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ES/PE/RJ/SP/Portugal Coletiva na inauguração da Galeria Leme / Laura Marsiaj na Feira Internacional de Arte Contemporânea de Lisboa
ANO 4 - N. 131 / 16 de novembro de 2004



NESTA EDIÇÃO:
Coletiva na inauguração da Galeria Mariana Moura, Recife
Coletiva na inauguração da Galeria Leme, São Paulo
Marcus André e Raquel Gralheiro na Virgilio, São Paulo
CIRCUITO: Luiz Sôlha na Baró Cruz, São Paulo
XI Encontro do Programa de PPGAV EBA no CCBB e na Darcy Ribeiro, Rio de Janeiro
Laura Marsiaj na Feira
Internacional de Arte Contemporânea de Lisboa
, Portugal
DEBATES:
Jornada Brasil Espanha no MAC, Niterói
Como ser MAES: Encontros no Museu de Arte do Espírito Santo, Vitória
Reunião sobre a Câmara Setorial de Artes Visuais no MariaAntonia, São Paulo



Carlos Melo

Alexandre Nóbrega, Carlos Melo, Gil Vicente, José Patrício, Laura Vinci, Marcelo Silveira, Martinho Patrício

18 de novembro a 18 de dezembro de 2004

Galeria Mariana Moura
Av. Rui Barbosa  735
Graças  Recife  PE
81-3421-3725
www.marianamoura.com.br
Segunda a sexta, das 11h às 20h; sábados, das 11h às 16h.
Preço das obras: de R$ 1,5 mil a R$ 20 mil.

Visite o portfolio de Laura Vinci no Canal Contemporâneo



Leia o release da exposição.

Leia o texto de Moacir dos Anjos.


Este material foi enviado por Mariana Moura Sales (marimoura@uol.com.br)

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Camila Sposati, Fernanda Chieco, Paul Hosking, Richard Galpin, Rosana Palazyan

18 de novembro a 17 de dezembro de 2004

Galeria Leme
Rua Agostinho Cantu  88
Butantã  São Paulo
11-3814-8184 / 8564
info@galerialeme.com
www.galerialeme.com
Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, 10h às 17h.


Este material foi enviado por Galeria Leme (info@galerialeme.com).
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Marcus André

Raquel Gralheiro

18 de novembro, quinta-feira, 20h

Galeria Virgilio
Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto  426
Pinheiros  São Paulo
11-3062-9446 / 3061-2999
artevirgilio@uol.com.br
www.espacovirgilio.com.br
Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado e feriados, das 10h às 16h.
Exposição até 11 de dezembro de 2004.



Leia o release da exposição.

Leia o texto de Paulo Reis sobre a exposição de
Raquel Gralheiro.

Leia o texto de Afonso Luz sobre a exposição de Marcus André.


Este material foi enviado por Galeria Virgílio (artevirgilio@uol.com.br
).
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Circuito
Luiz Sôlha

10 de novembro a 18 de dezembro de 2004

Galeria Baró Cruz
Rua Clodomiro Amazonas  526-8
Itaim  São Paulo
11-3167-0830
galeria@barocruz.com
www.barocruz.com
Terça a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 17h.


Leia o release da exposição.

Este material foi enviado por Galeria Baró Cruz (galeria@barocruz.com).
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XI Encontro do Programa de Pós-Graduação - EBA - UFRJ

Exposição do Programa de Pós-Graduação EBA UFRJ
Alexandre Sá, Arthur Leandro, Cadu, Cezar Bartholomeu, Claudia Tavares, Cristina de Pádula, Cristina Pape, Cristina Salgado, Daniel Biulchi, Felipe Barbosa, Giordani Maia, João Modé, Lícius Bossolan, Lau Caminha Aguiar, Lívia Flores, Martha Werneck, Nicholas Martins, Paula Darriba, Paula Scampararini, Silvio Tavares, Simone Michelin, Valéria Faria

16 a 19 de novembro de 2004

Escola de Cinema Darcy Ribeiro
Rua da Alfândega  5
(em frente à entrada do CCBB na Rua 1º de Março)
Centro  Rio de Janeiro
21-2516-3527
+
Mesa-redonda
Tema: Paisagem - Reflexões, Contextualizações

16 a 18 de novembro de 2004

Centro Cultural do Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março  66
Auditório  3° andar
Centro  Rio de Janeiro
21-3808-2030
Maiores informações: www.eba.ufrj.br

Veja a programação das mesas-redondas.

Este material foi enviado por Eduardo Costa (caducosta@alternex.com.br).
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Feira Internacional de Arte Contemporânea de Lisboa
Laura Marsiaj Arte Contemporânea

18 a 22 de novembro de 2004

Feira Internacional de Arte Contemporânea de Lisboa
Rua do Bojador  s/n
Parque das Nações
Pavilhão IV  Stand 4C05
Lisboa  Portugal

Inaugurada no Rio de Janeiro em 2000, a Laura Marsiaj Arte Contemporânea tem como objetivo ser ponto de referência para colecionadores e apreciadores de arte contemporânea. Seu foco está na formação de público e na revitalização da cena artística carioca. Em sua primeira participação no evento, que acontece de, em Portugal, a galeria estará apresentando trabalhos de Brígida Baltar, Daisy Xavier, Lenora de Barros e Marcos Chaves.

A Laura Marsiaj Arte Contemporânea representa tanto jovens artistas em ascensão, como artistas com carreiras já consolidadas, dentre eles Anna Bella Geiger, Anne Deleporte, Arnaldo Antunes, Brígida Baltar, Carlos Bevilacqua, Daisy Xavier, Eduardo Costa, Eduardo Kac, Felipe Barbosa, Hildebrando de Castro, Julio Grinblatt, Julio Ghiorzi, Lenora de Barros, Lucia Laguna, Luiz Zerbini, Márcia Xavier, Mariannita Luzzati, Marcos Chaves, Marcos Vasconcellos, Niura Bellavinha, Otto Sulzbach, Rosana Ricalde, Rosângela Rennó e Tatiana Grinberg.

