshops Londres / Amsterdã 2006
NOTA
Repúdio à demissão desrespeitosa de Edino Krieger
Carta Aberta a Noca da Portela, de Edino Krieger
REDE Calhau - o lado B da mídia
Funcionamento do Canal / Canal functioning
Envio de conteúdo / Content submission
Contato / Contact
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CIRCUITO
Primeira Edição do Prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas
Lucia Koch, Marilá Dardot, Paula Trope, Renata Lucas e Thiago Rocha Pitta

17 de abril a 21 de maio de 2006

Centro Cultural Usina do Gasômetro
Av. Presidente João Goulart 551, Porto Alegre - RS
51-3212-5979 ou salapfgastal@smc.prefpoa.com.br
Terça a domingo, 9-21h

Enviado por Luciano Alfonso lucianoalfonso@terra.com.br
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Raul Mourão
Luladepelúcia e outras coisas

3 de maio a 3 de junho de 2006

Galeria Oeste
Rua Mateus Grou 618, Pinheiros, São Paulo - SP
11-3815-9889 ou galeriaoeste@galeriaoeste.com.br
www.galeriaoeste.com.br
Terça a sexta, 12-20h; sábados 10-15h

Enviado por Décio Hernandez Di Giorgi decio.giorgi@conteudonet.com
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Santos = Dumont Designer

3 de maio a 2 de julho de 2006

Museu da Casa Brasileira
Av Faria Lima 2.705, Jardim Paulistano, São Paulo - SP
11-3032-3727
www.mcb.sp.gov.br
Terça a domingo, 10-18h
Conferência de Henrique Lins de Barros: 10 de maio, 19h30-21h30, aberta ao público
Ingresso: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (estudantes); domingos: entrada gratuita
Estacionamento com vagas limitadas no local: R$ 10
Acesso a portadores de deficiência física
Concepção e montagem: Guto Lacaz

Enviado por Menezes Comunicação menezescom@uol.com.br
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Lançamento do filme CEP 20.000, de Daniel Zarvos

3 de maio, quarta-feira, 18-22h

Espaço Cultural Sérgio Porto
Rua Humaitá 163, Humaitá, Rio de Janeiro - RJ
21-2266-0896 ou artescenicas@pcrj.rj.gov.br ou danielzarvos@imagelink.com.br
www.rio.rj.gov.br/teatrosdorio
O lançamento será no Espaço Cultural Sérgio Porto com duas sessões e a presença de vários poetas. O filme será exibido ao mesmo tempo em Luanda e Lisboa.

Enviado por Elias Nogueira eliassnogueira@gmail.com
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COMO ATIÇAR A BRASA
ABAIXO-ASSINADO
CENSURA NÃO!
Pelo retorno da obra de Márcia X à exposição Erótica no CCBB

Nós, abaixo-assinados, repudiamos a retirada da obra de Márcia X da exposição Erótica do Centro Cultural Banco do Brasil - ação que infringe o Art. 5º da Constituição Federal em seu IX parágrafo: é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença, que consideramos como um ato de censura absurdo e danoso às praticas democráticas em nosso país, principalmente por ter sido perpetrado por uma empresa estatal, e exigimos da direção do Banco do Brasil e do Governo Federal, principal acionista desta instituição financeira, responsável por este ato de censura, o retorno imediato da referida obra à exposição no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro e em sua futura edição em Brasília.

* Lançado na manifestação dos artistas contra a censura à obra de Márcia X no CCBB no Rio de Janeiro, em 20 de abril de 2006.

 

PARA ADERIR AO ABAIXO-ASSINADO:
Clique aqui para enviar ao contato do Canal os seus dados: nome completo e RG (que não serão publicados), nome profissional, ocupação/qualificação, cidade, estado e país de residência.

