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setembro 17, 2014

Curso "Ver e ser visto" no MAM, Rio de Janeiro

Ver e ser visto

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realiza o curso “Ver e ser visto”, organizado pelo psicanalista Guilherme Gutman e pelo curador Luiz Camillo Osorio, na Cinemateca do MAM Rio. Em um total de seis aulas, serão abordadas as relações entre arte, imagem e psicanálise. A aula inaugural
com a participação da artista Rosângela Rennó será gratuita.

Palestrantes: Carlos Eduardo Estellita-Lins, Guilherme Gutman, Luiz Camillo Osorio, Marcus André Vieira, Pedro Duarte, Rosangela Rennó, Tadeu Capistrano

20 de setembro e 22 de outubro de 2014, quarta-feira, 18h30 - Inscrições até 19 de setembro, sexta-feira

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - Cinemateca
Av. Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro
Inscrições por email
Investimento: valor total R$120

APRESENTAÇÃO

Esta é a terceira edição do curso que estuda as relações entre arte e psicanálise. “Em 2013, nos concentramos sobre a loucura, sobre expressões mais francas de enlouquecimento – as psicoses e a melancolia – já nesta, que é a terceira edição de nosso curso, a loucura se suaviza em formas mais cotidianas, e se centra na dicotomia entre o olho e o olhar”, explicam Guilherme Gutman e Luiz Camillo Osorio.

Sobre as questões que serão abordadas, os organizadores questionam: “A empreitada é complexa, na mesma medida em que é desafiadora. Temos como pano de fundo a cidade em que vivemos, capaz de acolher – quase simultaneamente, com a mesma veracidade e voracidade – agrupamentos de gente dispostos a manifestações de cunho político, mas também outras legiões, que vêm à rua para ‘brincar’ o Carnaval. Que desconcertantes similaridades guardam esses grupos aparentemente tão antagônicos, mas que, como na obra de Helio Oiticica, podem ser tomados como dois cordões que se entrelaçam e que se separam continuamente? Como é observar a cidade e ao mesmo tempo estar nela?” Eles acrescentam que os “pontos de fusão e de cisão do político e do festivo; daquele que olha e daquele que é visto e, por fim, do olho que vê e da fenda da qual emerge a obra nos conduzirão por caminhos que atravessam as cidades e que, mais uma vez, cintilarão coisas que dirão respeito à arte e à loucura”.

PROGRAMA

Aula inaugural com Rosângela Rennó
20 de setembro, às 16h
Prof. Guilherme Gutman e Luiz Camillo Osorio
Entrada Franca

Quartas-feiras, às 18h30

24 de setembro – O Olho e o Olhar
Prof. Guilherme Gutman

1 de outubro – A Imagem Surrealista e a Imagem do Sonho em Lacan
Prof. Carlos Eduardo Estellita-Lins

8 de outubro – Ouvindo Imagens: o som que sai da obra.
Prof. Marcus André Vieira

15 de outubro – O Olhar, a Alma e a Loucura.
Prof. Pedro Duarte

22 de outubro – Imagem, fantasma, presença: espectros cinemáticos.
Prof. Tadeu Capistrano

SOBRE OS PARTICIPANTES

Carlos Eduardo Estellita-Lins é mestre e doutor em filosofia, psicanalista, psiquiatra e pesquisador em saúde mental. Professor da FIOCRUZ (ICICT, RJ e René Rachou, BH). Coordenador e professor do curso: “Cinema etnográfico e pesquisa com imagens na saúde”. Integrante da rede de pesquisa transdisciplinar Nietsche&Gambiarra; autor de “Trocando seis por meia dúzia: Suicídio como emergência no Rio de Janeiro” (Ed. Mauad).

Guilherme Gutman é médico psiquiatra e psicanalista, professor de psicologia da PUC-Rio, mestre e doutor em saúde coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ, crítico de arte.

Luiz Camillo Osorio é doutor em Filosofia, Professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio e Curador do MAM Rio.

Marcus André Vieira é médico, psicanalista e professor da PUC-Rio; coordenador do Centro de Atendimento Digaí, na favela da Maré; autor, entre outros, de “Restos – uma introdução lacaniana ao objeto da psicanálise” (Contra Capa, 2009) e “A paixão” (Zahar, 2001).

