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agosto 27, 2017

III Prêmio Reynaldo Roels Jr. - Inscrições

A Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage abriu inscrições para o III Prêmio Reynaldo Roels Jr. e o Seminário A Síntese entre Arte, Arquitetura e Paisagem, voltados a trabalhos de instalação. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até as 20h do dia 11 de setembro. Os 20 selecionados, cujos nomes serão anunciados em 15 de setembro, deverão obrigatoriamente participar do seminário para concorrer ao prêmio. O seminário terá 50 horas de duração e será realizado de 25 de setembro a 06 de outubro de 2017. O autor do projeto vencedor receberá R$ 20 mil e terá de produzir uma peça com as características de uma instalação, a ser exibida ainda este ano ao ar livre, na praça do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC-Niterói), cujo projeto arquitetônico é de Oscar Niemeyer. O prêmio foi criado em 2015 para homenagear o crítico de arte Reynaldo Roels Jr., que dirigiu a EAV entre 2002 e 2006. Os patronos do prêmio são os colecionadores Helio Portocarrero, economista, e Nelson Eizirik, advogado.

Inscrições até 11 de setembro de 2016, às 20 horas, na secretaria da EAV (Somente participantes do Seminário A Síntese entre Arte, Arquitetura e Paisagem, de 50 horas, podem concorrer ao prêmio)

Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ
21-2334-4088 ou eav@eavparquelage.rj.gov.br

REGULAMENTO

DO PRÊMIO
A Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage lança a terceira edição do Prêmio Reynaldo Roels Jr. em homenagem ao crítico de arte que dirigiu a instituição entre 2002 e 2006.

O prêmio é anual e destinado a pessoas que queiram desenvolver um projeto de instalação a ser realizado em espaço público. Este ano, podem concorrer pessoas maiores de 18 anos que tenham disponibilidade e interesse em participar do Seminário A Síntese entre Arte, Arquitetura e Paisagem, de 50 horas, que será realizado de 25 de setembro a 06 de outubro de 2017.

Alunos e ex-alunos da EAV que quiserem concorrer precisam estar com a mensalidade em dia (no caso de cursos pagos).

O autor do projeto vencedor receberá R$ 20 mil para a produção de uma peça com as características de uma instalação em local aberto à visitação pública.

A cada ano, a Comissão organizadora do Prêmio Reynaldo Roels Jr. da Escola de Artes Visuais do Parque Lage elege um local que serve de ponto de partida para a instalação da obra.

A mudança de uma edição para outra visa estimular o desenvolvimento de pesquisas sobre um lugar que tenha especificidades históricas ou artísticas, com componentes sociais e urbanos.

As duas edições anteriores do Prêmio aconteceram no Pier Mauá e no Museu de Arte Moderna, respectivamente. O local escolhido, em 2017, é o edifício do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói), projeto do arquiteto Oscar Niemeyer.

O Prêmio só se tornou possível graças a uma dotação anual do economista Helio Portocarrero e do advogado Nelson Eizirik, ambos colecionadores.

DA PARTICIPAÇÃO

Somente participantes do Seminário A Síntese entre Arte, Arquitetura e Paisagem, de 50 horas, podem concorrer ao prêmio.

Para participar do seminário, o candidato deve enviar um currículo resumido com imagens de (até) dois trabalhos (realizados ou não), junto com um projeto inédito de instalação para o local designado pelo edital, acompanhado de justificativa, fotografias e/ou desenhos. Não é necessária, nessa etapa, a apresentação de um estudo detalhado.

Todo o material deve ser entregue pessoalmente ou enviado pelos Correios. O destinatário deve ser a secretaria de Ensino da EAV (aos cuidados de Carmen Souza). Se a inscrição for feita por representante, deve vir acompanhada de procuração chancelada em cartório.

O prazo para recebimento das inscrições encerra-se as 20 horas do dia 11 de setembro de 2017.
Em nenhuma hipótese será aceito um projeto fora do prazo. Em caso de dúvidas, entre em contato através do e-mail edital.eavparquelage@gmail.com

FICHA DE INSCRIÇÃO

PLANTAS Fachada | Praça

REQUISITOS
1. Participar do Seminário A Síntese entre Arte, Arquitetura e Paisagem, de 50 horas, que será realizado na EAV Parque Lage de 25 de setembro a 06 de outubro de 2017.
2. Familiaridade com as diferentes linguagens da área de Artes.
3. O nível de escolaridade ou formação não representa um item relevante.
4. Incentiva-se a transdisciplinaridade entre diversos campos de conhecimento (além de artistas, arquitetos, designers, físicos, geógrafos, antropólogos);
5. Ser maior de 18 anos.

DA SELEÇÃO
O seminário (50 horas) é gratuito. Para participar, é preciso concorrer a uma das 20 (vinte) vagas. Será constituída uma Comissão de Seleção (três ou mais membros) que analisará o material enviado e escolherá até vinte participantes do seminário. A Comissão de Seleção é soberana.

ANÚNCIO DA SELEÇÃO
Os candidatos escolhidos serão comunicados por e-mail no dia 15 de setembro e terão 48 horas para confirmar sua participação, por e-mail ou telefone, para a secretaria da EAV Parque Lage. A não confirmação acarretará a substituição do candidato por um nome da lista de espera.

DA PREMIAÇÃO
Somente participantes do seminário poderão concorrer ao prêmio. Os participantes submeterão um projeto detalhado de instalação na segunda etapa do edital. Será constituída uma Comissão de Premiação (três ou mais membros) que analisará os projetos enviados e escolherá o/a vencedor/a. A decisão da Comissão de Premiação é soberana. A ela competem todas as discussões referentes à pertinência e singularidade da obra.

CRONOGRAMA
A Escola de Artes Visuais do Parque Lage lança o III Prêmio Reynaldo Roels Jr. com o Seminário A Síntese entre Arte, Arquitetura e Paisagem. A obra premiada será realizada e inaugurada em dezembro de 2017, no praça (área externa) do Museu de Arte Contemporânea de Niterói.

22/08 – Lançamento do edital no site da EAV;
11/09 – Término das inscrições de projetos para participar do seminário;
14 e 15/09 – Seleção de até 20 (vinte) participantes do seminário;
15/09 – Publicação dos selecionados para o seminário;
25/09 a 06/10 – Seminário de acompanhamento de projetos e visita técnica ao local a ser agendada;
20/10 – Término das inscrições de projetos detalhados para o III Prémio Reynaldo Roeis Jr.;
24, 25 e 26/10 – Seleção do projeto premiado;
27/10 – Publicação do resultado de seleção do projeto premiado;
01/11 – Liberação do recurso;
03 a 30/11 – Produção da obra, viabilização de autorizações necessárias para a realização da instalação;
01 a 08/12 – Montagem da obra (podendo o início da montagem ser antecipado de acordo com as especificidades da Instalação);
09/12 – Inauguração da instalação no Museu de Arte Contemporânea de Niterói.

DA OBRA

O Prêmio Reynaldo Roels Jr. objetiva a realização e exposição de um projeto de instalação, escolhido por uma Comissão especialmente constituída para essa finalidade.

Ficam a critério do/a participante todas as decisões referentes à confecção da instalação: escolha dos materiais, escala final e combinação de suportes e linguagens, podendo incluir projeção de imagens e performances sonoras.

A pesquisa de informações e o pagamento de direitos autorais a terceiros são de rigorosa responsabilidade do/a candidato/a. Se a obra trabalhar com o conceito de “apropriação”, o candidato deverá informar que trata-se de uma colaboração entre vários integrantes de um coletivo ou em parceria com colegas não inscritos na EAV, mencionando cada um nominalmente na ficha técnica.

A instalação será montada no local designado pelo Edital e deve permanecer por um período mínimo de uma semana, mesmo em se tratando de uma obra de natureza efêmera. Após a desmontagem, a obra será devolvida ao artista, que poderá dispor livremente de sua comercialização. O desenho do projeto deve ser doado à Biblioteca | Centro de Documentação e Pesquisa e passa a pertencer à Escola de Artes Visuais do Parque Lage, que possui os direitos de remontar o referido trabalho sem ônus para a instituição.