Este material foi enviado por Laura Marsiaj Arte Contemporânea (laura@lauramarsiaj.com.br).
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Ciclo de palestras
Jornada Brasil Espanha

18 e 19 de novembro de 2004

Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Mirante da Boa Viagem  s/n
Boa Viagem  Niterói  RJ
21-2620-2400
www.macniteroi.com
Realização: Departamento de Museus e Centros Culturais, IPHAN.
Maiores informações: (61) 414-6176 / 6186 / 6199


Veja a programação.


Este material foi enviado
pelo Departamento de Museus e Centros Culturais (emu@iphan.gov.br)
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Mesa-redonda e Workshop
Como ser MAES: Encontros no Museu de Arte do Espírito Santo

19 e 20 de novembro de 2004

Museu de Arte do Espírito Santo
Auditório
Av. Jerônimo Monteiro  631
Centro  Vitória  ES
27-3132-8390
marte.es@ig.com.br
Concepção e mediação dos encontros: Waldir Barreto
Realização: Secretaria Estadual de Cultura do Espírito Santo e Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de Vitória.
Apoio: Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo - BANDES



Ciclo de encontros e workshops promovidos pela Secretaria Estadual de Cultura e pelo Museu de Arte do Espírito Santo, com profissionais de todo o país, renomados por suas atuações no setor de museus de arte.

Os encontros se distribuirão entre setembro e novembro deste ano, abordando tematicamente a questão comum de uma suposta “crise de identidade dos museus de arte no Brasil”.


Veja a programação.

Saiba mais sobre os participantes.

Este material foi enviado por por Waldir Barreto (waldir_barreto@terra.com.br).
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Reunião sobre a Câmara Setorial de Artes Visuais
Em pauta: as áreas que devem ser assistidas por uma câmara de artes visuais e a divisão da mesma em sub-câmaras e indicação de nomes para compor os 20 membros que formarão a CS de Artes Visuais

18 de novembro, quinta-feira, 19h

Centro Universitário Maria Antonia
Rua Maria Antonia 294
Vila Buarque
São Paulo - SP
11-3255-7182

IMPORTANTE: Participe da lista de discussão, envie uma msg para visuais-subscribe@yahoogrupos.com.br e responda a confirmação para começar a enviar e receber msgs da lista.

Leia o resumo da primeira reunião realizada na Pinacoteca de São Paulo, na segunda, 9 de novembro de 2004.

Este material foi enviado por visuais@yahoogrupos.com.br.


TEXTOS DO E-NFORME

Inauguração da Galeria Mariana Moura

A Galeria Mariana Moura inaugura seu espaço na Avenida Rui Barbosa, em Recife com uma exposição coletiva que reúne trabalhos inéditos de sete artistas brasileiros, Alexandre Nóbrega, Carlos Melo, José Patrício, Gil Vicente, Martinho Patrício, Marcelo Silveira e Laura Vinci.

A galeria se dedicará à produção de arte contemporânea, valorizando a produção local e propondo intercâmbios com artistas de todo o território nacional, bem como também receberá projetos especiais de artistas estrangeiros. O espaço enfatizará novos meios e obras de caráter experimental, valorizando o processo de criação artística.

O papel da galeria irá além da representação comercial de seu time de artistas, pretende acompanhar de perto a carreira de seus artistas, ajudando na edição de livros e catálogos, na produção de exposições institucionais nacionais e internacionais, estabelecendo contatos com colecionadores do Brasil e do Mundo. A galeria pretende agir de maneira ativa dentro do circuito de arte contemporânea brasileira e se lançar num futuro próximo, por meio de parcerias, no circuito de feiras internacionais.

Nesta primeira exposição, o nosso time é formado por artistas já consagrados nacionalmente, pertencentes a uma mesma geração. A exposição apresenta diversidade de poéticas e de meios, é marcada por um forte caráter experimental e poder inventivo. Como registrou o curador e crítico Moacir dos Anjos no texto escrito especialmente para esta exposição: “Dividindo o mesmo espaço expositivo, os trabalhos dos sete artistas aqui reunidos estabelecem, de modo inequívoco, os marcos da singularidade inventiva com que buscam se relacionar com o mundo.”

Todos os sete artistas já participaram de exposições nacionais importantes, tiveram seus trabalhos analisados por renomados críticos brasileiros, editaram catálogos ou livros relevantes e, aos poucos, estão se lançando no circuito de arte internacional. São artistas que vivem vigorosa e intensamente o circuito de arte contemporânea brasileira.

A galeria é dirigida por Mariana Moura Sales, especialista em História da Arte pela Fundação Armando álvares Penteado (FAAP), com passagem pela Galeria Nara Roesler em São Paulo na execução de projetos especiais e feiras internacionais.

O espaço pretende abrir caminhos, compartir idéias, expandir, unir forças, fazer parte deste momento especial e eufórico em que vive o cenário das artes plásticas no Recife. A galeria acredita que esta força da cena local é resultado da persistência de desbravadores, sejam artistas, curadores, críticos, galeristas ou colecionadores que mesmo diante das inúmeras dificuldades acreditaram no vigor de nossa produção cultural, singular e francamente universal. A Galeria Mariana Moura tentará seguir estes exemplos com profundo empenho.