Acompanhe a atualização e comente o abaixo-assinado no Como atiçar a brasa

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CURSOS E SEMINÁRIOS
Dynamic Encounters - International Art Workshops
Londres / Amsterdã 2006
Agnaldo Farias: professor da USP, curador do Instituto Tomie Ohtake - SP
Charles Watson: professor da Escola de Artes Visuais do Parque Laje - RJ
Fernando Cocchiarale: curador do MAM - RJ e professor da EAV Parque Lage
Frederico Carvalho: Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Stella Gambling: Palestrante do National e Tate Gallery, PHD em História da Arte
Jens Hoffmann: diretor de exposições ICA

Inscrições abertas

Informações: 21-2553-3748 / 2553-9224 / 2554-8890 / 2223-0710
wats352@attglobal.net
Período: 28 de maio a 12 de junho de 2005
Coordenação: Charles Watson
Instituições: Rijksmuseum, Museu Stedelijk, Museu Vincent van Gogh, Casa de Rembrandt, National Gallery, Tate Modern, Tate Britain, Institute of Contemporary Art, Hayward Gallery, Courtauld Institute, entre outros
Todas as aulas e palestras em português

O projeto Dynamic Encounters, realizará em sua 24ª edição, mais um International Art Workshop. Serão 10 dias de visitas com palestras e discussões sobre arte e arquitetura, nos principais museus, galerias e ateliers de Amsterdã e Londres, com ênfase na arte moderna e contemporânea.

Publique seu comentário no Cursos e Seminários

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NOTA
Repúdio à demissão desrespeitosa de Edino Krieger

Por favor, amigos leiam com atenção, cliquem no encaminhar e só então assinem. Enviem

Sra. Governadora Rosinha Garotinho,

Em nome dos músicos, artistas, escritores e intelectuais desta cidade, nós, pessoas e instituições abaixo-assinadas, vimos, através da presente, repudiar a inaceitável demissão de Edino Krieger e Valéria Peixoto no Museu da Imagem e do Som, onde estavam prestes a encerrar uma brilhante e profícua gestão, tendo seu presidente, inclusive, só tomado conhecimento de sua exoneração através da imprensa.

Todos sabemos que a Cultura, em nosso país, além de desprezada pelo Estado, é usada como moeda política. Mas existem limites, os quais não podem ser ultrapassados sem danos reais à vida institucional e aos esforços realizados para a construção de nossa civilização e identidade.

A demissão do Presidente do MIS representa não só uma afronta à pessoa deste grande e reconhecido músico brasileiro, Edino Krieger, mas sobretudo às nossas instituições, cuja estabilidade demanda continuidade e manutenção do que foi construído, como condição de sua existência, e prosperidade. Elas não podem ficar reféns do voluntarismo político e de políticas provisórias e clientelistas: ao contrário, precisam ter seus requisitos básicos de funcionamento assegurados pelo próprio governo.

Não existem argumentos aceitáveis para a demissão de uma gestão competente e altamente produtiva em final de trabalho. O Sr. Noca da Portela, malgrado os limites de sua formação musical, é um músico que, ao ser convidado para o exercício de um mandato-tampão e temporário, não se envergonha de inicia-la com a demissão, sumária e sem razões consistentes, de um outro músico, só que com a envergadura de Edino Krieger, numa demonstração agressiva e explícita de falta de respeito e conduta ética.

Com uma ação devastadora e repulsiva deste porte, o Sr. Noca da Portela reduz-nos à uma república de bananas do tamanho de um Haiti. Com uma canetada, presta-se ao desmonte predatório de um trabalho sério e consequente, cujos esforços foram responsáveis, em menos de três anos, por inúmeras realizações, entre elas a recuperação de 20 mil partituras do antigo acervo da Rádio Nacional, com arranjos de músicos da estatura de Guerra-Peixe, Radamés Gnatali e tantos outros. Foram digitalizados centenas de discos de acetato em estado de literal decomposição, sendo que em vários deles a agulha entrou pela última vez - justamente a que garantiu o resgate do áudio. Imaginem que, entre estes, incluem-se vários discursos de Getúlio Vargas, além de outros inúmeros documentos de vital importância para a história de nosso país. E isto sem falar da recuperação física da sede do Museu, na Lapa.

