NESTA EDIÇÃO:
Cinthia Marcelle na Léo Bahia, Belo Horizonte
Marco Giannotti e Vanderlei Lopes na Virgilio, São Paulo
Francisco Faria no Tomie Ohtake, São Paulo
Sérgio Sister na Silvia Cintra, Rio de Janeiro
Júlio Rodrigues e Zaven Pare na Theodor Lindner, Rio de Janeiro
Camille Kachani, Janaína Barros e Nando Zevê na IAC, Recife
Heleno Bernardi na Alain Couturier, França
Visita guiada com Carlos Contente ao Henry Moore no Paço Imperial, Rio de Janeiro
Visita guiada no MAC e no Antônio Parreiras, Niterói
PADRÕES AOS PEDAÇOS Considerações finais
SOBRE O CANAL
Como enviar material para a pré-seleção
Novas regras para galerias e instituições
Funcionamento do fórum - porque e
como se registrar
Modos
de recebimento dos e-nformes
Para deixar de receber os e-nformes
Cinthia
Marcelle
Temos direito ao vetor. O que tangencia apenas vem. Eu Vou dizer de
novo. Temos direito ao vetor. O que tangencia apenas vem.
15 de setembro, quinta-feira, 19h
Léo Bahia Arte Contemporânea
Av. Raja Gabaglia 4875, Santa Lúcia, Belo Horizonte - MG
31-3286-2055 ou galeria@leobahia.com.br
www.leobahia.com.br
Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 14h
Exposição até 15 de novembro de 2005
Saiba mais sobre a exposição
Leia o texto Conversador
Saiba mais sobre Cinthia Marcelle
Enviado por Cínthia Marcelle cimarcelle@uol.com.br ou cimarcelle@yahoo.com
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Vanderlei Lopes
Marco
Giannotti
Oleodutos
Vanderlei
Lopes
Ephemeras
15 de setembro, quinta-feira, 20h
Galeria Virgilio
Rua Dr Virgilio de Carvalho Pinto 426, São Paulo - SP
11-3062-9446 / 3061-2999 ou artevirgilio@uol.com.br
www.galeriavirgilio.com.br
Segunda a sexta, 10-19h; sábados, 10-17h
Preços das obras: R$ 800 a R$ 4 mil
Exposição até 8 outubro de 2005
Saiba mais sobre Vanderlei Lopes
Saiba
mais sobre Marco Giannotti
Texto
de Luiz
Costa Lima sobre o trabalho
de Marco
Giannotti
Enviado por Galeria Virgilio artevirgilio@uol.com.br
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Francisco
Faria
Desenhos
15 de setembro, quarta-feira, 20h
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201, Pinheiros, São Paulo - SP
11-2245-1937
www.institutotomieohtake.org.br
Terça a domingo, 11-20h
Exposição até 13 de novembro de 2005
Enviado por Marcy Junqueira marcy@pooldecomunicacao.com.br
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Sérgio
Sister
15 de setembro, quinta-feira, 19-23h
Silvia Cintra Galeria de Arte
Rua Teixeira de Melo 53 lj.D, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ
21-2521-0426
www.silviacintra.com.br
Segunda a sexta, 10-19h; sábados, 12-16h
Exposição até o dia 15 de outubro de 2005
Sobre a exposição
Enviado por Juliana Cintra jcintra@silviacintra.com.br
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Zaven Pare
Homunkuli
Júlio
Rodrigues e Zaven Pare
16 de setembro a 22 de outubro de 2005
Theodor Lindner Galeria de Arte
Rua Visconde de Pirajá 444 loja 213, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ
21-2522-3129 ou theodorlindner@terra.com.br
www.theodorlindner.com
Terça a sexta, 14-19h; sábados, 11-14h
Enviado por Lennart Goebel info@cariocadesign.com
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Projeto
Pauta
2005/2006
Camille Kachani
re/SINAL/iz/AÇÃO - Uma intervenção social
Janaina Barros
Pendurucalhos ou mexa-se
Nando Zevê
Cosmorama
+
Palestra de Camille Kachani
15
de setembro, quinta-feira, 19h
Instituto de Arte Contemporânea - IAC
Rua Benfica 157, Madalena, Recife - PE
81-3227-0657 ou iac@proext.ufpe.br
www.proext.ufpe.br
Segunda-feira a sexta-feira, 9-12h e 14-17h
Exposição
até 28 de outubro de 2005
Enviado por Mario.Sette mario.sette@proext.ufpe.br
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Heleno
Bernardi
