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Lançamento Revista Número Dois na Livraria Boa Vista / 8:7 no Parque Lage
ANO 3 N. 111 / 05 de setembro de 2003




NESTA EDIÇÃO:
Bandeiras do Brasil no Museu da República, Rio de Janeiro
Rosane Cantanhede na Lana Botelho, Rio de Janeiro
8:7 no Parque Lage, Rio de Janeiro
Poema Planar – Espacial no SESC, Campos
Arte e saúde mental no CCSP, São Paulo
Mariana Lima no Caibro, São Paulo
Lançamento Revista Número Dois na Livraria Boa Vista, São Paulo
Debate Arte e Espaço no Parque Lage, Rio de Janeiro
Palestra sobre a exposição In Between na Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro


 


Julia Csekö
- Ode À Bandeira

Bandeiras do Brasil
Adolfo Montejo, Anna Bella Geiger, Antônio Manuel, Arthur Bispo do Rosário, Brígida Baltar, Carlos Vergara, Chang Chi Chai, Claudio Cambra, Cristina Pape, Custodio Coimbra, Cyríaco, ,Emmanuel Nassar, Felipe Barbosa, Francisco Gregório Filho, Goto, Hélio Oiticica, Jorge Duarte, Jorge Eduardo, José Tannuri, Julia Csekö, Livia Flores, Marcos Cardoso, Marcos Chaves, Martha Niklaus, Milton Machado, Ni da Costa, Ricardo Ventura, Ronald Duarte, Suely Farhi, Xico Chaves e Jards Macalé,
Zé Andrade
Curadoria: Ernandes Fernandes e Marta Niklaus

7 de setembro, domingo, 14h

Museu da República
Rua do Catete  153
Catete  Rio de Janeiro
21-2205-0603 / 3873-5149 / 3873-5216
Segunda a sexta, das 10h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.
Exposição até 21 de setembro de 2003.
Ingresso: R$ 5 (grátis às quartas); crianças e maiores de 65 anos não pagam.
Exposição até 19 de novembro de 2003.

Na primeira grande produção cultural que realiza sob a égide do Governo Lula, o Museu da República abre seus portões para reverenciar o Pendão da Esperança. Com “Bandeiras do Brasil”, o novo diretor da Casa, Ricardo Vieiralves, vai cobrir de bandeiras os salões e os jardins do Palácio do Catete, edifício símbolo da república brasileira, no período entre o 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, e o 19 de Novembro, o Dia da Bandeira.

No interior do Palácio, a protagonista é a bandeira brasileira. A mostra que vai ocupar os principais salões reúne 31 artistas que, em diferentes momentos da história recente do país, dos anos de 1960 aos dias de hoje, se apropriaram do símbolo da pátria como objeto de arte, com a ilimitada liberdade que só aos artistas é dado experimentar.

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Rosane Cantanhede
Interconexões
Curadoria: João Wesley

5 de setembro a 26 de setembro de 2003

Galeria Lana Botelho Artes Visuais
Rua Marquês de São Vicente  90 / 101 térreo
Gávea   Rio de Janeiro
21-2512-9841
Segunda a sexta, das 14h às 18h; quintas –feiras, das 14h às 19h30; sábados das 12h às 16h.
Apoio: Impexco-Sichel, Oficina da Gastronomia, Ateliê da Imagem, Stúdio 707

 
Interconexões

SONIA SALCEDO DEL CASTILLO


Arrependimentos sem dor, camadas e camadas de tinta são lançadas sobre a tela. À maneira da Renascença, o óleo é construção na pintura de Rosane Cantanhede, porém, em busca de outra relação espaço-temporal. Nela, sucessivas veladuras e transparências são como resíduos do tempo afetivo da artista. A cada camada de tinta, memórias e memórias são registradas, e, assim, também o tempo é acrescentado ao campo da tela.

Campo, tempo, memória – tentativa paciente de reorganizar o uso de elementos visuais pertencentes à vivência da realidade objetiva, como fragmentos das experiências humanas, científicas, tecnológicas, urbanas... Daí Cantanhede construir imagens cujas formas se relacionam à arquitetura na planimetria de seu espaço, às artes decorativas na feição de seus esquemas gráficos, ao corpo humano (físico e etéreo) na meticulosidade de sua estrutura e, ainda, ao universo técnico-científico na complexidade de seu conteúdo ou conceito.