Devemos lembrar-lhe que foi a Senhora quem rogou, através do então Secretário de Cultura Arnaldo Niskier, para que o Mo. Krieger assumisse paralela e temporariamente a direção da Sala Cecília Meireles no momento em que o antigo diretor Ronaldo Miranda foi levado a pedir demissão, deixando a imagem da Secretaria bastante comprometida.

Governadora, a imagem e a credibilidade de nossas instituições dependem diretamente das autoridades que a dirigem e, por isso, pedimos que a Senhora reveja esta iniciativa que já denigre a sua gestão. Depois de uma ação dessas, quem vai confiar em receber um convite do Governo para atuar ou dirigir uma importante instituição, à exceção dos laranjas e oportunistas? Ora, mesmo mudando os políticos e a política no Palácio Guanabara, ficaremos sempre desconfiados de tudo e de todos. Não pode ser assim, já que sem confiança não se constrói nada!

Sem mais, caberia apenas dizer que a Cultura prevê, como consequência natural aos que à ela estão ligados, educação, ética e bons costumes. E o que aconteceu neste caso foi muito mais do que falta de educação. Então, por favor, reconheça a gravidade e as conseqüências do ocorrido e tome as medidas cabíveis para o encerramento normal da gestão do Mo Krieger à frente do MIS, onde precisa levar a termo os projetos em final de implementação.

Sociedade Musical Bachiana Brasileira

01. Mo. Ricardo Rocha, OMB 28.839

02. Gilson Peranzzetta, OMB 6558

03. Eliana Fonseca Peranzzetta - produtora musical

RG 4.499.537-4

04. Julio Moretzsohn, 33596

05. Ingrid Barancoski, pianista, RG 3.062.249-9

06. Roberto Gnattali - RG. 3747382- IFP/RJ

07. ZECA ASSUMPCÃO - OMB 21845

08. Lia Rodrigues, coreógrafa

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NOTA
Carta Aberta a Noca da Portela

Prezado Noca

Permito-me o tratamento informal porque no momento em que lhe escrevo já não sou seu subordinado, mas apenas um colega músico, embora militando em outra vertente da criação musical.

Confesso que fiquei perplexo ao tomar conhecimento de minha demissão pelo jornal. Penso que o meu passado de trabalho em todas as instituições pelas quais passei mereceria um tratamento menos indigno - como de resto qualquer subordinado.

Não discuto o seu direito de substituir qualquer ocupante de cargos de confiança de sua Secretaria, tanto que coloquei o meu à sua disposição tão logo soube de sua nomeação. Mas não aceito a forma grosseira com que isso foi feito. E nem posso levar em consideração as desculpas que me apresentou por telefone (depois de reações e críticas que recebeu em sua própria Secretaria) de que a notícia “vazou” para a imprensa antes da hora, porque você sabe tão bem quanto eu QUEM ligou para a coluna do jornal passando a informação.

Perplexo também fiquei porque essa medida desmentia a sua própria afirmação, na cerimônia de sua posse, de que todos ficassem tranqüilos porque não haveria mudanças nas equipes competentemente formadas por seu antecessor e que, segundo suas palavras, estavam tendo um excelente desempenho, pois, segundo afirmou, “como em campeonato de futebol, em equipe que está vencendo não se mexe”. Você disse uma coisa e fez outra - o que não significa que palavra de sambista não mereça crédito, mesmo porque eu jamais duvidaria da palavra de amigos portelenses como Monarco (com quem tive o prazer de conviver e até mesmo oportunidade de escrever na pauta musical, a seu pedido, um e outro samba de sua autoria, quando éramos colegas no JB), ou o grande Paulinho da Viola, exemplo de talento e de caráter, ou ainda do salgueirense Haroldo Costa, doutor em samba e carnaval. Tampouco duvidaria da palavra de meu pai, chorão e sambista em sua juventude, e nem dos meus dois filhos profissionais do samba e da MPB, e que também são exemplos de retidão e caráter. Considero, portanto, o seu ato como de responsabilidade estritamente pessoal, não obstante as justificativas que me apresentou por telefone, de que obedecia a “injunções de natureza política” - certamente não da maiúscula Política Cultural, mas da minúscula política do apadrinhamento, do interesse pessoal e do corporativismo. Lamento que uma Secretaria como a de Cultura, para mim a mais importante não por seu minguado orçamento, mas por sua abrangência e significação no contexto da Sociedade, possa estar à mercê desse tipo de política.