Masseter
Suíte
16 de setembro a 16 de outubro de 2005
Galerie Alain Couturier
Rue St François de Paule 9, Nice - França
www.tpi-nice.org
Terça a sexta,
10-18 h
Enviado por Heleno Bernardi heleno@casadacriacao.com.br
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Henry
Moore - Uma
retrospectiva /Brasil 2005
Visita Guiada com Carlos Contente
15 de
setembro,
quinta-feira, 13h
Paço Imperial
Praça XV de Novembro 48, Centro, Rio de Janeiro - RJ
21-2533-4407
Exposição até 18 de setembro de 2005
Organização: British Council
Patrocínio: Companhia Siderúrgica Nacional, Cultura Inglesa/SP
Enviado por Mônica Riani monicariani@globo.com
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Projeto
Ações
Integradas
Visita guiada às reservas técnicas
Onde as Obras Dormem
16 a 18 de setembro, 14h30 e 16h30
Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Mirante da Boa Viagem, s/nº, Boa Viagem, Niterói - RJ
21-2620-2400
www.macniteroi.com
Museu Antônio Parreiras
Rua Tiradentes 47, Ingá, Niterói - RJ
21-2719-8728
www.sec.rj.gov.br/webmuseu/map.htm
Visitas especiais às suas reservas técnicas, que são áreas
destinadas a
guardar todo o acervo não exposto. As visitas deverão ser agendadas com
antecedência pelo telefone e são limitadas a 20 pessoas por grupo.
Enviado por Imprensa Niterói imprensa@culturaniteroi.com.br
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PADRÕES
AOS PEDAÇOS -
O pensamento contemporâneo na arte
Considerações finais
Tema, resumos, relatos e textos na íntegra das palestras
Dando seqüência ao simpósio, estaremos iniciando em breve um fórum
no Canal Contemporâneo que discutirá, a partir dos textos publicados no www.forumpermanente.org, as
questões levantadas pelos palestrantes e
durante os debates. Estaremos publicando nos próximos e-nformes os
temas e conexões das conferências e mesas para, em seguida, começarmos
o fórum de discussão.
1º
Simpósio Internacional do Paço das Artes, Padrões aos Pedaços: o
pensamento contemporâneo na arte, entre os dias 7 e 10 de outubro
de 2005, em
São Paulo
Realização: Paço
das Artes, Secretaria de Estado da Cultura, Governo
do Estado de São Paulo, Fórum Permanente: museus de arte, entre o
público e o privado
Coordenação Geral: Paço das Artes
Coordenação Científica: Fórum
Permanente: museus de arte, entre o
público e o privado
Concepção: Vitória Daniela Bousso e equipe do Paço das Artes
Instituições Parceiras: British Council - São Paulo, Consulado Geral da
França em São Paulo, Consulado Geral da Holanda em São Paulo, Consulado
Geral da Suíça em São Paulo, Instituto Goethe de São Paulo, Agência
Espanhola de Cooperação Internacional, Cultura Inglesa, UOL, USP: ECA,
FEUSP, CTI, CCE
Parceria on-line: Canal
Contemporâneo,
Revista Trópico - UOL,
Fórum Permanente
Apoio: Chelsea College of Art and Design, Departamento de Análise
crítica e História da Arquitetura e do Urbanismo da Universidade
Federal de Minas Gerais - UFMG, Fundação Eva Klabin, Fundação Joaquim Nabuco,
Departamento de Arquitetura e Urbanismo - Escola de Engenharia de São
Carlos – USP, Museu de Arte da Pampulha - Prefeitura Municipal de Belo
Horizonte
Sobre o tema e conexões para os resumos, relatos e textos na íntegra das palestras
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TEXTOS
DO E-NFORME
Cinthia Marcelle na Léo Bahia
Em sua primeira individual em uma galeria comercial a artista mostrará
um conjunto de trabalhos: fotografias, esculturas, instalação e vídeo,
vestígios de uma viagem em uma indecifrável nave solar. Durante o
percurso, a artista não fixa a rota, redirecionando a cada instante o
flutuante vetor de seu movimento. O resultado, uma seqüência de pontos
inaudita, notas brancas de um encouraçado onde muitas naturezas se
apresentam.
