NESTA EDIÇÃO:
Lucia Laguna na Laura Marsiaj, Rio de Janeiro
Ding Musa e Maurício Ianês na Vermelho, São Paulo
Lançamento do livro Ciranda - Ensaios em narrativas visuais, organizado por Paulo Silveira na Barão de Santo Ângelo, Porto Alegre
COMO ATIÇAR A BRASA
Banco retira "terço erótico" de exposição no RJ, do Terra Online
O motor da cultura, Especial Marketing Cultural Revista CartaCapital
SALÕES&PRÊMIOS
Inscrições e Informações para o artista: Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas 2006
Chamada para trabalhos: draw_drawing_2, londonbiennale 2006, Inglaterra
NOTA MAMAM: Novas aquisições Biblioteca e Centro de Documentação Pintora Lígia Celeste - Abril 2006, Recife
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Lucia Laguna
Pinturas
25 de abril, terça-feira, 20-23h
Laura Marsiaj Arte Contemporânea
Rua Teixeira de Melo 31C, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ
21-2513-2074
www.lauramarsiaj.com.br
Terça a sexta, 10-19h; sábados, 12-18h
Exposição até 27 de maio de 2006
No espaço anexo: Luciano Mariussi
Sobre a exposição
Enviado por Laura Marsiaj laura@lauramarsiaj.com.br
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Ding Musa - Comporta
Maurício Ianês - Alfabeto Barroco
Ding Musa
Baldio
Maurício Ianês
Mensageiro
25 de abril, terça-feira, 20h
Galeria Vermelho
Rua Minas Gerais 350, São Paulo - SP
11-3257-2033 ou info@galeriavermelho.com.br
www.galeriavermelho.com.br
Terça a sexta, 10-19h; sábados, 11-17h
Exposição até 20 de maio de 2006
Sobre a exposição
Enviado por Galeria Vermelho info@galeriavermelho.com.br
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Lançamento do livro Ciranda - Ensaios em narrativas visuais, organizado por Paulo Silveira
Artistas-autores: Adriana Daccache, Andrea Paiva Nunes, Fabiana Wielewicki, Glaucis de Morais, Hélio Fervenza, Letícia B. Cardoso, Marcelo Tomazi, Maria Ivone dos Santos, Maria Lúcia Cattani, Mariana Silva da Silva, Maristela Salvatori, Paula Krause, Paulo Gomes, Raquel Stolf, Sandra Rey, Solana Guangiroli
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Seminário de pesquisa em artes: Ciranda - Ensaios em narrativas visuais, organizado pelo grupo de pesquisa Veículos da Arte, coordenado pelo professor Hélio Fervenza
24 de abril, segunda-feira, 15h
Galeria da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo
Rua Senhor dos Passos 248, Porto Alegre - RS
51-3316-4302
www.ufrgs.br/galeria
Enviado por Helio helioiv@adufrgs.ufrgs.br
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COMO ATIÇAR A BRASA
Banco retira "terço erótico" de exposição no RJ
Matéria originalmente publicada no sítio Terra, seção Notícias, no dia 20 de abril de 2006
Diretores do Banco do Brasil em Brasília retiraram do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro a obra "Desenhando em Terços", da artista plástica Márcia X, que integra a exposição "Erotica - Os Sentidos na Arte". A alegação para a censura é de que o banco recebeu centenas de reclamações contra a foto, que simboliza dois terços que desenham um pênis cada e que se encontram formando uma cruz.
A assessoria do banco alegou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que "não foram observadaso apenas questões de imagem e aspectos empresariais, mas o ambiente onde atua, já que o banco acredita firmemente na liberdade de expressão". A exposição foi vista por cerca de 56 mil pessoas em São Paulo, entre outubro de 2005 e janeiro deste ano, sem que fosse registrado qualquer tipo de manifestação contra a obra.
