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maio 30, 2006

Revista Arte&Ensaios nº 11

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Revista Arte&Ensaios nº 11 (2004)

Preço: R$ 42 + correio

Como comprar: clique aqui para se informar

Formato fechado: 19,5 x 24 cm
Nº páginas: 196
Ilustrações em cores e/ou p&b: 61
Peso: 444g
Organização: Glória Ferreira e Paulo Venâncio Filho
Editora: UFRJ


Sumário

Apresentação

Movimento aleatório disciplinado - Entrevista com Abraham Palatnik

Artigos
Imagem digital e interatividade: considerações sobre o estatuto de obra e autoria nas representações expostas na rede - Yoko Nishio
Vítor Meireles e a tradição pictórica - Alexandre Linhares Guedes
Ações pontuais no espaço telemático: rádio e webrádio - Romano
Aloisio Magalhães: o artista, a arte e o design brasileiros na óptica de seus contemporâneos - Isis Fernandes Braga
A Exposição do Centenário e o meio arquitetônico carioca do início dos anos 20 - Ruth Nina Veira Fereira Levy
O longe e o perto como distâncias contemporâneas - Malu Fatorelli

Colaborações
Depois de História do Futuro: (arte) e sua exterioridade - Milton Machado
Lygia Pape: gravuras ou antigravuras? Deslocamentos possíveis da tradição - Maria Luisa Luz Tavora
A (outra) Arte Contemporânea Brasileira: intervenções urbanas micropolíticas - Fernando Cocchiarale
Cildo Meireles: A indústria e a poesia - Moacir dos Anjos
Sub specie ludi: Função e estrutura de uma "arte lúdica" - Marion Hohlfeldt
Um copo de mar para navegar - Luisa Duarte

Homenagem
Dossiê Lygia Pape

Temáticas
O impulso alegórico: sobre uma teoria do Pós-Modernismo* - Craig Owens
A atividade fotográfica do pós-modernismo - Douglas Grimp
A Visualização de dados como uma nova abstração anti-sublime - Manovich
Curadorias do fluxo - os desafios do intercâmbio colaborativo e do espaço das novas mídias - Sarah Diamonds
Tempos subjetivos & tempos objetivos da fotografia - François Soulages
Arte na vanguarda da Net: O futuro será úmido! - Roy Ascott
Interações, hibridações e simbioses - Carlos Augusto Moreira da Nóbrega Guto Nóbrega

Resenhas
Arte e Vida no Século XXI e Redes Sensoriais - por Valéria de Faria Cristofaro
O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges - por Ricardo Cristofaro
Arte e Tecnologia: demissão da mão e não do artista - por Fernanda Lopes
Zoom out - por Glória Ferreira
Lance 36 - por Romano
O artista em meio à era do indivíduo - por Rosza vel Zoladz
Fronteiras: arte, crítica e outros ensayos - por Guilherme Bueno
Lygia pape - Entre o olho e o espírito - por Viviane Matesco

Abstract

Legendas das Ilustrações

Sumário das edições anteriores


Texto de apresentação

Como homenagem à artista Lygia Pape, falecida recentemente, Arte&Ensaios, cujo logotipo é de sua autoria, lhe dedica um dossiê, organizado por Rosana de Freitas. Agradecemos a Abraham Palatnik a capa desta edição, bem como a generosidade com que nos recebeu e nos introduziu em seu universo de invenções e de poetização da técnica. Agradecemos também a Luis Camillo Osório, que atualmente escreve um livro sobre o artista, sua preciosa participação na entrevista.

Organizado pela Equipe Editorial, formada por mestrandos e doutorandos do Programa, e pelos editores, um amplo conjunto de textos, na seção Temáticas, problematiza e aprofunda questões relativas à presença das imagens técnicas no campo das artes visuais. Nossos agradecimentos a Douglas Crimp, Lev Manovich, Sara Diamond, François Soulages e Roy Ascott. É com entusiasmo que tornamos acessível, em português, o texto do crítico americano Craig Owens, precocemente desaparecido em 1990. Gostaríamos igualmente de agradecer aos colaboradores, Milton Machado, Maria Luisa Tavora, Guto Nóbrega, Fernando Cocchiarale, Moacir dos Anjos, Marion Hohlfeldt e à jovem crítica Luisa Duarte. Na seção Artigos, aos resumos de monografias finais dos mestrandos, somam-se os da primeira turma de doutores formados pelo Programa.

