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julho 21, 2019

3º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea no Paço Municipal, Porto Alegre

Na terça-feira, 23 de julho, às 19h, acontece a inauguração da Mostra Coletiva do 3º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea. A exposição tem entrada franca e ocorre no Porão do Paço da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (Praça Montevidéu, 10) até 4 de outubro, com curadoria de Diego Groisman. A mostra é composta por obras de dez artistas selecionados por um júri brasileiro, composto por Adriana Boff, Bruna Fetter, Diego Groisman, Paulo Miyada e Patrice Pauc; e um júri francês do Centre Intermondes, representado por Edouard Mornaud e Flavie Monnier.

Os artistas que integram a mostra são: Alexandre Garbini de Nadal, Bruno Cesar Eder Giasson, Camila Proto, Francine Rocha Lasevitch, Henrique Fagundes Machado, Joana Burd, Letícia Arais Lopes, Marcelo Chardosim Fraga, Oendu de Mendonça e Vitória de Oliveira Macedo. Em sua terceira edição, a premiação busca estimular a produção das artes visuais contemporâneas no Rio Grande do Sul, com a missão de dar apoio e incentivo para artistas em início de carreira. O evento é uma realização da Aliança Francesa Porto Alegre e Ministério da Cidadania por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Timac Agro e apoio do Centre Intermondes e da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

Os três vencedores da edição 2019 foram Letícia Arais Lopes (1º lugar), Alexandre Garbini de Nadal, (2º lugar) e Marcelo Chardosim Fraga (3º lugar). Letícia foi premiada com uma residência artística de dois meses no Centre Intermondes, em La Rochelle, na França, com passagem e alojamento incluídos, um prêmio em dinheiro no valor de R$ 8.000,00 como incentivo à produção da artista, ajuda de custo para o período da estadia em La Rochelle de R$ 3.000,00, além de uma bolsa de estudos na Aliança Francesa Porto Alegre. A residência está programada para os meses de agosto e setembro de 2019. O segundo e o terceiro lugar também serão premiados com bolsas de estudo na Aliança Francesa de Porto Alegre.

Posted by Patricia Canetti at 9:43 AM

julho 7, 2019

Verbo 2019: Programação completa

A 15ª edição da Verbo - mostra de performance arte, que acontecerá de 9 a 13 de julho, na Vermelho, no Centro Cultural São Paulo (CCSP) e no Contemporão SP, e de 16 a 18 de julho, no Chão SLZ e no Coletivo Re(o)cupa (São Luís, MA), conta com mais de 40 projetos, entre ações ao vivo, filmes e vídeos, conversas abertas ao público (Verbo SLZ), e uma oficina de criação (Verbo SLZ). A curadoria ficou a cargo da artista, curadora e gestora cultural, Samantha Moreira, e do diretor artístico da Verbo, Marcos Gallon.

09 a 13/07 - Galeria Vermelho, São Paulo
12 e 13/07 - Centro Cultural São Paulo (CCSP), São Paulo
13/07 - Contemporão SP, São Paulo
16 a 18/07 – Chão SLZ e Coletivo Re(o)cupa, São Luís (MA)

Galeria Vermelho, Rua Minas Gerais, 350 - São Paulo – SP
Centro Cultural São Paulo (CCSP), Rua Vergueiro, 1000 - São Paulo - SP
Contemporão SP, R. João Moura, 1109 - São Paulo - SP
Chão SLZ, Rua do Giz, 167, São Luís – MA
Coletivo Re(o)cupa 16 a 18/07, Rua Afonso Pena, 20 - São Luís - MA

PROGRAMAÇÃO

Ações

Ana Pi (Belo Horizonte, Brasil / Paris, França)
O BANQUETE (2019) (caixa alta)
45’
Obra comissionada pela Associação Cultural Videobrasil, 2ª Temporada de Dança Videobrasil
Criação Ana Pi
Com Ana Pi, Mylia Mary
Música de & com Aishá Lourenço
Figurinos Remexe - Centro Cultural Lá da Favelinha
Conselhos filosóficos Profa. Dra. Maria Fernanda Novo
Produção Brasil Ubuntu Produções
Produção França Météores / Plateforme Chorégraphique
Em “O BANQUETE” (380 a.C.), durante uma festa, Platão trava um diálogo, somente entre homens, sobre “O Amor”. Ana Pi, em 2019, convida Mylia Mary, sua tia paterna, para juntas cozinharem uma receita icônica da culinária brasileira e discutirem sobre “O Amor”, durante uma tragédia. A intimidade em torno da cozinha – nome também atribuído ao grupo de percussionistas em uma “Roda de Samba” –, da comida e da dança serve de pretexto para que essas mulheres negras possam dialogar sobre “O Brasil” de hoje. “O BANQUETE” aqui proposto, convida à reflexão sobre as noções de herança, afeto e resistência. Trazer à memória elementos imprescindíveis à vida, tais como o alimento, o ritmo e o amor, é um exercício de beleza radical.

Esta obra foi concebida a partir do contato e pesquisa da artista Ana Pi com o Acervo Histórico Videobrasil, no âmbito da 2ª edição do programa Temporada de Dança Videobrasil, realizada em colaboração com o Institut Français du Brésil e do Consulado Geral da França em São Paulo.

A Temporada de Dança Videobrasil é um programa de residência e comissionamento para jovens coreógrafos em diálogo com o acervo de vídeos da Associação Cultural Videobrasil. Artista da primeira edição e curadora convidada da segunda temporada, a coreógrafa Clarissa Sacchelli convidou Ana Pi, pesquisadora das danças urbanas e periféricas, pedagoga, coreógrafa e dançarina radicada em Paris há 8 anos, para a residência de três meses.

Realização: Associação Cultural Videobrasil. Concepção e Produção Estudio Baile. Colaboração Instituto Francês e Consulado Geral da França São Paulo. Apoio Fonte.

Vermelho, 9/7, 21h.
CCSP (Rampa da Biblioteca, 12/07, 20h, seguida de fala com Ana Pi, a curadora Clarissa Sachelli, e Ruy Luduvice, coordenador de Pesquisa do Videobrasil, com mediação da filósofa Maria Fernando Novo.