O montante de 20 mil reais será depositado na conta do/a candidato/a vencedor/a no dia 1 de outubro de 2017. Caso a obra necessite de um valor maior para sua finalização e implantação no local, a diferença será de inteira responsabilidade do/a autor/a do projeto. A não-realização da obra acarretará a devolução do valor do prêmio.

DOS OBJETIVOS

Em consonância com o universo reflexivo de Reynaldo Roels Jr., o prêmio visa a valorização de experimentalismos artísticos para além dos lugares tradicionais. Nesse sentido, o Prêmio Reynaldo Roels Jr. da Escola de Artes Visuais do Parque Lage contempla jovens artistas interessados na linguagem da instalação em virtude de sua capacidade de questionar o ambiente onde é realizada.

O termo “instalação” foi incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960, designando uma situação (em galerias, museus ou na rua), cuja lógica é regida pela relação entre os objetos e o corpo do observador. Esse tipo de intervenção artística tem a característica de estimular o público a sair de uma atitude puramente contemplativa para adotar uma apreciação crítica do espaço que acolhe a obra de arte.

Com o Prêmio Reynaldo Roels Jr., a Escola de Artes Visuais do Parque Lage amplia seu lugar de atuação para espaços extramuros e permite que seus alunos realizem um trabalho de escala pública. A iniciativa oferece aos estudantes e ex-estudantes de arte da EAV uma inserção no tecido social e urbano do Rio de Janeiro, no momento em que a cidade se torna palco de enormes investimentos financeiros que vêm transformando sua paisagem e, consequentemente, a circulação da população.

Apoio Institucional: MAC Niterói

Posted by Patricia Canetti at 4:01 PM

agosto 23, 2017

Chamada Pública: Bienal de Arte Digital 2018 - Inscrições

O Festival de Arte Digital tornam pública as inscrições para o Processo de Seleção para a Bienal de Arte Digital, que ocorrerá de Fevereiro a Março de 2018 na cidade do Rio de Janeiro e sua circulação de março a abril de 2018 na cidade de Belo Horizonte. As atividades que compõem a sua programação (Exposição, Performances, Simpósio e Oficinas) ocorrerão nas duas cidades. A temática escolhida para a edição de 2018 é Linguagens Híbridas.

Inscrições até 17 de setembro de 2017

TEMA (scroll down for English version)

As configurações atuais da Arte Tecnológica têm se fundido com a vida contemporânea, num processo viral de trocas incessantes entre o mundo real e o simulado. Criam-se trabalhos híbridos, nos quais o digital e o analógico, o natural e o artificial, o real e o virtual, se atravessam. A tecnologia passou a ser vista como um fator constitutivo da vida humana  e com a biotecnologia, a própria vida. As pesquisas científicas são reapropriadas e se transformam em linguagens artísticas, através do uso da interatividade, virtualidade, sistemas híbridos e imersão.

Para além da digitalização das informações, assistimos agora a um processo intenso de digitalização do mundo físico. Simultaneamente, em meio a esse fluxo veloz e exorbitante de informação em que vivemos, muitos artistas, criadores, profissionais, pesquisadores e intelectuais apontam para a necessidade de produzir outros ritmos, outras temporalidades, outras realidades, outros espaços e silêncios, para que seja possível transmutar e reconfigurar um novo lugar de utopia. Nesse sentido, o que se convencionou chamar de sociedade pós-digital parece marcar a transição de uma era caracterizada pelo encantamento tecnológico para uma outra, na qual encontrar novas maneiras de abordar, conceitualizar e repensar o universo artístico e social em relação a estas transformações é tarefa urgente.

A arte inserida no pós-digital propõe um movimento de escape do domínio tecnológico, mas sem descartá-lo completamente e faz um convite à experimentação no plano onde a existência física e a abstração do mundo digital se encontram. São trabalhos que exploram - através de meios alternativos à participação, interação e colaboração entre o público e o artista - sensações hápticas e sinestésicas dessa constante atualização da relação homem-máquina. Mais do que isso, eles expõem como as forças que constituem a condição de existência natural e tecnológica, agora mais orgânicas e simbióticas - ainda que não tenham perdido seu DNA na operação dos metadados e algoritmos  - estão produzindo seres híbridos.

A computação vestível, a internet das coisas, a inteligência artificial, o BigData, a geolocalização, os processos da robótica, da automação, da computação quântica e do hibridismo pervasivo, tornam-se então matéria de expressão. Faz-se necessário que essas ferramentas sejam cada vez mais abertas, para que a inovação que trazem seja decodificada nas mais diversas manifestações, culturais e tecnológicas. Significa dizer que devem se constituir por meio de trocas e modificações disponíveis em seu entorno, permitindo-se o aprimoramento de conjuntos técnicos mais amplos. Não pode haver desenvolvimento tecnológico e inovação técnica sem uma certa margem de indeterminação, uma abertura das máquinas para novos acoplamentos.

Nesta edição especial do FAD, denominada Bienal de Arte Digital, o objetivo será exibir trabalhos e conceitos através dos quais as transformações, ao longo do tempo, dos processos digitais na vida, na criatividade e na sociedade através da arte e da comunicação, criam experiências por meio das hibridações imersivas aos visitantes.

EDITAL (english)

Chamada Pública Unificada de Seleção de Trabalhos
Edição Bienal de Arte Digital 2018
Rio de Janeiro & Belo Horizonte (Brasil)
www.bienalartedigital.com
www.festivaldeartedigital.com.br

1 – DO EDITAL

1.1. O Festival de Arte Digital, projeto promovedor da Bienal de Arte Digital, por meio do seu representante legal, Conteúdo Arte & Tecnologia EIRELI - ME, inscrita no CNPJ sob o número 04.247.611/0001-90, com sede em Belo Horizonte/MG, e sua coordenação denominada Comissão Organizadora, responsável pela gestão e produção de todas as etapas da edição Bienal de Arte Digital 2018, tornam pública a todos os interessados, a abertura de inscrições para o Processo de Seleção de estabelecendo os prazos e condições para participação expostos neste Edital.

1.2. A Bienal de Arte Digital ocorrerá de Fevereiro a Março de 2018 na cidade do Rio de Janeiro (RJ/ Brasil) e sua circulação de Março a Abril de 2018 na cidade de Belo Horizonte (MG/Brasil). As atividades que compõem a sua programação (Exposição, Performances, Simpósio e Oficinas) ocorrerão nas duas cidades.

2 – DO TEMA

2.1. A temática escolhida para a edição de 2018 é LINGUAGENS HÍBRIDAS. O texto conceitual está disponível em www.bienalartedigital.com & www.festivaldeartedigital.com.br

3– DO OBJETIVO E ETAPAS

3.1. Objetivo Principal

3.1.1. Selecionar, através desse processo, obras e trabalhos intelectuais, apresentações, manifestações artísticas, conceituais e desenvolvimentos profissionais, de modo a incentivar a participação de pessoas, projetos, coletivos e grupos, na programação da edição Bienal de Arte Digital do FAD - Festival de Arte Digital no ano de 2018, que ocorrerá nas cidades de Rio de Janeiro (RJ/Brasil) e Belo Horizonte (MG/Brasil).

3.1.2. A inscrição das propostas está sujeita à disponibilidade para as duas cidades nos períodos citados a critério da comissão organizadora e curadoria. A Comissão Organizadora poderá selecionar projetos para execução em mais de uma cidade.

3.2. Objetivos Conceituais

3.2.1. São objetivos conceituais deste processo seletivo:

a) democratizar e ampliar o acesso à produção digital;
b) refletir sobre a produção criativa, artística e intelectual na atualidade por meio do Digital;
c) realizar uma programação artística e cultural nas cidades de Rio de Janeiro (RJ/Brasil) e Belo Horizonte (MG/Brasil) capaz de veicular o que vem sendo realizado no Brasil e no mundo, por jovens criadores, artistas, makers, estudantes e profissionais de diversas áreas e campos afins;
d) colaborar com a consolidação destas trajetórias individuais e coletivas;
e) refletir, criar, apoiar a difusão da cultura digital através de processos artísticos, criativos e inovadores, para um público amplo;
f) propor uma Agenda à cultura e às artes tecnológicas através do evento e
g) estabelecer e estreitar a relação entre produtores, artistas, criadores e produtores nacionais e internacionais e mediar a relação com o público.