Conversador
A.S.
- Você sabe que existem duas viagens: uma vez você quer se deslocar de
onde você está, outra vez é quando o lugar que você está não existe
mais. É como uma estrada sendo engolida pela floresta; a entropia está
sempre vindo atrás.
- Vejo a floresta chegando. Eu sei, mas não olhei para trás, não é
assim que vi. Estou com taquicardia. A minha rota não é fixa. A cada
novo elemento redireciono o vetor de meu movimento. A seqüência de
pontos que se forma nunca existiu antes; o que escolho flutua. Há
curvas que nos esbarram, então eu não estou procurando: há curvas que
nos esbarram. Tenho uma caderneta cheia de notas de viagem. É a couraça
da nave.
- Uma máquina solar deliciosamente indecifrável. Por que haveria de
decifrá-la afinal?
- Para descobrir que ela apenas está no meu caminho. Porque, se eu
caminhar, vou ter que lidar com o fato de que muita coisa está no meu
caminho. A floresta se empurrando para dentro de meus bolsos. Andei
muito e se não continuasse andando não seriam mais vestígios: seria a
floresta. E eu não seria transamazônica.
- Mostra-se uma parte. Apenas uma amostra. O resto segue um enigma.
Aliás, o resto não importa, a não ser que se possa adivinhá-lo ou
melhor inventá-lo.
- Não sei como começa. Mas, quando dou por mim, já sou parte de um
desejo imenso que ninguém consegue mais impedir. Entra rasgando este
maldito animal que não posso dominar. À beira do instante seguinte
encontro caído um raio de coisa intangível e muitas naturezas se
apresentam.
- Um bom viajante abraça os inúmeros mundos e cada um tem sua lei e
espectro de possibilidades. No turbilhão do mal-estar que domina o
corpo, atento à natureza crua das enzimas metabólicas, experimentando,
o viajante se reorganiza.
- Os pobres limites aqui repousam cumprindo uma função inofensiva. Uma
vez retirados, infinitamente mais fortes, ameaçam a lógica de uma outra
certeza. E a minha certeza agora me ameaça. Já não posso nela confiar.
Minha certeza pôs os mundos de ponta cabeça e já não posso nela confiar.
Ave, Nave. Me levou e não vai mais me trazer.
- Absolutamente nada a impediria de colocar sobre os ombros este
colossal pedaço de mundo. Mas ele muito mais diz por estar esticado até
onde lhe foi possível, deixado.
- Por onde andei nunca me bastou ali estar, sempre o lugar onde estive
foi termo de conquistas feitas em outras paragens. Ao final de minha
jornada tenho uma caderneta cheia de notas. Sei que fiz um longo
passeio. Pode ser que lendo se descubra que nada terei a dizer. Meu
encouraçado são notas brancas. Onde estive havia uma beleza suspensa
que terei de realizar. Ou então ela me sufoca. O contorno destes
caminhos em mim é altivo. Sereno. Austero. E a cor é forte, uma cor que
encarde. Estou encardida deste rubor de viagem, esta nave impura que
naveguei e que foi impregnando minha roupa e enchendo meus bolsos dia
após dia, noite após noite em que, ao me deitar, precisava esvaziar os
bolsos e assim antes de finalmente adormecer, um forte suspiro. Um ar
que entra e sai, vigoroso, uma tentativa de desgarrar tudo de dentro e
ter força para no dia seguinte conseguir continuar com a mesma
intensidade do inesperado, a necessidade do inesperado, o completo auto
domínio que permitirá do inesperado semear em mim alguma coisa.