Regina Parra e Bruno Levorin (São Paulo, Brasil)
lasciva (2019)
60’ cada ciclo - 120' total
Criação: Regina Parra, Clarissa Sacchelli, Maitê Lacerda, Lucia Bronstein, Juliana R., Bruno Levorin e Haroldo Saboia.
Coreografia: Clarissa Sacchelli, Maitê Lacerda e Bruno Levorin.
Performance: Clarissa Sacchelli e Maitê Lacerda.
Dramaturgia: Bruno Levorin.
Música: Juliana R.
Objetos: Ludmila Porto e Bruno Levorin.
Direção: Regina Parra e Bruno Levorin.
Produção: Raio
Partindo da série fotográfica de mulheres histéricas do Hospital da Salpêtrière (Paris), realizadas pelo cientista Jean-Martin Charcot no século XIX, lasciva é uma performance que tenta impulsionar essas mulheres e imagens a vibrarem sobre outras políticas do desejo. Abordando o erotismo, cuidado e sensação, e convocando gestos, imagens e palavras produzidas na relação entre mulheres, Clarissa Sacchelli, Maitê Lacerda, Regina Parra e Bruno Levorin perguntam: como agir sobre o tempo, imaginando outra sensibilidade para resistir à violência sofrida pelos corpos que amam?

Agradecimentos: Casa do Povo, Casa Liquida, Haroldo Saboia, Júlia Feldens, Laura Salerno e Lucia Bronstein.

Vermelho, Sábado, 13/07, 16h

Célia Gondol (Paris, França)
O Universo Nu, 2018
40’
Projeto de Célia Gondol
Assistência (Brasil): Ligiana Costa
Com a participação de 9 cantores
Ação criada a partir do poema “O Lunático” de Sebastião Marinho.
O Universo nu é uma composição sonora abstrata desprovida de narrativa que reproduz os atributos físicos e ondulatórios do universo. Inspirada em sonoridades apropriadas do banco de dados sonoros da NASA, O Universo Nu nos faz ouvir os sons e as vibrações do universo próximo e inobservável em um entrelaçamento entre vozes polifônicas. A ação emprega o poema de cordel “O Lunático”, do repentista Sebastião Marinho, que Gondol conheceu em sua última estadia em São Paulo, em 2017. O Universo Nu elimina toda palavra e narrativa buscando proporcionar uma experiência auditiva integral.

Apoio Institut français du Brésil, do Consulado Geral da França em São Paulo e do Institut Français Recife. Colaboração Angelus Novus e CRD - Centro de Referência da Dança.

Vermelho, Sexta, 12/07, a partir das 20 e 22h
CCSP, Sábado, 13/07, a partir das 16h
Chão SLZ, 17 e 18/07, a partir das 19h

Coletivo DiBando (São Luís, Brasil)
yeah yeah yeah!
40’
2019
Criação Coletivo DiBando
Com Juliana Rizzo, Ruan Francisco e Tieta Macau.
Quais são as estratégias de dominação atuantes em composições artísticas açucaradas e descontraídas? Como os estrangeirismos constroem simulacros que orientam sonhos e ideais vigentes? yeah yeah yeah! é um processo-partilha que agencia tais questões na composição de uma dança fácil e possível de reproduzir - dois pra lá, dois pra cá. Estruturada a partir de clichês dramatúrgicos que se propagam, a ação segue, no prólogo e em três atos, uma composição que encontra na descontração alienada uma diversão consciente que não se distancia do rigor que é dançar rumo a uma contracultura colonialista. Dança comercial de margarina, poética do deboche.

Chão SLZ, 18/07, a partir das 19h

Davi Pontes e Wallace Ferreira (São Gonçalo, Brasil)
Repertório N.1 (2019)
60’
Criação e interpretação: Davi Pontes e Wallace Ferreira
Assistência de dramaturgia: Bruno Reis
Indicação etária: 18 anos
O trabalho investe na ideia de dança como treino de autodefesa, utilizando a mimese e a repetição ritualizada de gestos para produzir um estudo sobre imagens coreografadas por corpos dissidentes, em uma tentativa de arquivar ações para elaborar resistências, conjurar modos de permanecer no mundo e inventar o que há de sucedê-lo. Repertório N.1 nomeia um conjunto de práticas coreográficas frente a um mundo altamente dominado pela violência contra corpos negros. O movimento pode ativar a memória dos corpos subalternos que foram enterrados sob códigos hegemônico? Resistir em tempos brutos, se alimentar mutuamente pelo cansaço do outro e dançar em momentos difíceis.

Vermelho, 11/7, 21h

D. C. (São Paulo, Brasil)
Confessionário (2018)
10’
Com D. C.
Confessionário é o título da ação criada por D. C. que emprega depoimentos de 230 garotos brancos heterocis, que mantiveram relações sexuais com Bianca Castro, uma personagem travesti. O texto que integra a ação foi elaborado a partir desses depoimentos e revelam os desejos e medos desses garotos. O texto foi analisado por um conjunto de psicólogos, educadores e por 50 dos 230 garotos que ainda mantêm relação sexual com Bianca. Durante sua leitura, a voz que se ouve é daquele que mata. Não se trata mais da violência gerada pela ausência do Estado, mas pela politica de morte perpetrada diariamente pelo próprio Estado.

Colaboração: Casa Chama

Vermelho, 11/07, a partir das 20:30h
Chão SLZ, 17/07, a partir das 19h a ação será acompanhada por uma conversa com D. C.

Efe Godoy (Belo Horizonte, Brasil)
Do objeto que já foi de seu afeto (2016)
Duração indefinida
Criado e interpretado por Efe Godoy
Do objeto que já foi de seu afeto surge da necessidade de troca de histórias afetivas com o outro. O visitante é convidado a voltar ao local da ação e a desapegar-se de algum objeto ou história pessoal. O objeto dado passa a integrar a coleção de histórias de Efe que mistura narrativas e embaralha objetos criando uma instalação viva.

Apoio: Celma Albuquerque Galeria de Arte

Vermelho 9/07, das 20 às 23h; 10, 11 e 12/07, das 14 às 23h; 13/07, das 14 as 20h.

Elilson (São Paulo, Brasil)
Gota: exposição oral 20 (2016-2019)
30’
Criado e performado por Elilson
Um balde de plástico vermelho made in Brazil com capacidade para 13,6 L e data de validade indeterminada é o objeto precário-relacional que norteia essa quase deriva. Na caminhada-busca, Elilson procura por pessoas que estejam bebendo água ou trabalhando com água. A caminhada só se completa quando o balde estiver cheio com a água doada pelxs transeuntes, gota a gota. Toda a água coletada é revertida em ações de lavagem, de escrita e de exposição oral. A primeira caminhada-busca surgiu em 2016. Desde lá, Elilson prossegue com o ato de expor oralmente a semelhante vitalidade linguística que constituem os ditados populares e os discursos de ódio.

