NESTA EDIÇÃO:
Rochelle Costi na Silvia Cintra, Rio de Janeiro
João Paulo Serafim na Box 4, Rio de Janeiro
AquiSeGrava na 90 Arte Contemporânea, Rio de Janeiro
Incorpo(R)ações no Bananeiras, Rio de Janeiro
José Patrício na Mariana Moura, Recife
Debate O Espaço Inventado no MAC, Curitiba
CURSOS E SEMINÁRIOS Curso Design da Luz, com Eliana Zarone no Collegio das Artes, São Paulo
BLOG DO CANAL Portaria Normativa/IPHAN n° 01, de 5.7.2006 - Elaboração de Plano Museológico
REDE Cadastro Nacional dos Museus
Funcionamento do Canal / Canal functioning
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Contato / Contact
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Toalha vegetais mofados
Rochelle Costi
Certos Hábitos
27 de julho, quinta feira, 19-23h
Silvia Cintra Galeria de Arte
Rua Teixeira de Melo 53 loja D, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ
21-2521-0426 ou galeria@silviacintra.com.br
www.silviacintra.com.br
Segunda a sexta, 10-19h; sábados, 12-16h
Exposição até 26 de agosto de 2006
Leia o texto de Rochelle Costi sobre sua exposição
Enviado por Silvia Cintra Galeria de Arte galeria@silviacintra.com.br
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João Paulo Serafim
Je t'aime moi non plus
27 de julho, quinta feira, 19-23h
Galeria Box 4
Rua Teixeira de Melo 53, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ
21-2247-8809
www.galeriabox4.com
Segunda a sexta, 10-19h; sábados, 12-16h
Exposição até 26 de agosto de 2006
Enviado por Silvia Cintra Galeria de Arte galeria@silviacintra.com.br
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Roberto Tavares - Fi nº 3
AquiSeGrava
Armando Barbosa, Alexandra Morizot, Bia Sasso, Gilda Goulart, Rizza Conde, Roberto Tavares, Thereza Miranda
27 de julho a 26 de agosto de 2006
Galeria 90 Arte Contemporânea
Rua Marquês de São Vicente 90 / 101-B, Gávea, Rio de Janeiro - RJ
21-2529-6588 / 21-2513-7144 ou galeria90@terra.com.br
Segunda a sexta, 14-19h; sábados, 12-17h; a Galeria 90 fecha aos domingos e feriados
Sobre a exposição
Sobre o Atelier Villa Venturoza
Leia o texto de Ferreira Gullar
Enviado por Wagner Vall wagnervall@terra.com.br
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Incorpo(R)ações
Fotografia:
Adriana Heeman; Adriana Maciel; Alexandre Sá; Analu Cunha; Antônio Pinheiro; Bruna Mansani; Cezar Bartholomeu; Chico Fernandes; Cristiana Nogueira; Cristina Salgado; Daniela Mattos; Elisa de Magalhães; Felipe Barbosa; Frederico Dalton; Gabriel Baggio; Giorgia Mesquita; Glória Ferreira; Gustavo Pessoa; Ida Lina Ribeiro; Isabel Löfgren; Izabela Pucú; Janaina Garcia; Joana Traub Cseko; João Modé; Leonardo Videla; Livia Flores; Marcelo Lins; Márcio Botner e Pedro Agilson; Nicholas Martins; Rafael Adorján; Ricardo Basbaum; Roberta Condeixa; Sueli Fahri; Tatiana Grimberg; Tato Teixeira
Performances:
Aimberê César; Alex Hamburger; Alexandre Sá e Daniela Mattos; Alexandre Vogler; Aline Menezes, Denise Gonçalves e Guilherme Campos; Amélia Sampaio; Bianca Bernardo; Carmen Riquelme; Celina Portela; Chuva De Nanquim; Claudia Hersz; Crioulos de Criação; Fernando De La Roque; Filix Jair, Floralva Moreninha e Pictotexto; La Rica; Lívia Moura; Lorena Serafim; Luis Andrade; Marssares; Paula Darriba; Romano; Rommel Cerqueira e Pedro Moreira Lima; Simone Michelin; Suely Farhi; Tiago Rivaldo
Vídeos:
Alexandre Sá & Amélia Sampaio; Alexandre Sá; Alexandre Vogler; Amanda Cifuente; Ana Holck; Ana Paula Albé; Analu Cunha; Bruno de Carvalho; Cédric Torne; Célia Pattatini; Celina Portela e Elisa Pessoa; Cezar Bartolomeu; Chang Chi Chai; Daniela Mattos; Felipe Barbosa; Gabriel Baggio; Grupo Laranjas; Guga Ferraz; Gustavo Duarte; Gustavo Pessoa; Helena Trindade e Luis Cavalheiros; Izabela Pucú; Jorge Emanuel; Kiko Nazareth; Lau Caminha; Letícia Parente; Márcia X; Mariana Thesi; Mauro Espíndola; Milton Machado; Raphael Fonseca; Ricardo Basbaum; Ricardo Ventura e Márcia X; Rodolfo Caesar; Romano; Ronald Duarte; Silvio Tavares; Simone Michelin; Tamara Willerding
