Página inicial

e-nformes

 

Acessar E-nformes Anteriores

Acesso a todos os e-nformes publicados desde a criação do Canal Contemporâneo em dezembro de 2000.

Para acessar os e-nformes anteriores é necessário ser associado ao Canal Contemporâneo.


Se você já se cadastrou, conecte-se na primeira página para acessar sua área pessoal e pedir o boleto na aba associação do editar conta. Se você nunca se cadastrou, preencha o formulário e, no final, escolha a opção associação paga. Conheça os planos de acesso do Canal e seus benefícios.


Modos de recebimento dos e-nformes


O Canal Contemporâneo publica 2 e-nformes semanais contendo informações sobre o circuito de arte contemporânea e políticas culturais relacionadas.

- Para receber a edição COMPLETA, com textos e imagens, torne-se um associado pagante e contribua para a manutenção da iniciativa.

- Para receber a edição SIMPLIFICADA, apenas com os linques para os conteúdos, basta ser um usuário cadastrado.

 


Pesquise por palavras e/ou expressões (entre aspas)

RJ/SP/EUA "Careca de saber", performance de Rubens Pillegi Sá / Dança em Foco 2006 - IV Festival Internacional de Vídeo & Dança
ANO 6 - N. 97 / 25 DE AGOSTO DE 2006

NESTA EDIÇÃO:
CIRCUITO Laura Erber na Novembro, Rio de Janeiro
DOCUMENTA 12 MAGAZINES
"Careca de saber", performance de Rubens Pillegi Sá
Quadros mecânicos – Fisionomias urbanas, por Nelson Brissac Peixoto
Atando nós da rede: perspectivas do documenta 12 magazines
CURSOS E SEMINÁRIOS
Dança em Foco 2006 - IV Festival Internacional de Vídeo & Dança, Rio de Janeiro
Curso História da Arte Contemporânea no MARP, Ribeirão Preto
SALÕES&PRÊMIOS Inscrições: Arts Writers Grant Program
LIVRARIA DO CANAL Novos títulos: Livros Editora Zouk e Revistas Arte&Ensaio
Funcionamento do Canal / Canal functioning
Envio de conteúdo / Content submission
Contato / Contact
Para deixar de receber os e-nformes / To quit our mailing list


CIRCUITO
Laura Erber
Fora do papel

17 de agosto a 30 de setembro de 2006

Novembro Arte Contemporânea
Rua Siqueira Campos 143 sobreloja 118, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ
21-2235-8347 ou novembroarte@uol.com.br
Terça a domingo, 12-19h30; sábados, 12-19h

Sobre a exposição

Leia o texto Arrulhos como formas, de Ligia Canongia

Enviado por Meise Halabi meisehal@terra.com.br
volta ao topo


DOCUMENTA 12 MAGAZINES
"Careca de saber", performance de Rubens Pillegi Sá

Em performance realizada durante o 16º. Festival de Inverno da UFPR, dentro do projeto REDES/FUNARTE, o artista Rubens Pillegi Sá discute a polarização estabelecida pela mídia em torno dos candidatos à presidência da República neste ano. "Careca de saber" questiona os estereótipos criados por e para os militantes de esquerda e direita, ironizando um repertório de propostas que, de tão repetido, já parece banal.

Saiba como foi a performance e opine se a Modernidade é a nossa Antigüidade

volta ao topo


DOCUMENTA 12 MAGAZINES
QUADROS MECÂNICOS – Fisionomias urbanas

NELSON BRISSAC PEIXOTO, publicado originalmente no livro Paisagens Urbanas, editora Senac São Paulo, 1996.

Uma paisagem dentro de uma caixa de vidro, pendurada na parede. Em primeiro plano, crianças brincando junto ao porto, mais atrás, duas mulheres se dirigem às barracas da feira, sob as árvores e, ao fundo, a torre da igreja se destaca contra o céu. O mecanismo do relógio põe em movimento – aos solavancos – os barcos, a roda-d'água, o cata-vento, as janelas e as pessoas. Uma paisagem mecânica.