Mas, distante de sua real significação, o acúmulo desses elementos transforma-se em matéria estrutural da poética da artista. Em seus trabalhos, formas, prosaicas ou não, são como grãos de areia em uma ampulheta a depositar-se sobre espaço pictórico, transformando-se assim em imagens cujo marco é reconhecidamente vestígio da ação.

Espaço, ação, projeto – sob a lógica do traço, a artista define seu território plástico. Tudo que no mundo possa ser repetido e gerar a “sensação visual de campo, trama ou rede de conexões” é objeto de pesquisa para Cantanhede. Sim, por que não? Formas-imagens, seqüestradas e reprocessadas, são projetadas na tela, como num jogo ou, melhor, como na vida. E, assim, das primeiras às últimas camadas de óleo tinta, a artista tece o ninho espaço-temporal, de onde sua pintura nasce, devendo, entretanto, amadurecer lentamente (aguardando o tempo de secagem), para só então se deixar mostrar.

De fato, no conjunto de suas pinturas mais recentes, padrões rígidos de homogeneidade perdem força em favor de transparências que permitem deixar à mostra os questionamentos lançados no curso de seu processo criativo. Grafismos e pinceladas travam um pacto de compadrio, e, abusando de transparências, a pintura prossegue criticamente, mudando de idéia: “faço, me arrependo, faço por cima, continuo a fazer”, a transformar, a registrar. Como num caderno de anotações, cada pincelada é pensamento, cada gesto, um registro. E é a partir desse acúmulo de informações que sua pintura vai surgindo – assim, de dentro para fora, deixando à mostra os acidentes, os erros, as mudanças, enfim.

Desnudando seus arrependimentos (ou processo), Rosane Cantanhede parece apresentar uma estória sem fim (também sem princípio nem meio, aliás), em que “o tempo é quase uma obsessão”, assim como nas questões pertinentes a este momento, quando o produto do processo evolutivo da história parece reduzir-se ao mesmo plano. Um plano que não tem dimensão e é sempre transformável, no qual, sem hierarquias, todas as coisas se encontram.

Com base na multiplicidade de meios e articulações que caracterizam estes tempos, a pintura de Rosane Cantanhede remete à idéia de rede: entrelaçamento de devires, conexões, linhas de circuito, transformações, em que todos nos encontramos, como pontos, coordenadas, interconexões.

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8:7
Amalia Giacomini, Ana Holck, Cleone Augusto, Gustavo Prado, Ivani Pedrosa, João Camilo Pôppe, Rogério Marques

6 de setembro, sábado, das 16h às 20h

7 de setembro, domingo, das 12h às 16 h


Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Rua Jardim Botânico 414
Rio de Janeiro
21-2538-1091
eav@parquelage.org.br
http://www.eavparquelage.org.br

Oito horas de exposição para sete artistas é uma extensão do curso Sobre escultura contemporânea de Iole de Freitas, onde os artistas discutem semanalmente seus trabalhos.

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Poema Planar – Espacial
Aluísio Carvão, Antonio Manuel, Franz Weissmann, Haroldo Barroso, Ivan Serpa, Johannes Itten, Joseph Breuer, Lygia Clark, Lygia Pape, Osmar Dillon, Paiva Brasil, Paulo Roberto Leal, Sophie Tauber-Arp, Tomaz Maldonado, Vatema, GO, Willys de Castro
Curadoria: Armando Mattos

6 a 28 de setembro de 2003

SESC Campos
Avenida Alberto Torres  397
Centro   Campos   RJ
22-2722-6050 / 2722-3140
Terça a sexta, das 12h às 21h; sábados e domingos, das 11h às 20h.


Mostra convida o espectador a um decidido passeio pela arte de filiação construtivista, analisando a influência dos modos de produção industrial nas artes plásticas, no design e na poesia, do início do século aos anos 70.

O diálogo entre a exatidão científica e tecnológica e as artes visuais em um repertório que se estende da imagem à palavra. Este é o cerne de Poema Planar-Espacial  no Sesc CAMPOS. São 25 obras, de um extenso período – dos anos 20 aos 70 – apresentadas pelo curador Armando Mattos, idealizador da Coleção Projeto Concreto. Poema Planar-Espacial começa com a revelação de uma nova sintaxe artística que surge no início do século XX. A arte construtiva, atenta ao coletivo, incorpora elementos que priorizam os processos de execução e produção industriais.

