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AP/DF/ES/RJ/SP/PE Trajetória 5 com Fábio Kneese na Vicente do Rego / Fátima Neves na Valu Oria
ANO 4 - N. 118 / 27 de outubro de 2004


NESTA EDIÇÃO:
Nelson Felix na Marília Razuk, São Paulo
Fátima Neves na Valu Oria, São Paulo
Gonçalo Ivo na Anita Schwartz, Rio de Janeiro
Trajetória 5 com Fábio Kneese na Vicente do Rego, Recife
Educação: Escola com arte - uma experiência de liberadade no MAM, São Paulo

Debates: Território Livre com Boris Groys no CCBB, Rio de Janeiro
Ciclo de Palestras - Como ser MAES, Vitória
INSCRIçõES:
13 º Encontro Nacional da ANPAP, Brasília
Pauta de Exposições SESC Amapá 2005 Macapá




Nelson Felix

Vazio Sexo

28 de outubro, quinta-feira, 19h30

Marília Razuk Galeria de Arte
Av. Nove de Julho 5719 - Loja 2
Entrada pela Rua Jerônimo da Veiga 62
São Paulo
11-3079-0853
www.galeriamariliarazuk.com.br
Segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 14h.
Preço das obras: R$10 mil a R$ 50 mil.
Exposição até 4 de dezembro de 2004.

Leia o release de imprensa.

Este material foi enviado por Marcy - Pool marcy@pooldecomunicacao.com.br

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Fátima Neves

28 de outubro, quinta-feira, 21h

Valu Oria Galeria de Arte
Alameda Gabriel Monteiro da Silva 1403
Jardins - São Paulo
11-3083-0811 / 0173
valuoriagaleria@ig.com.br
Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 14h.
Preço das obras: R$3 mil a R$8 mil.
Exposição até 20 de novembro de 2004.

Leia o release de imprensa.

Este material foi enviado por Valu Oria Galeria (valuoriagaleria@ig.com.br)

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Gonçalo Ivo
Pinturas e Objetos

29 de outubro a 5 de dezembro de 2004

Galeria Anita Schwartz
Rio Design Center Leblon
Av. Ataulfo de Paiva 270 / Loja 301 A
Leblon - Rio de Janeiro
21-2540-6446 / 21-2274-3873
Segunda a sexta das 10h às 22h; sábados, das 10h às 20h.

Rio Design Barra
Av. das Américas 7.777 / Loja 133 / 134
Barra - Rio de Janeiro
21-2438-7527 / 7528
Segunda, das 12h às 22h; terça a sábado, das 10h às 22h e domingo, das 15h às 21h.

Leia o release de imprensa.

Saiba mais sobre o artista.

Sobre a galeria.


Este material foi enviado por Paula Musa(paula@afflalo.com.br)

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Trajetória 5
Fábio Kneese

Vazio

29 de outubro, sexta-feira, 19h

Galeria Vicente do Rego Monteiro
Rua Henrique Dias 609
Derby - Recife
artes@fundaj.gov.br
Terça a domingo, das 14h às 19h.
Visita comentada:
29 de outubro, 20h.
Exposição até 7 de dezembro de 2004.

Leia o release de imprensa.

Este material foi enviado por Setor de Artes Plásticas da Fundação Joaquim Nabuco(artes@fundaj.gov.br)


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Escola com arte - uma experiência de liberadade
Arte produzida em dez escolas

Curadoria de Bené Fonteles

29 de outubro, sexta-feira, 18h

Museu de Arte Moderna
Parque do Ibirapuera - Portão 3
Grande Sala
11-5549-9688 / 5085-1300
São Paulo
www.mam.org.br
Segunda, terça, quarta e sexta, das 12h às 18h; quinta, das 12h às 22h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h.
Ingressos: R$5; R$2,50: estudantes; sócios do MAM, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. A entrada é franca às terças, durante todo o dia e às quintas a partir das 17h.
Exposição até 5 de dezembro de 2004.

Leia o release de imprensa.

Leia o texto de Bené Fonteles.

Leia o texto de
Milu Villela.

Este material foi enviado por Décio Hernandez Di Giorgi (decio.giorgi@conteudonet.com)

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Debates - Território Livre
Boris Groys

Curadoria de Alfons Hug

28 de outubro, quinta-feira, 18h30

Centro Cultural do Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março 66
Auditório 3° andar
Centro - Rio de Janeiro
21-3808-2030
Distribuição de senhas 30 min. antes do início do evento.
Tradução simultânea.

Artistas, críticos e curadores brasileiros e estrangeiros debatem o conceito da estética como Território Livre, tema da Bienal Internacional de São Paulo 2004, numa série de encontros no CCBB Rio de Janeiro.


Leia o release de imprensa e veja a programação.

Este material foi enviado por Meise Halabi (meisehal@terra.com.br)

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Ciclo de encontros e workshops - Como ser MAES
Acervo: por que, de que, para que, para quem?

Ângela Mascelani
Fernando Cocchiarale
Heitor Reis
Moacir dos Anjos
Mediação de Waldir Barreto

29 de outubro, sexta-feira, 18h30

Museu de Arte do Espírito Santo
Av. Jerônimo Monteiro 631
Centro - Vitória - ES

Auditório do Bandes
Av. Princesa Isabel - Ed. Caparaó 8º andar
Centro - Vitória - ES
27- 3132-8390
marte.es@ig.com.br
Coordenação: Célia Ribeiro, Inah Durão e Rafaela Zanete
Realização: Secretaria Estadual de Cultura do Espírito Santo e
Secretaria Municipal de Cultura da cidade de Vitória
Apoio: Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo - Bandes 


Saiba mais sobre os encontros.