Arte&Ensaios publica, a cada edição, trabalhos inéditos de artistas, alunos e professores do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais; neste número, Lívia Flores apresenta Sem título, 2004.

Agradecemos aos demais professores e estudantes que colaboraram com resenhas de publicações e acontecimentos artísticos de relevância no momento atual, e manifestamos em particular nosso reconhecimento à equipe editorial, extremamente presente tanto na elaboração intelectual quanto na produção desta décima primeira edição de Arte&Ensaios. Nossos agradecimentos ao Museu de Arte Moderna - RJ pelo apoio ao lançamento e à edição deste número de Arte&Ensaios.

Os editores

Posted by João Domingues at 2:43 PM

Revista Arte&Ensaios nº 10

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Revista Arte&Ensaios nº 10 (2003)

Preço: R$ 42 + correio

Como comprar: clique aqui para se informar

Formato fechado: 19,5 x 24 cm
Nº páginas: 148
Ilustrações em cores e/ou p&b: 36
Peso: 345g
Organização: Glória Ferreira e Paulo Venâncio Filho
Editora: UFRJ

Sumário

Apresentação

Superfícies em distúrbio - Entrevista com Eduardo Sued

Artigos
O espaço de representação e as representações do espaço - André Amaral
A Vontade Poética no Diálogo com os Bichos: o ponto de chegada de uma arte participativa no Brasil - Felipe Scovino
Angelo Agostini: a arte de levar a sério um trabalho bem-humorado - Octavio Aragão

Colaboradores
Desenho, composição, tipologia e tradição clássica - uma discussão sobre o ensino acadêmico do século 19 - Sonia Gomes
Duas visões sobre a Pop Art: Clement Greenberg e Arthur Danto - Fátima Couto
História, Antropologia e Arte: uma proposta de abordagem transdiciplinar para o tema da "natureza exuberante" nas artes brasileiras - Helio Vianna

Reedições
Milton Dacosta: vinte anos de pintura - Mário Pedrosa

Temáticas
O que é um artista (hoje)? - Nicolas Bourriaud
Linguagem internacional? - Gerardo Mosquera
A idéia de obra-prima na arte contemporânea - Arthur C. Danto
Quando a forma se transformou em atitude - e além - Thierry De Duve
Entrevista a Carolee Thea - Dan Cameron
O ensino da arte conceitual - Charles Harrison
Born to be famous: a condição do jovem artista, entre o sucesso pop e as ilusões perdidas... - João Fernandes

Encarte
Regina de Paula

Resenhas
O Meio Como Ponto Zero - metodologia da pesquisa em artes plásticas - por Malu Fatorelli
Pensando a Arte na Escola - por Marcelo Campos
Revistas de arte: biopolíticas em mídias gráficas - por Newton Goto
A vanguarda como software - por Romano
L'artiste en personne - por Glória Ferreira
A Semiologia da Imagem Francesa e o Contexto Brasileiro - por Rogério Medeiros


Texto de apresentação

Agradecemos a Eduardo Sued pela capa desta edição e pela autorização em publicar seu depoimento, inédito, concedido a Beth Jobim, Cecilia Cotrim, João Masao Kamita e Paulo Sergio Duarte, em julho de 2001, aqui apresentado por Paulo Venancio Filho. A todos, nosso agradecimento.

Comemorando a disponibilização do arquivo Mário Pedrosa, recentemente doado por sua família à Fundação Biblioteca Nacional, reeditamos seu artigo de 1959, "Milton Dacosta: vinte anos de pintura", introduzido pela bela homenagem de Marcio Doctors, apresentada naquela ocasião:"A Liberdade como compromisso ético". Organizado por Glória Ferreira, um expressivo conjunto de textos trata, a partir de questões e enfoques diferenciados, a atual condição do artista e de sua produção.

Da possibilidade da obra-prima contemporânea, por Arthur Danto, às questões relacionadas à formação do artista, por Thierry de Duve e Charles Harrison, ou à circulação da produção artística, por Dan Cameron, Gerardo Mosquera e João Fernandes, são abordagens que esperamos venham contribuir para a reflexão que a interrogação, presente no texto de Nicolas Bourriaud, não deixa de suscitar: "O que é um artista (hoje)?". Aos autores, nossos agradecimentos. Apresentando diversas publicações que versam sobre problemáticas correlatas, as resenhas vêm-se somar a esse corpo de análise.