Pedro Duarte é professor de filosofia da UniRio. Doutor e mestre em filosofia pela PUC-Rio, onde é professor colaborador da especialização em Arte e Filosofia. É autor de Estio do tempo: Romantismo e estética moderna (Zahar).

Rosangela Rennó é artista, com intensa pesquisa no campo da fotografia, não só da especificidade da imagem fotográfica mas também de seus suportes físicos, que desdobra em publicações e instalações. Em 1994, participa da 22ª Bienal Internacional de São Paulo com a instalação “Candelária” e, em 2003, participa da Bienal de Veneza.

Tadeu Capistrano é professor de teoria da imagem na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realizou tese de doutorado sobre cinema, tecnologia e percepção pela UERJ, pesquisou na Universidade de Columbia, em Nova York, onde foi visiting scholar.

Posted by Patricia Canetti at 2:37 PM

setembro 16, 2014

História da Arte Contemporânea: Transversalidades no Sesc Consolação, São Paulo

História da Arte Contemporânea: Transversalidades

Idealizado por Daniela Bousso e Lucia Santaella, o programa aborda os temas “Arte contemporânea: o passado no presente” e “O contemporâneo nas artes: hibridismos e intersecções”.

O Sesc Consolação realiza durante os meses de setembro, outubro e novembro. Dividido em dois temas e em módulos independentes, o programa oferece um conjunto de cursos temáticos voltados para a compreensão da arte contemporânea, direcionados a estudantes e professores de artes, jornalistas culturais, profissionais da área de museus, cultura e comunicação e semiótica, arte educadores e interessados em arte contemporânea em geral.

Professores do Módulo II: Angélica de Moraes, Daniela Bousso, Lucia Santaella, Marcus Bastos, Nelson Brissac, Wilson Sukorski

Inscrições para o módulo II a partir do dia 1 de outubro de 2014

Sesc Consolação
Rua Dr. Vila Nova 245, Consolação, São Paulo
11-3234-3000
Inscrições na Central de Atendimento – 1º andar

Arte contemporânea: o passado no presente
Neste curso, a história da arte é traçada de modo transversal. Em lugar das tradicionais periodicidades lineares, em que artistas e obras aparecem em uma fileira temporal, a história e a arte serão pensadas de modo descontínuo, em espaços justapostos que unem o próximo e o distante, o contínuo e o descontínuo.
O objetivo é habilitar o estudante para a identificação dos procedimentos e recursos das linguagens da arte, de modo a estabelecer analogias não-lineares entre obras e artistas, desenvolvendo relações criativas de sincronia no tempo e no espaço que são fundamentais para o exercício da atividade crítica e curatorial no campo da arte contemporânea.

Módulo II: As vanguardas artísticas e a crise da representação
De 11 a 25/10. Sábados, das 11h às 13h30.

Antes que as vanguardas artísticas pré e pós-primeira e segunda guerras mundiais tivessem crescentemente libertado a arte de padrões estéticos e ideológicos pré-estabelecidos, esse caminho já havia sido gradativamente aberto ao longo dos séculos por alguns artistas inventores que anteciparam a resoluta e sistemática crise da representação figurativa encetada pelo modernismo.

11/10
Inventores e ruptores do Renascimento ao Modernismo, com Angélica de Moraes
Alguns dos mais relevantes artistas, independentemente do período e lugar em que viveram ou do estilo em que costumam ser identificados, foram marcando os séculos, da Renascença ao Modernismo, com invenções e rupturas de padrão que fizeram avançar as linguagens da arte e anteciparam tendências futuras. Serão abordadas as obras de Leonardo da Vinci a J.M.W. Turner, passando por Bosch, Velásquez e Goya, entre outros mestres.

18/10
A decantação da representação, com Lucia Santaella
Apresentação dos movimentos, estilos, escolas que, conhecidos sob o nome de vanguardas históricas, desconstruíram e decantaram todos os princípios de representação sedimentados desde o Renascimento. As possibilidades de encontrar uma lógica interna para o agrupamento desses movimentos são bastante variadas. Serão abordadas as relações entre estas diferentes vanguardas - os representantes das vanguardas no Brasil estarão inseridos e serão discutidos nos pontos convenientes.