Veja a programação.


Este material foi enviado por Waldir Barreto (waldir_barreto@terra.com.br)

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Inscrições
13 º Encontro Nacional da ANPAP

Tema: Arte em pesquisa: especificidades

10 a 13 de novembro de 2004

Instituto de Artes
Universidade de Brasília
Campus Universitário
Asa Norte - Brasília - DF
70910-900
Inscrições: anpap@unb.br
Informações e programação: www.arte.unb.br/anpapbsb ou www.corpos.org/anpap
Valores até 13 de novembro: Associados R$100; estudantes Associados: R$70; não-associados: R$100; estudantes não-associados R$70; estudantes do Instituto de Artes da UnB: R$40.
É obrigatória a apresentação de documento que comprove sua condição atual.


A ANPAP (Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas) é uma sociedade civil, de natureza científica, sem fins lucrativos, criada em 1987 e tem como objetivo primeiro congregar pesquisadores, centros e instituições de pesquisa para promover, desenvolver e divulgar pesquisas no campo das artes plásticas. Essa associação congrega pesquisadores nos seguintes comitês: História, Teoria e Crítica da Arte; Linguagens Visuais; Ensino e Aprendizagem da Arte; Curadoria; Conservação e Materiais.

Arte em pesquisa: especificidades é o tema do 13o Encontro da ANPAP, o espelho da pesquisa em artes no Brasil: graduação, pós-graduação, extensão na universidade brasileira e, ainda, pesquisa autônoma.


Este material foi enviado por Didonet Thomaz (didonetthomaz@teatromonotono.art.br)

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Inscrições
Pauta de Exposições SESC Amapá 2005

25 de outubro a 3 de dezembro de 2004

Galeria Antônio Munhoz Lopes
Rua Jovino Dinoá 4311
Beirol - Macapá - AP
68906-010
96-214-1323
Informações: cultura@ap.sesc.com.br
Segunda a sexta, das 8h30 às 12h e das 14h às 18h.
A seleção dos portifólios será feita pela Seção Artístico Cultural do SESC/AP.
Resultado: 24 de dezembro de 2004.

Saiba mais em Salões & Prêmios.

Este material foi enviado por Carla Marinho (cultura@ap.sesc.com.br)

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TEXTOS DO E-NFORME

Nelson Felix na Marília Razuk

Após seis anos de sua última individual na cidade, o artista carioca Nelson Felix (1954) apresenta na Marília Razuk Galeria de Arte a série inédita, “Vazio Sexo”, completando a sua “Trilogia dos Vazios”, pesquisa iniciada em 1991, quando foi contemplado com a Bolsa Vitae. São três esculturas em mármore carrara, prata e ouro, além de nove desenhos em papel japonês, feitos com crayon, prata, ouro e lacre.

Em “Vazio Sexo”, Felix aproxima elementos formalmente díspares, estranhos um ao outro, como, ossos dos calcanhares e objetos fálicos, moldados em ouro ou prata,  que colocados juntos a blocos de mármores, causam deslocamento e tensão na rígida geometria. Na exposição, Nelson apresenta ainda a série “Bamba”, composta de  seis esculturas em mármore e ferro.

A primeira parte da trilogia, “Vazio Cérebro”, foi apresentada no MASP, em 1993, antecipando a obra “Vazio” considerada uma das melhores na 23ºBienal Internacional de São Paulo, em 1996. A segunda,“Vazio Coração”, consta de dois trabalhos: um,  realizado no deserto de Atacama, no Chile, onde o artista fez uma série fotográfica, determinando a velocidade da máquina conforme o tempo das batidas de seu coração; o outro, é uma escultura de mármore com 22 pinos de ferro que está exposta a ação do tempo e a oxidação pelo sal, na Praia Redonda, no Ceará.

Essas obras, assim como toda a produção de Nelson Felix, passam por rigoroso planejamento, com alta precisão no cálculo e execução de cada peça, e ao mesmo tempo ficam à mercê, ao acaso da natureza. Segundo o crítico Paulo Venâncio Filho, o que  interessa ao artista é lidar com o primitivo, o instável, o desgovernado da vida e em contrapartida com o sistemático, projetado, estabilizado. “Procurando ocupar o mesmo espaço, uma busca, uma brecha no outro, uma passagem que não se realiza e fica apenas indicada, como um vazio interrogativo”.

Nelson Felix é um daqueles poucos artistas que trabalham na tradição milenar do ofício, ou seja, esculpe  suas obras com as próprias mãos. O mármore tem de ser carrara e os metais  moldados, seguindo os padrões da cultura clássica. “Tal anacronismo, na atualidade totalmente dominada pela tecnologia, é um dos traços insistentes e resistentes do trabalho, que o reveste de um vocabulário singularmente enigmático, de interesse próprio”, escreve Paulo Venâncio Filho sobre a exposição.

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Fátima Neves na Valu Oria

Trata-se de uma artista mineira, que vem apresentando um excelente percurso. Realizou diversas individuais, entre as quais: Instituto Cultural Cândido Mendes - Rio; Museu da Cidade-Belo Horizonte; Valu Oria Galeria de Arte - São Paulo. Entre as coletivas: Palácio das Artes-Belo Horizonte; Fundação Mokiti Okada - São Paulo; Academia Internazionale d’Arte Moderna - Roma; Museu de Arte de Brasília; Galeria Cemig - Belo Horizonte; Mail Art - Setubal, Portugal e Instituto de Artes de Porto Alegre UFRGS.
A artista vai apresentar uma exposição de pinturas recentes, dando continuidade ao que vem realizando nos últimos anos: a utilização de minério de ferro, pó de mármore e pigmentos de terra.

