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O que incomoda mais?
17 de março de 2002
ANO 2 N. 40




www.canalcontemporaneo.art.br


Este trabalho de Carla Guagliardi integra a exposição Morro/Labirinto, no Paço Imperial, que faz parte do projeto 'A cultura da favela' do Goethe Institut Inter Nationes. O estranhamento causado pelo trabalho nos transeuntes locais, responde às questões do próprio trabalho, e do tema da exposição. Mas o que a movimentação, por parte da Alerj e do Ministério Público, contra 'a tal obra de arte' (assim se refere o artigo do Jornal do Brasil, 07/mar/2002) traz, vai mais além, e nos coloca novamente diante da questão do abismo que existe entre a arte e o público neste país. Abismo este, que reflete vários outros, tão fundos e largos como este, dentro desta nossa estranha sociedade.

E o que fazer? Como explicar a quebra de paradigmas, e mostrar que a arte de hoje é talvez a mais democrática e abrangente que já houve? Que o espaço de pensamento por ela gerado, se tornou um espaço ativo para qualquer um, não apenas para os artistas. Teóricos, cientistas, empresários, artistas de outras áreas, educadores, podem hoje fazer uso deste novo espaço/tempo de pensamento, para melhor entender este tudo-ao-mesmo-tempo-agora em que vivemos. Ao contrário do que se pode achar, a arte hoje se dá fora da academia, e está muito mais próxima à vida, e realmente tão próxima, que muitas vezes não é reconhecida como tal.

Alguém me responda, que arte é ensinada nas escolas aos adolescentes de hoje, que tem por hábito navegar na internet -- onde estão teclando com uns três amigos no ICQ; baixando um mp3 e pesquisando alguma coisa para a escola -- e ainda, vêem tv e ouvem música, tudo isso ao mesmo tempo? Até que período da história da arte vai o ensino de artes nas escolas brasileiras?

Patricia Canetti
artista plástica
criadora e editora do Canal Contemporâneo

Isto é Arte?
Estruturado a partir de onze perguntas freqüentes sobre arte, apresenta os conceitos e critérios que permitem entender e apreciar as proposições dos artistas contemporâneos.

Gene(sis) Contemporary Art Explores Human Genomics
"... o último dos significados do genoma humano não será determinado unicamente pelos cientistas, mas será debatido nas arenas da arte e da cultura..."
Dr Eric Lander, geneticista, Whitehead Institute.
New York Times, 12 de setembro de 2000.

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