Vermelho, 10/7, 20:30h
CCSP, 13/07, a partir das 15h

Gabriel Cândido (São Paulo, Brasil)
Cuidado com nós
10’
Criação Gabriel Cândido
Interpretado por Gabriel Cândido e Luiz Antônio Cândido.
Apoio Bruna Cândido, Jerê Nunes e Léo de Sá.
Provocação Fábio Lopes
Realização Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC)
Dois homens negros de diferentes gerações tencionam o espaço através do compartilhamento e troca de seu afeto mais íntimo e ancestral: o cuidado. Nesta ação, na qual pai e filho são os atuantes, as relações de masculinidade e negritude emergem no contra fluxo das estatísticas de violências e dos estereótipos que foram construídos ao longo da história do Brasil.

Vermelho, 9/7, 20:30h

Gê Viana e Layo Bulhão
Tudo Sangra (2019)
60’
Criação e performance Gê Viana e Layo Bulhão
A representação de uma nação parte de um símbolo em partes desiguais.
A bandeira que representa um desgaste político histórico colonialesco.
A construção feliz de um governo que na espreita destrói feroz corpos negrxs índixs nordestinxs sapatões.
Nossas salivas são mangue e lavam a poeira da fartura da destruição.

Vermelho, 9/7, 21:30h

Kauê Garcia (Campinas, Brasil)
Baile pros 111
111’
Baile pros 111 é uma instalação sonora com participação do público que homenageia os 111 detentos assassinados pela PM do Estado de São Paulo, em 1992, na chacina que ficou conhecida como Massacre do Carandiru. Como decorrência dessa ação violenta, surge em 1993 o PCC, que na época buscava "combater a opressão dentro do sistema prisional paulista", e “vingar os 111 presos”. Alguns anos depois, aparece em São Paulo o fenômeno cultural do funk “proibidão” com letras que denunciam injustiças sofridas nas periferias e nas penitenciárias. Baile pros 111 é um memorial sonoro de resistência que recorre a esses “Proibidões” para construir um set que é interrompido abruptamente aos 111 minutos de duração, e que é seguido pela reprodução sonora do estampido de 111 tiros para que esses 111 homens não sejam esquecidos.

Vermelho, 13/07, 18-20h

Lia Chaia (São Paulo, Brasil)
Troca de Sorrisos
Criado e interpretado por Lia Chaia
Duração variável
Na ação, um grupo de pessoas distribuirá máscaras de sorriso e o manifesto do sorriso. Considerando o momento social e político atual, fica clara a urgência em estabelecermos relações baseadas no afeto e na troca de conhecimento que proporcionem novos encontros e novas formas de habitar o espaço público.

Ação criada em 2002 para o projeto “O espirito do lugar/Circuito Cultural”, na Vila Buarque, com curadoria de Lorenzo Mammi e Marcos Morais.

Vermelho, 09/07, a partir das 20h
Chão SLZ, 16/07, a partir das 19h

Lia Chaia (São Paulo, Brasil)
Palestra-performance (2015)
Criado e interpretado por Lia Chaia
Duração variável
Na ação, Chaia propõe uma discussão acerca do corpo humano, a partir da sua representação nas artes plásticas. A palestra-performance foi baseada em experimentações que pensam o corpo na interseção entre diferentes linguagens artísticas.

Chão SLZ, 18/07, a partir das 19h

Lucimélia Romão (São João del Rei, Brasil)
MIL LITROS DE PRETO: A MARÉ ESTÁ CHEIA (2019) (manter título em caixa alta)
30’
Criação Lucimélia Romão
Intérpretes Josefa Ambrósio de Souza, Lucimélia Romão e Maria Lúcia de Souza
Audio Matheus Correa e Lucimélia Romão
Projeto expográfico Lucimélia Romão
Equipe: Liliane Crislaine, Ivani Melo e Tainã Moreno
A cada 25 segundos um alarme toca. Sete litros de líquido vermelho são despejados pela performer em uma piscina. Isso ocorre até os 57 baldes que integram a instalação sejam esvaziados. Em aproximadamente 30 minutos a piscina se completa com 400 litros de líquido vermelho - sangue de jovens negros. MIL LITROS é uma ação que transborda; o primeiro tiro fere, o segundo tiro causa dificuldade de respirar e o terceiro mata! Então para que serve o quarto, o quinto, sexto, o sétimo, o oitavo, o nono, e o décimo tiro? Corpos pretos atravessados por balas; transbordam mortes; transbordam lágrimas dos olhos das mães, mães que sabem que pariram seus filhos para serem alvejados pela polícia.

Vermelho, 09/07, a partir das 21:30h

Marco Paulo Rolla (Belo Horizonte, Brasil)
Vibrações Transitórias e Consecutivas (2018)
60’
Criado e interpretado por Marco Paulo Rolla
Um homem, uma cadeira, uma caixa de som e sua voz são projetados no espaço criando vibrações. Essas vibrações tocam o ser e o espaço como um todo e não são localizáveis a não ser em sua totalidade. O artista se coloca como mediador deste organismo vivo e delicado onde todos serão convidados a sentir e a reagir com vibrações. Esta ação é parte dos experimentos sonoros e improvisos acerca do espaço iniciados com a performance Preenchendo o Espaço, criada para a exposição Terra Comunal, no Sesc Pompeia, em 2015. Desta vez, entretanto, Rolla utiliza outro instrumento - o Shruti Box. De origem indiana, o instrumento se completa com o uso da voz.

Chão SLZ, 17/07, a partir das 19h

Rafa Esparza (Los Angeles, EUA)
no vine a morir (2019) (título caixa baixa)
Duração indeterminanda
Criado e interpretado por Rafa Esparza
Em no vine a morir, Esparza busca criar uma presença que possa expandir a relação de um corpo queer com o chão e com o céu. Como artista negro e queer nos EUA, e em qualquer parte do mundo, a vida adquire características precárias tornando-se alvo da violência sancionada pelo Estado homofóbico, transfóbico e racista. Para essas pessoas, a morte eminente é impactada por forças que vão muito além das naturais. Quando um corpo é enterrado ou cremado, sua essência persiste no olhar do observador, enquanto ambos os lugares (chão e céu) mantêm futuros especulativos para uma vida que experimenta a morte. Essas temporalidades são bastante desconhecidas, altamente debatidas e profundamente ponderadas. Coberto por espelhos da cabeça aos pés, Esparza iniciará na manhã do dia 11 de junho, data da apresentação da ação na Vermelho, uma caminhada pela cidade de São Paulo até o espaço onde a ação acontecerá na galeria. Essa caminhada será pontuada por uma série de quedas que rementem às tantas quedas sofridas por corpos queer mortos em decorrência da violência e da doença. Uma vez na galeria, o corpo de Esparza será apresentado de forma a estabelecer uma relação entre terra e céu.

