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outubro 25, 2020

Seminário online Emergência e Resistência - Pedagogias Radicais na EAV Parque Lage

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em parceria com o Instituto Rubens Gerchman, apresenta o Seminário Emergência e Resistência - Pedagogias Radicais, série de encontros online abertos e gratuitos sobre pedagogias experimentais no ensino das artes. O seminário antecipa o lançamento de nova publicação sobre o projeto pedagógico-artístico de Rubens Gerchman (1942-2008), fundador e gestor da EAV Parque Lage nos anos 70.

O segundo ciclo, na quarta-feira, dia 28 de outubro, se debruça sobre as pedagogias nas artes dentro do campo das experiências regionais e conta com a participação de Mãe Celina de Xangô (BRA), Júlia Rebouças (BRA) e Mônica Hoff (BRA), com provocações de Camilla Rocha Campos (BRA), Jessica Gogan (IRL) e com mediação do curador da EAV Parque Lage, Ulisses Carrilho. Os próximos ciclos serão sobre as seguintes temáticas: Experiências Regionais (4 NOV), Escola, Projeto de Artista (25 NOV), e o lançamento do livro [situado] (12 DEZ). O horário dos encontros é sempre de 15h às 17h.

O segundo e terceiro ciclo de nosso seminário, Experiências Regionais abordam a regionalidade nacional e local ao falar de práticas de um sul simbólico que se revela nas relações hierárquicas entre Estados brasileiros e espaços que, mesmo quando localizados em Estados hegemônicos como o Rio de Janeiro, são periféricos e relegados pela lógica do capital. Nos dois ciclos receberemos convidados que irão apresentar e dialogar sobre práticas de ensino e pesquisa em projetos não institucionalizados ou que, quando o são, criam fricções e novas possibilidades nestes locais. Todos exemplos se valem de redes para e se dedicam às vivências singulares, com compromisso com o contexto local.

Uma curadoria especial de documentos de arquivos do Memória Lage e do Instituto Rubens Gerchman estará disponibilizada no Tumblr, além de registros dos encontros e reflexões críticas elaboradas pela coletiva de pesquisa curatorial NaPupila.

Convidados para os seguintes encontros: Anna Bella Geiger, Cristiana Tejo, Fernanda Lopes, Gleyce Kelly Heitor, Heloisa Buarque de Hollanda, Luis Camnitzer, Robnei Bonifácio, e os provocadores Mara Pereira, Moacir dos Anjos, Pollyana Quintella, Thelma Vilas Boas, e Octavio Zaya, entre outros. Para mais informações, acesse o site.

O Seminário online é gratuito e com acesso livre. Acesse ao vivo pelo canal do YouTube.

Concepção e organização do seminário: EAV Parque Lage em parceria com Instituto Rubens Gerchman com Isabella Rosado Nunes. O livro é uma realização do Instituto Rubens Gerchman (IRG), da ArtEdu Stiftung, e da Azougue Editorial, com organização de Organização Clara Gerchman, Isabella Rosado Nunes e Sergio Cohn.

Posted by Patricia Canetti at 12:28 PM

outubro 19, 2020

Minicurso #1: Faz escuro mas eu canto na Bienal na Web

A quais imaginários, paisagens e espaços a escuridão pode nos conduzir? Quais vozes e cantos emergem do diverso do mundo em tempos extremos? É possível ouvi-los sem reduzir sua diversidade aos nossos próprios modos de sentir e pensar? Como se relacionar com essas vozes sem impor-lhes a transparência da razão ocidental, reconhecendo suas opacidades, nos termos de Édouard Glissant?

A partir da aproximação entre obras dos quatro artistas que participaram de As vozes dos artistas #1: o verso Faz escuro mas eu canto, o minicurso é composto por 4 reuniões virtuais (com 1h30 de duração, cada) e propõe uma trama de relações pela qual refletiremos sobre essas perguntas. Ele acontece de 29 de outubro a 19 de novembro de 2020, sempre às quintas-feiras, das 19h às 20h30.

Das memórias abissais do Atlântico negro às águas que correm nos subterrâneos das cavernas e da História, faremos ecoar vozes que refletem e refratam outras possibilidades de re-existências, recriações e transcendências. Ao propor encontros e instaurar acontecimentos e relações por meio das artes, este minicurso é um convite a experimentar o lugar da encruzilhada, em suas dimensões de abertura, interação, interseções, hibridismos, memórias e seus múltiplos processos de trânsito políticos e poéticos.

PROGRAMA

Encontro 1 | 29/10, 19h - 20h30
Encruzilhadas poéticas: entre deslocamentos, percursos e traduções
a partir das obras de Zina Saro-Wiwa + Manthia Diawara
Convidado: Prof. Stênio Soares (UFBA)

Encontro 2 | 5/11, 19h - 20h30
“O que você chama luz para mim é escuridão”: reencontrando a caverna, a cidade e a exposição
a partir das obras de Edurne Rubio + Carmela Gross

Encontro 3 | 12/11, 19h - 20h30
Tecendo a manhã: arte, política e opacidade
a partir das obras de Zina Saro-Wiwa + Carmela Gross

Encontro 4 | 19/11, 19h - 20h30
"Enquanto falamos, nos tornamos": o pensamento do outro, o outro do pensamento
a partir das obras de Manthia Diawara + Edurne Rubio

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES

Gratuita, com preenchimento do formulário online
difusao@bienal.org.br

SOBRE OS MINICURSOS

A proposta dos minicursos é adensar e expandir as tramas de relações em torno dos enunciados da 34ª Bienal. Oferecidos nas semanas seguintes aos encontros com artistas da série As vozes dos artistas, os minicursos compõem-se de 4 encontros movidos por questões que emergem da aproximação entre conteúdos relacionados aos artistas e convidados das lives. Os encontros serão permeados pela apresentação de obras, músicas, textos poéticos e teóricos, em um formato menos acadêmico e mais experimental. Ao final dos encontros, espera-se que os participantes tenham conhecido mais de perto os artistas e convidados das lives, percebendo ao mesmo tempo as reverberações que sua relação com os enunciados produz.

Os minicursos são organizados pelas equipes de pesquisa e difusão e de mediação e difusão da Fundação Bienal de São Paulo.
Vagas oferecidas: 80, mediante seleção por análise do formulário de inscrição.
As pessoas selecionadas serão informadas por email até o dia 27/10, quando as orientações para acessar os encontros serão enviadas.
Os encontros serão realizados pela plataforma Zoom.
Os certificados serão emitidos para participantes com frequência mínima de 3 encontros.

Posted by Patricia Canetti at 9:40 AM

As vozes dos artistas: 34ª Bienal de São Paulo conversa com artistas convidados

Nos encontros organizados na série As vozes dos artistas, a curadoria da 34ª Bienal de São Paulo conversa com artistas convidados, brasileiros e estrangeiros, sobre os enunciados da mostra – objetos com histórias marcantes e em torno dos quais as obras serão distribuídas na exposição, sugerindo leituras poéticas multifacetadas.

No dia 22 de outubro, quinta-feira, às 19h (UTC–03:00), você poderá participar do encontro sobre o título da exposição, Faz escuro mas eu canto, verso do poeta amazonense Thiago de Mello (Barreirinha, 1926) publicado em livro homônimo do autor em 1965. Desde sua primeira redação, entre 1962 e 1963, o verso já ganhou diferentes interpretações: de conclusão esperançosa do poema Madrugada camponesa ("faz escuro mas eu canto / porque a manhã vai chegar"), quando a promessa da reforma agrária e outros projetos progressistas parecia prestes a se tornar realidade, a sussurro de resistência nos piores anos da ditadura militar.