- Temos direito ao vetor. O que tangencia apenas vem.
Cínthia Marcelle
Nasceu em [Born in] Belo Horizonte / MG – Brasil - 1974
Formação [Formation]
Bacharel em Desenho pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal
de Minas Gerais – 1999.
Bolsas [Folowships]
2003/04
Bolsa Pampulha: Projeto de Criação em Artes Plástico -Visuais,
27º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte. Museu de Arte da Pampulha
(durante12meses).
1998/99
Bolsa CNPq/UFMG com o projeto de pesquisa Confusão dos Sentidos
(durante 12 meses).
Residência
2003
Artista residente na Cidade do Cabo, África do Sul pelo Programa Very
Real Time coordenado pelo artista Gregg Smith. (setembro a outubro).
Curadoria
Entre 1999 e 2002 coordenou, junto ao Grupo VEM!!!, o projeto
Caminhando no Lado Selvagem, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura
de Belo Horizonte, onde fez a curadoria de toda a obra do jovem artista
falecido Pedro Moraleida para a realização da exposição Coisas para
Fazer Hoje: , Casarão do IPSEMG, Belo Horizonte/MG.
Exposições Individuais [Solo Exhibitions]
2005
V Mostra do Programa de Exposições, Centro Cultural São Paulo, São
Paulo/SP;
2004
Bolsa Pampulha. Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte/MG
Solto, Cruzado e Junto. Galeria Vermelho, São Paulo/SP;
Edifício Belo Rio (com Marilá Dardot). A Gentil Carioca, Rio de
Janeiro/RJ;
Edifício Belo Rio (com Marilá Dardot). Léo Bahia Arte Contemporânea,
Belo Horizonte/MG.
2002
Aonde Anda minha Tereza? (com Sara Ramo). Centro Cultural da UFMG,
Belo Horizonte/MG.
Exposições Coletivas [Group Exhib]itions
2005
Bienal de Performance. M:ST – Mountain Standat Time, Alberta, Calgary,
Canadá;
V Mostra do Programa de Exposições, Centro Cultural São Paulo, São
Paulo/SP;
Transmutação. Léo Bahia Arte Contemporânea, Belo Horizonte/MG.
2004
Coletiva. Léo Bahia Arte Contemporânea, Belo Horizonte/MG;
Posição 2004, Parque Lage, Rio deJaneiro/RJ;
Grátis (com Marilá Dardot). Galeria Vermelho, São Paulo/SP;
Exposição de Verão. Silvia Cintra Galeria de Arte. Rio de Janeiro/RJ.
2003
Segundo Concurso Complexo Pampulha. Museu de Arte da Pampulha, Belo
Horizonte/MG;
Manifestação Internacional de Performance. Casa do Conde. Belo
Horizonte/MG;
Infantil (com Marilá Dardot). A Gentil Carioca. Rio de Janeiro/RJ;
Sábado de performances. (com Marilá Dardot). Galeria Vermelho. São
Paulo/SP;
Alfândega (com Marilá Dardot). Cais do Porto N°4, Rio de Janeiro/RJ.
2002
Programa Rumos Itaú Cultural2001/2003. (com Marilá Dardot).
Galeria Athos Bulcão, Brasília, DF.
Programa Rumos Itaú Cultural 2001/2003 (com Marilá Dardot).
Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza/CE, Itaú
Cultural, São Paulo/SP,
Programa Rumos Itaú Cultural 2001/2003 (com Marilá Dardot).
Palácio das Artes, Belo Horizonte/MG.
2000
V Semana de Arquitetura e Urbanismo (com Marilá Dardot). PUC. Belo
Horizonte/MG;
Circuito Cultural Banco do Brasil (com Marilá Dardot). Sesiminas, Belo
Horizonte/MG.
1999
IV Semana de Arquitetura e Urbanismo (com Marilá Dardot). PUC,
BeloHorizonte/MG;
Quem você pensa que é? (com Marilá Dardot). Galeria da EBA, Belo
Horizonte/MG.