3.3. Etapas do Processo Seletivo:

3.3.1. O processo de seleção previsto neste Edital se divide nas 5 (cinco) etapas a seguir:

ETAPA PERÍODO
Inscrição 14/08/2017 a 17/09/2017
Homologação dos projetos inscritos 19/09/2017
Analise e Julgamento 17/09/2017 a 17/10/2017
Divulgação dos projetos selecionados Outubro de 2017
Assinatura do Contrato Novembro de 2017

4 – DA INSCRIÇÃO

4.1. Podem inscrever-se nesse edital, gratuitamente, artistas, criadores, produtores, profissionais de diversas áreas e intelectuais brasileiros e internacionais, em mais de uma área, na forma de inscrições individuais ou coletivas (estas representadas por um único integrante), desde que atendam as condições previstas neste documento, quais sejam:

4.2. As inscrições serão feitas por meio do formulário digital disponível no endereço eletrônico www.bienalartedigital.com & www.festivaldeartedigital.com.br. Na etapa de inscrição não serão aceitas em nenhuma hipótese, pretexto ou justificativa, inscrições impressas, por e-mail ou qualquer outra forma diversa do formulário previsto no presente item do Edital. . Não haverá envio de nenhum tipo de documentação ou material por correio.

4.3. Realizar o preenchimento completo do formulário de inscrição. Formulários incompletos não serão validados.

4.4. Ao fazer sua inscrição, o(a) candidato(a) deverá responsabilizar-se para que o material, obrigatório ou complementar, tenha uma qualidade satisfatória para a compreensão das propostas de trabalho por parte da curadoria. Cabe exclusivamente à Comissão Organizadora julgar a qualidade dos materiais encaminhados.

4.5. Postar o material de apoio/complementar em sites de exibição de vídeos (Vimeo, YouTube, Facebook, Instagram, Behance, Tumblr, entre outros) ou na forma de links para download que não expirem.

4.6. Menores de dezoito anos poderão se inscrever nesse edital. Entretanto, caso selecionados, necessitam de autorização expressa e com firma reconhecida dos pais ou responsáveis legais para participar do festival.

4.7. Não poderão se inscrever neste Edital artistas, criadores, produtores e profissionais que sejam funcionários das empresas patrocinadoras ou de qualquer uma das empresas que fazem parte da Comissão Organizadora. Caso seja constatada tal irregularidade, mesmo que selecionado, os artistas, criadores e produtores podem ser excluídos.

5 – DO PRAZO DE INSCRIÇÃO

5.1. O Edital da Edição Bienal de Arte Digital está aberto para inscrição de trabalhos entre os dias 14 de agosto e 17 de setembro de 2017, impreterivelmente, observando-se as seguintes questões:

5.2. O prazo para inscrições não será prorrogado sob nenhuma hipótese.

5.3. Serão permitidas apenas as inscrições efetuadas até as 23h59 do dia 30 de agostos de 2017 (Horário: -03:00 GMT/Brasil).

5.4. A Comissão Organizadora não se responsabiliza por problemas técnicos gerados pelo excesso de tráfego na página durante o período de inscrições.

6 – DAS ÁREAS

6.1. Os trabalhos inscritos devem ser de cunho cultural, artístico (exposição e performances) e/ou intelectual-conceitual, pesquisa, inovação e desenvolvimento (para fins do Simpósio Internacional e Oficinas).

6.2. O FAD recebe inscrições de trabalhos que contemplem áreas artísticas e científicas, desde que atuem dentro do segmento de novas mídias e tenham como resultado arte e cultura em transversalidade com outros campos e ciências. Portanto, artistas, criadores, profissionais, produtores e grupos culturais podem enviar trabalhos, desde que estejam em consonância com as características de cada área de atuação deste edital, quais sejam:

6.2.1. FAD Performances (Apresentações/Shows/Performances Audiovisuais)

Consideram-se performances audiovisuais os projetos dedicados à apresentação artística autoral (repertório próprio). Esses trabalhos podem ser apresentados por artistas, criadores e produtores em formato individual, duplas, grupos e coletivos.

Expressões e Formatos: VideoMapping, Visual Music, Performance de Dança, Machine Performance, Vjing, Poéticas Visuais, entre outros.

Locais onde serão realizadas:
Rio de Janeiro: Auditório/Teatro Oi Futuro Flamengo
Belo Horizonte: Auditório Museu de Arte Pampulha (MAP) & Outros Espaços

Importante: Não serão aceitos para essa categoria trabalhos não autorais e que não possuam os conceitos elencados. Os trabalhos devem ter como resultado final um tema audiovisual desenvolvido conjuntamente.

6.2.2. FAD Galeria (Exposição - Instalações Artísticas/Conceituais com base tecnológica)

Serão consideradas instalações audiovisuais de arte tecnológica, trabalhos que desenvolvam conteúdo conceitual, criativo e artístico aliados à tecnologia (digital, analógica - ou híbrida) e que possam propor a interação do espectador/usuário (público). O uso de ferramentas, dispositivos e tecnologia, bem como o tema, são livres*.

Expressões e Formatos: Arte Digital, Arte Sonora, VideoArt, Instalações Imersivas, Instalações Interativas, Data Visualization, VideoDoc, Realidades diversas, entre outras.

Locais onde serão realizadas:
Rio de Janeiro: Galerias 1, 2 e 3 do Oi Futuro Flamengo
Belo Horizonte: Museu de Arte da Pampulha (MAP), Casa do Baile, Casa Kubitscheck,
Casa Fiat & Espaço Atmosphera

Importante: *Serão preferencialmente acolhidos para a seleção trabalhos que acompanhem a temática norteadora Linguagens Híbridas, propostas pela curadoria na busca de pensar os processos e desdobramentos da tecnologia em forma híbrida na vida e na sociedade por meio da arte.

6.2.3. FAD IPI - Intervenções Públicas Interativas
(Exibições/Performance/Ocupações/"Site-Specific")

Serão consideradas intervenções públicas interativas, propostas de trabalhos com base tecnológica que intervenham, ocupem, utilizem e permaneçam com conteúdo conceitual, criativo e artístico o espaço urbano (fachadas, empenas, jardins, mobiliário urbano) propondo, /ou não, a interação do espectador/usuário (público). O uso de ferramentas, dispositivos e tecnologia híbridas*.

Expressões e Formatos: VideoMapping, Public GameArt, Arquitetura Responsiva, GeoData, VR (virtual realitty), RA (realidade aumentada), MobileArt, BioArte, IOT (internet das coisas), Light Emotion, Hackerativismo, Video Guerrilha, entre outras.

Locais onde serão realizadas:
Rio de Janeiro: Átrio/Pátio externo do Oi Futuro Flamengo
Belo Horizonte: Casa do Baile, Museu de Arte da Pampulha (MAP), Atmosphera (LED
Panel)

Importante: Serão preferencialmente acolhidos para a seleção trabalhos que acompanhem a temática norteadora Linguagens Híbridas, propostas pela curadoria na busca de pensar os processos e desdobramentos da tecnologia em forma híbrida na vida e na sociedade por meio da arte.

6.2.4. FAD Laboratório (Oficinas, workshops)

Serão consideradas as propostas de oficinas e workshops de pequena duração com temática livre*. O objetivo é que esse programa aborde o desenvolvimento e/ou treinamento para utilização de novas ferramentas computacionais, programação, áudio, vídeo, criação de trabalhos de interação como software livres, entre outros, para uso profissional ou não, bem como processos de gestão e inovação no uso de novas ferramentas criativas (apps e api). São bem-vindas as atividades com foco no público infantil e grupos especiais.

Formatos: Programação, Linguagem, Escrita Digital, Processos Comunicacionais, Interfaces, Gestão de dados, Crítica e Pensamento, eletrônica, robótica, etc.