Na primeira live da série As vozes dos artistas, Jacopo Crivelli Visconti, curador geral da 34ª Bienal, e Paulo Miyada, curador adjunto, conversam com o artista Manthia Diawara (1953, Bamako, Mali), escritor, pesquisador de estudos culturais, diretor de cinema e acadêmico. Diawara escreveu amplamente sobre filmes e obras literárias que abordam a Diáspora Negra. O encontro também trará entrevistas gravadas com as artistas Carmela Gross (1946, São Paulo, SP), Edurne Rubio (1974, Burgos, Espanha) e Zina Saro-Wiwa (1976, Port Harcourt, Nigéria). No final, Jacopo, Paulo e Manthia responderão às perguntas enviadas pelo público.

Inscreva-se aqui! É gratuito!

Para você se programar: nas quatro semanas seguintes ao encontro, um Minicurso gratuito aprofundará os temas abordados na live As vozes dos artistas #1: sobre o verso “Faz escuro mas eu canto”. O curso é composto por 4 reuniões virtuais (29/10, 5/11, 12/11 e 19/11, sempre às quintas, das 19h às 20h30) que apresentam trechos inéditos das entrevistas com artistas, discutem os temas previamente abordados, compartilham referências bibliográficas e outros materiais de pesquisa. É gratuito! As inscrições começam no dia 19 de outubro.

SOBRE OS ARTISTAS PARTICIPANTES

Manthia Diawara

A biografia e a obra de Manthia Diawara (1953, Bamako, Mali) são marcadas pela vivência e pelo profundo conhecimento, tanto num nível pessoal quanto no acadêmico e intelectual, da história e da cultura negra africana e afro-americana. Crítico e professor de literatura comparada e cinema, escritor e cineasta, Diawara segue em seus filmes os preceitos do cinema etnográfico de autores como Jean Rouch, cuja importância foi ao mesmo tempo reconhecida e questionada em Rouch in reverse [Rouch em reverso] (1995). Ao descrever o filme, Diawara explica: “Fiz esse filme sobre Rouch como um rito de passagem para mim mesmo. [...] Queria passar por Rouch para tornar visíveis novas vozes e novas imagens da África; as que desafiam os estereótipos e o primitivismo”. Esse desejo de subverter a dinâmica convencional da antropologia, fazendo com que o antigo “objeto de estudo” (o negro africano) passe a ser o agente questionador, é o que move a maioria dos filmes de Diawara, nos quais o diretor é quem conduz, em cena, a narrativa, fazendo perguntas, pedindo explicações, assumindo o papel socrático de quem admite (ou finge) não saber, para chegar ao âmago das coisas.

Por meio de seus filmes, Diawara tem construído um repertório extremamente rico e estratificado de retratos de pensadores de várias partes do mundo, que são convocados para um diálogo imaginário na instalação concebida para a 34ª Bienal, uma espécie de “parlamento” de autores fundamentais para a formação do próprio artista e para a compreensão do mundo em que vivemos. Tendo entre seus protagonistas Édouard Glissant, referência fundamental na concepção da exposição, a instalação reúne escritores, artistas, poetas, políticos e pensadores de várias épocas e lugares, como Wole Soyinka, Angela Davis e David Hammons, entre outros, numa conversa composta por meio de falas gravadas por Diawara ao longo das últimas décadas. Para além dos assuntos abordados diretamente nas falas dos protagonistas, a instalação pode ser lida, também, como uma meditação sobre o tempo e sobre as transformações que ele traz, tanto na evolução de teorias sociais, políticas e filosóficas, quanto no plano pessoal e íntimo. Temas caros a Glissant – como a “poética da relação” e a defesa do direito à “opacidade” do pensamento e da personalidade de cada um – permeiam a instalação e atualizam o legado do grande pensador martinicano, amigo pessoal e objeto de estudo de longa data de Diawara.

Carmela Gross

Carmela Gross (1946, São Paulo, SP) participou pela segunda vez da Bienal de São Paulo em 1969, mesmo ano em que completou sua graduação em Artes na FAAP, em um curso concebido pelo professor Flávio Motta a partir de sua proposta para um curso de formação de professores de desenho. Desde essa época, Gross tem estruturado sua obra por um entendimento complexo das ideias de desenho e projeto. Ciente da vocação do desenho como ação formadora que imprime intencionalidades na organização material do mundo, ela muitas vezes explora modos de subverter seu funcionamento, empregando técnicas e linguagens para projetar garatujas, ruídos e vultos.

Constantemente, é a observação do espaço urbano que provoca esses procedimentos de desenho e projeto. O conjunto de obras que apresentou na Bienal de 1969, por exemplo, remetia a elementos urbanos recobertos ou ocultos, usualmente desapercebidos pelos passantes. No contexto da escalada da censura e da violência de Estado promovidas pelo regime militar, uma grande lona cinza-esverdeada recobrindo uma estrutura metálica avultada A Carga (1968) aparecia não apenas como uma escultura misteriosa, mas estava impregnada de sentidos de ameaça e perigo.

Edurne Rubio

Edurne Rubio (1974, Burgos, Espanha) desenvolve um trabalho em vídeo, cinema e performance que se baseia no universo do documentário e da antropologia, utilizando metodologias de pesquisa compartilhadas. Grande parte de seus projetos toma como referência personagens ou espaços arquitetônicos que foram política, cultural e socialmente significativos para determinados grupos de indivíduos ou localidades. A artista investiga situações e histórias que sobrevivem na memória coletiva de forma difusa, sujeitas a diferentes interpretações e pontos de vista e, portanto, no limiar entre ficção e realidade. Por meio de entrevistas e material de arquivo, a artista compõe uma espécie de segunda realidade, criando novas narrativas para apresentar e abordar o passado. Através da performance, do áudio e da imagem em movimento, ela propõe um jogo entre o factível e o imaginável, alterando a percepção do tempo e do espaço do espectador.

Em Ojo Guareña (2018), por exemplo, Rubio sobrepõe distintas temporalidades numa viagem cinematográfica que tem como pano de fundo um complexo de cavernas situadas na província de Burgos, na Espanha. O enredo é inspirado na história familiar da artista, e se torna uma homenagem ao seu pai e seus tios, ao abordar a situação que viveram durante a ditadura espanhola de Francisco Franco (1939-1975), no final dos anos 1960. Entusiastas dos romances de Júlio Verne e fartos de um contexto social e politicamente opressor, eles começaram a visitar as grutas da região, na busca de um lugar onde se esconder da censura e desfrutar de alguns momentos de liberdade. O filme, gravado in situ, segue um grupo de espeleólogos que explora as cavernas nos dias de hoje. Na escuridão, é difícil perceber os contornos do espaço e os desenhos pré-históricos nas paredes. As vozes das pessoas chegam ao espectador de forma difusa, misturando-se ao barulho da água e às canções revolucionárias dos espeleólogos que remontam à época franquista.

Daqui, comissionada pela 34ª Bienal, é uma obra sonora que reconstrói um espaço e uma época decisivos para a arte experimental e a liberdade de expressão no Brasil, ao abordar o papel exercido pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) como lugar-chave para a experimentação artística radical nos anos 1970, durante a ditadura militar no país. Na época, o MAC estava instalado no mesmo prédio onde acontece a Bienal de São Paulo. O áudio é constituído por uma série de entrevistas com artistas, curadores, funcionários da instituição e visitantes assíduos do museu, que foram testemunhas dos acontecimentos. Os relatos e os argumentos se misturam no espaço do pavilhão da Bienal, estabelecendo conexões entre a memória e o lugar. O complexo sonoro funciona como uma história coletiva fragmentada, baseada em memórias pessoais, agregando novos episódios a uma história negligenciada.