1998
XI Integrarte. Centro Cultural da UFMG,Belo Horizonte/MG;
Pad in Progress (com Marilá Dardot). Galpão Guaicurus, Belo
Horizonte/MG;
Itinerantes. Escola Guignard, Belo Horizonte/MG.
1997
Projeto Rumos Visuais do Itaugaleria. Penápolis/SP;
Daqui a um Século. Centro Cultural da UFMG, BeloHorizonte/MG
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Marco Giannotti e Vanderlei Lopes na Virgilio
Vanderlei Lopes -
Ephemeras
Vanderlei Lopes é um artista que vem se destacando no cenário de Artes
Plásticas nos últimos anos, com trabalhos em desenho, fotografia e
vídeo. Participou de várias exposições, entre elas, no Centro
Universitário Maria Antonia em 2004, no Programa de Exposições do
Centro Cultural São Paulo, em 2003, onde recebeu Prêmio aquisição e
Nefelibatas, no Museu de arte Moderna de São Paulo, em 2002.
Nesta nova exposição intitulada EPHEMERAS (15 desenhos, um vídeo e 3
fotografias) Vanderlei Lopes aborda a idéia de transitoriedade, de
sobreposição de tempo, relacionando desenho e imagem. Nesses trabalhos
há,por meio de uma ação, uma alternância entre o que é revelado e o que
é apagado, entre o que se vê e o que se pensa.
O vídeo registra o desenho de uma árvore sendo feito diretamente no
chão,utilizando pólvora. Numa primeira ação, ao expargir a pólvora, a
figura é mais ou menos gerada. Em seguida, inicia-se a construção das
linhas dos galhos. Essa construção do desenho, é acompanhada pelo som
das mãos raspando chão, no movimento de juntar a pólvora. No final, é
colocado fogo na figura, a partir do tronco, e o fogo então percorre as
linhas de pólvora,refazendo o desenho. Por um momento, a intensidade da
luz dificulta a captação pela câmera, escurecendo a imagem. Em seguida,
na medida em que o fogo vai passando, a figura reaparece novamente.
Nos desenhos, todos feitos com álcool sobre papel estêncil, e no mesmo
formato (23.5 x 34.5), o artista explora relações de linha, mancha e
espaço do papel. Embora sem a presença da chama, o estêncil reage ao
álcool num processo de queima, alterando sua cor. O resultado são
fumaças, espaços e objetos kj representados, que podem ser pensados
como imagens; dispostos na parede da galeria numa seqüencia, como
fragmentos de um filme sem continuidade.
As fotografias são uma transposição bidimensional do vídeo. Feitas com
justaposições de imagens gráficas e em cor, aproximam diferentes
momentos da ação, em que o trabalho figura em seus vários estágios;
desde o desenho feito, até chapados em cinza e laranja.
Marco Giannotti
Marco Giannotti, pintor e professor da Escola de comunicações e artes
da USP inaugura uma nova exposição na Galeria Virgílio
O artista parte de imagens de óleodutos para realizar Suas pinturas. A
temática urbana e industrial é recorrente na produção
do artista desde sua exposição em conjunto com Haroldo de Campos em
1996. As obras são de grandes formatos e tem uma forte presença
cromática. A técnica empregada é óleo e têmpera sobre tela.