Público:
FAD Laboratório: Público Amplo – Jovens e Adultos de 16 a 60+ anos
FAD LAB para Crianças: De 8 a 12 anos
FAD LAB PRO: Profissionais (Universidade e atuantes de inovação tecnológica)

Locais onde serão realizadas:
Rio de Janeiro: a definir
Belo Horizonte: a definir

Importante: *Serão preferencialmente acolhidos para a seleção trabalhos que acompanhem a temática norteadora Linguagens Híbridas e proponham fundamentalmente o uso de programas livres (Open Source)

6.2.5. FAD Simpósio Internacional (Palestras/Painéis e Ensaios)

Serão consideradas as propostas para palestras, painéis, apresentação de estudos, ensaios científicos e conceituais, resultados de pesquisas podendo ser do aspecto teórico de práticas técnicas. Obrigatoriamente acompanha o tema central e se estende a multiárea; Linguagens Híbridas. *

Eixos: Estudos Cognitivos, Recepção, Transhumano, Comunicacionais, Estética e Estado da Arte, Crítica da Sociedade, Estudos Informacionais, Computacionais, Patrimônio, Humanidades Digitais, etc

Locais onde serão realizadas:
Rio de Janeiro: Teatro Oi Futuro Flamengo
Belo Horizonte: Auditório do Museu de Arte da Pampulha(MAP) & Auditório Casa do Baile

Importante: *Serão acolhidas as propostas da temática norteadora Linguagens Híbridas, propostas pela curadoria na busca de pensar os processos e desdobramentos da tecnologia em forma híbrida na vida e na sociedade.

7 – DA SELEÇÃO

7.1. ETAPA 1 - Pré-Seleção

7.1.1. Durante a fase de Pré-Seleção a Comissão Organizadora fará contatos com os inscritos por email para obter detalhes dos projetos, a fim de avaliar seu desenvolvimento, bem como a viabilidade orçamentária e operacional. Não haverá a publicação do resultado no site ou nos meios de comunicação nesta fase.

7.1.2. Serão realizados através da comissão organizadora estudos de viabilidade das propostas enviadas. A comunicação será diretamente com os pré-selecionados. Os estudos de viabilidade considerarão os seguintes aspectos:
a) conceito;
b) aproximação da temática Linguagens Híbridas;
c) desenvolvimento tecnológico e
d) viabilidade orçamentária e operacional;

Importante: *Está prevista a escolha de até 30 (trinta) trabalhos que vão integrar a programação nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG), Brasil. Os pré-selecionados nesta fase não possuem participação garantida no evento.

7.1.3. No ato da inscrição, o artista, criador e/ou produtor deve observar as imagens, mapas e riders técnicos dos locais disponibilizados neste edital. Compreender entender e aceitar que a obra deverá estar dentro das condições nestes ambientes.

7.1.4. Para obras inéditas o critério é o mesmo. A montagem da obra deverá seguir os critérios técnicos solicitados na inscrição. Qualquer custo extra necessário à montagem deverá ser de responsabilidade do selecionado.

7.1.5. A escolha das obras é feita por meio da análise conceitual somada aos fatores de logística de transporte, custo, rider técnico proposto no ato da inscrição, materiais usados e disponibilidade de datas.

Critérios de seleção: (Uso exclusivo da comissão de seleção)

Critérios de Análise e Julgamento Peso
A Conceito 2
B Aproximação da temática Linguagens Híbridas 2
C Desenvolvimento tecnológico 1
D Viabilidade orçamentária e operacional 1

7.1.6. A Comissão Organizadora não se responsabiliza por qualquer custo extra, provindo de alteração no rider técnico, que o torne diferente do enviado no ato de inscrição; (a não ser em casos excepcionais).

7.2. ETAPA FINAL - Selecionados
Nesta etapa serão selecionados os projetos e propostas que vão integrar a programação da Bienal de Arte Digital. Após os estudos de viabilidade da ETAPA 1, os projetos e propostas com seus representantes inscritos passam pela fase de homologação de participação, que envolve documentação, registros, termos de anuência, autorizações entre outras ações. Somente após esta Etapa é que haverá o anúncio público dos selecionados que vão compor a programação*

Importante: * Os projetos que forem selecionados para participação em ambas as cidades do Rio de Janeiro (RJ/Brasil) e Belo Horizonte (MG/ Brasil) serão devidamente notificados, podendo alguns serem dimensionados apenas para uma das cidades elencadas.

O anúncio dos selecionados ocorrerá exclusivamente** via Site Oficial.

Importante: ** O anúncio de seleção pelos selecionados em seus sites e redes sociais deve ocorrer impreterivelmente e tão somente após as fases de homologação de participação e logo após e tão somente o anúncio oficial do evento em seu site e redes sociais, sendo a proposta ou projeto passível de exclusão da seleção e substituído por outra proposta.

A seleção e decisões da curadoria e comissão organizadora são soberanas não cabendo qualquer tipo de recurso contra os resultados.

8 - DA CONTRAPARTIDA

8.1. O FAD - Festival de Arte Digital em sua Edição Bienal de Arte Digital 2018 se compromete a proporcionar aos selecionados:

a) transporte e hospedagem (quando aplicável, principalmente, para participantes expositores, apresentadores de performances, concertos e instrutores de oficinas)
b) montagem e logística dos projetos, propostas, obras conceituais e artísticas, execução das oficinas e palestras (quando aplicável);
c) promoção e divulgação (sujeita aos limites previstos no plano de mídia do FAD/Bienal);
d) cachê de participação (quando aplicável);

9 – DO RESULTADO

9.1. O resultado dos projetos, artistas, criadores e produtores selecionados será anunciado em no máximo 45 (quarenta e cinco) dias após o término do edital, no próprio site e redes sociais do FAD.

9.2. Posteriormente, os projetos, artistas, criadores, profissionais e produtores selecionados serão divulgados para a imprensa e nos demais canais de informação.

10 – DOS SELECIONADOS

10.1. Os selecionados serão comunicados exclusivamente via e-mail. Caso não seja possível, serão contatados por telefone ou via Skype.

10.2. Os selecionados irão receber o contato de um membro da comissão organizadora, para esclarecimento de detalhes dos trabalhos e efetivação de todos os documentos necessários para garantir a participação.

10.3. Como condição para que possam participar desta edição da Bienal de Arte Digital do Festival de Arte Digital, os selecionados deverão assinar: os respectivos Termo de Acordo (o qual conterá as condições descritas nos Anexos II, III e IV deste Edital), Licenciamento de Direitos Autorais e Autorização de Uso de Imagem.

10.4. O inscrito declara estar ciente de sua obrigação de informar, sob as penas da Lei, a respeito de qualquer recurso público ou privado que esteja recebendo para a circulação de suas obras e ou realização das atividades objeto do presente Edital, a fim de evitar a duplicidade de custos para o erário. O recebimento de tais recursos não impedirá sua participação, mas restringirá o recebimento de transporte e hospedagem, conforme o caso.

10.5. Os selecionados que não responderem a tempo às exigências documentais nos prazos e limites estabelecidos após a confirmação da seleção, serão automaticamente excluídos da seleção para o evento.

11. DISPOSIÇÕES FINAIS

11.1 A participação neste edital de seleção implica a aceitação de todos os termos constantes e seus anexos, a saber:

a) Anexo I - Formulário Digital de Inscrição
b) Anexo II - Condições Gerais para Selecionados
c) Anexo III - Condições Específicas para Selecionados Estrangeiros
d) Anexo IV - Imagens e plantas técnicas do Oi Futuro Flamengo (RJ), Conjunto Moderno da Pampulha (BH), Casa Fiat de Cultura (BH), Espaço Atmosphera (BH).

11.2 Ficam definidos os sites www.bienalartedigital.com & www.festivaldeartedigital.com.br para a divulgação de quaisquer informações oficiais, sem prejuízo da utilização de outros veículos de comunicação de que a Bienal de Arte Digital venha a dispor.

11.3 Esclarecimentos sobre o conteúdo deste edital poderão ser obtidos através exclusivamente e tão somente através do email call@festivaldeartedigital.com.br

11.4 O FAD e a Bienal de Arte Digital reserva-se o direito de divulgar e utilizar, quando julgar oportuno, imagens e informações do projeto inscrito neste edital através de plataforma digital em suas ações e peças de comunicação institucional, bem como em seu site oficial na Internet e redes sociais, sem quaisquer ônus adicionais quanto ao direito de uso de imagem e informações repassadas. Todos os dados colhidos no processo deste edital integram o banco de dados do FAD - Festival de Arte Digital, para objetivos de pesquisa científica e não comerciais.

11.5. Esse edital pode ser suspenso ou cancelado, no todo ou em parte por decisão motivada de seus organizadores.

11.6 O FAD e a Bienal de Arte Digital não se responsabiliza por inscrições não concluídas devido a falhas tecnológicas, tais como problemas em servidores, na transmissão de dados, na linha de comunicação, em provedores de acesso ou, provocada pelo excesso de acessos simultâneos nos últimos dias do processo seletivo.