A Regina de Paula, doutoranda em Linguagens Visuais, nosso reconhecimento por sua participação com Makes me Wonder. As contribuições dos artistas com seus trabalhos inéditos, dos colaboradores, professores,de seu produtor executivo e da Equipe Editoral, composta, a cada número, por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, possibilitaram que Arte & Ensaios chegue a sua décima edição reafirmando seu compromisso de participar do debate sobre a atualidade artística brasileira e universal.

Os Editores

Posted by João Domingues at 2:40 PM | Comentários (1)

maio 4, 2006

Pintura em Distensão, de Zalinda Cartaxo

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Pintura em Distensão

Zalinda Cartaxo

Preço: R$ 30 + correio
Como comprar: clique aqui para se informar

Formato fechado: 25.5 cm x 19,5 cm
Nº páginas: 168
Peso: 547g
Editora: Centro Cultural Telemar / Secretaria de Estado de Cultura / Governo. do Estado do Rio de Janeiro

Prefácio:
Complexa distensão

Paulo Venancio Filho

A tentativa de compreender a atualidade da pintura é também um necessário exercício de esclarecimento; é que esta se tornou matéria excessivamente complexa. Aquilo que na famosa definição era antes de tudo apenas tinta sobre tela não pode mais ser definido com tanta simplicidade. Seja mantendo seu prestígio tradicional ou experimentando novas possibilidades, a categoria 'pintura' vem hoje saturada de um prolongado discurso teórico. Nem todos, hoje, diante de um quadro, percebem que naquele momento se concentram muito mais questões que um simples olhar pode dar conta.

O duplo, porém inverso, sentido do verbo 'distender', com muita propriedade vem aqui se aplicar à trajetória contemporânea da pintura que este conciso e preciso ensaio pretende tratar. Se não, este sentido serve mais ainda para enfatizar o ambíguo estatuto da pintura nos últimos 40 anos, pois 'distensão' tanto pode significar aumento como diminuição da tensão.

Assim é definido o movimento da pintura na contemporaneidade, a distensão continuamente amplia e volatiza o sentido do que é definido. Trata-se de uma expansão que problematiza sua definição; quanto mais a pintura dispensa aqueles termos tradicionais, mais difícil e ambíguo é defini-la. E ela os tem dispensado de maneira sistemática nestes tempos recentes. Por outro lado, podemos entender o estado de tensão como aquele estabelecido pela manutenção dos elementos pictóricos tradicionais, os quais a modernidade procurou ainda com mais precisão determinar: a planaridade e a bidimensionalidade da tela, a recusa da figuração e a exclusão de qualquer recurso ilusionista.

Se assim for, a contemporaneidade, o período histórico que se inicia em torno dos anos 1960, é marcada pelo afrouxamento desta tensão, não só pela suspensão da categoria tradicional da pintura como também pela relativização daquela estrita autodeterminação moderna. Então, a pintura ingressa irremediavelmente num processo de distensão, extravasando para além dos tensos limites determinados pela teoria greenberghiana, indo para além da moldura, da superfície bidimensional da tela, da materialidade da tinta. Confunde-se com o objeto, com a escultura e com a arquitetura. E ainda, dispensando tela e tinta, desmonta, examina e expõe criteriosamente todos os seus elementos componentes - chassi, tela, tinta.

Acompanhando este processo, o jargão especializado vai produzir toda uma variada terminologia para diferenciar os diversos procedimentos: color-field, hard-edge, support/surface, bad painting, entre outras. Procedimentos que não se instauram mais como aquelas 'estruturas de experimentar o mundo', como foram o impressionismo, o cubismo, o expressionismo, mas como uma voraz inteligência que procede a um implacável auto-exame. E isto desde que as constatações de Donald Judd indicaram um momento da expansão do suporte, não da indefinição entre tri ou bidimensionalidade, mas da híbrida tri e bidimensionalidade. E, assim, mais e mais a acelerada análise sistemática de seus meios leva à tão famosa e insolúvel discussão sobre a "morte da pintura" a um impasse sem fim.