Uma paisagística do urbano está se esboçando aqui. Mas não se trata de um quadro que se abra, como uma janela, para espetáculo da cidade. O que vemos é um dispositivo ótico-mecânico. O modelo de paisagismo de Benjamin é o do pintor de panoramas. É nas galerias, nos dioramas, nas exposições universais e nos interiores que vai buscar os componentes da paisagem.

O quadro mecânico é um dispositivo de passagem. Tudo está contido nele. Ali se passa de um tempo a outro, de uma dimensão a outra. Ligação entre primeiro plano e fundo, entre retrato do cotidiano e imagem de terras longínquas, entre pintura e aparelho ótico, entre o real e a ilusão. Intersecção entre o quadro e o cenário de feira, entre a literatura de folhetim e o museu de cera, entre a obra de arte única e a reprodução técnica, entre miniatura e arquitetura, entre o jogo de armar e a cidade. Passagem entre pintura e arquitetura e fotografia e cinema e urbanismo.

A cultura contemporânea, quando entram em crise os sistemas modernos de pensar e ver que até há pouco garantiam a identidade e o lugar das coisas, remeteria a esses antigos dispositivos. Assim é que a produção artística mais recente, como os retratos compósitos de Rosângela Rennó e o cinema fenakistocópico de Jorge Furtado, reconstitui os quadros mecânicos. O olhar contemporâneo vai partir daqueles velhos mecanismos.

Leia a continuação do texto no blog documenta 12 magazines

volta ao topo


DOCUMENTA 12 MAGAZINES
Atando nós da rede: perspectivas do documenta 12 magazines

LEANDRO DE PAULA

O projeto documenta 12 magazines se apresenta ao circuito internacional como um saudável risco assumido pela mais importante mostra de arte contemporânea do mundo. Estamos assistindo e sendo convocados a fazer parte de um desdobramento do processo iniciado na última documenta, quando a curadoria de Okwui Enwezor (o primeiro não-europeu a capitanear a mostra) fomentou a reflexão sobre questões político-culturais contemporâneas a partir de plataformas de discussão realizadas antes da abertura da exposição em Kassel, em junho de 2002.

Roger Buergel, curador da documenta 12, é o nome por trás do projeto documenta 12 magazines, cujo principal avanço em relação à última edição da mostra é o reconhecimento da emergência de novos espaços de produção, gestão, crítica e resignificação da arte. Em 2002, fomos testemunhas de um interessante esboço de descentralização da Documenta, que objetivava transformar a mostra no derradeiro e mais elaborado produto de um processo que envolveu simpósios em quatro continentes. Contudo, para a documenta 12, foi proposta uma estrutura ainda mais complexa e consideravelmente mais ousada: a partir de uma seleção inicial de 70 publicações impressas e eletrônicas sobre a arte contemporânea espalhadas ao redor do mundo, encoraja-se o debate e o pensamento coletivo, mas também a própria criação de trabalhos artísticos focados nos três eixos centrais que regulam a curadoria do evento.

A proposição documenta 12 magazines pode ser encarada e discutida por diversos pontos de vista, mas não deve ser colocada sob um juízo ingênuo: trata-se de um projeto ambicioso e sem precedentes na história de uma mostra que, já há muito, consolidou-se como o espaço de definição das tendências e práticas, das trocas simbólicas e valoradas, enfim, da ordem da arte a nível mundial. Ao convocar uma série de interlocutores - abertos a diversos outros diálogos locais - a produzirem registros críticos de sua circunstância no mundo da arte, a documenta 12 faz um comentário delicado sobre o seu próprio papel enquanto centro da vanguarda.