São trabalhos, que vêm da vivência constante e reflexão sobre o resultado destes materiais no espaço pictórico, ou seja: o aspecto físico da matéria, e a construção e descontrução do branco como instrumento da percepção e sentido da cor.

Estes materiais são um fio condutor na direção de um resultado equilibrado e um desafio em relação às suas próprias resistências.

A organização espacial se equilibra dentro da proximidade composicional.

O interessante no trabalho da artista é a sua ligação com suas próprias raízes, com a utilização de materiais, que vem do solo de sua terra.


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Gonçalo Ivo

Gonçalo Ivo nasce no Rio de Janeiro em 1958. Pintor, aquarelista, desenhista e ilustrador é filho do poeta acadêmico Lêdo Ivo, o que possibilita sua convivência com escritores e artistas desde a infância. Inicia seus estudos no MAM/RJ, em 1975, sob orientação de Aluísio Carvão e Sérgio Campos Melo. O aprendizado rende frutos: participa do I Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio, em 1978, e é selecionado para a IV Exposição Brasil-Japão, em 1979. Estréia nas aquarelas figurativas em 1980 e em 1981 estuda pintura na Europa. Arquiteto, formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), exerce atividades como professor do Departamento de Atividades Educativas do MAM/RJ, entre 1984 e 1986, e como professor visitante da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1986. Trabalha também como ilustrador e programador visual para as editoras Global, Record e Pine Press. Desde 1984 realiza diversas exposições no Brasil  e no exterior.  Destacam-se suas participações no Salão Carioca de Arte, no qual recebeu o 3º Prêmio de Desenho, na edição de 1984, em mostras na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Realiza individuais no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Paço Imperial, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Instituto Moreira Salles, entre outras.  Em 1987 reativa o ateliê em Teresópolis. Hoje vive em Paris, na França.

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Anita Schwartz Galerias de Arte Contemporânea

Com uma atuação de quase 20 anos no mercado de arte brasileiro, a história da Anita Schwartz Galeria de Arte se mistura à da marchand que dá o nome à galeria. Pernambucana radicada no Rio de Janeiro, Anita Schwartz tem sua trajetória intimamente ligada à divulgação e promoção principalmente da pintura nacional. Também vem investindo, há alguns anos, em outros suportes da produção artística como o objeto, a gravura, a fotografia, a escultura e o desenho.

Suas duas galerias – no Rio Design Leblon e Rio Design Barra - possuem uma programação anual que inclui os principais nomes do cenário brasileiro: Abraham Palatnik, Amador Perez, Daniel Feingold, David Cury, Eduardo Frota, Gonçalo Ivo, José Maria Dias da Cruz, Luiz Pizarro, Marcus André, Renan Cepeda e Rubem Grilo, entre outros.

Anita Schwartz entrou no mercado de arte em 1986 ainda de forma tímida. Mas foi no mesmo local onde hoje funciona sua galeria no Leblon - no 3o piso do Rio Design Center – que a marchand comandou a IDEA Galeria de Arte (1991-1996) e a Galeria A (1996-1999), preparando o terreno e firmando o endereço para sua aventura mais bem sucedida com a mudança de nome que aconteceu ainda em 1999.

Na Barra, a galeria surgiu em 2000 como uma necessidade de expansão para uma região, na ocasião ainda incipiente no mercado de artes plásticas. Com uma ampla área expositiva, que permite a montagem de obras de grandes dimensões, o espaço do Rio Design Barra complementou o projeto de uma galeria agora completa. Galeria que se faz, dia-a-dia, com a mão, o discernimento, o olhar, e a paixão pela arte. Características de Anita Schwartz.

Exposições recentes

Em 2004, Anita Schwartz promoveu, entre outras exposições, a primeira mostra individual de gravuras de Rubem Grilo em espaço não institucional, com obras produzidas entre 1986 e 2003; mostra de pinturas e objetos de Luiz Pizarro, que ocupou também a galeria da Barra e a exposição de pinturas de David Cury. Em 2003, Renan Cepeda, Fabian e Rogério Reis tiveram seus trabalhos reunidos na mostra Foto/3, integrante do mega evento FotoRio. Em 2002, a Anita Schwartz-Barra organizou a retrospectiva de Abraham Palatnik, precursor do cinetismo no Brasil. A mostra individual do artista foi listada pelo crítico de arte Wilson Coutinho (do Jornal O Globo) como uma das dez melhores daquele ano.

Recentemente, Anita Schwartz também integrou o esforço conjunto das galerias de arte contemporânea do Rio de Janeiro para recepcionar os visitantes da Bienal Internacional de São Paulo de 2004 na exposição Arquivo Geral, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

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Vazio de Fábio Kneese

A última exposição do Projeto Trajetórias 2004 é Trajetórias 5, individual do artista paulista Fábio Kneese Flaks, que acontece na Galeria Vicente do Rego Monteiro, entre 28 de outubro e 07 de dezembro. Trata-se do desenvolvimento e aprofundamento da série de desenhos “Espaços” que se iniciou com a ocupação de quinas de batentes, espaços vagos de gavetas por quadrados brancos pintados em suas superfícies. No estágio atual da pesquisa do artista, desenhos em grafite obtêm tamanho natural do objeto representado. Essa série partiu do questionamento de que para se obter o vazio é necessária a existência da matéria. A proposição é trazer este pensamento para o universo artístico, seus espaços expositivos e de criação.

