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MG/RJ/SP Pedro Hurpia no Aberto / Sobre o boicote em massa à 27ª Bienal de São Paulo, convocado pelo artista e ativista indígena norte-americano Jimmie Durham
ANO 6 - N. 139 / 1º DE DEZEMBRO DE 2006


NESTA EDIÇÃO:
CIRCUITO Elisa Bracher no Raquel Arnaud, São Paulo
CIRCUITO Pedro Hurpia no Aberto, Campinas
Cássio Vasconcellos na Lurixs, Rio de Janeiro
Vias de Acesso no MUnA, Uberlândia
Consumedo na Vicente di Grado, São Paulo
DOCUMENTA 12 MAGAZINES - Conheça o projeto / Saiba como participar
"Interações", de Sami Hassan
ARTE EM CIRCULAÇÃO - Bienal ETC.
Sobre o boicote em massa à 27ª Bienal de São Paulo, convocado pelo artista e ativista indígena norte-americano Jimmie Durham
QUEBRA DE PADRÃO I LOVE MY GIF! - Festival de gifs animados - Rachel Castro
REDE Entrevista com Alexandre Santosr e outras na Revista da Iberê Camargo
FÉRIAS DO CANAL
Funcionamento do Canal / Canal functioning
Envio de conteúdo / Content submission
Contato / Contact
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CIRCUITO
Elisa Bracher

23 de novembro de 2006 a 2 de março de 2007

Gabinete de Arte Raquel Arnaud
Rua Artur Azevedo 401, São Paulo - SP
11-3083-6322
www.raquelarnaud.com
Segunda à sexta, 10-19h; sábados, 11-14h
Acesso para deficientes

Enviado por Marcia Marques - Canal Aberto canal.aberto@uol.com.br
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CIRCUITO
Pedro Hurpia
Ateliê monitorado

16 de novembro a 29 de dezembro de 2006

Ateliê Aberto
Rua Santos Dumont 323/02, Cambuí, Campinas - SP
19-3251-7937 ou ateliê.aberto@uol.com.br
www.atelieaberto.art.br
Visitação mediante agendamento por telefone ou por e-mail

Sobre a exposição

Enviado por Ateliê Aberto atelie.aberto@uol.com.br
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Cássio Vasconcellos
Noturnos

4 de dezembro de 2006 a 20 de janeiro de 2007

Lurixs Arte Contemporânea
Rua Paulo Barreto 77, Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
21-2541-4935 ou info@lurixs.com
www.lurixs.com
Segunda a sexta, 14-19h; sábados, 16h30-20h

Enviado por Taina Xavier tainax@lurixs.com
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Vias de Acesso
Andrea Lanna, Daisy Turrer, Elisa Campos, Eugênio Paccelli Horta, Lau Caminha Aguiar, Liliza Mendes, Patrícia Franca, Rodrigo Borges, Wanda Tofani

4 de dezembro, segunda-feira, 19h30

Museu Universitário de Arte - MUnA
Pça Cícero Macedo 309, Bairro Fundinho, Uberlândia - MG
34-3231-7708 / 34-3231-9121 ou muna@ufu.br
Segunda a sexta, 8-17h
Exposição até 18 de dezembro de 2006

Enviado por Liliza Mendes lilizamendes@terra.com.br
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Consumedo
Adriano Casanova, Cláudia Jaguaribe, Daniela Castro, Kiko Goifman, Lucas Bambozzi, Marcelo Gandini, Marcus Bastos, Ricardo E. Machado, Rodrigo Gontijo, Tata Pedrosa

Curadoria de Aline Gambin
+
Live Image, performance de Bruno Abner

2 de dezembro, sábado, 11-15h

Galeria Professor Vicente di Grado - Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
Rua Dr Álvaro Alvim 76, Vila Mariana, São Paulo - SP
11-5576-7300 Ramal 215 / 11-5084-6010
www.belasartes.br/consumedo
Segunda a sábado, 9-22h
Exposição até 8 de dezembro de 2006
Apoio: Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia

Bate-papo com o cineasta Kiko Goifman, 7 de dezembro, 19h no Auditório Raphael Galvez Dazzani, no mesmo endereço

Enviado por Cicero Inacio da Silva cicero@witz.com.br
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DOCUMENTA 12 MAGAZINES - Conheça o projeto / Saiba como participar
Tema 2: "Interações", de Sami Hassan

Sami Hassan
Arquiteto e artista plástico, pesquisa em suas instalações e pinturas a cultura Islâmica e a interação entre diferentes eventos no espaço-tempo.

