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Carlton encontro com arte na Casa Cor / Curso O Corpo da Linha no Tomie Ohtake
ANO 3 N. 109 / 31 de agosto de 2003




NESTA EDIÇÃO:
Sandra Tucci na Luisa Strina, São Paulo
25 anos da Galeria de Arte Candido Mendes Ipanema, Rio de Janeiro
Suzi Coralli no Cândido Mendes, Rio de Janeiro
Carlton encontro com arte na Casa Cor, Belo Horizonte

Curso O Corpo da Linha no Tomie Ohtake, São Paulo
Trópico na Pinacoteca: O desafio dos museus, www.uol.com.br/tropico

 



Sandra Tucci

Reflexo

2 de setembro, terça-feira, 19h

Galeria Luisa Strina
Rua Oscar Freire  502
São Paulo
11-3088-2471 / 3064-6391
gstrina@totalnet.com.br
http://www.galerialuisastrina.com.br
Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados das 10h às 17h.
Exposição até 30 de setembro de 2003.


A Galeria Luisa Strina apresenta exposição individual da artista plástica Sandra Tucci. Reflexo reúne 25 objetos em alumínio cromado ou banhado a ouro com resina acrílica.

As obras trazem uma continuidade na pesquisa de matérias contrastantes, desta vez entre o metal e a fluida transparência da resina acrílica.

Objetos de parede remetem diretamente a referências da Renascença, incitando a obra O casamento de Arnolfini, do pintor Jan Van Eyck, de tradição setentrional.

Os objetos circulares mesclam técnicas manuais de artesanato e tecnologia, abordando o interesse da artista pela contextura e pela superfície das coisas, qualidade que se verifica na relação da obra com ela mesma e da obra com seu entorno.

Imagens surgem nos reflexos das superfícies convexas, mutilando a imagem real e revelando, ao mesmo tempo, tudo o que poderia estar refletido no próprio objeto, no olho de quem vê, na luz e no espaço.

Estes objetos ideais trazem estranhamento através de uma beleza que busca a harmonia, a memória e a continuidade das coisas.

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Alair Gomes

25 anos da Galeria de Arte Candido Mendes Ipanema
Alair Gomes, Alex Flemming, Aloysio Novis, Amador Perez, Ana Maria Maiolino, Arlindo Daibert, Carlos Bevilacqua, Claudio Kuperman, John Nicholson e Luiz Aquila, Eduardo Frota, Gastão Manoel Henrique, Gonçalo Ivo, Hugo Denizart, Ivan Lima, José Resende, Katie Van Scherpenberg, Lauro Müller, Lena Bergstein, Manfredo de Souzanetto, Manoel Fernandes, Maria do Carmo Secco, Paulo Paes, Rubem Ludolf, Tunga, Valéria Costa Pinto, Walter Firmo
Curadoria: Maria de Lourdes Mendes de Almeida e Paulo Sergio Duarte

2 a 20 de setembro de 2003

Galeria Candido Mendes de Ipanema
Rua Joana Angélica  63  Térreo
Ipanema   Rio de Janeiro
21-2523-4141 r. 206
http://www.candidomendes.edu.br
Segunda a sexta, das 15h às 21h; sábados, das 16h às 20h.


A Galeria de Arte Candido Mendes de Ipanema comemora 25 anos com a exposição coletiva de 25 artistas, estão na mostra 25 obras - pintura, escultura, objeto, aquarela, guache, desenho e fotografia – dos anos 70, 80 e 90, de artistas que expuseram na Candido Mendes ao longo deste quarto de século (lista abaixo).

Em seu texto de apresentação, Paulo Sergio diz que “sem sectarismos, Maria de Lourdes desenvolveu uma programação que problematizava a modernidade, bem antes de se banalizar a discussão sobre o pós-modernismo”.

A curadora posiciona a galeria no cenário carioca: “Galeria de Arte Candido Mendes de Ipanema surge como um espaço que atua fora do mercado, com propósitos estritamente culturais, por isso pode se valer de critérios e estratégias diferentes daqueles que norteiam a inserção das obras no circuito comercial.”