Os quatro desenhos compostos por 49 folhas A3, que em conjunto formam diferentes perspectivas de um espaço vazio. Foram utilizados materiais que estão presentes no momento em que surge a primeira idéia e esta é traduzida através de um desenho simples e tosco. Mas, ao contrário do nosso hábito de desenhar, nestas obras a linha que deveria definir o desenho é justamente a superfície que não está preenchida pelos traços do grafite, enquanto que as áreas definidas por estas linhas, que seriam áreas vazias em nossos desenhos corriqueiros, estão cobertas pela matéria deixada pelo lápis. As linhas não preenchidas quase não aparecem, mas permitem a compreensão de um espaço que, mesmo completamente saturado de matéria, está vazio. O que o artista propõe é claramente um paradoxo: o excesso de matéria, trabalho e técnica para se criar o vazio.

Nos desenhos estão representados paredes que delimitam os espaços expositivos que tentam se aproximar de cubos brancos e buscam um vazio utópico. Devido à variedade de manifestações artísticas contemporâneas não sabemos para que propósito estas paredes foram criadas. Serão elas paredes para quadros? Desenhos? São telas para projeção de vídeos ou slides? Virão a ser murais? Será que o excesso do mundo contemporâneo está levando indeterminadamente a humanidade para o vazio de significado?

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Arte produzida em dez escolas têm exibição no MAM
 
"Escola com arte: uma experiência nos fins de semana", exibe de forma inédita a produção de estudantes e usuários de escolas abertas aos sábados e domingos; mostra se complementa com trabalhos de quatro artistas; setor Educativo do museu realiza várias atividades em paralelo.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM - abre ao público, no dia 29 de outubro de 2004, sexta-feira, às 18 horas, a exposição "Escola com arte: uma experiência nos fins de semana", com curadoria de Bené Fonteles e concepção educativa de Nair Kremer. São apresentados trabalhos de usuários de 10 escolas da rede pública estadual, situados na Zona Sul de São Paulo, e dos artistas Guto Lacaz e Luiz Hermano e também Nair Kremer e Bené Fonteles. Completa a mostra, os trabalhos de Renata Costa.
 
O projeto cenográfico é de Daniela Thomas e Felipe Tassara. Estão previstas a realização de debates sobre os assuntos correlatos à exposição e várias atividades do Setor Educativo do MAM, dentro e fora do espaço expositivo. Há a previsão da mostra receber 200 estudantes agendados a cada meia-hora, durante o horário de visitação. Em função do fluxo interno, o museu passa a ter acessos em separado: uma entrada (a tradicional) e uma saída (porta giratória que volta a ser reativada nos fundos da Grande Sala).
 
A exposição, que conta com vídeos, pinturas, desenhos, colagens, fotografias e esculturas é apresentada por meio de cinco módulos, espalhados num percurso de 11 ambientes: Rostos no Espelho, Outros Rostos, Paisagem da Alma, Descoberta de si mesma e Corpo em Movimento. O primeiro segmento, que se relaciona ao tema do auto-retrato, é interativo e conta com trabalhos de Bené Fonteles, que focou sua atenção nos auto-retratos de Van Gogh. Nessa fase inicial do roteiro de visita há espelhos, janelas e um vídeo a ser interagido pelo público. Em Outros Rostos estão trabalhos de alunos e Guto Lacaz relacionados às máscaras – objeto bastante explorado nas oficinas das escolas.
 
No módulo seguinte, Paisagem da Alma, se mesclam peças de estudantes e de Nair Kremer - que exibe uma mesa de areia com seu auto-retrato desenhado. Além disso, há a apresentação de dois tipos de maquetes produzidos por um grupo: as cidades imaginadas ou desejadas e as da realidade. Em Descoberta de si Mesma, estão 15 trabalhos, de 1978 a 1981, da convidada pela curadoria, a baiana, moradora em Rondônia, Renata Costa. Bené Fonteles a convocou pelo fato de sua produção ter influenciado fortemente o trabalho de arte-educação nas escolas. “Ela realiza um impressionante mergulho na cosmologia das coisas do mundo”, observa o curador e artista.
 
Na parte final está Corpo em Movimento que mostra um agrupamento de móbiles (chamados de “Máquinas Voadoras”), de Luiz Hermano. Os objetos que pairam no ar possuem uma linguagem lúdica e da livre associação sobre as coisas, assuntos recorrentes em artes plásticas. Hermano faz a ligação imaginosa entre máquinas e bichos.
 
A exposição, apesar de receber esses subtítulos, não faz a separação entre os trabalhos dos usuários das escolas e dos artistas. Os assuntos abordados e as poéticas de cada artista se articulam e dialogam com o propósito da exposição.
 
Como suporte, são exibidas cerca de 20 fotografias de Luigi Stavale com os estudantes participantes da exposição posando com seus trabalhos. As imagens, todas com a mesma postura orgulhosa, segundo Nair Kremer, valida o envolvimento e os resultados da iniciativa junto às crianças. “A finalidade da mostra é provocar um processo criativo dentro das escolas e ser isto uma das respostas à violência e também uma alternativa interdisciplinar no currículo escolar e ainda, quem sabe, uma alternativa de sobrevivência profissional”, diz Bené Fonteles.
 