Veja mais e comente no blog documenta 12 magazines

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ARTE EM CIRCULAÇÃO - Bienal ETC.
Sobre o boicote em massa à 27ª Bienal de São Paulo, convocado pelo artista e ativista indígena norte-americano Jimmie Durham

RICKY SEABRA

Em janeiro deste ano recebi um spam de Jimmie Durham, artista e ativista indígena norte-americano (**), sobre a idéia de se boicotar a Bienal de São Paulo por causa do tratamento que os brasileiros dão aos índios (eu estava na Bélgica escrevendo uma peça sobre o império norte-americano. A peça que estreou na Europa em junho 2006 se chama Empire, Love to Love You, Baby, e deve estrear no Brasil em 2007).

Quando li a carta de Jimmie Durham eu tive confirmação da minha tese no espetáculo de que a força do império americano não é apenas econômica ou bélico-industrial. O império existe dentro de cada um dos 300 milhões de americanos; MESMO OS ESQUERDISTAS como o Jimmie Durham. O americano, mesmo esquerdista, acha que sabe o que é melhor para o mundo. E foi pensando nesta atitude (da qual também compartilho por ser metade americano) que eu quis criticar a proposta de Jimmie Durham de boicotar a Bienal de São Paulo.

Isto foi em janeiro. A minha resposta ao Durham foi publicada na revista inglesa Art Monthly em abril. Estamos em novembro e a Bienal taí. Um congresso americano democrata também taí. Mas apesar de ter votado na Hillary Clinton eu continuo achando que o partido democrata não representa os valores esquerdistas que ouvimos nos bares e faculdades norte-americanos. Uma Heloísa Helena (versão gringa) você até acha num bar ou num Berkley da vida. No congresso? Mas neeeeeeeemmm...

Leia a continuação e publique o seu comentário no blog Arte em circulação

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QUEBRA DE PADRÃO
I LOVE MY GIF! - Festival de gifs animados - Rachel Castro

Rachel Castro - [Crazy Cumbuca]

Veja os outros gifs e publique seu comentário no Quebra de Padrão

Enviado por ARTE AO(S) VIVO(S) arteaosvivos@gmail.com
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REDE
Fotografia em expansão

Alexandre Santos é historiador e crítico de arte. Doutor em Historia, Teoria e Critica de Arte pela UFRGS, publicou diversos ensaios e textos sobre fotografia e artes visuais. É co-organizador do livro A fotografia nos processos artísticos contemporâneos, publicado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre/Editora da UFRGS, em 2004.

Qual o papel da linguagem da fotografia na arte contemporânea?

Em primeiro lugar, penso que não há um único papel da fotografia na arte contemporânea, do mesmo modo que não há um único papel das outras linguagens ligadas à imagem na arte contemporânea como o vídeo e o cinema, por exemplo. E pode-se estender isto para a escultura, a pintura, o desenho, a gravura, os quais se apresentam sem nenhum papel fixo na contemporaneidade artística e estão, como a fotografia, em ampla expansão, como linguagens passíveis de infinitas experimentações, ora isoladas, ora em conjunto. Talvez fosse mais interessante nos perguntarmos qual o papel que a fotografia, em sua especificidade, desempenhou no sentido de abrir a arte para outros fazeres, configurando-se como uma das linguagens que mais se dissemina a partir do segundo pós-guerra, inclusive questionando o próprio papel da arte. Neste sentido, pode-se refletir a respeito das peculiaridades da fotografia como signo mecânico, fortemente engajado numa cultura de massas desde a sua popularização no terceiro quartel do século XIX e desempenhando, ao ganhar as paredes dos museus e instituições ligadas ao sistema das artes, um papel ligado à desconstrução do mito moderno da autonomia da arte. O texto clássico de Walter Benjamin A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica já apresentava algumas questões a respeito do papel que a fotografia, assim como as artes ligadas à reprodutibilidade mecânica, abririam para o pensamento tradicional a respeito da arte. Quando falo em pensamento tradicional, estou me referindo à idéia disseminada no século XIX, do artista como um homem especial, dotado de um saber técnico e plástico somente a ele designados e capaz de um fazer vinculado à fatura de obras únicas, auráticas, no dizer de Benjamin. Marcel Duchamp, todos nós sabemos, além de ter sido um dos pioneiros no uso da fotografia como linguagem da qual podem se servir os artistas para pensar o mundo e a arte, também foi um pioneiro na desestruturação da idéia de artista e de arte, prenunciando questões que foram importantes para o conceitualismo e que permanecem ainda hoje no centro do debate contemporâneo da arte, sobretudo aquela que se serve de fotografias como suporte fundamental de sua linguagem.