Esta viagem pela ala construtivista-funcionalista da arte do último século começa pela Poltrona Wassily, de Jospeh Breuer, de 1923, projetada tendo por base o aço tubular. “Cria-se aqui um novo padrão de móveis. Para se ter uma idéia, a inspiração de Breuer veio do guidão de sua bicicleta Adler”, diz Mattos. O impacto de descobertas e invenções apresentadas pela indústria surge nas obras de artistas como a francesa Sophie Tauber-Arp. Precursora do Concretismo, ela comparece na mostra com uma de suas poucas criações pertencentes a acervos latino-americanos. Em uma serigrafia da década de 30, sem título, com a imagem de uma cruz (ícone da noção acadêmica de ordem dos planos de composição), ela explora o dinamismo de linhas e cores, revelando um poder sugestivo nas tensões espaciais que se formam dentro da pintura.

Assim também pode ser encarado O Casulo, de Lygia Clark, de 1958. A peça anuncia a chegada dos seus Bichos, objetos articulados que buscam “saltar” da parede, em busca do espaço. É o criador estabelecendo novos limites espaciais e sensoriais com a ajuda das novas tecnologias. Exatamente como na obra de Franz Weissman, de 1957, em exibição em Poema Planar-Espacial, a obra aqui resulta da dobra, recorte e junção de placas de metal replicadas, sejam quadradas, circulares ou triangulares. “Por conta de seu processo peculiar de criação e circulação, as artes plásticas ficaram, de certo modo, distanciadas do grande público. Mas agora os artistas mostram que não estão isolados do processo social ao qual, inevitavelmente, eles estão inseridos”, diz Mattos.

Cada artista é agora obrigado a montar sua própria geometria. E a poesia concreta vai se vincular a este contexto de forma natural. Ou, como diz Armando Mattos, recorrendo ao título da mostra: “a passagem do estado planar para o espacial se dá com o manuseio da página pelo espectador”. Nessa tradição ganha importância a apresentação do Poema Objeto, Cheio, de Osmar Dillon, que utiliza o elemento gráfico em placa de madeira trabalhada pelo artista. Desde os anos 60 o artista buscou, de forma original, uma integração entre poesia e pintura. Um dos últimos poetas neoconcretistas vivos, Dillon, que se isolou em seu ateliê em Ipanema em 1975, também terá o objeto poema Paz, de 1969, apresentada na mostra.

A influência sofrida pela palavra escrita a partir da evolução da imprensa (dos próprios processos de impressão) e das escolas de design pode ser ainda mais exemplificada no desenho da Série Anti-Letra de Ivan Serpra de 1971. E a obra de Paulo Roberto Leal, aqui representada por sete títulos, incluindo as séries Armagem e Desarmagem, de 1972, mescla os princípios neo-concretos com os materiais crus da arte Povera (animais, vegetais ou industriais). “Paulo Roberto utiliza aquilo que esta disponível, e constrói seus objetos a partir da inserção do material cotidiano”, lembra Mattos. Para se ter uma idéia, durante os anos 70 o artista apresentou nas Bienais de São Paulo e de Veneza obras a partir de papéis bobinados de máquina de calcular e de embalagem e uso industrial. E o público, mais uma vez, poderá manipular as ‘desarmagens’, feitas com papel craft. “Aqui nós reeditamos alguns desses trabalhos do Paulo para convidar o público a se inserir no universo participativo da arte.”, diz Mattos.

A curadoria de Poema Planar-Espacial é extremamente singular. As obras pertencem a uma única coleção, a Projeto Concreto, há 15 anos construída por Armando Mattos. Assim Mattos, que também é artista, é o colecionador e o curador da mostra. “Tenho uma visão panorâmica destas reedições que definem o Poema Planar-Espacial. As peças ganham uma dimensão tal que não podem mais ser vistas sem o todo”, diz Mattos. Por isso ele optou por uma linha cronológica clara e estabeleceu um percurso histórico, que passa pelo concreto paulista influenciado pela rigidez do suíço Max Bill, pelo neoconcreto carioca mais lúdico e tocado pela ode ao movimento de Alexander Calder e chega a nomes como os de Haroldo Barroso e Antônio Manuel, com seu desenho objeto  que se projeta  para o espaço’. Poema Planar-Espacial é uma oportunidade rara de se ver em perspectiva a vertente construtivista da arte, que busca, a todo tempo, e tendo como aliado maior o lúdico, a ação do espectador.