A mostra é resultado da produção artística e educacional em 10 escolas da Capital envolvidas em projeto piloto, dentro do programa “Escola da Família” mantido pela Secretaria Estadual de Educação. A experiência de arte-educação ocorre apenas nas escolas da Zona Sul de São Paulo, que ficam abertas aos sábados e domingos para as atividades e que poderá ser ampliada a outros municípios paulistas. Estão integradas na atividade e na exposição pessoas de várias idades e não só os estudantes matriculados nas escolas.
 
Os estudantes, com orientação de monitores, produziram trabalhos artísticos. O programa estadual, criado há um ano, visa diminuir a violência, estimular a inclusão, educar por meio da cultura, esportes, saúde e qualificação profissional. A arte-educadora Nair Kremer está envolvida com as atividades de artes plásticas no projeto nas 10 escolas paulistanas. O entrosamento entre a experiência nas escolas e a exposição no MAM se baseia no seu trabalho.
 
Participam da mostra usuários das escolas estaduais Hermano R. da Silva, João Ernesto Faggin, Prof. José Nascimento, Prof. Dr. Lauro Travasso, Leonor Quadros, Prof. Luiz Simione Sobrinho, Prof. Maria Augusta Neves, Martins Pena, Prof. Reducino, e Padre Tiago Alberione.


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Escola com arte – uma experiência de liberdade

Bené Fonteles

Quando há mais de duas décadas iniciei minhas primeiras experiências com as oficinas de artes gráficas, jamais imaginei que naturalmente me tornaria também um educador. Esperava a cada uma das oficinas, que artistas ou estudantes de arte, fossem o público mais constante, mas o que prevaleceu foi a presença dos educadores. Chegaram tão numerosos e com tantas expectativas, que tive que adequar a proposta a seus anseios, procurando entender melhor minha responsabilidade na grande carência da arte na educação.

A cada oficina, me transformava num facilitador de processos, num educador da sensibilidade e da percepção do outro. Trabalhando mais tarde exclusivamente com a formação de educadores através da arte em todas as regiões do país, mais aprendi do que transmiti conhecimento.

Portanto quando o projeto Faça Parte do Centro de Voluntariado de SP e o MAM de SP, me convidaram para participar do processo criativo desta mostra, me senti não só honrado, mas em casa. E ainda mais, por facilitar como curador, a leitura da rica experiência vivencial e educacional da artista Nair Kremer, e por levar a dez unidades da rede estadual de ensino da cidade de São Paulo no Projeto Escola de Família, suas inovadoras provocações visuais muito bem explicitadas em seu livro “Deslocamentos - Experiências de arte-educação na periferia de São Paulo” (Edusp/Imprensa Oficial/Vitae).

Esta experimentação construída em meses de trabalho e com extrema liberdade e ousadia, ocupa pela primeira vez no Brasil, como experiência de arte na educação, o grande espaço de uma instituição importante como o Museu de Arte Moderna de SP. Tudo isso, graças a visão arrojada, solidária e sensível de sua presidente, Milú Villela.

Para que a provocação ficasse mais evidente e ampla, convidamos dois grandes artistas: Guto Lacaz e Luiz Hermano, ambos com experiências em oficinas de construção de obras que se aproximam do lúdico e da linguagem educativa. Eles, junto com jovens deste projeto, construíram instalações instigantes e interativas.

A exposição conta também com a participação do movimento ArteSolidária - com seus doze parceiros -, e com a Secretária de Educação do Estado de São Paulo, buscando novas formas de trabalhar e sonhar com uma juventude menos violenta e mais consciente de seu papel no futuro. Usando as ferramentas mais eficazes do criativo e dentro da realidade ambiental em que a comunidade se insere, “Escola com Arte – uma experiência educacional com a comunidade”, busca escutar também suas ansiedades e dúvidas. A resposta desta experiência foi o afloramento de sensibilidades mais agudas, do desejo de criar condições mais dignas e humanas que permitam lidar com as dificuldades e gerar também alternativas profissionais de sobrevivência.

A subjetividade e a poética com que a arte celebra e transforma a evolução da vida, pode ser também uma outra resposta para o acúmulo de conhecimento em que se transformou a  educação formal. Propomos portanto, com essa rica experiência, disponibilizar uma útil ferramenta para a  transdiciplinaridade na busca de sabedoria e solidariedade.

 Os jovens estão sedentos de compreender o seu papel cultural e político no planeta, além das meras aparências e carências do curto horizonte do mercado de trabalho, e, querem limites amplos para  criarem novos mitos entre os mistérios da vida e da morte. Pois, é no auge da famosa crise do rito de passagem da infância para adolescência, e desta, para o estado de adulto, que a ansiedade e o medo de crescer e ser, se fazem presente junto com toda a energia da adrenalina a flor da pele, os hormônios brotando no novo corpo,  descobrindo a sexualidade e buscando ao mesmo tempo uma identidade própria para a alma. Nestes reajustes naturais, vem a negação dos valores da tradição e da família. É ai que a escola entra com um papel fundamental e até terapêutico, ao colocar processos criativos dentro do currículo escolar. E isto se torna mais do que somente uma válvula de escape para facilitar processos educacionais. É a arte  surgindo de imediato como resposta positiva,  um veículo afirmativo da vontade de querer transformar e compreender o mundo com o olhar rico da diversidade e da transcendência.

O educador que compreender seu verdadeiro papel de facilitar esses processos de interação do educando com a escola, a família e a comunidade no meio dos desajustes e injustiças sociais, pode auxiliar muitos a elevar a auto-estima, ajudando também a entender que a violência e o mero inconformismo sem propostas para mudanças do meio, não são os caminhos viáveis.