25/10
A irrupção de múltiplas tendências artísticas, com Daniela Bousso
Cessado o processo de decantação da luz, das cores e das formas, e nada mais restando dos alicerces visuais renascentistas, o momento do pós-guerra abriu caminho para uma irrupção de tendências artísticas que variam livremente, sem um telos e sem permitir qualquer tipo de agrupamento – como a arte concreta e neo-concreta, optical art, cinetismo e o novo realismo; os happenings e a body art, como testemunhas de que quem manda na arte é ela mesma; a pop art, ironia e desdém, à explosão da cultura de massas; a simplicidade do minimalismo e o privilégio da ideia na arte conceitual.

O contemporâneo nas artes: hibridismos e intersecções
Após ter passado pelo estágio pré-fotográfico (da pintura, desenho, gravura e escultura) a partir do final do século XIX a arte foi ficando cada vez mais emaranhada em uma rede de forças dinâmicas, tanto pré-tecnológicas quanto tecnológicas, artesanais e virtuais, locais e globais, massivas e pós-massivas, corporais e informacionais, presenciais e digitais. Essa condição corresponde ao que Rosalind Krauss chamou de arte pós-midiática, no sentido de que não há suportes ou mídias privilegiadas para as artes - mas também não há nenhuma importância sobre que meio é usado. Nesse contexto, este curso visa discutir o contemporâneo nas artes à luz da evolução dos dispositivos e interfaces, da hibridação das linguagens e suportes, das intersecções entre meios e do sistema da arte (instituições e mercado).

Módulo II: A arte e suas hibridações
De 15 a 29/10. Quartas-feiras, das 19h às 21h30.

A multiplicidade e diversidade das artes no panorama contemporâneo resultam, entre outras coisas, das misturas e hibridismos entre gêneros, suportes, técnicas, tecnologias, mídias e linguagens que foram acentuando-se a partir do final do século XIX e que introduziram a fotografia, o cinema, o vídeo, a arquitetura, o design e suas variadas misturas no panteão das artes. Disso resulta a quase impossibilidade de categorização ou apontamento de tendências da arte contemporânea. Este módulo é voltado ao estudo de algumas das hibridações mais fundamentais que conduziram as artes ao seu estado atual.

15/10
Áudio Arte, com Wilson Sukorski
Compreender o desenvolvimento técnico e estético das artes sonoras demanda estabelecer relações entre contextos sócio-históricos, ferramentas, tecnologias e obras realizadas nos territórios da música e de outras formas de artes que se apropriaram do som. Esta aula procura estabelecer tais conexões na modernidade e pós-modernidade, partindo do impacto do fonógrafo, passando pelas pesquisas e experimentos sonoros das vanguardas nas artes visuais e na música, pela invenção de instrumentos eletrônicos e técnicas de gravação, até as novas interfaces de criação, edição e manipulação de sons através das quais emergem as sonoridades contemporâneas.

22/10
Arte e Arquitetura/Arte e Design, com Nelson Brissac
Esta aula discute as relações de similaridade, complementaridade, sobreposição, oposição, conflito e distinção entre arte e arquitetura, arte e indústria, arte e design. A arquitetura e o urbanismo contemporâneos, na sua relação com a arte, serão pensados como uma nova trama de valores, espaços complexos instaurados pela justaposição dos dispositivos; intervalos e desmaterialização como mecanismos da expansão urbana. As expansões no conceito de design serão tratadas até o limite do design thinking.

29/10
Mobilidade e a arte das mídias locativas, com Marcus Bastos
Graças aos dispositivos móveis equipados com GPS, emergiu uma nova estética sob o nome de mídias locativas. Estas são tecnologias baseadas em lugares – tecnologia wireless, de vigilância, de rastreamento e de posicionamento que permitem que a informação ligue-se a espaços geográficos. Os projetos estéticos em mídias locativas encontram sua coesão no resgate da experiência pessoal de contar histórias, na recuperação da memória coletiva cujo registro se inscreve na contracorrente das histórias oficiais, na disponibilização cada vez mais abrangente para usos críticos ou singelos de dispositivos marcados pela insígnia do poder.

