Pela sobrevivência
de uma Cinemateca no Rio de Janeiro!
A decisão do Museu de Arte Moderna do Rio
de Janeiro (MAM) de fechar seu depósito de matrizes de filmes até setembro
é inaceitável. O destino do patrimônio cinematográfico brasileiro possui
um significado que ultrapassa, em muito, suas características de propriedade
privada. A guarda e preservação de filmes requerem a intervenção e participação
ativa do Estado e de órgãos envolvidos na produção cinematográfica. Soluções
existem. Não há “argumentos” (insuficiência de espaço, condições técnicas
inadequadas, falta de verbas, etc.) que legitimem o assalto ao patrimônio
de um povo. Segundo dados de seu próprio site, "...o acervo da Cinemateca
não foi afetado pelo incêndio de 1978 e, atualmente, soma cerca de 25 mil
títulos, em torno de 150 mil rolos - produções nacionais e diversos clássicos
estrangeiros como Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein, O Nascimento
de Uma Nação, de David Wark Griffith e Entreato, de René Clair." Em 27 de
outubro de 1980, durante sua 21a. Conferência Geral, a UNESCO enfatizou a
importância das imagens em movimento como parte integrante do patrimônio
cultural de uma nação e recomendou sua proteção e conservação considerando
seu valor educativo, cultural, artístico, científico e histórico. O acervo,
ora no MAM, possui valor imensurável e fundamental não só para cinéfilos,
pesquisadores, estudantes e profissionais da área, como também para a cidade
do Rio de Janeiro e para o patrimônio cultural do Brasil, por ser, em última
análise, uma questão estratégica do Estado.
Manifestamos aqui
nosso repúdio à atitude irresponsável do MAM e fazemos um apelo às autoridades
Federais, Estaduais, Municipais, à iniciativa privada e organismos internacionais
para encontrar soluções que garantam a sobrevivência e manutenção adequada
desse acervo no Rio de Janeiro.
CONTAMOS COM SUA AJUDA!
Movimento SOS CINEMATECA