Curadoria de Alexandre Sá, Beatriz Lemos e Daniela Mattos
28 de julho, sexta-feira, 20h
Espaço Bananeiras
Ladeira do Castro 209, Santa Teresa, Rio de Janeiro - RJ
21-2221-2402 ou leovidela@ig.com.br
Diariamente, 14-22h
Realização: Espaço Bananeiras - Léo Videla
Produção: Mara Pereira e Simone Lago
Exposição até 30 de julho de 2006
Enviado por Alexandre Sá a.barretto@uol.com.br
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José Patrício
Vuco-Vuco
27 de julho, quinta-feira, 20h
Galeria Mariana Moura
Av Rui Barbosa 735, Graças, Recife - PE
81-3421-3725 ou mariana@marianamoura.com.br
www.marianamoura.com.br
Segunda a sexta, 10-19h; sábados, 10-13h
Exposição até 16 de setembro de 2006
Sobre a exposição
Enviado por Jam Comunicação jam_comunicacao@terra.com.br
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Debate
O Espaço Inventado
Participantes: Cristina Agostinho, Fabrício Vaz Nunes e Paolo Ridolfi
27 de julho, quinta-feira, 17h30
Museu de Arte Contemporânea - MAC
Rua Desembargador Westphalen 16, Sala Theodoro De Bona, Centro, Curitiba - PR
41-3222-5172 ou mac@pr.gov.br
www.pr.gov.br/mac
Enviado por Imprensa SEEC imprensa@seec.pr.gov.br
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CURSOS E SEMINÁRIOS
Curso Design da Luz, com Eliana Zarone
Inscrições abertas
Collegio das Artes
Rua Francisco Leitão 265, Pinheiros, São Paulo - SP
Inscrições: 11-3483-5797 ou cursos@collegiodasartes.art.br
Vagas: 12
Horário: quartas-feiras, 19h30-22h30
Período: 8 de agosto até 19 de dezembro de 2006
Preço: 6 parcelas de R$ 155
Público-alvo: artistas iniciantes e em formação
O curso tem como objetivo introduzir o aluno em experiências com o design da luz com materiais maleáveis e moldáveis como papel, cartão, policarbonato, entre outros, enfatizando a construção da forma por corte e dobra, pela geometria e pela organização modular de sua arquitetura, na construção de design para luminárias.
Publique seu comentário no Cursos e Seminários
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BLOG DO CANAL
Portaria Normativa/IPHAN n° 01, de 5.7.2006 - Elaboração de Plano Museológico
Foi publicado, no Diário Oficial da União de 11 de julho de 2006, a Portaria Normativa/IPHAN n° 01, de 5.7.2006, que dispõe sobre a elaboração do Plano Museológico dos museus do Iphan.
A portaria tem a finalidade apresentar os procedimentos para a organização da gestão dos museus do Iphan e detalha as diretrizes e procedimentos para elaboração de Plano Museológico, indicando inclusive quais programas ele deve conter.
A portaria trata-se de um ato inovador no campo museológico e certamente servirá de base para que outros museus, além daqueles vinculados ao Iphan, possam adotá-la para elaboração de seus planos museológicos.
Leia a Portaria Normativa e publique seu comentário no Blog do Canal
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REDE
Cadastro Nacional dos Museus
Dando prosseguimento às ações do Cadastro Nacional de Museus, O Departamento de Museus e Centros Culturais do IPHAN está realizando parcerias com o intuito de dispor de assistentes para mapear as instituições museológicas brasileiras e de oferecer apoio direto no preenchimento do questionário de cadastramento. Mais Informações: www.iphan.gov.br e cadastro.demu@iphan.gov.br. Indicamos abaixo os estados que já possuem assistentes:
Amazonas e Acre: Regina Vasconcellos - regina27@click.com.br - (91) 3252.5373.
Bahia: Eliene Bina - elienebina@ig.com.br - (71) 3117.6440.
Ceará: João Paulo Vieira Neto - joao_paulo@yahoo.com.br - (85) 3101.2610.