Zina Saro-Wiwa

Zina Saro Wiwa (1976, Porto Harcout, Nigéria) é uma artista nigeriana, baseada em Brooklyn, Nova York (EUA). Ela trabalha principalmente com vídeo, mas também com fotografia, escultura, som e alimentação. Fundou, na região do Delta do Níger (Nigéria), a galeria de arte contemporânea Boys’ Quarters Project Space, para a qual frequentemente realiza curadorias. O interesse artísticos de Saro Wiwa reside em mapear territórios sentimentais.

Frequentemente, a artista explora em seus trabalho experiências extremamente pessoais, registrando cuidadosamente suas coreografias, como uma forma de tornar tangível o espaço entre experiências internas e performances externas, bem como as relações transculturais e ambientais/geográficas dessas articulações. No cerne do seu trabalho de videoperformances está a dinâmica instável entre “verdade”, “realidade” e “performance”.

O trabalho de Wiwa pode ser encontrado na Menil Collection (Texas, EUA); Seattle Art Museum (Washington, EUA); Pulitzer Foundation (Missouri, EUA); Moderna Museet (Estocolmo, Suécia); Stevenson Gallery (Cidade do Cabo, África do Sul); Goodman Gallery (Cidade do Cabo, África do Sul); Nikolaj Kunsthal (Copenhague, Dinamarca); Tate Britain (Londres, Inglaterra); Fowler Museum (Los Angeles, EUA); no Brooklyn Museum (Nova Iorque, EUA) e muitas outras instituições. Em 2017, a artista foi contemplada com a Guggenheim Fellowship for Fine Arts.

Posted by Patricia Canetti at 9:14 AM

outubro 18, 2020

Aula aberta de Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale inaugura curso on-line na EAV Parque Lage

Na próxima terça-feira, 20 de outubro, às 19h, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage inaugura o curso “Sobre abstracionismos nacionais e internacionais”, ministrado pela artista Anna Bella Geiger e pelo curador Fernando Cocchiarale. A primeira aula será transmitida ao vivo, gratuitamente, através do canal do YouTube da EAV, sem inscrição prévia.

Partindo da pesquisa realizada em 1980 e 1981, que deu origem ao livro 'Abstracionismo geométrico e informal – a vanguarda brasileira nos anos cinquenta', obra fundamental para a história da arte brasileira, lançada pela FUNARTE em 1987, Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale se debruçam sobre o período do pós 2ª guerra, expandindo o diálogo com a arte internacional. Hoje, 40 anos após esta crucial pesquisa ter sido realizada, a EAV lança o curso on-line Sobre Abstracionismos Nacionais e Internacionais, no qual os professores apresentam uma constelação de obras e artistas dedicados à produção de abstratos desde a década de 1950. O curso retoma conceitos fundamentais para a produção artística, construindo relações com a contemporaneidade e atualizando a importância do pensamento abstrato.

SOBRE O CURSO

Sobre Abstracionismos Nacionais e Internacionais

O curso de Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale é uma introdução à Arte Abstrata no Brasil e no exterior, durante o pós 2ª Guerra Mundial (anos 1950), que analisará diversas obras daquele período, suas relações e influências nas gerações atuais.

DINÂMICA
Aulas expositivas on-line por videoconferência

PÚBLICO
Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema.

QUANDO
20 de outubro a 08 de dezembro, sempre às terças, de 19h às 21h.

VALOR
R$ 760,00 ou 2x de R$ 380,00

MAIS INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
http://eavparquelage.rj.gov.br/sobre-abstracionismos-nacionais-e-internacionais/
cursos@eavparquelage.org.br
whatsapp: 21-99232-8162

SOBRE OS PROFESSORES

ANNA BELLA GEIGER

Nascida no Rio de Janeiro, em 1933. Graduada em Línguas Anglo-Germânicas, pela Faculdade Nacional de Filosofia (UFRJ). Ainda nos anos 1950, estudou História da Arte e Sociologia da Arte com Hanna Levy Reinhardt na New York University e na New School for Social Research. Em 1952 participou da 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Rio de Janeiro, e em 1962 ganhou o Primér Premio Casa de Las Americas, Tava, Cuba. Desde então, tem exposto regularmente, em individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, como em muitas edições da Bienal de São Paulo, Veneza, Bienalle du Jeune (Paris, 1967), II Bienal de Liverpool, 5 éme Bienalle Internationale de Photographie (Liège, 2000), na Trienal Poligráfica de San Juan, e na 11th International Biennial Exhibition of Prints in Tokyo (1979). Seus trabalhos integram coleções como a do MoMA (Nova York), do Centre Georges Pompidou (Paris), Tate Modern e Victoria and Albert Museum (Londres), Getty Institute (Los Angeles), The FOGG Collection (Boston), Hank Hine – TAMPA Museum (Flórida), entre outras. Com Fernando Cocchiarale, publicou o livro “Abstracionismo geométrico e informal” (Funarte, 1987). Ensina no Higher Institute for Fine Arts – HISK (Ghent, Antuérpia), e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro).

FERNANDO COCCHIARALE

Professor de Filosofia do Departamento de Filosofia da PUC-RJ desde 1978, e da Escola de Artes visuais do Parque Lage desde 1990. Autor de livros como “Abstracionismo Geométrico e Informal: A Vanguarda Brasileira dos Anos 50” com Anna Bella Geiger (Rio de Janeiro, MEC/ Funarte, 1987), e “Quem Tem medo da Arte Contemporânea” (Recife, Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2006). Publicou cerca de 200 artigos, textos e resenhas em coletâneas, catálogos, jornais e revistas de arte do Brasil e do exterior tais como o Jornal do Brasil, RJ; Módulo, RJ; Guia das Artes, SP; Galeria e ArtNexus, Colômbia. Foi membro da comissão curadora do Projeto Rumos Visuais de 1999 a 2000; curador-coordenador do mesmo projeto entre 2001/2002 e, de 2000 a 2007, curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Foi curador da Casa de Cultura Laura Alvim (2011/2012), no Rio de Janeiro, e curador das mostras de arte contemporânea do Santander Cultural, Recife (2011). É Doutor em Tecnologias da Comunicação e Estética pela Escola de Comunicação da UFRJ (2012). Em 2016 reassumiu a curadoria do MAM/RJ.

Posted by Patricia Canetti at 6:08 PM

outubro 11, 2020

Fundação Iberê convida Carol Anchieta e Maxwell Alexandre para um bate-papo sobre “Pardo é papel”

No dia 14 de outubro, quarta-feira, a partir das 19h, a Fundação Iberê promove uma live com o artista carioca Maxwell Alexandre, sobre a exposição “Pardo é Papel”. O bate-papo será comandado pela jornalista Carol Anchieta, pelo Instagram @fundacaoibere. Com passagens por veículos como TV UNISINOS, Canal Futura, Rede Globo e RBS TV, Carol é mestranda em Design Estratégico para Inovação Social, com foco em moda sustentável e Afrofuturismo. Integra o grupo de estudos "Atinuké - Pensamento de Mulheres Negras" e, atualmente, trabalha como assessora de Diversidade da Secretaria de Estado da Cultura.