11.7. Os casos omissos e situações não previstas neste edital serão solucionados pela Comissão Organizadora da Bienal de Arte Digital do festival de Arte Digital.

Atenciosamente,
Comissão Organizadora
FAD
Festival de Arte Digital

ANEXO II

CONDIÇÕES GERAIS PARA OS SELECIONADOS

1. Formalização da Participação

1.1. Após a seleção, participantes que atenderem aos critérios descritos deverão em assinar, nos prazos definidos no Edital, os documentos hábeis a formalizar a sua participação na Bienal de Arte Digital, a saber: Termo de Acordo, Licenciamento de Direitos Autorais e Autorização de Uso de Imagem.

1.2. Após o período limite estipulado pela comissão organizadora serão considerados “não elegíveis a participação”, e a comissão organizadora terá o direito de selecionar outro inscrito para a vaga.

2. Transporte

2.1. O FAD proporcionará os traslados aeroporto/hotel/evento/hotel/aeroporto. Os selecionados deverão obedecer a escala com horários predeterminados e propostos pela produção, levando em conta a otimização de tempo e de esforços. Os transportes não serão individuais e exclusivos e deverão atender ao maior número de pessoas envolvidas. Caso o participante selecionado deseje optar por outros meios de transporte (táxi, Uber, ônibus, etc.) deverá fazê-lo às suas expensas. Neste caso, o FAD, não se responsabiliza pelos custos ou pela segurança do selecionado (individualmente ou grupo).

2.2. O transporte de pessoas será oferecido nas seguintes condições:

a) Transporte com origem dentro do Estado de Minas Gerais com destino a Belo Horizonte e/ou origem dentro do Estado do Rio de Janeiro com destino à capital do Rio de Janeiro: o transporte será feito por via terrestre, através de ônibus intermunicipal;

b) Transporte com origem em demais Estados brasileiros: o transporte será feito por via aérea, em categoria econômica, ou opção terrestre por solicitação do participante mediante justificativa;

c) Transporte com origem no exterior: o transporte será feito por via aérea, em categoria econômica;

2.3. Para todos os casos, a Produção Executiva e a Comissão Organizadora são responsáveis pela logística e pelo receptivo, e oferecerão opções de horários que possam atender ambas as partes (participante e evento), prevalecendo os horários que permitam a correta execução do cronograma e menores tarifas de transporte aéreo ou terrestre.

2.4. Os dados para transporte de carga devem obedecer regras da legislação nacional de mercadorias, necessitando que o artista, criador e produtor se responsabilize em retirar notas fiscais a respeito de equipamentos usados a serem transportados pela produção executiva e a Comissão Organizadora (seja por meio de transportadoras, companhias aéreas ou Correios), sem que isso gere multa junto à Secretaria da Fazenda e demais empresas de transporte por falha ou inexatidão das informações.

2.5. É de inteira responsabilidade do artista, criador e produtor o fornecimento de informações de tamanho, peso e materiais a serem transportados para que a produção executiva contratada possa orçar corretamente o meio de transporte.

3. Hospedagem

3.1. As diárias de hotel incluem café da manhã. O FAD não se responsabilizará por qualquer valor de consumo que exceda a diária regular do selecionado, tais como, mas não limitados a:

chamadas telefônicas, refeições diversas do café da manhã incluso na diária, café da manhã servido forma do horário, refeições, diárias de terceiros, check-in antecipado ou check-out atrasado, internet, lavanderia, etc.).

3.2. Objetos pessoais e equipamentos são de responsabilidade única e exclusiva dos prestadores de serviço de hotelaria.

4. Montagem e logística dos projetos, propostas, obras conceituais e artísticas, execução das oficinas e palestras

4.1. Determinados os dias e horários de montagem, em acordo com os envolvidos selecionados por meio de Check-List, o atraso da montagem não poderá acarretar na não viabilidade da exposição obra, oficina, debate ou apresentação artística. Em caso de não funcionamento por instabilidade do projeto de exposição da obra, ou não realização (no show) de oficina, debate ou apresentação artística, a programação não será alterada.

4.2. Os participantes selecionados contarão com estrutura técnica (vide rider, imagens e mapa dos espaços) e humana descrita nesse edital, como auxiliar de montagem (galeria), e/ou roadie (shows), e/ou supervisor (prod. executiva), e/ou coordenador (simpósio e oficinas) (www.bienalartedigital.com/book-tech-bienal)

4.3. No caso das obras interativas para exposição, o selecionado neste edital deverá enviar um documento em formato PDF com as instruções detalhadas da montagem e desmontagem da obra, além de instruir o supervisor e o auxiliar sobre a desmontagem da obra, e a sua acomodação adequada para transporte, lembrando que o material de armazenamento e transporte deve ser o mesmo que transportou a obra até o evento, não podendo acarretar em custos extras para a produção.

4.4. A comissão organizadora não se responsabiliza e não terá nenhum vínculo pela contratação de terceiros por parte dos participantes para a ajuda na construção de suas obras, trabalhos, performances, oficinas.

5. Promoção e Divulgação

5.1. O FAD proporcionará aos selecionados a promoção e divulgação de seus trabalhos ou atividade no âmbito do FAD por meio de mídias físicas e digitais nos limites de seu orçamento.

5.2. O selecionado se compromete a colaborar com toda e qualquer atividade de divulgação do FAD, tais como: entrevistas em jornais, canais de TV ou da internet ou programas de rádio.

6. Outras condições

6.1. A transferência de qualquer valor quando aplicável aos participantes brasileiros será feita em moeda nacional (Reais) de acordo com o cronograma acordado.

6.2. A comissão organizadora não arcará com custos de ligações telefônicas móveis ou fixas, pacote e uso de dados, estacionamento, refeições e demais serviços não previstos nos termos de cada participante.

6.3. No caso de apresentações não realizadas, esgotadas as possibilidades de reagendamento ou acordo, a comissão organizadora decidirá sobre o valor do ônus (material e imaterial), podendo ajuizar ações de indenização;

6.4. No caso de trabalhos expositivos que estejam desabilitados por qualquer motivo técnico, de programação, adaptação, ou qualquer outro nível de instabilidade por mais de 5 (cinco) dias, esta será automaticamente suspensa de exposição/programação e os participantes selecionado acatar sumariamente a decisão da comissão organizadora. (Importante: trabalhos que fazem uso de baterias de pequena voltagem ou vida útil de funcionalidade estão terminantemente descartados por esta comissão)

6.5. Trabalhos que envolvam programação específica para serem habilitadas diariamente para exibição deverão possuir manual em PDF e também em versão impressa e encadernados, a serem entregues à comissão organizadora e técnicos para que estes tenham em mãos a qualquer tempo.

6.6. A Comissão Organizadora se responsabiliza tão somente pela integridade física e de materiais e equipamentos dos selecionados e seus projetos no local e sede do festival/evento. É de responsabilidade exclusivamente do participante prezar por sua própria segurança fora do estabelecimento. Sendo assim, os envolvidos, coletivos e grupos selecionados para esse edital concordam que a Comissão Organizadora não será responsabilizada por suas ações cíveis fora do local de trabalho, devendo o selecionado participante deste edital e cidadão, se enquadrar nas legislações civis brasileiras, respondendo criminalmente por qualquer ato ilícito em sua estada nas cidades e no Brasil.

ANEXO III

CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA OS SELECIONADOS ESTRANGEIROS

1. Para os participantes estrangeiros, acrescentam-se as seguintes regras:

1.1. Todos os participantes estrangeiros deverão contratar seguro pessoal internacional de viagem, no valor mínimo de 30 mil euros e que tal seguro cubra todas as eventualidades como atendimento hospitalar, dentário, demais procedimentos médicos e seguros referentes aos materiais a serem utilizados para as atividades objeto deste Edital.

1.2. Os participantes deverão obter os vistos para entrada no território brasileiro, de acordo com as exigências da legislação Brasileira. A não obtenção deste requisito no prazo viável de logística estipulado para cada participante, desqualificará o selecionado e impedirá sua participação;

1.3. A transferência de qualquer valor quando aplicável aos participantes estrangeiros será em moeda nacional do país sede do evento (no caso, em Reais brasileiros), convertidos no dia do repasse, tendo como base a bolsa de valores brasileira BM&F BOVESPA e cotação do dólar comercial na mesma data. Os valores quando aplicáveis serão pagos integralmente e exclusivamente no Brasil.