PROFESSORES

Angélica de Moraes - crítica de artes visuais, jornalista cultural e curadora, integrou a equipe do curso de História da Arte do Museu da Imagem e do Som (MIS-SP). Autora do livro “Alex Flemming” (CosacNaify, 2012) e uma das autoras do livro “O Valor da Obra de Arte” (Metalivros, 2014).

Marcus Bastos - artista, curador e pesquisador nas áreas de convergência entre audiovisual, design e novas mídias. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é autor do e-book Cultura da Reciclagem (Galeria NOEMA, 2007) e um dos editores de Apropriações do (In)comum: espaço público e privado em tempos de mobilidade (Instituto Sergio Motta, 2009).

Nelson Brissac – possui graduação em Sociologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1976), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1980) e doutorado em Filosofia pela Universidade de Paris I Sorbonne (1984). Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: imagens, arte e cidade.

Wilson Sukorski - compositor, músico eletrônico, performer multimídia, criador/produtor de conteúdos musicais para rádio/vídeo/cinema, designer e construtor de instrumentos musicais inusitados e pesquisador em áudio digital.

COORDENADORAS

Daniela Bousso - crítica de artes visuais, curadora, pensadora e mestre em artes visuais pela ECA-USP e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC. Foi diretora do Paço das Artes de 1997 a 2011 também a responsável pela renovação do MIS-SP, que dirigiu em simultaneidade com o Paço das Artes, de 2007 a junho de 2011. Foi responsável pela concepção e formatação do Premio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, bem como pela curadoria das suas sete primeiras edições. Coordenou e realizou a curadoria da primeira edição do projeto Rumos Visuais junto ao Itaú Cultural. Atualmente é sócia diretora da Musas Produções Culturais LTDA e leciona no curso “Estéticas Tecnológicas” no TIDD (Tecnologias da Inteligência do Design Digital) da PUC-SP. Entre as suas principais curadorias, estão: 24 Bienal de SP, 50 anos da Bienal de SP, 12 brasileiros no ZKM-Centro de Mídia arte, Alemanha, 2006, entre outros. Prêmios APCA "Curadora revelação", 1992 e "melhor programação do ano", APCA, 2004, projeto "Ocupação", Paço das Artes SP.

Lucia Santaella é pesquisadora 1A do CNPq, professora titular na pós-graduação em Comunicação e Semiótica e na pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (PUCSP), além de Doutora em Teoria Literária pela PUCSP e Livre-docente em Ciências da Comunicação pela USP. Publicou 41 livros, entre os quais: Matrizes da linguagem e pensamento - Sonora, visual, verbal (Iluminuras/Fapesp, Prêmio Jabuti 2002), Mapa do jogo - A diversidade cultural dos games (org., Ed. Cengage Learning, Prêmio Jabuti 2009), e A ecologia pluralista da comunicação (Paulus, prêmio Jabuti 2011). Além dos livros, publicou cerca de 300 artigos no Brasil e no exterior. Recebeu ainda os prêmios Sergio Motta em Arte e Tecnologia (2005) e Luis Beltrão, maturidade acadêmica (2010).

Posted by Patricia Canetti at 6:52 PM

setembro 14, 2014

Seminário Internacional de Arte Contemporânea no Paço das Artes, São Paulo

Seminário Internacional de Arte Contemporânea: Arte em Deslocamento: trânsitos geopoéticos

O evento pretende debater algumas questões contemporâneas como o papel da América Latina dentro do contexto da arte em tempos de globalização; os novos territórios e circuitos percorridos pela arte contemporânea no contexto local e global; identidade nacional na América Latina e no Brasil; os lugares que as manifestações artísticas podem ocupar em um mundo marcado pelo nomadismo, impermanência e simultaneidade, entre outras. “A ideia do Internacional é discutir os deslocamentos promovidos pela Arte Contemporânea, especialmente, aqueles relacionados à produção da América Latina", diz Priscila Arantes, coordenadora do evento e diretora técnica e curadora do Paço das Artes.

