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março 31, 2020

CANAL NO TUBO Guarde-me, de Marcia Milhazes, em instalação de Beatriz Milhazes

Guarde-me em Londres na White Cube Gallery - Bermondsey 2018, Versão de 30 minutos
Coreógrafa - Marcia Milhazes
Bailarinos - Ana Amélia Vianna e Domenico Salvatore
Cenário / Instalação - Beatriz Milhazes
Marcia Milhazes Companhia de Dança

Posted by Patricia Canetti at 12:44 PM

ARTE SEMPRE: Março, 2020, por Beatriz Milhazes

BeatrizMilhazes_Pace.jpg

Beatriz Milhazes, Março, 2020 - Desenho em lápis de cor e pilot sobre papel, 29,5cm x 21cm (foto da artista)

Obrigada!

Agradeço a todos os profissionais da saúde que, neste momento de dor, estão lutando bravamente contra a pandemia do Covid-19 no seu epicentro.

Agradeço a todos os trabalhadores nos supermercados, farmácias, bancos, serviços de entrega e serviços públicos, entre outros, que continuam em suas funções muitas vezes invisíveis, mas essenciais.

A maioria de nós está em casa, reorganizando suas rotinas, encarando uma série de sentimentos existenciais como medo, perda, preocupações e desejos...

Estes trabalhadores em todo o mundo têm nos ajudado a superar este momento tão difícil com mais otimismo, fraternidade e paz.

Eles não têm podido ficar em casa. Temos que apoiá-los também!

Thank you!


Thank you!

Thank you to all health workers who, in this painful moment, have been bravely fighting the Covid-19 pandemic in its epicenter.

Thank you to all workers in the supermarkets, drugstores, banks, delivery services, public services, amongst others in the invisible but essential activities…

Most of us have been confined to our homes re-organizing our routines, facing a diversity of existential feelings of fear, lost, worries, hopes...

Those workers all over the world have been helping us to overcome these difficult times with more optimism, fraternity and peace.

They have not been able to be home. We need to support them too!

Obrigada!

Posted by Patricia Canetti at 12:30 PM

ARTE SEMPRE: leitura dramática e bate-papo de Meus lábios se mexem, de Jorge Furtado, da Balbúrdia Atores Associados

Teatro na quarentena! A Diretoria de Ação Cultural da UFMG e o APUBH levam a você uma leitura dramática de 'Meus lábios se mexem', roteiro original de Jorge Furtado, sobre um episódio real de censura na época da ditadura militar, com a Balbúrdia Atores Associados. Participe do bate-papo ao vivo com os atores pelo Zoom, logo após a exibição do vídeo.

1 de abril de 2020, quarta-feira, 19h (vídeo) + 20h (bate-papo)

Vídeo da Balbúrdia Atores Associados no Youtube Cultura UFMG
Bate-papo ao vivo com os atores pelo Zoom

Posted by Patricia Canetti at 11:30 AM

ARTE SEMPRE: Tecendo uma maneira de sair do isolamento por Hilarie M. Sheets, The New York Times

Tecendo uma maneira de sair do isolamento

Tradução de Juliana Monachesi da matéria de Hilarie M. Sheets originalmente publicada no jornal The New York Times em 26 de março de 2020.

Você pode criar um senso de comunidade, diz a artista Liza Lou. Ela está criando seu projeto de "conforto" no Instagram em tempo real.

"Uma coisa é decidir ficar isolado", disse a artista Liza Lou, que na melhor das hipóteses anseia por uma solidão ininterrupta em seu estúdio em Los Angeles, como muitos artistas fazem. "Outra é saber que você deve ficar", acrescentou. "Algo que desejamos pode rapidamente se tornar oneroso."

Procurando criar beleza e construir comunidade em tempos de distanciamento social, Lou está convidando outros artistas, juntamente com o público em geral, para se juntarem a ela em um projeto de arte comunitário chamado "Apartogether". Ela apresentou a proposta em sua página do Instagram na semana passada, incentivando as pessoas a começarem a reunir roupas e materiais velhos em casa para montar uma colcha ou o que ela chama de "cobertor de conforto". (Lou mostrou-se abraçando seu próprio cobertor de bebê.)

