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março 24, 2020

The Circa Project - chamada de trabalhos

The Circa Project

Circa
do latin
aproximadamente / por volta de
ab: ca. o c.

[en español]
[in English]

\__________

Foi naqueles dias que infectamos o tempo.
As ruas ficaram vazias, o céu recuperou o azul, o silêncio tomou conta das cidades e das vidas.
Quem sou?
Quem somos?

Quarentena do desejo.
É o final dos tempos ou um novo recomeço?
Casulo.
Metamorfosis.
Loop.

Tarquisiómines, Éfeso, 11 a. c.-ca.

/__________

Circa, advérbio da incerteza.
Lugar/tempo flutuante.

Para nós, sapiens de 2020, o tempo é subjetivo mais do que nunca.
Mais do que nunca, o futuro significa a próxima hora.
Mais do que nunca o futuro é incerto.

Mas num mundo contraditório e desigual, a incerteza não necessariamente representa uma perspectiva pessimista. Pode ser um tempo de renascimento individual e coletivo, ou pode ser uma pausa insignificante para tudo voltar a ser como sempre foi.

O escritor uruguaio Eduardo Galeano disse uma vez que para o diretor de cinema argentino Fernando Birri a utopia está no horizonte, por tanto, é inatingível. Toda vez que damos um passo à frente, ela também se desloca. Quanto mais a procuramos mais se nos escapa. Então, para que serve a utopia? Birri diz que utopia serve para caminhar.

Após a derrocada das ditaduras sulamericanas, na metade da década de 80', Galeano reivindica o direito de sonhar e delirar. 40 anos depois, Davi Kopenawa * pajé Yanomami da Amazônia brasileira, nos adverte sobre a queda do céu, e Ailton Krenak **, outro líder indígena brasileiro, sugere estratégias para adiar o fim do mundo.

Kopenawa questiona a noção de progresso e desenvolvimento do "povo da mercadoria”, o homem branco.

Após 30 anos de luta pela liberdade de seu povo, pelo direito de manter viva a sua cultura, e por manter em pé a floresta amazônica, Kopenawa acredita que já é tarde para evitar a queda do céu. Certamente para o seu povo, perseguido e dizimado desde a colonização, sempre foi tarde. Por sua vez, Krenak rejeita a ideia da humanidade como algo separado da natureza.

Os Yorubá não precisam do advérbio circa, sempre souberam que o tempo é multidimensional. Em contrapartida "o homem branco" demorou centenas de anos para descobrir esse conceito e ainda engatinha no entendimento da existência como algo complexo.

Hoje, não o hoje do circa, agora, neste minuto, neste segundo, somos todos os personagens de um filme distópico em que somos alienados de nosso maior bem, a possibilidade de estarmos juntos.

Notícias falsas, deep fake, falsas notícias falsas, toneladas de dados, nunca tanto significou tão pouco.

Para adiar o fim do mundo certamente precisaremos afrouxar as cordas do tempo, flanar entre cosmologias e crenças diversas, paradoxais e complementares, e por sobretudo reverenciar e atualizar o conhecimento ancestral para assim expandir a consciência.

Em tempos obscuros de combate a ciência, o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro*** revela a história do sonhar, elucidando o papel do sonhos na existência humana. A sua relação com a origem das crenças, com a saúde, e com potencial de transformação relacionado a capacidade de planejar e testar futuros possíveis. As contribuições de Ribeiro e das centenas de cientistas associados na pesquisa mundo afora, ainda atualiza as ideias de Freud, propondo analogias entre as partes do cérebro, e os respectivos funcionamentos, que estariam associados às teorias do autor.

"O sonho habita a interface entre ontem e amanhã, com potencial para impactar fortemente o sonhador a cada despertar. E portanto plausível que a consciência propriamente humana, com sua imensa capacidade de narrar o passado para imaginar o futuro, derive de uma invasão da vigília pelo sonho. O primeiro espaço mental para simulação de ideias deve ter sido o sonho, muito tempo antes de nossos ancestrais aprenderem a fazer isso acordados. A expansão gradual da capacidade de contar histórias e viajar mentalmente no tempo foi o combustível da explosão cultural humana nos últimos milênios."

O projeto circa convida artistas, filósofos, escritores e simpatizantes a refletir, comentar e compartilhar, na forma de imagem, vídeo, texto, áudio, livros, links, filtros para redes sociais, realidade virtual e aumentada, ideias que tangenciem as dobras do advérbio circa. Um convite para pensarmos e criarmos não-lugares, calvinianas cidades invisíveis, bibliotecas borgeanas, novas e babilônicas cidades, subjetividades nômades.

Compartilhe-mos nossa angústia, nossos medos, a esperança, o amor… Aprendamos uns com os outros, repensemos o passado, o presente e o futuro desde ecologias outras, exploremos o efeito placebo da linguagem como poder de cura, sonhemos, caminhemos.

As contribuições serão publicadas no site, Instagram e Facebook do projeto.

Ao final da última quarentena - ca, esperamos poder fazer uma exposição e produzir um livro via crowfunding, sobre este repositório coletivo do zeitgeist 2020.

Artista-curador Fernando Velázquez

*** Observe que devido a restrições de tempo e espaço, não podemos garantir a postagem de todas os envios.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

- Imagens: L 2000px max/A 1500px min/ rgb/jpg, png, gif an./1.5Kmb max.
- Vídeo: 1280 x 720/30fps max/15 segundos/mp4 (arquivos de maior duração poderão ser enviados via Youtube ou Vimeo)
- Texto: 160 caracteres (sentença) 2500 car. (micro ensaio). Pode ser em qualquer língua com a respectiva tradução para o inglês.
- Áudio: 1 minuto max/mp3 (arquivos de maior duração poderão ser enviados via Soundcloud, Bandcamp etc.
- Livro/documento/ pdf/5mb max.
- Link/ endereço do website
- Playlist/ link

1 (um) item por artista

Por favor, enviar as contribuições para: the.circa.project.call[at]gmail[.]com

título/ nome, título do envio (caso contrário será creditado como “sem título"), cidade (ca.), país (ca.), ano (ca.)

No corpo da mensagem: site pessoal e perfil de Instagram e qualquer outra informação que considere oportuna.

Ao enviar material você autoriza a publicação no site e nas redes do projeto e confirma a autoria.

*Observar que devido a programação do site o material poderá ser cortado pelo navegador.

OBSERVAÇÕES

No site do projeto - thecircaproject.com:

O item “artists" elenca todo o conteúdo enviado incluindo: acesso a cada envio sem interferências gráficas (clicar no nome), endereço do website pessoal e da conta do Instagram.

Material em pdf, capas de livro e links são visualizados em “library" e áudio e playlists em “disco”.

Posted by Patricia Canetti at 2:34 PM