Muitas das exposições só puderam acontecer ali porque a instituição não é regulada pelas regras do mercado. Obras que não encontrariam abrigo nos espaços comerciais marcaram época na Candido Mendes e hoje estão incorporadas a acervos e coleções importantes.

De 1978 até hoje, a galeria testemunhou diversas mudanças na forma de se fazer arte. “De O Pão Nosso de Cada Dia (1978) de Anna Bella Geiger às recentes exposições de Daisy Xavier (2001) e Fabiana Santos (2003), a galeria apresentou, na sua programação, essas transformações de linguagem sem ocultar as investigações que continuavam a recorrer aos meios tradicionais, desde a xilogravura às mais variadas técnicas de pintura – todos tiveram sua vez e sua hora.”, diz Paulo Sergio.

Foram realizadas mostras como O Sermão da Montanha: Fiat Lux (1979) de Cildo Meireles, Pálpebras (1979) e Ão (1981) de Tunga e a instalação Sem título (1982) de José Resende que marcaram a história da arte no Brasil.

Desde sua abertura, foram realizadas 336 exposições e para a comemorativa do seu 25º aniversário, os curadores optaram por uma síntese representativa das mais de três centenas de artistas que mostraram ali seu trabalho.

Maria de Lourdes Mendes de Almeida argumenta que “seria impossível conceber uma mostra desses 25 anos que pudesse apresentar todos os 321 artistas expostos nesse período. Queremos, entretanto, ao escolher um artista para cada ano de existência da galeria, homenagear a todos que conosco colaboraram”.

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Suzi Coralli
Escudos e Bandeiras

3 de setembro, quarta-feira, 18h30

Centro Cultural Cândido Mendes
Pequena Galeria
Rua da Assembléia  10  subsolo
Centro   Rio de Janeiro
21-2531-2000 ramal 236
http://www.pequenagrandegaleria.ucam.edu.br
Segunda a sexta, das 11h às 19h.
Exposição até 2 de outubro de 2003.

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Carlton encontro com arte
Curadoria artística: Evangelina Seiler

1º a 4 de setembro de 2003

Casa Cor
Rua da Bahia  2425
Lourdes  Belo Horizonte
Minas Gerais
Restrito a convidados fumantes, maiores de 18 anos.

Belo Horizonte é a segunda capital brasileira a receber o Carlton encontro com arte, um evento fechado que a marca de cigarros da Souza Cruz trouxe para o ano de 2003, e que se realizou em junho em São Paulo, dirigindo-se depois de BH, até o mês de dezembro, às edições Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro da maior mostra de decoração do País. o encontro traz uma oportunidade inédita do público interagir com o universo das artes plásticas, através de uma série de encontros exclusivos com artistas plásticos consagrados nacional e internacionalmente, seus pensamentos e suas obras.

Para Evangelina Seiler a intervenção que acontece em cada Casa Cor, desde São Paulo, cria “momentos únicos  de sensações diversas: da necessidade do debate e da reflexão à surpresa; da busca da razão à emoção que só a arte pode causar”.


Programação:
1º de setembro, das 20h às 23h
Avant-Prémière com Cao Guimarães, Laura Belém, Marilá Dardot, Rivane Neuenschwander  e Valeska Soares

2 de setembro, 19h30
Mesa Redonda
Participantes:  Marilá Dardot e Lótus Lobo, artistas plásticas;  Rodrigo Moura,  curador e crítico de arte
Mediação: Marcia Peltier, jornalista

3 de setembro,16h e 19h
Visita Comentada

4 de setembro, 19h30
Encontro com o Artista Rosângela Rennó
Participa:  Ricardo Sardenberg, curador

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Curso
O Corpo da Linha
Coordenação: Edith Derdyk

4 de setembro a 20 de novembro de 2003

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201
(Entrada pela Rua Coropés 88)
Pinheiros   São Paulo
Informações: 11-6488-1900
Quintas-feiras, das 19h às 21h
Inscrições abertas - Vagas limitadas