"A ideia de que um objeto pode proteger é, claro, uma ideia infantil", disse ela no vídeo que postou. "Penso que fazer é uma forma de proteção." Conhecida por suas esculturas monumentais e peças de parede incrustadas com mosaicos de contas de vidro tecidas e aplicadas individualmente, a artista de 50 anos explora há muito o significado encontrado no processo e no trabalho tradicionalmente associados ao artesanato e realizados por mulheres.

Lou está divulgando mais detalhes de "Apartogether" no Instagram, usando o identificador @liza_lou_studio. Ela publicará avisos regulares e vídeos ao vivo nas próximas semanas. Lou está incentivando as pessoas a compartilhar seu progresso, marcando as fotos com a tag @apartogether_art para que possam ser vistas e arquivadas no site apartogether.com. Ela espera que os grupos se reúnam no Zoom para conversar e trabalhar em seus projetos em tempo real.

"Eventualmente, quando todos saímos de nossas cavernas, quero pendurar os cobertores como banners", disse Lou. "As obras de arte se tornarão um registro de nossos dias e nosso tempo e uma espécie de monumento a esse período extra-ordinário."

Sua galeria, Lehmann Maupin, com escritórios em Nova York, Hong Kong e Seul, está comprometida em tornar os resultados acessíveis digitalmente e em explorar maneiras de exibir os cobertores juntos, de acordo com Rachel Lehmann, cofundadora da galeria. O trabalho de Lou, que é normalmente vendido na galeria na faixa entre USD 100.000 e USD 500.000, foi adquirido recentemente por instituições, incluindo o Albright-Knox em Buffalo, o Kemper Museum of Contemporary Art em Kansas City, Missouri, e o Museu de Arte de Cleveland.

"Está claro para mim por que ela é a primeira artista de nosso elenco a entrar em um projeto comunitário, porque ela faz isso com sucesso na África do Sul há 15 anos", disse Lehmann, referindo-se ao coletivo que o artista fundou na cidade de KwaZulu-Natal. Lá, ela trabalha com várias dezenas de mulheres de pequenos municípios em instalações de grandes dimensões de com miçangas tecidas, incluindo uma chamada “Continuous Mile”, um cilindro de corda enrolada medindo uma milha de comprimento e costurado com mais de 4,5 milhões de contas pretas.

"Trabalhar com miçangas estabelece uma conexão com uma luta antiga, uma luta que eu não conhecia", disse ela em uma palestra há vários anos no Corning Museum of Glass, no interior de Nova York. “Desde que estou na África, conheci mulheres que conseguem tecer mais rápido do que outras pessoas conseguem andar. A tecelagem é uma maneira de chegar a algum lugar. Coloca comida na mesa, tem presença no mercado. Se você pode tecer, talvez possa sobreviver.”

Lou, que nunca se interessou por artesanato e odiava costura, encontrou seu suporte depois de abandonar o recém-fechado San Francisco Art Institute, em 1989. Voltando brevemente para casa em Encinitas, Califórnia, no condado de San Diego, ela se inspirou na cozinha de sua mãe para construir um modelo em grande escala de uma cozinha americana. Ela usou uma paleta deslumbrante de contas brilhantes para cobrir cada centímetro de cada superfície, até os flocos de milho feitos um por um de papier-mâché em uma tigela. O que ela pensou que levaria alguns meses se transformou em cinco anos de aplicação manual com pinça e cola de uma conta de cada vez.

Agora, na coleção do Whitney Museum of American Art, “Kitchen” (1991-96) faz parte da exposição “Making Knowing: Craft in Art, 1950-2019”, até janeiro de 2021. “A maneira como 'Kitchen' é feita é tão intrinsecamente ligada ao significado de 'Kitchen' e à forma como ela amplia essa ideia de trabalho subvalorizado e oculto”, disse Elisabeth Sherman, curadora assistente do Whitney e co-organizadora da exposição, com Jennie Goldstein.