Palestrantes: Clarissa Diniz, Diógenes Moura, Gilbertto Prado, Graziela Kunsch, Guilherme Wisnik, Jorge La Ferla, Jorge Menna Barreto, Karen O´Rourke, Lilian Amaral, Lucas Bambozzi, Moacir dos Anjos, Pablo Lafuente, Pablo Leon De La Barra, Priscila Arantes

26 e 27 de setembro de 2014, sexta-feira e sábado

Paço das Artes
Avenida da Universidade 1, Cidade Universitária, São Paulo
Inscrições por e-mail

PROGRAMA

26 de setembro (sexta-feira)

14h15: Apresentação - Priscila Arantes

14h30: Mesa 1 – Entre o Local e o Global: como pensar as diferenças nos dias de hoje e seus reflexos na arte e cultura contemporânea
Palestrantes: Moacir dos Anjos e Pablo Lafuente
Mediação: Priscila Arantes
Pontos a serem discutidos
- Relação periferias e centros, limites entre o local e o global, formatos bienal, iniciativas fora do eixo hegemônico, trânsitos geopoéticos
- De que maneira os grandes formatos expositivos podem ou não contribuir para estas discussões

16h: Coffee Break

16h15: Mesa 2 – Arte, mobilidade, cidade e outros circuitos
Palestrantes: Karen O´Rourke, Guilherme Wisnik e Lucas Bambozzi
Mediação: Gilbertto Prado
Pontos a serem discutidos
- Quais os novos territórios e circuitos percorridos pela arte contemporânea: arte na cidade - arte em rede / arte em trânsito

27 de setembro (sábado)

14h15: Mesa 3 – Arte e sistema da arte
Palestrantes: Clarissa Diniz, Jorge Menna Barreto e Graziela Kunsch
Mediação: Lilian Amaral
Pontos a serem discutidos
- Quais os deslocamentos possíveis entre as figuras do curador, crítico, artista e educador no sentido de incorporar as diferenças?
- Quais os territórios percorridos pelos diferentes agentes do sistema da arte contemporânea?
- Quais as contribuições que os diferentes agentes do sistema da arte podem dar para a constituição de um discurso para além dos hegemônicos?
- Residências artísticas, experiências imersivas, iniciativa de espaços independentes.

16h30: Coffee Break

16h45: Mesa 4 – Olhares e miradas a partir do Sul: territorialidades latino-americanas
Palestrantes: Pablo Leon De La Barra e Jorge La Ferla
Mediação: Diógenes Moura
Pontos a serem discutidos
- Como pensar a arte brasileira e a história da arte brasileira a partir do Brasil?
- Como pensar as reconfigurações da história da arte no contexto geopolítico contemporâneo?
- Qual o papel da produção artística da América Latina nos dias de hoje?
- É possível falar de uma identidade nacional na América Latina e no Brasil?

SOBRE OS PALESTRANTES
(em ordem alfabética)

Clarissa Diniz escreve sobre arte e desenvolve curadorias. Graduada em Lic. Ed. Artística/Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Editou a Tatuí (www.revistatatui.com), revista de crítica de arte, entre 2006 e 2014, e atualmente é Gerente de Conteúdo do Museu de Arte do Rio - MAR. Escreveu alguns livros e desenvolveu curadorias em importantes instituições.

Diógenes Moura é escritor, curador e editor independente. Premiado no Brasil e exterior, entre 1998 e 2013 integrou a equipe de Curadores da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foi eleito o Melhor Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite, em 2009. No ano seguinte recebeu o prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte de melhor livro de contos/crônicas com “Ficção Interrompida – Uma Caixa de Curtas” (Ateliê Editorial). Com o mesmo título foi finalista do Premio Jabuti de Literatura 2011. Acaba de publicar “Fulana Despedaçou os Versos” (Edições Terra Virgem). Atualmente, assina a curadoria da exposição “Operação Condor”, de João Pina, no Paço das Artes.

Gilbertto Prado é artista multimídia, professor do Departamento de Artes Plásticas da ECA – USP e coordenador do Grupo Poéticas Digitais. Tem realizado e participado de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Recebeu o 9º Prix Möbius International des Multimédias, Beijin, 2001 (Menção Especial) e o 6º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, 2006, entre outros. Trabalha com arte em rede e instalações interativas. Publicou em 2003 o livro Arte telemática: dos intercâmbios pontuais aos ambientes virtuais multiusuário, pelo Itaú Cultural.