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Marcos de Invenção

MOACIR DOS ANJOS

Ao longo dos anos recentes, o campo artístico do Recife experimentou mudanças que atestam o seu amadurecimento: os artistas que aqui vivem, ou que expõem na cidade com freqüência, adquiriram projeção maior e crescente em diversos outros centros de difusão; novas instituições surgiram e todas diversificaram suas ações, contribuindo para ampliar o repertório visual daqueles que as freqüentam; as galerias, por fim, profissionalizam gradualmente suas atividades, cativando o público, distribuindo a produção dos artistas e estimulando a prática do colecionismo de arte contemporânea.

A inauguração da Galeria Mariana Moura é bem-vinda, portanto, por ser índice dessas mudanças e por adensar mais ainda um ambiente dinâmico e em expansão. Reunidos para marcar essa abertura, cinco artistas pernambucanos (Alexandre Nóbrega, Carlos Mélo, Gil Vicente, José Patrício e Marcelo Silveira), um da Paraíba (Martinho Patrício) e uma de São Paulo (Laura Vinci) mostram trabalhos representativos de suas produções. A unir o trabalho desses originais criadores, o fato de pertencerem a uma mesma geração e possuírem obras reconhecidamente maduras.

Alexandre Nóbrega apresenta desenhos recentes em tons de preto, branco e cinza, sugerindo formas transitórias que escapam à catalogação do que é abstração ou figura. Se em alguns deles o olho vê só manchas, em outros os traços demarcam, de modo quase nítido, as formas de objetos atados à memória do cotidiano. é dessa ambígua representação do mundo que tece a potência das pinturas, gravuras ou desenhos que cria.

Carlos Melo mostra fotografias em que dá seguimento à investigação do lugar que o corpo ocupa no mundo. Abraçado a uma árvore e sem mostrar jamais o rosto, o artista recria a percepção de superfícies onde seu corpo adere como outra pele e dele toma características que lhe são estranhas, procedendo à sua diluição física no espaço. Promovendo contatos entre matérias desiguais, concede propriedades espaciais novas ao local em que se insere e, em troca, seu corpo vira grafismo ou mancha cromática

Após período longo dedicado à construção de memorável série de desenhos feitos em nanquim, Gil Vicente apresenta pinturas recentes feitas em guache sobre papel. Nelas, retoma e aprofunda a questão que mais o mobiliza: confrontar o olhar disciplinado diante do mundo factual e o interesse pela coisa-pintura. Deste embate emerge uma tensão entre elementos figurativos e não-figurativos, entre formas que o olhar captura e outras que o olho não vê. Quanto menos apaziguada esta tensão, maior o poder expressivo de seus trabalhos e maior sua capacidade de resistir a classificações.
 
Obedecendo a regras de encadeamento por ele definidas, José Patrício justapõe, sobre o piso, inúmeras peças de dominó. Através desse procedimento, o artista combina unidades modulares em superfícies amplas que lembram aos olhos estruturas maleáveis e unas, como se as pedras fossem partes de mosaicos ou pedaços de tapeçaria. Por ser jogo, o dominó pode ser mesmo tomado como metáfora do que cerca sua obra: é feito de regras fixas que organizam movimentos e envolve, simultaneamente, o eventual e o imprevisto.

Marcelo Silveira exibe trabalho inédito que enfraquece ainda mais a distinção, em sua obra, entre escultura e instalação: assenta um objeto pesado - esculpido em madeira - sobre malha feita de tiras plásticas que estica acima das cabeças do público. Sem pretender representar coisa qualquer do mundo, esse trabalho sugere uma temporalidade distinta ao observador, não importa quanto tempo com ele se partilhe: em vez da análise que descreve, a especulação dos sentidos que embute.

Martinho Patrício - morador de João Pessoa mas com trajetória feita também no Recife - usa quase somente tecidos em seus trabalhos, tais como veludo, cetim ou linho. é por meio do corte, da dobra e da costura de panos que o artista promove a junção original de elementos litúrgicos e lúdicos próprios de seu lugar de origem a códigos simbólicos construtivos, aproximando aquilo que parecia distante e criando uma obra única, a qual ata ainda cor e volume.

Residente em São Paulo e única mulher desse grupo de artistas, Laura Vinci apresenta escultura feita em mármore branco que repousa sobre o chão. Embora claramente informada pela história da arte (o trabalho aqui exibido faz alusão à obra de Constantin Brancusi), a trajetória da artista rejeita tanto a estabilidade das filiações quanto o repouso dos estados das matérias que usa, ancorando sua obra, ao contrário, em idéias de transitividade e fluxo.

Dividindo o mesmo espaço expositivo, os trabalhos dos sete artistas aqui reunidos estabelecem, de modo inequívoco, os marcos da singularidade inventiva com que buscam se relacionar com o mundo. 

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Coletiva na inauguração da Galeria Leme

O economista e colecionador Eduardo Leme abre, dia 17 de novembro, a partir das 18 horas, sua galeria de arte em São Paulo somente para convidados.
 
Edu Leme vem colecionando arte contemporânea nos últimos 15 anos sendo que nos últimos cinco começou a olhar também para o mercado de jovens artistas internacionais, participando de degree shows das mais respeitadas universidades, e de várias feiras internacionais atrás de novos artistas e galeristas.
 
Após um ano de construção e com projeto de Paulo Mendes da Rocha, a galeria, toda em concreto e com um pé direito que chega a 9 metros e luz natural de uma clarabóia central, será inaugurada com uma mostra de cinco de seus artistas representados.
 
Como o foco da galeria é a arte contemporânea e emergente nacional e internacional, dois artistas ingleses também estarão presentes na abertura - Paul Hosking e Richard Galpin.
 
Paul Hosking, vem de uma individual em LA na Karin Lovegrove Gallery, uma coletiva na André Viana em Portugal e um group show em Londres no MW project e em Athenas. Paul, britânico também, trabalha como assistente do renomado artista inglês Michael Craig Martin e passa a ser representado pela galeria.
 