Agradecimento: Rodrigo Campuzano

Vermelho, 11/07, a partir das 20h

Renan Marcondes (São Paulo, Brasil)
O maior museu do mundo (2019)
60’ cada ciclo
Direção e textos Renan Marcondes
Criação e performance Carolina Callegaro
Performance Clarissa Sacchelli
Objeto Guilherme Schultz e Renan Marcondes
Produção Tetembua Dandara
Fotos Janssen Cardoso
Agradecimentos Artur Kon, Leonardo Shamah, Leandro Muniz, Ruy Luduvice
Ação duracional na qual um corpo feminino deitado gira continuamente em torno de seu próprio eixo. Durante esse movimento, ele retira de si restos de corpo humano como dentes e pelos. A ação reflete sobre a objetificação dos corpos dentro de espaços institucionais como galerias de arte e museus.

Vermelho, 10/07, 20-23h

Sara Elton Panamby (São Luís, Brasil)
Versicolor (2016-2019)
30’
São duas bocas, uma em cada ponta engolindo e vomitando o apocalipse, ligando uma palavra à outra pela saliva grossa para convocar a sensação de precipício (o sangue é apenas um veículo da memória).

Chão SLZ, 16/07, a partir das 19h

Tieta Macau (São Luís, Brasil)
Ancés (2019)
30-50’
Criação e performance Tieta Macau
Na ação, Macau traça um percurso entre presença e ausência ativando memórias não codificadas em instâncias dizíveis ou lineares. Não planejada, crua, celular e instável, Ancés se desdobra em curvas em uma tentativa de traçar a genealogia de um corpo negro que dança; um corpo que se desenterra; que tenta desfazer o trajeto feito e que questiona o trajeto imposto.

Vermelho, 12/07, a partir das 20:30h
Chão SLZ, 16/07, a partir das 19h

Yiftah Peled (Vitória, Brasil)
Entre? da série Turismo Definitivo (2015)
60’
Palestra-performance que aborda a relação entre performance e participação, Entre?, da série Turismo Definitivo, busca identificar elementos de síntese entre essas duas práticas. Para isso, Peled apresenta poéticas de vários artistas e também o processo de autopromoção do palestrante/artista. A ação é um jogo sobre o poder, o lugar de fala, a sonoridade e possíveis hiatos.

Vermelho, 11/7, a partir das 22h
Chão SLZ, 16/7, a partir das 19h

Yiftah Peled (Vitória, Brasil)
Leve/leva? da série Turismo Definitivo (2018-2019)
40’
Colaboradores : Raissa Arruda e João Diniz
Ação participativa que permite ao visitante escolher como (des)vestir-se. A inserção voluntária do corpo nas peças de roupas nesse estranho desfile provoca duvidas: é um corpo que se camufla ou o corpo se revela?

Vermelho, 10/7, a partir das 21:30h

Filmes e Vídeos

Alexandre Silveira (Campinas, Brasil)
o peso da Terra (2019)
16’13’’
Performance Alexandre Silveira
Direção e produção executiva Alexandre Silveira
Direção de fotografia, montagem, cor e finalização de imagem Ticiano Monteiro
Direção de arte e produção Camillat (Camilla Torres)
Figurino Warner Junior
Edição de som e mixagem Anderson Kaltner e Frederico Cruz
Captação de foley Maurício Cajueiro
Finalização de som em dolbydigital Guilherme Lima
Guia Lençóis Maranhenses Paulo Cesar de Menezes Santos (GPS)
Um apóstata decide se desligar de tudo e vagar o deserto em busca de novas paragens. Durante o começo dessa peregrinação, o andarilho é atormentado por vozes que o perseguem e que emanam dos livros que ele insiste em arrastar. Sua busca incessante pela vacância que liberta é a mesma que o faz pesado, impedindo-o de caminhar. A deriva de seus pés sobre este mar seco amarelado é casco roto de navio atracado.

Apoio: Chão SLZ

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Felipe Bittencourt (São Paulo, Brasil)
BICHO (2016) (caixa alta)
2’
BICHO é um experimento composto por estratégias físicas que buscam atingir um estado de transmutação latente sem resultados ou objetivos aparentes a não ser o próprio desgaste físico do performer. Bittencourt cumpre o protocolo de adaptação e confinamento dentro de um espaço doméstico elegido por ele como cenário temporário para uma manifestação de estados físicos. A pesquisa de movimentos está baseada no comportamento de insetos noturnos, também tidos como lunares por buscarem a luz.
Para Kafka.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Filipe Acácio (Fortaleza, Brasil)
O farol, a parede, o porto (2017)
14’25’’
O farol, a parede, o porto é parte integrante do projeto Zona de Remanso que aborda os limites da resistência física por meio de exercícios de permanência em localidades de porto no litoral cearense, como Serviluz, Poço da Draga e Pecém. A história dessas localidades revela a lógica de transformação, resultado de políticas de exploração em região portuárias no Ceará.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Guerreiro do Divino Amor (Rio de Janeiro, Brasil)
Supercomplexo Metropolitano Expandido (2018)
7'35''
Roteiro, direção, montagem e animação Guerreiro do Divino Amor
Design de som Arthur Ferreira e Guerreiro do Divino Amor
Superficções é um projeto de pesquisa que pretende constituir um atlas superficcional do mundo. Ele investiga como ficções de diferentes naturezas, sejam elas geográficas, sociais, midiáticas, políticas ou religiosas interferem na construção do território e do imaginário coletivo. Para cada cidade foi escolhido um ângulo específico de pesquisa e uma nova Superficção. As Superficções dialogam entre si e se incorporam umas às outras. A pesquisa se materializa no formato de vídeos, publicações e painéis de backlight animados, criando um universo de ficção científica a partir de elementos da realidade social contemporânea. O terceiro capítulo do atlas, o Supercomplexo Metropolitano Expandido é uma máquina superficcional de poder, sucesso e expansão – uma alegoria de São Paulo.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Javier Velazquez Cabrero & Xolisile Bongwana (Cidade do México, México; Johanesburgo, África do Sul)
The Loop (2018)
4’44’’
Direção Javier Velazquez Cabrero
Ator Xolisile Bongwana
Camera Noah Cohen
Som LeRoy Croft
Em The Loop, Velazquez e Bongwana investem em uma negociação entre os processos criativos de ambos os artistas. No início do vídeo, assistimos uma pequena entrevista com Bongwana, na qual podemos entender o processo de interação entre os artistas. Bongwana deixa claro que não pretende negociar verbalmente seus interesses e propõe um diálogo corporal baseado em ações físicas. Quando interrogado sobre como funcionaria tal ideia, Bongwana deixa o espaço abruptamente de forma enigmática e poderosa que funciona tanto como voo, quanto como resposta para a pergunta de Velazquez.