Leia a continuação e comente no blog Documenta 12 magazines

volta ao topo


CURSOS E SEMINÁRIOS
Dança em Foco 2006 - IV Festival Internacional de Vídeo & Dança

28 de agosto a 12 de setembro de 2006

Centro Cultural Telemar
Rua Dois de Dezembro 63, Flamengo, Rio de Janeiro - RJ
21-3131-3060
www.centroculturaltelemar.com.br

Espaço SESC
Rua Domingos Ferreira 160, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ
21-2547-0156
www.sescrio.com.br

Museu de Arte Moderna - MAM-RJ
Avenida Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro - RJ
21-2240 4944
www.mamrio.com.br

www.dancaemfoco.com.br

Veja a programação no Centro Cultural Telemar

Veja a programação no Espaço SESC

Veja a programação no MAM-RJ

Publique seu comentário no Cursos e Seminários

Enviado por Plano de Comunicação redacao@planocomunicacao.com.br
volta ao topo


CURSOS E SEMINÁRIOS
Curso História da Arte Contemporânea

Inscrições até 29 de agosto de 2006

Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi - MARP
Rua Barão do Amazonas 323, Ribeirão Preto - SP
16-3635-2421 ou marp@cultura.pmrp.com.br
www.marp.ribeiraopreto.sp.gov.br
Horário: Quintas-feiras, 19-22h
Coordenação: Dária Jaremtchuk
Vagas limitadas
Estacionamento gratuito
Curso História da Arte Contemporânea: 31 de agosto a 7 de dezembro de 2006

O curso pretende discutir as transformações nas artes plásticas a partir da década de 1960. Considerado tão contundente como o início do século XX, surgiram neste período novos paradigmas e o cenário artístico passou por significativas mudanças. Como ponto de partida para as discussões do curso, serão retomadas questões relacionadas à modernidade, como por exemplo, a autonomia do objeto estético e o surgimento do sistema de arte.

Saiba mais sobre o curso e publique seu comentário no Cursos e Seminários

volta ao topo


SALÕES&PRÊMIOS
Arts Writers Grant Program

Inscrições até 18 de setembro de 2006

Creative Capital | Andy Warhol Foundation
Arts Writers Grant Program
65 Bleecker Street, 7th Floor
New York, NY 10012
www.artswriters.org

Initiated by the Andy Warhol Foundation for the Visual Arts and administered by Creative Capital, The Creative Capital | Andy Warhol Foundation Arts Writers Grant is a three-year pilot program designed to support critical writing on contemporary visual art through project-based grants issued directly to individual authors. The first program of its type, it was founded in recognition of both the financially precarious situation of arts writers and their indispensable contribution to a vital artistic culture. Through awards for books, articles, and work in new and alternative media, The Creative Capital | Andy Warhol Foundation Arts Writers Grant aims to honor and encourage:

• Writing about art that is rigorous, passionate, eloquent, and precise

• Writing about art in which a keen engagement with the present is infused with an appreciation of the historical

• Writing about art that is neither afraid to take a stand, nor content to deliver authoritative pronouncements, but seeks rather to pose questions and generate new possibilities for thinking, seeing, and making

• Writing about art that is sensitive to both the importance and difficulty of situating aesthetic objects within their broader social and political contexts

• Writing about art that does not dilute or sidestep complex ideas but renders accessible their meaning and value

• Writing about art that challenges creatively the limits of existing conventions, without valorizing novelty as an end in itself

Approximately twenty grants will be awarded per annual cycle, ranging from $3,000–$50,000. Art historians, artists, critics, curators, journalists, and practitioners from other fields that engage contemporary visual art and culture are welcome to apply. [We regret that due to legal constraints, we are only able to accept applications from U.S. citizens, permanent residents of the United States, and holders of 0-1 visas.]

Publique seu comentário no Salões & Prêmios


LIVRARIA DO CANAL
Novos títulos: Livros Editora Zouk e Revistas Arte&Ensaio

LIVRARIA DO CANAL - Venda on line de livros e revistas

O Canal Contemporâneo inicia a venda de publicações on line: livros e revistas de artistas, revistas acadêmicas, catálogos de instituições e galerias, que se encontram em sua maioria fora da distribuição comercial do circuito de livrarias.