ANEXO IV

Estão abaixo relacionados as imagens, mapas, localização e dados técnicos dos locais de cada cidade da Bienal de Arte Digital 2017.

É de inteira responsabilidade e dever dos participantes, acessarem as informações contidas nos links abaixo para o envio de suas propostas, sendo irrevogável a contestação destas informações.

BIENAL DE ARTE DIGITAL - RIO DE JANEIRO - RJ / BRASIL

Dados Técnicos: (www.bienalartedigital.com/book-tech-bienal)

BIENAL DE ARTE DIGITAL - BELO HORIZONTE - MG / BRASIL

Dados Técnicos: (www.bienalartedigital.com/book-tech-bienal)

THEME
The current configurations of Technological Art have been fused with contemporary life in a viral process of incessant exchanges between the real and the simulated world. Hybrid works are created, in which the digital and the analog, the natural and the artificial, the real and the virtual, cross. Technology has come to be seen as a constitutive factor of human life and with biotechnology, as life itself. Scientific researches are re-appropriated and transformed into artistic languages through the use of interactivity, virtuality, hybrid systems and immersion.

In addition to the digitization of information, we are now witnessing an intense process of digitization of the physical world. Simultaneously, in the midst of this rapid and exorbitant flow of information in which we live, many artists, creators, professionals, researchers and intellectuals are calling attention to the necessity of producing other rhythms, other temporalities, other realities, other spaces and silences, so that transmuting and reconfiguring a new place of utopia are possible. In this sense, what has been conventionally called the post-digital society seems to mark the transition from an era characterized by technological enchantment to another, where finding new ways to approach, conceptualize and rethink the artistic and social universe in relation to those transformations is an urgent task.

The art inserted in the post-digital time proposes a movement of escaping from the technological domain, but without completely discarding it and invites the experimentation in a plane where physical existence and digital world abstraction meet. These works explore - through alternative means of participation, interaction and collaboration between the public and the artist - haptic and synesthetic sensations of such constant updating of the human-machine relationship. More than that, they expose how the forces that constitute the condition of natural and technological existence, now more organic and symbiotic - though they have not lost their DNA in the operation of metadata and algorithms - are producing hybrid beings.

Wearable computing, the internet of things, artificial intelligence, Big Data, geolocation, the processes of robotics, automation, quantum computing and pervasive hybridism, now become material of expression. It is necessary that these tools are increasingly open, so that the innovation they bring is decoded in the most diverse cultural and technological manifestations. It means that they must be constituted through changes and modifications available in their surroundings, allowing the improvement of larger technical groups. There can be no technological development and technical innovation without a certain margin of indetermination, an opening of the machines for new couplings.

In this special edition of FAD, called the Digital Art Biennial, the goal will be to show works and concepts through which the transformations, over time, of digital processes in life, in creativity and in society through art and communication, create experiences by means of immersive hybridizations for the visitors.

Posted by Patricia Canetti at 1:06 PM

agosto 17, 2017

6º Prêmio Marcantonio Vilaça CNI SESI SENAI (2017-2018) - Artistas vencedores

Conheça os vencedores do Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas

A cerimônia de premiação da 6ª edição aconteceu nessa quinta-feira (10), no MuBE, em São Paulo. Durante o evento, também foi inaugurada a exposição com obras dos 20 finalistas e a mostra “A Intenção e o Gesto”, em homenagem a Sérvulo Esmeraldo

A arte contemporânea brasileira teve uma noite de gala no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), em São Paulo. É que na noite dessa quinta-feira (10), foram anunciados os vencedores da 6ª edição do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. Depois de mais de 600 inscrições e 20 finalistas, um momento de comemoração para os cinco artistas premiados: Daniel Lannes (RJ), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), Pedro Motta (MG) e Rochelle Costi (SP). Já o curador vencedor desta edição foi Josué Mattos (SC). Fizeram parte do júri: Anna Bella Geiger, Marcus Lontra (curador do Prêmio), Paulo Herkenhoff, Ricardo Resende e Wagner Barja.

Além do valor em dinheiro (R$ 50.000 para artistas e R$ 25.000 para curador), todos receberão - ao longo de um ano - o acompanhamento de um curador ou crítico de arte. As obras dos cinco artistas vencedores, juntamente com os trabalhos dos outros finalistas, poderão ser vistas gratuitamente a partir desta sexta-feira (11), no MuBE.

Para o curador do Prêmio, Marcus Lontra, a exposição apresenta um panorama de toda diversidade cultural brasileira. “O que a gente pretende é mostrar que o Brasil tem uma enorme capacidade criativa em várias regiões. E não apenas nos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. Há outros estados com um núcleo poderoso de arte contemporânea”, conta.

A exposição vai até outubro com obras de Alice Miceli (RJ), Bruno Vilela (PE), Camila Soato (DF), Dalton Paula (GO), Daniel Lannes (RJ), Éder Oliveira (PA), Edith Derdyk (SP), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), João Angelini (DF), João Loureiro (SP), Marcelo Moscheta (SP), Mariana Manhães (RJ), Pablo Lobato (MG), Pedro Motta (MG), RochelleCosti (SP), Rodrigo Sassi (SP), Suzana Queiroga (RJ), Thiago Martins de Mello (MA) e Tony Camargo (PR).

O mineiro Pedro Motta, um dos artistas vencedores, conta que participa do prêmio desde a primeira edição. De Belo Horizonte se mudou para São João Del Rei, cidade histórica que teve grande influência em sua trajetória artística. “O meu trabalho vai se formando em relação ao espaço onde eu vivo. Ganhar esse prêmio é maravilhoso, porque a gente ganha projeção e tem a oportunidade de levar os próprios trabalhos e de outros vencedores para várias regiões do Brasil. E esse olhar do outro é o que move as artes plásticas”, diz.

Durante a cerimônia de premiação, também foi aberta a mostra a “A Intenção e o Gesto”, dentro do Projeto Arte e Indústria, uma homenagem aos artistas com processos de criação relacionados à produção industrial. Nesta edição o destaque é o escultor, gravador, ilustrador e pintor Sérvulo Esmeraldo. “A Intenção e o Gesto”, que tem curadoria de Marcus Lontra, reúne trabalhos de Sérvulo e de mais dez artistas contemporâneos que dialogam com a sua obra: Almandrade, Ana Maria Tavares, Angelo Venosa, Arthur Lescher, Delson Uchôa, Hildebrando de Castro, Guto Lacaz, Iran do Espírito Santo, Jaildo Marinho, Raul Córdula e Paulo Pereira.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, lembrou que trajetória do prêmio que chegou à 6ª edição. Para ele, o que se percebe é que a indústria e a arte caminham juntas. “Na indústria, o que nós fazemos é arte pura. Quando estamos unidos com artistas plásticos, valorizando o trabalho deles, nós estamos fazendo com que a indústria brasileira estabeleça um diálogo com a arte”, afirma.

MOSTRA ITINERANTE - Os trabalhos dos cinco artistas, a exposição do projeto curatorial premiado, além de um recorte de “A Intenção e o Gesto”, fazem parte da mostra itinerante que percorrerá o Brasil a partir de janeiro de 2018, passando pelas cidades do Rio de Janeiro (Paço Imperial), Fortaleza (Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura), Goiânia (Centro Cultural UFG) e Porto Alegre (Santander Cultural). O Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas é uma iniciativa da CNI, do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Exposição: 6º Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas
Local: Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE)
Data: 11 de agosto a 1º de outubro de 2017
Visitação: terça a domingo (10h às 18h)
Entrada para a exposição pela rua Alemanha, 221, Jardim Europa (São Paulo - SP)

Posted by Patricia Canetti at 10:10 AM

agosto 11, 2017

Prêmio Pipa 2017 - Comunicado de Jorge Luiz Fonseca, vencedor do Pipa online 2017

A pedido do artista Jorge Luiz Fonseca, vencedor do PIPA Online 2017, publicamos um texto de sua autoria abordando os eventos recentes relacionados à competição. Leia o texto na íntegra abaixo:

“Foi com muita felicidade que recebi o resultado final do Prêmio PIPA Online e a esperada confirmação da lisura do processo de votação.