Richard Galpin, britânico também, representado pela Hales Gallery de Londres, com participação em coletivas nos Estados Unidos - São Francisco e NY -, Portugal e Inglaterra e com uma individual agendada para o inicio do ano que vem na Roebling Hall em NY participa com dois trabalhos feitos especialmente para a exposição sobre fotos tiradas em São Paulo ano passado quando esteve aqui para captação de imagens.
 
Participam também da abertura Camila Sposati, Rosana Palazyan e Fernanda Chieco, todas brasileiras, porém tanto Fernanda como Camila residem há vários anos em Londres, onde fizeram seus MA in Fine Arts.
 
Camila Sposati, que acaba de apresentar e curar uma exposição em Belém, apresenta um novo vídeo onde, sob a projeção na parede, existem desenhos de acetato colados por eletrostática.
 
Fernanda Chieco, também representada pela O'Hanna Gallery de Londres, acaba de participar da Zoo art fair e irá mostrar um desenho de 8 metros de comprimento.
 
Rosana Palazyan, que está presente na 26a. Bienal Internacional de São Paulo e acabou de realizar uma grande mostra individual no CCBB da mesma cidade, completa o time da mostra.
 
A proposta da galeria será de sempre tazer artistas promissores e emergentes, e não somente suas obras, para que haja uma integração com a comunidade artística local, bem como com colecionadores e interessados. Para tanto, será destinada uma área para um studio / residência onde se possam hospedar os artistas escolhidos.


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A Galeria Virgilio expõe 2 individuais simultãneas de Raquel Gralheiro e Marcus André

No primeiro piso a artista portuguesa faz sua primeira individual em galeria no Brasil com pinturas e objetos.

Segundo Paulo Reis, Raquel Gralheiro constrói um labirinto de apropriações altamente reconhecíveis, com suas damas rococós, anjos pós-rafaelistas, pin-ups de revistas antigas, arabescos florais de maçãs – fruta utilizada na pintura renascentista como símbolo de pecado original –, monalisas pós-modernas posando de Marilyn Monroe mescladas às balas candy, formando um caleidoscópio de cores e citações.

A artista busca desenvolver o potencial plástico e semiótico, unindo o conceito de objet trouvé ao de readymade, criando uma nova percepção sobre objetos do cotidiano que, por mais barato que sejam, apresentam ,dentro do sistema capitalista, alguma noção de valor. Esse é o vetor central na obra de
Raquel Galheiro.

Marcus André se abre agora, no que podemos supor ser um novo momento de seu trabalho, para uma maior soltura, alcançada depois de seu mergulho na culinária do ateliê, deixando-se experimentar uma nova relação com as cores que podem proliferar em seu quadro sem facilidades, mantida de outro modo uma unidade de luminosidade e de tons serenos.

Encontramos ali uma natureza não-representável, nada de imagens verdejantes e pitorescas projetando um país imaginado, uma nacionalidade vazia em sua fixação de identidade, mas uma experiência viva do tomar forma, do fazer-se espontâneo e incessante do que se expõe ao tempo e acolhe seu desígnio enérgico. Nada da exuberância pra consumo externo; muito da vivência erosiva de um lugar que de tão instável está sempre a ponto de virar um lugar nenhum, escreveu Afonso Luz


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Preleções sobre estética na obra de Raquel Gralheiro

PAULO REIS

Nas Preleções sobre Estética, o pensador Friedrich Schiller (1759-1805) comenta que não pode haver nenhuma regra objetiva do gosto, mas apenas um critério empírico do belo, pois se pede conselho junto àquilo no que todas as épocas concordaram. é lógico que Schiller não está escrevendo sobre a arte de hoje, mas sobre a arte de seu tempo... e mesmo assim quando artistas passavam a deixar o classicismo de lado e se aventuravam pela incorporação de um gosto, digamos assim, mas burguês. já suscitavam um desconforto para os estetas.

Quando Schiller escreveu tais preleções, no rigoroso inverno de 1792, o rococó se impunha como modelo de beleza, aliciando o gosto para o adamascado, o bordado, os arabescos, as colunas, a assimetria das formas. O rococó, estilo que somente recuperou seu real valor na história da arte do século XX, uniu o esmero ilusionista barroco ao requinte decorativo.

O artista rococó, ao contrário do barroco, se apropriava de moldes decorativos - previamente elaborados em oficinas artesanais - e os reconfigurava em outro espaço, juntando imagens existentes com outras criadas, numa espécie de assemblage pós-moderna, pois o rococó foi a primeira escola de apropriações na história ocidental da arte, tendo, em sua gênese, uma atitude indicial de pós-modernidade.

Podemos sentir na obra da artista Raquel Gralheiro um quê de rococó pós-moderno. é claro que sua obra deve ser lida como parte do repertório típico da pós-modernidade, pois o que a artista faz é um comentário visual de toda a imagerie que se constitui do passado da arte, no seu caso, a contemporânea. é assim uma espécie de puzzle de referências, juntando a pop art ao design, os slogans publicitários massificados pelas revistas de tvs (ou cor de rosa como se diz em Portugal) às questões da pintura contemporânea.

Através de objetos e pinturas, Raquel Gralheiro constrói um labirinto de apropriações altamente reconhecíveis, com suas damas rococós, anjos pós-rafaelistas, pin-ups de revistas antigas, arabescos florais de maçãs - fruta utilizada na pintura renascentista como símbolo de pecado original -, monalisas pós-modernas posando de Marilyn Monroe mescladas às balas candy, formando um caleidoscópio de cores e citações.