Finalmente, quero confessar que me entristece ser atropelado em meio a um trabalho amplamente reconhecido de modernização do MIS, e que vem sendo realizado graças não aos recursos orçamentários, diminuídos em quase 50% nos últimos dois anos, mas ao aporte financeiro de instituições de apoio à cultura como a Petrobras, que investiu mais de um milhão em projetos de recuperação da sede da Lapa (com o apoio do INEPAC) e de digitalização de partituras e acetatos históricos da Rádio Nacional - recursos captados diretamente ou através de parcerias - e a Fundação Vitae de São Paulo, que possibilitou o restauro e a digitalização de mais de uma centena de negativos panorâmicos da Coleção Augusto Malta. Aliás, no mesmo dia em que saía a notícia de minha demissão na coluna de Ancelmo Góis, o Diário Oficial do Estado publicava a liberação, pela Petrobras, de um recurso suplementar de R$80.000,00, por nós solicitado para completar a reforma também dos espaços internos da sede da Lapa.

Com esses recursos, aplicados rigorosamente, cada centavo, na execução dos projetos a que se destinavam, foi possível adquirir dezenas de equipamentos, criar estações de digitalização de acervos, promover o tratamento e a transferência para suporte digital de 20 mil partituras e mais de uma centena de acetatos cujos originais corriam o risco de se perder pela ação deletéria do tempo e do manuseio direto. E em parceria com o Instituto Jacob do Bandolim, centenas de gravações históricas desse grande músico foram restauradas e digitalizadas.

Para dar continuidade a esse trabalho, uma equipe de funcionários recebeu orientação técnica de profissionais da área, de modo a permitir que, a médio prazo, todo o acervo do mais importante centro de memória audiovisual do país possa ser digitalizado e assim preservado definitivamente.

Todo esse trabalho tem sido realizado com carinho, dedicação e persistência pela pequena, mas valiosa, equipe de museólogas, técnicos e estagiários, além de técnicos terceirizados, especialmente contratados com recursos dos próprios projetos. O espírito de equipe prevaleceu durante toda a gestão da administração que agora se despede, e que sai com a consciência tranqüila pela certeza de haver dado o melhor de si num trabalho voltado exclusivamente para os interesses da instituição.

Ao deixar a FMIS, acredito ter cumprido o compromisso que assumi ao ser convidado pela então Secretária Helena Severo, de priorizar o tratamento e a preservação do acervo, que representa a própria razão de ser da instituição.

Fundamental, para o cumprimento dessa tarefa apenas iniciada, foram a competência e a dedicação das museólogas responsáveis pelas diversas coleções e da Gerência de Acervos, a seriedade, firmeza e determinação da Diretoria Administrativa e Financeira e sua equipe de apoio, e a total dedicação, inteligência e capacidade de planejamento e execução da Vice-Presidência.