Aos 29 anos, Maxwell retrata em sua obra uma poética que passa pela construção de narrativas e cenas estruturadas a partir da vivência cotidiana pela cidade e na Rocinha, onde nasceu, trabalha e reside. Com obras no acervo do Museu de Arte do Rio, Pinacoteca de São Paulo, MASP, MAM-RJ e Perez Museu, ele apresenta “Pardo é Papel” em Porto Alegre, de 17 de outubro a 17 de janeiro, após levar sua primeira exposição individual ao Museu de Arte do Rio e ao Museu de Arte Contemporânea de Lyon, na França. “Ao visitar a exposição de Maxwell Alexandre no MAR, tive a certeza da importância de

“Pardo é Papel” em Porto Alegre pela visão social de sua obra e, também, pela oportunidade de abrir nossas portas para a nova geração de artistas que se destacam internacionalmente”, destaca Emilio Kalil, diretor-superintendente da Fundação Iberê.

A sensibilidade da realidade social do Rio de Janeiro - “Em maio de 2017, num desses dias de ateliê em que você vai sem saber muito o que fazer, eu pintei três autorretratos em folhas de papel pardo que estavam perdidas por ali. No dia seguinte, quando olhei as pinturas penduradas na parede, percebi que realmente havia uma sedução estética muito potente, mas somente quando fui fazer a quarta pintura me dei conta do ato político e conceitual que eu estava articulando ao pintar corpos negros sobre papel pardo, uma vez que a cor parda foi usada durante muito tempo para velar a negritude. A designação “pardo” encontrada nas certidões de nascimento, em currículos e carteiras de identidade de negros do passado foi necessária para o processo de redenção – em outras palavras, de clareamento – da nossa raça. Porém, nos dias de hoje, com o crescimento dos debates, a tomada de consciência e reivindicações das minorias, os negros passaram a projetar sua voz, a se entender e se orgulhar, assumindo seu nariz, seu cabelo e construindo sua autoestima por enaltecimento do que se é, de si mesmo. Esse fenômeno é tão forte e relevante que o termo “pardo” ganhou uma conotação pejorativa dentro dos coletivos negros. Dizer a um negro hoje que ele é moreno ou pardo pode ser um grande problema”, diz o artista.

Posted by Patricia Canetti at 4:07 PM

Webinário Processos curatoriais no MAC USP, São Paulo

Processos curatoriais: reconhecer a rede São Paulo

Entre 22 de setembro e 27 de outubro, às terças-feiras, o MAC USP realiza série de webinários para discutir a questão curatorial, tendo como base o Projeto Temático FAPESP "Coletar, Identificar, Processar, Difundir. O Ciclo Curatorial e a Produção do Conhecimento", com sede no próprio Museu, que envolve a pesquisa e preparação para a reformulação da mostra permanente de acervo, prevista para o segundo semestre de 2021.

Os encontros pretendem ampliar a compreensão de curadoria para além do momento de extroversão dos acervos, mas também como processo de produção de conhecimento que envolve diversos saberes. A curadoria reconhecida como um conjunto de ações que se desenvolve em diversas etapas e abrange desde a aquisição/coleta de obras, passando pela documentação, catalogação, conservação, pesquisa, educação e extroversão por diferentes meios.

Participam das mesas pesquisadores que se utilizam de práticas curatoriais na extroversão de seus objetos de estudo, contribuindo para a reflexão sobre o ciclo curatorial e sua interação com as equipes técnicas. São representantes de uma rede de instituições na cidade de São Paulo, com a qual o Museu pretende trabalhar colaborativamente em projetos de pesquisa em processos curatoriais.

PROGRAMAÇÃO
às terças-feiras, no canal do YouTube do MAC USP

14H30 — 15H30
Palestras (MESA 1)
15H30 — 16H00
Debate [a partir das perguntas do público]
16H00
Intervalo
16H30 — 17H30
Palestras (MESA 2)
17H30 — 18H00
Debate final [a partir das perguntas do público]

COMISSÃO DE COORDENAÇÃO E EDIÇÃO
Ana Gonçalves Magalhães [MAC USP]
Edson Leite [MAC USP]
Helouise Costa [MAC USP]
Marta Bogéa [FAU USP / MAC USP]
Rodrigo Queiroz [FAU USP / MAC USP]
Bianca Mantovani [Discente / PPGMus]

22 de setembro de 2020 - O ciclo curatorial no MAC USP
Essa sessão abordará o projeto curatorial da mostra de longa duração Visões da Arte no Acervo do MAC USP. Serão apresentadas ações das diferentes equipes, desde a definição do conceito curatorial, conservação, documentação, educação até a produção e o suporte da biblioteca.

14H00 (ABERTURA)
Ana Magalhães [MAC USP]
14H30 (MESA 1)
Helouise Costa [Curadoria]
Rejane Elias [Conservação]
Fernando Piola [Documentação]
16H30 (MESA 2)
Evandro Nicolau [Educativo]
Lauci Bortoluci [Biblioteca]
Ana Farinha [Produção]

MEDIADORA Beatriz Cavalcanti [MAC USP]
DEBATEDORES Julia Abs e Josias Padilha [PGEHA]
RELATORA Marisa Bueno [PPGMus]

29 de setembro de 2020 - Pesquisa e curadoria de arte na USP
Essa sessão tratará o modo pelo qual acervos, arquivos e coleções embasam projetos de pesquisa e em que medida esses projetos empregam estratégias curatoriais.

14H30 (MESA 1)
Tadeu Chiarelli [ECA USP]
Agnaldo Farias [FAU USP]
Ricardo Fabbrini [FFLCH USP]
16H30 (MESA 2)
Dária Jaremtchuck [EACH USP]
Rogério de Almeida [FE USP]
Eduardo Morettin [ECA USP]

MEDIADORA Marta Bogéa [FAU USP / MAC USP]
DEBATEDORES Antonio Herci [PGEHA] e
Gustavo Brognara [PPGMus]
RELATOR Daniel Tapia [PGEHA]

6 de outubro de 2020 - Pesquisa e curadoria em museus e coleções da USP
Essa sessão discutirá o papel da pesquisa e da curadoria nos museus estatutários e coleções da USP, bem como em um de seus institutos e duas unidades de ensino. Serão apresentadas, também, algumas das modalidades de extroversão de seus respectivos acervos.

14H30 (MESA 1)
Paulo César Garcez Marins [MP USP]
Camilo Mello Vasconcellos [MAE USP]
Maria Isabel Landim [MZ USP]
16H30 (MESA 2)
Ana Paula Cavalcanti Simioni [IEB USP]
Mônica Junqueira de Camargo [FAU USP]
Elizabeth Azevedo [ECA USP]

MEDIADOR Rodrigo Queiroz [FAU USP / MAC USP]
DEBATEDORAS Juliana Bittencourt Bovolenta
[PPGMus] e Mélodi Ferrari [PGEHA]
RELATOR Demócrito Mangueira Nitão Júnior [PPGMus]

13 de outubro de 2020 - Pesquisa e curadoria em museus da cidade de São Paulo
Essa sessão terá como foco as especificidades do ciclo curatorial em diferentes museus da cidade de São Paulo. Os curadores convidados compartilharão suas experiências com acervos institucionais de diferentes tipologias e exposições de longa duração.

14H30 (MESA 1)
Felipe Chaimovich [FAAP / MAM SP]
Fernando Oliva [MASP]
Valéria Piccoli [Pinacoteca SP]
16H30 (MESA 2)
Daniel Rincon Caires [Museu Lasar Segall]
Henrique Siqueira [Museu da Cidade de São Paulo]
Márcio Farias [Educador Independente]

MEDIADORA Helouise Costa [MAC USP]
DEBATEDORAS Isabel Rodrigues [PPGMus] e
Joseane Alves Ferreira [PGEHA]
RELATOR Antonio Rodrigues [PGEHA]

20 de outubro de 2020 - Pesquisa e curadoria em institutos culturais
Essa sessão reunirá instituições culturais, de caráter museológico, que mobilizam seus arquivos para conceber um programa curatorial de exposições temporárias. As apresentações devem contribuir para uma reflexão na qual a história/memória institucional e/ ou tais arquivos definem um programa curatorial, ou são a fonte primordial de uma proposta de exposição.