Apoio: Nirox Foundation, The Centre for the Less Good Idea, eAC/E Accion Cultural Española.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
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Jose Manuel Ávila (Guacara, Venezuela)
Camaro (2018)
4’56’’
Em Camaro, Ávila substitui a vaselina usada para pentear o cabelo por graxa automotiva numa espécie de transfiguração teatral da beleza em um híbrido entre gênero e máquina. No vídeo, o esforço obsessivo empregado no ato de se pentear dentro uma oficina mecânica, revela uma espécie de neurose disseminada no chamado mundo moderno. Camaro nos apresenta um reflexo da estética globalizante e agressiva difundida em diferentes partes do chamado "desenvolvimento". Utilizando registros de vídeo de baixa qualidade, Ávila nos convida a olhar para nós mesmos a partir de estereótipos implantados pela televisão e pelo cinema.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
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Lubanzadyo Mpemba Bula (Luanda, Angola)
Kalunga, Kalunga (2017)
5’50’’
Kalunga, Kalunga explora os conflitos entre subjetividades que o “corpo territorializado” vivencia diante dos estágios do sujeito documentado/identificado. Esse corpo, que é passível de obter direitos que são revistos e eventualmente revogados de acordo com a política econômica do território onde se encontra, torna-se ameaça constante para a segurança nacional. Como explica Fanon, “trata-se do que se apazigua odiando”, mantendo o terror e constituindo o outro não como semelhante, mas como objeto intrinsecamente ameaçador do qual é preciso proteger-se, desfazer-se.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Levi Mota Muniz e Mateus Falcão (Fortaleza, Brasil)
Match um Trump (2019)
18’19’’
Ao que precisamos nos sujeitar para nos tornar sujeitos? Quais são os processos de humanização impostos na formação social e de identidade? Quantos Trumps temos marcados em nosso corpo? Em Match um Trump, captado dentro de um banheiro, uma travesti cria marcações com pincéis e facas em seu corpo, utilizando uma máscara de Donald Trump como régua.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
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Lia Chaia (São Paulo, Brasil)
Glam (2010)
10’14
Identificado com a maternidade, o corpo feminino carrega o potencial afetivo e a capacidade de gerar e conviver com o outro. Glam revela o corpo nu da mulher expondo seu potencial radical de transformação.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
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Lilibeth Cuenca Rasmussen (Copenhague, Dinamarca)
Tow with the flow (2018)
13’42’’
Figurinos sur le chemin
Música Pete Drungle and Steve Heather
Foto Jacob Østergaard Johansson
Adição Nikolaj Holst Kristensen
Instrutor e produção Mads Heibing
Tow with the Flow é uma performance de grande escala que envolve atores, dança, roupas, texto, música e inclui uniformes personalizados criados pelo estúdio escandinavo de design sustentável sur le chemin. Ao incorporar pilhas de roupas recicladas, a obra lança luz crítica sobre a indústria têxtil global e sugere uma solução "tudo em um só guarda-roupa" para um futuro mais sustentável. Apresentado em várias partes do mundo, Tow with the Flow é uma obra em andamento que continuamente inclui novos grupos de pessoas, estudantes, dançarinos e músicos, transcendendo, por meio dessa prática, fronteiras e origens sociais em prol de uma causa comum: chamar a atenção para a indústria da moda e para o consumo em massa derivado dela.

Obra comissionado por ART 2030 https://www.art2030.org/ https://www.art2030.org/projects/lilibeth-cuenca-rasmussen

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Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
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Lolo y Lauti & Rodrigo Moraes (Buenos Aires, Argentina)
Carmen (2018)
38’35’’
Carmen é uma adaptação da ópera cômica criada por Prosper Mérimée e musicada por Georges Bizet. Gravada na Cidade do Panamá, a obra conta com a participação de drag queens e mulheres trans que interpretam diferentes versões da personagem de Mérimée.

Obra criada para o projeto “ciudadMULTIPLE500”, apresentado no Museu de Arte Contemporânea do Panamá, em dezembro de 2018.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Marcia de Aquino e Gê Viana (São Luís, Brasil)
Corpografias do pixo (2019)
7’
Corpografias do pixo sugere um lugar de encontro com a cidade e suas inscrições urbanas. No experimento, as artistas se colocam diante de superfícies pixadas lançando mão de seus corpos como dispositivos para mapear as inscrições urbanas presentes na cidade, buscando registrar, por meio de suas subjetividades, os modos urbanos de resistência, seus desvios, mapas e códigos pixados sobre os muros da cidade.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
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Melania Olcina Yuguero (Madri, Espanha)
HOMO (2019)
17’
Direção Melania Olcina Yuguero
Intéprete Alejandro Moya
Edição e montagem Juan Carlos Toledo
Desenho de som Idan Shimoni
Etalonaje: Frodo García Conde
Agradecimientos: Ainara Nieves
Colaboração: Pueblos en arte
Difusão e distribuição: MILK&HONEY|Plat
Plataforma de investigación especializada
(Screendance_Procesos coreográficos_Formatos expandidos)
+info: platmilkandhoney@yahoo.es
FB: /PLatMILKandHONEY
TW: @plat_MILKnHONEY
Homo torna visível a experiência íntima de um ser humano que habita um espaço interior, privado e reservado à solidão. A sala, como metáfora da casa, é a imagem de intimidades perdidas. O homo privatus procura através de um ato de introspecção um encontro consigo mesmo, a consciência de sua corporalidade, isto é, de certa identidade em relação ao outro, através da experiência multissensorial e especialmente tátil com o sujeito que o rodeia. Homo revela a camada epidérmica e visível do ser humano. Seu corpo expressa a memória de uma história pessoal diante da representação visual de uma história coletiva de corpos estereotipados, icônicos, mitificados e idealizados.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Michel Groisman (Rio de Janeiro, Brasil)
Registro de ações
1990-2002
Michel Groisman foi um dos primeiros artistas da dança, no Brasil, a ter acesso a exposições de arte criadas por grandes museus. Sua contribuição para inserção da performance nesse eixo é inestimável.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Nurit Sharett (Tel Aviv, Israel)
Who is the Bedouin (2019)
8’
Edição, cinematografia e edição Nurit Sharett
Trilha sonora Shalom Weinstein
A ideia original do vídeo Who is the Bedouin surgiu quando a artista vasculhava uma coleção de slides do acervo de um museu criado, na década de 1970, no deserto Negev, na Jordânia e no Sinai. Segundo Sharett, os slides retratam os beduínos como uma figura tradicional cuja vida no deserto gira em torno de tendas, camelos, tapetes e chá. Enquanto trabalhava no projeto, Sharett encontrou no site do Ministério da Educação de Israel um texto educacional sobre os beduínos que os apresenta como figuras genéricas de um ponto de vista achatado - "O beduíno é ...". - sem levar em conta o papel das mulheres ou a vida beduína contemporânea. Sharett encontrou-se com beduínos e pediu que lessem o texto "Quem é o beduíno?" em voz baixa. Sua intenção foi registrar a autenticidade do primeiro contato com o texto, que, por conta dessa estratégia, está presente e ao mesmo tempo ausente no vídeo. O espectador percebe as reações dos beduínos apenas a partir de suas expressões faciais, como uma sobrancelha franzida, um pequeno sorriso, ou um aceno de afirmação ou negação da cabeça.