Sherman vê uma conexão direta da obra com o projeto de Lou para "Apartogether". "Ele fala de como todos estamos vivendo nossas vidas, apenas sobrevivendo com o que está ao nosso redor", disse a curadora. "Imagino que existem muitas pessoas que sempre quiseram tentar fazer algo assim, mas o dia-a-dia não lhes permitiu dedicar tempo a isso".

Lou quer incentivar a participar especialmente aqueles que não se consideram criativos. "As pessoas são mais úteis do que pensam", disse ela, acrescentando que planeja manter suas instruções livres e simples. Vá limpar seus armários. Esculpa um cantinho para trabalhar. Corte as roupas velhas em pedaços e veja o que acontece quando as costura. Se você preferir usar cola ou grampos ou tinta, não há problema.”

"Não estou interessada em perfeccionismo", disse ela, abordando este projeto como faria com uma residência artística, onde ela ofereceria tarefas e daria feedback.

Para artistas jovens ou emergentes que não tiveram muita exposição, participar do "Apartogether" é uma oportunidade de exibir seu trabalho em uma galeria. Mesmo para artistas bem estabelecidos e com suas próprias vidas de ateliê ocupadas, o projeto tem seu apelo.

O artista de Los Angeles Elliott Hundley, que trabalha com colagem, entrou imediatamente a bordo. "Sempre se pensa no mundo exterior quando você está naquele estúdio sozinho", ele disse. Hundley imagina que seu cobertor de conforto "será apenas outro pequeno local na sala que eu visito todos os dias".

Shinique Smith é outra artista de Los Angeles que trabalha com tecido e roupas velhas, embora raramente de forma colaborativa. "Mas eu gosto do som disso, porque posso participar a partir da minha solidão habitual e continuar conversando com outras pessoas, compartilhando intenções semelhantes e nossas próprias visadas de mundo", disse ela.

Em sua prática de estúdio trabalhando com mulheres na África do Sul, Lou testemunhou os efeitos profundos de se concentrar em algo pequeno. "As mulheres podiam estar lidando com algo caótico, e ainda assim havia muito conforto em saber que você podia se sentar com agulha e linha e fazer algo bonito", disse ela. "Essa ação se torna uma forma de resistência contra o que acontece ao nosso redor."

No início deste ano, Lou havia decidido não cumprir prazos em 2020 e apenas permitir que seu trabalho surgisse. Sem intenção, ela disse: "Limpei minha agenda para uma pandemia". Ela acha que os artistas, que estão acostumados a viver com a incerteza e a fazer coisas pelas quais muitas vezes não são pagos, aperfeiçoaram um conjunto de habilidades que podem ajudar outras pessoas a lidar com as próximas semanas e meses.

"Estar presente no meio do caos e usá-lo como adubo para o que você faz, é o que os artistas fazem", disse ela. "E nós podemos fazer isso juntos."

Posted by Patricia Canetti at 11:11 AM

Sopa de Wuhan por ASPO (Aislamiento Social Preventivo y Obligatorio)

Sopa de Wuhan es una compilación de pensamiento contemporáneo en torno al COVID 19 y las realidades que se despliegan a lo largo del globo. Reúne la producción filosófica (en clave ensayística, periodística, literaria, etc.) que se publicó a lo largo de un mes –entre el 26 de febrero y el 28 de marzo de 2020–. La antología presenta a pensadores y pensadoras de Alemania, Italia, Francia, España, EEUU, Corea del Sur, Eslovenia, Bolivia, Uruguay y Chile. Sopa… junta en un volumen lo que ya es público y está al alcance de un click. Tan solo propone un “orden” de lectura, acerca algunos datos biográficos sobre les autorxs e intenta poner en una línea de tiempo una serie de debates. Busca reflejar las polémicas recientes en torno a los escenarios que se abren con la pandemia del Coronavirus, las miradas sobre el presente y las hipótesis sobre el futuro.