Leia a íntegra da matéria e publique seu comentário no Como atiçar a brasa
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COMO ATIÇAR A BRASA
O motor da cultura
Especial Marketing Cultural, originalmente publicado na Revista CartaCapital Nº 388
Investidores para muitos gostos, de Sílvio Crespo Neto e Israel do Vale (link original)
Contradições em jogo, entrevista de Danilo dos Santos Miranda a Leonardo Brant (link original)
O incentivo fiscal e a sobrevivência da arte, de Sílvio Crespo Neto e Israel do Vale (link original)
Investidores para muitos gostos
Por Sílvio Crespo Neto e Israel do Vale
Cinco empresas destinaram quase 400 milhões de reais à cultura em 2005, usando recursos próprios e dinheiro de renúncia fiscal. O número revela a concentração econômica do setor, mas não explicita o quão diversificado é o patrocínio cultural. Apesar de poucas empresas serem capazes de investir em cultura – o incentivo só atinge, na prática, as maiores –, as áreas escolhidas e a forma de patrocinar assumem diferentes variações, que vão do registro da memória de tribos no Alto Xingu a megafestivais de música eletrônica.
Contradições em jogo
Danilo dos Santos Miranda, diretor do Sesc-SP, diz que o marketing tem um resultado efetivo do ponto de vista do negócio, mas ainda não explora o suficiente a questão social e artística
CartaCapital: Que pertinência tem o marketing cultural, se pensado como uma ferramenta de política pública?
Danilo Miranda: O marketing cultural é algo muito delicado e sensível porque a cultura, na perspectiva pública, tem compromissos de ordem educativa, social. Ela não pode ser simplesmente colocada como ferramenta de divulgação de um produto, de nomes ou de uma marca. A cultura, como a educação, tem uma relação com a população, com o desenvolvimento das pessoas, das sociedades. A cultura tem um papel vital. O marketing cultural, como uma ferramenta de promoção de idéias, tem um resultado efetivo do ponto de vista de negócios, mas está muito empobrecido diante da questão cultural. É uma expressão que não cabe, porque compõe conceitos que não são permeáveis. Um é de natureza pública, aberta, coletiva, de interesse da população. E o outro é de interesse individual, de grupos, de corporações. Então, para juntar essas duas coisas, tem de haver uma regulagem, um modo de fazer muito claro e objetivo, o que a gente não observa com freqüência. Há uma situação de desequilíbrio. Por outro lado, acho que há, sim, por parte das corporações, compromissos de ordem pública, destinados a toda a sociedade.
O incentivo fiscal e a sobrevivência da arte
Por Sílvio Crespo Neto e Israel do Vale
Em 2005, 84% das maiores empresas do País patrocinaram atividades culturais. O patrocínio “não tem nenhuma importância para a economia da cultura”. O contraste entre as duas afirmações é uma pequena mostra das contradições e conflitos de um mercado crescente em que convivem, de um lado, a espontaneidade da cultura e, de outro, a bitola do mercado.
A primeira afirmação foi extraída de pesquisa planejada pela empresa Articultura e realizada pelo Instituto Enfoque. A segunda partiu de Luiz Carlos Prestes Filho, organizador de pesquisa sobre economia da cultura e cadeia produtiva da música no estado do Rio de Janeiro. De acordo com ele, o mercado cultural representa 6% do ICMS e 3,8% do PIB fluminense (dados de 1999).
Leia a íntegra das matérias e publique seu comentário no Como atiçar a brasa
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SALÕES&PRÊMIOS
Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas 2006
Cinco bolsas de trabalho de R$ 30 mil
Inscrições até 15 de julho de 2006
Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas
Gerência de Cultura SESI/DN
SBN Quadra 1 Bloco C, Ed. Roberto Simonsen, 10º andar, Brasília - DF 70040-903
0800-610606 ou premioartesplasticas@sesi.org.br
www.sesi.org.br/premioartes
Regulamento e ficha de inscrição
Informações para o artista sobre o custo-benefício de editais
As informações abaixo, todas de caráter objetivo, copiadas do edital, servem para ajudar o artista iniciante a decidir sobre a sua participação no evento em questão. Leia sobre esta iniciativa do Canal no Salões&Prêmios.
PRÊMIOS PARA SELECIONADOS:
- 5 (cinco) bolsas de trabalho, no valor de R$ 30 mil, durante 1 ano
- exposição itinerante com obras dos artistas selecionados;
- publicação de catálogo com trabalhos dos artistas selecionados
GANHO PARA INSCRITOS: NENHUM
CUSTOS OPERACIONAIS:
INSCRIÇÃO:
- portfolio com documentação fotográfica da obra do artista, apresentando entre 10 (dez) e 20 (vinte) imagens (ampliações fotográficas, preferencialmente no formato 20 cm x 25 cm, e/ou impressões no tamanho máximo A4).