São como babycakes e têm a cara dos dias atuais, com suas reviravoltas políticas, econômicas e sexuais. Afinal, a arte contemporânea se confunde com a própria história da arte de nossos tempos, ainda mais quando se funda sobre o argumento de uma crítica ao artificialismo do projeto moderno. A modernidade que se opôs primeiramente ao canônico acabou por revelar-se ela mesma um cânone de moderno. é contra este fetiche de museologismo, contra a unanimidade mercantilista dos artistas paradigmas de ações na bolsa de valores, que a arte contemporânea busca fundamentar-se.

Cria-se, assim, a ilusão de que, afinal, tudo é inútil e falso. Dessa forma, o Puppy, de Jeff Koons, toma lugar da Merda do artista, de Piero Manzoni, como a última boutade moderna. Num mundo onde o gosto pode flutuar como cotações na bolsa, o gosto é hoje uma trincheira que protege o homem da sensibilidade rude e da selvageria – apenas para retomar o conceito de gosto em Schiller. O kitsch, como suas lojas de 1,99, torna-se para o artista contemporâneo o último baluarte dos atributos estéticos do kitsch.

Por mais reles que sejam, estes gadgets são símbolos do status vigente: aí reside a diferença latitudinal entre países ricos e pobres; entre o que se produz de bom grado e o que se é obrigado a produzir para sobreviver. Não podemos esquecer que as grandes marcas do sistema capitalista do hemisfério Sul produzem suas peças nos hemisférios e latitudes dos paises pobres ou miseráveis.
Se o mundo se transformou em um híbrido de selvageria, gosto kitsch e imperialismo capitalista, nada melhor que devolver a este mundo, através da provocação, da ironia, dos trocadilhos, da apropriação dos gadgets, o seu próprio produto.

Através de um sistema combinado de idéia e matéria, a artista busca desenvolver o potencial plástico e semiótico, unindo o conceito de objet trouvé ao de readymade, criando uma nova percepção sobre objetos do cotidiano que, por mais barato que sejam, apresentam ,dentro do sistema capitalista, alguma noção de valor. Esse é o vetor central na obra de Rachel Galheiro.

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Paisagens Deslocadas

AFONSO LUZ

Se os anos 80 foram marcados, também entre nós, pela reabertura do campo pictórico, houve, ao mesmo tempo, enorme ocorrência de equívocos quanto ao significado desta retomada. Vemos isto em muitos dos trabalhos apresentados pelas recentes exposições de “balanço histórico” no Rio e em São Paulo. Sem dúvida, confrontada com a presença de um Jorge Guinle que naqueles anos produziu obra de rara densidade plástica, toda a euforia de época parece boiar na superfície do fenômeno artístico. Decantação, hoje mais visível do que nunca, que demonstra o quão superficial era aquela palavra de ordem geracional, em muitos casos não intentando outra coisa que a simples comercialização publicitária de um comportamento juvenil. Passado o tempo, havendo nele quem incorporasse o que de melhor se refletia esteticamente, temos hoje uma leva de pintores oriundos dali que, afastados da banalidade a que aderiram ou os envolveu desavisadamente, conseguiu reafirmar-se com consistência e vem buscando caminhos variados para tornar a longa tradição da pintura um meio contemporâneo de pensamento plástico. Podemos rapidamente enumerar, sem que façamos juízos e distinções que devem ser feitos, alguns desses artistas que suscitam a atenção comum: Paulo Pasta, Cristina Canale, Fábio Miguez, Rodrigo Andrade, Beatriz Milhazes... Não intentando fazer listas, somente menções que sugiram o campo, caberia incluir a produção de Marcus André nesta constelação para pensarmos ainda de um outro modo a arte que faz-se hoje entre nós.

As recentes pinturas realizadas nos anos 2000 dão uma virada significativa em seus trabalhos dos anos 90 ao proporem-nos outras circunstancias pictóricas e desdobramentos. Marcus rompeu através de experiências com a gravura, feitas uma parte aqui e outra nos Estados Unidos, seu primeiro contato com a pintura no clima eufórico do Parque Lage, podendo retomar a lida com os “pincéis” durante toda a década passada pela via de uma restrição radical de seu experimento artístico de meios - seu vocabulário cromático, sua dinâmica de superfície com a espessura de pigmento, sua captação de luz com materiais reflexos e densidades translúcidas a recobrirem o quadro – produzindo a enorme afinidade sua com uma encáustica bem carregada de cera que manipulou com grande domínio. Para além dessa restrita dieta de ateliê, se ocupou em desvencilhar a experiência da fatura dum figurativismo arbitrário e banal com o qual se engraçara pela onda neo-pop daqueles primeiros anos. Elegendo, ou melhor, descobrindo a paisagem como sua fonte de inquietude, abriu mão de outro equívoco que foi o de dar centralidade à pesquisa da “imagem” que obsedou os olhos de muita gente naqueles anos 90 deslumbrados com as “novas mídias”. O que pareceria mera profissão de fé artística, inevitavelmente conservadora pelos termos da adesão se considerada por qualquer adepto da inovação pura e simples, revela-se hoje um consistente aparato de presentificação da pintura bem mais promissor aos nossos olhos do que outras tantas estilizações glorificadas por agora.