Autorxs: Giorgio Agamben, Slavoj Zizek, Jean Luc Nancy, Franco “Bifo” Berardi, Santiago López Petit, Judith Butler, Alain Badiou, David Harvey, Byung-Chul Han, Raúl Zibechi, María Galindo, Markus Gabriel, Gustavo Yañez González, Patricia Manrique y Paul B. Preciado

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ÍNDICE

La invención de una epidemia
Giorgio Agamben (26 de febrero)

El coronavirus es un golpe al capitalismo a lo Kill Bill...
Slavoj ŽiŽek (27 de febrero)

Excepción viral
Jean Luc Nancy (28 de febrero)

Contagio
Giorgio Agamben (11 de marzo)

Crónica de la psicodeflación
Franco “Bifo” Berardi (16 de marzo)

El coronavirus como declaración de guerra
Santiago López Petit (19 de marzo)

El capitalismo tiene sus límites
Judith Butler (19 de marzo)

Sobre la situación epidémica
Alain Badiou (21 de marzo)

Política anticapitalista en tiempos de coronavirus
David Harvey (22 de marzo)

La emergencia viral y el mundo de mañana
Byung-Chul Han (22 de marzo)

A las puertas de un nuevo orden mundial
Raúl Zibechi (25 de marzo)

Desobediencia, por tu culpa voy a sobrevivir
María Galindo (26 de marzo)

El virus, el sistema letal y algunas pistas...
Markus Gabriel (27 de marzo)

Reflexiones sobre la peste
Giorgio Agamben (27 de marzo)

Fragilidad y tiranía (humana) en tiempos de pandemia
Gustavo Yáñez González (27 de marzo)

Hospitalidad e inmunidad virtuosa
Patricia Manrique (27 de marzo)

Aprendiendo del virus
Paul B. Preciado (28 de marzo)

Posted by Patricia Canetti at 10:48 AM

março 30, 2020

CANAL NO TUBO Cildo Meireles sobre a fala do Bolsonaro de que todo mundo vai morrer um dia

Posted by Patricia Canetti at 12:25 PM

março 26, 2020

CANAL NO TUBO Visita de Eduardo Berliner ao ateliê de Lucia Laguna

LUCIA LAGUNA
Perfil do Prêmio Pipa

Professora de Literatura Brasileira, Portuguesa e Latina. Frequentou diversos cursos na EAV (Escola de Artes Visuais) do Parque Lage – RJ onde estudou com Charles Watson, Paulo Sergio Duarte, Katie Van Scherpenberg, Agnaldo Farias, Fernando Cocchiarale, Luís Ernesto.

Das exposições individuais recentes, destacam-se: “Outras Paisagens”, Cristina Guerra Contemporary Art (Lisboa, Portugal, 2014), “Projeto Technô”, Oi Futuro Flamengo (Rio de Janeiro, RJ, 2014), “Jardim”, Galeria Fortes Villaça (São Paulo, SP, 2013), “O mundo é o que se vê de onde se está”, Galeria Moura Marsiaj (São Paulo, SP, 2011), “Janela”, Galeria Virgílio (São Paulo, SP, 2009) e “Lucia Laguna: Pintura”, Paço Imperial (Rio de Janeiro, RJ, 2007).

E das exposições coletivas: 30x Bienal, Fundação Bienal de São Paulo (São Paulo, SP, 2013), “Obras selecionadas”, Centro Cultural Cândido Mendes (Rio de Janeiro, RJ, 2013), “Pintura Brasileira Séc. XX”, Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, SP, 2011), “Pintura Reprojetada”, Centro Cultural Marcantonio Vilaça (Brasília, DF, 2011), “Gigante por su propia naturaleza”, IVAM (Valência, Espanha, 2011) e “An Other Place”, Gallery Lelong (Nova York, EUA, 2011).