14H30 (MESA 1)
Heloísa Espada [Instituto Moreira Salles SP]
Priscila Arantes [Paço das Artes / PUC SP]
Ana Pato [Memorial da Resistência]
16H30 (MESA 2)
Sofia Fan [Itaú Cultural]
Juliana Braga de Mattos [SESC SP]
Jacopo Crivelli Visconti [Fundação Bienal
de São Paulo]

MEDIADORA Ana Gonçalves Magalhães [MAC USP]
DEBATEDORES Luiza Giandalia Ramos
[PPGMus] e Diogo Gomes dos Santos [PGEHA]
RELATOR John Keven Nunes Silva [PPGMus]

27 de outubro de 2020 - Pesquisa e curadoria nas Instituições de Ensino Superior
Essa sessão tratará da produção acadêmica dos programas de graduação e pós-graduação na tradução estética que possibilita a criação de um campo reconhecível para a curadoria na pesquisa centrada ou não em acervos.

14H30 (MESA 1)
Sônia Salzstein Goldberg [ECA USP]
Gabriel Zacarias [UNICAMP]
Letícia Coelho Squeff [UNIFESP]
16H30 (MESA 2)
Sérgio Romagnolo [UNESP]
Cauê Alves [PUC SP / MAM SP]
Jane de Almeida [PUC SP /
Universidade Mackenzie]

MEDIADOR Edson Leite [MAC USP]
DEBATEDORAS Luciene Aranha Abrunhosa
[PPGMus] e Beatriz Helena Silva [PPGMus]
RELATORA Juliana Caffé [PGEHA]

REALIZAÇÃO
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo

Posted by Patricia Canetti at 10:51 AM

outubro 10, 2020

Jornadas de Outubro na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

EAV Parque Lage realiza 5ª edição das Jornadas de Outubro propondo um diálogo intergeracional. Atividades gratuitas incluem conversas remotas com Maxwell Alexandre e Dalton Paula, experimentações sonoras, produção de livro, ocupação artística no palacete e criação de uma série coletiva de filtros para Instagram

Desde de 2016, outubro é o mês que a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) elegeu para repensar o mundo sob a perspectiva daqueles que carregam o arrojo das mudanças. Enquanto o Dia da Criança é festejado pontualmente no dia 12, as Jornadas de Outubro estendem a comemoração ao mês inteiro, reunindo aqueles que a sociedade chama de “menores”, se interessando por corpos e processos considerados menos importantes dentro de uma sociedade de trabalho autoritária e capitalista. Com programação gratuita dedicada a crianças de todas as idades, as Jornadas acontecem nos formatos on-line e presencial, com atividades abertas ou sujeitas a lotação.

Esse ano, as Jornadas de Outubro buscam inspiração na inquietação das crianças acerca da origem das coisa e dos porquês presentes em todas as faixas etárias. "Nosso mundo será outro?", temática que norteia a 5ª edição do projeto, aponta para um mundo partilhado e pronto a ser imaginado, remodelado, deformado e transformado.

A partir de encontros, experiências artísticas e práticas pedagógicas, a EAV convocou crianças e idosos a construir relações através de suas experiências acerca dos valores e das potências das infâncias. Considerando que crianças não são promessas de vida adulta, mas realidades completas, a EAV propõe a substituição da pergunta "o que você quer ser quando crescer?" por "que mundo começaremos a construir hoje?".

Durante os meses de setembro e outubro, crianças frequentadoras da Biblioteca Lima Barreto (Nova Holanda) participam da atividade “Papo de bibliotecas interetárias”, ministrada pelos professores Prili e Kammal, em que são convidadas a ilustrar histórias escritas por idosos frequentadores da Biblioteca Vida Feliz (Guaratiba). As histórias destinadas às crianças têm como tema infâncias e natureza.

Em um cenário de crise sanitária, importa valorizar a velhice e suas sabedorias partilhadas na tradição oral, nas narrativas familiares - presentes entre todas as gerações. Valorizar nossos velhos é um ato insubordinado quando somos medidos apenas por nossa capacidade de produzir e trabalhar. Qual o tempo do brincar? À distância, com as tecnologias digitais, e por meio de trocas de mensagens e livros, exercitaremos uma aliança com aqueles que construíram nossa sociedade num exercício de escuta. Crianças e idosos têm a ensinar e a aprender sobre um mundo em franca transformação: nestas jornadas, propõe-se a invenção de um mundo que valoriza a vida, com toda sua pluralidade, de maneira inegociável.

"Para a programação das Jornadas de outubro desse ano, optamos por provocar encontros entre diferentes idades com a intenção de criar espaços de troca que reafirmam que ser criança faz parte de experiências de corpos de todas as idades. Através de atividades e conversas, convidamos o público a refletir junte sobre possibilidades de inventar outros mundos", revela Luana Vieira, supervisora do Parquinho Lage.

As inscrições para as atividades devem ser realizadas através dos links disponíveis na programação abaixo. Mais informações: parquinholage@eavparquelage.org.br

PROGRAMAÇÃO

- 3 de outubro, sábado

Abertura Jornadas de Outubro: Por que artista? (atividade não presencial)
Com Maxwell Alexandre
Mediação Alexis Zelensky

Horário: 11h às 12h
Público: crianças de todas as idades
Plataforma: canal de YouTube da EAV

Evento online e aberto.

Durante o mês de outubro, o Parquinho Lage vai convidar dois artistas a realizarem conversas abertas voltadas a crianças de todas as idades. Abrindo as Jornadas de Outubro, no dia 3, o encontro será com Maxwell Alexandre, que falará sobre seu trabalho, sua infância e como ela se relaciona com sua trajetória artística. Maxwell vive e trabalha na favela da Rocinha, foi criado em berço evangélico, serviu o exército e foi patinador de street profissional. Grande parte de suas pinturas tem o tamanho de paredes inteiras e tratam de temas como a escola, a laje, a rua e a igreja. A conversa será mediada pelo professor do Parquinho Lage Alexis Zelensky e contará com perguntas previamente enviadas por crianças. O encontro acontecerá ao vivo, pelo YouTube da EAV, com participação do público, que poderá enviar perguntas através chat.

As perguntas para o artista também podem ser enviadas antecipadamente por DM para o instagram do @parquinholage.

- 10 e 11 de outubro, sábado e domingo

Atividade não presencial: O Grande Ruído Misterioso!
Com Alexis Zelensky, Daniela Seixas e Julia Saldanha

Dias: 10 e 11 de outubro
Horário: 10h às 17h
Público: crianças de todas as idades e suas famílias
Plataforma: Whatsapp

Vagas ilimitadas
Inscrições online até às 16h do dia 10/10:

>> Quem conta um conto aumenta um ponto! Vamos começar uma brincadeira? Uma grande história sonora!

A partir de sons lançados no ar via nossos telefones vamos puxar um fio imenso e embaraçado de ruídos. Através de áudios compartilhados dentro de um grupo de Whatsapp construiremos uma história coletiva de fragmentos sonoros e invenções. A brincadeira começa assim: primeiro você recebe um áudio, um som misterioso... Depois de escutá-lo, você conta um pouco mais dessa história, enviando um áudio com os sons que você quiser para o grupo. O som viaja para outra pessoa que contará mais um pouquinho da história. O que vai surgir? Que transformações podemos provocar? Como será que será que será que será essa história?