A resposta está em criar no circulo educacional uma  base sólida de informação criativa e interação social amorosa para gerar alternativas para um Ser Integral. É este Ser que vai fazer a diferença no meio social, cultural e espiritual com a riqueza de seus conhecimentos e a beleza de sua diversidade. Só assim será possível criar uma nova e outra realidade cheia de possibilidades de mudança, encantamento e pertencimento à poética do Mundo. Exercitar com esta atitude uma ética de respeito e solidariedade ao outro e ao meio através de uma atitude artística, auxilia outras pessoas a sonharem também com um Mundo mais feliz, justo e belo.

Para mim o que justifica fazer arte e colaborar com este projeto, ao estar presente e por inteiro no mesmo sonho, é não deixa-lo morrer à mingua sem pão e poesia. O desafio mais urgente é manter a beleza e o equilibro em meio as grandes cidades com seu urbanismo caótico já marcado por falências e grandes fragilidades. São Paulo, a capital de maior carência,  grita para se plantar flor e arte em meio a dor e o feio.

A resposta é sempre plenamente educativa. Precisamos pensar e agir na urgência com solidariedade responsável para com o outro: aquele que é um conosco e com o ambiente. E ele deve ser saudável por que é diferente e rico por que pode fazer essa diferença ser também Arte. Uma arte que além do feio e do belo e de uma estética de rigor com a forma, encarna aqui no MAM _ o lugar desta tradição _, um desejo maior e melhor de inclusão de livre manifestações de imagens no circuito cultural.

As imagens aqui cruamente expostas, resistem como um grito na imensidão não mais periférica. Ultrapassa pela força de seu testemunho ético mais que estético, a densa fronteira do circuito viciado da cultura. Elas instigam o imaginário pelo vigor e  complexidade, por que ainda nos é a cara do desconhecido e do misterioso.  O que se constrói de arte nas “margens” de uma cidade como São Paulo, é também temido pelo preconceito de uma elite cultural e econômica,  por que esta mesma arte, não precisa por retoques e limites em suas próprias margens: a verdade nua da “periferia” é crua.

Portanto, estas imagens antológicas de uma experiência de intensa liberdade criativa, incomodam muito mais, do que pedem um simples olhar de contemplação.

 São as contundentes obras aqui expostas que nos olham, firmes e tensas. Provocações quase verbais e poéticas  com fome de necessidade de expressão. Estão nos exigindo compromisso e cumplicidade.


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Vislumbrando um novo museu

Milu Villela

Os fundadores do MAM, liderados por Cicillo Matarazzo, tinham um sonho: abrir na cidade de São Paulo um museu onde estivessem reunidas obras de arte moderna brasileira e internacional que pudessem ser apresentadas de forma didática e educativa. Várias mostras realizadas por ocasião da inauguração do MAM, em 1948, incluindo a mostra “Do Figurativismo ao Abstracionismo”, foram concebidas com esse objetivo.

A trajetória do museu foi traçada, desde o início, com a missão de que a arte deve fazer parte do cotidiano de todos e, assim, realizar incríveis transformações. Um exemplo muito feliz na nossa história é a brochura “Que é a pintura moderna?”, escrita por um dos criadores do Museu de Arte Moderna de Nova York, Alfred H. Barr, e traduzida para o MAM de São Paulo e do Rio de Janeiro. O pequeno volume, lançado em 1953, introduzia de forma didática e com grande sucesso a arte moderna entre nós. O MAM mal nascia e já tinha o seu perfil definido.

Esse livrinho foi um avanço que demos no país, dentro de um museu ainda em formação e que começava a atrair jovens artistas, um público ávido por novidades e as crianças. Essa idéia genial, com o texto cativante de Alfred H. Barr e reproduções de obras de Picasso, Mondrian, Portinari, Guignard, Matisse, Hopper e tantos outros, pontua o que sempre quisemos fazer pela arte. O assunto inclusão, portanto, esteve presente desde os primórdios da história do museu.

Quando iniciei minhas atividades no MAM, em 1995, almejei os mesmos propósitos e com o desejo de aprofundar ainda mais nessas questões. Afinal, a arte não pode ser restrita a um pequeno e privilegiado grupo, mas estar acessível a todos. Foi assim que iniciamos o setor Educativo, em 1996, hoje um dos mais importantes do país, desenvolvendo projetos especialmente concebidos para professores de várias escolas estaduais e municipais e recebendo mais de 50.000 mil alunos anualmente. Além disso, o projeto Igual Diferente, tem possibilitado a pessoas de certa forma excluídas da sociedade, a recuperarem a auto-estima e descobrirem um novo mundo por meio da arte. Os resultados são cativantes e os mais variados. O volume de respostas a essas atividades só nos impulsiona a prosseguir nesse trabalho.

Neste final de 2004, em que completo dez anos de atividade no MAM e prestes a comemorar, em 2005, os 55 anos da criação do museu, essa exposição – com curadoria de Bené Fonteles e a participação de artistas tão interessantes e produtivos como Guto Lacaz, Luiz Hermano e Nair Kremer, responsável pela concepção educacional – ganha sentido. Afinal, apresentamos um projeto conjunto que se fundamenta em experiência desenvolvida na rede estadual de escolas de São Paulo e que agora ganha um outro tipo de notoriedade: a do museu.

