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Perfil_

     
Cristina Salgado   Artista / Criador
professora universitária
LOCALIZAÇÃO_
Rio de Janeiro   Rio de Janeiro    Brasil
CONTATO_
IDIOMAS_
português
(Foto de Wilton Montenegro)
  • (Foto de Wilton Montenegro)
  • (Foto de Wilton Montenegro)
BIOGRAFIA / APRESENTAÇÃO_
Nasceu, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Doutora em Artes visuais – EBA-UFRJ; Professora no Instituto de Artes-UERJ e no Departamento de Artes e Design-PUC/RJ. Expõe desde 1980. Ver para olhar, instalação apresentada no Paço Imperial em 2012, é a obra mais recente, e aqui está representada em fotos de Wilton Montenegro.

Ver para olhar se constitui de um conjunto de 28 cadeiras, bancos e poltronas em uma fila mais ou menos organizada. Sobre cada um desses assentos, como se estivesse sentada, repousa uma caixa de madeira. Um facho de luz e uma longa lança de metal atravessam, como duas linhas horizontais, as caixas de madeira, que possuem dimensões variadas. O potente refletor, de onde parte a luz, é sustentado por um forte tripé, e é deste que também parte a lança de aço. Por trás do refletor que aponta para a fila de caixas sobre os assentos, e de onde partem a luz e a lança, está uma outra cadeira. Esta é revestida de uma “pele convulsa” – um tipo de drapeado obtido por meio de grandes parafusos visíveis. O facho de luz e a lança atravessam a fila de “caixas sentadas” por cerca de 20 metros e ao final desse périplo chegam a uma última poltrona. Esta, virada para a luz e para a lança, as intercepta. Não há nenhuma caixa nessa poltrona, que funciona ela mesma como anteparo para a luz projetada, revelando a imagem que percorreu todo o caminho e venceu os obstáculos. A lança segue com sua ponta, perfurando seu encosto.

A imagem projetada na poltrona é a de uma mulher de mãos dadas com sua pequena filha. Uma mulher grande e uma pequenina. Talvez qualquer imagem coubesse nesse lugar, que pode ser um dispositivo potencializador do olhar, porque, afinal, estaria colocando em funcionamento o dispositivo. Mas escolhi uma imagem fundamental para tornar tudo mais fundamental: uma mãe e uma filha – uma imagem absoluta para todos em geral, porque todos nasceram. Defendo que pertence àquele grupo de imagens que, emblemáticas, objetivam a nossa emoção.

Talvez saber de quem se trata, onde e quando acontece a cena fotografada não seja relevante senão para mim, afinal, tanto quanto cada elemento que participou da montagem – cada banco, cadeira adquirida ou contato da produção – é sempre revestido de significado para uma artista iconófila, que trabalha próxima à tradição surrealista dos acasos objetivos.

 



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