DEVOLUÇÃO PARA SELECIONADOS E NÃO-SELECIONADOS:
- Os portfolios dos artistas premiados não serão devolvidos e serão incorporados ao acervo do Prêmio.
- no envelope colocar etiqueta auto-adesiva devidamente endereçada (nome, endereço e CEP) para o retorno dos portfolios aos artistas não premiados;
DA EXPOSIÇÃO ITINERANTE
- Os 5 (cinco) artistas vencedores de cada edição do PRÊMIO CNI SESI MARCANTONIO VILAÇA PARA AS ARTES PLÁSTICAS comprometem-se a participar de uma exposição coletiva itinerante. O artista premiado compromete-se a doar um dos seus trabalhos integrantes da exposição a um dos museus que sediarem a exposição itinerante do Prêmio, assinando, para tal, termo de doação.
DA EXPOSIÇÃO ITINERANTE – TRANSPORTE, MONTAGEM e SEGURO:
- A montagem, operação, manutenção e desmontagem das obras que exijam tratamento especial ficarão a cargo do artista selecionado, o qual deve se comprometer a cumprir um cronograma a ser estipulado pela Comissão Organizadora do PRÊMIO CNI SESI MARCANTONIO VILAÇA PARA AS ARTES PLÁSTICAS.
- Os promotores do Prêmio, por intermédio da Comissão Organizadora, serão responsáveis pelos custos de seguro, transporte e embalagem das obras selecionadas para a exposição itinerante;
Saiba mais sobre o Prêmio, leia o edital completo e publique seu comentário no Salões & Prêmios
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SALÕES&PRÊMIOS
londonbiennale 2006: draw_drawing_2
Envio de desenhos até 12 de junho de 2006
draw_drawing_2 - Giacomo Picca
19 Rumford House, Bath Terrace, SE1 6PW, Londres - Inglaterra
www.giacomopicca.com
A exposição ocorrerá na Galeria The Foundry, 86 Great Eastern Street, Shoreditch, London EC2A 3JL, entre 4 e 9 de Julho de 2006.
Voce está convidado para participar da exposição draw_drawing_2 que faz parte da londonbiennale 2006. Você pode mandar quantos desenhos quiser a qualquer momento e será incluído na mostra. Basta fazer um desenho de linhas em qualquer técnica e num tamanho não superior ao papel A3-30cmX40cm, Ponha seu nome, data, lugar e país no desenho. Após a exposição os desenhos serão arquivados e serão guardados como uma coleção.
Saiba mais sobre o draw_drawing_2 e publique seu comentário no Salões & Prêmios
Enviado por Flávia Fernandes artflavia@hotmail.com
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NOTA
Novas aquisições Biblioteca e Centro de Documentação Pintora Lígia Celeste - Abril 2006
Bel Barcellos - de tão alvas, quase almas. Editora Manitó, 2005. Catálogo da mostra da artista que passou pelo Museu de Arte Contemporânea de Olinda - Pernambuco e pelo Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro.
A arte de J. Borges - do cordel à xilogravura. SESC-SP, 2005 - 2006.Uma reunião em catálogo das principais xilogravuras do artista, algumas acompanhadas por cordéis da região, bem como uma leitura do próprio artista sobre sua vida e seu trabalho. Segue ainda uma cronologia e bibliografia atualizada.
Rodrigo Braga. Instituto Cultural Bandepe, 2006. Catálogo do artista pernambucano em sua primeira exposição individual.
Natal Arte Contemporânea. Editora Corporativa LTDA, 2006. Catálogo do trabalho das artistas Lia Menna Barreto, com a exposição "Tapioca de Bonecas", Rosanângela Rennó, com a videoinstalação "Espelho Diário" e Brígida Baltar com a exposição "Em Casa" para o Projeto Natal Arte Contemporânea de 2005.