Representada pela Fortes D’Aloia & Gabriel

EDUARDO BERLINER
Perfil do Prêmio Pipa

Iniciou sua formação artística em 1998, com cursos ministrados por Charles Watson. É formado em Desenho Industrial/Comunicação Visual pela PUC-Rio e tem mestrado em Tipografia pela University of Reading. Já realizou mostras individuais no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, RJ, 2013), Galeria Triângulo (São Paulo, SP, 2010), Galeria Durex (Rio de Janeiro, RJ, 2008) e Galeria Laura Marsiaj (Rio de Janeiro, RJ, 2005). Das exposições coletivas, destacam-se: “Guillhermo Kuitca + Eduardo Berliner – Paintings”, Casa Daros (Rio de Janeiro, RJ, 2014), Art Basel Miami Beach (Miami, EUA, 2012), 30ª Bienal de São Paulo (São Paulo, SP, 2012), “Os Dez Primeiros Anos”, Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, SP, 2011) e “Caos e Efeito”, Itaú Cultural (São Paulo, SP, 2011). Em 2010, recebeu o prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça.

Representado pela Casa Triângulo

Posted by Patricia Canetti at 9:28 AM

março 25, 2020

CANAL NO TUBO Instalação No Ar, de Laura Vinci, no MuBE, São Paulo

A instalação No Ar, de Laura Vinci, integrou a exposição coletiva Pedra no Céu: Arte e Arquitetura de Paulo Mendes da Rocha, que aconteceu no MuBE, São Paulo, em 2017. Agora em 2020, o MuBE iria reeditar essa obra na exposição Obras-Projetos: novo acervo do MuBE.

Posted by Patricia Canetti at 3:52 PM

CANAL NO TUBO Visita guiada com Mariana Palma no Tomie Ohtake, São Paulo

Confira a visita guiada feita pela artista e autora das obras Mariana Palma que gentilmente abraçou a ideia de guiar-nos pela mostra, explicando as obras e o contexto expositivo. Inspirada no mito de Orfeu Lumina é metaforicamente a luz que emana dos olhos dos apaixonados Orfeu e Eurídice.

A visita guiada pela própria artista parte da intenção de levar arte até a casa das pessoas uma vez que o Instituto Tomie Ohtake está fechado. Medida de segurança adotada por todas as intuições culturais de São Paulo ante a pandemia do COVID-19. Seguros então, facilitamos para que a arte entre em vossas casas, celulares e receptores digitais nutrindo um pouco vossos corações neste momento atípico. Desfrute do vídeo!

A mostra retrospectiva Lumina, com curadoria de Priscyla Gomes, reúne cerca de 50 trabalhos que repassam os quase vinte anos de carreira da artista, fundamentada, sobretudo, na pintura e no desenho. Segundo a curadora, o conjunto de obras demonstra a recorrência com que a artista se refere à ideia de integração de partes e de superfícies que se tocam e atritam dando forma a um novo corpo. (ler texto curatorial)

Posted by Patricia Canetti at 11:45 AM

março 19, 2020

CANAL NO TUBO Entrevista de Alexandre da Cunha para Artload

Alexandre da Cunha, artista cuja exposição Portal está em cartaz atualmente na Galeria Luisa Strina (visitas apenas com agendamento) em entrevista ao Artload, concedida em 2017.

SOBRE O ARTISTA

“Meu processo de trabalho é baseado na observação de objetos. Eu sempre fiquei intrigado com a enorme quantidade de coisas que precisamos para viver e os papéis dos objetos ao nosso redor. Estou interessado nos processos de design, fabricação e distribuição deles entre nós. Grande parte do meu trabalho consiste em me forçar a aprender sobre as estruturas dos objetos comuns e as narrativas por trás deles, seus usos culturais e suas implicações na sociedade. O método de transformação ou brincadeira com sua aparência geralmente ocorre por meio de alterações muito sutis; Acredito que esse processo tenha mais a ver com o tempo do que com a intervenção física. Trata-se de criar uma plataforma e permitir que o espectador veja algo familiar de um ponto de vista privilegiado.” [Alexandre da Cunha, em entrevista à Jochen Volz para Mousse, 2017]

Exposições individuais recentes incluem: Thomas Dane, Nápoles (programada, 2020); Duologue – colaboração com Phillip King, The Royal Society of Sculptors, Londres (2018); Boom, Pivô, São Paulo (2017); Mornings, Office Baroque, Bruxelas (2017); Free Fall, Thomas Dane Gallery, Londres (2016); Amazons, CRG Gallery, Nova York (2015); Real, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2015).