Desde sempre, vale dizer, a pintura é uma arte do tempo; ainda que tal fato fique aparente apenas com as pesquisas artísticas modernas de meados do XIX para cá. Uma temporalidade nova emerge a cada quadro pintado, como se pinturas fossem máquinas de evocar o tempo em seu feitio desmedido, pondo-nos em contato com certa dimensão “metafísica” desse fenômeno que sempre abalou as estruturações quase sólidas da racionalidade. Pintar é refletir o tempo, é um pôr-se e um tirar-se do tempo. Não há quem esteja frente à pintura, seja ela qual for desde que boa, e não experimente a sensação de abertura para o desconhecido da duração, vivida em conseqüência das maneiras de se fazer presente que possuem um quadro pintado. Seja pelo aparecer ou apagar-se do gesto que o instaura com suas marcas e rastros; seja pela sua atividade que mobiliza ao jogo o intelecto (pela construção em estratégias de “compor”, “formar”, “figurar”); ou, ainda, no trazer a tona suas referências históricas, estéticas e culturais; ou, tão simplesmente, pelo abandono súbito que produz carregando-nos o corpo para fora de seu estado e atirando-o numa dimensão contemplativa que é pura reflexividade; cada pintura refunda o tempo. Tudo em uma pintura é vivido pelo olhar como a aparição de um tempo que instaura sua própria medida e que nos remove da fixidez crono-gramada. Daí que, mesmo com toda a inovação tecnológica acelerada no gerar e repor velozmente os padrões e dispositivos de imagem, algo tão arcaico e sem pretensão como a pintura possa ser um poderoso instrumento de desautomatização do olhar, pura potência de atualizá-lo, como nada mais que conhecemos tem. Sempre erra quem atribui ao quadro caráter estático de retícula a nos dispor imagens, como se fosse um monitor de televisão, uma caixa de produzir representações no espaço.

As últimas telas de Marcus André são muito atentas a isto. Se antes, em pinturas que apresentavam vibração esfumaçada e ruído atmosférico, podíamos nos surpreender quando, acompanhando a superfície bidimensional carregada de granulações e resíduos sobrepostos, o plano se abria para um espaço incerto, evocando-nos a sensação de vagas paisagens cosmológicas; agora tudo se radicalizou numa unidade mais forte de procedimento, fatura e furtiva ilusão visual, sem que possamos nos decidir sobre o que vemos a cada momento. No painel aqui exposto, ao transpor a suspensão do jogo instável entre plano e profundidade, vemos uma paisagem delineada no escorrimento da tinta. O resíduo quase acidental de fluxos pela inclinação do quadro desenha em incerta escala um território árido, sem identidade nem cor local, lugar que pode ser bem uma cadeia de montanhas, se exagerada sua distância, ou uma ondulação de areia no chão de praia desbastado pelo vento, se aproximada. De todo modo, menos um lugar característico e mais uma topografia acidentada, testemunho do correr da vida roendo o tecido aparente das coisas e as devolvendo à horizontalidade acomodada de sua carne, de sua matéria grave. é como se vê na parte direita do painel, num acumulo de estrias de cor que já não delineiam nada, puro sedimento, mera rugosidade chã. Mas tudo não passa de um acaso, verificável na contrariedade de sentidos que por um momento se apagou em nossa imaginação: o da tinta que escorria da direita para esquerda numa sutil diagonal e o da paisagem que é erodida como que num contrafluxo. Talvez sejam esses respingos de tinta a confundir a vista quanto a suas verticalidades... Sem dúvida a extensão lateral decorrente da junção de duas telas produziu uma horizontalidade que empresta grandeza a sensação, um aspecto panorâmico acontece ali, não por acaso.

Agrada-nos ver como Marcus André se abre agora, no que podemos supor ser um novo momento de seu trabalho, para uma maior soltura, alcançada depois de seu mergulho na culinária do ateliê, deixando-se experimentar uma nova relação com as cores que podem proliferar em seu quadro sem facilidades, mantida de outro modo uma unidade de luminosidade e de tons serenos. A força dessa nova paisagem está muito em sua emergência inusitada, que guarda similaridade com o como o tema ressurge para o artista em seu percurso guiado pela materialidade do fazer pictórico, absorção de um vivido pela técnica. Encontramos ali uma natureza não-representável, nada de imagens verdejantes e pitorescas projetando um país imaginado, uma nacionalidade vazia em sua fixação de identidade, mas uma experiência viva do tomar forma, do fazer-se espontâneo e incessante do que se expõe ao tempo e acolhe seu desígnio enérgico. Nada da exuberância pra consumo externo; muito da vivência erosiva de um lugar que de tão instável está sempre a ponto de virar um lugar nenhum.

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Luiz Sôlha na Baró Cruz

Continuando a proposta de mostrar novas leituras da arte atual (ou contemporânea) Baró Cruz apresenta a série Pinturas do artista paulistano Luiz Sôlha.

Segundo Felipe Chaimovich que escreve o texto do catálogo da exposição,  "Luiz Sôlha é um desenhista que lança mão de complexa técnica de pintura para figurar minuciosamente pela tinta as idéias projetadas".
São várias as referências que encontramos na série Pinturas: desde uma tradição informalista americana quanto ao tratamento da forma, na mais pura tradição pop ao fazer da tinta a protagonista da obra, sem esquecer a pessoal interpretação sobre a representação fotográfica.

Segundo o próprio artista diz, "Ao espremer o tubo de tinta a óleo na palheta, provoco uma escultura de cor. Fotografo com lente macro, gerando imagens agigantadas deste micro universo em closes com focos e desfocamentos que reproduzo a óleo sobre tela, em grandes formatos. Eu não uso projetor, mas a pintura busca um realismo que conversa com o abstrato ao mesmo tempo. Todas as telas recebem como título a própria composição química da cor. Exemplo: Dioxazine Purple, Titanium White, etc."
 
Luiz Sôlha é desenhista. Lança mão de complexa técnica de pintura para figurar minuciosamente pela tinta as idéias projetadas.

O artista trabalha ao mesmo tempo em três ou quatro telas, cada qual com sua palheta, seu pano para limpar pincel e seus tubos de tinta. Como numa batalha com muitas frontes, as dificuldades comuns entre os estágio de execução das obras são enfrentadas em paralelo, conforme a natureza cromática dos problemas.

Porém, na mesa do ateliê, um mapa dos objetivos perseguidos coordena a tática pictórica. Nela Sôlha arranja fotografias que lhe servem de referência, executando seus quadros por livre análise visual comparativa com elas, pois o artista pinta diretamente sobre o suporte branco, sem qualquer esquema gráfico preparatório. O ponto da finalização do trabalho é dado pelo sucesso em semelhar as imagens modelares com uma pintura lisa, construída demoradamente por velaturas sobrepostas.