Pinacoteca Municipal - SP. Ministério da Cultura, 2005. Catálogo sobre o acervo da Pinacoteca paulistana que reúne além de obras de artistas como Cândido Portinari, Anita Malfatti, Lasar Segall, Lívio Abramo, entre outros. Podemos encontrar também no acervo, arquivos multimeios com cartazes e programas de peças teatrais, bem como partituras, livros de música e acervo sonoro.
MAMAM Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães
Biblioteca e Centro de Documentação Pintora Lígia Celeste
Rua da Aurora 265, Boa Vista, Recife - PE
Agendamento de visitas: 81-3423-2095 r. 29 ou biblioteca@mamam.art.br
www.mamam.art.br
Segunda à sexta, 12-18h
Enviado por MAMAM mamam@mamam.art.br
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TEXTOS DO E-NFORME
Lucia Laguna na Laura Marsiaj
Primeira exposição individual, em galeria comercial, da artista que vem despertando o interesse e a admiração de muitos críticos de arte. Complexa e ao mesmo tempo de leitura deleitável, a pintura de Lucia encanta desde o primeiro momento.
Em uma época onde se diz “a pintura morreu”, Lucia mostra-nos um vigor raro no processo criativo, provando mais uma vez que pintura pode ser um meio inesgotável onde o artista é capaz de superar-se atualizando técnicas e tradições.
A principal temática dos quadros de Lucia Laguna é a paisagem. Apesar da predominância linear horizontal (listras, retângulos e demais elementos geométricos) necessária para preservar o espaço ocidental consagrado à paisagem, estes trabalhos evocam o rigor da abstração informal e podem ser a ela genealogicamente remetidos: o modo como são engendrados os problemas, intencionalmente mas com surpresas; as possibilidades de solução pelo tratamento expressivo; a estruturação do espaço feita a partir de algumas diretrizes prévias, mas centrada no processo.
Por meio de densas camadas cromáticas, a artista conecta, poeticamente, a paisagem urbana real e concreta com as imagens pictóricas de sua imaginação.
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Ding Musa e Maurício Ianês na Galeria Vermelho
A Galeria Vermelho apresenta, de 25 de abril a 20 de maio de 2006, as exposições individuais simultâneas “Mensageiro” de Maurício Ianês e “Baldio” de Ding Musa.
O trabalho do artista Mauricio Ianês aborda a falência da representação artística. Suas performances estabelecem um embate com o observador e buscam ultrapassar a barreira da linguagem, revelando novas relações e contatos fora do âmbito da linguagem. Tal pensamento permeia a série de novos trabalhos que serão apresentados em “Mensageiro”, título da exposição e da performance/instalação que ocupa o 1º andar da galeria. O vídeo “Alfabeto Barroco” e a performance/instalação “Mensageiro”, ambos de 2006, apontam para a riqueza e diversidade que pode existir na leitura individual dos observadores. A instalação conta com um jogo de cadeiras ligadas entre si, e que funcionam como elo para a performance que acontecerá na abertura da exposição. Nela, cada cadeira vazia representa um lugar a ser ocupado e aponta para um momento de espera, de suspensão indicando o lugar do receptor, do destinatário da mensagem que se transforma a cada vez que atinge seu destino. Tanto em “Sussurro”, vídeo de 2006, onde o artista explora possibilidades mais abrangentes de comunicação não verbal, como em “Tom”, instalação composta por 29 imagens que remetem às relações estabelecidas pela linguagem, também de 2006, existe uma tentativa de afetar o observador fisicamente através de intensidades sonoras e volumes que se projetam no espaço, alternando a distância entre a obra e o observador. Além desses trabalhos, será apresentada uma edição inédita de registros de performances realizadas pelo artista.
Em “Baldio” (2006), Ding Musa dá continuidade à sua pesquisa caracterizada pelo estudo de campos e paisagens desabitadas, coeficientes disponíveis para o cultivo e para a construção. Segundo o artista, há nesses campos, referências que apontam para o objetivo da construção em questão. As linhas do campo, o horizonte são delimitações que se dispõe para determinados fins, assim como as luzes, os tripés e demais elementos que aparecem na série de retratos “Fundo Infinito” (2006). Tais delimitações apontam para os limites tanto técnicos, quanto da própria linguagem.
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