“Escola com arte. Uma experiência educacional com a comunidade” surge da produção de dez escolas fora da região central da cidade. Ou seja, são escolas públicas abertas nos fins de semana e que atraem os jovens a participarem de ações educativas, culturais e artísticas. São atividades com excelente repercussão e que agora ganham espaço do MAM.

Vale lembrar que o projeto nas escolas reduziu em 50% o índice de violência. Isso mostra que a iniciativa dá resultados efetivos e, ao ser mostrada no MAM, tem a capacidade de ser multiplicada pelos professores da rede de ensino do Estado de São Paulo e do Brasil que aqui estiverem. Esse é o sonho de tornar o Brasil um modelo de inclusão com esse projeto.

Tal experiência a qual o nome da exposição e do projeto escolar se refere lida diretamente com alguns dos conflitos atuais da nossa sociedade: a violência, a precariedade educacional de muitas crianças e jovens e a perda de perspectiva da própria vida. A experiência se contrapõe a esse estado de coisas e nos leva à liberdade – que a arte praticada em escolas de portas abertas possibilita.

Há uma ponta de orgulho, sem dúvida, em apresentar esse projeto, aparentemente inusitado na agenda de exposições do MAM. Prosseguimos assim na construção da história de um museu voltado para a arte moderna e contemporânea e que tenha sempre uma conduta educativa, de conquista de novos públicos. Com mais essa ousadia, o MAM propõe uma reflexão sobre a arte e sobre a sociedade vibrante em que vivemos.  

Milu Villela é Presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo

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Território Livre no CCBB

Boris Groys

Berlim Oriental, 1947
Estudou filosofia e matemática em Leningrado.
Desde 1994, é professor de arte, filosofia e meios de comunicação em Karlsruhe, Alemanha.

Ele fala sobre os arquivos e os museus como espaços que possibilitam a imortalidade das coisas, sentimentos, atitudes e a ampliação do horizonte do que nós denominamos cultura.

"Os arquivos e os museus são os espaços de comparação em que predomina uma outra neutralidade, uma outra homogeneidade - uma neutralidade e uma homogeneidade da imortalidade. Em arquivos se reúnem coisas que são reconhecidas, das quais se pensa: essas coisas não devem passar, elas devem durar, elas devem ser salvas da morte, elas não podem partilhar o destino de todas as coisas. Só por conta disso surge a possibilidade de comparar essas coisas umas com as outras, pois coisas passageiras não se podem comparar entre si. Importante é somente a decisão - que também pode ser uma decisão perfeitamente pessoal - em favor da imortalidade de determinadas coisas, sentimento e atitudes. É antes de tudo essa decisão que abre o horizonte do que nós denominamos cultura."

Programação:

14 de outubro
Nelson Aguilar e Ivens Machado

28 de outubro
Boris Groys

11 de novembro
Sarat Maharaj

25 de novembro
Artur Barrio e Luiz Camillo Osorio

9 de dezembro

Roger M. Buergel

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Ciclo de palestras como ser MAES

Ciclo de encontros e workshops promovidos pela Secretaria Estadual de Cultura e pelo Museu de Arte do Espírito Santo, com profissionais de todo o país, renomados por suas atuações no setor de museus de arte.

Os encontros se distribuirão entre setembro e novembro deste ano, abordando tematicamente a questão comum de uma suposta “crise de identidade dos museus de arte no Brasil”.

Aberto no dia 23 de agosto, pela Secretária Estadual de Cultura Neusa Mendes e pelo Diretor do Museu Nacional de Belas-Artes Paulo Herkenhoff, o objetivo geral do “Como ser MAES” é tornar a cidade de Vitória, durante quatro meses, o principal foro nacional de discussão e intercâmbio acerca da legitimidade e da viabilidade de um museu de arte administrado pelo Poder Público no país, localizado em um município fora do chamado eixo econômico-cultural do país.

O objetivo específico é elaborar, ao final e com base na série de debates, encontros e explanações, um documento conclusivo que estabeleça e defina diretrizes básicas capazes de nortear um perfil, um conceito e uma missão para o Museu de Arte do Espírito Santo.

Atendendo à decisão política da Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo de revitalização e criação de uma identidade para o Museu de Arte do estado e um plano de ação para o setor das artes plásticas, o ciclo de encontros “Como ser MAES” surge para se constituir em um instrumento de coleta de informações e experiências geradas ao longo dos últimos anos no país, positivas e negativas, que sirvam de parâmetro e modelo. Por outro lado, com a afluência a ser criada de profissionais renomados e representantes de instituições afins de projeção reconhecida, o “Como ser MAES” constituir-se-á, também, em um eficaz canal de intercâmbios e interfaces com outros estados e centros culturais, contribuindo para uma ainda maior inserção do estado do Espírito Santo nos cenário e circuito nacionais de arte.

Como ser MAES é uma realização da parceria entre a Secretaria Estadual de Cultura do Espírito Santo e a Secretaria Municipal de Cultura de Vitória, com apoio do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo – BANDES, concebida e supervisionada por Waldir Barreto a partir da idéia original da Secretaria Estadual de Cultura Neuza Mendes.

Concepção e mediação dos encontros:

Waldir Barreto
Professor de História da Arte no Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo; mestre em História Social da Cultura pela PUC/RJ; criador do Salão Nacional de Arte de Goiás; diretor do Museu Bispo do Rosario entre 1998 e 2001 com curadorias sobre o acervo em Brasília, Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e México; diretor do Museu de Arte de Goiânia no início de 2004; curadorias independentes e textos críticos para diversas individuais, como João Carlos de Souza, Maxim Malhado, Milton Machado, Santiago Vera Cañizares, Vicente de Mello, entre outros.