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Arte e saúde mental

6 de setembro, sábado, 11h

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro 1000
Paraíso   São Paulo
11-3277-3611
Terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 18h; domingos, das 10 às 18h.
Exposição até 28 de setembro de 2003.

Centro Cultural São Paulo realiza exposição arte e saúde mental

A Secretaria Municipal de Cultura promove, no Centro Cultural São Paulo, a exposição Arte e saúde mental, uma mostra de trabalhos de alunos - jovens e adultos - realizados no Ateliê de Artes do CCSP, em parceria com o Hospital do Servidor Público Municipal.

A exposição Arte e saúde mental apresentará várias técnicas, tais como desenhos, pinturas, colagens, papelagem, modelagem, etc, trabalhos elaborados por pacientes do Hospital do Servidor Público Municipal que estão em tratamento psiquiátricos.

Será mostrada também a produção artística que os Centros de Convivência e Cooperativa da Secretaria Municipal de Saúde, vêm construindo, de maneira diversificada em nome da inclusão social e do desenvolvimento ativo e criativo de inúmeros cidadãos paulistanos.


Paralelamente à exposição será realizado um ciclo de palestras semanais sobre o tema Saúde Mental, ministrado por profissionais especializados no assunto. As palestras serão sempre às 19h.

Programação:
9 de setembro, terça-feira
Sala Adoniran Barbosa
Apresentação do Coral Cênico da Saúde Mental
Marilena Chauí, professora dra. de Filosofia/USP; ex-secretária de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo

10 de setembro, quarta-feira
Sala de Debates
Apresentação de programas de ação educativa em museus e exposição de arte para públicos especiais e inclusivos; Isabel Cristina Lopes, psicóloga, coordenadora do Cecco  Ibirapuera e do Coral Cênico Cidadãos Cantantes do C.C.S.P; Amanda Tojal,arte-educadora, coordenadora do Programa Públicos Especiais da Pinacoteca do Estado.
Mediadora: Carmita Muylaert Moreira

17 de setembro, quarta-feira
Sala de Debates
Sérgio Destéfani Urquiza, psiquiatra do CAPS Itapeva, psicanalista e participante do movimento Luz Cidade; Eduardo Valarelli, fundador e diretor do Projeto Carmim.
Mediadora: Tereza Cristina Gonçalves

23 de setembro, terça-feira
Sala Adoniran Barbosa
Eduardo Galvão Barban, psiquiatra, iniciador do Projeto "Oficinas Arte e Saúde Mental" uma parceria entre o Centro Cultural São Paulo/SMC e o Hospital do Servidor Público Municipal/SMS; Leopold Nosek, psicanalista; Valentim Gentil - HC/USP
Mediador: Eduardo Galvão Barban

24 de setembro, quarta-feira
Sala de Debates
Isabel Marazina, analista institucional, foi supervisora do Programa da Secretaria Municipal de Saúde de Santos. Diretora da Clínica de Psicologia do Instituto Sedes Sapientiae; Maria Heloísa Corrêa de Toledo Ferraz, professora dra. aposentada da Pós-Graduação ECA/USP. Doutorado sobre Arte no Juquery - "A Escola Livre de Artes Plásticas do Juquery".
Mediadora: Tereza Cristina Gonçalves


A criação do projeto oficinas

Em 1990, o filósofo e professor José Américo Mota Peçanha, então diretor do Centro Cultural São Paulo, teve a iniciativa de propor parcerias com instituições da região, por acreditar que "a vida e sua expressão são questões nossas enquanto seres humanos e a distância entre esses serviços de localização tão próximos (CCSP e HSPM) é um reflexo das divisões e classificações artificiais que, criadas para a apreensão da vida, tornaram-se extremamente limitadoras quando introjetadas, levando a perda do todo e fragmentação da universalidade".