O corpo da linha
 
A proposta se baseia na apresentação de questões referentes ao potencial expressivo e construtivo da linha, compreendida como agente perceptivo e potência geradora de sentido. A espinha dorsal do curso focaliza a experiência da passagem da linha sobre o plano para sua projeção e concreção no espaço. A partir de proposições gráficas amparadas por amplo material iconográfico, dinamizando e ampliando o nosso repertório visual, cada participante irá pesquisar seus gestos e procedimentos, materiais e instrumentos que possam melhor expressar a conquista de uma poética pessoal. Serão abordadas questões como:
 
1. A gramática do desenho: a linha e seus papéis
2. A mão, o gesto, o instrumento, a matéria: a linha como extensão do corpo
3. O desenho e seus percursos históricos
4. A linha como força geradora nas diversas linguagens
5. A linha, o tempo, o espaço: duração, extensão, ritmo, tensão, forma, construção e direção
6. O corpo da linha: suas matérias, seus imaginários, seus sentidos

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Trópico na Pinacoteca: O desafio dos museus

EMILIANO URBIM

Saiba como foi o debate que reuniu Moacir dos Anjos, Carlos Martins e Marcelo Araujo

Não há “quadros” suficientes nos museus brasileiros, nem telas nem profissionais. Falta também uma política de caráter público: na década passada, o meio museológico acostumou-se a viver à sombra de grandes exposições itinerantes privadas, deixando de responder por uma de suas principais tarefas. Como ironizou Marcelo Araújo no encerramento do debate “Trópico na Pinacoteca”, estes são “os poucos e pequenos desafios que os museus enfrentam”.

Mas por onde iniciar as mudanças? Por meio de um Ministério da Cultura mais “forte” (ou seja, com orçamento maior) e a implantação de um Sistema Nacional de Museus, permitindo maior sintonia entre as várias instituições. Algumas conclusões foram extraídas do último encontro “Trópico na Pinacoteca”, realizado em 28 de maio, que discutiu o desafio dos museus hoje.

Com mediação do diretor da própria instituição, Marcelo Araújo, a mesa teve dois convidados, Moacir dos Anjos, crítico de arte e diretor-geral do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães de Recife, e Carlos Martins, artista plástico e curador da Coleção Brasiliana (obras de viajantes europeus que estiveram no Brasil no século 19 que tem o país como tema).

Martins, com a experiência de quem criou o gabinete de gravuras do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e já trabalhou no Paço Imperial e no Museu Castro Maia (todos no Rio de Janeiro), baseou sua fala em uma comparação da atividade museológica no Brasil de 20 anos atrás e hoje. “Mudou muito, teve um grande salto. Houve reconhecimento do trabalho e mudança de foco do que um museu é para uma cidade.”

Contou que, quando entrou no Museu Nacional, no início dos 80, se deparou com um ambiente “absolutamente estratificado em uma postura do século 19”: “O Museu, naquela época, era totalmente clássico, para não dizer acadêmico, no sentido de que os departamentos eram estanques e não havia uma programação abrangente ou dinâmica”.

Coube a ele transformar um “departamento inexistente de gravura”, uma “mapoteca” por assim dizer, em primeiro gabinete de gravura do Brasil. Essa exposição posteriormente viajaria o Brasil todo, com uma estrutura própria para isso, uma inovação na época.

Martins também deu detalhes sobre a pesquisa da Coleção Brasiliana, em que uma fundação privada (a Fundação Estudar), de posse de um acervo de cerca de 200 peças adquirido na França, foi procurar uma instituição pública (no caso, a Pinacoteca do Estado de São Paulo que tem mais de 6 000 obras sob a sua guarda) para expô-lo. Esse exemplo configura, na sua opinião, uma sistemática de trabalho a ser adotada para os tempos de hoje.

“Mas o desafio é: como olhar para uma coleção do século 19 com o olhar moderno e pós-moderno que temos?”, disse ele.
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Exposições-espetáculos

O que a apresentação de Carlos Martins teve de coloquial e abrangente, a de Moacir dos Anjos teve de formal e incisiva.