Leia a íntegra da matéria na iberecamargo.org.br

Em reportagens, conheça o trabalho do artista Rommulo Conceição, um dos 10 selecionados na Bolsa Iberê Camargo 2006

Enviado por Fundação Iberê Camargo site@iberecamargo.org
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TEXTOS DO E-NFORME

Pedro Hurpia no Aberto

O Ateliê Aberto apresenta um projeto de pinturas do artista Pedro Hurpia. São doze pinturas dispostas no espaço de uma das paredes da sala de exposição de tal forma a constituírem, tanto em seu formato quanto por sua temática, uma expansão da linguagem da pintura para o ambiente da sala. Sua relação com o site specific se configura pela conjunção ambiente+ imagem pictórica.

Com o título de Ateliê Monitorado o projeto registra nessas pinturas cenas do uso dos espaços de entrada, saída e permanência do espaço do Ateliê Aberto e os revela numa determinada seqüência.

Pedro Hurpia graduou-se em Artes Plásticas pela Unicamp em 2001 e vem trabalhando questões da pintura que investigam principalmente a constituição de sua imagem representada. Seleciona um universo de cenas cotidianas, urbanas diluídas por uma técnica de registro visual que as remete a outra esfera visual ligada à imagem digital, intermediada pela máquina. Com isso constrói uma visão desfocada/filtrada/dissolvida dos detalhes de cada corpo, objeto e cena que trabalha. No projeto específico para o Ateliê reproduz as experiências mediadas por câmeras de segurança tão comuns no universo urbano das cidades de hoje. Recodificando essas imagens por meio da pintura pratica uma aproximação entre a vigilância e a fruição estética da imagem.

Constitui a relação das pinturas com o espaço pela expansão criada a partir do seu lugar de instalação. A principal parede da sala de exposição, toda preta, recebe essa série de imagens e encontra-se com um carpete escuro no chão. Intermediando pinturas e chão temos um suporte de madeira que configura uma espécie de mesa de trabalho. Cadeiras escuras são dispostas em frente a essa parede remetendo-nos a uma sala de vigilância, a esses ambientes de controle tecnológicos comuns em aeroportos, indústrias, grandes lojas ou mesmo nos filmes de ficção.

Interessado nas brechas abertas por essas configurações de produção e disseminação da pintura contemporânea e pelo espectro de memória que ali se configura, Pedro Hurpia construiu um texto para o projeto. Nele coloca que: “Em tempos de sociedade do controle a utilização de câmeras de monitoramento traz freqüentes discussões pertinentes ao que é público ou privado. Os sistemas de circuito fechado de TV tornaram-se indispensáveis para a segurança e monitoramento de ações em espaços de intensa circulação de pessoas. Na instalação para o Ateliê Aberto (...) o público observa os traços e a memória dos ambientes representados em “pinturas na parede”. (...) A especificidade dessas imagens de monitoramento, quase que estáticas quanto na imagem instante da fotografia, difere daquela que é própria da natureza do vídeo (imagem fluxo). Nesse sentido a pintura se mostra uma linguagem singular de representação, por se tratar de uma imagem tempo, traduzindo melhor a imobilidade e acumulo de tempos que não conferem a este meio algo dinâmico e fugaz, mas a visualidade condensada em um suporte pictórico.”

Pedro Hurpia nasceu em Brasília no ano de 1976. Participou da exposição Afinidades Eletivas promovida pelo Espaço Cultural da CPFL no ano passado com a curadoria de Agnaldo Farias. Tem apresentado seus trabalhos em outros espaços de exposição como no Club Kraft; Galeria 4meia5/SP; Kunsthaus Tacheles/Berlim; Galeria Puc-Minas.

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FÉRIAS DO CANAL
O último e-nforme do ano será em 22 de dezembro e o primeiro de 2007 em 15 de janeiro. As notícias deste período deverão ser enviadas com antecedência para serem veiculadas antes do recesso, portanto, até o dia 8 de dezembro de 2006. Para o ano de 2007, continuamos com nosso prazo de 15 dias de antecedência para o envio de material.

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