No dia 12 de outubro, será publicado o resultado da experimentação sonora O Grande Ruído Misterioso no instagram do @parquinholage.

- 12 de outubro, segunda-feira: Especial Dia das Crianças

Ocupação artística: A energia das crianças
Com Bernardo Magina

Horário: 9h às 17h
Público: todas as idades
Local: Palacete da Escola de Artes Visuais do Parque Lage

Evento presencial e aberto.

Desde 2016, as Jornadas de Outubro têm início no dia 27 de setembro, festejando o Dia de São Cosme e São Damião. Esse ano, os santos serão saudados no dia 12 de outubro, através de uma ocupação realizada pelo artista e professor da EAV, Bernardo Magina. O trabalho consiste em instalação composta por três painéis (de 5m cada) pintados por Magina em homenagem a Cosme, Damião e Doum, que serão hasteados no pátio do palacete. Completam o trabalho 50 barquinhos vermelhos dispostos dentro da piscina, em diálogo com as pinturas.

Para esta visita presencial, alguns cuidados e medidas estão em vigor dentro dos espaços da EAV Parque Lage e serão orientados aos visitantes pelos funcionários.
Mais detalhes: http://eavparquelage.rj.gov.br/servicos/regras-de-visitacao/

- 17 de outubro, sábado

Atividade não presencial: Desenho Selvagem, filtro Selva
Com Fernanda Zerbini, Filipe Machado e Marrytsa Melo
Horário: 14h às 15h
Público: crianças de todas as idades e suas famílias
Plataformas: Google meet e Jamboard

15 vagas
Inscrições até às 16h do dia 16/10, através do formulário online

Entre formas, riscos, cores e colagens, vamos nos aventurar pelos universos digital e analógico, desenhando animais selvagens da floresta. Convidamos crianças e suas famílias a desenhar juntes e realizar composições coletivas, mesmo estando longe, criando filtros que serão disponibilizados no instagram do Parquinho Lage, no dia 24 de outubro: para baixar, usar e compartilhar. O processo de criação desta experiência será integralmente on-line.

- 31 de outubro, sábado

Atividade não presencial - Encerramento: São Cosme e São Damião
Por que artista?
Com Dalton Paula
Mediação: Luana Vieira

Horário: 11h às 12h
Público: crianças de todas as idades
Plataforma: Canal YouTube EAV Parque Lage

Evento on-line e aberto

Em outubro, o Parquinho Lage convida dois artistas a realizarem uma conversa aberta voltada para crianças de todas as idades: Maxwell Alexandre e Dalton Paula. Encerrando a programação das Jornadas de Outubro, o encontro será com Dalton, que falará sobre suas pinturas de São Cosme e São Damião, e sobre como sua infância se relaciona com sua trajetória artística. A conversa será mediada por Luana Vieira, supervisora do Parquinho Lage, e contará com perguntas enviadas por crianças. O encontro acontecerá ao vivo pelo YouTube da EAV, com participação do público, que poderá enviar perguntas através chat.

As perguntas para o artista também podem ser enviadas antecipadamente por DM para o instagram do @parquinholage.


- 31 de outubro, sábado

Papo de bibliotecas interetárias: lançamento do livro digital
Com Prili, Kammal João, Biblioteca Vida Feliz e Biblioteca Lima Barreto

Plataforma: Instagram @parquinholage

Postagem de conteúdo produzido durante atividade

Durante os meses de setembro e outubro, crianças frequentadoras da Biblioteca Lima Barreto (Nova Holanda) participam da atividade “Papo de bibliotecas interetárias”, ministrada pelos professores Prili e Kammal, em que ilustram histórias escritas por idosos frequentadores da Biblioteca Vida Feliz (Guaratiba). As histórias destinadas às crianças tinham como tema infâncias e natureza. No dia 31 de outubro, será disponibilizada no instagram @parquinholage a versão em PDF do livro criado durante a atividade realizada em parceria entre o Parquinho Lage e as bibliotecas. As versões impressas dos livros estarão disponíveis nas bibliotecas EAV Parque Lage, Lima Barreto e Vida Feliz.

Posted by Patricia Canetti at 12:57 PM

Fim de semana das crianças no MAM Rio

No fim de semana das crianças, o MAM oferece programação gratuita repleta de brincadeiras, jogos e histórias, com muita segurança

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) elaborou programação especial e gratuita para as crianças, que acontecerá de forma presencial nos dias 10 e 11 de outubro, com visitas mediadas às exposições, oficinas de artes, contação de histórias e jogos. No feriado do dia 12, as atividades serão realizadas através das redes sociais da instituição.

Formas de estar junto é o tema que norteia as proposições dos educadores e artistas convidados para as áreas internas e externas do museu, com intervenções artístico-pedagógicas, oficinas e contação de histórias. As atividades estimulam as trocas entre crianças e adultos através da cultura do brincar, potencializando a experiência de parque e de espaço amplo que singulariza o MAM Rio.

"Museus como o MAM, que tem escala monumental e área a céu aberto, são opções ideais para o carioca depois de tantos meses de confinamento. A retomada do contato presencial com a arte, uma ferramenta fundamental de educação, é um ganho imenso para as crianças. As atividades elaboradas pela equipe do museu desenvolvem a capacidade de representar o simbólico. É uma oportunidade de brincar em família com todos os protocolos de segurança, sem aglomeração", afirma Fabio Szwarcwald, diretor-executivo do MAM Rio.

No sábado e no domingo, a programação inclui jogos, visitas e contação de histórias em que noções como proximidade e distanciamento, bem como cuidar de si e do grupo, serão exploradas a partir das personagens que povoam os espaços e exposições do MAM Rio. “Pretendemos criar um ambiente no qual crianças e adultos estejam conosco na construção e proposição de formas de estarmos juntos - em sociedade, no museu e com a arte”, ressalta Gleyce Kelly Heitor, Gerente de Educação e Participação do MAM.

Na segunda-feira, Dia das Crianças, o museu estará fechado mas oferecerá programação on-line. A estreia do AniMAM, série de animações direcionadas ao público de primeira infância (de 0 a 6 anos), é o ponto alto. Com patrocínio da Petrobras, a série envolve a criação de animações comissionadas com artistas brasileiros, nas quais uma dupla formada por um músico e um animador cria um vídeo com base no universo dos artistas em exposição no MAM. O projeto amplia temáticas pouco abordadas em animações para primeira infância ao apresentar, de forma lúdica, conteúdos referentes à arte moderna, à arquitetura do MAM Rio e sua multiplicidade de acervos.

PROGRAMAÇÃO

>> Sábado, dia 10 de outubro

11h - Visita Bricontando - Por Cintia Maria Ricardo
Existem inúmeras formas de se relacionar e re-existir. Nesta visita vamos passear, narrar, brincar, inventar histórias, contar para tudo e com tudo que encontrarmos no MAM Rio, para juntos inventarmos o agora.

Faixa etária: crianças a partir de 03 anos
Para 5 crianças acompanhadas de um adulto cada
Duração da atividade: 1h
Local: foyer e exposições

13h - Oficina Linha d’Água - Por Prili e Kammal João
As linhas que cruzam os espaços, a arquitetura, os corpos. As linhas que demarcam limites, filas de mercado, linhas invisíveis que distanciam, linhas de memórias, linhas de chão que já foi mar, linhas que escrevem palavras, linhas imaginárias que desenham e contam histórias. Durante a oficina iremos delimitar um espaço no chão tendo um dos pilotis como centro. Juntes traçaremos com fita a moldura dessa tela/chão. Em silêncio e como um cardume seguro, mantendo uma distância de 2m, buscaremos água para efêmera e coletivamente desenhar no chão e no pilar do MAM Rio.