Moacir começou expondo seu conceito de museu como um espaço relacional e de educação estética de seu público. “A gestão de museu implica necessariamente a adoção de uma postura transdisciplinar, que não se acomode nem se satisfaça com o deleite programado do público diante do que está disposto nas suas dependências. Gerir museu hoje significa buscar reunir saberes distintos em torno de um mesmo fim, ainda que gere conflitos ou dissensos. Isso inclui evidentemente ativar o convívio entre artistas, curadores, museólogos, educadores, montadores, historiadores, designers etc. Mas também eventualmente provocar a contribuição de sociólogos, economistas, dramaturgos, físicos, músicos ou quaisquer outros profissionais que consigam, por meio de intervenções em exposições ou discursivas, ativar uma nova relação entre o público e o objeto exposto, ou mesmo entre o público e algo que não pode estar exposto por impossibilidade momentânea, ou por sua natureza efêmera ou processual. Acho que é possível e desejável pensar o museu como instituição que seja crítica de si mesma…”.

Depois, usou palavras duras para atacar o que classificou de “inversão do que seria a ordem ideal das coisas”, referindo-se a exposições itinerantes de custos altos que, por serem concebidas por entes privados, comprometem a liberdade do museu se articular como espaço crítico. “Acho que há um problema grave em relação a isso. Essas instituições, os museus, em maior ou menor grau, têm se acomodado com relativa facilidade com o fato de que podem programar exposições já organizadas por produtores privados e já com patrocínio garantido por empresas de captação, eximindo-se da responsabilidade de tornarem-se elas mesmas, as instituições, enunciadoras de um discurso crítico em relação à produção artística. (...) Não é desejável que essas instituições fiquem reféns absolutas dos produtores, que por sua vez só vão oferecer aquilo que as empresas patrocinadoras concordarem em financiar, a partir do interesse de veiculação territorial de suas marcas, definindo o que cidades vão ou não ver”, afirmou Moacir.
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O debate com o público
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Feita a análise, veio a pergunta de Angélica: “Em que medida vocês acham que, neste momento, além de batalhar por um sistema nacional de museus, haveria necessidade de se criar uma estratégia de ação comum que possa se contrapor a uma plutocracia instaurada em diversas instituições culturais brasileiras, especialmente nos museus?”.

A pergunta gerou um constrangimento bem-humorado na mesa e posteriores risos na platéia. Carlos desculpou-se, dizendo que “o Moacir, como sempre, fala antes”. Moacir, por sua vez, disse que não iria entrar em casos locais, de São Paulo. “Deixo isso para Carlos, mas (risos) eu acho que é fruto justamente desse enfraquecimento institucional. Isso na verdade é um reflexo do enfraquecimento das instituições, da falta de quadros. Ao longo de décadas, esse enfraquecimento criou um vácuo e uma porosidade institucional nos museus e institutos culturais que permitiu que esses interesses se infiltrassem e se canalizasse todo esse poderio, essa capacidade de veiculação de interesses privados através de instituições públicas.” Carlos Martins concordou com Moacir.

Angélica então identificou o principal do que ela havia se referido como “plutocracia instaurada”: Julio Neves, presidente do Masp desde 1994. “O Museu de Arte de São Paulo atualmente não está conseguindo captar recursos da iniciativa privada para fazer suas exposições porque está devendo impostos. Por isso não pode se credenciar junto aos organismos de incentivos fiscais. Isso demonstra, eu acho, já, a falência de um modelo plutocrata que busca nas instituições um prestígio para lustrar o seu próprio ego”.

Moacir comentou que, se num primeiro momento o modelo adotado por Neves, o de “exposições espetaculares” a que ele já havia se referido, parecia “dar um grande gás, uma grande visibilidade ao museu, acabou se mostrando a longo prazo uma estratégia errada, inclusive do ponto de vista da própria manutenção dessa estratégia a longo prazo. É uma estratégia autofágica”.
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Emiliano Urbim é jornalista, roteirista e escritor, colaborador da Folha de S. Paulo.


LEIA O RESUMO NA ÍNTEGRA na Revista Trópico, em obras DEBATE (só para assinantes UOL): http://www.uol.com.br/tropico/

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