Distrito Federal: Adriana Bandeira - adrianabandeira@iphan.gov.br - (61) 3414.6207
Goiás: Tânia Mendonça - taniaqmendonca@hotmail.com - (62) 3201.4651.
Minas Gerais: Meire Ana Moreira Castro e Silva - (11) 3269.1168.
Paraná: Wivian Patrícia Pinto Diniz - wivian@aadiniz.com - (41) 9637.5410.
Pernambuco, Alagoas e Sergipe: Regina Batista - regina.batista.silva@terra.com.br - (81) 3221.3709.
Rio de Janeiro e Espírito Santo: Adolfo Samyn Nobre de Oliveira - adolfonobre@gmail.com - (21) 2215.0359.
Rio Grande do Norte e Paraíba: Janaína Luana Louise Xavier - jana_lu10@hotmail.com - (84) 3232.4953.
Rio Grande do Sul: Carine Silva Duarte - semrs@via-rs.net - (51) 3286.2037.
Santa Catarina: Elizabete Neves Pires - betinhapires@yahoo.com.br - (48) 9981.6371.
São Paulo: Cecília Machado - ceciliafm@uol.com.br - (11) 3351.8107.
Enviado por Departamento de Museus e Centros Culturais demu@iphan.gov.br
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TEXTOS DO E-NFORME
ROCHELLE COSTI
Certos hábitos reúne trabalhos de duas séries que versam sobre o mesmo tema: o consumo. ‘Toalhas’ (1996/2006) é uma série construída a partir da experiência infinitamente repetida do ato de reunirmo-nos à mesa para comer. Tendo como referência as toalhas plásticas populares vendidas a metro - com estampas fotográficas de alimentos suculentos e saudáveis - foram elaboradas padronagens utilizando restos da mesa, tais como frutas podres, cinzeiros sujos, flores mortas e vegetais mofados.
Já em Escolha (2005), retrata-se o comércio popular, tais como uma banca de camelô e o interior de uma pequena loja de produtos para cosmética. A imagem ampliada e profusiva dos pequenos estabelecimentos comerciais torna possível a leitura dos desejos da população e da importância que a posse e uso destes objetos, em sua maioria cópias baratas e ilusórias dos estereótipos impostos pelos apelos comerciais, exerce sobre suas vidas.
Através da recuperação da história individual, comenta-se a descartabilidade imposta pela sociedade de consumo, que não permite que reservemos espaço na memória para guardarmos o registro de nosso afeto particularizado, dificultando a compreensão de nós mesmos e a preservação de nossos valores mais legítimos.
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AquiSeGrava na 90 Arte Contemporânea
A coletiva AquiSeGrava, com as novas criações dos artistas do Atelier Villa Venturoza expõe obras em vários suportes explorando as formas da prática da gravura.
A artista Alexandra Morizot apresenta uma instalação na parede onde o branco recupera o universo da escrita em braille através de 144 impressões em relevo. Com a gravação de rendas francesas de acervo familiar, Bia Sasso constrói uma ponte entre França e Maranhão, com tiras de gravuras, rolos de renda original francesa e fotogravuras em relevo de rendas do Maranhão.
Gilda Goulart apresenta gravuras em elementos vegetais, chegando a impressões diversas com metal, acrílico, alumínio, PVC e suas transformações. Thereza Miranda mostra gravura em grande dimensão com perfis das montanhas do Rio de Janeiro usando técnicas como água forte e água tinta.
O artista Armando Barbosa exibe a série de gravuras Um plano quase perfeito, enquanto Rizza Conde mostra desenhos que evocam o feminino. Já Roberto Tavares explora cores e formas cromáticas utilizando recursos gráficos.
Para o escritor e crítico Ferreira Gullar a gravura foi perdendo espaço nas artes brasileiras e poucos artistas mantiveram-se fiéis a arte.“Os artistas do Atelier Villa Venturoza, surgido em 2001, reúne sete gravadores de muita qualidade, e é um exemplo de talento e dedicação à causa da gravura. O grupo trabalha pela preservação dessa arte, valendo-se das técnicas tradicionais e da fotogravura”, afirma o escritor no texto de apresentação da exposição.
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Atelier Villa Venturoza
O grupo de artistas do Atelier Villa Venturoza, formado por Armando Barbosa, Alexandra Morizot, Bia Sasso, Gilda Goulart, Rizza Conde, Roberto Tavares e Thereza Miranda, constituiu-se pela necessidade que a gravura em geral provoca, de um espaço artístico e técnico em que se possa trocar experiências, compartilhar materiais, discutir encaminhamentos, tornar a aquisição de conhecimentos específicos um processo que se amplia na prática de todos os modos de gravar.