Apoio: Mifal Hapais

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Ramusyo Brasil (São Luís, Brasil)
Maranhão 669 - Jogos de Phoder (2014)
60’
Realização NUPPI – Núcleo de Pesquisa e Produção de Imagem, e Mídia 2 – Produções Audiovisuais
Ideia Original, Direção, Roteiro, Produção Executiva Ramusyo Brasil
Montagem Nayra Albuquerque
Atorxs Lauande Aires, Áurea Maranhão, SaraElton Panamby, Yuri Brito, Bruno Barata Ferreira, Filipe Espíndola, Bruno Azevêdo, Cris Campos, Tieta Macau, Irlane Rocha, Guilherme Frederico, Batman Pobre, Ramusyo Brasil e Crystal.
Fotografia Ramusyo Brasil, Carolina Libério, Jane Maciel, Beto Pio, Matheus Santos
Som Bruno Barata Ferreira, Ramusyo Brasil, Nayra Albuquerque, Matheus Santos, Carolina Libério, Jane Maciel, Reuben da Cunha
Trilha Original Bruno Barata Ferreira
Trilha Adaptada Ramusyo Brasil, Luciano Linhares, Yuri Brito
Trilha Sonora Bezerro de Ouro (Sérgio Ricardo)
Figurino Áurea Maranhão, Sara Panamby, Ellen Correia, Filipe Espíndola
Direção de Arte Ramusyo Brasil, Áurea Maranhão, Sara Panamby, Carolina Libério, Jane Maciel, Filipe Espíndola
Poesias Celso Borges, Reuben da Cunha, Walter Benjamin, Glauber Rocha, Nauro Machado
Fotos Carolina Libério, Jane Maciel, Adson Carvalho, Eduardo Cordeiro
Catering Ellen Correia
Finalização de Imagem e Som Beto Pio
Arte Gráfica Carlos D e Maca.
A partir do documentário Maranhão 66, filme pouco conhecido da cinematografia de Glauber Rocha, Maranhão 669 - Jogos de Phoder atualiza a potência estética do cinema glauberiano articulando-o com o pensamento histórico de Walter Benjamin. O filme traça pontes entre poéticas corporais performáticas e o inconsciente político brasileiro, numa trama onírica que investe nos processos ritualísticos de produção audiovisual. Com acento nitidamente ensaístico, Maranhão 669 - Jogos de Phoder recolhe fragmentos de raiva poética que cintilam entre o erótico e o infernal, a psique e a política, o real e o imaginário, o documental e o ficcional. O filme desvela os devaneios do deputado Lauande que comemora em um quarto de hotel a vitória de seu correligionário, o então jovem político José Sarney (ex-presidente do Brasil / 1985-1989) ao governo do estado do Maranhão, enquanto ouve seu discurso de posse, no dia 31 de janeiro de 1966. Entre um trago e um teco, Lauande é visitado por um anjo (o anjo da história de Benjamin) que o leva para uma viagem ritual que atravessa o tempo. Primeiro, um baile com Dionísio. Em seguida, uma orgia para a vinda do Messias. Ele virá?! No Cine Ebó evoca-se um Cabôco, uma Pomba Gira e Shiva pra jogar capoeira ao som do berimbau...

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, as 21h (legendas em Inglês)
CCSP (Sala Tarsila do Amaral), 13/07, 17h

Tomás Orrego (Lima, Peru)
La espera trae sus frutos (2019)
1’35’’
Efeitos sonoros, música original e edição Tomás Orrego
Original score material – Pepe le Pew - Touché And Go (1957)
O video La espera trae sus frutos se apropria de um fragmento editado de um dos episódios do desenho animado de Looney Tunes, Pepe le Pew , repetindo cenas em loop e substituindo os sons originais. No desenho, Pepe, uma doninha em busca de amor, persegue uma gata chamada Penelope. No vídeo vemos Penélope se escondendo dele depois de uma perseguição. Visivelmente exausta, ela está cansada do papel de objeto de desejo constantemente persseguida em nome do amor. O quê significa se tornar objeto de desejo de outros? O quê a perseguição de quem está apaixonado provoca em nós? No vídeo, o sofrimento causado pela presença de Pepe é intensificado pelo som altíssimo. A cena se assemelha mais a um filme de terror do que um desenho infantil. Penelope está sempre presa entre a calma e agitação, destinada a sofrer em nome do amor.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Ton Bezerra (São Luís, Brasil)
Imago (2012)
registro de performance
12’09’’
“Em sua outra performance Imago, Ton Bezerra coloca a máscara de um burro com chocalhos, virando um antropomorfo-artista-cidadão que se faz animal condutor. É puxador de uma carroça cuja carga é um pequeno jumento e, com esse veículo incômodo, atravessa a ponte principal da cidade (São Luís, MA) atrapalhando o trânsito, sendo xingado pelos motoristas e ameaçado de atropelamento. O artista parece querer inverter o papel ao denunciar, também, o sacrifício e a humilhação por que passam tantos animais de carga. Dá ao homem-burro o papel do avesso diante do homem explorador, em sua dimensão de desumanidade, pondo ao trabalho forçado ambos os animais dos dois reinos.”.

Excepto do texto de Bené Fonteles publicado originalmente no catálogo “Corpo de Denúncia”, de Ton Bezerra.

Vermelho (Sala Antonio), de 9 a 13/07, das 14 as 21h
Contemporão, 13/07, das 11 as 15h
Coletivo Re(o)cupa, de 16 a 18/07, das 17:30 as 19h

Oficina

Verbo SLZ
Extensões do Corpo
Marco Paulo Rolla
Oficina teórica e prática de criação em Performance Arte
de 16 a 18/07
Coletivo Re(o)cupa, Rua Afonso Pena, 20 – São Luís (MA)
16/07, das 10 as 17h – teoria e prática
17/07, das 10 as 16h – prática
18/08, das 15 as 18h, e das 19 as 22h – finalização e apresentação dos resultados na Chão SLZ.