Faixa etária: crianças de todas as idades
Para 5 crianças acompanhadas de um adulto cada
Duração da atividade: 1h
Local: foyer e pilotis do MAM Rio

15h - Ariku - Histórias de Recomeço - Por Tatiana Henrique e Herbert Said
Ariku significa saúde em lucumi, língua litúrgica utilizada pelos praticantes de Santería em Cuba. Em Ariku – histórias de recomeço, vamos conhecer itans que nos recontam como a busca pela harmonia e bem estar sempre estiveram presentes! Narrativas iorubano-brasileiras que falam sobre o poder de plantas e flores, a busca pela água, a magia das artes africanas. Porque a Vida sempre encontra um caminho para o reinício.

Faixa etária: crianças de todas as idades
Para 10 crianças acompanhadas de um adulto cada
Duração da atividade: 1h
Local: Terraço do MAM (acesso pela rampa)

>> Domingo, dia 11 de outubro

11h - Visita Encontrar sonhos - Por Lais Daflon e Lucas d’Ávila
O que aparece nos sonhos quando dormimos? Você consegue lembrar? Nesse jogo, crianças e adultos são convidados a procurar sonhos possíveis na exposição Irmãos Campana - 35 Revoluções. Através de conversas e ativações, o grupo é instigado a percorrer o espaço na busca de formas reais e imaginárias a partir das obras.

Faixa etária: de 07 a 09 anos
Para 5 crianças acompanhadas de um adulto cada
Duração da atividade: 1h
Local: Foyer e Exposição Irmãos Campana - 35 Revoluções

13h - Jogo de fachada - Por André Vargas
Jogando com a história, o que está por detrás do que nos é passado como verdade? Como descobrir outras histórias e aprender com elas outras maneiras de ler e valorizar aspectos importantes da nossa cultura? Esse jogo de cartas e dicas discute a valoração das fachadas coloniais no reconhecimento da materialidade de que são feitas as faces mais populares das casas brasileiras e, ao mesmo tempo, é uma ponte para discutir as violências do período colonial e sua herança atual. Os participantes tentarão descobrir através das dicas que as janelas e portas das fachadas revelam, do que é feita a fachada que está na face de trás das fachadas coloniais se deparando com identidades mais comuns de urbanização.

Faixa etária: de 10 a 13 anos
Para 5 crianças acompanhadas de um adulto cada
Duração da atividade: 1h
Local: foyer e exposição Campos Interpostos

15h - Ariku - Histórias de Recomeço - Por Tatiana Henrique e Herbert Said
Ariku significa saúde em lucumi, língua litúrgica utilizada pelos praticantes de Santería em Cuba. Em Ariku – histórias de recomeço, vamos conhecer itans que nos recontam como a busca pela harmonia e bem estar sempre estiveram presentes! Narrativas iorubano-brasileiras que falam sobre o poder de plantas e flores, a busca pela água, a magia das artes africanas. Porque a Vida sempre encontra um caminho para o reinício.

Faixa etária: crianças de todas as idades
Para 10 crianças acompanhadas de um adulto cada
Duração da atividade: 1h
Local: Terraço do MAM (acesso pela rampa)

>> Segunda-feira, dia 12 de outubro
Lançamento do AniMAM - série de animação a partir do museu

No Dia das Crianças lançaremos o primeiro episódio da série AniMAM, direcionado ao público de primeira infância (de 0 a 6 anos). O projeto, que conta com o patrocínio da Petrobras, envolve a criação de animações comissionadas com artistas brasileiros, nas quais uma dupla formada por um músico e um animador criam um vídeo com base no universo dos artistas em exposição no MAM Rio. O projeto amplia temáticas pouco abordadas em animações para primeira infância ao apresentar, de maneira lúdica, conteúdos referentes à arte moderna, à arquitetura do MAM Rio e sua multiplicidade de acervos.

O primeiro episódio da primeira temporada, criado pela Maria Marcolina Filmes com trilha sonora de Carlota Borges e Max Teixeira, usa a técnica de stop motion em massa de modelar para apresentar o universo da artista Wanda Pimentel, que está em exposição no MAM até 25 de outubro.
O AniMAM é veiculado através do canal do MAM Rio no Vimeo.

Posted by Patricia Canetti at 11:03 AM

outubro 8, 2020

Arredores da imagem: zona de investigações poéticas no MARGS

Parceria resulta em mais uma edição do projeto que, ao longo de outubro, terá a participação de pesquisadores/as que realizam diferentes investigações em torno da noção de imagem

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em parceria com a Faculdade de Educação da UFRGS (FACED), apresenta mais uma edição do ciclo de debates “Arredores da imagem: zona de investigações poéticas”, reunindo pesquisadores/as de diferentes áreas do conhecimento, agora por meio de encontros em plataformas digitais em decorrência do contexto de pandemia.

O primeiro convidado é o pedagogo Elisandro Rodrigues, Doutor em Educação, cuja palestra parte do tema “Não há imagem sem imaginação”, fragmento de um texto de Georges Didi-Huberman, filósofo e historiador da arte francês, que defende a imagem como processo e ato. O encontro ocorre na sexta-feira, 9 de outubro de 2020, às 10h, pelo link abre.ai/arredores2020.

Até o final do mês de outubro, serão apresentadas seis palestras realizadas semanalmente, nas quartas e sextas-feiras, com a participação de profissionais atuantes em pesquisas e estudos acadêmicos, para conversar com o público sobre assuntos relacionados à imagem. A atividade é gratuita e voltada ao público geral.

Entre os próximos convidados, estão Juliana Costa, Mayra Martins Redin, Fabricio Silveira, Ester Dreher Heuser e Silvana Boone (veja programação completa abaixo).

“Arredores da imagem: zona de investigações poéticas” é uma ação de extensão vinculada à FACED/UFRGS, com coordenação do professor e pesquisador Cristiano Bedin da Costa (DEC/FACED/UFRGS). Configura-se como um espaço de circulação e compartilhamento de investigações transdisciplinares em torno da noção de imagem e de suas multiplicidades teóricas e existenciais. A parceria com o MARGS estreou no passado, com as palestras sendo trazidas a público no auditório do Museu.

PROGRAMAÇÃO

09.10, sexta-feira, às 10h
“Não há imagem sem imaginação”, por Elisandro Rodrigues

14.10, quarta-feira, às 9h
“Cineclubes escolares: a imagem em diálogo”, por Juliana Costa

16.10, sexta-feira, às 10h
“Anotações cotidianas e as fragilidades da imagem”, por Mayra Martins Redin

21.10, quarta-feira, às 19h
"Mecanosfera/Monoambiente", por Fabrício Silveira

23.10, sexta-feira, às 10h
"Da voz ao ouvido: a imagem", por Ester Dreher Heuser

28.10, quarta-feira, às 19h
"Sobre a invisibilidade das mulheres artistas", por Silvana Boone

Link para os encontros: https://meet.google.com/pme-vtvm-ufg
Informações: facebook.com/arredoresdaimagem | margs.rs.gov.br | instagram.com/museumargs

RESUMOS DAS FALAS E BIOS

09.10, sexta-feira, às 10h
"Não há imagem sem imaginação", por Elisandro Rodrigues
"Não há imagem sem imaginação" é um fragmento de um texto de Georges Didi-Huberman no qual ele disserta sobre a aparição e a desaparição. Parte-se desse pormenor textual para pensar a imagem como processo e ato que, de certa forma, é passageira. Toma-se a imaginação como uma montagem que cria relação entre as coisas. Para montar o imaginar “é preciso ensaiar... pois leva tempo aprender como fazer”, como diria Marília Garcia. Propomos a instauração de um tempo – um hiato, uma pausa, uma fenda, um espaço fissurado – para observar os sintomas do nosso tempo ou, como diria Giorgio Agamben em sua indagação a respeito do contemporâneo, o escuro de nosso tempo. Para pensar na função política da imaginação e, quem sabe, ver onde pousam as palavras e perdem-se os olhares, assume-se como diferentes possibilidades de olhar – formas de ver o mesmo lugar, como diria Marília Garcia –, o procedimento de outros: as imaginações visuais de Evgen Bavcar; as palavras grafadas em prendedores de Elida Tessler; as linhas poéticas de Marília Garcia e o pensamento que atravessa fronteiras de Georges Didi-Huberman.