Talvez pelo histórico já então constituído entre Arte e Saúde Mantal, o HSPM indicou o Ambulatório Psiquiátrico para a construção desta parceria. O convite de José Américo, apesar de desafiador, abriu novas perspectivas de trabalho nesse Ambulatório.

O trabalho em saúde mental desenvolvido num espaço cultural foi iniciado então com a Oficina de Artes, sob a coordenação do dr. Eduardo Galvão Barban e da dra. Helena Veras Baptista, psiquiatras do HSPM, e dos profissionais de artes plásticas, Carmita Muylaert Moreira e Jorge Lauritz Lemke Filho do Ateliê de Artes do CCSP,  que teve, desde o início, uma perspectiva interdisciplinar, buscando a integração e contribuição de profissionais de diversas áreas, como psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, professores de artes e bibliotecários.

Ao longo da trajetória do Projeto outras iniciativas foram implantadas, como a oficina de expressão corporal, coordenada por Thaís Rodrigues Silva. Dessas iniciativas permanecem em atividade no CCSP a Oficina de Arte para Adultos, a Oficina de Papel e, em 2002, estabelece-se a parceria entre a PPIA - Psiquiatria e Psicologia da Infância e Adolescência do HSPM. 

As Oficinas têm como objetivos comuns permitir aos pacientes participar de um espaço público não estigmatizado como espaço de tratamento; despertar seu potencial criativo, utilizando-se de formas diversas de expressão; vivenciar novos e diferentes vínculos interpessoais e com a Arte; aumentar seu repertório artístico; fortalecer sua auto-estima, ampliar sua sociabilização e garantir o exercício da cidadania.


Oficinas em funcionamento

Oficinas de Artes - Adultos
Oficina que pode ser considerada aberta, já que tanto podem entrar novos participantes como alguns podem faltar por longos períodos e retornar sem novo processo de inscrição.

Oficina de Papel
O objetivo é, com a experiência do trabalho na Oficina, criar possibilidades de abrir e manter o espaço do fazer artístico. Os projetos de atividades são desenhos, pinturas, colagens, confecções de objetivos em papel machê e outros, que podem vir a compor o acervo da Oficina ou serem levados pelos pacientes. As produções podem ser individuais e coletivas.

Oficina de Artes - PPIA
É a iniciativa mais recente desta parceria com o CCSP e surge como um recurso significativo que oferece aos adolescentes a possibilidade de escolha de uma nova forma de expressão psíquica: a artística.

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Mariana Lima
Seção

6 de setembro, sábado, 18h

Caibro
Rua Tagipuru  91
Barra Funda   São Paulo
11-3638-760
Quarta a sábado, das 14h às 19h.
Exposição até 26 de setembro de 2003

São instalações e interferências no espaço do Atelier, feitas com lâminas de vidros, além de gravuras impressas em tecidos, que tratam o espaço e a inserção do observador neste. Os vidros atuam como planos onde um pedaço do ambiente é recortado e transposto -através do reflexo- para um outro lugar. Desta forma, une-se a outros recortes e interagem com fatores móveis externos, num seqüência de seccionamentos, transposições e sobreposições.

Quanto às gravuras, o bordado surge como um elemento externo, no qual cria-se outro momento diferente da tinta. O próprio tecido é -em alguns momentos- costurado de forma a criar diferenças e interferências na composição.

Numa de suas obras, a artista rompeu com a simetria conhecida de uma sala, abriu um retângulo na parede e instalou sete lâminas de vidro. Devido ao ângulo obtido, há um reflexo que distorce o ambiente ao redor. A posição deste conjunto em relação à uma escada próxima, permite que o visitante ao subí-la, observe as mudanças visuais decorrentes do percurso. Ao mesmo tempo, pode-se notar a interferência do visitante que está subindo a escada sobre o conjunto.