Residência

Verbo SLZ – Residência Alcântara, MA
Marco Paulo Rolla
Casa do Sereio, Alcântara (MA)
Coordenação: Yuri Logrado
de 20 a 27/07

Serviço

Verbo 2019 – 15ª edição da mostra de performance arte
Locais, datas e horários:
Galeria Vermelho. 9 a 13/07, das 14 as 23h. Rua Minas Gerais, 350 - São Paulo – SP
Centro Cultural São Paulo (CCSP). 12 e 13/07 (horários no link abaixo). Rua Vergueiro, 1000 - São Paulo - SP
Contemporão SP. 13/07, das 11 as 15. R. João Moura, 1109 - São Paulo - SP
Chão SLZ. 16 a 18/07, das 19 as 23h. Rua do Giz, 167, São Luís – MA
Coletivo Re(o)cupa 16 a 18/07, das 17:30 as 19h. Rua Afonso Pena, 20 - São Luís - MA

Informações: verbo@galeriavermelho.com.br - https://galeriavermelho.com.br/pt/verbo

Posted by Patricia Canetti at 11:16 AM

julho 4, 2019

Oficina e palestra de Rosângela Rennó no Bolsa Pampulha, Belo Horizonte

O programa Bolsa Pampulha, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e pelo JACA - Centro de Arte e Tecnologia, promove nos dias 6 e 7 de julho oficina e palestra com a artista Rosângela Rennó, no Museu de Arte da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585). As participações, seja na oficina ou na palestra, são gratuitas e fazem parte da programação do Bolsa Pampulha 2018/2019, que tem o propósito de estimular a produção e a pesquisa em artes visuais na capital mineira, contribuindo para o processo formativo da comunidade artística local e nacional.

No dia 6 de julho (sábado), de 14h às 18h, acontece a oficina em que os participantes são convidados a levar um conjunto de fotografias, de qualquer repertório, para desenvolver uma linha de pensamento narrativo. O objetivo é refletir sobre o valor do grande volume de imagem produzida nos dias de hoje, o sentido delas e o que a fotografia pode fazer pelo ser humano.

No dia seguinte, 7 de julho (domingo), entre 15h e 17h, Rosângela Rennó participa de palestra seguida de bate-papo. Com o tema “Do arquivo à circulação das imagens e de volta para o arquivo”, a artista apresentará alguns de seus trabalhos mais recentes e discutirá sobre as mudanças no estatuto da fotografia, como sua vocação como instrumento de comunicação e a depreciação de seu valor documental.

Rosângela Rennó formou-se em artes plásticas pela Escola Guignard e em arquitetura pela UFMG. É doutora em artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Sua obra é marcada por apropriação de imagens descartadas, encontradas em mercados de pulgas e feiras, e pela investigação das relações entre memória e esquecimento. Em suas fotografias, objetos, vídeos ou instalações, trabalha com álbuns de família e imagens obtidas em arquivos públicos ou privados. Dedica-se também à criação de livros autorais.

Próxima palestra gratuita

No dia 28 de julho é a vez da artista, curadora e pesquisadora Mônica Hoff. Ela é co-fundadora do Espaço Embarcação, em Florianópolis. É mestre em história, teoria e crítica de arte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atualmente cursa doutorado em processos artísticos contemporâneos no PPGAV/UDESC. Entre 2006 e 2014, coordenou o programa educativo e as atividades públicas da Bienal do Mercosul, atuando como curadora adjunta na nona edição do evento, em 2013. Desde 2014, realiza, com a curadora Fernanda Albuquerque, o Laboratório de Curadoria, Arte e Educação. Em 2018, em parceria a curadora Kamilla Nunes, organizou outros dois projetos: Escola Extraordinária e La Grupa.

As palestras realizadas ao longo do Bolsa Pampulha são seguidas de bate-papo e ocorrem no Museu de Arte da Pampulha, aos domingos, de 15h às 17h, com entrada gratuita.

Posted by Patricia Canetti at 6:09 AM

julho 3, 2019

Élcio Miazaki + Vítor Galvão na CâmeraSete, Belo Horizonte

Em sua 4ª edição consecutiva, o Edital de Ocupação de Fotografia da Fundação Clóvis Salgado leva à CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, de 5 de julho a 14 de setembro, as exposições Arquipélago, de Victor Galvão (MG), e Impulsos Imitativos, de Élcio Miazaki (SP). Trabalhando a essência questionadora da contemporaneidade e o sentimento de melancolia de maneiras distintas, as exposições fotográficas contam, também, com obras em vídeo e objetos. A noite de abertura (5) integra a programação do Noturno de Museus.

Para Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, a realização do Edital de Ocupação de Fotografia de maneira consecutiva demonstra a potência desse formato na cidade Belo Horizonte. “São linguagens diferentes ocupando um importante espaço de passagem no centro de BH, que é a CâmeraSete. Para nós, é extremamente importante fomentar a fotografia como arte e que o público ocupe cada vez mais a Casa de Fotografia de Minas Gerais”, destaca.

Arquipélago

Em Arquipélago, Victor Galvão apresenta fotografias de viagem realizadas ao longo dos últimos cinco anos em diversas partes do mundo, formando um panorama descontínuo de lugares e momentos que não são identificados diretamente. A exposição é constituída por cenas que representam experiências de contemplação diante da paisagem, numa narrativa permeada pelos sentimentos de solidão e isolamento. Além das fotografias, o projeto conta também com dois vídeos produzidos a partir de uma sequência de imagens com legendas.

Segundo o artista, a exposição é um recorte de seu arquivo, com fotografias que não tinham lugar em séries com organização conceitual mais rigorosa. “Não reuni essas imagens por um traço conceitual específico, mas sim num retorno a um arquivo que tem valor afetivo para mim por meio de um recorte mais espontâneo”, explica Victor. Para Uiara Azevedo, gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, a fotografia de Victor Galvão provoca uma identificação universal, evocando a simplicidade de um registro fotográfico que chama a atenção pela estranheza e pelo caráter afetivo, num tempo em que somos bombardeados por fotografias de viagem o tempo todo.

A materialidade da fotografia em filme é um dos pontos decisivos na pesquisa de Victor Galvão, ponto de partida para Arquipélago. O processo do artista consiste no uso de filmes do seu acervo, que podem já ser antigos e permanecerem guardados por muito tempo sem revelação. “Compro os filmes, coloco na câmera e revelo no banheiro de casa de maneira artesanal. Deixo meu processo ser esburacado, com abertura para muita coisa dar errado porque gosto de deixar a imagem ter vida própria”, explica o artista. “Tem muito a ver com distância e instabilidade da paisagem, e esse processo é meu jeito também instável de trabalhar”.

Na exposição, estão também dois vídeos em formato de slideshow com fotografias em película, com narrativa em legendas escritas por Victor Galvão. “Para mim é importante conduzir a narrativa não só pela imagem que é mais sutil, mas também pelo texto que é um pouco mais impositivo e consciente”, explica. Segundo o artista, o texto é, também, uma forma de marcar a linearidade do tempo em contrapartida à estaticidade da imagem. “O texto dá ritmo, distribuindo essas imagens no tempo e tirando-as de um momento pré-determinado”.