Graziela Kunsch é artista, editora, crítica, curadora e professora. Seus projetos implicam em um alargamento do chamado “público da arte”, relacionando-se com contextos políticos e sociais. É doutoranda em Meios e Processos Audiovisuais na ECA-USP, membro do grupo História da Experimentação no Cinema e na Crítica, editora da revista Urbânia, e uma das artistas selecionadas para a 31ª Bienal de São Paulo (2014).

Guilherme Wisnik é professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. É autor de livros como Lucio Costa (Cosac Naify, 2001), Caetano Veloso (Publifolha, 2005) e Estado crítico: à deriva nas cidades (Publifolha, 2009). Foi o Curador Geral da 10ª Bienal de Arquitetura de São Paulo (2013). É membro da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, da LASA – Latin American Studies Association e vice-diretor do Centro Universitário Maria Antônia.

Jorge La Ferla é licenciado pela Universidade de Paris VIII Vincennes, com mestrado em Artes pela University of Pittsburgh. Chefe de cátedra na Universidade de Buenos Aires, professor titular da Universidade Del Cine, professor convidado na Universidade De Los Andes (Bogotá). Curador de cinema, vídeo e novas medias, tem livros publicados no Brasil, Argentina e Colômbia e artigos em diversas publicações da América e Europa.

Jorge Menna Barreto é formado em Artes Plásticas pela UFRGS, é mestre e doutor em Poéticas Visuais pela ECA/USP. Atualmente, dedica-se a um pós-doutorado no departamento de Artes Visuais da UDESC, no qual investiga relações possíveis entre agroecologia e o site-specific. Práticas visuais e discursivas se mesclam em sua trajetória, seja enquanto educador, tradutor, artista ou escritor.

Karen O´Rourke trabalha com obras que exploram a relação entre o fazer artístico e os conceitos de rede, arquivo e território. É professora da Universidade Jean Monet Saint-Étienne. Ao lado de colegas da Sorbonne (Université Paris 1) e colaboradores na França, Grã Bretanha e Estados Unidos, ela desenvolve um projeto de pesquisa chamado “The End of Maps? Dream Territories, Standardized Territories”.

Lilian Amaral é pós-Doutora em Arte, Ciência e Tecnologia pelo IA/UNESP; pesquisadora PNPD / Capes e professora colaboradora do PPGACV da UFG/FAV. É também artista e curadora no campo da Poética Urbana e Cartografias Artísticas Contemporâneas em contexto ibero-americano.

Lucas Bambozzi trabalha em mídias como vídeo, filme, instalação, obras site-specific, performances audiovisuais e projetos interativos. Seus trabalhos já foram mostrados em mais de 40 países. Foi curador do Sónar SP (2004) e Life Goes Mobile (2004-2005) e é um dos criadores do arte.mov Fest. de Arte em Mídias Móveis (2006-2012) e do Labmovel (2012-2013).

Moacir dos Anjos é pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife. Foi diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães - MAMAM (2001-2006) e pesquisador visitante no centro de pesquisa TrAIN – Transnational Art, Identity and Nation, University of the Arts London (2008-2009). Foi curador do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza (2011), curador da Bienal de São Paulo (2010), co-curador da Bienal do Mercosul, PoA (2007) e curador do Panorama da Arte Brasileira, MAM SP (2007).

Pablo Lafuente é escritor, editor e curador. Trabalha como editor da revista Afterall e da serie de livros Exhibition Histories, publicada por Afterall Books. É Reader em Arte, Contexto e Teoría em Central Saint Martins, London. Lafuente foi co-curador da representação oficial da Noruega na Biennale di Venezia em 2011 (com Marta Kuzma e Peter Osborne) e 2013 (com Marta Kuzma e Angela Vetesse). Lafuente faz parte do equipe curatorial da 31a Bienal de São Paulo (6 Setembro–7 Dezembro 2014).

Pablo Leon De La Barra foi escolhido como o curador do Guggenheim UBS MAP América Latina. Atualmente está em uma residência de dois anos no Guggenheim, em Nova York, e faz parte da curadoria da segunda exposição na Iniciativa de Arte Guggenheim UBS MAP Global, com foco na arte contemporânea e os artistas da América Latina. Léon fez diversas curadorias internacionais e recebeu o 1° Prêmio Colección Patricia Phelps de Cisneros Travel Award for Central America and the Caribbean e escreve em seu blog Centre for the Aesthetic Revolution.