A prática cotidiana do pintar tornou-se objeto de reflexão na série aqui reunida. As telas figuram montes de tinta à óleo espremidos de tubos e são coloridas com a mesma coisa figurada.

A matéria-prima da pintura é tratada como modelo escultórico, registrado em imagens bidimensionais da câmara fotográfica. As composições resultantes nos quadros partem das fotos, enfatizando a óleo o brilho sensual da viscosidade untuosa da cor em pasta.

Cada quadro se intitula conforme o pigmento nomeado no rótulo da embalagem comercial das tintas pintadas: Alizarin Crimson and White, Ivory Black, Cadmium-Barium Red Deep, Dioxazine Purple, Naples Yellow, Cerulean Blue.

As cores protagonistas mostram-se volumosas, contrastando com o fundo abstrato e plano das manchas de palhetas. A textura de tintas já usadas e os rastros de pincel sobre os borrões secos aparecem em segundo plano. Como em cena trágica, vemos o personagem principal exibido momentos antes de um pintor imaginário esmagá-lo com seus instrumentos: reduzindo a lustrosa cor recém-espremida do tubo a empaste plano e gasto conforme a utilize o artista fictício, finalmente se igualará figura e fundo.

Prevalece, porém, imagem do instante fugidio em que o óleo ainda é apenas o rico elemento em estado bruto, a pura possibilidade primitiva da pintura.

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Programação do XI Encontro do Programa de Pós-Graduação - EBA - UFRJ:

16 de novembro, terça-feira

10h
Abertura do Evento e Inscrições

10h30
Mesa-Redonda - Palestrantes: Ricardo Basbaum (UERJ) Paulo Knauss (UFF) Vladimir Machado (UFRJ) José Henrique Moreira (UFRJ) mediação: Maria Luisa Luz Tavora (UFRJ)

11h30
Debate dos Palestrantes

14h
Comunicações apresentações de pesquisas desenvolvidas em Universidades Brasileiras duração de 15 minutos cada

16h
Palavra do Artista com Lygia Eluf (UNICAMP)

17 de novembro, quarta-feira


10h30
Mesa-Redonda - Palestrantes: Sheila Cabo (UERJ) Hélio Vianna (UFRJ) Rogério Medeiros (UFRJ) Elenise Monteiro Guimarães (UFRJ) mediação: Rosza Vel Zoladz (UFRJ)

11h30
Debate dos Palestrantes

14h
Comunicações apresentações de pesquisas desenvolvidas em Universidades Brasileiras duração de 15 minutos cada

16h
Palavra do Artista com Carlos Zílio (UFRJ)

18 de novembro, quinta-feira

10h30
Mesa-Redonda - Palestrantes: Zeca Ligiero (UNIRIO) Carlos Terra (UFRJ) Ana Maria Monteiro (PUC-RIO) Edna Lúcia Cunha Lima (PUC-RIO) mediação: Paulo Venâncio (UFRJ)

11h30
Debate dos Palestrantes

14h
Comunicações apresentações de pesquisas desenvolvidas em Universidades Brasileiras duração de 15 minutos cada

16h
Palavra do Artista com Nelson Félix (RJ)

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Programação do Ciclo de palestras Jornada Brasil Espanha:

18 de novembro, quinta-feira
 
9h
Abertura oficial
 
10h
Espanha e Brasil: políticas públicas nas áreas museológicas
Participantes: Marina Chinchilla Gómez - Subdiretora Geral de Museus Estatais (Espanha) e José do Nascimento Júnior - Diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do IPHAN (Brasil)
 
11h
Debates

14h
Espanha e Brasil: novas perspectivas na gestão de museus nacionais
Participantes: José Luis Diaz - Subdiretor Geral de Pesquisas e Conservação do Museu do Prado (Espanha) e Vera Tostes - Diretora do Museu Histórico Nacional (Brasil)
 
15h
Debates
 
16h30
Formação e atuação profissional na Espanha e no Brasil
Participantes: Ana Carro Rossell - Presidente da Associação Espanhola de Museólogos (Espanha) e Telma Lasmar - Presidente do Conselho Federal de Museologia (Brasil)
 
17h30
Debates
 
19 de novembro, sexta-feira

 
9h
Da arqueologia dos museus aos museus no mundo contemporâneo
Participantes: Maria Bolaños - Universidade de Valladolid (Espanha) e Mário Chagas - Professor da Escola de Museologia da UNIRIO e Gerente do DEMU do IPHAN (Brasil)
 
10h
Debates
 
14h
Textos, subtextos, intertextos, pretextos e contextos: museus e arte / Espanha e Brasil
Participantes: Jesús Urrea - Diretor do Museu Nacional da Escultura de Valladolid (Espanha) e Paulo Herkenhoff - Diretor do Museu Nacional de Belas Artes (Brasil)
 
15h
Debates

16h30
Para além dos centros e periferias: o papel das políticas locais e regionais de museus
Participantes: Carmen Prats - Chefe do Serviço de Museus da Catalunha (Espanha) e Simone Monteiro - Coordenadora do Sistema Estadual de Museus do Rio Grande do Sul (Brasil)

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Programação do Como ser MAES: Encontros no Museu de Arte do Espírito Santo:

19 de novembro, sexta-feira, das 19h às 21h30
Mesa-redonda: O público do museu público
Participantes: Guilherme Vergara, Kátia Canton, Marília Panitz, Milene Chiovatto, Stela Barbieri

20 de novembro, sábado das 10h às 12h

Workshop: Kátia Canton

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Participantes do Como ser MAES: Encontros no Museu de Arte do Espírito Santo:

Kátia Canton

Crítica e professora. pós-graduada em Artes Interdisciplinares pela Universidade de Nova York. Livre docente em Teoria e Crítica de Arte pela Escola de Comunicação e Arquitetura da Universidade de São Paulo. Docente e curadora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; colunista da revista Bravo! e colaboradora da Artforum de Nova York. Já publicou mais de 20 livros, entre eles Novíssima arte brasileira, Retrato da arte moderna e O trem da história.