LUIZ COSTA LIMA
Ao pensar no que escreverei, surpreende-me a proximidade entre dois
textos que se desconheciam entre si. Em um dos fragmentos do livro que
não chegou a terminar, Gregory Bateson, combinando “The Rime of the
ancient mariner”, de Coleridge, com um conto balinês, notava que as
peças “partihavam a noção de, sob certas circunstâncias, não comunicar
algo”, (Bateson, G.: Angels fear. Towards an epistemology of the
sacred, 1987, pp. 79-80). Nove anos depois, Marco Giannotti declarava:
“Muitas pinturas [contemporâneas] buscam falar sobre [a] dificuldade de
expressar algo que não pode ser dito” (“Cubatão, 1966”). E, no entanto,
o antropólogo e o pintor falavam de coisas bem distintas: Bateson, de
ultrapassar a dicotomia, estabelecida desde Descartes, entre mente e
matéria, procurando dar condições para que o silêncio voltasse a ser
humanamente fecundo; Giannotti, de fechar a porta para o falaz
ilusionismo pictórico. A diferença de suas metas não os impedia de
manifestar o desconforto comum ante as estratégias que movem o
maquínico e causalista mundo contemporâneo, em que o fáustico
progressivamente aponta para o tão-só destrutivo. A proximidade deve
ser levada adiante: ao passo que, entre os contemporâneos, a tendência
freqüente é a de se enterrarem em seus barris beckettianos, de onde
esperam escapar, ao menos adiar o raio, o tiro ou o processo que os
eliminará, as obras do antropólogo e do pintor denunciam o status quo e
propõem um modo ativo de se manter em vida; denúncia que se diferencia
porque um antropólogo não é um pintor. O antropólogo mostra o
preconceito que subjaz ao cientificismo exuberante: fala-se de tudo
menos da mente que propicia seu cálculo; o pintor, mais próximo da cena
imediata do mundo, das “imagens apocalípticas de um presente que se
tornam cada vez mais metáforas do futuro” (Giannotti, idem). Mas como a
pintura de Marco Giannotti tematiza o apocalipse se seus quadros
ressaltam aspectos das metrópoles que conhecemos? Por uma solução de
aparência simples: pela quebra da cadeia de transmissão de que se
alimenta o sistema vigente. Concretamente: as tubulações, os oleodutos
deixam de ser artefatos transmissores para que se destaquem em si; não
como flashes, a serem estampados nas páginas de revista ou jornal,
senão como construções maquínicas, que, pelas variações cromáticas que
nelas se investem – a cor deixando de ser ornamento para que faça
reverberar a matéria – avançam sobre o expectador. Deste modo o
abstrato em Giannotti não é uma recusa do mundo , mas sim um ato de
resistência contra o mundo-posto-à-venda pelo marketing. Não é tampouco
um gesto contra a técnica, senão contra sua sujeição a um sistema
exploratório que sempre e mais nos aproxima da paralisia e da
destruição. É importante pois enfatizar que o realce do que nos seus
quadros não se diz tem a eficiência de que estaria desprovida a
figuração da catástrofe – esta seria semelhante a uma advertência, logo
consumida pelas milhares de mensagens “otimistas”, publicitárias do
sistema explorador e globalizante. O que não se diz demanda o poder de
imaginação da mente receptora; sua capacidade de intuir que as
tubulações, enquanto conectadas, são bombas de efeito retardado. Ao
desconectá-las e articulá-las ao tratamento das cores diversificadas,
explicita-se que o paraíso industrial encobre o inferno. Como ainda em
1996 afirmava Marco Giannotti: “Ao olhar para Cubatão temos a mesma
sensação de pavor e medo que temos ao olhar para um penhasco”. Isso
posto, podemos terminar com as palavras de Bateson, agora integradas em
um alvo pictórico: “A mente sem a matéria não pode existir; a matéria
sem a mente existe mas é inacessível”. A cosa mentale, a pintura, exige
que o receptor suplemente seus cortes e vazios.
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Sérgio Sister na Sílvia Cintra
A partir do dia 15 de setembro a Silvia Cintra Galeria de Arte apresenta exposição de trabalhos inéditos do pintor paulista Sérgio Sister. Fazem parte da mostra seis trabalhos, todos em óleo sobre tela, onde o artista através de diferentes pinceladas, busca a aproximação de cores e apreensão da luminosidade
Sérgio Sister nasceu em São Paulo em 1948 e no início da juventude iniciou seus estudos com desenho e pintura. Em 1967, aos 19 anos, participou da IX Bienal de São Paulo. A partir daí, Sérgio passou a dividir suas atividades entre a pintura e a militância política. Entre 1970 de 1971 foi preso político no Presídio Tiradentes. Durante este período o artista estreitou ainda mais sua relação com a própria obra, desenhando como forma de resistência.