Priscila Arantes é diretora técnica e curadora do Paço das Artes desde 2007. Entre 2007 e 2011, foi diretora-adjunta do Museu da Imagem e do Som (MIS). É pós-doutora pela Pennsylvania State University (EUA), pesquisadora, crítica de arte e professora universitária. É autora de “Arte @ Mídia: perspectivas da Estética Digital” (Senac/FAPESP), finalista do 48 Prêmio Jabuti (2006), do livro “Conexões Tecnológicas, de Estéticas tecnológicas: novas formas de sentir” (EDUC/SP), e do inédito “Reescrituras da Arte Contemporânea: História, Arquivo e Mídia (Editora Sulina), entre outros.

FICHA TÉCNICA

Organização e coordenação: Priscila Arantes
Comissão Científica: Gilbertto Prado, Lilian Amaral e Priscila Arantes
Produção: Núcleo de Projetos do Paço das Artes

Posted by Patricia Canetti at 6:47 PM

setembro 10, 2014

Conversas com a arte contemporânea no POP, Rio de Janeiro

Conversas com a arte contemporânea

Nestes encontros teremos a oportunidade de ouvir de perto os artistas Luiz Zerbini e Iole de Freitas conversarem sobre os seus processos, métodos e conceitos. Na aula de abertura, a curadora e crítica Luisa Duarte oferecerá uma aula de contextualização de elementos que singularizam e norteiam as especificidades dos artistas convidados.

Palestrantes: Iole de Freitas, Luisa Duarte, Luiz Zerbini

17 de setembro a 1 de outubro de 2014, quartas-feiras, 19h30 - 2 x R$144,00

POP - Polo de Pensamento Contemporâneo
Rua Conde Afonso Celso 103, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
21-2286-3299 / 3682
Inscrições online

PROGRAMA

17 de setembro
Luisa Duarte

24 de setembro
Luiz Zerbini

1 de outubro
Iole de Freitas

SOBRE PALESTRANTES

Iole de Freitas é artista plástica. Expôs na 9ª Bienal de Paris, 15ª Bienal de São Paulo, 5ª Bienal do Mercosul e na Documenta 12, em Kassel, Alemanha. Entre as mostras recente destacam-se: Casa Daros Rio (2013); Pinacoteca de São Paulo (2011); Casa França Brasil (2010); "O desejo da forma" Akademie der Kunst, Berlim (2010); Fundação Iberê Camargo (2009); "Puntos de Vista" Bochum Museum of Art (2007); Bienal do Mercosul (2005), entre outros. Seus trabalhos encontram-se nas coleções do MAC (Museu de Arte Contemporânea) e do MAM (Museu de Arte Moderna) ambos em São Paulo. Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Museu de Belas Artes e Museu do Açude, no Rio de Janeiro; Museo de Bellas Artes de de A Coruña (Espanha); Bronx Museum (EUA); Winnipeg Art Gallery (Canadá); e Daros Foundation (Suíça). Sua obra também integra coleções particulares e já esteve em exposições individuais e coletivas em várias cidades do mundo.

Luisa Duarte é curadora independente e mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Crítica de arte do jornal O Globo e membro do conselho consultivo do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Organizou, com Adriano Pedrosa, o livro ABC – Arte Brasileira Contemporânea, publicado pela editora Cosac Naify em 2014. É curadora da exposição Roesler Hotel #25 — Dispositivos para um mundo (im)possível, recentemente inaugurada.

Luiz Zerbini nasceu em São Paulo, em 1959, e iniciou sua atividade artística no final dos anos 1970. Sua obra transita entre a pintura, a escultura, a instalação, a fotografia, a produção de textos e o vídeo. É um dos integrantes do Grupo Chelpa Ferro, que trabalha desde 1995 com sons e imagens por meio da realização de objetos, instalações, performances, shows e CDs. Apresentou trabalhos nas Bienais de São Paulo (1987, 2010), Monterrey, México (2009), do Mercosul, Brasil (2001) e havana, Cuba (2000). Entre as exposições individuais recentes, destacam-se: Casa Daros, Rio de Janeiro (2014); Centro de Arte Contemporânea Inhotim (2013); Max Wigram Gallery, Londres, Reino Unido (2013, 2011); MAM - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de janeiro (2012); Galeria Fortes Vilaça, São Paulo (2012, 2010, 2007, 2002); Centro Cultural Laura Alvim, Rio de Janeiro (2009); Centro Universitário Maria Antônia, São Paulo (2008); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2006), dentre outras.