Impulsos Imitativos

Impulsos Imitativos, de Élcio Miazaki, parte de pesquisas relacionadas ao meio militar, criando um repertório que se faz familiar ao cotidiano civil por meio de objetos simbólicos manipulados artesanalmente. Élcio investiga os pontos de coincidência entre universos aparentemente distintos, o militar e o civil, utilizando a simbologia das Forças Armadas para tratar de assuntos universais como a melancolia e a incerteza. No conjunto da exposição, o artista aponta para uma visão crítica que salienta questões importantes, observando, também, o homem por trás da farda.

Na série, Élcio se apropria de imagens do contexto militar encontradas em garimpos. “São fotografias que para muita gente não faz mais sentido guardar ou não têm interesse, então circulam muito. Sempre me interessei por fotografias que não são minhas nem da minha família”, conta o artista, que iniciou sua pesquisa após os confrontos entre manifestantes e militares em 2013 e manipula as imagens e objetos datados do período da ditadura militar brasileira. Segundo Élcio, seu interesse pelo patrimônio histórico se relaciona à sua formação em arquitetura e desde os anos 1990 tinha uma preocupação pela conservação da memória.

Em seu trabalho o artista aborda aspectos políticos relacionados à liberdade de expressão, mas busca, também, falar de um arquétipo masculino presente na experiência dos homens desde a infância. “Uma coisa que foi muito forte para mim é que quando os homens completam 18 anos são obrigados a se alistar. É um dos primeiros momentos em que sentimos que não temos decisão própria”, observa o artista, destacando o processo de apagamento da identidade visual pela qual os militares passam no alistamento. “Talvez os objetos na exposição não tragam isso diretamente, mas acredito que falo de assuntos internos ainda que sob a capa do militar”.

Ao lidar com objetos do passado, a exposição de Élcio passa inevitavelmente pela melancolia de um tempo e de uma masculinidade moldada pela imitação. “Esse resgate do passado traz à tona a ideia de que na sociedade como um todo não há liberdade de vivermos aquilo com que nos identificamos, e no caso do militar, percebo que ele tenta viver aquilo que a alma procura, mas não há lugar para outra coisa ali”, reflete Miazaki, reforçando que embora os retratos tenham um caráter muitas vezes intimista, há, também, a impossibilidade de controlar como uma imagem se espalha pelo mundo.

Além de objetos e fotografias, a exposição conta, também, com dois vídeos. Enquanto um deles apresenta o artista folheando um álbum de fotografias de uma posse aeronáutica da década 1970, propondo um novo enquadramento para as imagens, o segundo traz filmagens de técnicas militares de salvamento. “São imagens que tocam em questões de fragilidade e masculinidade, e podem ter até mesmo um sentido dúbio. Me interessou muito investigar como a memória desses movimentos ficariam no corpo do soldado”, explica Élcio.

Posted by Patricia Canetti at 5:44 PM

Motorhome PPPP: encerramento das atividades e lançamento de documentário no MARGS, Porto Alegre

MARGS recebe a etapa final do projeto MOTORHOME [PPPP], com ações, falas, performance e exibição de documentário, marcando o encerramento do programa de performance realizado em trânsito.

6 de julho de 2019, sábado, das 10h às 17h

MARGS
Praça da Alfândega, s/n°, Porto Alegre, RS

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS, em parceria com o Programa Público de Performance Península (PPPP), convida o público a participar no próximo sábado, 6 de julho, das atividades de encerramento do projeto “MOTORHOME [PPPP]”. Estão programadas ações, falas, performances e a exibição de um documentário.

A programação começa já na parte da manhã, a partir das 10 horas, com a instalação na parte externa do museu, na Praça da Alfândega, da estrutura inflável e efêmera que serviu de “casa-ateliê-ponto” durante a itinerância do programa. A criação é assinada pelo coletivo TransLAB.URB, que a partir das 11h fará uma fala aberta ao público sobre a experiência deste projeto e também de outros já desenvolvidos.

A seguir, pela parte tarde, Jessica Porciuncula, artista residente do programa, realizará uma performance no MARGS a partir das 14h.

Na sequência, às 15h, no auditório do museu, ocorrerá uma fala aberta ao público com a participação de uma das quatro artistas residentes do “MOTORHOME [PPPP]” - Jessica Porciuncula –, juntamente com Gabriela Motta e Izis Abreu, duas das quatro curadoras e pesquisadoras que participaram do projeto realizando acompanhamento curatorial e teórico às artistas selecionadas. A mediação é da artista Andressa Cantergiani, curadora-geral do projeto.

Por fim, às 16h, será realizada a sessão de lançamento do documentário “PPPP [MOTORHOME]”, dirigido por Vinícius Guerra e filmado ao longo da execução do projeto em trânsito.

A programação de encerramento do programa de performance realizado em trânsito dá sequência à parceria entre o MARGS e o projeto “MOTORHOME [PPPP]”. No dia 8 de junho, o museu recebeu uma fala aberta ao público seguida de performance da artista Charlene Bicalho, uma das quatro artistas residentes.

Sobre o MOTORHOME [PPPP]

É um programa de performance realizado em trânsito, através do deslocamento de artistas pelo interior do Rio Grande do Sul ao longo de um mês a bordo de um motorhome, espécie de casa-veículo-espaço de trabalho que buscou permitir tanto a experiência do deslocamento, como da convivência, da troca e do aprender coletivo e em contexto. MOTORHOME [PPPP] aconteceu durante os meses de maio e junho, com paradas para ações performativas, conversas e oficinas em 4 cidades do Estado: Caxias do Sul, Santa Maria, Pelotas e Porto Alegre. Ao todo, contou com 4 artistas participantes: Bianca Bernardo (Rio de Janeiro/RJ, 1982), Bruna Kury (1987), Charlene Bicalho (João Monlevade/MG, 1982) e Jessica Porciuncula (São Luiz Gonzaga-RS, 1992). Este projeto está sendo realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (Pró-cultura RS FAC), Lei n° 13.490/10.

PROGRAMAÇÃO DE SÁBADO (6/7)

10h - Montagem da estrutura efêmera e inflável em frente ao museu
11h - Conversa com o Coletivo Translab.urb
14h - Performance da artista residente Jessica Porciuncula
15h - Conversa com as curadoras Gabriela Motta e Izis Abreu e com a artista residente Jessica Porciuncula. Mediação de Andressa Cantergiani
16h - Lançamento do documentário dirigido por Vinícius Guerra e filmado durante as atividades do projeto Motorhome PPPP

Posted by Patricia Canetti at 5:06 PM