Este ensaio é, por assim dizer, um "sintoma" da complexidade do assunto, ainda em questão. A linha de força aqui assinalada vai se definindo ao longo do texto, e, creio, isto se deve à fronteira da prática artística e teórica da autora e à orientação de seu trabalho. Evitando infrutíferas controvérsias pós-modernas, o ensaio pretende acompanhar com bastante clareza certa trajetória recente do que poderíamos denominar "campo ampliado da pintura". Mais especificamente aquela que, neste novo contexto, por paradoxal, carrega, ainda que transformados, elementos da problemática experiência da visualidade abstrata moderna. Daí a menor atenção - creio, deliberada - a toda uma linhagem pictórica que surge a partir dos anos 1980 e que vai de David Salle, Julian Schnabel, Basquiat, a transvanguarda, Anselm Kieffer, Gerhard Richter até figuras mais recentes como Luc Tuysmans, Peter Doig, Marlene Dumas, entre outras. Entendido aí, de modo geral através destes artistas, todo o retorno à figura e à figuração, ao comentário da vida e do cotidiano. E, também, o uso constante e indiscriminado da paródia, da citação, da alegoria, numa regressão rebelde e conservadora, acima de tudo, pela manutenção do prestígio cultural da pintura de cavalete, do tradicional objeto pictural a que chamamos 'quadro'.

Muito distinta é a tentativa de dar seqüência ao sublime abstrato da pintura de Barnett Newman e Mark Rothko, conferir contemporaneidade àquela aspiração de uma experiência autônoma, auto-referente, contemplativa e extática, em que a escala de Newman e o impressionismo abstrato de Rothko reduzidos ainda pela minimal a uma essencialidade radical que, anulando a subjetividade invasiva do artista, sugeria que uma grandiosidade autentica, coletiva e pública é plausível e possível.

Assim, uma outra seqüência é perseguida neste ensaio e encontra como um dos indícios iniciais, entre outros, a pintura analítico-experimental, monocromática de Robert Rymann e sua oscilação entre plano e objeto, a presença insistente de Cézanne, e ainda sua dualidade subjétil, para usar um dos termos chave deste ensaio. Ou a pura e simples aplicação estritamente planar e instrumental no elemento arquitetônico 'parede' de Sol Le Witt; ou a intransigente escolha de um padrão único por Daniel Buren; até se chegar aos dois artistas que ampliaram para a escala da arquitetura e até da natureza a trajetória de espacialização e desmaterialização da pintura ou (nos termos ali propostos) da sua distensão espacial e material talvez mais essencialista: James Turrel e Robert Irwin.

Resumindo, esta é a muito especial seqüência que este ensaio privilegia e acompanha, e que corresponde, creio, a uma pressão ainda vigente dos impulsos modernos. De certa forma, estaríamos diante de uma continuidade em expansão e não de uma ruptura divergente no modo como se prolonga a insistência em uma reivindicação do estritamente pictural.

É afinal à relação contemporânea entre pintura e arquitetura a que se vai chegar - uma das relações decisivas da contemporaneidade. Fato que não deixa de ser curioso, quase irônico, considerando que a inextrincabilidade da pintura e arquitetura modernas vêm desde o cubismo. Nesta redução da arquitetura cubista ao estritamente planar, do espaço ao plano, da tridimensionalidade à bidimensionalidade, do material ao espiritual, inescapáveis são os nomes de Malevich e Mondrian. Pois será que agora não estariam se realizando aspectos daquela utopia que estes artistas pretendiam?

Se a pintura moderna é tributária da arquitetura, por que então agora a pintura não se desdobraria para o próprio espaço arquitetônico? Se o cubismo deve sua formulação do espaço às proposições arquitetônicas modernas, por que não a pintura se desdobrar no próprio espaço arquitetônico? De modo que, como diz Zalinda Cartaxo, "a característica fundamental desta nova etapa esteja na distensão da obra no espaço, endossando de forma marcada a sua presença no mundo". Ou seja, a própria construção do espaço como experiência pictórica.

A permanente crise e o estado de iminente "morte" da pintura que este ensaio tão bem resumiu em sua complexidade não parecem ter invalidado para a contemporaneidade aquilo que Mondrian afirmou para a modernidade da pintura: "a crescente profundidade da vida moderna em sua totalidade pode ser puramente refletida na pintura."


Sumário:
Tecnocromo - Alberto Saraiva

Complexa distensão - Paulo Venacio Filho

Pintura em distensão - Zalinda Cartaxo

Introdução

Pintura

Pintura e arqutetura

Pintura e tecnologia

Posted by João Domingues at 11:14 AM | Comentários (1)