Posted by Patricia Canetti at 2:20 PM

Fotografia: teoria e prática com Leonardo Ramadinha no POP, Rio de Janeiro

Fotografia: teoria e prática

Partindo dos conceitos básicos da fotografia, a oficina combinará aulas teóricas e práticas com saídas externas para capturar imagens, a fim de despertar o olhar fotográfico e proporcionar análises dos trabalhos realizados pelos alunos. A oficina é destinada a fotógrafos amadores e a entusiastas da fotografia em geral que tenham interesse em conhecer melhor sua câmera e alguns pontos essenciais para uma boa fotografia.

Professor: Leonardo Ramadinha

11 de setembro a 9 de outubro de 2014, quintas-feiras, 15h - 2 x R$240

POP - Polo de Pensamento Contemporâneo
Rua Conde Afonso Celso 103, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
21-2286-3299 / 3682
Inscrições online

PROGRAMA

11 de setembro
Conceitos básicos da fotografia. Tipos de programas: retrato, paisagem e esporte. Compensação de exposição e ajuste de luminosidade da foto. Composição e enquadramento.

18 de setembro
Prática externa em local a combinar.

25 de setembro
Análise e discussão das fotos.

2 de outubro
Prática em externa em local a combinar.

9 de outubro
Análise e discussão das fotos

Leonardo Ramadinha é fotógrafo e artista visual. Formado em Comunicação Social pela PUC-RJ, cursou especialização em Artes Visuais e é pós-graduado em Fotografia e Ciências Sociais pela UCAM. Participou de exposições coletivas e individuais no Brasil, Argentina, EUA, Colômbia, Alemanha e Eslovênia. Ministrou curso para o Museu de Arte Moderna de São Paulo e é professor de fotografia no Ateliê da Imagem. Tem obras em coleções particulares e em galerias nacionais e internacionais. Em setembro, na galeria Gabinete D Imagem, São Paulo, expõe, individualmente, Mar Sem Fim. Ainda neste ano lançará o livro Angra dos Reis (Barléu).

Posted by Patricia Canetti at 2:13 PM

setembro 8, 2014

O valor e o preço da arte com Giovanni Gasparini (Christie's) na Casa do Saber, Rio de Janeiro

O valor e o preço da arte

Por que as obras de arte são caras? O que determina os preços? Um dos efeitos perversos da mercantilização da arte é a relação entre o preço de uma obra de arte e a percepção de sua importância. Afinal, se é algo tão caro deve ser relevante. No entanto, estabelecer o valor econômico de uma obra de arte é complexo e um exercício por vezes misterioso. A palestra de Giovanni Gasparini, professor da Christie's Education, braço na área de educação da famosa casa de leilões, vai analisar a relação histórica e atual entre o valor rercebido de uma obra de arte e sua precificação, lançando alguma luz sobre os mecanismos por trás do mercado de arte.

Palestrante: Giovanni Gasparini

12 de setembro de 2014, sexta-feira, 19H30

Casa do Saber Rio
Av. Epitácio Pessoa 1.164, Lagoa, Rio de Janeiro
Inscrições gratuitas: 21-2227-2237
Chegar até 30 minutos antes do evento - palestra contará com tradução simultânea

SOBRE O PALESTRANTE

Giovanni Gasparini. Coordenador do Master course in Art, Law and Business na Christie's Education de Londres. Foi professor na Sotheby's Institute of Art e atuou como consultor de colecionadores e artistas, além de ter organizado exposições públicas. Escreve sobre mercado de arte para o ArtEconomy24, seção do Il Sore 24 Ore, principal jornal econômico da Itália. Antes de ingressar no mundo das artes, trabalhou por mais de dez anos como analista nos setores aeroespacial e de relações exteriores.

Posted by Patricia Canetti at 11:28 AM