Apesar desse início de trajetória artística acidentada por motivos políticos, Sérgio Sister voltou com força total nos anos 80, participando de importantes exposições institucionais, entre elas o Panorama da Arte Brasileira no MAM de São Paulo e a XXV Bienal de São Paulo, onde o artista apresentou uma série de pinturas metálicas.
É justamente a continuação desta série que o artista vai apresentar na mostra da galeria. São telas habitadas por uma grande variedade de pinceladas, distribuídas em faixas intercaladas de duas ou três cores com variações tonais. Além da preocupação de aproximar as cores sem corromper a potência de cada uma delas, toda a construção do trabalho de Sérgio Sister se baseia na busca da máxima apreensão da luz. Pensando nisso é que o artista utiliza também o pigmento metálico na cor que deixa a luz ainda mais acondicionada na tela
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PADRÕES AOS PEDAÇOS - O pensamento
contemporâneo na arte - Considerações finais
No último dia do simpósio, quarta-feira, a partir das 15h houve uma discussão com todos os participantes (palestrantes e plenária) visando a elaboração de um documento final sobre o simpósio, a ser redigido por: Priscila Arantes, Daniela Bousso, Celso Favaretto, Patrícia Canetti, Teixeira Coelho, Martin Grossmann, Daniela Kutschat e Maria Teresa Santoro.
Anotações feitas durante a discussão em 10/08/2005 (as anotações foram transformadas em um wiki e você pode acrescentar comentários a cada parágrafo. Esse grande rascunho coletivo será usado pelos relatores do texto final sobre o simpósio).
Veja as anotações finais
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SOBRE
O CANAL CONTEMPORÂNEO - Visite o sítio! www.canalcontemporaneo.art.br
Como
mandar o seu material para a pré-seleção do Canal Contemporâneo
Na pré-seleção,
estaremos organizando as mensagens enviadas no prazo e com as
informações necessárias para serem analisadas para a difusão no Canal. Os critérios de avaliação do Canal Contemporâneo se baseiam no interesse dos trabalhos apresentados e na trajetória artística do profissional no
circuito
de arte contemporânea brasileira, levando-se também em conta o espaço
disponível nos
e-nformes no
momento
da realização do evento.
1 - Envie sua
divulgação para canal@canalcontemporaneo.art.br;
2 - Com 15 dias de
antecedência, mande as informações básicas;
3 - No assunto coloque
a data, nome do artista e local;
4 - No corpo do emeio
coloque as informações de serviço completas:
data, nome do evento, nome do artista, local, endereço, telefones,
horários e conexões;
5 - Inclua textos de
imprensa, currículo e crítico em arquivos anexos, em doc ou pdf;
6 - 2 a 3 imagens em
jpg, em RGB, 200 dpis, com 500 pixels no menor
lado;
7 - Caso você ainda
não tenha as imagens e os textos, mande-nos uma
previsão de envio, que não deverá ser menor a 5 dias prévios à abertura
do evento;
8 - Para eventos em andamento, buscamos publicar na seção Circuito
imagens dos eventos, entrevistas ou qualquer material que não estaria
disponível antes do evento acontecer.
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Novas
regras para galerias e instituições
Devido
ao excesso de
trabalho e ao enxugamento de nossa equipe, enquanto for necessário para
o equilíbrio de nosso funcionamento, estaremos publicando o
material completo, texto e imagem, apenas das galerias e
instituições assinantes. As informações básicas para os eventos
selecionados serão mantidas, mas para ter o material integralmente publicado, será
preciso contribuir para o esforço coletivo de manutenção dessa
comunidade digital: www.canalcontemporaneo.art.br/assineocanal.
Estamos no momento
fora de nosso ponto de equilíbrio, recebendo mais material do que
podemos dar conta. Para voltarmos a nos equilibrar, precisamos diminuir
a
quantidade de material a ser trabalhado ou aumentar a quantidade de
assinaturas. Como os assinantes pessoas físicas representam 90% desse
nosso universo, está na hora dos outros integrantes de nossa
coletividade contribuírem para a auto-sustentabilidade do Canal,
principalmente as
instituições (2%), pois as galerias e produtoras já comparecem em 8%.