Novos títulos: Livros Editora Zouk

Arte e Literatura na Guerra Civil de Espanha, de João Cerqueira
Preço: R$ 30 + correio
Clique aqui para saber mais e reservar seu pedido

O Amor pela Arte: os museus de arte na Europa e seu público, de Pierre Bourdieu e Alain Darbel
Preço: R$ 30 + correio
Clique aqui para saber mais e reservar seu pedido

A Produção da Crença: contribuição para uma economia dos bens simbólicos, de Pierre Bourdieu
Preço: R$ 28,80 + correio
Clique aqui para saber mais e reservar seu pedido

Mídia e Arte: aberturas contemporâneas, de Alexandre Dias Ramos
Preço: R$ 23 + correio
Clique aqui para saber mais e reservar seu pedido

Novos títulos: Revistas Arte&Ensaio
Editora UFRJ

Revista Arte&Ensaios nº 12
Preço: R$ 25 + correio
Clique aqui para saber mais e reservar seu pedido

Revista Arte&Ensaios nº 11
Preço: R$ 25 + correio
Clique aqui para saber mais e reservar seu pedido

Revista Arte&Ensaios nº 10
Preço: R$ 25 + correio
Clique aqui para saber mais e reservar seu pedido

Revista Arte&Ensaios nº 9
Preço: R$ 25 + correio
Clique aqui para saber mais e reservar seu pedido

volta ao topo



TEXTOS DO E-NFORME

Laura Erber na Novembro

A artista visual e poeta Laura Erber inaugura sua primeira exposição individual no Brasil na Novembro Arte Contemporânea, com vídeo-instalações inéditas, projetadas sobre as paredes da galeria. O texto de apresentação é da crítica Ligia Canongia.

Depois de individuais na França e na Espanha, a carioca Laura, 26 anos, apresenta no Rio desenhos vivos - silhuetas e linhas - que se transformam fora do papel, em projeções de grandes formatos: o dípitico "O livro das silhuetas" (dupla vídeo-projeção sonora em looping) e "O livro das linhas" (vídeo-projeção sonora).

A produção de Laura Erber se caracteriza pelo constante trânsito entre linguagens, especialmente nas relações entre matéria verbal e matéria visual. Os trabalhos aproximam o vídeo de questões do desenho, entendido como modulação da escrita, e da literatura, no sentido de um conjunto de práticas da escrita.

Diz a artista: "Os trabalhos mostram estados transitórios, formações no tempo, sintaxes embrionárias, que parecem querer apontar para os limites do corpo e da linguagem. Tento tornar visíveis as relações e os intervalos entre corpo e palavra, entre sujeito e linguagem. É na linguagem e através dela que o homem toma posse e ganha consciência de seu corpo, de seus limites, torna-se humano. O que interessa aqui é o modo como os signos mediam e interferem nos modos de estar no mundo. A linguagem é tomada como uma força intensamente física que atravessa e excita o corpo, e vice-versa."

Em "O livro das silhuetas", de 2004, produzido durante bolsa de residência no Le Fresnoy - Centro Nacional de Arte Contemporânea (França), silhuetas humanas carregam palavras soltas, que dançam e movimentam o texto que contêm. Essas palavras podem escapar da silhueta dos corpos. O vídeo é projetado em escala humana sobre duas paredes, em ângulo de 90º, simutaneamente. É uma vídeo-instalação, mas pode ser entendida como um desenho vivo.

Esta obra, exposta uma única vez na Bienal do Mercosul 2006, em Porto Alegre, é sonorizada com ruídos de páginas virando e vozes em português, inglês, galês, francês, espanhol/castelhano, italiano e sardo, russo, cantonês e japonês. A coreografia das silhuetas é assinada pela dançarina galesa Sioned Huws.

"O livro das linhas", de 2006, se compõe de imagens de linhas em constante metamorfose, sem chegar a formas definidas, reconhecíveis, como se seu sentido nunca pudesse ser fixado. Os fios em mutação são imagens inacabadas que convidam o espectador a projetar seu imaginário naquilo que vê. O som desta obra é a da língua dos bebês, que os lingüistas chamam de arrulho ou balbucio.

volta ao topo

Arrulhos como formas

LIGIA CANONGIA

O senso comum e a percepção de alguns notórios pensadores insistem em reconhecer o visível como algo incrustado no tangível.