Historicamente, a gravura se fez em oficinas, no embate entre mestres e aprendizes, na complementação e na ajuda, no consenso e no conflito de idéias, na intervenção do outro que valoriza as individualidades, tornando-as uma escolha cotidiana de motivos, soluções técnicas, fidelidades, criação, caminhos, variações e liberdade.
Assim como se produz coletivamente, sem perder a identidade de cada um, os artistas reunidos para a exposição AquiSeGrava querem mostrar como o grupo é, identificando uma pluralidade de imagens e procedimentos na arte de gravar o metal. O ato de imprimir, prensar, queimar, mergulhar no ácido, dar banhos, molhar papel, pesquisar, e tantas outras atividades funcionam com algumas pessoas interagindo, conversando, pensando arte, sugerindo e trocando experiências com objetivos comuns. Mostrar o grupo é mostrar que o produto do trabalho se mantém como uma expressão absolutamente personalizada, embora o processo de produção seja compartilhado.
Para o público em geral, é preciso denunciar mistérios e contar que a gravura, como uma forma de expressão artística, supõe uma complexa série de passos, etapas, camadas sucessivas de atividades, sopros e poeiras que antecedem cada aveludado, cada espaço aberto, cada corte, cada recanto de luz, cada sombra e cada claro-escuro.
É também uma oportunidade de evidenciar a convivência prazerosa que mantém um ambiente de aula, de aprendizagem permanente, para profissionais que já têm experiência consagrada, mas que admitem que o processo de produção da gravura requer humildade para a descoberta permanente e a pesquisa.
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FERREIRA GULLAR
No começo do século XX, em pleno florescimento da idade industrial, quando o artesanato entrou em crise, a gravura ressurgiu com força redobrada, graças aos artistas expressionistas alemães. E esse ressurgimento estendeu-se ao Brasil, graças principalmente a Oswald Goeldi, cuja obra fecundou e enriqueceu a arte brasileira. Mas, a partir das últimas décadas do século, como conseqüência do que se chama agora de “arte contemporânea”, a gravura perdeu força e foi marginalizada. Não obstante, alguns poucos artistas se mantiveram fiéis a essa arte, que se mantém viva. Exemplo disso é o Atelier Villa Venturoza, projetado em 2001 por Rizza Conde, que reúne sete gravadores de muita qualidade, entre as quais a própria Rizza e Thereza Miranda, exemplo de talento e dedicação à causa da gravura. Esse grupo trabalha pela preservação dessa arte, valendo-se das técnicas tradicionais e da fotogravura. Trata-se de uma luta silenciosa e discreta, mas que enriquece o nosso universo imaginário, mesmo porque, quando se trata de arte, o que importa mesmo é a qualidade do que se cria. Cabe-me ressaltar, como admirador dessa forma de expressão estética, a importância que tem, para a arte brasileira, o trabalho de gravura realizado no Atelier Villa Venturoza.
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José Patrício na Mariana Moura
No espaço, serão expostos 56 múltiplos feitos com 56 jogos de dominós diferentes, além das obras compostas por diversos tipos de botões de roupa, pintados com esmalte sintético, tendo como suportes quadrados em madeira. O conceito da exposição é utilizar materiais simples e baratos, normalmente encontrados no comércio popular das grandes cidades, que no Recife ganha o nome de “vuco-vuco”.
Não é de hoje que José Patrício flerta sua arte com os jogos, criando um sistema concebido para gerar sempre novas situações visuais. Através de pesquisas e trabalhos com dominós, o artista investiga as possibilidades poéticas da apropriação de objetos cotidianos em substituição à invenção formal (conceito introduzido pelo artista Marcel Duchamp através do readymade). No entanto, José Patrício não se apropria dos objetos industrialmente produzidos tal qual o conceito do readymade; a partir desses objetos, no caso os dominós, o artista cria situações formais e cromáticas, investigando novas possibilidades de invenção formal.
A regra do dominó é numérica. Cada uma de suas 28 pedras está dividida em dois campos iguais. Sobre eles estão pintados de zero a seis pontos que correspondem aos sete primeiros algarismos. As peças são divididas entre jogadores que devem baixá-las, uma por vez, de modo a colocá-las junto a uma das metades das pedras já arriadas cujo número de pontos seja idêntico a um dos lados da nova peça. Ganha quem terminar primeiro. Nos seus múltiplos, José Patrício abandona o padrão aritmético do jogo de dominó e passa a combiná-las para produzir situações gráficas e cromáticas destinadas somente ao olhar. Daí a idéia da contemplação.
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