Entre os trabalhos de intervenção urbana, destacam-se as obras comissionadas pelo Art on the Underground para a estação de metrô Battersea, Northern Line Extension, Londres (2021); para a Berkley Square, Londres (programada, 2020); por Samuels & Associates, Pierce Boston Collection, Boston (2017); pelo MCA Chicago, parte do Plaza Project (2015), e pelo Rochaverá Corporate Towers, São Paulo (2015).

Exposições coletivas incluem: Mostra de inauguração do museu The Box, Plymouth, Inglaterra (programada, 2020); Contemporary Sculpture Fulmer, Buckinghamshire village of Fulmer, UK (2019); Abstracción Textil, Galería Casas Riegner, Bogotá (2018); Everyday Poetics, Seattle Art Museum, Seattle (2017); Histórias da Sexualidade, MASP, São Paulo (2017); Soft Power, The Institute of Contemporary Art, Boston (2016); Brazil, Beleza?! Contemporary Brazilian Sculpture, Museum Beelden aan Zee, Haia (2016); British Art Show 8, Leeds Art Gallery, Leeds (2015); Cruzamentos Contemporary Art in Brazil, Wexner Center for the Arts, Columbus (2014); When Attitudes Became Form Become Attitudes, Museum of Contemporary Art Detroit (2013); Decorum: Tapis et tapisseres d’artistes, Musée d’art Moderne de la Ville de Paris (2013); 30ª Bienal de São Paulo (2012).

Possui trabalhos nas coleções Tate Modern, Inglaterra; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brasil; Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil; CIFO Coleção Cisneros, Miami, EUA; Coleção Zabludowicz, Inglaterra; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; FAMA, Itu, Brasil.

Posted by Patricia Canetti at 12:17 PM

ARTE SEMPRE: Daniel Lie compartilha o registro de Os Anos Negativos

O que posso falar sobre esse momento talvez possa se relacionar com as protagonistas desta exposição - seres além de humanos e com o título da exposição, Os anos negativos.

Sobre seres além de humanos, a necessidade de entendermos que não somos a consciência soberana neste mundo está se apresentando com muita força. Neste momento há um ser além do humano, um vírus afetando todo o sistema coletivo das pessoas e precisamos lidar e aprender com este outro ser.

Sobre o título penso em uma possibilidade de leitura como uma pergunta. A partir disso pensar se isso esta no passado, no futuro ou no presente? Ou até mesmo olhar de uma maneira anacrónica.

Porém também gosto de pensar na possibilidade de subverter a idéia de negativo. Anos antes da contagem hegemônica atual são frequentemente acompanhados pelo sinal (-) ou pelo termo, negativo.

Acredito que o momento atual está nos forçando a analisar profundamente o nosso viver e precisamos ver o quanto necessitamos constantemente pensar no futuro e coloca em cheque toda a estrutura capitalista. Talvez possamos ter vislumbres das possibilidades desta situação atual com essas perguntas e poder olhar situações por outros ângulos.

Daniel Lie
Março de 2020

Os Anos Negativos, realizado em 2019, na instituição Jupiter Art Land na Escócia, Reino Unido.

As intervenções em Jupiter Artland aconteceram nos espaços internos e externos, usando matérias-primas originárias da paisagem da instituição para criar cinco instalações imersivas de lugar-específico: "Quing"; "Velar a Vida"; "Incapaz de destruir"; "Solitude Conjunta"; "A privacidade Alheia”.

Ao longo do período da exposição, seres além-de-humanos (fungos, bactérias, insetos, plantas, espíritos, divindades ...) tornaram-se protagonistas da trabalha, mudando e transformando enquanto presentes, criando o que este artista descreve como uma “Geografia de Emoções”.

Este projeto se materializou como resultado de pesquisas de diferentes áreas do conhecimento, como arqueologia, micologia, história, agriculturas, fontes alternativas de energia e arte.

Com um esforço conjunto, Os Anos Negativos conseguiu criar um Bio-Aquecedor feito com matéria orgânica em decomposição - resultado de 4 anos de pesquisa artística de Daniel Lie.