Ao tratarem o mundo da arte ainda como mundo dos volumes e, portanto, confundindo imagem e coisa, pecam pela redução do visível à lógica imediata da coisa vista, pela redução da imagem ao objeto.

O trabalho de Laura Erber, tanto no Livro das silhuetas quanto no Livro de linhas, é o reverso desse parti pris, pois, neles, as imagens renunciam às formas, o que contradiz, por exemplo, a estratégia minimalista, na qual as formas é que pareciam querer renunciar às imagens.

Nessas obras, não há um objeto, uma coisa definida, mas a formação de algo no tempo, como uma variável em si mesma, em situação. O que vemos é pura latência espaço-temporal, por meio de imagens em plena transfiguração ou linhas em trânsito: formas que se experimentam, vacilando sobre a própria possibilidade formal que talvez um dia terão. Formas que avançam, retrocedem, estancam e recomeçam, mas não se encontram: um vir-a-ser formal duvidoso, que suspeita desse mundo estável e eterno dos volumes e das coisas.

Em Laura Erber, a forma é, necessariamente, experimental. Depende da experiência do seu fazer em processo. Depende da troca intersubjetiva entre a sua aparição vacilante e o sentido que terá para nós. Como arrulhos de crianças que ainda não dominam a língua, as silhuetas e as linhas encontram-se no limiar da linguagem, como seres que titubeiam diante da própria face que vão assumir. As linhas não constituem corpos, e as silhuetas dançam em perfis que engatinham no espaço, como que buscando o seu reconhecimento no mundo das figuras. Em animação cinemática constante, o fator temporal interfere diretamente nessa imprecisão figurante, sendo essencial ao processo de transmutação.

No Livro das silhuetas, figuras e palavras transformam-se permanentemente, por meio de situações imprecisas e moventes do desenho, desenvolvendo uma espécie de coreografia entre o corpo e o texto, que se fundem, se separam, se buscam um ao outro para, em seguida, se perderem e novamente se reencontrarem. A simbiose entre poesia e performance corporal faz parte de uma escrita imaginária e efêmera, que apenas se insinua na delicadeza gestual da animação, tentando interagir os mundos verbal e visual na mesma página. O corpo, ou sua silhueta, coloca e tira de si as suas próprias palavras, como uma figura ou personagem hipotético que busca seu sentido em “mal traçadas linhas”, procurando constituir-se na medida em que se processa como linguagem.

No Livro de linhas, entre o arrulho e o balbucio, as linhas remetem-se ao nascimento das formas, àquele momento primordial em que eclodem, e no qual a linguagem ainda é muda. Ao frescor de seus primeiros sinais, confusos, mas intensos, essas linhas distendem-se na elasticidade do tempo e do espaço, sem um destino preciso, como se escarnecessem do ponto final de todas as frases. Preferem projetar-se na infindável possibilidade de constituição das formas, sem corresponder a nenhuma em particular, apenas descrevendo as articulações que precedem os sistemas. Como diz a artista, o estado amorfo desses desenhos fala da “necessidade de se despojar de certas organizações discursivas e visuais de representação”, como “uma tentativa de atingir uma dimensão pré-lingüística”.

O inacabado é o demônio formal da história das representações, assim como uma subversão aos esquemas racionalistas que nos conduzem à ordem e às conclusões. Mas o inacabado é também o estopim da angústia visual que acaba por nos levar à busca das formas fechadas, como se nós mesmos não estivéssemos nos desenhando no caminho e à mercê da sorte. A obsessão do informe como estado de propulsão criadora ronda esses trabalhos; não como modo de produzir abstração, mas o informe como modo de produzir não-coisas, a ver.

volta ao topo

envio de conteúdo_    cadastre-se_    contato_    sobre o canal_