Este trabalho de Carla Guagliardi
integra a exposição Morro/Labirinto, no Paço Imperial, que faz parte
do projeto 'A cultura da favela' do Goethe
Institut Inter Nationes. O estranhamento causado pelo trabalho nos transeuntes
locais, responde às questões do próprio trabalho, e do tema da exposição.
Mas o que a movimentação, por parte da Alerj e do Ministério Público, contra
'a tal obra de arte' (assim se refere o artigo do Jornal do Brasil, 07/mar/2002)
traz, vai mais além, e nos coloca novamente diante da questão do abismo que
existe entre a arte e o público neste país. Abismo este, que reflete
vários outros, tão fundos e largos como este, dentro desta nossa estranha
sociedade.
E o que fazer? Como explicar a quebra de
paradigmas, e mostrar que a arte de hoje é talvez a mais democrática e abrangente
que já houve? Que o espaço de pensamento por ela gerado, se tornou um espaço
ativo para qualquer um, não apenas para os artistas. Teóricos, cientistas,
empresários, artistas de outras áreas, educadores, podem hoje fazer uso deste
novo espaço/tempo de pensamento, para melhor entender este tudo-ao-mesmo-tempo-agora
em que vivemos. Ao contrário do que se pode achar, a arte hoje se dá fora
da academia, e está muito mais próxima à vida, e realmente tão próxima, que
muitas vezes não é reconhecida como tal.
Alguém me responda, que arte é ensinada
nas escolas aos adolescentes de hoje, que tem por hábito navegar na internet
-- onde estão teclando com uns três amigos no ICQ; baixando um mp3 e pesquisando
alguma coisa para a escola -- e ainda, vêem tv e ouvem música, tudo isso
ao mesmo tempo? Até que período da história da arte vai o ensino de artes
nas escolas brasileiras?
Patricia Canetti
artista plástica
criadora e editora do Canal Contemporâneo
Isto é Arte?
Estruturado a partir de onze perguntas freqüentes
sobre arte, apresenta os conceitos e critérios que permitem entender e apreciar
as proposições dos artistas contemporâneos.
Gene(sis) Contemporary Art Explores
Human Genomics
"... o último dos significados do genoma humano
não será determinado unicamente pelos cientistas, mas será debatido nas arenas
da arte e da cultura..."
Dr Eric Lander, geneticista, Whitehead Institute.
New York Times, 12 de setembro de 2000.