Elisandro Rodrigues
É Pedagogo; Doutor em Educação [Unisinos]; Mestre em Saúde Coletiva [UFRGS]; com Residência em Saúde Mental Coletiva pela UFRGS/EducaSaúde; Especialista em Educação em Saúde Mental Coletiva [UFRGS]; Especialista em Tecnologias da Informação e da Comunicação Aplicadas à Educação [UFSM]. Pesquisador do grupo de pesquisa Narrativas em Saúde, vinculado ao Grupo Hospitalar Conceição.

14.10, quarta-feira, às 9h
“Cineclubes escolares: a imagem em diálogo”, por Juliana Costa
A prática cineclubista como possibilidade pedagógica com o cinema e para o cinema em suas especificidades como linguagem, arte, técnica e atividade social. Como incentivar uma cultura cinematográfica em contextos educativos? De que formas as imagens do cinema podem ativar os espaços da educação, bem como criar outros, por meio das suas historicidades, estéticas e formas próprias de pensamento?

Juliana Costa
É Doutoranda em Comunicação Social pela PUCRS, com pesquisa em cinema e educação, e Mestre em educação pela UFRGS, com a dissertação “Exibição de filmes em contexto escolar: entre o Pro-grama de Alfabetização Audiovisual e a sala de aula”. Trabalha no projeto Programa de Alfabet-ização Audiovisual desde 2012, é crítica de cinema e membro fundadora do Cineclube Academia das Musas, dedicado a pesquisar e difundir a obra de cineastas mulheres.

16.10, sexta-feira, às 10h
“Anotações cotidianas e as fragilidades da imagem”, por Mayra Martins Redin
Leonilson anota em uma tela: “na neblina, o bom piloto”. Um amigo me conta um sonho repleto de olhos que o observam de dentro de um retângulo pequeno. Leio o texto de uma artista que ficou um ano sem se olhar no espelho. Escuto uma criança dizer que o sonho é uma imaginação “sozi-nho”. Confundo o nome de um livro e em um ato falho, ao invés de dizer “Eu sei porque o pássaro canta na Gaiola”, pergunto “Porque os pássaros cansam da janela?”. Partirei desta coleta de pe-quenas anotações cotidianas, – atravessadas por uma trágica pandemia –, para propor um pen-samento sobre imagens completas e que não nos permitem parar e também sobre aquelas, frágeis, que urgentemente criamos para dar conta daquilo que nos aparece como inexplicável e insuportável. Estas estão a nos pedir um tempo de suspensão e de deriva na neblina, onde criar e ver imagens talvez tenha a ver com não olhar tão de frente para o que está a se mostrar: como um astrônomo que utiliza a “visão lateral” para observar objetos de brilho tênue.

Mayra Martins Redin
Atua na intersecção entre a arte, a escrita e a clínica psicanalítica. Doutora em Artes, atua também na clínica e como professora. Participa de exposições e residências artísticas desde 2004. Publicou o livro “Poema de começo de construção” (Quelônio, 2018) e “Histórias de observatório” (Confraria do Vento, 2013), e também ensaios e artigos em torno das temáticas da palavra, da imagem e da escuta. Integra o grupo-oficina Artesania dos Dias, que trabalha a partir de coleta de sonhos e co-lagens coletivas.

21.10, quarta-feira, às 19h
"Mecanosfera/Monoambiente", por Fabrício Silveira
Asfixia e debilidade psíquica, currículos fraudados e hiperprodutivismo burocrático. Esses temas povoam o universo acadêmico e foram perseguidos no livro “Mecanosfera / Monoambiente” (Porto Alegre: Zouk, 2020), uma novela de ficção teórica recém-lançada. O objetivo do encontro é discutir esse exercício de theory fiction, descrevendo-o, seja em termos formais, seja em termos de seus arranjos dramáticos ou mesmo de suas proposições de fundo, das janelas e dos precedentes que tentou abrir. Uma narrativa de ficção para reinventar/reimaginar uma universidade em crise?

Fabrício Silveira
É escritor e professor universitário. Formado em Comunicação Social – habilitação em Jornalismo (UFSM), Mestre em Comunicação e Informação (UFRGS), Doutor em Ciências da Comunicação (Unisinos, RS) e Pós-Doutor pela School of Arts and Media (Salford University, UK). Autor de uma série de livros de ficção e não-ficção. Atualmente, realiza estágio pós-doutoral – bolsa PNPD Capes – junto ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

23.10, sexta-feira, às 10h
"Da voz ao ouvido: a imagem", por Ester Dreher Heuser
A partir das experimentações com os projetos áudio-fônicos, “Doses literárias” e “Eu li filosofia pra ti”, o encontro tratará da questão posta por Deleuze: "o que pode a voz fazer com o conceito?", para problematizar acerca da ação da imaginação para criar imagens, sem ver, mas ouvindo.

Ester Dreher Heuser
É professora-pesquisadora Associada da UNIOESTE, Campus Toledo (PR), no curso de Filosofia – Licenciatura, Mestrado e Doutorado (Linha: Ética e Filosofia Política). Pesquisa, publica e leciona em torno da Filosofia de Deleuze e seus intercessores; da Filosofia Política de Rancière; Filosofia da Educação e do Ensino de Filosofia. Interessa, sobretudo, ocupar-se das variações e possibilidades de modos de existência que desafiam a lógica da identidade, da representação e do juízo e que afirmam o devir e a invenção. Participa da Rede de Pesquisa "Escrileituras da diferença em filosofia-educação" oriundo do Projeto interinstitucional (UFRGS, UNIOESTE, UFPEL, UFMT) "Escrileituras: um modo de ler-escrever em meio à vida", (2011-2014) do Programa Observatório da Educação DEB/CAPES/MEC; do Grupo de Pesquisa da UNIOESTE Ética e Filosofia Política/CNPq. Graduada em Filosofia (Licenciatura - 1998) e mestre em Educação nas Ciências, área Filosofia (2002), pela UNIJUÍ e doutora em Educação, linha de pesquisa Filosofia da diferença e educação (2008), pela UFRGS.

28.10, quarta-feira, às 19h
"Sobre a invisibilidade das mulheres artistas", por Silvana Boone
Este encontro busca debater, não somente o questionamento da historiadora americana Linda Nochlin, "Por que não houve grandes mulheres artistas?", mas apontar os processos de educação através da imagem para diminuir as lacunas da história da arte.

Silvana Boone
É professora e pesquisadora na Universidade de Caxias do Sul (UCS) desde 1995. Doutora em História, Teoria e Crítica pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2013). Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1999). Especialista em Artes Visuais pela Universidade de Caxias do Sul (1993). Graduada em Licenciatura Plena em Educação Artística pela Universidade de Caxias do Sul (1990). Principais atuações no ensino da História da Arte e Arte Contemporânea, curadoria e crítica da arte.

Posted by Patricia Canetti at 4:37 PM