Guilherme Vergara
Professor do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense e diretor da Divisão de Arte Educação do Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Mestrado em Artes e Instalações Ambientais (New York University). Doutoramento em Filosofia da Arte no Departamento de Arte da Universidade de Nova York: O desafio da missão dos museus de arte contemporânea no Brasil, através de estudos de casos paradigmáticos como o MAC-Niterói, o Centro de Arte Hélio Oiticica e 24ª Bienal de São Paulo. Tem participado de seminários, conferências e cursos sobre projetos de educação para a arte contemporânea.

Marília Panitz
Coordenadora das ações educativas do Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília.

Milene Chiovatto
Coordenadora da área de Ação Educativa da Pinacoteca do Estado de São Paulo e artista plástica; Mestre em Ciências da Comunicação/Sociologia da Arte pela ECA/USP; graduada em Educação Artística pela Universidade Mackenzie; professora da disciplina de Estética nos cursos de especialização em Artes Visuais da Faculdade de Belas Artes de São Paulo e da Universidade São Judas Tadeu; professora concursada da Universidade Federal de Uberlândia; coordenadora de várias ações educativas como XXIV Bienal de SP, Rede Arte na Escola, entre outros; publicou o artigo O Professor Mediador no Boletim Arte na Escola, nº 24. da Fundação Iochpe de Porto Alegre e o artigo Cultura Italiana no Brasil: Um exemplo na revista científica das Faculdades Integradas de Guarulhos: Revista Cultural das FIG - Ano I - nº 1, entre outras.

Stela Barbieri
Artista plástica, Diretora da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake onde coordena cursos de formação de professores, equipe de atendimento ao público e publicações de apoio às exposições, além de cursos das várias linguagens artísticas para público em geral e especializado. Educadora há 18 anos na Escola Experimental Vera Cruz.  Participa há  5 anos do projeto Escola que Vale na ONG CEDAC desenvolvendo oficinas de artes em várias regiões do país para professores de escola pública. Realiza  apresentações de contos da tradição oral  e já  participou de um espetáculo na Sala São Paulo com a Orquestra Popular de Câmara.

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Resultados da primeira reunião realizada na Pinacoteca de São Paulo, na segunda, 9 de novembro de 2004.

Lista de possíveis atribuições para a Câmara Setorial de Artes Visuais levantadas, a partir de problemas e necessidades do setor, na reunião de 8 de novembro, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

QUESTÕES LEGAIS
- regulamentação da categoria profissional (artista/critico)
- legislação trabalhista (contemplando trabalhadores temporários)
- legislação de intercâmbio de obras de artes visuais
- legislação para projetos em espaço público
- acesso de pessoa física às leis de incentivo

GESTãO DE SISTEMA DE ARTE
- regulamentar a gestão de instituições
- sistema de avaliação de instituições de arte
- mediação entre público e privado
- formação de profissionais especializados
- rede de comunicação e informação

FORMAÇÃO
- formação de público
- formação profissional (inclusive graduação em história da arte)
- fomento à pesquisa em educação
- fomento a iniciativas não-formais de educação

INCENTIVO À CRIAçãO
- fomento a projetos artísticos (pesquisar modelo da Bolsa Vitae)
- fomento à pesquisa artística (bolsa, residências, prêmios, intercâmbios inter-estaduais)
- equipar ateliês e laboratórios (contemplando tecnologias contemporâneas)

INCENTIVO À PESQUISA TEóRICA
- fomento à pesquisa teórica
- fomento à pesquisa e catalogação de documentos para a criação de banco de dados
- equipar bibliotecas

PUBLICAÇÕES
- publicação de pesquisas
- livros
- periódicos especializados
- Simpósios

EXPOSIÇÕES
- Exposições temporárias

Algumas questões levantadas que ainda resta discutir, no próximo encontro:

- a necessidade de estabelecer cotas orçamentárias para cada área
- a possibilidade de pensar em estratégias de fomento que priorizem projetos de pequeno ou médio orçamento
- propor interfaces com outras câmaras setoriais e com outros ministérios (Educação, Ciência e Tecnologia)
- a necessidade de definir a área, as atividades, as práticas ou os profissionais que compõem o setor de artes visuais

A lista dos presentes ainda não foi divulgada.

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Como mandar o seu material para a pré-seleção do Canal Contemporâneo:

1 - Envie sua divulgação para canal@canalcontemporaneo.art.br;
2 - Com 15 dias de antecedência, mande as informações básicas;
3 - No assunto coloque a data, nome do artista e local;
4 - No corpo do emeio coloque as informações de serviço completas: data, nome do evento, nome do artista, local, endereço, telefones, horários e conexões;
5 - Inclua textos de imprensa, currículo e crítico em arquivos anexos;
6 - 2 a 3 imagens em jpg, em RGB, 200 dpis, com 500 pixels no menor lado;
7 – Caso você ainda não tenha as imagens e os textos, mande-nos uma previsão de envio.

ATENÇÃO GALERIAS E INSTITUIÇÕES
Quando houver trabalho e informação excessivos, daremos preferência ao material enviado pelas galerias e instituições assinantes . Para ter certeza que o seu material aceito pelo Canal Contemporâneo será publicado, faça uma assinatura semestral: www.canalcontemporaneo.art.br/assineocanal.


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