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Programação:

29 de outubro, sexta-feira, 18h30

Acervo: por que, de que, para que, para quem?


Ângela Mascelani
Diretora do Museu da Casa do Pontal.

Fernando Cocchiarale
Crítico de arte; professor de Estética do Departamento de Filosofia e do Curso de Especialização em História da Arte e Arquitetura do Brasil, na PUC-Rio; e professor da EAV / Parque Lage, Rio de Janeiro. Em 2000, assumiu a curadoria do MAM- RJ. É autor, com Anna Bella Geiger, do livro Abstracionismo Geométrico e Informal e de textos publicados em catálogos e revistas de arte. Participa como curador-coordenador do programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Foi coordenador de artes visuais da Funarte; atuando como membro de júris e comissões de seleção de eventos como Salão Nacional de Artes Plásticas. Foi curador, entre outras exposições, O Moderno e o Contemporâneo, Coleção Gilberto Chateaubriand, 1981 (com Wilson Coutinho); e Rio de Janeiro 1959 / 1960, Experiência Neoconcreta.

Heitor Reis
Diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia e criador do Salão Nacional de Arte da Bahia.

Moacir dos Anjos
Diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM, Recife). Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco desde 1989. Integrou a equipe de coordenação curatorial do Programa Itaú Cultural de Artes Visuais. Curador das exposições Nordestes; Entre o Mundo e o Sujeito; Projeto Curador Visitante no Espaço Cultural Sérgio Porto; Adoração – Nelson Leirner e Ernesto Neto / Rivane Neuenschwander. Escreveu ensaios sobre História e Teoria da Arte para várias publicações nacionais, como Arte & Ensaios, Revista da USP, Estudos Avançados e textos críticos sobre artistas em catálogos e livros para os artistas Antonio Dias, José Patrício, Valeska Soares, Vik Muniz.

12 de novembro; sexta-feira, das 14h às 16h no auditório do MAES
Workshop

Márcia Muller
Museóloga, atua em museus de arte brasileira com pesquisa, catalogação de acervo, reserva técnica e montagem de exposição desde 1979. Diretora de Divisão de Acervo do Museu de Arte Contemporânea Niterói. Desde 94, coordena as Coleções João Sattamini e MAC Niterói.

19 de novembro, sexta-feira, das 19h às 21h30 no auditório do BANES
mesa-redonda

O público do museu público

Kátia Canton
Crítica e professora. pós-graduada em Artes Interdisciplinares pela Universidade de Nova York. Livre docente em Teoria e Crítica de Arte pela Escola de Comunicação e Arquitetura da Universidade de São Paulo. Docente e curadora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; colunista da revista Bravo! e colaboradora da Artforum de Nova York. Já publicou mais de 20 livros, entre eles Novíssima arte brasileira, Retrato da arte moderna e O trem da história.

Guilherme Vergara

Professor do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense e diretor da Divisão de Arte Educação do Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Mestrado em Artes e Instalações Ambientais (New York University). Doutoramento em Filosofia da Arte no Departamento de Arte da Universidade de Nova York: O desafio da missão dos museus de arte contemporânea no Brasil, através de estudos de casos paradigmáticos como o MAC-Niterói, o Centro de Arte Hélio Oiticica e 24ª Bienal de São Paulo. Tem participado de seminários, conferências e cursos sobre projetos de educação para a arte contemporânea.

Marília Panitz
Coordenadora das ações educativas do Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília.

Milene Chiovatto
Coordenadora da área de Ação Educativa da Pinacoteca do Estado de São Paulo e artista plástica; Mestre em Ciências da Comunicação/Sociologia da Arte pela ECA/USP; graduada em Educação Artística pela Universidade Mackenzie; professora da disciplina de Estética nos cursos de especialização em Artes Visuais da Faculdade de Belas Artes de São Paulo e da Universidade São Judas Tadeu; professora concursada da Universidade Federal de Uberlândia; coordenadora de várias ações educativas como XXIV Bienal de SP, Rede Arte na Escola, entre outros; publicou o artigo O Professor Mediador no Boletim Arte na Escola, nº 24. da Fundação Iochpe de Porto Alegre e o artigo Cultura Italiana no Brasil: Um exemplo na revista científica das Faculdades Integradas de Guarulhos: Revista Cultural das FIG - Ano I - nº 1, entre outras.

Stela Barbieri
Artista plástica, Diretora da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake onde coordena cursos de formação de professores, equipe de atendimento ao público e publicações de apoio às exposições, além de cursos das várias linguagens artísticas para público em geral e especializado. Educadora há 18 anos na Escola Experimental Vera Cruz.  Participa há  5 anos do projeto Escola que Vale na ONG CEDAC desenvolvendo oficinas de artes em várias regiões do país para professores de escola pública. Realiza  apresentações de contos da tradição oral  e já  participou de um espetáculo na Sala São Paulo com a Orquestra Popular de Câmara.

20 de novembro, sábado das 10h às 12h no auditório do MAES
workshop

Kátia Canton
Crítica e professora. pós-graduada em Artes Interdisciplinares pela Universidade de Nova York. Livre docente em Teoria e Crítica de Arte pela Escola de Comunicação e Arquitetura da Universidade de São Paulo. Docente e curadora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; colunista da revista Bravo! e colaboradora da Artforum de Nova York. Já publicou mais de 20 livros, entre eles Novíssima arte brasileira, Retrato da arte moderna e O trem da história.

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