Passei o dia de segunda-feira aguardando a divulgação oficial e acompanhando, calado, as várias manifestações pró e contra o resultado da votação, inclusive as insinuações de fraude, já devidamente rechaçadas pela direção do Prêmio.

Permaneci firme e tranquilo. Quem insinuou tal coisa não me conhece, nem tampouco conhece meu trabalho.

Eu sei de onde veio cada apoio inicial à minha proposta (embora não conheça os ‘amigos’, dos ‘amigos’, dos ‘amigos’…) e o quanto foi árduo, mas também prazeroso, conquistá-los.

O que não me impede de reconhecer – como pude verificar nos comentários na página do PIPA no Facebook – a onda de comentários inaceitáveis, feitos por haters, que se abateu sobre a artista concorrente que ficou em segundo lugar. É preciso que fique claro que essas pessoas, responsáveis por tais comentários, não me representam e não fazem parte dos grupos que mobilizamos durante a campanha para minha eleição no PIPA Online. E muito me entristece a possibilidade de que alguns votos que me tenham sido concedidos (se isso de fato aconteceu) tenham vindo de pessoas que se posicionam de forma tão abominável perante a vida, o outro e a arte (apesar de ter entendido que, na averiguação feita pelo Prêmio PIPA, os eleitores não coincidem com as pessoas que se manifestaram contra a artista). Não é difícil perceber, entretanto, que diante da diferença de 1.136 votos, se essas pessoas votaram elas são minoria.

Reafirmo, portanto, que repudio toda forma de discriminação e não compactuo com posturas racistas, misóginas e/ou desrespeitosas – tudo isso é totalmente contrário à proposta do meu trabalho, que busca agregar as pessoas e provar que poesia e vida podem e devem ser coextensivas e coexistentes.

Dessa forma, tenho como me posicionar, mas não como me responsabilizar pelos comentários pejorativos que apareceram nas redes sociais – enviados por pessoas que não conheço e não convoquei. E, nesse sentido, peço o cuidado necessário para que a atitude preconceituosa apenas não mude de lado – para que na ânsia (justa) de defesa da artista (com a qual me solidarizo) e indignação com o ocorrido, não se passe a desconsiderar o trabalho de toda uma vida, que tem sido feito com muito cuidado, dedicação e amor, sem abrir mão da postura crítica necessária à vida contemporânea.

A quem possa interessar, descrevo aqui o percurso da minha campanha durante o período de votação:

Ancorei minha divulgação na paz e na alegria, pautada, principalmente, no trabalho que mais me absorve atualmente, o “FIOTIM – O Museu em Movimento”, com o qual tenho viajado pelo Brasil, levando arte e contagiando multidões nas praças públicas.

Já no segundo dia, obtivemos uma votação que nos colocou nos primeiros lugares. Pessoas de todo o Brasil, centenas delas que tiveram a oportunidade de vivenciar a experiência artística FIOTIM, manifestaram o seu agradecimento em forma de votos e estímulos. Seguimos fortes e crescendo, durante toda a semana, ao ponto de no sábado já estarmos no segundo lugar. Familiares, amigos e toda a imprensa de Conselheiro Lafaiete – minha terra natal -, de Ouro Preto – cidade querida onde vivo -, além de amigos e simpatizantes de várias partes do Brasil, deram força e consistência à nossa campanha. A crescente adesão nos colocou, na manhã de domingo, em pé de igualdade para disputar o primeiro lugar. No início da tarde, chegou o reforço decisivo para a espetacular virada: o apoio maciço da comunidade dos MCs – de todo o Brasil (de certa forma, o Jorge K, personagem que ‘apresenta’ o FIOTIM, é um MC, que já ‘contracenou’ com bailes charm, maracatu, samba de roda, palhaços, malabaristas, atores, drag queens, cantores, contadores de histórias, enfim, artistas e manifestações artísticas e culturais de naturezas as mais diversas. Isso é FIOTIM!). E não é válido dizer que foi mobilizado um grupo de fora do circuito das artes – todos os artistas que se empenharam em conseguir votos fizeram isso, apelando para amigos, familiares e conhecidos de todas as esferas. O mérito dos artistas foi aferido na indicação. Na votação online, o resultado é mesmo fruto de divulgação e de mobilização na rede – esse veículo perigoso e altamente contemporâneo, mas que também serve aos bons propósitos da arte.

O que entendo que aconteceu foi uma identificação de propósitos, expectativas e afinidades, vinda de vários segmentos da sociedade e de várias instâncias da arte, além do reconhecimento de todo um trabalho, que é fruto de mais de 22 anos de intensa pesquisa e prática incansável.

Os fatos lamentáveis ocorridos, uma vez que alheios à minha vontade e ao meu conhecimento, não tirarão o mérito de uma conquista que não é só minha, mas também de todos os que se envolveram com a minha proposta de trabalho.

O meu respeito e o meu abraço a todos!

Até breve.

Jorge Luiz Fonseca”

Posted by Patricia Canetti at 9:18 AM

agosto 8, 2017

Prêmio Pipa 2017 - Conheça o vencedor e segundo colocado do Pipa online 2017

O público votou até o dia 6 de agosto nos 12 artistas que conquistaram pelo menos 500 votos no 1º turno e se classificaram para a segunda etapa. Foram computados quase 12.700 votos, distribuídos entre os 12 artistas participantes durante a semana do 2º turno. O vencedor do PIPA Online 2017 foi o artista Jorge Luiz Fonseca, que recebeu 4.101 votos ao total no final do 2º turno e será premiado com R$10 mil. A segunda colocada foi a artista Musa Michelle Mattiuzzi, que recebeu 2.965 votos e será premiada com R$5 mil. Ambos doarão uma obra para o Instituto PIPA (a serem definidas em comum acordo entre os artistas e a coordenação do Instituto).

Participaram também do 2º turno os artistas: Aleta Valente, Lyz Parayzo, Desali, Éder Oliveira, Mario Bands, Antonio Obá, Rubiane Maia, Christus Nóbrega, Paul Setúbal, Dalton Paula.

O Prêmio PIPA gostaria de esclarecer que verificou a origem dos votos na competição e seus perfis são legítimos, pertencendo a pessoas físicas reais e, em sua grande maioria, brasileiras. Aproveitamos a oportunidade para ressaltar o compromisso do Prêmio PIPA com a diversidade e seu absoluto repúdio a toda e qualquer atitude discriminatória.

OS VENCEDORES

Jorge Luiz Fonseca – Conselheiro Lafaiete, MG, 1966.

Conquistou 4101 votos do público, sendo o artista mais votado no 2º turno do PIPA Online. Jorge Luiz Fonseca trabalhou como professor do Departamento de Artes da UFJF e diretor de criação e produção de grupos de artesãos. Sua formação artística é autodidata com diferentes vivências e experiências profissionais como: maquinista de trem, marceneiro, designer de móveis, designer de moda e arte-educador.

Jorge Fonseca, fortemente influenciado pela cultura popular e por processos artesanais, aponta questões artísticas contemporâneas de forma singular, por meio de uma investigação estética que rompe com as fronteiras das artes plásticas e assume contornos de elemento cênico. Suas obras se constituem como objetos cotidianos interpretados e recriados, capazes de redimensionar materiais a partir de uma lógica pararreal e poética, com forte ação dramática. O inventor parece sempre questionar o que e arte e seu limiar com relação ao artesanato, principalmente ao se utilizar de procedimento típico de artesania, com latências que agenciam memorias, sorrisos, saudades, valores estéticos e existenciais. – Lux! [Catálogo da Representação Brasileira na Quadrienal de Praga em 2011]

Musa Michelle Mattiuzi – São Paulo, SP, 1983.

Segunda colocada no 2º turno do PIPA Online com 2.965 votos computados. Ex-bancária, ex-recepcionista, ex-operadora de telemarketing, ex-auxiliar de serviços gerais, ex-cuidadora de crianças, ex-dançarina, ex-mulher, ex-atendente de corretora de seguros, ex-esposa, ex-aluna. Foi jubilada pela Universidade Federal da Bahia, por racismo institucional. Negra, escritora, performer, move-se com arte de modo indisciplinar.