É toda essa estrutura, em pleno funcionamento não obstante as muitas limitações e dificuldades, que agora se desmonta - e oxalá isso não comprometa o projeto de modernização de que a instituição necessita para sua própria sobrevivência. No sonho, ficam também outros projetos que não foram realizados por falta de recursos e condições, como a restauração da sede histórica da Praça XV, a recuperação do Cine MIS e a digitalização de todo o acervo da extraordinária coleção de Depoimentos para a Posteridade (projeto recentemente encaminhado à CAIXA para apoio financeiro e em fase de análise), a formação de uma coleção de Instrumentos Musicais Brasileiros, para reunir, numa mostra permanente de caráter didático e musicológico, todos os instrumentos utilizados em manifestações populares de todo o país, a realização de exposições temporárias e permanentes uma vez concluída a reforma da sede histórica, a implantação de um Plano de Cargos e Salários, a organização de uma Associação de Amigos e a retomada dos depoimentos e das edições gráficas e fonográficas para divulgação do acervo. Projetos que, esperamos, possam ser realizados pelas próximas administrações.

Por último, assinalo, por curioso, o fato de que um músico, que talvez exerça pela primeira vez uma função administrativa, tenha feito de seu primeiro ato a destituição de outro músico, sem se preocupar em conhecer o seu trabalho e sem aviso prévio. Como disse um dos meus filhos, “o Noca desafinou... na ética”.

Formulo, apesar de tudo, os melhores e mais sinceros votos para que sua gestão não se paute por ações como essa, mas que atenda efetivamente aos reais interesses da Cultura em todas as suas vertentes.

Rio de Janeiro, 26 de abril de 2006

Edino Krieger

Enviado por Cida Fernandes cidaclf@globo.com
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REDE
Calhau - o lado B da mídia

Infiltração de arte na internet e painéis eletrônicos: http://netart.incubadora.fapesp.br/portal/calhau

Idealizado por Facundo Guerra e Giselle Beiguelman o projeto Calhau é uma infiltração que ocupa os buracos da programação de anúncios ( o calhau) de serviços noticiosos on-line com banners criados por artistas convidados e também os dos painéis eletrônicos da Rede Eletromidia.

Como se sabe, o calhau é uma espécie de lado B da mídia. Designa, no jargão jornalístico, matérias engavetadas e o lugar não preenchido pelos anunciantes.

Sem hora marcada para aparecer, nem posicionamento definido, o projeto
apropria-se da temporalidade dos sistemas de rotatividade das propagandas, para encampar e assumir o lugar banal, a sobra, o resto, o refugo do e-biz.

O projeto aposta na desespetacularização da arte e adere ao sistema que corrompe. Fragmentário, corre o risco de não ser visto, confundindo os espaços da arte, do entretenimento, da propaganda, da informação, do convívio e do consumo.

O projeto Calhau não é uma exposição. É uma infiltração, em que artistas foram convidados para ocupar, sem hora marcada, nem posição definida, os espaços publicitários não-vendidos com seus trabalhos.
Mais informações: http://netart.incubadora.fapesp.br/portal/calhau

Realização: Vegas Club (Rua Augusta, 742, São Paulo - SP)

Sites e Redes Participantes:
Canal Contemporâneo
Eletromídia
Erikapalomino
Glamurama
Mix Brasil
Rraul.com
Trópico

Participantes: André Parente, Andrei Thomaz, Carlo Sansolo e Erika Fraenkel, Corpos Informáticos, Daniel Seda, Daniel Zante, Daniela Kutshat e Rejane Cantoni, Gilbertto Prado, Helga Stein, Katia Maciel, Leandro Lima e Gisela Motta, Lucas Bambozzi, Marcus Bastos, Martha Carrer Cruz, mm não é confete, Pós -manas, Raquel Kogan, Roberto Moreno, SciArt, Simone Michelin, Silvia Laurentiz, Vera Bighetti

Curadoria: Giselle Beiguelman
Crítica Convidada: Priscila Arantes
Direção Executiva: Roberta Alvarenga
Realização: Vegas Club

Site do projeto: http://netart.incubadora.fapesp.br/portal/calhau

Contato: filler@incubadora.fapesp.br

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