Pesquisar
Quem está on line

Entrar
Usuário:
Senha:
Permanecer Logado automaticamente em cada visita
 






Quais salões servem?

 
Novo Tópico   Responder Mensagem    Página Principal -> Para que servem os salões?
Exibir mensagem anterior :: Exibir próxima mensagem  
Autor 
 Mensagem
Joana Darc de Sousa Lima



Registrado em: Sexta-Feira, 21 de Janeiro de 2005
Mensagens: 1

MensagemEnviada: Sex Jan 21, 2005 5:38 pm    Assunto: quais os salões valem a pena participar Responder com Citação

Bem, depende do perfil do evento, da proposta do seu trabalho, enfim. Penso que a discussâo seja maior do que o que é bom ou ruim. Acredito que pensar o sistema de arte é verificar que os salões são lugares/espaços/redes de troca e intercambio que alimentam a nós mesmo que de alguma forma nos "alimentamos " do sistema. è claro que todo o sistema é permeado pelo poder e estabelece um jogo de legitimidades e regras. Estar nele, ou seja participar, significa, talvez ser co-autor também. No Brasil, nos últimos anos os salões alteraram-se enquanto suas estruturas formais. Acho que vale a pena pensar nas estruturas que possibilitem trocas mais horizontais...
Voltar ao Topo

Patricia Canetti



Registrado em: Terça-Feira, 9 de Novembro de 2004
Mensagens: 28

MensagemEnviada: Qua Jan 26, 2005 11:48 am    Assunto: se não existem perfis, como modificar as estruturas? Responder com Citação

A questão está em como sabermos o perfil do evento, se os salões não se colocam dessa maneira. Esse tema já foi abordado em outro tópico desse fórum, no “o exemplo do file” e vou agora apenas reproduzir alguns trechos para podermos cruzar as informações.

Quanto a promover estruturas que possibilitem trocas mais horizontais, acredito que se trabalhássemos mais focados, com perfis desenhados e assumidos, teríamos mais condições de modificar essas estruturas. Mas a quem isso de fato interessa?

jul, na sua primeira intervenção, já havia colocado:
por que não se especializam? por que não adotam um determinado perfil (que vários já têm, mas não assumem)?


pcanetti responde, na seqüência:
Acho que o maior problema prático em fazer o formato FILE contaminar os salões está no número de inscrições, que, nos salões, são até 5 vezes superiores, mas acho que a Juliana encaminha uma boa solução, quando diz que os salões têm que se especializar.

O formato desse salão de Pernambuco me fez imaginar que a curadoria da exposição poderia nortear os conceitos para o edital, que foi lançado ao mesmo tempo. Assim, mais do que imprimir um único perfil ao salão, este poderia flutuar a cada edição, juntamente com a produção artística. Claro que tudo dependeria das escolhas... Esse é sempre o problema.


lbambozzi respondeu:
há que se encontrar um motivo de enlace para essa comunhão. há que se ter a coragem de direcionar a atenção, de se identificar sensibilidades que interessam, em meio ao universo de invisibilidades (pela anulação, pela saturação) que se forma na rede. mas estou em pleno acordo, Juliana, que temos todos a obrigação de reinventarmos os curto-circuitos nos quais estamos inseridos, de proporcionar exercícios para além das lógicas operantes. mas às vezes, a lógica desgastada de um formato pode ser necessária num determinado contexto. por exemplo, nesse 46º Salão de Pernambuco [o tema é excelente: Tudo Aquilo Que Escapa], que alimenta o presente Forum, houveram soluções que podem não parecer inovadoras, mas constituem enfrentamentos pertinentes para o contexto local. a existência de bolsas de criação, o diálogo criado a partir da introdução de artistas convidados, com obras bastante díspares que a princípio jamais seriam selecionadas pela lógica de um salão [como as intervenções do Marcelo Cidade, meu documentário de longa-metragem sobre a fronteira do Brasil com a Guyana ou o próprio Canal Contemporâneo, mais como disparador de questões do que como ‘objeto artístico’], são opções que revelam menos uma fórmula e mais um embate efetivo. nesse sentido o FILE, especialmente a partir da vertente Hipersônica dessa ultima edição, vem tateando caminhos que refletem mais a pulsação de uma produção do que um modelo específico.


pcanetti retrucou:
universo de invisibilidades (pela anulação, pela saturação), diz o Lucas, de uma certa maneira caímos numa mesma armadilha. Acho que a falta de coragem é um ingrediente importante nesse caldeirão, tanto na falta de transparência em relação aos critérios, quanto nas apostas viciadas, ou na falta total de recortes, como também na postura dos artistas de sempre se inscrever passivamente. Reclamamos muito, sempre, mas não conseguimos transformar nossas reclamações em reivindicações justas e objetivas.
...
Se partíssemos de uma especialização, dos perfis dos salões, que, como diz a Juliana, já existem, mas não são assumidos, para depois trabalhar as várias etapas da seleção com transparência de critérios e dando visibilidade a um maior número de trabalhos, certamente estaríamos revigorando essa velha pratica, infelizmente tão necessária ao nosso frágil mercado de trabalho.

Criar contextos, e dar corpo a eles, parece uma dificuldade que as instituições não querem enfrentar ou simplesmente não precisam enfrentar... Mesmo os novos formatos de programa de bolsas, como o do Salão de Pernambuco, não trazem nenhuma modificação em relação a criação desse contexto. O entendimento das instituições e das comissões julgadores é de que o resultado da seleção já seria suficiente para demonstrar esses critérios. Na prática, sabemos que isso não é verdade.
Voltar ao Topo

Mostrar os tópicos anteriores:   
Novo Tópico   Responder Mensagem    Página Principal -> Para que servem os salões? Todos os horários são GMT - 3 Hours
Página 1 de 1

 
Ir para:  
Enviar Mensagens Novas: Proibído.
Responder Tópicos Proibído
Editar Mensagens: Proibído.
Excluir Mensagens: Proibído.
Votar em Enquetes: Proibído.


Powered by phpBB © 2001, 2004 phpBB Group
Traduzido por: Suporte phpBB