Sobre o PIPA Online

O PIPA Online é a categoria do Prêmio na qual todos os artistas indicados na edição vigente são convidados a participar. A participação não é obrigatória. O vencedor é definido pelo número de votos recebidos em sua página, aqui no site. O objetivo principal é divulgar todos os artistas indicados e a arte contemporânea brasileira através da internet.

Para saber mais sobre o PIPA Online 2017, clique aqui.

Nota da Coordenação

O Prêmio PIPA é hoje um dos maiores e mais importantes prêmios de arte contemporânea brasileira. Ele tem três categorias: o Prêmio PIPA, no valor de R$130.000, escolhido entre os quatro finalistas da edição por um Júri convidado especializado; o Prêmio PIPA Exposição Voto Popular, no valor de R$24.000, escolhido entre os quatro finalistas da edição pelo público visitante da Exposição dos Finalistas do Prêmio PIPA no MAM-Rio; e, finalmente, o PIPA Online, categoria que todos os artistas indicados da edição podem disputar e que premia o primeiro e segundo artistas mais votados pelo público na Internet com, respectivamente, R$10.000 e R$5.000.

A grande virada observada nas últimas horas do PIPA Online 2017 não só não é inédita na história do Prêmio, como é o diferencial do PIPA Online em relação às outras categorias do PIPA, contribuindo com dinamismo, surpresas e, principalmente, ajudando a divulgar a arte contemporânea brasileira a partir da mobilização dos artistas e do público em torno da competição.

O PIPA Online existe desde a primeira edição do Prêmio PIPA e sua função é, justamente, dar oportunidade de divulgação aos artistas que estão fora dos grandes centros e que não são representados por galerias. Ele é o único das três categorias do Prêmio em que todos os artistas indicados da edição podem participar (nesta edição, concorreram dos indicados), e tem se mostrado um grande aliado no sentido de destacar a diversidade e a descentralização da arte contemporânea brasileira. Os dois vencedores do PIPA Online 2016 foram, por exemplo, dois indígenas, Jaider Esbell e Arissana Pataxó.

Nota do Canal Contemporâneo

O episódio da virada de votos no Pipa online 2017 e os ataques de cunho racista e misógino à artista Musa Michelle Mattiuzi, que estava em primeiro lugar e passou à segunda posição, levantaram discussões no Facebook, inclusive quanto ao posicionamento da instituição em relação ao ocorrido e à validade da edição deste ano. Mais ainda, trouxe novamente à tona o debate sobre o papel dos artistas no formato do Pipa online, como também no próprio Prêmio Pipa. Vale a pena conferir, fazendo uma busca no Facebook por Prêmio Pipa nas publicações, para ler os comentários, refletir e participar do debate.

Posted by Patricia Canetti at 7:40 AM

Prêmio Pipa 2017 - Artistas finalistas

São quatro Finalistas escolhidos pelo Conselho do Prêmio dentre os artistas indicados pelo Comitê de Indicação 2017.

Antonio Obá, Bárbara Wagner, Carla Guagliardi, Éder Oliveira

Assista ao vídeo em que o curador do MAM-Rio e conselheiro do PIPA, Luiz Camillo Osorio, anuncia os Finalistas do PIPA 2017:

Antonio Obá

Nascido em 1983, em Ceilândia, cidade–satélite de Brasília, iniciou sua trajetória artística no início dos anos 2000.

Munido de uma poética investigativa sobre a condição do ser humano no mundo contemporâneo, o artista propõe pontos de contato com a tradição artística ocidental, focada na representação do corpo negro, construída em desenhos, pinturas, objetos, fotografias, gravuras, intervenções, instalações, vídeos e performances. A partir da manipulação com e sem controle de diversos sistemas de linguagem artística, figuras surgem inesperadas, destacadas de um fundo geralmente neutro, ora feitas em carvão ou betume, ora em óleo ou acrílica, ora com sangue ou com resina. Reside aí um acurado trabalho de pesquisa que remete o observador a algumas fontes da história da arte, como aos manuais de anatomia produzidos no decorrer da Idade Média.

Participa de exposições coletivas e individuais desde 2001, como por exemplo “exposição (in)corporações” , em 2015, na galeria Cândido Portinari, na UERJ, Rio de Janeiro; segunda edição do “Salão Transborda”, em 2016, na Caixa Cultural Brasília, além de integrar o acervo da Galeria de Arte XXX em Brasília; e em 2017, participa da “South-South: Let me begin again”, organizada pela Goodman Gallery na África do Sul.

Bárbara Wagner

Com mestrado em Artes Visuais pelo Dutch Art Institute (2011), a artista que vive em Pernambuco, é representada pela Fortes D’Aloia & Gabriel, e foi indicada ao Prêmio PIPA pela primeira vez em 2010.

Bárbara centra sua prática fotográfica no ‘corpo popular’, e foca suas estratégias de subversão e visibilidade entre os campos da cultura pop e da tradição. Publicadas em livros editados pela artista desde 2007, suas obras têm sido exibidas em exposições individuais e coletivas nacional e internacionalmente e fazem parte das coleções permanentes do MASP e MAM-SP. Uma monografia com uma extensa seleção de suas fotografias foi publicada em “O que é bonito é pra se ver” (Het Domein 2009). Trabalha em colaboração com o artista Benjamin de Burca (Munique, 1975) desde 2011, com o qual participou do 33º Panorama de Arte Brasileira (São Paulo, Brasil), da 4ª Bienal do Oceano Índico (La Réunion, França), da 36ª EVA International (Limerick, Irlanda), da 5ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça, da 32ª Bienal de São Paulo (São Paulo, Brasil) e, por fim, do Skupltur Projekte Münster, onde está atualmente exibindo.

Carla Guagliardi

A artista carioca vive entre o Rio de Janeiro (Brasil) e Berlim (Alemanha). Assim como Bárbara Wagner, ela também foi indicada ao Prêmio PIPA pela primeira vez em 2010.

A delicadeza bruta de sua poética está sempre buscando os pontos de encontro entre a imobilidade e a mobilidade, o temporal e o atemporal, o peso e a leveza. Os balões azuis, na iminência do desaparecimento, na sua precariedade constitutiva, avivam na pedra uma materialidade inabalável. O contraste entre materiais explicita a propriedade de cada coisa, uma singularidade que nasce da própria coexistência entre eles produzida pela escultura.

É representada pelas galerias Anita Schwartz ( Brasil) e Galerie m Bochum (Alemanha).

Éder Oliveira

Nascido em 1983, em Timboteua, região do Salgado paraense. Licenciado em Educação Artística – Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará. Pintor por ofício, desde 2004 desenvolve trabalhos relacionando retratos e identidade, tendo como objeto principal o homem amazônico. Trabalha e vive em Belém. Atualmente é representado pela galeria Periscópio Arte Contemporânea.

Trabalhando em diversos suportes, como óleos sobre tela, intervenções, e site-specifics, com o tema dos retratos realizou as exposições individuais “Pintura ou a Fotografia como Violência” (Palácio das Artes, Belo Horizonte, 2017), “Malerei – oder dieFotogafie als Gewaltakt” (Kunsthalle Lingen, Alemanha, 2016), “Você é a Seta” (Galeria Periscópio Arte Contemporânea, Belo Horizonte, 2016), “Páginas Vermelhas” (Galeria Blau Projects, São Paulo, 2015) e “Alistamento” (Sesc Boulevard, Belém, 2015), além de participar de diversas exposições coletivas, entre elas “Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos” (MAM SP, 2017), “Malereiaus der Kunstsammlung der Stadt Lingen” (Kunsthalle Lingen, Alemanha, 2017), “A Cor do Brasil” (Museu de Arte do Rio, 2016), 31ª Bienal de Artes SP (São Paulo, 2014) e suas itinerâncias em 2015 em Campinas (Sesc Campinas) e Porto (Museu de Serralves).


Os quatro finalistas também são convidados a participar do Prêmio PIPA Online, categoria aberta a todos artistas participantes que terá início, daqui um mês, no próximo dia 16 de julho.

Para saber mais sobre os finalistas e os demais 54 participantes do Prêmio PIPA 2017 visite suas páginas, com fotos de muitos trabalhos e entrevistas.

Posted by Patricia Canetti at 7:25 AM