No final do projeto, os materiais completaram um ciclo, retornando à terra da região.

The Negative Years, that occurred in 2019 at Jupiter Artland, Scotland, U.K.

The interventions at Jupiter Artland unfolded across both indoor and outdoor spaces using raw materials sourced from the institution landscape to create five immersive site-specific installations: "Quing"; "To Mourn the Living"; "Unable to Destroy"; "Being Alone ,Together"; "The Others Privacy”.

Over the course of the exhibition, the featured other-than-human entities (fungi, bacteria, insects, plants, spirits, deity...) became protagonists of the work, shifting and transforming over their lifespan, creating what the artist describes as a ‘Geography of Emotion’.

This project materialised as a result of research from different fields of knowledge such as archeology, mycology, history, farming, energy alternative sourcing and art.

With a conjoined effort, The Negative Years was able to create a Bio-Heater made from organic matter decaying - a result of 4 years artistic research from Daniel Lie.

At the end of the project, materials completed a cycle, returning to the landscape of region.

No trabalho de Daniel Lie o tempo é o pilar central de sua reflexão. Desde a memória mais antiga e afetiva - trazendo histórias familiares e pessoais - até o tempo das coisas no mundo; o período de uma vida, e a duração dos estados dos elementos.

Por meio de instalações, objetos e hibridização de linguagens de arte, utiliza as coisas como elas são e baseia o trabalho em conceitos relacionados à arte da performance - uma arte baseada no tempo, efemeridade e presença. Para evidenciar essas três instâncias, elementos que possuem o tempo contido em si são utilizados como a matéria em decomposição, crescimento de plantas, fungos e o corpo.

Em sua pesquisa, o olhar é voltado para tensões e tentativas de quebrar binaridades entre ciência e religião, ancestralidade e presente, morte e vida.

Artista indonésiane-pernambucane, transgênere, nasceu em São Paulo e atualmente vive um processo nômade.

Biografia do site de Daniel Lie, conheça também o perfil na Casa Triângulo.

Posted by Patricia Canetti at 11:27 AM

ARTE SEMPRE: Camille Kachani compartilha a série Remédios


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Camille Kachani compartilha a série Remédios, de 2008, em técnica mista, com citações de Albert Camus, Baruch Espinosa, Clarice Lispector, Jorge Luis Borges e Marcel Proust.


Camille Kachani (Beirute, Líbano, 1963) desenvolve um processo inventivo de possibilidades relacionadas ao processo de transformação da natureza. Suas obras são objetos híbridos, que investigam as condições originais e primitivas dos elementos naturais. Seu trabalho utiliza materiais e objetos cotidianos, conferindo-lhes novas leituras, redimensionando suas escalas e funções originais.

Principais exposições individuais: FUNARTE (São Paulo, 2008); Temporada de Projetos, Paço das Artes (São Paulo, 2007); TRAJETÓRIAS, Fundação Joaquim Nabuco, (Recife, 2007); Instituto de Arte Contemporânea (Recife, 2005), Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba, 2004).

Principais exposições coletivas: “Doações recentes (2012-2015)”, MAR (Rio de Janeiro, 2016); Bienal Internacional de Curitiba, MAC/PR (Curitiba, 2015); “A Casa”, MAC/USP (São Paulo, 2015), “Esculturas Monumentais”, Praça Paris (Rio de Janeiro, 2014), XIV Biennale Internationale del’Image (Nancy, França, 2006).

Principais coleções institucionais: MAC-USP/SP, MAC-Niterói, MAM-RJ, MAM-SP, MAR (Museu de Arte do Rio), MAC-PR,Museu de Arte de Ribeirão Preto, Museum of Latin-American Art (Los Angeles), Colección Metropolitana Contemporanea (Buenos Aires), Centro de Arte Contemporáneo Wilfredo Lam (Havana), Fundação Joaquim Nabuco (Recife), Instituto de Arte Contemporânea (UFP, Recife).

Biografia do perfil do artista na Zipper Galeria, conheça também o perfil do Canal e o site do artista.

Posted by Patricia Canetti at 10:24 AM