O fato é que essa proporção desproporcional é um reflexo do que
acontece em nosso circuito de arte, aonde artistas, teóricos e galerias
trabalham para dar sustento às nossas precárias instituições com o
objetivo de manter o nosso mercado de trabalho vivo. O resultado é que
estamos sempre cambaleando, pois necessitamos com urgência de agentes
institucionais participantes e conscientes de seus papéis nessa
engrenagem.
Resumindo: para ter o seu material publicado integralmente, a galeria
ou instituição deverá passar a contribuir para a manutenção do Canal. O
que não é nenhum absurdo, se considerarmos a abrangência dessa difusão
(quase todo território nacional, incluindo capitais, subúrbios e cidades do interior, e mais de 70
países)
e o valor irrisório cobrado. Absurdo seria, termos que aumentar
novamente a assinatura dos que comparecem para compensar essa
inadimplência.
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Funcionamento do
Fórum do Canal
Para ver e ler os textos publicados não é preciso se registrar na
plataforma do fórum.
Para escrever, responder, criar novos tópicos e votar nas enquetes é
preciso REGISTRAR, pois esse registro irá permitir, por exemplo, que a
pessoa seja avisada quando houver respostas às suas mensagens enviadas
ao fórum ou quando houver alguma msg pessoal (mesmo não tornando
público o emeio (padrão do registro), é possível mandar msgs pessoais
para os membros registrados no fórum).
Portanto, além de gerenciar tarefas específicas dessa plataforma, o
registro permite uma maior proximidade entre as pessoas desta
comunidade.
É possível se registrar e ainda se manter anônimo através da escolha do
nome do usuário. Por exemplo, se alguém colocar um apelido, será
reconhecido apenas pelo conjunto de pessoas mais próximas que tenham
conhecimento do mesmo.
O registro do Fórum nada tem a ver com o cadastro para recebimento dos
e-nformes ou com o cadastro de assinantes. São bancos de dados
distintos, cada qual com funções específicas ao seu funcionamento.
Passo-a-passo do registro no Fórum do Canal
- Na página do fórum, www.canalcontemporaneo.art.br/forum,
entre em
REGISTRAR (no menu da lateral esquerda);
- Leia as condições de registro e, aceitando, clique no link Aceito (no
final do texto);
- Preencha os campos e envie (apenas os quatro primeiros campos são
obrigatórios e o padrão em funcionamento oculta o seu emeio);
- A partir desse registro, entre em ENTRAR (no menu da lateral
esquerda)
para colocar o seu nome de usuário e senha;
- BUG - Caso depois disso, você não veja o seu nome de usuário no topo
do menu lateral, coloque novamente seu nome de usuário e senha nos
respectivos campos na parte inferior do menu lateral e clique em ENTRAR;
- Quando terminar a sua visita ao fórum, clique em SAIR junto ao seu
nome de usuário no topo do menu lateral.
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se registrar, clique aqui
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Modos de recebimento dos e-nformes
O Canal Contemporâneo publica de 3 a 4 e-nformes semanais, www.canalcontemporaneo.art.br/e-nformes,contendo
as informações selecionadas do material que é enviado de várias partes
do Brasil e do exterior.
- Para
receber de VÉSPERA a série COMPLETA dos e-nformes em sua versão
INTEGRAL,
faça uma assinatura semestral em www.canalcontemporaneo.art.br/assineocanal.
- Para
receber GRATUITAMENTE no DIA
DA PUBLICAÇÃO, ALGUNS de nossos e-nformes em sua edição SIMPLIFICADA, cadastre-se
em www.canalcontemporaneo.art.br/cadastro.
- As edições simplificadas enviadas às listas agregadas ao nosso
emailing são distribuídas AUTOMATICAMENTE e podem ser recebidas até o
DIA SEGUINTE. Para passar a receber os e-nformes GRATUITOS no
MESMO DIA, é necessário cadastrar-se on line: www.canalcontemporaneo.art.br/cadastro.
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Para
deixar de receber os e-nformes, basta clicar aqui e enviar um
emeio com REMOVER no assunto. / To leave our mailing list, just click here and send an email with REMOVE on the subject.