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Lançamento
Revista Número Dois - O Espectador no Poder

6 de setembro, sábado, 14h

Livraria Boa Vista
Av. Brig. Faria Lima  2.007
Jd. Paulistano   São Paulo
11-3031-4158
contato@livrariaboavista.com.br


Editada pelos jornalistas e críticos Fernando Oliva e Juliana Monachesi, a Número Dois - O Espectador no Poder discute a participação e o papel do público na arte, levando em conta uma estrutura ampliada, que envolve política cultural e ideologia. O artista Artur Lescher realiza uma intervenção nas páginas da revista. Entre os diversos ensaios publicados, a curadora Regina Teixeira de Barros critica a Bienal de Veneza; o crítico Cauê Alves fala da participação nas obras de Hélio Oiticica, Lygia Clark e Nelson Leirner; a arquiteta Ligia Nobre analisa os problemas do projeto do Guggenheim-Rio; o crítico José Augusto Ribeiro questiona a função dos setores educativos dos museus; e Monachesi avalia a colaboração entre artista e espectador na obra de Ana Tavares.

A revista Número, cujo projeto gráfico é assinado pela artista Tatiana Ferraz, é produzida bimestralmente por um grupo de críticos de arte e pesquisadores em artes visuais. O patrocínio é do Centro Universitário Maria Antonia e da Universidade de São Paulo.
 

Editorial

FERNANDO OLIVA e JULIANA MONACHESI

Pode-se dizer que qualquer manifestação artística, desde as mais antigas e tradicionais, integra a presença humana na obra. A participação é pressuposta, seja ao observar uma pintura ou percorrer o entorno de uma escultura. No entanto, com a apoteose que a interatividade conheceu nos anos 60 e 70, redundando em uma “academia de instalações” e em verdadeiros parques de diversões, o desafio hoje é identificar que espécie de interação entre espectador e obra propõe caminhos novos e emancipatórios.

Certa produção dos últimos anos permite pensar no conceito de participação como cooperação. No trabalho Eu Desejo o Teu Desejo, de Rivane Neuenschwander, uma “coleção de desejos” coletada entre amigos da artista ganha o suporte de fitinhas como as do Nosso Senhor do Bonfim, que por sua vez vão circular nos pulsos dos visitantes. Em troca de um desses desejos, o espectador-participador anota outro em um papel e o confia à artista.

Neste trabalho, assim como em obras da mineira Marilá Dardot e do gaúcho Jorge Menna Barreto, existe um estiramento da temporalidade de interação com a obra de arte. Também a experiência ganha um prolongamento na vida e no cotidiano do espectador. Em Desapego, Marilá propõe que as pessoas doem aquelas roupas que não usam, mas das quais nunca se desfazem. As vestimentas são então expostas e os visitantes podem trocá-las pelas que estão usando. Em outra situação (obra em parceria com Cinthia Marcelle), ao realizar um jogo de bingo em que os espectadores-participadores se engajam apesar do anticlímax do desfecho, Marilá invoca a cooperação para fins reflexivos.

Os trabalhos de Laura Lima caminham nesta mesma direção. Na série Costumes, recentemente apresentada em São Paulo, ocorre uma interação cínica: as roupas em vinil azul, que desafiam qualquer uso tradicional, podem ser escolhidas e provadas em um ambiente que mimetiza araras e provadores de lojas de roupas. A artista desvela o quanto o sujeito contemporâneo foi reduzido a mero consumidor, ao oferecer uma brecha para que ele se liberte de seu papel convencional. Michel Groissman, na obra Polvo, um jogo de cartas em que figuram partes da anatomia humana que devem ser conectadas pelos participantes sentados em roda, brinca com a liberação sexual, dada a assepsia dos contatos humanos no mundo atual.

Este número dois convida a pensar a participação e o papel do espectador hoje, levando em conta uma estrutura maior, que envolve política cultural e ideologia, como ao analisar o projeto arquitetônico do Guggenheim-Rio, ao questionar a função dos setores educativos dos museus e criticar a postura curatorial na Bienal de Veneza.

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Debate
Arte e Espaço
Participantes: Loranzo Mammì, Paulo Sergio Duarte, Reynaldo Roels

6 de setembro, sábado, 16h30

Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Rua Jardim Botânico 414
Rio de Janeiro
21-2538-1091
eav@parquelage.org.br
http://www.eavparquelage.org.br

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Palestra sobre a exposição In Between
Katie Van Scherpenberg

6 de setembro, sábado, das 15h às 18h

Galeria Anna Maria Niemeyer
Rua Marques de São Vicente 52 loja 205
Gávea   Rio de Janeiro
21-2239-9144 / 2259-2082
http://www.annamarianiemeyer.com.br
Exposição até 9 de setembro de 2003.

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